Youcat x Catecismo Romano

Apesar de não concordar com todo o conteúdo do texto, que pende muito para o sedevacantismo, achei interessante estas comparações feitas pelo Carlos Nougué entre o Youcat e a Doutrina de Sempre. Confiram:

(…)
a1) Youcat sobre as Sagradas Escrituras: “Como pode a Sagrada Escritura ser ‘Verdade’, se nem tudo o que nela se encontra está correto? [...] Também os autores [das Escrituras] eram filhos de seu tempo. Eles partilhavam as concepções culturais de seu ambiente, em cujos erros, por vezes, estavam presos. [Isso porque] a Bíblia não caiu do céu feita, nem Deus a ditou [senão] a verdadeiros autores”.
a2) Catecismo Maior sobre as Sagradas Escrituras: Não pode haver erro na Sagrada Escritura? Na Sagrada Escritura não pode haver erro algum, porque, sendo toda inspirada, o Autor de todas as suas partes é o próprio Deus.[1] Isso não obsta a que nas cópias e traduções da mesma Sagrada Escritura se tenha dado algum engano ou dos copistas ou dos tradutores” [destaque nosso].
b1) Youcat sobre o inferno: O que é o inferno? A nossa fé designa por ‘inferno’ o estado do definitivo distanciamento de Deus. [...] Dito à nossa maneira, ele é mais frio que quente”.
b2) Catecismo Romano sobre o inferno: “A expressão ‘infernos’ designa os ocultos receptáculos em que são detidas as almas que não conseguiram a bem-aventurança do céu. [...] Um [desses receptáculos] é a horrenda e tenebrosa prisão em que as almas réprobas são atormentadas num fogo eterno e inextinguível, juntamente com os espíritos imundos. Chama-se também ‘geena’ e ‘abismo’. É o inferno propriamente dito”.
c1) Youcat sobre o pecado original: “O que temos nós a ver com a ‘queda’ de Adão e Eva? A expressão ‘pecado original’ refere, portanto, não o pecado pessoal, mas o estado nocivo da humanidade em que nasce o indivíduo…”
c2) Catecismo Maior sobre o pecado original: “Que é o pecado original? O pecado original é aquele com que todos nascemos, exceto a Santíssima Vigem Maria, e que contraímos pela desobediência de nosso primeiro pai, Adão” [e que, portanto, foi um pecado pessoal deste].
(…)

[1] Enquanto tal, com efeito, o escritor sagrado humano é instrumento de Deus, e não “verdadeiro autor” como quer fazer crer o Youcat. Cf. o magnífico La causalité instrumentale dans l’ordre surnaturel (T. R. P. Edouard Hugon, Paris, Pierre Tequi Libraire-Editeur, 1924).

Canção Nova e a Missa Tridentina: nem uma amizade

Vejam a imagem abaixo (ou clique na mesma).

Demonstra o “interesse” que a Canção Nova têm pelo Motu Proprio Summorum Pontificum de S.S. Papa Bento XVI. E fazem questão de exclamar que estão com a Igreja, que o Papa os aprova! Pode até ser que o Papa os reconheça… Mas eles não seguem o Papa.

Três anos se passaram após o Motu Proprio Summorum Pontificum e somente agora eles noticiaram algo depois de sua publicação.

Nada de promovê-lo, de praticá-lo, de obedecê-lo ou de seguí-lo. Pelo contrário, continuam os gemidos que ninguém entende e as aberrações em suas Missas.

Clique na imagem para ir para a página

 

Ideologia dos anos sessenta e suas conseqüências

- Alguns analistas sustentam que os ataques ao Pontífice e os problemas de pedofilia foram gerados no âmbito dessa ideologia dos anos 60, que, de acordo com seu romance, estava presente na mentalidade dos conspiradores do Concílio. Como vê as recentes críticas a Bento XVI?

- Rosa Alberoni: Estes analistas têm razão. E a oportunidade dada à militância ateísta de hoje para atacá-lo foi construída com esmero. Destruir o trono de Pedro é uma ideia que nasceu com Lutero, retomada mais tarde pelos jacobinos, depois pelos comunistas, pelos nazistas e, hoje, pelo movimento cientificista-ecológico-animalista – isto é, pelos promotores do ateísmo.

Descobri que alguns prelados se permitiram, algumas vezes, seduzir pela ideologia dominante, com a convicção de que uma vez libertos da influência do Papa, poderiam rapidamente se adaptar às circunstâncias partilhar do poder de seus líderes. O Papa, que por sua vez se mantém fiel à sua tarefa de seguir os Textos Sacros, passa a ser um obstáculo para os planos destes. Assim, os prelados progressistas, em especial aqueles ligados à a teologia da libertação, com frequência se irritam quando o vigário de Cristo adverte para que não sejam violados os valores fundamentais da civilização cristã.

 

O sucessor de Pedro, na verdade, apenas cumpre sua tarefa quando lembra que tais valores não são negociáveis e repreende aqueles que os pisoteiam. Se um Papa, como está fazendo Bento XVI, inicia uma limpeza entre o clero rebelde, não é surpresa que estes reajam com virulência. Assim, os ataques perpetrados contra Bento XVI não constituem surpresa para mim. Minha preocupação é informar as pessoas.

(Fonte: http://www.zenit.org/article-24721?l=portuguese)

Crise de pederastia na Igreja em 1.001 palavras e a resposta de Bento XVI

Por Marc Argemí*

ROMA, segunda-feira, 26 de abril de 2010 (ZENIT.org).- O New York Times (NYT) publica (12/3/10) que em 1980 a arquidiocese de Munique e Freising, sendo Joseph Ratzinger bispo, acolheu e finalmente reincorporou um sacerdote acusado de abusar sexualmente de crianças.

O padre perpetrou mais tarde novos abusos e foi processado. Como se demonstrou depois, quem tomou a decisão de readmitir não foi Ratzinger, mas o vigário geral: a reinserção aconteceu em setembro de 1982, quando Ratzinger já estava em Roma. No dia 5/03/10, tenta-se implicar o irmão de Ratzinger, mas a acusação não se sustenta.

A resposta de Bento XVI

Bento XVI (19/03/10) escreve uma carta aos bispos da Irlanda sobre os abusos a crianças e jovens por parte de clérigos, destapados pelos informes Murphy (julho de 2009) e Ryan (maio de 2009). A Irlanda é o segundo país após os Estados Unidos onde se investiga a fundo.

Na carta, Bento XVI aponta 8 causas deste desastre: 1) inadequada reposta à secularização, 2) descuido de práticas sacramentais e devocionais (confissão frequente, oração diária e retiros anuais), 3) tendência a adotar formas de pensamento e julgamento sem referência suficiente ao Evangelho, 4) tendência a evitar enfoques penais das situações canonicamente irregulares, 5) procedimentos inadequados para determinar a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa, 6) insuficiente formação humana, moral, intelectual e espiritual nos seminários e noviciados, 7) tendência social a favorecer o clero e outras figuras de autoridade e 8) preocupação fora de lugar pelo bom nome da Igreja e para evitar escândalos.

