Em UTI D. Bergonzini encoraja blogueiros

Estou na U.T.I – Dom Luiz Bergonzini

Caros irmãos, irmãs, leitores, leitoras, internautas, blogueiros, blogueiras, amigos, amigas, seminaristas, integrantes do clero e episcopado.

Na segunda-feira, por volta da hora do almoço, me senti mal e fui conduzido ao hospital.

No hospital, os médicos constataram uma pneumonia e me recolheram na UTI.

Na primeira avaliação, fui informado que em dois dias estaria no apartamento ou em casa, para continuarmos, eu e vocês, nosso trabalho em favor da vida, da Moral Cristã e do Evangelho.

Porém, isso não aconteceu. Continuo na UTI, sem previsão de ir para o apartamento ou para casa.

Por essa razão, nossas postagens foram paralizadas. Logo que eu for para o apartamento ou para casa voltarei com as postagens.

Peço a todos vocês que não esmoreçam. Nossa luta continua. Divulguem o nosso blog ou os textos nele existentes ao maior número de pessoas.

As imoralidades aumentam a cada dia. Não se deixem enganar! Somente vocês, Blogueiros e Internautas de Cristo, conseguirão reverter essa situação.

Não tenham medo! Vocês precisam restabelecer a Verdade e a Vida!

Deus abençoe a todos.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos

Cúpula do PT acha religião perigosa

Sabe aquele petista que ganhou programa na Canção Nova, e depois foi retirado repentinamente do ar após pressões de vários católicos? Não sabe!? Veja aqui.

Pois é, ele afirmou que:

A religião não pode ir para o embate político, isso é muito ruim, muito perigoso. Não devemos instigar a disputa religiosa em processo eleitoral

 Curioso, não? Por que será que o PT tem tanto medo da religião? Seria porque seus valores e princípios batem de frente com a maioria dos valores religiosos da população?

E você cidadão, vai deixar o PT fazer com que sua religião seja perseguida, ofendida e escondida debaixo do seu “foro íntimo e pessoal“. Por que seria um “retrocesso democrático” falar de religião na opinião do ex-quase-apresentador da Canção Nova – a maior rede católica de televisão do país- hein?

Youcat x Catecismo Romano

Apesar de não concordar com todo o conteúdo do texto, que pende muito para o sedevacantismo, achei interessante estas comparações feitas pelo Carlos Nougué entre o Youcat e a Doutrina de Sempre. Confiram:

(…)
a1) Youcat sobre as Sagradas Escrituras: “Como pode a Sagrada Escritura ser ‘Verdade’, se nem tudo o que nela se encontra está correto? [...] Também os autores [das Escrituras] eram filhos de seu tempo. Eles partilhavam as concepções culturais de seu ambiente, em cujos erros, por vezes, estavam presos. [Isso porque] a Bíblia não caiu do céu feita, nem Deus a ditou [senão] a verdadeiros autores”.
a2) Catecismo Maior sobre as Sagradas Escrituras: Não pode haver erro na Sagrada Escritura? Na Sagrada Escritura não pode haver erro algum, porque, sendo toda inspirada, o Autor de todas as suas partes é o próprio Deus.[1] Isso não obsta a que nas cópias e traduções da mesma Sagrada Escritura se tenha dado algum engano ou dos copistas ou dos tradutores” [destaque nosso].
b1) Youcat sobre o inferno: O que é o inferno? A nossa fé designa por ‘inferno’ o estado do definitivo distanciamento de Deus. [...] Dito à nossa maneira, ele é mais frio que quente”.
b2) Catecismo Romano sobre o inferno: “A expressão ‘infernos’ designa os ocultos receptáculos em que são detidas as almas que não conseguiram a bem-aventurança do céu. [...] Um [desses receptáculos] é a horrenda e tenebrosa prisão em que as almas réprobas são atormentadas num fogo eterno e inextinguível, juntamente com os espíritos imundos. Chama-se também ‘geena’ e ‘abismo’. É o inferno propriamente dito”.
c1) Youcat sobre o pecado original: “O que temos nós a ver com a ‘queda’ de Adão e Eva? A expressão ‘pecado original’ refere, portanto, não o pecado pessoal, mas o estado nocivo da humanidade em que nasce o indivíduo…”
c2) Catecismo Maior sobre o pecado original: “Que é o pecado original? O pecado original é aquele com que todos nascemos, exceto a Santíssima Vigem Maria, e que contraímos pela desobediência de nosso primeiro pai, Adão” [e que, portanto, foi um pecado pessoal deste].
(…)

[1] Enquanto tal, com efeito, o escritor sagrado humano é instrumento de Deus, e não “verdadeiro autor” como quer fazer crer o Youcat. Cf. o magnífico La causalité instrumentale dans l’ordre surnaturel (T. R. P. Edouard Hugon, Paris, Pierre Tequi Libraire-Editeur, 1924).

Miserere nobis

Aparecida (Segunda-feira, 23-04-2012, Gaudium Press) Na 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que acontece em Aparecida (SP), os bispos estão tratando, entre outros temas, da tradução do Missal Romano.

