Nota da CNBB sobre o aborto de Feto “Anencefálico”


Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.

Os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal),referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.

Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!

A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe. Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção

Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico. A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.

A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).

Cardeal Raymundo Damasceno Assis

Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB

Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

Jornal do Brasil – Enquetes – Você acha que a mulher grávida de um feto anencéfalo pode escolher se interrompe ou não a gestação?


A propósito da votação que haverá no STF no dia 11/04/2012, o site do Jornal do Brasil está promovendo uma enquete pedindo a nossa opinião sobre o tema.

Não deixe de responder NÃO no seguinte link:

http://www.jb.com.br/enquetes/2012/04/voce-acha-que-a-mulher-gravida-de-um-feto-anencefalo-pode-escolher-se-interrompe-ou-nao-a-gestacao-2/

No dia 09/04/2012 às 14:40 a votação estava 66% Sim contra 33% Não

Vamos reverter esse resultado!

Jorge Ferraz: Direito de nascer, independente de quem seja a mãe


do Deus lo Vult! de Jorge Ferraz (admin)

Creio já ter me referido aqui a este blog chamado “Nossa amada Vitória de Cristo”, mantido por um casal que tem uma filha deficiente: a pequena Vitória. Nas palavras de seus pais, o blog foi criado (há mais de dois anos!) “[p]ara contar sobre a nossa amada filha Vitoria. Para mostrar a todos que ela existe e tem uma história. Uma linda história”.

Esta foto abaixo foi publicada domingo passado (25 de março de 2012). A menina já está grandinha, tem mais de dois anos. Tem uma evidente deficiência no crânio, facilmente perceptível nas fotos. No entanto, assim como uma outra criança deficiente de há alguns anos, sorri.

Vitória foi diagnosticada com acrania quando ainda estava no ventre de sua mãe. Não tenho formação médica, mas o Google me ensina que a acrania está freqüentemente associada com a anencefalia. A explicação é bem simples: a ausência da calota craniana (acrania) faz com que o encéfalo do bebê fique desprotegido e, exposto ao líquido amniótico, termine por ser danificado (causando assim a anencefalia ou meroanencefalia em suas diversas nuances). A própria semelhança entre Vitória e outras crianças anencéfalas mostra que elas poderiam perfeitamente ser confundidas. Para todos os efeitos práticos, é como se Vitória fosse anencéfala. Se os seus pais quisessem, ela teria sido abortada.

O nosso Supremo Tribunal Federal marcou para o próximo dia 11 de abril o julgamento sobre a autorização para o aborto de anencéfalos. O foro, claro, é uma fraude do começo ao fim; primeiro porque o ministro relator já “cantou” o resultado do julgamento muito antes dele ser realizado e, segundo, porque o STF não tem competência para legislar (e inventar que “não se pune” o aborto de anencéfalos é acrescentar uma terceira exclusão ao artigo 128 do Código Penal, é legislar). Da nossa vergonhosa Suprema Corte, no entanto, nós infelizmente podemos esperar qualquer sandice.

Isto não é uma questão sobre “liberdades”. Não nos basta saber se Cacilda ou Joana terão o direito de terem suas filhas; interessa-nos impedir que crianças deficientes possam ser exterminadas. Interessa-nos que Marcela, Vitória e tantas outras tenham o direito de viver porque são seres humanos, e não pela casualidade de suas mães terem “renunciado” ao “direito” de lhes assassinar. Não basta que a mãe tenha o direito de ter a criança, qualquer que seja ela; é preciso que a criança tenha o direito de nascer independente de quem seja a sua mãe.

É esta, no fim das contas, a nossa luta: pela vida das crianças. Aqui não cabe falar em “liberdade” das mães, porque nenhum direito à liberdade pode estar acima do inalienável direito à vida. Independente da deficiência que porventura se possua, o direito de viver deve ser assegurado pelos poderes públicos, não podendo de nenhuma maneira estar nas mãos de particulares. É esta e não outra a questão (de suma importância!) que será julgada nas próximas semanas pelo STF. Vejamos se a nossa Suprema Corte a levará a sério – ou, ao contrário, prosseguirá levianamente com a agenda da morte que vem sendo sistematicamente implantada em nossa Pátria ao longo dos últimos anos.

Frei Rojão: “Desistam e vão para casa!!!”


Desistam e vão para casa!!!

do Blog do Frei Clemente Rojão de Frei Clemente Rojão OAAO
A imprensa está infiltrada por petistas e esquerdistas diversos. Por conseqüência, torna-se anticatólica. Salvo loas aos bocoiós Betto & Boff, é cacete na Igreja sempre. Sempre.

Leio as notícias da visita do papa à Cuba e México, e sinto que é “o dia da marmota” da Jornada de Madri. É mais do mesmo. E qual é o mesmo?
Que já era. A Igreja está acabada. Não consegue superar sua crise. É negada por todos os lados. Que deveria se envergonhar de seu passado distante (Inquisição! Cruzadas!) e de seu passado recente (Pedofilia!). Que qualquer pessoa amante do belo, justo e bom é naturalmente contra a Igreja. Que o papa está velho (isso bem é verdade) e acuado, sem apoio, desesperado. Que a Igreja tenta nos aprisionar nas suas garras, nós que estamos libertos pelo sacrossanto estado laico, que compreendem como proibidor de todas as manifestações religiosas. Que o clero não se renova, que as pessoas não mais dão ouvidos à sua pregação, que não atinge os jovens, que não atinge os velhos. Acusam a Igreja por estar ao lado do poder, acusam a Igreja por não ser atuante contra o poder. E dão trela à qualquer grupelho que se diga contra a Igreja buscando holofotes, mesmo que sua credibilidade seja mínima. Finalmente lembram-se da velha novidade das outras igrejas cristãs separadas da nave-mãe romana, lembram-se que luteranos, anglicanos, coptas e outros não segue a Matriz Romana (que novidade!) e minimizam o protagonismo romano como único porta-voz do cristianismo acuado no mundo. A Igreja vai acabar, vai cair de repente como a União Soviética, ainda em nossas vidas.
In summa, quando leio estas abordagens, dá vontade de fechar a paróquia. Não o fechamento da Vigília do Sábado Santo, mas um fechamento por total falência moral e espiritual. Eu me admiro, se a situação da Igreja fosse como os jornais dizem, que teríamos um gato pingado na missa dominical ainda…
No entanto, os eventos do papa são sucessos estrondosos. E esta instituição decadente, anacrônica e caindo de podre, esperando o amanhã para acabar, reúne pessoas aos milhões e milhões. Quantos grupos “florescentes” desejariam nossa decadência…
O que eles não entendem, afeitos a enxergarem conspirações, é que a Igreja é movida sim por uma agenda, que não é nem um pouco secreta, e obedece a um interesse. O interesse de Jesus Cristo! É por Jesus Cristo que a Igreja se move, é Jesus Cristo que puxa os cordões, é Jesus Cristo que manda na Igreja católica. Não é o papa, nem a Cúria, nem os Sínodos dos bispos, nem o Colégio dos Cardeais, nem as Congregações. Estes são no máximo os feitores. É o filho do dono da vinha é quem manda contratar, manda arrendar, manda colher e manda pagar, é quem age de maneira misteriosa porém com mensagem clara pela Igreja.
É impossível entender a Igreja católica dissociada da realidade da existência e da majestade de Jesus Cristo. Não se compreende sua juventude a despeito dos milênios. Não se figura sua unidade. Não se abarca sua diversidade. A hierarquia não se sustenta por seus méritos. A doutrina não é coerente por força humana. Os fiéis não são atraidos por propaganda nem marketing. Uma força eminentemente sobrenatural mantém este edifício de palha erguido coeso com a resistência do cristal. A Igreja tem um segredo que não é secreto, Jesus Cristo e seu Evangelho, que ela proclama e grita, mas o mundo faz-se cego para ele.
Porém tentam nos fazer perder a esperança e a fé, dizendo “desistam e vão para casa, está acabando”. Diga isso a Lúcifer e seus anjos no Inferno, cujo tempo da derrota e castigo definitivo está próximo, Marana-tá!
Não! Não! Não desistiremos! Seja no Egito, seja na Babilonia, seja em Roma, seja em Avignon, seja nas selvas brasileiras, seja nas africanas, seja nos blogs, seja na rua, seja perseguidos na China, seja perseguidos na Arábia, seja perseguidos nos jornais, não desistiremos, porque Jesus Cristo não desiste, tomba com sua cruz três vezes, três vezes se ergue, oferece o braço ao cravo e é erguido no madeiro em sinal de reconciliação. E tal como age o noivo, tal como age a noiva, tal como Cristo não será derrotada a Igreja!