Às vítimas, disse: “sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes (…). É comprensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos. Ao mesmo tempo peço-vos que não percais a esperança”. Aos sacerdotes e religiosos que abusaram de crianças: “por isto deveis responder diante de Deus omnipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos”. Aos bispos: “não se pode negar que alguns de vós e dos vossos predecessores falhastes, por vezes gravemente, na aplicação das normas do direito canónico codificado há muito tempo sobre os crimes de abusos de jovens. Foram cometidos sérios erros no tratamento das acusações”.

Bento XVI propõe cinco medidas: 1) um ano de penitência, 2) redescobrir o sacramento da Reconciliação (a confissão), 3) fomentar a adoração eucarística, 4) uma Visita Apostólica (uma inspeção) em algumas dioceses, seminários e congregações religiosas, 5) uma missão para todos os bispos, sacerdotes e religiosos. Entre outras palavras: fazer a limpeza. 

Ainda mais

No dia 24/03/10, NYT aponta diretamente Bento XVI como responsável por um caso, quando ainda era cardeal: o de Lawrence Murphy, que abusos de crianças surdas nos anos 70 em Milwaukee e não foi condenado nem pela justiça ordinária nem pelo arcebispado. Como se viu depois, a falta de diligência na punição do malfeitor foi culpa do próprio arcebispado local: o caso não chegou ao Vaticano até os anos 90. A miopia da notícia jornalística pode-se explicar por erros de tradução e porque o artigo bebe de duas fontes: os advogados que denunciaram o arcebispado (um deles, Jeffrey Anderson, tem litígio aberto contra a Santa Sé) e o arcebispo emérito de Milwaukee, Rembert Weakland, no cargo quando tudo sucedeu.

A 2/2/10, Associated Press lançou outra acusação contra Bento XVI, cujas provas se demostraram falsas. A 9/4/10, voltou a artilharia do NYT, com mais acusaçõescom igual sorte.

Em resumo, as acusações contra a Igreja são três: 1) alguns sacerdotes católicos abusaram de crianças, 2) muitos bispos ocultaram e 3) Bento XVI seria pessoalmente responsável. Com dados na mão, o n.1 é, lamentavelmente, certo em uma ínfima minoria do coletivo; n. 2 se afirma em determinados prelados e n. 3 e totalmente falso.

As consequencias

Alguns pedem que se julgue o Papa por encobrimento e aproveitam para suspender o catolicismo em seu conjunto. Outros já haviam tentado, tempos atrás, usar os delitos de uns poucos para desacreditar toda a instituição. Alguns advogados tentam tirar proveito. Não faltam vozes amigas do Papa desde o judaísmo, o agnosticismo e, em geral, desde ambientes intelectuais. 

O Vaticano pôs sobre a mesa a informação que tem. Tal exercício de transparência chegou ao extremo de que o fiscal do Vaticano fale sobre os casos de abusos em uma entrevista documentada. A Santa Sé publicou os regulamentos pelos quais se julgam estes casos e abundante documentação.

Dentro da Igreja, tem havido partidários da ruptura e partidários da renovação. Ruptura: 1) algumas vozes reclamam uma revisão do celibato e da moral católica, ainda que especialistas e opinadores inclusive não católicos denunciem com dados a inexistência de tal vinculação causa-efeito, 2) expoentes antirromanos de certa idade reclamaram a demissão do Papa ou uma reforma.

Renovação: muitos aplaudiram o posicionamento de Bento XVI de tolerância zero, petição de perdão e penitência e conversão. Muitos católicos saíram da perplexidade buscando a verdade dos fatos. A operação limpeza iniciada anos atrás retomou impulso: desde a carta à Irlanda foram demitidos dois bispos irlandeses, um americano, um alemão, um norueguês e um belga. A liderança interna de Bento XVI é maior agora: percebe-se Bento XVI como parte da solução e não como parte do problema.

Além da Igreja, poucos priorizaram a proteção das vítimas e as medidas para acabar com a pederastia. É lamentável, tanto mais quando se constata que é um problema transversal: afeta mais gravemente muitos outros coletivos sociais. Países como Alemanha já o enfrentam globalmente. Alguns articulistas apontaram a culpa em que a extensão do fenômeno estivesse vinculada à revolução sexual dos anos 60 e sua simpatia declarada para a pedofilia.

New York Times difama o Papa Bento, explica editor do Wall Street Journal

New York Times difama o Papa Bento, explica editor do Wall Street Journal

WASHINGTON DC, 08 Abr. 10 (ACI) .- William McGurn é o Vice-presidente da News Corporation, proprietária do Wall Street Journal, é ademais especialista em política internacional e foi assistente da Casa Branca durante a administração George W. Bush. Está acostumado a escrever os discursos de Rupert Murdoch, o magnata australiano dono do mencionado jornal e da citada corporação. Em um recente artigo explica a verdade sobre alguns fatos ocultos pelo New York Times em sua campanha difamatória contra o Papa Bento XVI.

No texto de 6 de abril, McGurn responde a dois artigos do New York Times escritos por Laurie Goodstein. O editor explica que os documentos apresentados pelo NYT foram proporcionados por Jeff Anderson e Mike Finnegan, de quem se diz são “advogados de cinco homens que processaram a Arquidiocese de Milwaukee”.

McGurn adverte que Goodstein não diz nada mais sobre quem é realmente o advogado Anderson. Em seu artigo ela dá alguns detalhes sobre ele: “no que se refere a processos contra a Igreja, ele é o principal advogado. No ano 2002 ele disse à Associated Press que havia faturado 60 milhões de dólares em acordos com a Igreja; e inclusive a outro semanário ele afirmou que ‘estava processando e deixando a Igreja pobre em todos os lados’”. (A expressão grosseira em inglês de Anderson é irreproduzível e ACI Digital faz esta tradução que aproxima de alguma forma à idéia original).

McGurn assinala logo que “nada disto faz que não valha a pena citar Anderson. O que faz o artigo é convertê-lo em uma parte muito mais importante do que a história (de Goodstein) mostra. De fato, é difícil pensar em alguém com interesse financeiro superior a este, sobre tudo quando se tenta promover a idéia de uma Igreja que não atua contra sacerdotes abusadores, culpando de maneira pessoal o Papa Bento XVI”.

Ao ser perguntado sobre os documentos proporcionados por Anderson ao New York Times incluem alguns textos chave sobre algumas reuniões no Vaticano entre três bispos de Wisconsin (onde se encontra Milwaukee) e o Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Tarcisio Bertone. Escritos originalmente em italiano, foram “traduzidos insuficientemente” ao inglês usando um tradutor computadorizado.

Devidamente traduzidos, os documentos mostram que a Arquidiocese de Milwaukee criava barreiras para o processo canônico. Entretanto, em seu artigo McGurn proporciona informação adicional e desafia o New York Times sobre as afirmações que faz sobre o fato que o Pe. Murphy nunca teria sido disciplinado ou submetido ao sistema de justiça da Igreja. De fato, ele foi suspenso como sacerdote, um processo que o editor assinala como o equivalente a retirar a licença de um médico.

