Abusos litúrgicos: a fumaça de satanás na Igreja

“O Papa Montini, por Satanás, queria indicar todos aqueles padres ou bispos e cardeais que não rendem culto ao Senhor, celebrando mal a Santa Missa por causa de uma errônea interpretação e aplicação do Concílio Vaticano II. Ele falou da fumaça de Satanás porque sustentava que aqueles prelados que faziam da Santa Missa uma palha seca em nome da criatividade, na verdade estavam possuídos da vanglória e do orgulho do Maligno. Portanto, o fumo de Satanás não era outra coisa além da mentalidade que queria distorcer os cânones tradicionais e litúrgicos da cerimônia Eucarística.”

Cardeal Virgílio Noé, explicando o que Paulo VI queria dizer com “fumaça de Satanás” na Igreja

Frei Rojão: achamentos petralhas

Gabriel Chalita encontrou utopia em Maquiavel

Tarso Genro encontrou um coração em Lênin
Fernando Haddad encontrou competitividade na União Soviética
Celso Garcia encontrou democracia no Irã
Antônio Patriota encontrou respeito aos direitos humanos em Cuba
Lula encontrou um homem probo e diferenciado em José Sarney
José Dirceu encontrou republicanismo no Mensalão
Luis Eduardo Greenhalgh encontrou um humanista em Césare Battisti
Eleonora Menecucci encontrou beleza no aborto
Tarso Genro, de novo, encontrou poesia no onanismo
Gilberto Carvalho encontrou crime comum no assassinato de Celso Daniel
Luis Eduardo Cardoso encontrou concessões na privataria petista dos aeroportos
Guido Mantega encontrou crescimento na inflação em alta
Gomes Temporão encontrou eficiência no SUS
Os petistas encontram muitas coisas estranhas onde não se espera
Só não encontram ainda um cérebro na presidente Dilma

***
PS- Você é petralha e não gostou? Vai chorar no colo do Frei Betto!!!

O Tradicionalismo é uma Afirmação.

Por Irmão André Marie | Tradução: Fratres in Unum.com

A pequena aldeia de Villatalla, na diocese italiana de Albenga-Imperia, onde os Beneditinos da Imaculada vivem e onde o pequeno campanário ainda convoca as pessoas para assistir à Missa Tradicional em Latim.

Uma das coisas mais importantes que uma pessoa tem é a identidade. Isso explica porque os nomes são tão importantes para nós. Adão recebeu poder para designar as coisas no Jardim do Édem, mostrando que ele tinha domínio sobre o restante da criação, incluindo Eva, a quem nomeou. Quando uma criança descobre que um grande animal de olhar estranho tem um nome, ela encontra conforto neste fato, e se o papai pode identificá-lo, a coisa não deve ser tão terrível. Ela é conhecida.

Os católicos tradicionais, ou tradicionalistas, designam a si mesmos dessa forma por causa de sua adesão às tradições da Igreja; uma vez que eles o fazem em vista do abandono em larga escala daquelas tradições por parte da hierarquia, assim como clero e fiéis, este é o motivo pelo qual a expressão “católicos” nem sempre é suficiente, embora devesse ser. Além desse conceito muito genérico do que é o tradicionalismo, há compreensões múltiplas e discrepantes do que exatamente define a identidade do tradicionalista. Evitando um dogmatismo rígido onde a Igreja não nos deu ainda uma definição dogmática — precisamos estar preparados para morrer pelo dogma católico, porém não por nossas próprias opiniões — gostaria de considerar o que o tradicionalismo é em sua essência.

O contraste clareia a mente, então começarei com o que o tradicionalismo não é. O tradicionalismo não é uma negação. Ele não é uma recusa. Ele não é um apontar de dedos seguido de “você está errado!”. Existe um nome para essa ideologia: protestantismo. O protestantismo não é um conteúdo, mas sim um anti-conteúdo. Ele não é uma afirmação, mas sim uma negação.

Certamente, o católico deve concordar com as condenações da Igreja, bem como com as suas definições, mas uma existência de condenação é contingente a duas coisas: a verdade que veio primeiro, e um erro que nega a verdade. Em outras palavras, uma condenação, embora boa e necessária, somente surge porque algum vilão (talvez o próprio Satanás) elaborou uma negação da verdade de Deus. Mas a verdade de Deus chegou primeiro.

Os textos do Concílio de Trento nos dão uma ilustração disso. Trento afirma a verdade católica em seus decretos, que são textos comparativamente longos que explicam a doutrina católica em detalhes. Ao final daqueles decretos de rico conteúdo, em seguida, o Concílio condena os diversos erros em seus breves cânones.

Assim, a curta resposta à pergunta referente à identidade do tradicionalista é que ele é um católico que afirma as verdades dogmáticas, os ensinamentos morais e às tradições litúrgicas da Igreja. Isso é substancial e primário. O fato de agir assim em face de oposição, não somente do mundo, mas de outras pessoas que se chamam católicos, é secundário e acidental. Não vamos inverter a ordem, se não permitiremos que o inimigo imponha a nossa identidade.

Uma palavra sobre a busca por uma identidade: acredito que isso seja algo muito moderno, um produto da falta de raízes da cultura moderna, que nos serve a partir de nossas tradições, nossa terra e nossa gente. A modernidade nos homogeneíza, efetivamente desenraizando costumes e culturas locais. O católico é um membro da Igreja universal, mas ele não é um cidadão do universo por causa disso. Ele está localizado, e seu encontro com a Fé está no contexto de lugar, idioma e costume. Um católico do século quatorze na França e seu correligionário do quarto século no Egito possuíam a mesma fé, moral e religião (com padres, bispos, Missa, sacramentos, etc.), mas a variedade de idioma, ritual e costume era grande.

Isso é como deveria ser. Recebemos a fé em nível local. Nós a vivemos em nossas famílias. Nós a pronunciamos em nossos idiomas. Nós a praticamos no prédio daquela igreja, com as pessoas daquela comunidade. (A noção italiana de campanirismo e a concepção Carlista de fueros são expressões culturais e políticas dessa realidade.) A vivência da fé verdadeira é o que produz uma cultura católica, e essa cultura é o que deve impressionar por si mesma nossos jovens, formando as suas convicções, inspirando as suas ações, comandando as suas reações. Uma identidade – genuína, em todo caso – é formada dessa maneira orgânica. Nós não as colocamos e retiramos como um aluno de faculdade indeciso faz com sua carreira universitária. Isso é o que o homem moderno, sem raízes e sem descanso, faz, e essa é uma das causas de sua insanidade.

Em nossos dias, é claro, a Fé não está sendo vivida em lugares onde habitualmente estava. Os campanários italianos, que proporcionam àqueles que os ouvem um sentido de lar, ainda soam, mas freqüentemente anunciam o oferecimento de uma liturgia bizarra, a pregação de uma doutrina aguada e uma religiosidade de conformidade aos padrões do mundo. Assim, o campanirismo, “espírito do campanário”, não representa totalmente o que fazia outrora. E isso vale para outros lugares na Igreja universal. Assim, essa é a razão pela qual os tradicionalistas viajam, às vezes grandes distâncias, para ouvir uma Missa tradicional, com a catequese e a cultura que a acompanham.

Mas ainda podemos fazer muito para viver a Fé em nossas famílias e nossas comunidades. Ao fazê-lo, devemos resistir à tentação de transformar o tradicionalismo em uma ideologia, uma reação ou uma negação do que as outras pessoas fazem. O tradicionalismo é aquilo que somos, aquilo que sabemos, e aquilo que fazemos. Aqui, então, catalogaremos algumas das coisas que os tradicionalistas afirmam ou devem afirmar:

Afirmamos o credo católico em toda a sua integridade.

Afirmamos que a Igreja Católica é a única esposa de Cristo, e que a sua Fé e a sua religião são os únicos caminhos divinamente revelados para se acreditar e servir ao Deus vivo. Conseqüentemente, a Igreja Católica é o único caminho para a salvação.

Afirmamos que a verdade divina é atacada por inimigos da Igreja de Deus, e que os fiéis devem “pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos.” (Judas 1, 3).

Afirmamos a constituição sobrenatural da Igreja, a hierarquia natural da família e o domínio de Cristo Rei na sociedade. Na medida de nossas possibilidades, trabalharemos para preservar ou restaurar essas coisas em nossas próprias famílias e comunidades; porque o mundo, a carne e o demônio estão minando esta ordem estabelecida por Deus.

Afirmamos que o louvor público de Deus pela Igreja e sua liturgia nos foram entregues com grande cuidado por nossos pais na Fé. Isso foi feito em uma bela variedade de ritos. É errôneo jogar fora esses tesouros de séculos de desenvolvimento cuidadoso sob a proteção do Espírito Santo. Assim, nós os praticaremos, honraremos, amaremos e ensinaremos aos nossos filhos.