Pediatra diz que hoje não faria o aborto


Dia 11 de abril o STF julgará se outras tantas Marcelas merecem ou não viver. Lembrar da vida dela e divulgar a sua breve mas intensa história entre nós é por si só uma grande resposta a muitos que questionam o direito de viver desses pequenos sofredores.

http://culturadavida.blogspot.com.br/2008/09/pediatra-diz-que-hoje-no-faria-o-aborto.html

Pediatra diz que hoje não faria o aborto

Médica que cuidou de anencéfala diz que caso abre precedente e que impossibilidade de sobrevida “já não se confirma”

Márcia Beani diz que não faz apologia para que mulheres evitem ou não interromper a gravidez em casos como o da menina Marcela GEORGE ARAVANIS
DA FOLHA RIBEIRÃO

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2408200808.htm

Acostumada a dar explicações apenas técnicas sobre o estado de saúde de Marcela de Jesus Galante Ferreira, a pediatra Márcia Beani, que cuidou da menina anencéfala durante os 20 meses de vida, acabou formando também uma opinião pessoal sobre o assunto.

“Eu não faria o aborto. Nunca tinha pensado nisso antes, mas hoje não faria”,afirmou Beani. A médica, no entanto, não revela se é contra ou a favor da interrupção da gravidez em tais casos. “Eu não faço apologia para que as mães façam o que a Cacilda (Galante Ferreira, mãe de Marcela) fez, e nem para o aborto”, disse.

Para a médica, Marcela foi um presente. “Se algum dia aparecer outro caso, será outro presente. Ela me ajudou a crescer profissionalmente e pessoalmente”, disse.

Para Beani, o caso pode mudar os paradigmas a respeito da sobrevida em bebês com anencefalia. “O caso da Marcela abriu um precedente nunca visto. Ela teve a vida plena. Viveu com a mãe, trouxe alegria. Se você disser que uma criança anencéfala não tem condição de sobrevida, que é o que vemos em literatura, que vai ficar em estado vegetativo, isso já não se confirma”, afirmou Beani.

Segundo a médica, Marcela era uma criança tão ativa que chegou a arrancar, em três ocasiões, a sonda por meio da qual recebia alimentos.

A surpresa com a resistência da menina fez Beani desistir das previsões de sobrevivência depois do primeiro mês de vida da anencéfala. Segundo a médica, cerca de metade dos fetos anencéfalos nem chegam a nascer e, dos que nascem, cerca de 95% vivem poucas horas.

A pediatra criticou os médicos que, à distância, opinaram que Marcela não era anencéfala, e que, por isso, o caso da menina não poderia ser citado na condução do debate sobre a interrupção da gravidez. “É antiético. Não sei como uma pessoa que conhece de leitura um caso pode opinar sobre isso sem nunca ter visto a criança.”

Sinais da decadência – Por Jorge Ferraz


Recebi uma notícia bombástica este final de semana, cuja manchete dizia: Sandy defende casamento homossexual, aborto e se diz contrária ao celibato. O estopim de tudo isso foi uma entrevista que a garota deu recentemente ao jornal O GLOBO, onde ela revela as suas posições polêmicas.

Numa lista de internet da qual participo, alguém comentando o fato citou um livro do Mario Ferreira dos Santos. De acordo com o filósofo, estamos diante de um sinal da decadência de um povo quando este passa a dar ouvidos a artistas e atletas. E talvez o mais constrangedor aqui seja o fato de que nem precisaríamos ser filósofos de reconhecida envergadura intelectual para constatarmos esta verdade elementar.

Afinal de contas, quem é a Sandy? Lembro-me dela cantando Maria Chiquinha quando eu era criança; depois lembro-me da repercussão que houve quando ela declarou ser ainda virgem. Depois (um dia desses, aliás) foi a vez dela fazer um comentário embaraçoso sobre sodomia e prazer (!) e, agora, a sua língua rotatória se volta contra valores caros à Igreja Católica.

Tudo aqui é vergonhoso: desde a imprensa que se prostitui para produzir uma pauta com semelhante [ausência de] conteúdo, até a garota que se acha gabaritada para papagaiar em público suas opiniões levianas sobre estes temas morais e chegando até às pessoas que lerão esta notícia e levarão a sério as declarações clichês da Sandy, tomando-a talvez de alguma maneira por formadora de opinião.

Eu não vou nem comentar o absurdo que é a Sandy abrir a boca para se dizer contra o celibato, como se o celibato tivesse ainda que remotamente alguma coisa a ver com ela ou como se as pessoas tivessem o direito de ser contra as escolhas de vida dos outros e que não lhes dizem respeito. Mas vou deixar registrada a estupidez proferida com relação ao aborto, que se encontra na entrevista já citada:

ABORTO: Aborto, sob o ponto de vista jurídico, é crime. Eu defendo a descriminalização, principalmente quando a gravidez representar risco para a mulher ou para o bebê.

Entenderam? Matar um bebê é crime, mas ela defende que isso possa ser feito quando a gravidez representar risco para o bebê! Ou seja, se o bebê estiver em risco, a brilhante solução proposta pela ex-intérprete de Maria Chiquinha é matá-lo, certamente porque o risco cessa quando se realiza e uma vez que o bebê já esteja morto não estará mais em risco (!) e todos estarão felizes e satisfeitos! Este raciocínio faz sentido para alguém? No entanto, é exatamente este relincho que ganha destaque na grande mídia. É para repetir esta espécie de chavões que a Sandy aparvoa-se toda, sem perceber o papelão que está fazendo.

Dar ouvidos a este tipo de opiniões é um sinal de decadência; mas claro que é! E talvez seja um sinal de decadência ainda maior que um filósofo precise sentenciar o óbvio ululante e, mesmo assim, seja para todos os efeitos tratado como uma voz esgoelando-se no deserto. Mesmo assim, todos continuam agindo como se ninguém tivesse dito nada.

Fonte: http://www.deuslovult.org/2012/03/26/sinais-da-decadencia/

O engenheiro e o petista


SEM PALAVRAS

Um engenheiro caminhava por uma estrada, quando percebe um balão voando baixo.

O balonista lhe acena desesperadamente, consegue fazer o balão baixar ao máximo possível e grita:

- Pode me ajudar? Prometi a um amigo que me encontraria com ele às 2 horas da tarde, mas já são quatro horas e nem sei onde estou. Poderia me dizer onde me encontro?

O homem da estrada responde: – Sim! Você se encontra flutuando a uns cinco metros acima da estrada, e está a 33 graus de latitude sul e 51 graus de longitude oeste.

O balonista escuta e pergunta, com sorriso irônico: – Você é engenheiro?

- Sim, senhor! Como descobriu?

- Simples! O que você me disse está tecnicamente correto, porém sua informação me é inútil e continuo perdido! Será que consegue uma resposta mais satisfatória?

O engenheiro raciocina por segundos e depois afirma ao balonista:
- E você é petista!

- Sim, sou filiado ao PT! Como descobriu?

- Fácil!

Veja só; você subiu, sem ter a mínima noção de orientação!

Não sabe o que fazer, onde está e tampouco para onde ir!