O Vice-presidente da News Corporation assinala também que “alguns anos depois, quando a Congregação para a Doutrina da Fé assumiu a autoridade sobre todos os casos de abuso, o então Cardeal Ratzinger estabeleceu várias mudanças que permitiram uma ação administrativa direta em vez de processos que demorariam anos. Quase 60 por cento dos sacerdotes acusados de abuso sexual foram tratados assim”.

McGurn explica que “o homem que é agora Papa reabriu casos que tinham sido fechados”, e que ele “fez mais que nenhum outro para processar casos e responder aos abusadores, e se converteu no primeiro Papa a falar com as vítimas”.

“Não é esta acaso a mais razoável interpretação de todos estes eventos: que a experiência do Cardeal Ratzinger com casos como o de Murphy o levaram a promover reformas que deram à Igreja armas mais efetivas para dirigir os abusos sacerdotais?”, questiona logo.

Para o editor do WSJ, é necessário que a imprensa proporcione “um pouco de contexto e mostre um pouco de cepticismo jornalístico sobre o que é relatado por um advogado de defesa que faz milhões com este tipo de casos” como Jeff Anderson.

O machado de Dom Ranjith sobre os movimentos de “renovação”: um basta nas danças, palmas, arbitrariedades na liturgia, “louvor e adoração”.

Colombo (Sri Lanka), Dom Ranjith declara guerra aos desvios litúrgicos dos Neocatecumenais [e dos Carismáticos] : “Vetados os cantos e danças durante a missa, obrigatória a comunhão de joelhos”

CIDADE DO VATICANO (Petrus) – Dom Malcolm Ranjith é alguém que entende de Liturgia. Foi, de fato, Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos antes de Bento XVI nomeá-lo, no ano passado, arcebispo de Colombo, no Sri Lanka. O Papa confia muito nele, a tal ponto que deve criá-lo Cardeal no próximo consistório. Dom Ranjith (na foto) se tornou muito admirado nos seus anos de serviço no Vaticano pela nobre defesa da gloriosa tradição litúrgica da Igreja, uma batalha que retomou energicamente em sua nova diocese, proibindo extravagância e improvisações durante a celebração da Eucaristia e “recomendando” a administração da Comunhão apenas sobre a língua e aos fiéis ajoelhados, como já é o caso durante a missa presidida pelo Pontífice. Mas aqui está o texto completo, rico em muitíssimos elementos, enviado pelo arcebispo de Colombo a seus sacerdotes e fiéis, com particular referência àqueles pertencentes aos movimentos (entre os quais recai seguramente o Caminho Neocatecumenal, mas Dom Ranjith não o cita explicitamente) que, habitualmente, se aproximam da Eucaristia de um modo diferente do estabelecido pela Igreja ou participam da missa com cantos e danças em torno do altar, permitindo, contudo, a pregação por leigos durante a celebração:

“Queridos irmãos e irmãs,

Recentemente, algumas pessoas e movimentos católicos de renovação desenvolveram muitos exercícios para-litúrgicos não previstos pelo calendário paroquial ordinário. Apreciando as numerosas conversões, o valor do testemunho, o entusiasmo renovado pela oração, a participação dinâmica e a sede da Palavra de Deus, como bispo diocesano e administrador geral dos mistérios de Deus na igreja local a mim confiada, sou o moderador, o promotor e o guardião da vida litúrgica da arquidiocese de Colombo. Como tal, vos convido a refletir sobre os aspectos litúrgicos e eclesiológicos relacionados a esta nova situação e vos peço insistentemente que respeiteis as diretrizes enunciadas na presente circular de efeito imediato. A Eucaristia é a celebração do mistério pascal por excelência dado à Igreja pelo próprio Jesus Cristo. Jesus Cristo é o princípio de toda liturgia na Igreja e por esta razão toda liturgia é essencialmente de origem divina. Ela é o exercício da Sua função sacerdotal e, portanto, não é certamente um simples empreendimento humano ou uma inovação piedosa. Na verdade, é incorreto definí-la uma simples celebração da vida. É muito mais do que isso. É a fonte e o ápice do qual todas as graças divinas enchem a igreja. Este sagrado mistério foi confiado aos apóstolos pelo Senhor e a Igreja cuidadosamente preservou a celebração ao longo dos séculos, dando vida à tradição sagrada e a uma teologia que não cedem à interpretação individual ou privada. Nenhum padre, conseqüentemente, diocesano ou religioso que seja, proveniente de uma outra arquidiocese ou mesmo do exterior, está autorizado a modificar, adicionar ou suprimir qualquer coisa no rito sagrado da missa. Não se trata de uma novidade, mas de uma decisão tomada em 1963 pela Constituição “Sacrosanctum Concilium” (22, 3), a Constituição Dogmática sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II, posteriormente reiterada várias vezes em documentos como “Sacramentum Caritatis”, de Sua Santidade Bento XVI, e “Ecclesia de Eucharistia” do Papa João Paulo II, de venerada memória. A este respeito, convém mencionar explicitamente alguns elementos: os sacerdotes não estão autorizados a modificar ou improvisar a Oração Eucarística ou outras orações imutáveis da Missa — mesmo quando se trata de dar detalhes sobre um elemento já presente — cantando respostas ou explicações diferentes. Devemos compreender que a liturgia da Igreja é estreitamente ligada à sua fé e sua tradição: “Lex orandi, lex credendi”, a regra da oração é a regra de fé! A liturgia nos foi dada somente pelo Senhor, ninguém mais, portanto, tem o direito de mudá-la; as manifestações do tipo “Praise and Worship” (literalmente “louvor e adoração”, mas aqui diz respeito a uma corrente musical de estilo gospel, NdT) não são permitidos no rito da Missa. A música desordenada e ensurdecedora, as palmas, os longos discursos e os gestos que perturbam a sobriedade da celebração não são autorizados. É muito importante que compreendamos a sensibilidade cultural e religiosa do povo do Sri Lanka. A maioria dos nossos compatriotas são budistas e por este motivo estão habituados a um culto profundamente sóbrio; por sua vez, nem os muçulmanos nem os hindus criam agitação em sua oração. Em nosso país, além do mais, há uma forte oposição às seitas cristãs fundamentalistas e nós, como católicos, nos esforçamos para fazer compreender que os católicos são diferentes dessas seitas. Alguns destes chamados exercícios de louvor e adoração se assemelham mais aos exercícios religiosos fundamentalistas que a um culto católico romano. Que seja permitido respeitar a nossa diversidade cultural e a nossa sensibilidade; a Palavra de Deus prescrita não pode ser alterada aleatoriamente e o Salmo responsorial deve ser cantado e não substituído por cantos de meditação. A dimensão contemplativa da Palavra de Deus é de suma importância. Em alguns serviços para-litúrgicos as pessoas hoje têm a tendência a se tornar extremamente faladoras e tagarelas. Deus fala e nós devemos escutá-Lo; para ouvir bem, o silêncio e a meditação são mais necessários que a exuberância cacofônica; os sacerdotes devem pregar a Palavra de Deus sobre os mistérios litúrgicos celebrados. É expressamente proibido aos leigos pregar durante as celebrações litúrgicas; a Santíssima Eucaristia deve ser administrada com extremo cuidado e máximo respeito, e exclusivamente por aqueles autorizados a fazê-lo. Todos os ministros, ordinários e extraordinários, devem estar revestidos dos ornamentos litúrgicos apropriados. Recomendo a todos os fiéis, inclusive religiosos, receber a comunhão com reverência, de joelhos e na boca. A prática da auto-comunhão é proibida e pediria humildemente a cada sacerdote que a permite que suspendesse imediatamente esta prática; todos os sacerdotes devem seguir o rito da missa como determinado, de modo a não dar espaço a comparações ou opor as Missas celebradas por alguns sacerdotes às outras Missas ditas pelo resto dos sacerdotes; as bênçãos litúrgicas são reservadas exclusivamente aos ministros da liturgia: bispos, sacerdotes e diáconos. Todos podem rezar uns pelos outros. Recomenda-se insistentemente, entretanto, não usar gestos que podem provocar fantasias, confusões ou uma interpretação errônea”.