A resposta autêntica ao mal é uma vida de virtude e santidade cristã, que nada mais é do que a resposta fiel à vocação básica (o chamado batismal à santidade), vivida de acordo com o modo da “vocação secundária” (ou seja, sacerdócio, vida religiosa, matrimônio, o celibato no mundo).

Há muita coisa obscura e má na vida, mas se optarmos por permitir a nós mesmos sermos consumados por essas coisas, então, que vergonha. São Paulo observa que o que perdemos em Adão é muitíssimo superado por aquilo que ganhamos em Cristo (cf. Romanos 5: 15 seg.). Não é necessário ter Fé para ver a maldade e o desespero; eles são óbvios demais aos sentidos. A grande maravilha é a quantidade de bem que realmente existe, e para ver isso é necessário ter Fé: a água regenerando pecadores como filhos de Deus e herdeiros do Céu, o Próprio Deus descendo em nossos altares nas aparências de pão e vinho, o Evangelho sendo pregado aos pobres.

E o próprio Evangelho, Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo! Esta é a “Boa Nova”: Boa, porque procede do bom Deus, e nova, porque precisa ser dita.

Temos um tesouro na liturgia tradicional da Igreja. Também temos grandes comentários sobre ela, nenhum melhor do que o Ano Litúrgico de Dom Gueranger. Também temos a Sagrada Escritura, os escritos dos Padres e Doutores, e os grandes monumentos intelectuais e artísticos da cultura católica que nasceram com as sociedades cristãs. Tudo o que temos, mais o Próprio Deus, os Anjos, os Santos, e a promessa de glória futura se perseverarmos! E não nos esqueçamos que temos Nossa Senhora, a Causa de Toda a nossa Alegria.

Se, com tudo isso, precisarmos sair em busca de uma identidade, ou defini-la em termos puramente negativos contra alguma outra classe de pessoas, então, realmente, não temos idéia alguma sobre o que seja a Tradição.

Frei Rojão: Mentes insanas em corpos sanos

Acima vai um dos meus mais lacônicos, porém mais importantes, posts ironizando uma das figuras cuja atitude é uma das mais deletérias jamais surgidas na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra de Santa Cruz, o padre Fábio de Melo. Considero sua vida em muito diferente dos grandes santos dos tempos de outrora… e dos nossos, porque Jesus continua tendo muitos santos em sua Igreja. Não critico apenas seu ensinamento aguado, porque sua psicologia barata é tão rala que nem para levar ao Inferno serve. Eu me refiro ao ensinamento do exemplo mesmo, com uma vida de popstar que esconde o sacerdócio, canta músicas mundanas e em tons prenhes de luxúria e vaidade.

E como a má árvore não pode dar bons frutos, como crème de la crème Fábio de Melo admite que votou na abortista Dilma Rousseff. Com sacerdotes assim, para que a Igreja precisa de inimigos, não? Curioso é que em demagogia barata ele diz que colocaria todas as mulheres no poder. Hum… Até a idólatra rainha Jezabel, que quis degolar Elias? A golpista rainha Atalia de Judá que massacrou a casa de Davi? A princesa Salomé que pediu a cabeça de Batista? A falsa profetisa da igreja de Tiatira (Ap 2,20) ? Finalmente, a prostituta Babilônia, embrigada com a sangue dos cristãos?

Um aspecto que me escandaliza pessoalmente é justamente a aparência do Fabio de Melo. Aquela foto foi especialmente auspiciosa. O Tórax. Oh meu Jesus cujo peito foi maltratado pelos tormentos da Paixão, aquilo é tórax de um sacerdote? Aquilo foi cuidadosamente cultivado. Foi exercitado. Levou tempo. E tempo de um sacerdotes são almas salvas!

E cultivado para quê? Os peitorais desenvolvidos de Fabio de Melo são para amar melhor a Nosso Senhor Jesus Cristo? É para melhor acolher os pobres em seu seio? É para amamentar os órfãos? É para caber um coração inchado pelas dores da Paixão de Cristo?

Para que servem peitorais bem definidos na vida cristã? Para nada de bom, só servem para alimentar a vaidade masculina, mal que neste século até aos filhos de Adão atinge.

São Tomás de Aquino, obeso que era, deveria ter peitões bem brancos e caídos. São Jerônimo deveria ter peitos fundos, de tanto estar curvado sobre as Escrituras. São Francisco, que mal tinha outra roupa senão seu hábito surrado, tinha as chagas de Cristo impressas ao lado do peito. Santo Antão do Egito nem peitos deveria ter, magros de jejuns e vigílias que era. São Clemente teve um peito inchado de afogado, atirado ao mar que foi. São Lourenço teve o peito cozido. São Bento deveria ter cicatrizes horrendas em seus peitos, por haver se jogado nu num espinheiro, para espantar a tentação de uma lembrança de uma mulher… Eu me pergunto o que São Bento acharia de cantar num palco músicas mundanas e ter fãs jogadas aos pés. Bento se atirou aos espinheiros, Fábio se atira aos palcos.

Culto ao Corpo é uma porcaria. Para que gastar tempo e esforço com algo que virará comida dos vermes? Triste destino tem nosso corpo, ou será devorado pelas minhocas, ou vai ser incinerado feito lixo (alguém já se interessou para saber a fortuna de gás que se gasta num crematório? Nossos defuntos não são “carbono-zero”).

(Alias, academias de Ginástica pululam. E se chamam apenas “Academias”! Ora bolas, a Academia de Atenas era puxação de ferro? )

Manter a saúde é bom? É justo e nobre. Mas no devido limite. Ninguém quer estragar sua saúde assim como ninguém quer dirigir e estragar seu carro. O desejo de fugir da morte é universal

Porém o argumento da saúde é um belo esconderijo para a vaidade do culto ao corpo. Até hoje não se achou correlação nenhuma entre o que se chama de fitness e longevidade. Volta e meia, fugindo da curva normal da expectativa de vida, acha-se um centenário. Estes centenários ora fumam feito chaminés, ora vivem feito anacoretas. Não tem regra. É aleatório. Ninguém descobriu ainda quem controla o dado de Matusalém, que demorou muito, mas teve sua cova. É irônico que o salmo 89 continua atual após quinze séculos, poucos passam dos oitenta. Mais pessoas chegam aos setenta, mas parece que o velho relógio continua desligando na batida fatal do “Se comeres do fruto, morrerás”. E se morre mesmo! Não se achou quem tenha fugido a esta regra (salvo Henoc, Elias, e, de acordo com algumas leituras do Dogma da Assunção, a Virgem Maria. Mesmo assim três pessoas em bilhões e bilhões de homens estatisticamente não vale muito, não?)

É verdade que não cai um pardal sem que permita Deus. Mas admitamos, caem pardais velhos e despenados, caem pardais na flor da idade, caem pardaizinhos, caem até ovos com o ninho e tudo. Uma coisa é fato, os pardais cairão mais cedo ou mais tarde. E cairão também as águias e os urubus! Enfim, adianta se esforçar por manter algo que vai se acabar em algumas décadas, que é nosso corpo? A beleza então é mais fugidia, passaram os trinta e cinco e já era, nos tornamos caricaturas. E passando dos setenta e poucos, como diria a grande Emília, a Marquesa de Rabicó, viramos hipótese… Parodiando o salmo 48:

Morrem os personal trainers e os atletas igualmente

Morrem os gordos e também os sedentários

E deixam tudo o que possuem aos estranhos…

Pode-se gastar o que quiser nas Academias (não a de Atenas). Uma bala ou um acidente de carro matam hoje em dia quase tanto quanto um belo infarto. Um avião despencando do céu mata os saudáveis e doentes, não importa o colesterol, os triglicérides, a massa muscular, o índice de gordura corporal… Na trincheira da vida, não sobrevive o soldado mais bravo nem mais forte, mas aquele a quem a granada esporádica da fatalidade não chegou.

Deus deu nosso belo cérebro e nossa alma não para sermos fortes feito ursos, ou rápidos feito leopardos. É para sermos espertos feito homens. Tantos cuidam do corpo e esquecem a mente. Mentes insanas abundam em corpos sanos. E quantos mais esquecem da alma… e nada como um belo jejum ou uma bela disciplina no corpo rebelde para domar a alma também… E se para um leigo o culto ao corpo é perigoso, quanto mais a um sacerdote que deveria mais ainda ter obrigação de mortificar e domar sua carne…

Se te olho te leva a pecar, corte-o fora. Se seu corpo sarado te leva a pecar, engorde!

“Se nos aceitarem como somos, sem mudanças, sem nos obrigar a aceitar essas coisas, então estamos prontos”

do Fratres in Unum.com de G. M. Ferretti

Apresentamos a tradução do caríssimo amigo Gederson Falcometa, cuja gentileza novamente agradecemos, de um extrato do sermão proferido ontem, festa da Purificação de Nossa Senhora, por Dom Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. O estilo coloquial foi preservado.