Fez promessa e não tem a menor idéia de como conseguirá cumpri-la!

Espera que outra pessoa resolva o seu problema, continua perdido e acha que a culpa do seu

problema passou a ser minha!

É petista nato!!!

Facebook


Pessoal, só passando pra lembrar vocês: o §|Olhar Católico|§ também está no Face! Curtam!

Cariocas sairão às ruas para repudiar o aborto


Cristãos da Cidade Maravilhosa, mexam seus traseiros gordos! Ou magros, sarados, muxibas… Vamos todos nos reunir para defender a vida das crianças nascituras. Se você tava com invejinha do pessoal de Sampa, que fará uma manifestação em repúdio ao aborto dos nascituros no dia 21/03, não precisa mais. No dia 23/03 (sexta), às 18h, os cariocas estão convidados para celebrar o Dia do Nascituro em uma solenidade na Assembleia Legislativa.

O evento é uma iniciativa do deputado estadual (RJ) Márcio Pacheco. É um alento ver políticos católicos se mobilizando por causas justas e que colaboram com a construção do Reino de Deus.

Então, tá marcado: na sexta, dia 23 de março, é nóis no Centro do Rio! Pelas crianças inocentes, com Jesus e Maria!

Lançado oficialmente no Brasil filme em favor da vida


Especialistas discutem sobre aborto durante lançamento de filme rondoniense
“Deixa-me Viver” foi lançado oficialmente no Brasil. Vendas exclusivas em DVD
A produção cinematográfica rondoniense entrou para a história na quinta-feira (15). Após anos de investimentos e muita parceira, o desejo pela idealização, criação e promoção do filme “Deixa-me Viver” foi oficializada com o lançamento oficial no Brasil. O enredo trouxe à discussão um assunto que intriga diversos seguimentos da sociedade, principalmente da Igreja Católica, o aborto. A cerimônia aconteceu no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), em Ji-Paraná (RO).

O longa-metragem foi escrito, dirigido e protagonizado por Edson Dorigo, de Jaru (RO), e atriz coadjuvante Suelen Mendonça, de Criciúma (SC). Dorigo falou sobre o trabalho: “É preciso conhecer o quão é importante buscar o desejo pelo reconhecimento da cultura brasileira, sobretudo do que é nosso, com forte contribuição de Rondônia”.

Foram investidos mais de quatro anos em gravações, produção e pós-produção no drama romântico. A edição foi feita pelo jiparanaense Antônio Marcos, que deixou sua cidade natal rumo aos Estados Unidos da América (EUA) exclusivamente para realizar a finalização do projeto. “Foi preciso coragem, nunca havia feito uma viagem do tipo. Mas, vejo que tudo o que investi recebe hoje reconhecimento”, reforçou.

PROJETO

O filme é uma obra independente, da Produtora Friend-Z Filmes, contou com mais de 40 atores e atrizes voluntários. O investimento foi de U$75 mil dólares para compra de equipamentos e reprodução de mídias.

A proposta da obra é repassar uma mensagem sobre o amor e a vida. A sinopse traz a história de Paula (Suelen Mendonça) que tem uma gravidez indesejada e o amigo Lucas (Edson Dorigo), que reaparece após anos sem encontro. Ela conta que pretende realizar um aborto, Lucas, por sua vez, tenta convencê-la a não abortar.

VENDAS

Em Ji-Paraná, está sendo comercializado nas Lojas Duart Som e Top Com Celulares. O investimento é de R$15.

TEMÁTICA MOTIVOU DEBATE EM JI-PARANÁ
Uma mesa redonda foi organizada para que autoridades eclesiásticas e profissionais do Direito e da Medicina pudessem falar sobre como sua instituição avalia e vê a ação de abortar.

O diretor do filme, Edson Dorigo, contou o porquê da escolha, de um assunto polêmico como norteador de sua criação. “Com esse tema posso expressar aquilo que sinto, que está em meu coração. E posso mostrar às pessoas que a vida é o mais importante”, avaliou.

O apresentador do Fala Rondônia, da RedeTV!, Marcelo Bennesby, conduziu o debate. Segundo ele, é importante discutir assuntos relevantes para o País. “O Código Penal está sendo revisado. Há alguns dias, o Senado manteve o aborto como crime, mas concedendo a possibilidade de que a mulher possa recorrer a ele sem que seja punida criminalmente”, falou.

“O aborto é um crime contra a vida do feto, e o tipo de condeção aplicada é a ex-comunhão”, informou a irmã Maria Conceição, representante da Igreja Católica. O pastor da Igreja Missionária Unida do Brasil (Imub) compartilhou do pensamento e lembrou a frase de Jesus Cristo: “Eu sou o caminho a verdade e a vida”. “Então nós cremos nela e iremos trabalhar com toda a nossa força para que ele (aborto) seja uma prática abolida”, complementou.

SAÚDE
O abortamento é uma prática proibida no Brasil, o Código Penal prevê apenas duas exceções: risco de morte da gestante e gravidez resultante de estupro. Mesmo assim, em alguns casos, pode causar perigo para mulheres que decidem interromper a gestação. “É uma das principais causas de internação, é um ato cirúrgio a resolução do aborto e realmente traz consequências muito danosas às mulheres, levando até a morte”, informou o médico obstétra e ginecologista, Demátrio Bidá Junior, integrante do Corpo Clínico da Santa Casa de Misericórdia.

OPINIÕES DO DIREITO
O professor universitário, atuante na área de concentração de Filosofia do Direito (Hermenêutica Jurídica), Fabrício Zannin, disse que trocaria o título do filme para “Deixa-me Escolher”, “É preciso mudar o foco do feto, da criança, para a mulher. Há muitas convenções internacionais sobre os Direitos Humanos que dão a ela esse direito”, opinou.

“Acredita-se que usando o Direito Penal, criminalizando certas condutas a gente consiga evitar que às pessoas não façam suas próprias escolhas. Nao é o esse direito que vai resolver isso. Não é a criminilização dessa conduta que vai diminiuir ou aumentar o número de abortos no Brasil e no mundo”, finalizou a professora Mariana Inácio, especialista em Ciências Criminais e Penais.

FICHA TÉCNICA:

De Jaru (RO), Edson Dorigo (autor/diretor/ator)
De Criciúma (SC), Suelen Mendonça (atriz coadjuvante),
De São Paulo (SP), Elouise Galindo (co-direção),
De Curitiba (PR), Alessandro Vieira (diretor de imagens/fotografia),
O americano, Frank Cardoso (produção),
De Recife (PE), Carla Soares (pré-edição),
De Belo Horizonte (MG) Tiago Lima (composição e interpretação da trilha sonora “O Tal Exato”),
De Ji-Paraná (RO), Antônio Marcos (edição e finalização),
De Ji-Paraná (RO), Paulo Tubaína (artes gráficas),
De Ji-Paraná (RO), Etiene Gonçalves (comunicação e marketing).


Autor: ASSESSORIA
Fonte: O NORTÃO

EXTRA: Comunicado do Vaticano sobre a FSSPX


Cidade do Vaticano, 16 de março de 2012 (VIS) – Dada a seguir é o texto de um comunicado relativo à Sociedade de São Pio X, lançado esta manhã pelo Instituto Imprensa da Santa Sé.

"Durante a reunião de 14 de Setembro 2011 entre o cardeal William Levada, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e presidente da Pontifícia Comissão" Ecclesia Dei", e Bispo Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade São Pio X, o último foi presenteado com um preâmbulo Doutrinária, acompanhado por uma nota preliminar, como uma base fundamental para alcançar a reconciliação plena com a Sé Apostólica. Isto definiu alguns princípios doutrinais e critérios para a doutrina a interpretação católica, que são necessários para garantir a fidelidade à Igreja Magistério e "sentire cum Ecclesia".