 

Fonte: Fratres in Unum http://fratresinunum.com/2010/03/04/o-machado-de-dom-ranjith-sobre-os-movimentos-de-renovacao-nao-as-dancas-palmas-arbitrariedades-na-liturgia-louvor-e-adoracao/>

A dança nunca fez parte da Liturgia II

Dança na Liturgia – Card. Joseph Ratzinger

A dança não é uma forma de expressão cristã. Já no século II, os círculos gnósticos-docéticos tentaram introduzi-la na Liturgia. Eles consideravam a crucificação apenas como uma aparência: segundo eles, Cristo nunca abandonou o corpo, porque nunca chegou a encarnar antes de Sua paixão; consequentemente, a dança podia ocupar o lugar da Liturgia da Cruz, tendo a cruz sido apenas uma aparência.

As danças cultuais das diversas religiões são orientadas de maneiras variadas: invocação, magia analógica, êxtase místico; porém, nenhuma dessas formas corresponde à orientação interior da Liturgia do "sacrifício da Palavra". É totalmente absurdo, na tentativa de tornar a Liturgia "mais atraente", recorrer a espetáculos de pantominas de dança, possivelmente com grupos profissionais que, muitas vezes, terminam em aplauso.

Sempre que haja aplauso pelos aspectos humanos da Liturgia, é sinal de que a sua natureza se perdeu inteiramente, tendo sido substituída por diversão de gênero religioso.

Joseph Ratzinger, Introdução ao Espírito da Liturgia

S.S. Bento XVI critica disseminação da TL no Brasil

Agência Ansa – Publicação: 05/12/2009 12:33 CIDADE DO VATICANO – O papa Bento XVI lamentou neste sábado que nas escolas e universidades brasileiras ainda estejam presentes os “princípios enganosos da teologia da libertação”, e pediu “aos que estão atraídos, implicados e tocados” por ela que retornem à “via reta da doutrina”. Segundo o Pontífice, que recebeu no Vaticano um grupo de bispos brasileiros, as escolas não são de propriedade dos teólogos críticos, mas da Igreja Católica. Bento XVI retomou algumas das indicações que ele mesmo já havia feito quando era Prefeito da Congregação para a Fé no documento “Liberatis Nuntius”, de agosto de 1984. No texto, o Papa chamava a atenção para “os perigos de uma apropriação sem críticas, feita por alguns teólogos, de teses e metodologias provenientes do marxismo”.

Bispo de Quixadá sofre calúnias de Movimentos da Igreja e Politicagem na região

O Bispo Diocesano de Quixadá, D. Angelo Pignole, têm sofrido calúnias e pressão por parte de movimentos simpatizantes do seu predecessor, D. Adélio Tomasim, e movimentos políticos partidários aproveitam para atacar também. Veja a seguir resposta do Bispo Reinante às acusações, retirada de uma repostagem do site da Revista Central:

 

“A  VERDADE  VOS  LIBERTARÁ!”

Aos fiéis católicos e pessoas de boa vontade desta Diocese: Graça e Paz da parte de Deus nosso Pai e de Jesus nosso Salvador.

 

1. A Santa Igreja de Deus, tal como a barca de Pedro no lago de Genesaré, sempre foi batida por ventos tempestuosos que a sacodem sem jamais destruí-la. Nossa querida Diocese de Quixadá, povo de Deus peregrino neste Sertão Central do Ceará, não escapa a estas vicissitudes. “Fere o Pastor, que as ovelhas sejam dispersadas!” (Zc 13, 7), já profetizou Zacarias no Antigo Testamento. Esta continua sendo a permanente tática que o “Príncipe das trevas” e “mentiroso desde o início” emprega, através da história, para impedir o crescimento do Reino de Deus e é o que eu e o nossos fiéis temos assistido há tempo, tornando-se insistente nesses últimos dias em nossa Igreja diocesana, contra seu legítimo e único Pastor.

 

2. Mantive até agora um silêncio humilde. Mas não desejo que sua continuação seja considerada como timidez ou omissão indevida do Bispo diocesano. Por isso, frente às manifestações injuriosas e caluniosas desses dias, usando dos meios de comunicação contra minha pessoa e o modo como venho dirigindo a Diocese de Quixadá, faço pública esta mensagem, esperando levar luz e paz às pessoas que amam a verdade.

 

3. Fui nomeado Bispo da Igreja Católica e designado como Sucessor dos Apóstolos para a porção do rebanho de Cristo que está na Diocese de Quixadá, pelo Papa Bento XVI, e tomei posse desta Diocese aos 25 de março de 2007. Aqui exerço a função de “governar, ensinar e santificar” o povo de Deus, construindo o Seu Reino e pregando o Evangelho, sem nenhum interesse que não a salvação das almas, que é o bem supremo da Igreja. O poder do Bispo é espiritual e, por isso, sua autoridade tem origem divina, de tal modo que a ele perfeitamente se aplicam as palavras de Jesus dirigidas aos Apóstolos: “quem vos recebe, a mim recebe, e quem me recebe, recebe Aquele que me enviou” (Mt 10, 40).

 

4. Desde os inícios da Igreja a cada comunidade orgânica de católicos é dado um único Sucessor dos Apóstolos, como Bispo e Pastor, centro e fundamento visível da unidade da Igreja particular, colaborando com ele os presbíteros que são fiéis à sua vocação. Sucedo assim a Dom Adélio Tomasin, que, por sua vez, sucedeu a Dom Joaquim Rufino do Rego, numa clara demonstração da continuidade dinâmica da Santa Igreja, que, desde Jesus Cristo e os Apóstolos e até o fim dos tempos, age e continuará agindo, através de seus ministros.

 

5. Conhecido e amado, Dom Adélio é grande benfeitor do Sertão Central e merece nossa gratidão e reconhecimento pela doação de sua vida e pelos serviços prestados, tanto no campo espiritual, quanto social. Por isto, por merecida deferência, como um de meus primeiros atos, a ele transferi a função honrosa de Chanceler da Faculdade Católica, continuando, porém, eu a exercer a função irrenunciável de Presidente da Mantenedora, com as relevantes tarefas que regimentalmente me cabem, associadas à responsabilidade de Bispo diocesano.