A Sociedade de São Pio X foi fundada pela Igreja e na Igreja, e nós dizemos que esta sociedade continua a existir, apesar do fato de que há uma pretensão de que ela não existe; que foi suprimida em 1976 (mas, obviamente, com total desrespeito das leis da própria Igreja). E é por isso que nós continuamos. E o nosso querido Fundador insistiu muitas e muitas vezes sobre a importância desta existência da Sociedade. E eu acho que, como o tempo evolui, temos de manter isso em mente – e é muito importante que mantenhamos este espírito católico.

Nós não somos um grupo independente. Mesmo se estamos lutando com a Roma, ainda somos, por assim dizer, com Roma. Estamos lutando com a Roma, ou, se você quiser, contra Roma, ao mesmo tempo com Roma. E nós afirmamos e continuamos a dizer, somos católicos. Queremos permanecer católicos. Muitas vezes eu digo a Roma, vocês tentam nos chutar para fora. E vemos que seria muito mais fácil para nós estar fora. Teríamos muito mais vantagens. Vocês nos tratariam muito melhor! Olhe para os protestantes, como abrem as igrejas a eles. Para nós, eles as fecham. E dizemos, nós não nos importamos. Nós fazemos as coisas na frente de Deus. Nós sofremos por parte da Igreja, tudo bem. Nós não gostamos disso, é claro. Mas temos de ficar lá na verdade. E nós temos que afirmar que pertencemos à Igreja. Nós somos católicos. Nós queremos ser e queremos permanecer, e é muito importante afirmar isso.

Também é importante que finalmente nós não imaginemos uma Igreja Católica que é apenas o fruto da nossa imaginação, mas que não é mais aquela [Igreja] real. E com a real nós temos problemas. Isso é o que torna ainda mais difícil: o fato de que temos problemas com ela. Isso não nos permite, por assim dizer, fechar a porta. Pelo contrário, é nosso dever continuamente ir até lá, bater à porta, não para implorar para que possamos entrar (porque estamos dentro), mas para pedir que possam se converter; que eles possam mudar e voltar ao que faz a Igreja. É um grande mistério, não é simples. Porque ao mesmo tempo que temos de dizer, sim, nós reconhecemos aquela Igreja — é o que dizemos no Credo, creio na Igreja Católica — de modo que aceitamos que há um Papa, aceitamos que existe uma hierarquia, nós aceitamos isso.

E na prática, em muitos níveis, temos de dizer não. Não porque isso [certos tópicos] não nos agrada, mas porque a Igreja já falou sobre isso. Já condenou mesmo muitas dessas coisas. E assim, em nossas discussões com Roma estávamos, por assim dizer, presos aí. O problema fundamental em nossas discussões com Roma foi realmente o Magistério, o ensinamento da Igreja. Porque eles dizem: “nós somos o papa, nós somos a Santa Sé” — e nós dizemos, sim. E então dizem, “nós temos o poder supremo”, e nós dizemos, sim. Eles dizem: “nós somos a última instância no ensino e somos necessários” — Roma é necessário para que tenhamos a fé, e nós dizemos, sim. E então eles dizem, “então, obedeçam.” E nós dizemos, não. E assim nos dizem, vocês são protestantes. Vocês colocam a sua razão acima do Magistério de hoje. E nós respondemos a eles, vocês são modernistas. Vocês alegam que o ensino de hoje pode ser diferente do ensino de ontem. Nós dizemos que, quando aderimos ao que a Igreja ensinou ontem, necessariamente aderimos ao ensinamento da Igreja hoje. Porque a verdade não está ligada ao tempo. A verdade está acima dele. O que foi dito uma vez é vinculante por todos os tempos.Esses são os dogmas. Deus é assim, Deus está acima do tempo. E a Fé é a adesão à verdade de Deus. Está acima do tempo. É por isso que a Igreja de hoje está vinculada e tem que ser como (e não só) a Igreja de ontem. E assim, quando você vê o Papa atual dizer que deve haver continuidade na Igreja, dizemos nós, é claro! Isso é o que temos dito em todos os momentos. Quando falamos de Tradição, é precisamente este o significado. Eles dizem, deve haver Tradição, deve haver continuidade. Portanto, há continuidade. O Vaticano II foi feito pela Igreja, a Igreja deve ser contínua, por isso o Vaticano II é Tradição. E nós dizemos, com licença?

E há mais, meus queridos irmãos. Isso foi durante a discussão. No final da discussão, surge esse convite de Roma. Neste convite há uma proposição de uma situação canônica para regularizar nossa situação. E posso dizer, o que é apresentado hoje, que já é diferente do que foi apresentado no dia 14 de setembro, podemos considerar como tudo certo, ótimo. Eles cumpriram todas as nossas condições, posso dizer, no plano prático. Então não há muito problema aí. O problema permanece em outro nível — o da doutrina. Mas mesmo aí ele vai muito além — muito além, meus queridos irmãos. A chave é um princípio. Que eles dizem, “isso você deve aceitar; você tem que aceitar que para os pontos que geram dificuldade no Concílio — pontos que são ambíguos, onde há disputa — esses pontos, como o ecumenismo, como a liberdade religiosa, estes pontos devem ser entendidos em coerência com o ensinamento perpétuo da Igreja”. “Então, se há algo de ambíguo no Concílio, é necessário entendê-lo como a Igreja sempre ensinou ao longo do tempo”.

Eles vão ainda mais adiante e dizem, “é necessário rejeitar o que se opõe a este ensinamento tradicional da Igreja”/ Bem, isso é o que sempre dissemos. Espantoso, não? Que Roma nos imponha este princípio. Impressionante. Então você pode se perguntar, então por que você não aceita? Bem, meus queridos irmãos, ainda há um problema. O problema é que neste texto dão duas aplicações do que e como temos de compreender esses princípios. Esses dois exemplos que eles nos dão são o ecumenismo e liberdade religiosa, como descritos no novo Catecismo da Igreja Católica, que são exatamente os pontos pelos quais nós repreendemos o Concílio.

Em outras palavras, Roma nos diz, nós fizemos isso o tempo todo. Somos tradicionais; Vaticano II é Tradição. A liberdade religiosa, o ecumenismo são Tradição. Estamos em plena coerência com a Tradição. Imaginem só, para onde vamos? Que tipo de palavras vamos encontrar para dizer que nós concordamos ou não? Se até mesmo os princípios que temos mantido e afirmado, dizem eles, sim, está ok, vocês podem afirmar isso, porque isso significa que queremos dizer, que é exatamente o contrário do queremos dizer.

Creio que não poderíamos ir adiante na confusão. Em outras palavras, meus queridos irmãos, isso significa que eles têm um outro significado para a palavra “tradição”, e talvez até mesmo para “coerência”. E é por isso fomos obrigados a dizer não. Nós não vamos assinar aquilo. Concordamos com o princípio, mas vemos que a conclusão é contrária. Grande mistério! Grande mistério! Então, o que vai acontecer agora? Bem, já enviámos a nossa resposta a Roma. Eles ainda dizem que estão refletindo sobre ela, o que significa que provavelmente eles estão embaraçados.Ao mesmo tempo, creio que podemos ver agora o que eles realmente querem. Será que eles realmente nos querem na Igreja ou não? Dissemo-lhes muito claramente, se nos aceitarem como somos, sem mudanças, sem nos obrigar a aceitar essas coisas, então estamos prontos. Mas se quiserem nos fazer aceitar estas coisas, não estamos. Na verdade, nós só citamos Dom Lefebvre quem disse isso já em 1987 — várias vezes antes, mas a última vez disse isso em 1987.

Em outras palavras, meus queridos irmãos, humanamente falando, é difícil dizer como será o futuro, mas sabemos que lidamos com a Igreja, lidamos com Deus, lidamos com a Providência Divina, e sabemos que esta Igreja é a Igreja Dele. Os seres humanos podem causar alguma perturbação, alguma destruição. Eles podem causar confusão, mas Deus está acima disso, e Ele sabe como, de todos esses acontecimentos — estes acontecimentos humanos — essas linhas tortuosas, Deus sabe como dirigir a Sua Igreja por meio dessas provações.

Haverá um fim para esta provação, não sei quando. Às vezes, há esperança de que ele virá. Às vezes, é como se perdêssemos a esperança. Deus sabe quando, mas na verdade, humanamente falando, temos de esperar por um bom tempo antes de esperar ver as coisas melhores — cinco, dez anos. Estou convencido de que em dez anos as coisas vão parecer diferentes, porque a geração do Concílio terá desaparecido e a próxima geração não tem essa ligação com o Concílio. E já agora ouvimos vários bispos, meus queridos irmãos, vários bispos nos dizer: vocês dão muito peso a este Concílio; deixe-o de lado. Poderia ser um bom caminho para Igreja ir adiante. Deixe-o de lado; esqueça-o. Vamos voltar ao que interessa, a Tradição.