Segundo o Arcebispo de Juiz de Fora (MG), Dom Gil Antônio Moreira, em todas Assembleias, a liturgia recebe um destaque especial. “O que estamos vendo é uma tradução mais adequada das orações que estão em latim, sejam as orações da Missa, sejam as orações também eucarísticas que são fixas e esta tradução é importante para que haja sempre uma melhor compreensão e fidelidade ao texto original”.

Esta tradução estão sendo feita com muito cuidado e zelo para que depois seja encaminhada à Santa Sé para sua aprovação final. Dom Gil afirma que o fato de a tradução estar sendo discutida há algum tempo, é o fato de que a Igreja é muito minunciosa “temos todo o cuidado, não palavra por palavra, mas vírgula por vírgula”.

Este cuidado todo, segundo o Arcebispo de Juiz de Fora, é porque “a liturgia é o ápice, o ponto alto da comunidade com Deus e por isso, a Igreja tem de ser muito cuidadosa neste aspecto para que nada saia errado, para que não haja nenhum sinal, nenhuma palavra, nenhuma preposição que possa causar dificuldade no entendimento naquilo que se reza, que é a expressão da fé”.

Por este motivo, segundo Dom Gil, é que esta tradução não é um texto fácil de ser concluído mas, “esperamos que seja finalizado em breve, mas eu não tenho a ilusão de saia de hoje para amanhã”.

Luciano Batista

A imprensa já começa a soltar os cachorros…

O que foi que eu disse hein!? A AFP já começou a soltar os cachorros no Papa e na Fraternidade. Eu não tinha apostado neste tema de notícia no post anterior, mas acreditem, piores virão:

Cisma: fundamentalistas católicos a um passo do acordo

Devagar com o andor…

Está claro que ainda falta a confirmação do Vaticano para o reingresso da FSSPX. Isto ficou bem esclarecido aqui:

Comunicado da Casa Geral da Fraternidade São Pio X.

O comentário do porta-voz da FSSPX.

O comentário do Padre Lombardi: “Encorajadora”.

O Fratres como sempre de parabéns :-)

A volta dos que não foram…

É com grande alegria que, via Fratres in Unum, podemos anunciar que em breve a FSSPX estará de volta à Santa Igreja. De onde nunca saiu :-)

Como se volta de onde nunca saiu? – Perguntar-me-ia o nobre e raro leitor deste blog. Pois é, eu não sei, só sei que foi assim ;-)

Na minha humilde e desautorizada opinião nunca estiveram fora aqueles que sempre declararam obediência ao Santo Papa e a Doutrina Católica que SEMPRE foi ensinada, ao contrário de muitos “católicos” que há por aí.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

E que Nosso Senhor Jesus Cristo se compadeça da FSSPX e do Santo Padre, o Papa Bento XVI, pois a ira dos lobos cairá sobre suas cabeças.

Fazendo uma previsão dos próximos noticiários poderemos ter:

-Papa readmite ultra-conservadores à Igreja Católica;

-Depois de retirar excomunhão de bispo negacionista, Papa o readmite na Igreja;

-Levrevistas que negam o Concílio Vaticano II, que renovou e atualizou a Igreja com o mundo, são readmitidos na Igreja;

-Teólogo e ex-colega do Papa Bento XVI, Hans Kung pede renúncia do Papa;

-No seu sétimo ano de pontificado o Papa Bento XVI entra em nova polêmica: readmite bispo negacionista na Igreja;

Então caros (e raros!) leitores, qual das opções acima vocês acham que mais vão, como se diz aqui no Ceará, virviar nos noticiários?

Se vocês acham que faltou alguma, indiquem nos comentários…

Martírio de Cristãos no Egito

Escolha a “barbárie moderada” quem quiser! Eu escolho o signo da Cruz! Ou: Cristãos estão sendo caçados no Egito sob o silêncio cúmplice dos bananas ocidentais

Cristãos durante ato de protesto, ontem, no Cairo, contra a morte de 25 pessoas (Amr Nabil/Associated Press )

Demorou, mas os bananas de pijama se manifestaram contra o massacre de 24 cristãos por forças de segurança do Egito, ainda que o tenham feito de um modo acovardado, pusilânime. Barack Obama, a mão invisível – e pouco me importa se voluntária ou não – que dá suporte ao extremismo islâmico que ganha terreno no Oriente Médio (incluindo o Norte da África), mandou seu porta-voz dizer algumas palavras regulamentares. Segundo Jay Carney, “o presidente está profundamente preocupado com a violência no Egito que levou à perda de vidas de manifestantes e de forças de segurança”. Mais: “Chegou a hora de todas as partes darem mostras de moderação para que os egípcios possam avançar juntos na elaboração de um Egito forte e unido”. Não me diga!

Chanceleres de governos europeus (Reino Unido, Espanha e Portugal) também expressaram a sua preocupação. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, que não chega a ser notável nem como o idiota rematado que é, também mobilizou seu porta-voz, Martin Nesirky: “O secretário-geral está profundamente triste pela perda de vidas no Cairo na noite passada. Ele convoca todos os egípcios a permanecer unidos e a preservar o espírito das mudanças históricas do início de 2011″.

Não houve um só banana, desse enorme cacho, com coragem moral para levantar a própria voz e condenar pessoalmente o massacre, como se fazia contra Muamar Kadafi e se faz hoje contra Bashar Al Assad, um tarado sanguinário, sim, mas que enfrenta uma guerra civil, a exemplo do tarado sanguinário já deposto, o de Trípoli. A questão é saber por que os tarados sanguinários do Egito merecem tratamento especial.