"A resposta da Sociedade de São Pio X do Preâmbulo doutrinária citada, que chegou em janeiro de 2012, foi examinado pela Congregação para a Doutrina da Fé antes de ser apresentado ao Santo Padre para o seu julgamento. De acordo com a decisão tomada pelo Papa Bento XVI, Dom Fellay foi, em uma carta entregue hoje, informado sobre a avaliação de sua resposta. A carta afirma que a posição que ele expressou não é suficiente para superar os problemas doutrinais que estão na base da cisão entre a Santa Sé e da Sociedade de São Pio X.

"No final da reunião de hoje, movido pela preocupação de evitar uma ruptura eclesial de conseqüências dolorosas e incalculável, o superior geral da Fraternidade São Pio X foi convidado a esclarecer a sua posição, a fim de ser capaz de curar a fenda existente, como é o desejo do Papa Bento XVI ".

15 de Março: 51 anos do massacre comunista do norte de Angola


No dia 15 de Março de 1961, guerrilheiros comunistas da União dos Povos
de Angola, baseada no Zaire, lançaram terrível ataque contra a população
civil do norte de Angola que logo ganhou as manchetes dos principais
jornais. O mentor intelectual do ataque foi o conhecido escritor Fritz
Fanon e o ataque contou com o apoio ingênuo dos EUA (Kennedy…) e o
apoio não tão ingênuo da ONU.

O documentário abaixo, em seis partes de cerca de 9 minutos cada,
registra de forma ímpar essa tragédia. É de notar nos depoimentos:

(i) A frieza com que os líderes terroristas referem-se ao massacre de
mulheres e crianças inocentes, não se notando nenhum traço de
arrependimento;
(ii) O aliciamento de terroristas feito, não por motivos ideológicos,
mas por promessas materiais rasteiras ("mata fulano e fica com a casa
dele");
(iii) A ausência de prevenção ("ninguém imaginava que essas coisas
fossem acontecer aqui");
(iv) A tragédia só não foi maior porque a população civil, estando
armada, ainda conseguiu mais ou menos defender-se; e
(v) Os terroristas mataram tanto pobres quanto ricos, tanto brancos
quanto negros.

O documentário contém imagens da época, filmadas no próprio local,
muitas das quais são bastante chocantes.

Fazer aborto é fácil. Difícil é ser médico de verdade!


Bebê é operada dentro do ventre de sua mãe e fica curada de doença mortal

BARCELONA, 14 Mar. 12 (ACI/Europa Press) .- O Hospital Clínic de Barcelona e o Hospital Sant Joan de Deus operaram pela primeira vez no mundo um bebê de 26 semanas que sofria uma doença pulmonar que leva à morte fetal em 90 por cento dos casos, permitindo que uma menina nascesse saudável com 2,54 quilos na semana 38,6 da gestação.

A pequena Alaitz ( que significa "alegria" em vasco), que agora tem 20 meses e leva uma vida "completamente normal", passou por outra intervenção cirúrgica definitiva aos 13 dias de vida, quando os cirurgiões removeram lóbulos pulmonares danificados por uma lesão brônquica, conhecido como atresia brônquica, na parte principal do pulmão direito.

A menor apresenta um desenvolvimento neurológico, cardíaco e respiratório corretos, e os protagonistas da delicada intervenção- os especialistas em medicina e terapia fetal e terapia do Hospital Clínic, Eduard Gratacós e Josep Maria Martinez junto ao neonatologista Castanon Montserrat e o neonatologista Julio Moreno de Sant Joan de Déu-se congratularam com a descoberta.

Um ultra-som de 20 semanas de gestação no Hospital de Mollet del Vallès (Barcelona)fez soar o alarme da lesão potencialmente mortal , cuja a detecção precoce -descrita anteriormente, mas não tratada-, levou a mãe às mãos dos especialistas que a intervieram por via endoscópica quando o bebê pesava 800 gramas.

Como havia explicado Gratacós, a novidade é que ele nunca tinha lidado com esta lesão nos brônquios, que conduzia à morte inevitável dos bebês por insuficiência respiratória, e faz um ano e meio a equipe conseguiu operar com sucesso através da inserção de um cateter de 3 mm pela boca de um bebê para chegar aos brônquios afetados para que o pulmão pudesse crescer normalmente.

Atualmente existem cirurgias fetais para patologias consolidadas, mas a que foi apresentada nesta terça-feira em conferência de imprensa é anormal e afeta apenas 40 casos na Espanha e cerca de 300 no mundo, onde tanto o Clínic e o Sant Joan de Déu são hospitais de referência em programas de medicina fetal.

Para a mãe, a operação teve o mesmo risco da amniocentese, e garantiu que a sua pequena, tem sido muito sorridente para os jornalistas, levando uma vida "completamente normal".

Uma em cada 10.000

Uma em cada 550 gestações apresenta anomalias fetais, e um em cada 10.000 sofrem desta anomalia congênita, que geralmente aparece na segunda década de vida, como foi observado pelo cirurgião Castanon Montserrat.

O Programa de Cirurgia Fetal da Clínica-Sant Joan de Déu atende anualmente mais de 200 casos de patologia fetal, e os seus membros participaram na concepção de várias das técnicas utilizadas hoje no mundo.

Ato público em defesa da vida e pela criação da CPI do Aborto


Ato público em defesa da vida e pela criação da CPI do Aborto

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos, o bispo Provida, convida:

DATA: 21.03.2012
HORÁRIO DO INÍCIO: 12:30 horas
CONCENTRAÇÃO: a partir das 11:00 h, nas escadarias da CATEDRAL DA SÉ – SÃO PAULO
LOCAL da MANIFESTAÇÃO: em frente ao FORUM JOÃO MENDES, na Praça João Mendes, Centro, São Paulo
CAMISETAS: haverá distribuição de camisetas para os primeiros 500 participantes (dependendo da numeração)
LEVAR : APITOS, FAIXAS E CARTAZES: ABORTO NUNCA MAIS – CPI DO ABORTO, JÁ – ABORTO NÃO – os grupos podem imprimir suas próprias camisetas
Quem não puder comparecer, pode se manifestar no dia por outras formas:
TWITTAÇO: dia 21.03.2012 – a partir das 13h – #abortonuncamais – @SenadoresBrasil – @CamaraDeputados – @AssembleiaSP
FACEBOOK E OUTRAS FORMAS DE SE MANIFESTAR
Por EMAILS : dia 21.03.2012, a partir das 10:00 – enviar emails para a Câmara Federal e Senado (os nomes e emails dos parlamentares podem ser retirados nos portais da Câmara e do Senado)
Por TELEFONE: telefonar a partir das 13:00 – Câmara – 0800.619.619 / Senado – (61) 3303-1211

Não tenhais medo!

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini

Bispo Emérito de Guarulhos

Jornalista MTB 123

www.domluizbergonzini.com.br

Reinaldo Azevedo desmascara estratégia abortista: eles fogem da raia!


A Janela de Overton – Ou: Como fazer a opinião pública se deslocar de um ponto para outro ignorando o mérito das questões

janela-de-overton

O que esta imagem faz aí no alto? Explico.

Se vocês entrarem na Internet para pesquisar o que é “Janela de Overton”, encontrarão duas referências principais: uma delas diz respeito a um conceito de manipulação — ou, se quiserem, de “operação” — da opinião pública segundo conceitos elaborados por Joseph P. Overton, ex-vice-presidente de um think tank chamado Mackinac Center for Public Policy. Outra, relacionada com a primeira, é um romance policial de Glenn Beck, o demonizado (pelas esquerdas) âncora da Fox News, que usou o conceito para imaginar uma grande conspiração contra os EUA. Mas o que é “Janela de Overton”?

A coisa tem sido explicada por aí de modo capenga. Peguemos justamente o caso do aborto no Brasil. A maioria dos brasileiros é contra, e isso obrigou, inclusive, a presidente Dilma a contar uma inverdade na campanha eleitoral sobre a sua real opinião, que ela já havia expressado. Era favorável à legalização —  chegou a empregar essa palavra — e teve de recuar.