Não é interessante ouvir bispos que dizem isso? É uma nova linguagem! Isso significa que temos uma nova geração que sabe que há coisas mais sérias que o Vaticano II na Igreja, e que temos de voltar a isso, se assim posso dizer. Vaticano II é sério por causa do dano que causou, sim, é. Mas, como tal, ele quis ser um concílio pastoral, que agora já acabou. Sabemos que alguém que está trabalhando no Vaticano escreveu uma tese para sua formação acadêmica sobre o magistério do Concílio Vaticano II. Ele mesmo nos disse e ninguém nas universidades romanas estava pronto para tomar esta tese. Finalmente, um professor o fez, e a tese é a seguinte: a autoridade do magistério do Vaticano II é a de uma homilia na década de 1960. E passou!

Veremos, meus queridos irmãos. Para nós é muito claro. Devemos nos firmar e nos ater à verdade, à Fé. Nós não vamos abrir mão disso — aconteça o que acontecer. Existem algumas ameaças, é claro, de Roma agora. Veremos. Nós colocamos todas essas coisas nas mãos de Deus, e nas mãos da Santíssima Virgem Maria. Oh, sim, temos de continuar a nossa cruzada de rosários. Contamos com ela, contamos com Deus. E então o que acontecer, acontecerá. Não posso prometer uma linda primavera. Eu não tenho a menor idéia do que vai acontecer nesta Primavera. O que sei é que a luta pela Fé vai continuar, aconteça o que acontecer. Reconhecidos ou não, você pode estar certo de que os progressistas não ficarão felizes. Eles vão continuar e nós vamos continuar a combatê-los também.

Liturgia não rima com simpatia (simpatia barata ou as invenções “cativantes”)

"A liturgia não vive de surpresas ‘simpáticas’, de invenções ‘cativantes’, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado" (J. Ratzinger).

Está aí uma citação que expressa muito bem a minha compreensão da liturgia da Igreja. Se não recebermos a liturgia como um dom, ela se tornará simplesmente disponível e já não nos poderá educar para o Mistério. Salvemos a liturgia!

Pe. Elílio de Faria Matos Júnior

Pode o juiz autorizar um aborto?

Pode o juiz autorizar um aborto?

(nenhum juiz está acima da lei)

Se o aborto é ilegal, a autorização judicial é inútil; se o aborto fosse legal, ela seria desnecessária. Em qualquer hipótese, não faz sentido pedir a um juiz que “autorize” um aborto. No entanto, generalizou-se a crença de que um juiz pode autorizar, ou até mesmo ordenar (!) a prática de tal crime. Diante de um alvará para matar[1], há médicos que se sentem intimidados, como se fossem “obrigados” a executar a sentença de morte decretada pelo magistrado.

O papel da imprensa tem sido importante em difundir a desinformação. Por exemplo: em 17/04/2011, domingo, a primeira página do jornal Diário da Manhã trazia a manchete: “Aborto dentro da lei: Justiça goiana autoriza mais de 20 interrupções de gravidez de fetos com má formação severa”. Segundo a matéria, “mais de 20 autorizações judiciais permitindo aborto de fetos com má-formação severa foram concedidas em Goiânia na última década”[2]. As crianças abortadas “judicialmente” não foram somente as portadoras de anencefalia. Vários outros bebês, com doenças menos sérias, como a síndrome de body-stalk, síndrome de Potter, encefalocele occipital e síndrome de Edwards foram condenados ao extermínio. A futilidade do motivo chegou ao auge quando em 23/03/2011 um juiz “autorizou” o abortamento de uma criança normal (!), sob a alegação de que ela poderia sofrer algum dano futuro (!) em virtude do tratamento de câncer a que seria submetida sua mãe[3].

Tentemos esclarecer a questão.

1. No Brasil o aborto é crime?

Sim. Um crime contra a pessoa e contra a vida, tipificado nos artigos 124 a 128 do Código Penal.

2. Há algum caso em que o aborto não seja crime?

Não. No direito brasileiro, todo aborto diretamente provocado é crime.

3. E se não houver outro meio, a não ser o aborto, para salvar a vida da gestante?

Nesse caso, que aliás não ocorre, o aborto continua sendo crime.

4. E se a gravidez resultar de estupro e a gestante consentir no aborto?

Nesse caso, o aborto continua sendo crime.

5. Mas eu ouvi dizer que nos casos acima o aborto era legal…

De maneira alguma! Nessas duas hipóteses (art. 128, CP), o criminoso “não se pune”. Mas o aborto continua sendo crime.

6. Pode haver casos em que um criminoso fique sem punição?

Sim. A lei pode, após o fato consumado, deixar de aplicar a pena por razões de política criminal. Em Direito, isso recebe o nome de escusa absolutória. As escusas determinam a não punição do criminoso. Mas o crime permanece.

7. Dê alguns exemplos de escusa absolutória.

Se um filho furta de seu pai, comete crime de furto, mas fica isento de pena (art. 181, CP). Se a mãe esconde seu filho delinquente da polícia, comete crime de favorecimento pessoal, mas fica isenta de pena (art. 348,§2º, CP). Não se pode, porém, falar de “furto legal” ou de “favorecimento pessoal legal”.

8. O Estado pode favorecer essas condutas em que a pena não se aplica?

Claro que não. Imagine o absurdo que seria as escolas públicas ensinarem às crianças a maneira mais segura e eficiente de surrupiar as coisas do papai e da mamãe, a pretexto de que tal furto seria “legal”. Ou então pense no disparate que seria uma penitenciária reunir as mães dos detentos e explicar-lhes como escondê-los da polícia, a pretexto de que tal favorecimento pessoal seria “legal”.

9. O Estado pode financiar a prática do aborto nos casos em que a pena não se aplica?

De modo algum. O Sistema Único de Saúde não pode usar o dinheiro público para a prática de crime, haja ou não pena aplicada ao criminoso.

10. Cite juristas que sustentam a doutrina de que não há aborto legal no Brasil.

Além do grande Walter Moraes (já falecido), temos Ricardo Henry Marques Dip, Jaques de Camargo Penteado, Vicente de Abreu Amadei, José Geraldo Barreto Fonseca, Paulo de Tarso Machado Brandão, Maria Helena Diniz e Ives Gandra da Silva Martins.

11. Existe escusa absolutória em caso de má-formação fetal?

Não. O médico que pratica um aborto em razão de uma deficiência da criança por nascer (aborto eugênico) incorre nas penas dos artigos 125 a 127 do Código Penal.

12. Que valor tem uma autorização judicial para um aborto?

Nenhum valor. O aborto continua sendo crime, haja ou não a cumplicidade de um juiz.

13. Se o aborto for praticado, o juiz pode ser punido?

Pode e deve. “O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido” (art. 13, CP). Ora, se sem a “autorização” o aborto não teria sido praticado, ela, embora inválida, foi causa do crime. Por meio dela, o juiz concorreu para o crime. E “quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade” (art. 29, CP).

14. Quem é competente para julgar um juiz de direito que participa de um crime de aborto?

O Tribunal de Justiça do seu Estado (art. 96, III, CF).

15. Houve algum juiz punido por ter autorizado um aborto?

Não. Embora muitas vezes os tribunais tenham concedido ordem de habeas corpus em favor do nascituro, por considerarem ilegal a “autorização” para o aborto, em nenhum caso o juiz foi punido. Nem sequer foi denunciado.

16. Aquem cabe denunciar um juiz por crime perante o Tribunal de Justiça?

Cabe ao Ministério Público, por meio do Procurador Geral de Justiça, oferecer a denúncia, ou seja, iniciar a ação penal contra o juiz (art. 29, V, Lei 8625/93).

17. O que se pode fazer para pôr fim a essa impunidade?

Solicitar a um parlamentar que represente criminalmente contra tais juízes.

Anápolis, 8 de fevereiro de 2012

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
www.providaanapolis.org.br

O ABORTO COMO EXPRESSÃO DA LIBERTAÇÃO DA MULHER NÃO É APENAS UMA FRAUDE MORAL, É TAMBÉM UMA MENTIRA HI STÓRICA. O ABORTO SEMPRE FOI E É CONTRA AS MULHERES!

O ABORTO COMO EXPRESSÃO DA LIBERTAÇÃO DA MULHER NÃO É APENAS UMA FRAUDE MORAL, É TAMBÉM UMA MENTIRA HISTÓRICA. O ABORTO SEMPRE FOI E É CONTRA AS MULHERES!

do Reinaldo Azevedo – Blog – VEJA.com

Já escrevi dezenas de textos demonstrando por que o aborto é moralmente injustificável. Neste artigo, quero desmontar algumas falácias históricas. Os que, como este escriba, são contrários à legalização, ganham referências e argumentos novos. Os que não se convencerem, quando menos, podem tentar melhorar os próprios argumentos.