A verdade, já escrevi aqui, é que cadáveres cristãos rendem poucas perorações humanistas, embora seja o cristianismo a religião mais perseguida do mundo – a rigor, é a única cassada e caçada em vários cantos do planeta. Um cadáver cristão jamais atingirá a altitude moral de um cadáver palestino, por exemplo, porque lhe faltam as carpideiras da ideologia e do vitimismo profissional. Os cristãos não aprenderam, por exemplo, a divulgar mundo afora fotos de crianças perseguidos por seus algozes, um dos elementos obrigatórios da iconografia e do “martiriologia” palestinas. E, com isso, não estou negando que sofram. É que estou abordando aqui um aspecto da formação da opinião pública. Israelenses também são ruins nesse negócio de marketing do vitimismo. Cristãos e judeus parecem ficar bem só no papel de culpados, não é mesmo?

A cobertura que a imprensa tem dispensado ao massacre dos cristãos não é menos asquerosa. Mundo afora se fala em “violência sectária”. Como? “Violência sectária” de quem exatamente? Desde o início da chamada “revolução egípcia”, templos e casas dos cristãos têm sido incendiados, como se tem denunciado neste blog. Milícias muçulmanas os têm expulsado de suas aldeias. Trata-se de uma ação organizada, sistemática. Mas Obama manda dizer que todos devem dar provas de “moderação”. Vai ver, consoante com o símbolo que carregam e que se vê aí no alto, a moderação dos cristãos consiste na humilhação silenciosa. Sempre que alguém pede moderação à vítima, sinto no ar o cheiro da canalhice moral.

Está em curso no Egito uma “limpeza” religiosa, conduzida pela Irmandade Muçulmana, cuja “vocação democrática e pluralista” foi descoberta só por intelectuais ocidentais. E é o que vai acontecer na Síria se Assad, o carniceiro, cair. Escolha o seu carniceiro quem quiser. Eu escolho o signo que abre este post porque escolho a civilização. Não flerto com a barbárie moderada. Deixo isso para Obama e os demais bananas de pijama.

Os cristãos do mundo inteiro têm de se organizar para defender seus irmãos de fé. Até porque o cristianismo não tenta se impor como religião única em nenhum lugar do mundo. Assim, a defesa do cristianismo é uma das formas que assume a defesa da liberdade.

Por Reinaldo Azevedo

Redemptionis Sacramentum em pílulas para os “inovadores” da Liturgia

1ª dráguea:

 

todos os fiéis cristãos gozam do direito de celebrar uma liturgia verdadeira, especialmente a celebração da santa Missa, que seja tal como a Igreja tem querido e estabelecido, como está prescrito nos livros litúrgicos e nas outras leis e normas. Além disso, o povo católico tem direito a que se celebre por ele, de forma íntegra, o santo Sacrifício da Missa, conforme toda a essência do Magistério da Igreja. Finalmente, a comunidade católica tem direito a que de tal modo se realize para ela a celebração da Santíssima Eucaristia, que apareça verdadeiramente como sacramento de unidade, excluindo absolutamente todos os defeitos e gestos que possam manifestar divisões e facções na Igreja.” (Redemptionis Sacramentum, nº. 12)

Veritatis: Dom de Línguas

Ótimo livro publicado pelo pessoal do Veritatis Splendor sobre o dom de línguas. Vale a pena ler para desfazer as confusões geradas pelos erros carismáticos.

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Padre Elílio: Semana Santa

Com o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, os católicos iniciam as celebrações da chamada semana santa, cujo destaque recai sobre o tríduo pascal (quinta-feira santa, sexta-feira santa e sábado santo), quando a Igreja celebra a “passagem” – paixão, a morte e a ressurreição- de seu Senhor, Jesus Cristo. Os aleluias festivos da ressurreição são rompidos na noite do sábado para o grande Domingo da Páscoa.

Na verdade, os mistérios celebrados na semana santa dizem respeito a todo homem que vem a este mundo, sem exceção. A fé católica sustenta que a verdade sobre quem somos esclarece-se à luz da vida de Cristo, principalmente à luz de sua paixão morte e ressurreição. As questões fundamentais da existência humana – De onde vim? Para onde vou? Que devo fazer? Qual o sentido da vida? – recebem de Cristo as respostas que todo homem gostaria de ouvir. Fomos feitos por Deus e para Deus, e Jesus é quem nos revela a verdadeira face do Pai, fundamento da nossa existência.

Um desejo profundo acompanha todo homem: viver uma vida feliz e sem fim. Com efeito, a imortalidade feliz constitui o grande anseio da alma humana. Ninguém quer uma existência precária e infeliz; ninguém deseja que a vida feliz lhe seja arrebatada. Todavia, grandes inimigos tentam contrariar o anseio humano: a dor, o sofrimento, a morte. Em uma palavra: o mal. Ora, Jesus veio exatamente para nos salvar do mal. Na oração do Pai-Nosso ensinou-nos a pedir: “Livrai-nos do mal”. Com sua vida, o mal foi concretamente vencido. Na semana santa celebramos o coroamento da vitória de Jesus. O Filho de Deus humanado, atravessando o sombrio vale do sofrimento e da morte, saiu vitorioso na madrugada daquele domingo que marcou para sempre a história da humanidade. As forças obscuras do pecado e da morte cederam lugar à poderosa luz que jorrou da ressurreição.