 

6. A estrutura orgânica da Diocese de Quixadá, constando de paróquias, do seminário, do santuário e das obras educativas e sociais, exige de mim, principal responsável perante Deus e perante os homens, um permanente acompanhamento, sempre em vista da clareza e transparência, tanto perante as leis civis, quanto para com a Santa Sé Apostólica. Entre nossas instituições educativas emerge, pelo vulto e importância regional, a Faculdade Católica, na qual estudam nossos futuros padres e que, com numerosos cursos, presta relevante serviço cívico ao Nordeste, sem perder seu caráter expressamente católico.

 

7. A Diocese de Quixadá é uma organização religiosa, sem fins lucrativos e imune de impostos, mas que no seu balanço anual ultrapassa os limites econômicos de uma instituição de pequeno porte, exatamente por causa de nossa Faculdade Católica. Esta, por sua dimensão e complexidade, chama-me a permanente e preocupada atenção, despertando-me o maior zelo e cuidado.

 

8. Administrar e supervisionar, nos tempos hodiernos, são atividades complexas, a exigirem permanente conhecimento da realidade. Para que, portanto, como responsável maior da Faculdade Católica, eu possa cumprir meu dever de alta direção, contínuo acompanhamento e supervisão, é necessário ter uma percepção mais exata e objetiva, da sua situação estática e dinâmica. Ora, cheguei à convicção de não ser possível conseguir esta visão clara, complexiva e fundamentada da realidade da Faculdade, apenas através de eventuais contatos e relatórios. Precisamos de algo mais amplo e profundo. Fundamentado nisso tudo, eu, como Presidente da Mantenedora da Faculdade e dentro da competência de Bispo diocesano, que deve supervisionar as entidades da Diocese, ou a ela sujeitas, decidi contratar uma empresa especializada, para realizar uma auditoria independente na Faculdade, a fim de obter uma visão completa, atualizada e autorizada da Católica.

 

9. É supérfluo relevar que tal decisão não significa desconfiança de ninguém. Trata-se de uma medida de acompanhamento e controle, legítima e normal numa administração moderna. Valer-se, pois, dos recursos da ciência e da tecnologia para melhor conhecer, acompanhar e avaliar a Faculdade Católica é medida previdente, que nos orientará os passos no futuro de sua administração.

 

10. Nesta circunstância, é preciso que os projetos extraordinários da Faculdade fiquem suspensos temporariamente, até que tenhamos pleno conhecimento da situação. Esta decisão não é arbitrária: foi tomada em conjunto com o Núncio Apostólico, representante do Santo Padre no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, que de cada passo que dou está informado. Por isto, é incompreensível e surpreendente a celeuma que imediatamente se criou, o barulho que se fez, usando de falsidades, calúnias ou meias-verdades, querendo jogar a autoridade maior e legítima do Pastor da Diocese contra seus padres, o Bispo emérito e a Faculdade Católica, esquecendo-se daquela grave advertência da Escritura: “não toqueis nos meus ungidos!” (1Cr 16, 22).

 

11. Nenhum aluno ou professor nutra receios de que a Faculdade Católica venha a fechar suas portas. Esta possibilidade não existe. Os cursos em andamento continuarão a funcionar na sua plena normalidade. As atividades ordinárias dos campi terão seu andamento inalterado. A Faculdade Católica não diminuirá e vai crescer, por graça de Deus. Não se deve dar ouvidos, portanto, a quem semeia tempestades e maledicências.

 

12. Movimentos cujas lideranças ostentam a bandeira de um catolicismo bastante duvidoso (“as minhas ovelhas conhecem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem” – Jo 10, 27) e cujo bordão comum é uma pretensa solidariedade a Dom Adélio, mas que por trás têm uma clara intenção política, dirigem a mim os mais absurdos adjetivos, as mais mentirosas e desrespeitosas afirmações. Tais afirmações precisariam ser provadas, dadas a gravidade e celeuma que estão provocando.

 

13. Não é verdade que estou expulsando Dom Adélio de Quixadá. A hipótese de sua partida seria decisão pessoal dele. Além disso, esse “terrorismo psicológico”, prognosticando um eventual fechamento da Faculdade Católica, é mentira triste, digna do mais veemente repúdio. Lamento a tentativa de manobrar o corpo docente e discente da instituição, por parte de pessoas inescrupulosas, que procuram semear o terror na mente e no coração de professores e alunos, da maneira mais grotesca possível. O que não podemos admitir é que a Faculdade Católica venha a ser indevidamente utilizada para plataforma política de quem quer que seja, nem para interesses pessoais ou de grupos, já que é um patrimônio eclesial, para o bem de todos, edificado com a generosidade e o espírito de sacrifício de tantos.

 

14. Igualmente é falso afirmar que o patrimônio da Diocese de Quixadá está sendo destruído por mim. Se algum bem foi até então vendido, é preciso entender que “venda” significa transformação de bens móveis ou imóveis em capital e não necessariamente “dilapidação”. O único imóvel vendido, uma pequena casa, teve seu valor aplicado na reforma da Catedral. Por outro lado, a Diocese herdou diversos encargos financeiros que ela precisa saldar. Para exemplificar, a Rádio Cultura de Quixadá (que não foi vendida, nem arrendada a ninguém, mas continua sob pleno domínio e administração da diocese através da contratação de novos funcionários) ainda pena para pagar multa eleitoral na monta de mais de R$ 150.000,00 que nos foi deixada. A maternidade vive cotidianamente em apuros financeiros, fruto do atraso no repasse de verbas de convênios, como também de dívidas contraídas em administrações anteriores.

 

15. No entanto, temos a alegria de ver pronta a nova ala do Seminário Pio XII, assim como de noticiar que já estamos com os recursos para a construção da sede apropriada da Cúria Diocesana. A reforma da Catedral está quase concluída. Assim, é caluniosa a afirmação de que o patrimônio da Diocese está sendo destruído ou, como foi dito em emissoras de rádio, “vem sendo roubado pelo Bispo diocesano”. Triste e sintomático é o silêncio daqueles que podiam e até deviam sair em defesa do Pastor legítimo da Diocese e não estão fazendo.

 

16. Não condizente com a verdade é a afirmação de que persigo os padres da Diocese. Visando preservar aqui a fama das pessoas envolvidas, limito-me a afirmar que, algumas vezes, recebo lamentos de fieis leigos, preocupados com atitudes de alguns sacerdotes que precisariam ser alertados quanto à sua conduta e, em caso de contumácia, ser punidos na forma da lei canônica, para o bem do próprio povo de Deus. Outros sacerdotes estão se ausentando da Diocese por motivos de estudo ou por motivos pessoais. Infelizmente, porém, acontece que uns falam mal do Bispo se este não toma medida e outros falam mal, quando se¬¬ tomam medidas sofridas, com relação a algum sacerdote, cujo comportamento desedifica a Santa Igreja.

 

17. Evidentemente, na ausência de provas e perante tamanhas afrontas, ações judiciais poderiam ser movidas contra pessoas e grupos bem identificáveis, seja no âmbito criminal, seja no âmbito civil da legislação brasileira, não excluídas medidas penais do direito canônico, especificamente quando diz que seja punido com a pena de interdito ou outras justas penas quem excita publicamente aversão ou ódio dos súditos contra o Bispo diocesano, em razão de algum ato de poder ou de ministério eclesiástico, ou incita os súditos à desobediência a ele (cf. cânon 1373). Esta determinação da lei eclesiástica é menos uma ameaça e mais um alerta aos fieis para não se deixarem enganar por falsos profetas de calamidades.