Em dezembro de 2006, escrevi para a VEJA uma longa resenha, que acabou sendo publicada como “matéria especial”, do livro “The Rise of Christianity: a Sociologist Reconsiders History”, do americano Rodney Stark, hoje já traduzido: “O Crescimento do Cristianismo: Um Sociólogo Reconsidera a História”, publicado pela Editora Paulinas. Leiam-no, cristãos e não-cristãos. A íntegra do texto está aqui. Eu me lembrei de livro e resenha ao ler as declarações da nova ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci, que considera o aborto uma espécie, assim, de libertação das mulheres, especialmente das mais pobres. Esse também foi o teor de muitos comentários que chegaram, alguns com impressionante violência. Houve até uma senhora que afirmou que eu deveria ser “executado”. Por quê? Bem, entendi que é porque não concordo com ela. Pelo visto, em nome de suas convicções, ela não se limitaria a eliminar os fetos. Nos dias de hoje, melhor ser tartaruga.

Boa parte dos que me atacaram de modo impublicável — sim, há comentários de leitores que discordam de mim — revela, na verdade, um preconceito anticristão, anticatólico em particular, que chega a assustar. Dá para ter uma idéia do que fariam se chegassem ao poder. Estão de tal sorte convictos de que a religião é um mal que chegam a revelar uma semente missionária. Se o estado pelo qual anseiam se concretizasse, aceitariam a tarefa de eliminar os “papa-hóstias” e os evangélicos em nome do progresso social. Constato, um tanto escandalizado, que a defesa incondicional do aborto, em muitos casos, é só uma das manifestações da militância anti-religiosa. Há nesses espíritos certa, como chamarei?, compulsão da desmistificação. Por que alguns fetos não poderiam pagar por isso, não é mesmo?

Mas volto àquela magnífica tese do “aborto como expressão a libertação das mulheres”. Retomo parte daquela resenha para que se desnude uma mentira. Vamos a um breve passeio pelos primeiros séculos do cristianismo para que possamos voltar aos dias de hoje.

Em seu magnífico livro,Stark, que é professor de sociologia e religião comparada da Universidade de Washington, lembra que, por volta do ano 200, havia em Roma 131 homens para cada 100 mulheres e 140 para cada 100 na Itália, Ásia Menor e África. O infanticídio de meninas — porque meninas — e de meninos com deficiências era “moralmente aceitável e praticado em todas as classes”. Cristo e o cristianismo santificaram o corpo, fizeram-no bendito, porque morada da alma, cuja imortalidade já havia sido declarada pelos gregos. Cristo inventou o ser humano intransitivo, que não depende de nenhuma condição ou qualidade para integrar a irmandade universal. CRISTO INVENTOU A NOÇÃO QUE TEMOS DE HUMANIDADE! As mulheres, por razões até muito práticas, gostaram.

No casamento cristão, que é indissolúvel, as obrigações do marido, observa Stark, não são menores do que as das mulheres. A unidade da família era garantida com a proibição do divórcio, do incesto, da infidelidade conjugal, da poligamia e do aborto, a principal causa, então, da morte de mulheres em idade fértil. A pauta do feminismo radical se volta hoje contra as interdições cristãs que ajudaram a formar a família, a propagar a fé e a proteger as mulheres da morte e da sujeição. Quando Constantino assina o Édito de Milão, a religião dos doze apóstolos já somava 6 milhões de pessoas.

Se as mulheres, especialmente as mulheres pobres, foram o grande esteio do cristianismo primitivo, Stark demonstra ser equivocada a tese de que aquela era uma religião apenas dos humildes. O “cristianismo proletário” serve ao proselitismo, mas não à verdade. A nova doutrina logo ganhou adeptos entre as classes educadas também. Provam-no os primeiros textos escritos por cristãos, com claro domínio da especulação filosófica. Mas não só. Se o cristianismo era uma religião talhada para os escravos — “os pobres rezarão enquanto os ricos se divertem” (em inglês, dá um bom trocadilho: “the poor will pray while the rich play“) —, Stark demonstra que o novo credo trazia uma resposta à grande questão filosófica posta até então: a vitória sobre a morte.

Nos primeiros séculos do cristianismo, a fé se espalhou nas cidades — não foi uma “religião de pastores”. Um caso ilustra bem o motivo. Entre 165 e 180, a peste mata, no curso de quinze anos, praticamente um terço da população do Império Romano, incluindo o imperador Marco Aurélio — o filme Gladiador mente ao acusar seu filho e sucessor, Cômodo, de tê-lo assassinado. Outra epidemia, em 251, provavelmente de sarampo, também mata às pencas. Segundo Stark, amor ao próximo, misericórdia e compaixão fizeram com que a taxa de sobrevivência entre os cristãos fosse maior do que entre os pagãos. Mais: acreditavam no dogma da Cruz e, pois, na redenção que sucede ao sofrimento. O ambiente miserável das cidades, de fato, contribuía para a pregação da fraternidade universal: os cristãos são os inventores da rede de solidariedade social, especialmente quando começaram a contar com a ajuda de adeptos endinheirados e, nas palavras de Stark, “revitalizaram a vida nas cidades greco-romanas”. Os cristãos inventaram as ONGs – as sérias.

Falácias
Não, grandes bocós!!! O cristianismo, na origem, é a religião da inclusão, da solidariedade e da vida. E A INTERDIÇÃO AO ABORTO — VÁ ESTUDAR, DONA ELEONORA!!! — CONFERIU DIGNIDADE À MULHER E PROTEGEU-A DA HUMILHAÇÃO E DA MORTE, bem como todos os outros valores que constituem algumas das noções de família que vigoram ainda hoje. Isso a que os cretinos chamam “família burguesa” é, na verdade, na origem, a família cristã, muito antes do desenvolvimento do capitalismo. O cristianismo se expandiu, ora vejam, como uma das formas de proteção às mulheres e às crianças.

Qualquer estudioso sério e dedicado sabe que não é exatamente a pobreza que joga as crianças nas ruas — ou haveria um exercito delas perambulando por aí. Se considerarmos o número de pobres no Brasil, há poucas. O que lança as crianças às várias formas de abandono — inclusive o abandono dos ricos, que existe — é a família desestruturada, que perdeu a noção de valores. Não precisamos matar as nossas crianças. Precisamos, isto sim, é cultivar valores para fazer pais e mães responsáveis.

Morticínio de mulheres

Vi há coisa de dois dias uma reportagem na TV sobre a dificuldade dos chineses de arrumar uma mulher para casar. Alguns pagam até R$ 19 mil por uma noiva. É uma decorrência da rígida política chinesa de controle da natalidade, que impõe dificuldades aos casais que têm mais de um filho. Por razões culturais, que acabam sendo econômicas, os casais optam, então, por um menino e praticam o chamado aborto seletivo: “É menina? Então tira!” Nesse particular, a China é certamente o paraíso de algumas das nossas feministas e de muitos dos nossos engenheiros sociais, não é? A prática a que se chama “libertação” por aqui serve para… matar mulheres! Repete-se, assim, o padrão vigente no mundo helênico. Não dispondo da ultra-sonografia, muitas meninas eram simplesmente eliminadas ao nascer. E se fazia o mesmo com os deficientes. A China moderna repete as mesmíssimas brutalidades combatidas pelo cristianismo primitivo — com a diferença de que tem como perscrutar o ventre.

Os abortistas fazem de tudo para ignorar o assunto. Mas é certo que, nos países que legalizaram o aborto, o expediente é empregado para eliminar os deficientes e, sim, para impedir o nascimento de meninas, ainda hoje consideradas economicamente menos viáveis do que os meninos. Ainda que isso fosse verdade apenas na China — não é —, já estaríamos falando de um quarto da humanidade.

Que zorra de humanismo vigarista é esse que estabelece as precondições para que uma vida humana possa ser considerada “intocável”? Se não querem ver no corpo humano a morada de Deus, a exemplo dos cristãos, que o considerem, ao menos, a morada do “Homem”.

Abordagem relevante sobre o aborto

QUE FETOS HUMANOS SEJAM CONSIDERADOS OVOS DE TARTARUGA! QUE SEJAM PROTEGIDOS PELO IBAMA!

Tartarugas são animais protegidos, como sabemos. Eu aposto que há mais ONGs empenhadas em salvá-las do que entidades dedicadas ao combate ao aborto. Mas não são apenas as tartarugas nascidas que estão sob tutela. Não! Não só é proibido comer a carne do bicho como também é proibido se alimentar de seus ovos, hábitos de várias comunidades no Brasil que foram postos na ilegalidade.