A Igreja anuncia há dois mil anos esta grande alegria: o mal não é a última palavra sobre o homem. Fomos criados por um Deus que é inteligência e amor. Não somos frutos, em última análise, de cegas leis naturais ou do acaso. Deus pensou em nós e nos quis. Ele sempre nos acompanha. Na verdade, Deus se aproximou de nós, em Cristo, até o limite do possível. A vida de Cristo é o grande testemunho de que este Deus sabe e pode tirar o bem até mesmo do mal. Do sofrimento tirou a alegria; do pecado do mundo, a salvação dos homens; da morte do inocente, a vida sem fim para todos que dele se aproximam. Que a celebração piedosa do mistério pascal do Senhor Jesus abra-nos as portas da vida em abundância que ele nos veio trazer.

Padre Elílio de Faria Matos Júnior

Medjugorge – Obra do Demônio

Medjugorje, a acusação do Bispo Exorcista Monsenhor Gemma: “As aparições de Nossa Senhora? Tudo falso: os videntes mentem sob a inspiração de Satanás para enriquecer-se economicamente “ 

  
Gianluca Barile 
CIDADE DO VATICANO – Uma mistura de interesses económicos e do maligno, com os alegados videntes (foto) e seus colaboradores diretamente envolvidos nos lucros relacionados ao fluxo altissimo de peregrinos e caravanas para a cidade. Enquanto isso o diabo faz a festa ao semear a discórdia entre aqueles fiéis convencidos da veracidade das aparições em Medjugorje e a Igreja que sempre demonstrou ceticismo quanto ao fenômeno, já chamado por diversas vezes pela boca de dois bispos de Mostar, na época, “uma grande enganação”.
Monsenhor Andrea Gemma, o antigo bispo de Isernia-Venafro, um dos maiores exorcistas ainda vivos, não usa meio-termos: Ao invés da Virgem o que apareceu em Medjugorge até agora foi só um rio de dinheiro. Uma acusaçao grave, que mostra o tamanho não so da coragem como da envergadura moral e espiritual do prelado que aceitou responder a entrevista de Petrus a respeito de um assunto tão espinhoso.

 

Então, como o Senhor definiria o fenomeno de Medjugorje? 
É um fenomeno absolutamente diabolico, em torno ao qual giram numerosos interesses escusos. A Santa Igreja, a única que pode se pronunciar pela boca do Bispo de Mostar ja disse publicamente e oficialmente que Nossa Senhora jamais apareceu em Medjugorje e que todo aquele teatro não passa de obra do Demonio.

 

O Senhor fala de interesses escusos. Quais seriam?
“Me refiro ao esterco do Diabo, ao dinheiro e o que mais poderia ser senão isso? Em Medjugorje tudo acontece em função do dinheiro: peregrinações, hospedagens, venda de souvenirs. De modo que abusando da fé dos pobres que ali vão achando que estão indo encontrar-se com Nossa Senhora, os falsos videntes estão feitos economicamente, estão casados e levam uma vida abastada pra dizer o minimo. Imagine que um deles organiza diretamente dos Estados Unidos dezenas de peregrinaçoes por ano. Pois não me parecem de forma alguma pessoas desinteressadas. Pelo contrário, junto àqueles que fazem parte desse esquema, eles tem todo interesse material de convencer que veem e falam de fato com a Virgem Maria.

 

Bispo Gema, esse é o seu juizo final sem nenhum apelo?
“E poderia ser diferente? Estas pessoas que afirmam estar em contato com Nossa Senhora, na realidade são guiados exclusivamente por Satanás, criando o caos e a confusão entre os fiéis por interesses e vantagens absolutamente desprezíveis. Pense então na desobediencia que alimentam no seio da Igreja: seu guia espiritual, um frade franciscano expulso da Ordem e suspenso a divinis,continua a administrar invalidamente os sacramentos. E muitos sacerdotes em todo o mundo, apesar da proibição expressa da Santa Sé, não desistem de organizar e participar de peregrinações com destino a Medjugorje. É uma vergonha! Eis porque falo de uma mistura entre interesses pessoais e diabólicos: os falsos videntes e seus assistentes embolsam dinheiro enquanto o Diabo semeia a discordia entre os fiéis e a Igreja. Os crentes mais fervorosos, de fato, nao escutam a Igreja, que- repito novamente- desde o inicio alertou para a falsidade das aparições de Medjugorje.
 