Muito bem: a Janela de Overton registra como pensa a maioria da sociedade num dado momento sobre um determinado assunto. As posições, claro, variam do absolutamente contra ao absolutamente a favor. O pensamento da janela é o máximo que um político, a depender de sua ambição, pode sustentar publicamente. É evidente que um militante do aborto pode ser eleito deputado por eleitores abortistas — mas teria problemas para se eleger presidente da República ou senador.

Muito bem! É possível deslocar a janela para um lado ou para outro? É! Isso demanda trabalho de pessoas especializadas em manipulação da opinião pública. Notem: quando emprego a palavra “manipulação”, não estou querendo dizer “conspiração”. Empresas organizadas passam a atuar na sociedade para lhe oferecer valores que levem ao pretendido deslocamento.

Continuemos com o aborto. Mesmo quando era favorável, Dilma dizia que nenhuma mulher pode gostar da coisa em si, que é um sofrimento. O mesmo afirma sua agora ministra Eleonora Menicucci. Há dias, o impressionante Fernando Haddad afirmou que, “como homem”, é contra — nota: creio que tentou dizer que, como político, nem tanto, sei lá… Repararam que, nessas intervenções, deixa-se de discutir o aborto para debater um outro tema? Que outro? A proposta da tal comissão o evidencia: “as condições da mulher”.

O que isso significa? Para tentar deslocar a janela de opinião do “contra” para o “menos contra”, até chegar à “neutralidade” e, quem sabe?, um dia, ao “a favor”, é preciso trabalhar algum outro valor relacionado ao tema. Para esse trabalho, entra em campo um verdadeiro exército de “especialistas em opinião pública”: assessores de imprensa, relações públicas, institutos de pesquisa, think tanks, agências de lobby. E vai por aí.

Peguemos a questão do Código Florestal, outro exemplo gritante. É evidente que a maioria da população se oporia a que famílias fossem desalojadas ou a uma queda na produção de alimentos. Se a maioria é contra, dificilmente um político com ambições nacionais abraçará essa causa. Mas por que não outra? A da “conservação da natureza” certamente é simpática e tem condições de operar o deslocamento da janela. É o que tem conseguido Marina Silva, que conta com assessoria de imagem profissional. É o que têm conseguido ONGs americanas financiadas pelo setor agrícola dos EUA. Criminalizam os agricultores brasileiros, transformando-os em sinônimo de desmatadores. O caso mais bem-sucedido de que se tem notícia nessa área é o terrorismo feito com o tal aquecimento global. O que pode ser maior do que “salvar o planeta”?

Verdades e mentiras Governo e políticos gastam fortunas tentando vender “idéias” à opinião pública. Quase não há pessoa pública no Brasil que não seja cliente de uma empresa — ou de várias — de assessoria e gerenciamento de imagem. O que se pretende é bem mais do que informar a sua “agenda”. O trabalho é mais amplo: trata-se de detectar um determinado sentimento da sociedade e passar a trabalhar para mudá-lo — eventualmente neutralizá-lo. Querem ver?

O tucano José Serra, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, não tocou até agora em palavras como “aborto” e “kit gay”. No PT, já se manifestaram sobre o assunto o pré-candidato do partido, Fernando Haddad; o presidente da legenda, Rui Falcão; o “chefe de quadrilha” (segundo a PGR) José Dirceu, entre outros. O tema passou a ser tratado pelos próprios petistas, COM A AJUDA DE SETORES DA IMPRENSA, sugerindo que o “outro lado” vai explorar esses temas em campanha e que isso, na verdade, é “uma baixaria”. O trabalho é tão bem-feito que foram buscar declarações contrárias àquela que seria à abordagem não-virtuosa dessas questões até de tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Vale dizer: meteram FHC na campanha pró-PT!

Ora, por que isso? Porque o PT tem pesquisas em mãos que demonstram que esses temas são potenciais fontes de desgaste do candidato petista. Então é preciso aplicar uma espécie de vacina, de remédio preventivo. Antes que o adversário se refira a esses assuntos, Haddad já sai gritando: “Isso é uma baixaria!”.

Nesse caso, o trabalho de manipulação da opinião pública consiste, numa ponta, em transformar o aborto numa decorrência natural dos “direitos da mulher”, desfetalizando o debate. O feto passa a ser uma mera derivação do seu corpo; se a incomoda e se ela não quer, tira-se. Também se vai insistir nas escandalosamente mentirosas 200 mil mortes de mulheres em decorrência de abortos clandestinos. Outro argumento forte, que tende a mover uma fatia dos setores mais conservadores, diz respeito à segurança pública: crianças abandonas pelos pais seriam potencialmente violentas e ameaçariam a sociedade. Na outra ponta, qualifica-se de “reacionários”, “conservadores” e “avessos ao progresso” aqueles que têm uma posição contrária, de modo a silenciá-los. Tudo dando certo, a janela se move.

Sacolinhas plásticas Os temas variam dos mais graves, como o aborto e o Código Florestal, que dizem respeito, respectivamente, à vida humana e à segurança alimentar, aos mais bizarros — mas nem por isso menos lucrativos, como as sacolinhas plásticas nos supermercados. Ninguém convenceria de bom grado um consumidor a sair do mercado carregando compras em caixas de papelão ou em sacolas de lona. Os incômodos são muitos. Alevantou-se, como diria o poeta, um valor mais alto — e hoje base de várias teses autoritárias influentes: a conservação da natureza.

Huuummm… Em nome dela, nada mais de sacolinhas feitas de derivado de petróleo! Certo! Considerando que os brasileiros não comem plástico, aquele troço servia, leitor amigo, na sua casa e na minha, de saquinho de lixo, certo? Sem um, aumenta o consumo do outro, e o resultado tende ao empate. Os supermercados podem ganhar uns trocos não fornecendo os saquinhos, a indústria de plástico pode compensar a baixa do consumo de um produto com a elevação do consumo de outro, e só o consumidor se dana. Mas esperem! Há a sacolinha reciclável, feita, parece, com algum derivado do milho… Descobriu-se de pois que havia um único fornecedor para o produto… É mesmo?

Cuidado! É preciso tomar cuidado para não cair na paranóia de que o mundo é uma grande conspiração; de que forças secretas se movem nas sombras e que estamos sempre sendo administrados por alguém. Não deixem que a “Janela de Overton” abra a “Janela da Conspiração” na sua cabeça. Somos sempre influenciados pelo debate público, pelas opiniões alheias, pela propaganda, pelo trabalho, sim!, dos assessores de imprensa, assessores de imagem, administradores de crise, essas coisas… Isso é normal é do mundo livre. Chata era a vida nos países comunas, onde só se podia ser influenciado pelo… partido!

Como, então, distinguir o “meu pensamento” dessa algaravia de outros pensamentos e lobbies organizados? Bem, não tenho a receita. O que costumo recomendar é o seguinte: verifique sempre se as pessoas estão debatendo o mérito da questão ou algum tema associado, que pode até guardar algum parentesco com o assunto principal, mas que é um óbvio desvio.

Se você se pegar falando sobre o desvio, o tema paralelo, não duvide: você caiu na rede profissional dos operadores de opinião pública. Não faz tempo, o caos nos aeroportos brasileiros e o péssimo serviço oferecido por algumas companhias aéreas acabaram surgindo no noticiário como evidências do sucesso do governo petista na política de distribuição de renda, que teria levado os pobres para o avião. A questão essencial ficou de lado: por que aeroportos e companhias aéreas não se organizaram para isso? A janeja da opinião pública, é evidente, estava numa posição crítica, contrária ao governo e à bagaunça das companhias. Mas se deslocou um pouco para recepcionar a tese do “bom caos”, gerado por motivos edificantes.