 

18. Por fim, faço um veemente apelo a que nenhum partido e nenhum político interfiram indevidamente nos assuntos reservados à autoridade diocesana de Quixadá. Estou pronto ao diálogo franco e respeitoso, à colaboração leal. Tal intromissão indevida comprometeria as sadias relações entre Igreja e Estado, independentes e harmoniosas, cada qual no seu campo, como, aliás, se estabelece, no Acordo recentemente feito entre o Governo e a Santa Sé. Faço também uma advertência ao povo de Deus para o risco da manipulação velada que corre.

 

19. Reitero aqui a informação de que as decisões tomadas até então e agora publicadas oficialmente foram tratadas com os meus superiores hierárquicos, a saber, o Santo Padre, o Papa, por meio dos Dicastérios Romanos (departamentos de governo da Igreja), em recente visita a Roma, e o Senhor Núncio Apostólico no Brasil, aos quais devo prestar contas. Este tem pleno conhecimento e dá total apoio a tudo o que nesta mensagem está expressa, a bem da verdade.

 

Certo de que o Espírito de Deus iluminará as mentes e os corações de todos e fará reinar a unidade em nosso meio, “a fim de que todos sejam um… para que o mundo creia” (Jo 17, 21), subscrevo-me paternalmente,

 

Quixadá, 23 de novembro de 2009.

Angelo Pignoli
Bispo diocesano de Quixadá.

Carta do Secretário da Congregação para o Clero sobre Obediência

A seguir carta do secretário da Congregação para o Clero aos Presbíteros.

Que ouçam os desobedientes a S.S. Bento XVI e à Doutrina Católica, tanto os Presbíteros quanto os Bispos, principalmente os da Teologia da Libertação e seguidores do Boff.

 

“Prometes filial respeito e obediência a mim e aos meus sucessores?”

(Pontificale Romanum De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum,

editio typica altera, Typis Polyglottis Vaticanis 1990).

Caríssimos irmãos no sacerdócio

         Ainda que não estejam vinculados pelo voto solene de obediência, os ordinandos fazem a promessa de “filial respeito e obediência” ao próprio Bispo e aos seus sucessores. Se, por um lado, é diferente o estatuto teológico entre um voto e uma promessa, idêntico é o compromisso moral definitivo e total, idêntica é a oferta da própria vontade à vontade de um Outro: à vontade Divina, eclesialmente mediada.

         Num tempo como o nosso, fortemente marcado pelo relativismo e pelo democratismo, com vários autonomismos e libertarismos, parece ser sempre mais incompreensível uma tal promessa de obediência. Normalmente é concebida como uma diminutio da liberdade humana, como um perseverar em formas obsoletas, típicas de uma sociedade incapaz da autêntica emancipação.

         Nós, que vivemos a obediência autêntica, bem sabemos que não é assim. A obediência na Igreja não é contrária à dignidade e ao respeito da pessoa e não deve ser concebida como uma subtração de responsabilidade ou como uma alienação.

         O Ritual latino utiliza um adjetivo fundamental para a justa compreensão de tal promessa. Define a obediência somente depois de ter inserido o “respeito”, devidamente adjetivado com “filial”. Ora, o termo “filho” em todas as línguas é um nome relativo, que implica a relação entre o pai e o filho. Justamente neste contexto relacional deve ser compreendida a obediência que um dia prometemos. O pai, neste contexto, é chamado a ser realmente pai, e o filho, a reconhecer a própria filiação e a beleza da paternidade que lhe é doada. Tal como informa a lei natural, ninguém escolhe o próprio pai e, da mesma forma, ninguém escolhe os próprios filhos. Somos, portanto, todos chamados – pais e filhos – a ter uma visão sobrenatural, de grande misericórdia recíproca e de grande respeito. Trata-se de ter a capacidade de olhar ao outro tendo presente o Mistério bom que o gerou e que sempre, ultimamente, o constitui. O respeito é, em linha de máxima, simplesmente este: olhar a alguém tendo presente a um Outro!

         Só em um contexto de “respeito filial” é que se torna possível uma autêntica obediência, que não será apenas formal, mera execução de ordens, mas apaixonada, completa, atenta e capaz de gerar frutos de conversão e de “vida nova” naquele que a vive.

         A promessa é feita ao Bispo do tempo da Ordenação e aos seus “sucessores”, justamente porque a Igreja procura evitar os excessos personalistas. Coloca no centro a pessoa, mas não os subjetivismos que desvinculam da força e da beleza – histórica e teológica – da Instituição. Também na Instituição, que é de origem divina, habita o Espírito Santo. A instituição é, por sua própria natureza, carismática e, neste sentido, estar livremente ligada a ela, no tempo (sucessores) significa poder “permanecer na verdade”, permanecer n’Ele, presente e operante no seu corpo vivo que é a Igreja, na beleza da continuidade temporal, no passar dos séculos, que nos une indivisivelmente a Cristo e aos Apóstolos.

         Peçamos à Ancilla Domini – que é a obediência por excelência, Aquela que também na fatiga exultou dizendo: “Eis-me aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra” – a graça de uma obediência filial, plena, alegre e pronta; uma obediência que nos livre de todo protagonismo e que possa mostrar ao mundo que é realmente possível doar tudo a Cristo e ser plenamente realizados e autenticamente homens.

 

 

 

 

X Mauro Piacenza

Arcebispo tit. de Victoriana

Secretário

De: Bento XVI Para: os que oram em línguas ININTELIGÍVEIS

“a teologia é a busca de uma compreensão racional, enquanto for possível, do mistério da Revelação cristã, que acreditamos pela fé: fides quaerens intellectum – a fé busca a inteligibilidade –, por citar uma definição tradicional, concisa e eficaz.” (Papa Bento XVI, Fonte: Vaticano)

Repito com o Papa “a fé busca a INTELIGIBILIDADE”!

Ora, se a fé busca a inteligibilidade, o que busca a ININTELIGIBILIDADE?

O que se busca em uma oração que NINGUÉM entende? Uma oração ININTELIGÍVEL?

Uma coisa é certa, não é a Fé.

Talvez seja um sentimentalismo que quer por que quer “sentir” Deus.

Em vez de ter Fé em Deus, que ilumina a nossa Razão, a nossa inteligência, e nunca age “ininteligivelmente”, muitos preferem permanecer com grunhidos ININTELIGÍVEIS entregues à paixões sentimentalistas e emocionais.

A FÉ BUSCA A INTELIGIBILIDADE!

VIVA O PAPA!

VIVA A IGREJA!

Bento XVI recorda que só a Igreja pode interpretar autênticamente a Bíblia

Bento XVI recorda que só a Igreja pode interpretar autenticamente a Bíblia

VATICANO, 26 Out. 09 (ACI) .- Ao receber aos membros do Pontifício Instituto Bíblico, com motivo do centenário de sua fundação, o Papa Bento XVI recordou que “à Igreja está confiada a tarefa de interpretar autenticamente a palavra de Deus” e pediu que “a Sagrada Escritura seja neste mundo secularizado não só a alma da teologia, mas também a fonte da espiritualidade e do vigor da fé de todos os crentes de Cristo”.