E se de fato os alegados videntes tivessem visto a Virgem Maria?
“Na realidade, eles teriam visto Satanás disfarçado. Porque Satanás tem um interesse particular em dividir a Igreja em duas correntes opostas: aqueles que são contra e os que são a favor de Medjugorje. E então, não haveria nada de novo: o mesmo São Paulo diz que o diabo pode aparecer como anjo de luz, e que pode se disfarçar. Ele fez isso , por exemplo, com Santa Gema Galgani. Mas além de seu disfarce, o Diabo já interferiu falou e eu posso assegurar que é ele que está inspirando os falsos videntes desde o início com a tentação do dinheiro fácil. “

Eu não gosto mesmo desses videntes

“Pelo amor de Deus! Basta olhar para como eles se comportam: eles são desobedientes à Igreja, deveriam se recolher à uma vida mais privada e ao invés continuam a propagar suas mentiras com fins lucrativos fazendo assim o jogo do diabo! Meus pensamentos vão imediatamente a Santa Bernadete, a vidente de Lourdes, esta doce criatura que escolheu o hábito de Freirate doce criatura quis se despir de sua vida e decidiu abrir mão de sua vida pra vestir o hábito religioso e servir ao Senhor. Em vez disso, os impostores de Medjugorje continuar a viver confortavelmente no mundo, sem demonstrar qualquer tipo de amor por Deus ou pela Igreja “.
 
Os defensores de Medjugorje ressaltam que a Santa Sé jamais se expressou com relação a essa matéria.
“Esta é outra mentira! Como mencionei anteriormente, o Vaticano proibiu peregrinações por parte dos sacerdotes para aquele lugar e já falou tb pela boca de dois bispos sucessivos de Mostar nos últimos anos, Monsenhores Zanic e Peric, com quem tive a oportunidade de falar pessoalmente e eles sempre me participaram suas dúvidas. Veja, nem mesmo em Fátima ou Lourdes a Santa Sé manifestou diretamente sobre as aparições marianas. Por que, então, faria uma exceção neste caso? A verdade é que quando se pronuncia o Bispo de Mostar, fala a Igreja de Cristo através do Bispo com a autoridade conferida pelo Vaticano, e é isso que devemos prestar atenção. Assim, a Santa Sé sempre manifestou através das palavras do Bispo de Mostar, salientando que Medjugorje é uma fraude diabólica. Mas vou te confidenciar algo importante. Você verá que em breve o Vaticano intervirá com algo explosivo para desmascarar de uma vez por todas o que está por trás desta farsa. “
 
Os defensores de Medjugorge alegam que ali há um recorde de conversões e milagres … 
“É um exagero. E quem relata todas essas conversões? Veja, se uma pessoa é convertida, é porque ele tem uma certa predisposição, porque ela sabe olhar para o interior, porque ela recebeu o dom do Espírito. O lugar onde se dá a conversão é relativo. Pense em São Paulo que foi convertido na estrada, e então o que deveríamos todos nós fazer? Cair todo mundo na estrada pra poder se converter?Quanto aos milagres, vou contar um episódio pessoal. Devo a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, a cura milagrosa de uma pessoa na minha família, e no entanto não me consta que Nossa Senhora tenha algum dia aparecido em Pompéia. Eis aqui uma verdade: pra acreditar ou ser curado por dentro e por fora, não é necessário que Maria se mostre ou seja vista.

O que o Senhor sabe a respeito da opinião do Papa Bento XVI em relação a Medjugorje?

“Me limitarei a sublinhar que foi ele, enquanto Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que emitiu notas oficiais diversas, tais como aquelas que proibiam sacerdotes e religiosos de dirigir-se em peregrinação àquele lugar.
No entanto há quem diga que João Paulo II estava convencido da verdade das aparições:
“Uma lenda que nunca foi provada, continuo afirmando que as opiniões pessoais tal como se apresentam não constituem de modo algum um ato magisterial.

Fonte: Papa New
Tradução: Gercione.

Igreja Católica, a única e verdadeira.

Se outras Igrejas também se dizem verdadeiras, como poderemos saber que só a Igreja Católica é a verdadeira Igreja de Cristo?
É fácil: a verdadeira Igreja de Cristo deve ser una, santa, católica e apostólica – como dizemos no Credo, cada Missa de domingo e dia santo.

 