Se alguém argumentar que um ovo de tartaruga ainda não é uma tartaruga, será tomado por idiota ou cínico. Porque é certo, salvo algum evento da natureza, que, lá vem um quase-poema concreto, no ovo está o novo que renova o velho.

Por alguma estranha razão que ainda não foi suficientemente explicada — e não há um só abortista que tenha conseguido fazê-lo — há quem considere que o “ovo” humano não contém o humano.

Dona Eleonora comparou um aborto a uma infecção, ao vírus da AIDS, ao crack. A imoralidade dessa gente me obriga a animalizar o humano para protegê-lo de certos humanos. Que o feto da nossa espécie ganhe o status de um ovo de tartaruga!

Que o Ibama cuide dos fetos do Homem, já que os humanistas de Dilma o consideram um vírus a ser combatido por políticas públicas!

Reinaldo Azevedo sobre a nova nomeação da president”a”

Eu gosto de sinceridade. Pago um preço alto por dizer o que penso, com sabem. A sinceridade na política é uma tolice? Pois é… Eu não sou político. Leiam o que informa Bernardo Mello Franco, na Folha. Volto em seguida:

*
Amiga da presidente Dilma Rousseff desde a década de 1960 e sua colega de prisão na ditadura militar, a nova ministra Eleonora Menicucci, 67, promete defender a liberação do aborto à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Socióloga, professora titular de Saúde Coletiva da Unifesp e filiada ao PT, ela assumirá o cargo na sexta-feira. Substituirá a também petista Iriny Lopes, que sai para disputar a Prefeitura de Vitória. Menicucci integra o Grupo de Estudos sobre o Aborto e já relatou ter se submetido à prática duas vezes. Ontem, afirmou à Folha que levará sua convicção e sua militância na causa para o governo. “Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece”, disse.Na campanha eleitoral de 2010, deu-se um evento fabuloso: Dilma Rousseff, então candidata do PT, notória defensora da “legalização” do aborto — ela empregava essa palavra —, mudou o discurso. Setores da imprensa armaram um escarcéu danado, acusando de “reacionários” todos aqueles que, ora vejam!, lembrassem as palavras da própria candidata.

A polêmica sobre o aborto marcou a corrida presidencial de 2010, quando José Serra (PSDB) usou o tema para atrair o voto religioso. Dilma, que já havia defendido a descriminalização da prática em duas entrevistas, disse ser “a favor da vida”, mas afirmou que não faria uma “guinada à direita” para se eleger. A nova ministra anunciou que fará uma gestão de continuidade. Citou como prioridades o combate à violência contra a mulher e à “feminilização da pobreza” e a preparação das feministas para a conferência Rio+20. Ela negou os rumores de extinção da secretaria, que circulavam desde o ano passado. “Digo isso como futura ministra. A secretaria continua com status de ministério e com muita força”, afirmou.

(…)
Voltei

Sim, meus caros! Material impresso por católicos conclamando os eleitores — católicos — a não votar em defensores do aborto foi apreendido. Pessoas foram presas por simplesmente portar um daqueles papéis. Era nada menos do que censura à liberdade de opinião. Os tais setores da imprensa aplaudiram o absurdo! Ninguém, no entanto, seria preso por imprimir um folheto que pedisse votos para defensores do aborto. Esse simples contraste dá conta da estupidez! E, no entanto, o aborto, ressalvadas os casos previstos em lei, é que é ilegal. Foi um momento de puro surrealismo político.

Pois bem! Dilma foi à Aparecida, escoltada por Gabriel Chalita, e passou a ser católica desde criancinha. Chegou até a declarar numa entrevista a Datena que era devota de Nossa Senhora. “De qual”, ele quis saber. Ela inventou uma santa nova: “Nossa Senhora de Forma Geral”… Mais: chamou a santa de a “nossa deusa”. Dilma inaugurava o paganismo católico.

Pois é… Agora a presidente escolhe para a Secretaria das Mulheres ninguém menos do que uma notória defensora do aborto, Eleonora Menicucci, que já confessou, sem que ninguém a tanto a obrigasse, ter se submetido à prática duas vezes. É claro que o cretinismo patrulheiro e fascistóide — os “fascistas do bem!” — já vão se arrepiar: “Vejam que absurdo escreve esse Reinaldo!” Absurdo por quê? Acho que Dilma estava enganando os eleitores, só isso. Ex-militante do grupo terrorista POC (Partido Operário Comunista), também Eleonora disse ter “muito orgulho e muita honra de ter sido presa política na luta contra a ditadura”.

Pois é… As palavras fazem sentido. Muitos se sentem honrados por ter lutado contra a ditadura. Eu mesmo lutei e acho isso honroso. Luto ainda contra outras formas de ditadura, como a de opinião. E continuo a achar honroso. Mas por que a prisão seria uma distinção honrosa? Fica parecendo que os que não foram presos são menos honrados. Não são, não! Até porque a democracia brasileira chegou pelas mãos dos que fizeram a luta pacífica contra o regime e queriam, de fato, democracia. Não era o caso nem de Dilma nem de Eleonora. Ou o Partido Operário Comunista assaltava bancos — ela mesma participou de ações assim — para instaurar no Brasil a democracia?

Podem urrar à vontade. Fato é fato. Lido com fatos.

E a Dilma continua, como sempre, a favor do aborto. OU: sai uma abortista e entra outra.

Montesclaros.com: Amiga da presidente Dilma desde os anos 60 e sua colega de prisão na ditadura militar, a nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci (foto), de 67 anos, promete defender a liberação do aborto e já relatou ter se submetido à prática duas vezes. A socióloga mineira entra no lugar da capixaba Iriny Lopes, que disputará a Prefeitura de Vitória. Ao convidar Eleonora, Dilma fez uma opção por um nome representativo e com relações pessoais com ela. A tendência petista “Articulação de Esquerda” queria manter na Esplanada o espaço que tinha com Iriny e chegou a indicar a deputada estadual Inês Pandeló, do PT do Rio. A posse de Eleonora está marcada para a próxima sexta-feira.

Fidel Castro e o Céu

Fidel Castro morre e chega ao céu, mas não estava na lista.

Assim, São Pedro o manda ao inferno. Quando chega lá, o diabo em pessoa o recebe e diz:

- “Olá, Fidel, seja bem-vindo. Eu estava à sua espera. Aqui você vai se sentir em casa”

- “Obrigado, Satanás, mas estive primeiro no céu e esqueci minhas malas lá
em cima, na portaria”

- “Não se preocupe. Vou enviar dois diabinhos para pegar suas coisas”

Os dois diabinhos chegam às portas do céu, mas as encontram fechadas, porque São Pedro tinha saído para almoçar. Um dos diabinhos diz ao outro:

- “Olha, é melhor pularmos o muro. Aí pegamos as malas sem ninguém nos perturbar.”

Os dois diabinhos começam a escalar o muro; mas, dois anjinhos passavam por ali, e ao verem os diabinhos, um comenta com o outro:

-“Não faz nem dez minutos que Fidel está no inferno, e já temos refugiados!!!”

Relatório de Funcionários da OMS Pede Aborto Legal

Análise: Relatório de Funcionários da OMS Pede Aborto Legal no Mundo em Desenvolvimento, Estatísticas de Aborto São Infladas

Lucia Muchova

WASHINGTON DC, EUA, 3 fevereiro (C-FAM) Um relatório amplamente divulgado na revista médica The Lancet pedindo a legalização do aborto continha números inflados, coleta de dados falhos e linguagem muito enganosa.

O recente artigo sobre Aborto Provocado: incidência e tendências mundiais de 1995 a 2008 faz uma atualização das estimativas de aborto para mostrar o progresso na melhoria da saúde maternal. O Instituto Alan Guttmacher e funcionários da Organização Mundial de Saúde afirmam que o número de abortos inseguros por 1.000 mulheres subiu de 44% para 49% entre 1995 e 2008 enquanto o índice mundial de aborto diminuiu de 29 para 28 por 1.000 mulheres em idade reprodutiva. Os abortos inseguros estão concentrados nos países em desenvolvimento. Na África Central e Ocidental 100% dos abortos são considerados inseguros. Apresentando várias estatísticas, os autores pedem mais campanhas para legalizar o aborto e expandir investimentos na contracepção nos países em desenvolvimento. Leia mais

Ativistas do Controle Populacional e Direitos Reprodutivos Marginalizados no Debate Rio+

Timothy Herrmann

NOVA IORQUE, EUA, 3 de fevereiro (C-FAM) Em preparação para o que discutivelmente a conferência intergovernamental mais influente sobre desenvolvimento sustentável internacionalmente, representantes de estados membros, agências da ONU e sociedade civil concluíram três dias de debate acalorado sobre a mais recente versão preliminar de um documento que servirá como guia para as iniciativas de desenvolvimento sustentável no mundo inteiro. Do jeito que está, o documento não faz nenhuma referência ao controle populacional ou a direitos reprodutivos como componentes necessários do desenvolvimento sustentável no mundo todo. O documento será finalizado na conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável que se realizará no Rio de Janeiro, Brasil, em junho (Rio +20). Leia mais

Todos os direitos reservados 2012. Concedemos permissão para uso ilimitado. Só exigimos que sejam citados os autores e a fonte.