O Santo Padre saudou o Cardeal Zenon Grocholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica, e manifestou sua gratidão ao Padre Adolfo Nicolás Pachón, superior geral da Companhia do Jesus “que, com notável esforço desdobra investimentos financeiros e recursos humanos na gestão da Faculdade de Antigo Oriente, da Faculdade Bíblica de Roma e da sede do Instituto em Jerusalém”. Também fez extensiva sua saudação ao reitor, professores e alunos do Instituto Bíblico.

Referindo-se ao centenário da fundação do Instituto por vontade do Papa Pio X, o Pontífice explicou que a data “constitui um ponto de chegada e ao mesmo tempo um ponto de partida. Enriquecidos com a experiência do passado, prossigam seu caminho com uma entrega renovada, conscientes do serviço que lhes pede a Igreja: aproximar a Bíblia à vida do Povo de Deus para que confronte adequadamente as provocações que os tempos modernos expõem à nova evangelização“.

“O desejo comum é que a Sagrada Escritura seja neste mundo secularizado não só a alma da teologia, mas também a fonte da espiritualidade e do vigor da fé de todos os fiéis de Cristo”, indicou.

Bento XVI recordou que a constituição dogmática “Dei Verbum”, do Concílio Vaticano II sublinhou no estudo bíblico “a legitimidade e a necessidade do método histórico crítico e de seus três elementos essenciais: a atenção ao gênero literário, o estudo do contexto histórico e o exame do que se costuma chamar Sitz im Lebem (a situação vital n.d.r.), (…) acrescentando outra indicação metodológica: Já que a Escritura é uma só coisa a partir do único povo de Deus, que foi seu portador através da história”.

“Portanto, ler a Escritura como uma unidade significa lê-la a partir da Igreja como seu lugar vital e considerar a fé da Igreja como a verdadeira chave de interpretação“, explicou.

“Se a exegese quiser também ser teologia deve reconhecer que a fé da Igreja é essa forma de simpatia sem a qual a Bíblia é um livro fechado; a Tradição não fecha o acesso à Escritura, ao contrário a abre. Por outra parte, é a Igreja, com seus organismos institucionais, a que tem a palavra decisiva na interpretação da Escritura. À Igreja, efetivamente, está confiada a tarefa de interpretar autenticamente a palavra de Deus, escrita e transmitida, exercendo sua autoridade em nome de Jesus Cristo“, concluiu.

 

>>Mais alguma dúvida senhores protestantes?

A comunhão na mão

Um bispo auxiliar do Cazaquistão adverte os bispos alemães que não apenas se alegrem com a Comunhão na boca e de joelhos. Os pastores supremos precisam dissuadir de maneira ativa os fiéis de comungarem na mão.

Mons. Athanasius Schneider(Kreuz.net) No que tange à Santa Comunhão, impera uma grande necessidade na Igreja. Assim esclareceu o Bispo Auxiliar – descendente de alemães – de Karaganda, no Cazaquisão, Mons. Athanasius Schneider (48), em uma entrevista para o canal de TV católico ‘Kephas-TV’. O filme será exibido várias vezes nessa semana.

O recebimento da comunhão é o encontro com Deus, “perante o qual os anjos se prostram” – esclareceu o Bispo Auxiliar. Deve ficar claro durante o recebimento da comunhão que esse é um momento sagrado. Para os fiéis o mais natural seria ficar de joelhos diante da majestade divina: “Esse é o mínimo que devemos ao Senhor.”

O ser humano consiste de alma e corpo e também precisa mostrar reverência perante o Senhor. Quanto à distribuição da Comunhão hoje em dia, o Bispo Auxiliar disse que é de chorar “quando a observamos.”

Os bispos devem se alegrar sobre a Comunhão na boca

Durante a Comunhão na mão e de pé não haveria mais quase nenhum sinal externo de adoração: “Isso é simplesmente um movimento em série, que transcorre de maneira bastante rápida, em que se recebe o Senhor na forma de pão rapidamente e se coloca na boca por si mesmo.”

Mons. Schneider adverte o clero também: “Precisamos todos nos alegrar – também os bispos e sacerdotes – quando os fiéis se ajoelham diante do Senhor.”

Contra o Concílio Pastoral

Na entrevista o Bispo Auxiliar enfatiza ainda que o apelo da Comunhão na mão no Concílio Pastoral Vaticano Segundo é um “puro mito”. O Concílio não teria dito nada a respeito disso. A Comunhão na mão não teria passado pela cabeça dos padres conciliares.

Implementada de maneira ilegal

A Comunhão na mão na forma atual teria sido inicialmente introduzida de maneira ilegítima na Holanda – eclesialmente morta nesse meio tempo. O Papa Paulo VI († 1978) teria “legitimado” a Comunhão na mão pela primeira vez  posteriormente. O Bispo Auxiliar Schneider está convencido de que esse Papa não desejaria a Comunhão na mão. No ano de 1968, o Papa indagou o episcopado mundial sobre o tema. Dois terços dos bispos negaram a Comunhão na mão. Eles exigiram que a forma tradicional de recebimento da Comunhão fosse mantida. Mons. Schneider esclareceu também que: Os bispos daquela época reconheciam ainda o perigo de que partículas da hóstia caíssem no chão e que a reverência dos fiéis se perdesse.

A Comunhão na mão é fortemente proibida no Cazaquistão

O Bispo Auxiliar Schneider reporta que no Cazaquistão nunca existiu a Comunhão na mão: “Para os fiéis, ajoelhar-se é uma necessidade espontânea. Não se precisa ensinar-lhes de modo algum. A fé interior exige um gesto exterior dos joelhos.”

Também turistas, diplomatas e executivos precisam receber a Comunhão na boca no Cazaquistão: “Há dois anos a nossa Conferência Episcopal tomou a decisão unânime de que somente a Comunhão na boca e de joelhos seria permitida em todas as dioceses do Cazaquistão – também para os estrangeiros. A Santa Sé concordou com essa norma.”

Um magistério prático

Mons. Schneider ficou “bastante admirado” quando o Santo Padre começou a distribuir a Comunhão somente na boca e de joelhos: “Eu considerei isso como um Magistério prático que o Santo Padre nos dá.” Especialmente os bispos deveriam ser muito gratos ao Santo Padre por seu exemplo e imitá-lo.

O Bispo Auxiliar sugere que os bispos diocesanos recomendem e esclareçam sobre a Comunhão na boca e de joelhos, se recordando de alguns bispos que já fizeram isso. Ele menciona o Prefeito para a Congregação da Liturgia, o Cardeal Antonio Cañizares. Na Quinta-feira Santa o Cardeal exigiu que os fiéis na Catedral de sua arquidiocese anterior, Toledo, recebessem a Comunhão na boca de joelhos. “Na Comunhão todos os fiéis receberam a Santa Comunhão de joelhos e na boca  – embora ele só tivesse aconselhado.”