88. As Notas da Igreja de Cristo
Vamos provar que a Igreja de Cristo deve ter quatro notas.
I. Unidade
a) Cristo instituiu uma só Igreja: “Eu edificarei a minha Igreja” (Mt 16.19); e ela deve conservar-se uma só : “um só rebanho e um só pastor” (Jô 10.16)
E S. Paulo explica que “há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef. 4.5)
b) A Igreja é una, porque tem um só governo, uma só fé e um só culto.
II. Santidade.
a) Cristo veio ao mundo para santificar os homens. Ele quer que nós nos santifiquemos (Jo 17.19). E para isto isto pregou uma doutrina de santidade e instituiu os meios de santificação ( os sacramentos).
b) Por isso a sua Igreja deve ter santidade, isto é, deve:
Pregar uma doutrina de santidade
Utilizar os seus meios de santificação;
Produzir Santos.
III. Catolicidade.
a) Cristo veio salvar todos os homens: “pregai o Evangelho a todas as criaturas” ( Mc 16.15). em todos os tempos” até a consumação dos séculos” (Mt 28.20)
b) Então a sua Igreja deve ser para todos os homens e para todos os tempos, sem nada mudar dos seus princípios.
IV. Apostolicidade
a) Cristo entregou sua Igreja aos apóstolos confiando-lhes a pregação do Evangelho e o governo espiritual dos homens.
b) Portanto, a Igreja de Cristo tem de ser a mesma que começou com os Apóstolos, conservando a mesma doutrina pregada pelos Apóstolos e com chefes que se prendem aos Apóstolos por uma serie ininterrupta.
89. Só a Igreja Católica é verdadeira.
Só ela tem as notas da Igreja de Cristo. Só ela é una, santa, católica e apostólica.
Vejamos
I. Só ela é una. Tem:
- um só chefe universal – o Papa;
– uma só fé: é uma beleza ver a Igreja de S. Pedro em Roma, católicos de todo o mundo rezarem o Credo: todos crêem as mesmas verdades.
- um só culto: Em Roma, na Austrália, ou no congo, acompanho a S. Missa pelo meu missal, como na minha paróquia: e recebo do mesmo modo, os mesmo sacramentos
(nota do digitador: isso era claro apenas quando tínhamos o belo rito de São Pio V, agora com a missa nova em vernáculo, cada paróquia tem sua variação, então, nem com missal virtual tu consegue seguir direito, mais um ponto negativo pra missa Paulo VI).
Observe que, quando se fala da Igreja Católica, apenas se diz: a Igreja : e quando se diz do protestantismo, se diz: as igrejas.
II. Só ela é santa:
- prega doutrina de santidade do Evangelho.
Sempre ensinou que boas obras são necessárias à salvação. Nunca alterou a doutrina de Cristo, embora chamem de atrasada – como no caso do divórcio e das falsas liberdades;
- utiliza de meios de santificação. Tornando-os até obrigatórios (como Missa aos domingos e dias de santos, Comunhão da Pascoa, confissão anual, jejum, abstinência) e aconselhando sua maior freqüência;
- produz Santos.
A Igreja Católica tem uma legião imensa de santos de todas as condições e idades, em todos os tempos e ainda hoje.
Convida seus filhos à santidade nas associações, congregações e ordens religiosas, algumas de grande rigor.
Produz verdadeiros heróis , que cuidam do próximo com uma dedicação desconhecida das outras religiões.
Vivendo em estado de graça, cumprindo os mandamentos de Deus e da Igreja, freqüentando os Sacramentos, praticando as virtudes alcançaremos tambema perfeição.
III. Só ela é Católica:
-está estendida por todo o mundo;
- é a mesma em toda parte;
- procura alcançar todos os homens, mandando missionários aos países mais longínguos e convidando-nos a trabalhar pela conversão dos pagãos e dos hereges.
IV. Só ela é apostólica.
- conserva a mesma doutrina dos apóstolos;
- seu chefe é o sucessor de S. Pedro
De Pio XII (hoje Bento XVI) a S Pedro é ininterrupta a sério dos papas que governaram a igreja de Cristo . Isto não acontece em nenhuma outra Igreja.
90. As outras Igrejas são falsas
Nem a Igreja Cismática nem o protestantismo tem as notas da verdadeira Igreja.
a) Igreja Cismática
1) Não tem unidade: em cada nação governada logo tempo pelo poder civil, tomou um caráter nacional; por isso, muitos erros se introduziram
2) Nem santidade: seus fundadores se desligaram do Papa por orgulho e ambição de mando e ela nunca produziu Santos;
3) Nem catolicidade: ficou limitada a uns poucos países: é grega, romaica, russa, etc.
4) Nem apostolicidade: quando começou, os apóstolos já haviam morrido há mil anos.
b) O Protestantismo
Este, coitado, ainda é pior.
1) Sem unidade: centenas de seitas contrarias , cada qual com uma doutrina diferente, fruto da livre interpretação da Biblia.
2) Sem santidade: seus fundadores foram depravados como Lutero (com sua vida de embriaguez e impureza) e Henrique VIII (que repudiou ou matou seis esposas, par a casar de novo); nunca produziu um santo. E sua doutrina dispensa boas obras, aceita divorcio, etc;
3) Sem catolicidade: por mais que se difunda, não é o mesmo em toda parte
4) Nem apostolicidade: apareceu no século XVI, e nega os pontos mais importante da doutrina que os Apóstolos pregaram.
c) Vendo como esses pobres cristãos estão no erro, rezemos por eles, para que venham pertencer a verdadeira Igreja.
E agradeçamos a Deus a felicidade de ser da Igreja de Cristo, e façamos tudo para continuar fieis a ela.
Com o texto acima mostramos as 4 notas da Igreja Catolica que comprovam sua autenticidade e santidade, mostrando a todos que ela é a Igreja de Cristo e assim será eternamente.

Discurso do Santo Padre: Indireta ao PT, direta a D. Bergonzini e bispos brasileiros!

Eis a voz de Pedro! Eis a voz do Vigário de Cristo! Quem disse que o Santo Padre não olha por nós? Aos leigos e clero brasileiro que pensam estar anencefálos, Cefas está a apascentar as ovelhas de Nosso Senhor Jesus Cristo, ovelhas que reconhecem a voz do Seu Pastor que fala pela boca de S.S. Bento XVI. Pedro, tu me amas!? É claro que sim oh Senhor, Pedro te amas! Sua Santidade Bento XVI ama-Vos Senhor, e segue os Vossos ensinamentos, as Vossas ordens: apascentar o Vosso rebanho! Do que estou a falar? Deste intrépido discurso do Santo Padre proferiro hoje às seis da manhã, horário de Brasília, no Vaticano aos bispos da regional V do nordeste:

Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5 [cinco]. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitae, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

Benedictus PP. XVI

Ludibriando os católicos

Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 18 de outubro de 2010

"Não espanta que a própria entidade que personifica esse catolicismo ante o público seja, ela própria, uma fraude publicitária: a CNBB fala em nome da Igreja e posa, ante os fiéis, como expressão suma da autoridade eclesiástica, mas não é sequer uma entidade da Igreja, é uma simples sociedade civil sem lugar nem função na hierarquia católica. Os bispos, individualmente, têm autoridade para falar em nome da Igreja. A CNBB, não."