Uma sugestão para a CNBB

Campanha "40 Dias pela Vida" terá início na Espanha durante a Quaresma

MADRI, 03 Fev. 12 (ACI) .- Com o propósito de lutar pela vida e contra o aborto na Espanha e no mundo, no próximo 22 de fevereiro, Quarta-feira de Cinza, terá início a terceira edição da campanha nacional de oração "40 Dias pela Vida" diante das clínicas de aborto de várias cidades do país.

Esta campanha de oração, que durará os 40 dias do tempo de Quaresma, é promovida por voluntários cristãos que defendem a vida desde a concepção e que sairão às ruas para rezar, em atitude pacífica, dando testemunho de sua fé e pedindo pelo fim do aborto.

Conforme o informe do comitê nacional de "40 Dias pela Vida" na Espanha, a campanha se realiza, ao mesmo tempo, em 300 cidades de três continentes, os mesmos dias, com a mesma intenção, durante 40 dias.

"Somos voluntários que temos em comum nossa fé. Reunimo-nos para rezar. Não militamos de nada, não provocamos nem assinalaremos ninguém. Detemo-nos 40 dias frente aos abortorios para rezar e dar testemunho público de nossa fé e pedimos ao Senhor pelo fim deste genocídio", assinalaram.

Finalmente, os voluntários do comitê organizador pediram a todos os defensores da vida que tenham um site Web, que ajudem a difundir a campanha de oração de "40 Dias pela Vida".

"Com uns pixels de sua Web anunciando a oração pela vida você nos ajudaria a mover as consciências de muitas mais pessoas que poderão conhecer e talvez unir-se aos 40 Dias pela Vida para fazer possível o grande objetivo: converter nosso país (e o mundo inteiro) em uma grande prece pelo fim do aborto", concluíram.

Mais informação em espanhol: http://40diasporlavida.es/ e http://40diasporlavida.es/quienes-somos/

Aborto na Espanha

SIC notícias:

Em declarações à rádio Cope (da Conferência Episcopal espanhola), Ruiz-Gallardón esclareceu detalhes das propostas de alterações à lei do aborto, concretizando assim o que o programa eleitoral do Partido Popular (PP, no poder) não explicava.

Em entrevista à RTVE na terça-feira, o ministro tinha anunciado as alterações à atual lei do aborto, que permite a interrupção voluntária da gravidez sem alegar qualquer causa. A proposta do governo é um sistema de despenalização do aborto com base em alguns "pressupostos". Continue lendo

Expresso:

O Governo espanhol quer alterar a legislação sobre o aborto, revogando a permissão para as mulheres interromperem voluntariamente a gravidez sem qualquer justificação médica até às primeiras 14 semanas de gestação.

Para muitos, trata-se de um regresso à legislação criada em 1985 e que só permitia o aborto em três situações: em caso de violação, malformações fetais ou se implicasse risco para a mãe.

Embora o ministro da Justiça espanhol, Alberto Ruiz-Gallardón, insista que não se trata de um retrocesso – a lei de 1985 foi posteriormente alterada em 2010 pelo Governo socialista -, mas sim de um conjunto de alterações que visa corrigir os defeitos das últimas duas leis, certo é que esta intenção do novo Governo presidido por Mariano Rajoy é vista como uma tentativa de agradar à linha dura do PP e à Igreja católica. Continue lendo

Qual o §|Olhar Católico|§ que devemos lançar sobre estes fato?

Toda e qualquer lei que defenda a vida de um ser indefeso é bem vinda, ainda mais quando esta lei vem substituir outra lei injusta e assassina. É bem verdade que a que se quer propor em reforma à atual não é perfeita, pois ainda abre “brechas” para o aborto, semelhante à constituição brasileira em seu código penal, mas com certeza seria um avanço inimaginável sob as garras de Zapatero.

Que direitos teve este ser humano assassinado acima?

Ladainha da Contrição Perfeita

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo,
Deus Pai Celestial,
Deus Filho, Redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Vós, que não desejais a morte do pecador,
Vós, que esperais com paciência a conversão do pecador,
Vós, que convidais os pecadores a que se convertam,
Vós, que acolheis benignamente o pecador arrependido,
Vós, que Vos regozijais com a conversão do pecador,
De Vos ter ofendido, pesa-me de todo coração, meu Deus.
De ter tantas vezes e tão gravemente pecado,
De ter pecado por pensamentos, palavras e ações,
De ter pecado pelos sentidos do meu corpo,
De ter pecado pelas potências de minha alma,
De ter pecado com tanta audácia,
De Vos ter abandonado pelas criaturas,
De ter preferido a Vós o que é ilusão e vaidade,
De ter menosprezado as Vossas perfeições infinitas,
De ter abusado de Vossos dons e benefícios,
De ter renovado os sofrimentos de Jesus Cristo,
De ter desprezado Vossos favores e amizade,
E somente por causa de Vós,
Por incorrer no Vosso desagrado,
Por ser ingrato à Vossa Bondade,
Não pelo temor do castigo,
Não pela esperança da recompensa,
Não constrangidamente,
Mas de puro amor para convosco,
Pelo respeito devido à Vossa Majestade Suprema,
Com o horror que Vos causam todos os pecados,
De tudo me pesa, meu Deus, com o mesmo pesar que os Santos choraram suas faltas,
Por que eu Vos amo, meu Deus.
Prometo emendar-me, com o auxílio de Vossa graça.
Prometo não mais Vos ofender desde o presente,
Prometo evitar toda ocasião de pecar,
Prometo resistir à todas as tentações,
Prometo reprimir em mim todos os maus pensamentos,
Prometo preferir perder tudo quanto possuo antes de tornar a ofender-Vos,
Prometo preferir sofrer tudo antes que pecar,
Prometo morrer antes que tornar a pecar,
Pai Nosso…
Oremos. Ó Deus, que sois a fonte dos bons propósitos e das obras santas, dai-me a Fortaleza que necessito para ter um verdadeiro arrependimento de meus pecados e para emendar sinceramente a minha vida, a fim de que possa alcançar de Vossa Misericórdia o perdão de todas as minhas culpas. Amém.

Envie um e-mail de onde você estiver!

Ontem foi anunciado que a Fundação Susan G. Komen, que é maior financiadora mundial de pesquisas de câncer de mama, parou de financiar a Federação de Planejamento Familiar (Planned Parenthood), a maior rede de clínicas de aborto dos EUA. Essa é uma vitória surpreendente para os ativistas pró-vida que há anos pedem que a Komen pare de financiar a gigantesca indústria de abortos.

O anúncio foi feito ontem e o escritório da Komen recebeu mais de dois mil e-mails denunciando a decisão. Precisamos que a Komen receba mensagens de ativistas pró-vida.

Peço-lhe que, neste exato momento, não importando em que lugar do mundo você esteja, envie um e-mail para a Fundação Susan G. Komen e lhes agradeça por parar de financiar Planned Parenthood.

Por favor, pare o que você está fazendo agora mesmo e escreva para news e diga: Thanks for defunding Planned Parenthood! Isso é tudo o que você precisa dizer! E fará uma diferença enorme.

Faça isso agora mesmo. Não espere. Escreva agora mesmo para news e diga: Thanks for defunding Planned Parenthood!

Muito obrigado por sua ajuda. Isso é realmente importante. Eles assumiram uma postura corajosa e temos de apoiá-los. Escreva para news agora mesmo. Por favor, escreva-lhes do mundo inteiro.

Sinceramente,

Austin Ruse
Presidente
C-FAM
Editor/Friday Fax

www.c-fam.org

Aborto e as eleições 2012

Ivanaldo Santos (ivanaldosantos)
Filósofo
Fonte: http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=3045

Até o ano de 2010 a grande mídia, o governo, os partidos políticos de esquerda e ONGs ligadas ao movimento pró-aborto apresentavam o aborto como uma unanimidade nacional. Nas reportagens da grande mídia, nos discursos políticos, nos projetos de Lei, principalmente do PT, e nos encontros organizados por entidades pró-aborto só se falava que o aborto era uma necessidade nacional, que o povo brasileiro queria e precisa desesperadamente da legalização do aborto e coisas semelhantes. Até o ano de 2010, se dizia, por exemplo, que era preciso se fazer um amplo debate sobre o aborto e que apenas uma minoria de reacionários e conservadores é que eram contrários a essa prática.