Encerro No curto prazo, governos investem somas fabulosas em propaganda, divulgando seus feitos. Aquele outro trabalho, de mudança de valores, é mais sutil. As oposições brasileiras não têm sabido enfrentar nem uma coisa nem outra.

Reforma do Código Penal pretende descriminar aborto e eutanásia


Reforma do Código Penal pretende descriminar aborto e eutanásia

Uma comissão de juristas que vem elaborando um anteprojeto de reforma do Código Penal pretende descriminar o aborto e a eutanásia.
O atual artigo 128 do Código Penal, que começa com as palavras "não se pune" começaria por "não constitui crime" (essa mudança de redação é um antigo desejo abortista). O crime do aborto estaria excluído em diversas hipóteses, entre as quais risco "à saúde" (e não só "à vida") da gestante, gravidez resultante de estupro, má-formação do bebê (anencefalia e outras) e também incapacidade psicológica de a gestante arcar com a maternidade (!).

A eutanásia, que hoje é uma espécie de homicídio (art. 121, CP), seria um crime à parte, com pequena muito pequena (detenção de dois a quatro anos) e com a possibilidade de o juiz deixar de aplicar a pena (!) de acordo com as circunstâncias.

Está agendada a primeira audiência pública dos juristas que compõem a Comissão de Reforma do Código Penal com os senadores da Comissão de Constitucionalidade, Justiça e Cidadania do Senado brasileiro para a quinta feira, dia 8 de março, às 08:30 no Anexo II do Senado brasileiro, na Ala Senador Alexandre Costa – Sala 3. Neste dia a Comissão de Reforma do Código Penal deverá prestar contas de seu trabalho aos senadores e poderão ser questionados pelos parlamentares.

Uma segunda audiência pública está agendada também, desta vez da Comissão de Reforma do Código Penal com o público em geral, para a sexta feira dia 09 de março de 2012, às 10:00, na sala 2 do Anexo II do Senado, na Ala Senador Nilo Coelho.

http://www.senado.gov.br/noticias/juristas-debatem-em-sao-paulo-reforma-do-codigo-penal.aspx?parametros=reforma+do+código+penal

O que podemos fazer?

Usar o "Alô Senado" 0800 61 22 11 e enviar uma mensagem aos senadores membros da Comissão de Constituição e Justiça.

· Por que o "Alô Senado" e não um mensagem eletrônica (e-mail)?

As mensagens eletrônicas são facilmente filtradas e descartadas. Uma mensagem do Alô Senado é sempre entregue ao gabinete do Senador.

· Quanto custa uma ligação para o Alô Senado?

A ligação é totalmente gratuita, de qualquer telefone, fixo ou celular.

· A quem enviar a mensagem?

Diga: "aos membros da Comissão de Constituição e Justiça"

· Que mensagem enviar?

Alguma coisa como:

"Solicito a Vossa Excelência que, no anteprojeto do novo Código Penal, não descrimine nem diminua a pena para o aborto e a eutanásia. O direito constitucional à vida deve ser respeitado".

ou

"Como cidadão, manifesto minha desaprovação à tentativa de descriminar o aborto e a eutanásia na reforma do Código Penal. Os nascituros e os doentes devem ser respeitados".

ou

"Peço que na reforma do Código Penal seja mantida a incriminação do aborto em todos os casos e não seja descriminada a eutanásia. A vida é um valor fundamental".

Haddad vai ser expulso do PT…


… Se o PT for coerente!

Isso mesmo que você acabou de ler no título acima.

Assim como os deputados federais Luiz Bassuma e Henrique Afonso sofreram sanções por serem contra o aborto, o pré-candidato à prefeitura de São Paulo Fernando Haddad, do PT, deverá também sofrer sanções semelhantes cumprindo fielmente o estatuto do PT que obriga seus filiados a lutarem incansável e incessantemente pela liberação do aborto, pois o mesmo afirmou o seguinte: Penso que temos que respeitar a Constituição, no caso da união civil, e, no caso do aborto, eu pessoalmente sou contra. Logo SE O PT FOR COERENTE, ele também deverá ser punido.

Mas é óbvio que o leitor deve estar entendendo que estou sendo irônico, pois exigir coerência do PT é o mesmo que exigir… Vejamos… Ah, já sei: é o mesmo que exigir coerência do PT! Ou ainda é o mesmo que exigir honestidade do PT! Ou ainda é o mesmo que exigir que a esquerda seja honesta! Ou seja, não dá “né”.

O que esperar de um partido, que quer ser o Partido, como na China, que elege uma presidente com a pecha de que não é abortista e lotam seus ministérios com abortistas, a agora, com aborteira também!?

Vamos pensar um pouco…

Por que o Haddad, o pai do kit gay, pré-candidato do mesmo PT que elegeu a primeira presidente abortista do país, está logo afirmando sua contrariedade PESSOAL ao aborto? Ora, porque gato escaldado tem medo de água fria! Eles não querem repetir 2010, mas como diz certo blogueiro Wagner Moura: 2010 não acabou! E 2013 tem o Papa Bento XVI aqui no Brasil! E 2014 eleições presidenciais. É isso, o tempo não para.

Ainda tem mais: Bolsonaro vai apoiar o Haddad em São Paulo!

O deputado federal Jair Bolsonaro afirmou em que faz questão de apoiar o Haddad em São Paulo para lembrar o seu principal projeto quando na frente do MEC: o kit gay! Ele afirmou isso para que os pais de família saibam em quem estarão votando nestas eleições.

Acho até que faz bem lembrar mesmo Bolsonaro, afinal, os eleitores votaram nos candidatos pelo que eles já fizeram. O Haddad fez o kit gay, onde ensina que uma criança bissexual tem 50% de chance a mais de “se dar bem”!

É isto!

Moisés Gomes

A confissão do médico que fundou a liga pró-aborto nos EUA: eles mentiram sobre o número de abortos, o núm ero de mortes e as pesquisas. E atacavam de forma deliberada os cristãos. Era uma tática para ganhar a opinião pública


De Reinaldo Azevedo

(…)

Abaixo, reproduzo trecho de uma conferência do médico americano Bernard N. Nathanson, proferida no Colégio Médico de Madri. Nathanson morreu no dia 21 de fevereiro de 2011, aos 85 anos. Foi um dos fundadores da Associação Nacional para a Revogação das Leis de Aborto, militante ativo da causa. Ginecologista e obstetra, confessou ter realizado mais de 5 mil abortos. Converteu-se, depois, em defensor incondicional da vida. A íntegra de seu texto está aqui. Peço que vocês prestem atenção às táticas às quais Nathanson admite ter recorrido para ganhar a opinião pública e a imprensa. Vejam se isso lhes lembra alguma coisa. Os entretítulos são meus. Volto depois.

É preciso trabalhar com números mentirosos

É uma tática importante. Dizíamos, em 1968, que na América se praticavam um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos que estes não ultrapassavam de cem mil, mas esse número não nos servia e multiplicamos por dez para chamar a atenção. Também repetíamos constantemente que as mortes maternas por aborto clandestino se aproximavam de dez mil, quando sabíamos que eram apenas duzentas, mas esse número era muito pequeno para a propaganda. Esta tática do engano e da grande mentira se se repete constantemente acaba sendo aceita como verdade.

É preciso ganhar os meios de comunicação e a universidade

Nós nos lançamos para a conquista dos meios de comunicações sociais, dos grupos universitários, sobretudo das feministas. Eles escutavam tudo o que dizíamos, inclusive as mentiras, e logo divulgavam pelos meios de comunicações sociais, base da propaganda.

É importantíssimo que vocês se preocupem com os meios de comunicações sociais porque, segundo explicam os fatos, assim se infiltrarão as idéias entre a população. Se na Espanha esses meios não estão dispostos a dizer a verdade, vocês se encontram na mesma situação que criamos nos EE. UU.em 1968/69, quando contávamos através desses meios todas as mentiras que acabo de mencionar.