Ao ver que ia perdendo o apoio da Igreja à sua protegida Dilma Roussef, cujo abortismo radical e persistente nem os desmentidos de última hora, nem as abjetas e blasfematórias encenações de fé católica da candidata puderam camuflar, o sr. Presidente da República, em desespero, decidiu recorrer ao crime eleitoral explícito: usando o Estado como instrumento de chantagem, ameaçou romper a concordata do governo brasileiro com o Vaticano caso o eleitorado católico se recuse a continuar sendo otário do PT, como o foi servilmente durante tantas décadas por obra e graça de comunistas vestidos de bispos.

O próprio Lula, algum tempo atrás, reconheceu que devia sua carreira política ao eleitorado católico, que aqueles bispos e a mídia cúmplice haviam logrado enganar cinicamente, encobrindo o programa comunista e abortista do PT com a imagem beatificada e perfumada de “Lulinha Paz e Amor”.

O fim da farsa, embora tardio e parcial, não só privou Dilma Roussef da anunciada vitória no primeiro turno, mas serviu para desmascarar a autoridade religiosa postiça de tantos sacerdotes e prelados que só entraram na carreira eclesiástica para aí realizar o programa estratégico de Antonio Gramsci: esvaziar a Igreja de todo o seu conteúdo espiritual e usá-la como dócil instrumento da política comunista. A Teologia da Libertação é o braço mais ativo desse programa e, como ninguém ignora, o catolicismo de Lula – e do PT em geral – é o da Teologia da Libertação. Não o de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não deixa de ser útil lembrar que a Igreja, desde sua fundação, teve de lutar menos contra os seus inimigos ostensivos do que contra os seus falsificadores. Tal é, aliás, a definição de “heresia”, palavra que hoje tantos usam sem conhecer-lhe o significado: não qualquer doutrina anticatólica, ou não católica, e sim a falsa doutrina católica oferecida indevidamente em nome da Igreja. Lembrem-se disso quando algum professorzinho aparecer alardeando que a Igreja “perseguia doutrinas adversas”. Heresia não é divergência de idéias, é crime de fraude. Da Antigüidade até hoje, gnósticos, arianistas etutti quanti jamais hesitaram em fingir-se de católicos para vender, sob roupagem inocente, as idéias mais opostas e hostis aos ensinamentos de Cristo. Com freqüência, obtiveram nesse empreendimento sucessos espetaculares, embora passageiros. Ainda no século XIX praticamente todos os seminários da França e da Alemanha ensinavam, com o nome de teologia católica, uma pasta confusa de idéias cartesianas, iluministas e românticas, na qual os jovens aprendizes, iludidos pelos prestígios intelectuais do dia, não enxergavam nada de maligno. Foi só a decisiva intervenção do Papa Leão XIII que acabou com a palhaçada, mediante a bula “Aeterni Patris” (1879), que restaurou o ensino da teologia católica tradicional. Se quiserem uma boa resenha desses fatos, leiam a obra em quatro volumes de Etienne Couvert, “De la Gnose à l’Ecumenisme” (Éditions de Chiré, 1989).

No século XX, à medida que o movimento neotomista inaugurado por Leão XIII reconquistava o prestígio intelectual da Igreja, os eternos falsários abdicaram temporariamente da propaganda aberta e voltaram-se, em massa, para a estratégia da infiltração discreta, praticada em escala industrial a partir da década de 30 graças à iniciativa da KGB (leiam o depoimento de Bella Dodd em “School of Darkness”: há cópias circulando pela internet). Foi só em 1963, no Concílio Vaticano II, que, sentindo-se protegidos pela atmosfera de mudança, voltaram a vender impunemente, ao público geral, seus simulacros de cristianismo.

A fundação do PT e toda a sua carreira de crimes inigualáveis não foram senão a extensão remota desses fatos a um país periférico. O PT sempre foi a encarnação viva de um catolicismo de fancaria, concebido para ludibriar os fiéis e induzi-los a trabalhar pelo avanço do comunismo.

Não espanta que a própria entidade que personifica esse catolicismo ante o público seja, ela própria, uma fraude publicitária: a CNBB fala em nome da Igreja e posa, ante os fiéis, como expressão suma da autoridade eclesiástica, mas não é sequer uma entidade da Igreja, é uma simples sociedade civil sem lugar nem função na hierarquia católica. Os bispos, individualmente, têm autoridade para falar em nome da Igreja. A CNBB, não. Quando a CNBB repreende um bispo, ela falsifica e inverte a hierarquia. Está na hora de os fiéis, em massa, tomarem consciência disso.