Nas eleições presidenciais de 2010, quando a então defensora do aborto, a Sra. Dilma Rousseff, mudou de ideia e passou a ser defensora da vida humana, a sociedade brasileira resolveu seguir o conselho da grande mídia, do governo, do PT e de outros grupos favoráveis ao aborto, ou seja, a sociedade resolveu debater, de forma aberta, a questão do aborto. Esse debate se deu principalmente por meio da internet. Curiosamente, ao contrário do que se dizia na grande mídia, no governo e em outros setores pró-aborto, a sociedade civil brasileira se apresentou majoritariamente contrária a legalização do aborto. Inclusive o tema do aborto, que foi colocado de forma indireta por meio de blogueiros independentes, terminou mudando o rumo da campanha eleitoral de 2010. Uma campanha que estava destinada a ser sem graça, sem novidades e ter o coroamento da vitória esmagadora da candidata do PT no primeiro turno. Por causa do apoio a legalização do aborto a então candidata, a Sra. Dilma Rousseff, quase perdeu a eleição e deve que mudar de opinião. O aborto foi o diferencial na campanha eleitoral de 2010.

O que vimos em 2010 foi que, ao contrário do que se dizia na época, a sociedade brasileira não é a favor dessa prática desumana e não são grupos minoritários que criticam essa prática. Pelo contrário, a grande maioria da população faz duras e severas críticas ao aborto. Devido a isso, de forma surpreendente, o aborto simplesmente sumiu da pauta da mídia, do governo, do PT, das ONGs, etc. Parece até que nunca se falou de aborto no Brasil.
O problema é que em 2012 teremos novas eleições. Dessa fez para prefeitos e vereadores. É claro que prefeitos e vereadores não criam ou modificam as leis, mas são agentes políticos e, por causa disso, têm poder de influenciar na construção das leis. Sem contar que a prefeitura de algumas cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, têm projeção e influência política nacional, incluindo o congresso. Por causa disso as eleições 2012 são importantes tanto a nível nacional como dos interesses políticos no congresso.

Um dos temas que, com toda certeza, voltará à pauta é o aborto. Por mais que a grande mídia, o governo, o PT e outros setores políticos tentem apagar e abafar, esse é um tema que está sendo discutido e debatido nas ruas. As ruas falam uma linguagem diferente daquela que é falada pela mídia e pelos partidos políticos. As ruas falam do aborto e querem saber o que pensam os candidatos a prefeitos e a vereadores. O povo brasileiro não quer que o aborto seja legalizado e, por isso, está curioso para saber o que pensam os candidatos sobre esse e outros temas morais. Por exemplo, em São Paulo, grande e importante colégio eleitoral, qual a posição do pré-candidato ou candidato Fernando Haddad (PT) sobre o aborto e outros temas morais? Vale salientar que até poucos dias atrás ele era o ministro da educação, um importante e estratégico ministério. Um ministério que deve, teoricamente, promover a educação do cidadão brasileiro. Então, o que pensa o ex-ministro sobre o aborto e outros temas?

O que pensam os grandes candidatos a prefeitos de cidades, como, por exemplo, Rio de Janeiro e Porto Alegre? Serão defensores do aborto? Ou serão aqueles políticos que em entrevistas concedidas a intelectuais dizem que o Brasil precisa legalizar o aborto e quando chegam diante do povo dizem que são contrários a essa prática desumana? A questão está posta. Engana-se quem pensa que o aborto é um assunto que morreu em 2010. Pelo contrário, é um tema que nasceu nesse ano. O cidadão brasileiro está atento às ideias e posturas dos candidatos sobre esse e outros temas morais.

Forças de descristianização

Blog do Padre Elílio

Na América Latina existe, sem dúvida, um movimento muito forte que visa a destruir as suas raízes cristãs, que ainda são muito vivas no coração do povo. Infelizmente, vivemos um processo de descristianização, que, ao que parece, está sendo muito bem arquitetado por adeptos de uma ideologia secularista e pós-modernista.

O secularismo se expressa pelo banimento de Deus e dos valores religiosos da vida social ou pública. Não se pergunta se tais valores estão em conformidade com a razão e com a dignidade humana. Simplesmente não se quer que as expressões da fé em Deus interfiram no âmbito da sociedade como tal. Assim, chega-se mesmo a proibir o uso de símbolos religiosos no âmbito público, como tem acontecido já em alguns países. O pós-modernismo se expressa pelo descrédito à verdade e pelo relativismo moral. Nesse sentido, a religião fica restrita ao âmbito do privado e entendida como simples escolha do gosto pessoal, sem nenhum vínculo com a verdade ou com o bem moral ou social.

Algumas estratégias usadas para descristianizar nossa América Latina:

a) Dar a crer que o povo fiel pode seguir a Jesus Cristo sem pertencer à Igreja; ora, se a Igreja se enfraquece, a fé aos poucos vai cedendo lugar aos modismos de cada época (um certo discurso dos evangélicos que apregoa Cristo sem religião muito contribui para isso);

b) Apagar da mente dos latino-amercanos a imagem de Jesus Cristo Deus e homem, para reduzi-lo a um simples homem, ainda que tomado como um grande vulto da história da humanidade;

c) Extirpar a noção mesma de Deus pela falsa ideologia do cientificismo (a ciência negaria Deus), do sociologismo (Deus seria apenas uma função social), do psicologismo (Deus seria apenas uma criação de nossas necessidades ou enfermidades psíquicas); e pelo banimento do nome de Deus da vida social (censura da manifestação pública da fé);

d) Enfraquecer a família tradicional, já que é nela que se forja a personalidade e se dão os primeiros passos no caminho da fé;

e) Exaltar a liberdade humana a ponto de dizer que o certo e o errado não existem objetivamente, mas resultam da escolha de cada um, o que leva ao relativismo moral, à disseminação galopante das drogas e à libertinagem sexual, como temos assistido…

Veja que não está fácil crer em Cristo hoje em dia, como, aliás, nunca o foi.

ENC: Constituição Pró-Vida da Hungria sob Ataque

Compartilho com todos vocês um importante informativo sobre a vida. Leiam abaixo:

Friday Fax
—30 de janeiro de 2012 | Vol 15, No 7 C-FAM FAǁ SUA ASSINATURA ARQUIVOS PESQUISA BLOG NA ONU CONTRIBUA

Caros Colega

A reportagem de Susan Yoshihara hoje trata da constituição muito pr󭶩da e pr󭦡mília da Hungria que está sendo atacada por forças esquerdistas nas instituiçeuropeias.

A reportagem de Timothy Herrmann trata do Uruguai, que acabou de mudar suas leis sobre aborto e como os Artigos de San Jos頦oram usados por aqueles que defendem a vida. Você poderá ver os Artigos de San Jos頥m www.sanjosearticles.org.

Divulgue a notícia.

Sinceramente,

Austin Ruse
Presidente

Hungria Desafia Críticos com Nova Lei em Defesa da Família

Dra. Susan Yoshihara

NOVA IORQUE, 27 de janeiro (C-FAM) Líderes húngaros aprovaram uma lei que protege a família tradicional, desafiando continuas críticas de que sua nova constituição restringiria o aborto e a homossexualidade.

A nova lei diz que a família, baseada no casamento de um homem e uma mulher cuja missão 頣umprida atrav鳠da criação de filhos, 頵ma comunidade autônoma… estabelecida antes do surgimento da lei e do Estado e que o Estado tem de respeitá-la como questão de sobrevivência nacional. A nova lei diz: A vida embrionária e fetal deverá ter garantido o direito à proteção e respeito desde o momento da concepção, e o Estado tem de incentivar circunstâncias favoráveis para o cuidado das crianças. A lei obriga os meios de comunicação a respeitar o casamento e a responsabilidade de criar e educar filhos e concede aos pais, em vez de ao Estado, a responsabilidade principal na proteção dos direitos da criança. A lei enumera as responsabilidades para os menores de idade, inclusive o respeito e o cuidado dos pais idosos. Leia mais

Senador Defende Artigos de San Jos項nquanto Uruguai Avança para Legalizar o Aborto

Timothy Herrmann

NOVA IORQUE, 27 de janeiro (C-FAM) Uma coalizão esquerdista dentro do Senado do Uruguai recentemente aprovou um projeto de lei que legalizará o aborto dentro do primeiro trimestre de gravidez. O projeto foi aprovado apertadamente por três votos, com dezessete senadores a favor da legalização e catorze contra. Em novembro passado, um projeto de lei semelhante foi derrotado por uma coalizão de conservadores que usaram os Artigos de San Jos頰ara defender o direito à vida e para refutar as afirmaçde que existe um direito internacional ao aborto. Leia mais

www.c-fam.org
Redator-chefe – Austin Ruse
Editora-geral – Wendy Wright
Vice-editora-geral – Lisa Correnti
Correspondentes – Dra. Susan Yoshihara, Ph.D. e Timothy Herrmann
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 356 other followers