É preciso apresentar pesquisas falsas

Outra prática eram nossas próprias invenções. Dizíamos, por exemplo, que havíamos feito uma pesquisa e que 25 por cento da população era a favor do aborto e três meses mais tarde dizíamos que eram 50 por cento, e assim sucessivamente. Os americanos acreditavam e como desejavam estar na moda, formar parte da maioria para que não dissessem que eram “atrasados”, se uniam aos “avançados”.

Mais tarde fizemos pesquisas de verdade e pudemos comprovar que pouco a pouco iam aparecendo os resultados que havíamos inventado; por isso sejam muito cautelosos sobre as pesquisas que se fazem sobre o aborto. Porque apesar de serem inventadas têm a virtude de convencer inclusive os magistrados e legisladores, pois eles como qualquer outra pessoa lêem jornais, ouvem rádio e sempre fica alguma coisa em sua mente.

É preciso satanizar os cristãos

Uma das táticas mais eficazes que utilizamos naquela época foi o que chamamos de “etiqueta católica”. Isso é importante para vocês, porque seu país é majoritariamente católico.

Em 1966 a guerra do Vietnam não era muito aceita pela população. A Igreja Católica a aprovava nos Estados Unidos. Então escolhemos como vítima a Igreja Católica e tratamos de relacioná-la com outros movimentos reacionários, inclusive no movimento anti-abortista. Sabíamos que não era bem assim mas com esses enganos pusemos todos os jovens e as Igrejas Protestantes, que sempre olhava com receio a Igreja Católica, contra ela. Conseguimos inculcar a idéia nas pessoas de que a Igreja Católica era a culpada da não aprovação da lei do aborto. Como era importante não criar antagonismos entre os próprios americanos de distintas crenças, isolamos a hierarquia, bispos e cardeais como os “maus”. Essa tática foi tão eficaz que, ainda hoje, se emprega em outros países. Aos católicos que se opunham ao aborto se lhes acusava de estar enfeitiçados pela hierarquia e os que o aceitavam se lhes considerava como modernos, progressistas, liberais e mais esclarecidos. Posso assegurar-lhes que o problema do aborto não é um problema do tipo confessional. Eu não pertenço a nenhuma religião e em compensação estou lhes falando contra o aborto.

Também quero dizer-lhes que hoje nos Estados Unidos a direção e liderança do movimento antiabortista passou da Igreja Católica para as Igrejas Protestantes. Há também outras igrejas que se opõem, como as Ortodoxas, Orientais, a Igreja de Cristo, os Batistas Americanos, Igrejas Luteranas Metodistas da África, todo o Islã, o judaísmo Ortodoxo, os Mórmons, as Assembléias de Deus e os Presbiterianos.

Outra tática que empregamos contra a Igreja Católica foi acusar seus sacerdotes, quando tomavam parte nos debates públicos contra o aborto, de meter-se em política e de que isso era anticonstitucional. O público acreditou facilmente apesar da falácia do argumento ser clara.

(…)

Voltei
Já debati o mérito da questão trocentas vezes, e todos sabem o que penso. O que me interessa neste post é a exposição de uma tática para ganhar a opinião pública. É legítimo que as pessoas se organizem para tentar convencer a sociedade a fazer isso ou aquilo, respeitados direitos fundamentais. Mas mentir não é legítimo. A mentira é coisa de vigaristas.

Querem defender o aborto como legítimo, em nome disso ou daquilo? Cada um que vá à luta segundo as suas convicções. Faço o mesmo. Multiplicar por 100 o número de mulheres que morrem em decorrência de abortos de risco não é defesa legítima de um ponto de vista; é picaretagem. Restringir as críticas à descriminação ou legalização às igrejas é só uma farsa persecutória duplamente qualificada:

a) em primeiro lugar, é mentirosa, porque há pessoas que se opõem à legalização do aborto e são atéias ou agnósticas;

b) em segundo lugar e não menos importante, os crentes têm o mesmo direito de opinar dos não-crentes; constituem, aliás, a maioria das sociedades. Isso não lhes confere, na democracia, o direito de calar a minoria, mas também não confere à minoria o direito de cassar a voz majoritária.

Por que os abortistas precisam mentir? Sua escolha não pode conviver com a verdade? Acharão eles que a mentira é virtuosa quando concorre para a sua tese? É assim que se criam os facínoras: eles costumam mentir em nome da virtude, do bem, do belo e do justo. Ou alguém já viu algum tirano admitir: “Sou mesmo um um tirano, um ser detestável”? Tenho a certeza de que Hitler, Stálin e Mao Tse-Tung tinham a melhor impressão de si mesmos… Estavam certamente convictos de que agiam para garantir à humanidade um futuro glorioso.

É hora de admitir que a Igreja sempre esteve certa sobre a contracepção


do Contra o Aborto de William

S.S. Paulo VI

O artigo abaixo, aqui disponibilizado em uma livre tradução feita por mim, foi publicado no site Business Insider e mostra o que qualquer pessoa honesta pode concluir por si mesma: os efeitos da mentalidade contraceptiva em voga mundialmente foram devastadores na sociedade, na família, nos relacionamentos, na afetividade.

O Papa Paulo VI, com sua Humanae Vitae, atuou como um verdadeiro profeta dos dias atuais ao admoestar o mundo sobre as conseqüências da contracepção desenfreada e é exatamente isto que é abordado neste breve artigo de autoria de Michael Brendan e Pascal-Emmanuel Gobry.

***

É hora de admitir que a Igreja sempre esteve certa sobre a contracepção

Michael Brendan Dougherty e Pascal-Emmanuel Gobry

Retratar a Igreja Católica como "sem noção" é tão fácil quanto atirar em peixes em um barril. E nada torna isto tão fácil quanto a posição da Igreja contra a contracepção.

Muitas pessoas, incluindo nosso editor, perguntam-se por que a Igreja Católica simplesmente não volta atrás neste ponto. Tais pessoas dizem que a maioria dos católicos o ignoram, e que isto é "retrógrado". Ora! Estamos no século XXI! — eles dizem. Eles não vêem o quanto isto é ESTÚPIDO — gritam.

Eis o que temos, na realidade: a Igreja Católica é a maior e mais antiga organização do mundo. Ela enterrou todos os grandes impérios conhecidos pelo homem, de Roma à União Soviética. Ela tem unidades espalhadas por todo o mundo, presente em todas as áreas da sociedade. Ela nos deu alguns dos maiores pensadores, de Santo Agostinho a René Girard. Quando ela toma alguma atitude, geralmente é por uma boa razão. Todos têm o direito de discordar dela, mas não é que ela seja formada por um bando de branquelos empacados na Idade Média.

Então, o que é que há?

A Igreja ensina que amor, casamento, sexo e procriação são coisas que estão ligadas. Simples assim. E isto é muito importante. E embora a Igreja ensine isto há 2000 anos, provavelmente isto jamais esteve tão em evidência quando hoje.

As atuais restrições contra a contracepção artificial foram reafirmadas em um documento de 1969 escrito pelo Papa Paulo VI chamado Humanae Vitae. Ele alertou sobre quatro consqüências se o uso de contraceptivos fosse aceito:

- Queda generalizada dos padrões morais

- Um aumento na infidelidade e ilegitimidade

- A redução das mulheres a objetos utilizados para satisfação dos homens

- Coerção governamental em matérias envolvendo reprodução

Algo disto soa familiar?

Claramente isto soa como o que vem acontecendo nos últimos 40 anos.

Como escreveu George Akerloff na revista Slate há uma década,

"Ao fazer o nascimento da criança uma escolha física da mãe, a revolução sexual fez o casamento e a criação dos filhos uma escolha social por parte do pai."