§|Olhar Católico|§ indica:

O que está por trás dos ataques a Ratzinger?

ZENIT: O que você acha que está por trás dos ataques ao Papa?

Andrea Tornielli: Não acho que os ataques venham de uma só direção nem que seja um complô. Acho que são vários grupos, várias realidades soltas e diferentes entre si, que têm um interesse comum: transformar a Igreja em uma seita protestante qualquer, porque os ensinamentos da Igreja incomodam.

Não me refiro somente – como muitos poderiam pensar – aos temas da ética ou da sexualidade, mas também aos temas da globalização, do desenvolvimento, da defesa do ambiente, da política multilateral, entre outros. Esses grupos não necessariamente agem usando uma única orientação, mas é claro que criticam publicamente e que atacam o Papa. Penso que têm todo um interesse em enfatizar os problemas da Igreja, como, por exemplo, o escândalo da pedofilia.

ZENIT: Por que o atacam? Por que o impediram de falar na Universidade Sapienza de Roma em janeiro de 2008?

Andrea Tornielli: Certas campanhas mediáticas são determinadas pela “fome” negativa do preconceito consolidado e não correspondem à realidade exposta primeiro pelo cardeal Ratzinger e depois pelo Papa Bento XVI. Querem que ele seja visto como um retrógrado conservador, antiliberal e antidemocrático.

O caso da Sapienza é exemplar porque não foi causado só por minúsculos grupos de estudantes ideologizados, mas também por pesquisadores e professores que “julgaram” Ratzinger, partindo da base de uma citação errada que foi tomada da Wikipédia – aliás, isso deveria nos dizer algo sobre o nível das nossas universidades.

O poder secularizado teme o anúncio de uma verdade irredutível; há lobbies e grupos de poder para os quais a moral cristã e o ensinamento ético da Igreja são incômodos. Em certas situações, a voz da Igreja permanece como o único baluarte de uma consciência não anestesiada.

ZENIT: Você diz que há ataques externos. Acha que também existem ataques internos?

Andrea Tornielli: Claro que sim! Isso é determinado por um fenômeno que nós chamamos de dissidência interna da Igreja, ou seja, teólogos e inclusive bispos que criticam abertamente alguns aspectos do magistério de Bento XVI. O fim último não são os ataques inconscientes, porque são queridos por alguma maquinaria curial, que facilita algumas crises que poderiam ter sido evitadas, mas que, no entanto, cresceram e se converteram em um problema maior.

ZENIT: Continuando com o tema, durante o voo a Portugal, em 11 de maio, o Papa disse que “hoje vemos isso de maneira realmente assustadora: a maior perseguição da Igreja não procede dos inimigos de fora, mas nasce do pecado da Igreja”. Quais são estes pecados aos quais o Papa se refere e quais são os grupos e pessoas que criam inimizades no interior da Igreja?

Andrea Tornielli: A pergunta foi formulada com referência explícita aos escândalos de pedofilia que dizem respeito a expoentes do clero. A resposta do Papa foi dramática. Bento XVI explicou que o ataque mais forte acontece no interior, é o pecado da Igreja. No fundo, a história nos ensina que, nos ataques externos à Igreja, sempre existe no final uma saída reforçada, talvez depois de longos períodos de dificuldade ou de perseguição. Já o ataque interno a destrói.

Agora, não são somente os gigantes, inclusive os “espantosos” episódios do abominável crime da pedofilia. Existe também o crescimento de um pensamento não-católico no interior da Igreja Católica: uma realidade denunciada com extrema lucidez desde o Papa Paulo VI, que hoje infelizmente ainda persiste. Fiquei surpreso, por exemplo, com certas reações contra a decisão de Bento XVI de liberar a Missa antiga. Reações públicas, vindas inclusive de bispos. Os exemplos seriam muitos.

ZENIT: O Papa, na homilia da Missa que encerrou o Ano Sacerdotal, no dia 11 de junho, falou num tom muito específico sobre heresias e sobre a necessidade de usar o cajado contra os lobos que querem afugentar o rebanho. A que ele se referia?

Andrea Tornielli: No nosso livro, analisamos a crise dos primeiros cinco anos do pontificado do Papa Ratzinger, não fazemos uma lista de possíveis heresias. Eu gostaria de recordar que, infelizmente, hoje se difundem – de maneira mais ou menos subterrânea – ideias ou interpretações que acabam destruindo a fé das pessoas simples.

Neste sentido, como explicava o então cardeal Ratzinger no começo do seu mandato como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Magistério tem o dever de proteger a fé dos simples, daqueles que não escrevem nos jornais nem vão falar na televisão.

O Magistério tem um dever – dizia ele – “democrático”. Acho que uma mudança radical que o Papa pede a todos é a de ser conscientes de que a Igreja não foi “feita” por nós, não pode ser considerada uma empresa, nem tudo pode ser reduzido a reivindicações sobre funções e ministérios, sua vida não pode estar planificada somente com estratégias pastorais. Se aprendêssemos desse constante apelo do Papa, talvez muitos opositores abertos e ocultos compreenderiam que o Papa não é um monarca absoluto, mas alguém que obedece Jesus Cristo na transmissão do depositum fidei.

Fonte: http://www.zenit.org/article-26088?l=portuguese

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