Ao invés de um casal sendo responsável pela criança que eles conceberam, uma expectativa que foi sempre suportada por normas sociais e pela Lei, agora nós vamos acostumados a pensar que nenhum dos pais é fundamentalmente responsável por seus filhos. Os homens agora consideram que seus deveres como pais são preenchidos meramente pelo ato de pagar o que o lhes é ordenado pela Justiça. Isto é uma dramática redução nos padrões da "paternidade".

E como mais estamos indo desde a grande revolução sexual? O casamento de Kim Kardashian durou 72 dias. Ilegitimidade: lá no alto. Em 1960, 5.3% de todos os nascimentos nos EUA eram de mães solteiras. Em 2010, foi de 40.8%. Em 1960, famílias de cônjuges casados atingiam 3/4 do total de famílias; já pelo censo de 2010, elas são apenas 48%. A coabitação aumentou 10 vezes desde 1960.

E se você não pensa que mulheres estão sendo reduzidas a meros objetos para satisfação do homem, bem-vindo à internet! Você está por aqui há quanto tempo? Coerção governamental: basta olhar para a China (ou mesmo para os EUA, onde uma legislação governamental sobre cobertura de contraceptivos é a razão porque estamos abordando este assunto atualmente).

É tudo isto devido à pílula? Claro que não. Mas a idéia de que contracepção largamente disponível não levou a uma dramática mudança social, ou que esta mudança foi exclusivamente para melhor, é uma noção muito mais idiota do que qualquer ensinamento da Igreja Católica.

Assim como é também ridícula a noção de que seja OBVIAMENTE IDIOTA alguém obter suas diretrizes morais de uma crença venerável (oposta a que? Britney Spears?).

Mas vamos ver um outro aspecto deste assunto. A razão pela qual nosso editor pensa que os católicos não deveriam crescer e se multiplicar também não se sustenta. A população mundial — ele escreveu — está a caminho de um crescimento "insustentável".

O Centro de Estudos Populacionais do Departamente de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU mostra o índice de crescimento populacional diminuindo durante as próximas décadas e sendo estabilizada por volta de 9 bilhões em 2050… e permanecendo assim até 2300. (E note-se que a ONU, que promove controle de natalidade e abortos pelo mundo todo, não é bem uma entusiasta do "crescei e multiplicai-vos").

Amplicando a questão, a visão malthusiana de crescimento populacional tem se mostrado bem presente a despeito de já ter sido provada como errada e já ter causado muito sofrimento humano desnecessário. Por exemplo, a China caminha para uma crise demográfica e social devido à sua distorcida política de um filho por casal.

Progresso humano é mais gente. Tudo que faz a vida melhor, da democracia à economia à internet à penicilina foi descoberto e construído por pessoas. Mais gente significa mais progresso. O inventor da cura para o câncer pode ser o quarto filho de alguém que tenha decidido não tê-lo.

O resumo é este:

É uma boa idéia para as pessoas crescerem e se multiplicarem; e a despeito de como você se sente sobre a posição da Igreja sobre o controle de natalidade, ela se mostrou bem profética.

Impressões sobre a Audiência Pública para discussão o Código Penal


Estive na Audiência Pública que ocorreu em São Paulo para discussão das mudanças no Código Penal com relação aos Crimes Contra a Vida. Minha motivação foram as mudanças propostas sobre a penalização do aborto. Gostaria, aqui, de contar o que vi.

Vi desprezo pela verdadeira democracia, em uma evidente manipulação para que os movimentos pró-aborto dominassem a sessão. Afinal, quais seriam as chances estatísticas de todos, eu disse TODOS, os grupos feministas e abortistas terem se inscrito primeiro do que os outros grupos, como me foi alegado? Chances maiores são de que, ou foram avisados antes de todos sobre a audiência, ou eles mesmos se mexeram para que tal audiência acontecesse.

Vi, portanto, o triste espetáculo da velha ladainha sobre liberdade feminina. Não que as feministas não possam se superar. Houve indignação porque a mulher grávida é chamada de gestante. Uma mulher, com aparência claramente indígena, incluía-se no grupo “pobres e negras” e reclamava do preconceito. Teve mulher estrangeira dando pitaco na legislação. Houve proposta de criminalizar o preconceito contra as mulheres que abortam (trocando em miúdos: coloquem quem for contra o aborto na prisão). Teve até defesa do infanticídio, e tudo isso temperado pela tão famigerada comparação: se não podemos abortar, então não comamos ovo, que estamos a matar o filho da galinha!

Foram horas de insanidade até que a primeira voz se pronunciasse contra o aborto, já com o plenário completamente esvaziado. Aí sim, ainda que vindos de poucas bocas, argumentos bem fundamentados começaram a surgir. O primeiro a falar foi o historiador e jornalista Hermes Rodrigues Nery, o primeiro também a (finalmente) citar um detalhezinho esquecido pelas feministas: o feto. Nery presenteou o ministro Dipp, moderador da mesa, com um modelo em tamanho real de um feto de 12 semanas. A indignação abortista foi geral: chegaram a dizer, com o ódio típico de quem despreza a vida, que se era para sair por aí distribuindo “fetinhos”, elas teriam levado fotos de mulheres ensaguentadas por decorrência do aborto. Sim, foi esse o nível da “discussão”.

O deputado Paes de Lira, apresentado por Dipp simplesmente como “ex-coronel”, e cuja fala aguardei ansiosamente, disse a maior verdade de todas: aquela mulherada gosta mesmo é de ditadura. Também falou um advogado em defesa da vida, indo contra todos os outros ditos advogados e médicos que defenderam, em nome da bioética e do direito, que feto não é gente.

Somente no fim da tarde tive minha chance de falar, ou de, pelo menos, tentar. Assim que me levantei, ouvi “essa aí deve ser pastora”, porque, para essa corja, ter religião é xingamento. Fui a PRIMEIRA mulher, em horas de falatório, a defender a vida. Não só a vida, como também o direito da mulher de obter informações sobre as graves sequelas do aborto. Isso despertou a ira do grupo, que se levantou e, como uma torcida organizada de futebol, vociferou em minha direção. O moderador foi obrigado a intervir para que eu pudesse continuar. Apresentei dados de estudos sérios sobre a relação do aborto e do câncer de mama, dos nascimentos prematuros e do aumento de doenças psicológicas e de suicídio entre mulheres que abortam. Aliás, os defensores da vida foram os únicos a citarem as fontes de todos os dados que apresentaram, diferentemente das feministas, que jogaram na nossa cara números fictícios a tarde inteira.

Além de mim, somente outra mulher esteve lá para defender a vida, e num depoimento emocionado e bonito, disse que a filha de 3 anos, ao olhar a imagem de um feto, já sabe dizer o que ele é: um bebê. Também me surpreendeu um rapaz bastante jovem que, numa fala muito bem estudada, citou até Aristóteles. Vê-se bem que o tipo de discurso pró-vida é muito superior àquele que nos incita à dieta sem ovo.

Mas é preciso falar, também, do que não vi. Alguém pode me dizer onde estavam os movimentos de defesa da vida? Também os representantes religiosos, onde se esconderam? Especialmente os católicos, num ano em que o tema da Campanha da Fraternidade é a saúde pública! NENHUM esteve presente na audiência. O que justifica essa ausência maciça? Se foi uma estratégia, peço que seja mudada! Incomoda-me ver que o mal sempre é mais organizado e articulado que o bem. Incomoda-me ver que os poucos defensores da vida presentes estavam decepcionados pela falta de liderança. Incomoda-me parecer que as mulheres brasileiras são representadas por aquela corja, aquela falsa maioria que certamente será noticiada na imprensa como sendo a grande defensora dos direitos da mulher.

Por isso mesmo fiz questão de estar lá, para provar que elas NÃO me representam. E tenho certeza, não representam a verdadeira sociedade brasileira. Foi um tapa na minha cara ver que poucos fizeram o mesmo. Mas também foi um tapa na cara das feministas ver que, lá mesmo, esses poucos começaram a se unir.

Lorena Leandro 25/02/2012

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