Ajudar os fiéis em seu direito

O Bispo Auxiliar Schneider criticou ainda a retirada das mesas da comunhão das igrejas nos anos 70 do último século: “Isso foi como uma avalanche.” Esse fato será encarado como “iconoclasmo” na História da Igreja. O Bispo Auxiliar considera a reintrodução das mesas da comunhão também por razões práticas bastante úteis.

Os fiéis teriam o direito de se ajoelharem para a Comunhão. Contudo, sem as mesas da comunhão, esses fiéis – sobretudo, os idosos – seriam afetados de maneira adversa. Isso seria uma injustiça.

Além disso, Mons. Schneider considera a mesa da comunhão como um símbolo. Ela se revela como um armário que fica atrás de algo sagrado – “próximo ao Sacrário, onde o próprio Jesus está verdadeiramente presente”.

As mesas da comunhão teriam existido já nos primeiros séculos:

“Quando quisermos nos voltar aos padres da Igreja, às origens, então, deveríamos pelo menos reintroduzir as mesas da comunhão.”

2º "torpedo" de Bento XVI à Teologia da Libertação no Brasil.

“É na diversidade essencial entre sacerdócio ministerial e sacerdócio comum que se entende a identidade específica dos fiéis ordenados e leigos. Por essa razão é necessário evitar a secularização dos sacerdotes e a clericalização dos leigos. Nessa perspectiva, portanto, os fiéis leigos devem empenhar-se em exprimir na realidade, inclusive através do empenho político, a visão antropológica cristã e a doutrina social da Igreja. Diversamente, os sacerdotes devem permanecer afastados de um engajamento pessoal na política, a fim de favorecerem a unidade e a comunhão de todos os fiéis e assim poderem ser uma referência para todos. É importante fazer crescer esta consciência nos sacerdotes, religiosos e fiéis leigos, encorajando e vigiando para que cada um possa sentir-se motivado a agir segundo o seu próprio estado(DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DOS BISPOS DO BRASIL DO REGIONAL NORDESTE 2 EM VISITA “AD LIMINA APOSTOLORUM” Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009 - Destaque em vermelho feitos por mim).

 

não é a falta de presbíteros que justifica uma participação mais ativa e numerosa dos leigos” (idem)

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A fé sem obras não é verdadeira

Intervenção por ocasião do Ângelus

CASTEL GANDOLFO, domingo, 13 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos as palavras que Bento XVI dirigiu neste domingo por ocasião do Ângelus aos peregrinos congregados na residência pontifícia de Castel Gandolfo.

* * *

Queridos irmãos e irmãs:

Neste domingo, o vigésimo quarto do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos interpela com duas perguntas cruciais que resumiremos assim: “Quem é Jesus de Nazaré para você?” e “Sua fé se traduz em obras ou não?”. A primeira pergunta encontramos no Evangelho do dia, quando Jesus pergunta a seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?”(Marcos 8, 29). A resposta de Pedro é clara e imediata: “Tu és o Cristo”, ou seja, o Messias, o consagrado de Deus, enviado para salvar seu povo. Pedro e os demais apóstolos, portanto, diferentemente da maior parte das pessoas, crêem que Jesus não só é um grande mestre, ou um profeta, mas muito mais. Têm fé: crêem que nele Deus está presente e atua. Imediatamente depois desta profissão de fé, contudo, quando Jesus anuncia abertamente pela primeira vez que terá que sofrer e morrer, o próprio Pedro se opõe à perspectiva de sofrimento e morte. Então Jesus tem de repreendê-lo com vigor para dar-lhe a entender que não basta crer que Ele é Deus, mas que movidos pela caridade é necessário segui-lo por seu mesmo caminho, o da cruz (cf. Marcos 8, 31-33). Jesus não veio para ensinar-nos uma filosofia, mas para mostrar-nos um caminho, e mais, o caminho que leva à vida.

Este caminho é o amor, que é a expressão da verdadeira fé. Se alguém ama o próximo com coração puro e generoso, quer dizer que conhece verdadeiramente Deus. Se, pelo contrário, alguém diz que tem fé, mas não ama os irmãos, não é um verdadeiro crente. Deus não vive nele. São Tiago afirma claramente na segunda leitura da missa deste domingo: “se não está acompanhada de obras [a fé], está completamente morta” (Tiago 2, 17). Neste sentido, quero citar uma passagem de São João Crisóstomo, um dos grandes padres da Igreja, que o calendário litúrgico nos convida a recordar hoje. Ao comentar a passagem citada da Carta de São Tiago, escreve: “alguém pode ter uma reta fé no Pai e no filho, assim como no Espírito Santo, mas se não segue a reta via, sua fé não lhe servirá para a salvação. Portanto, quando se lê no Evangelho: ‘A vida eterna é que eles te conheçam a ti, o único verdadeiro Deus’ (João 17, 3), não pense que este versículo basta para salvar-nos: requer-se uma vida e um comportamento puríssimo (citado in J. A. Cramer, Catenae graecorum Patrum in N.T., vol. VIII: In Epist. Cath. et Apoc., Oxford 1844).

Queridos amigos, amanhã celebraremos a festa da Exaltação da Santa Cruz, e no dia seguinte Nossa Senhora das Dores. A Virgem Maria, que acreditou na palavra do Senhor, não perdeu sua fé em Deus quando viu seu Filho rejeitado, ultrajado e crucificado, mas permaneceu ao seu lado, sofrendo e orando, até o final. E viu a aurora radiante de sua Ressurreição. Aprendamos com Ela a testemunhar nossa fé com uma vida de humilde serviço, dispostos a pagar o preço necessário para permanecer fiéis ao Evangelho da caridade e da verdade, seguros de que não se perde nada do que fazemos.

De: S.S. Bento XVI; Para: Bispos e Padres brasileiros

bento-xvi1Prezados Irmãos, nos decênios sucessivos ao Concílio Vaticano II, alguns interpretaram a abertura ao mundo, não como uma exigência do ardor missionário do Coração de Cristo, mas como uma passagem à secularização, vislumbrando nesta alguns valores de grande densidade cristã como igualdade, liberdade, solidariedade, mostrando-se disponíveis a fazer concessões e descobrir campos de cooperação. Assistiu-se assim a intervenções de alguns responsáveis eclesiais em debates éticos, correspondendo às expectativas da opinião pública, mas deixou-se de falar de certas verdades fundamentais da fé, como do pecado, da graça, da vida teologal e dos novíssimos. Insensivelmente caiu-se na auto-secularização de muitas comunidades eclesiais; estas, esperando agradar aos que não vinham, viram partir, defraudados e desiludidos, muitos daqueles que tinham: os nossos contemporâneos, quando vêm ter conosco, querem ver aquilo que não vêem em parte alguma, ou seja, a alegria e a esperança que brotam do fato de estarmos com o Senhor ressuscitado.

[Bento XVI, aos bispos da Conferência Episcopal do Brasil dos Regionais Oeste 1 e 2 em visita ad limina apostolorum]

Padres de Fama:um superficial reconhecimento de ervas daninhas – Montfort

André Roncolato Siano
 
     Não sou especialista em botânica, apesar de ter tênue conhecimento da complexíssima e belíssima terminologia desta área da biologia que se ocupa de uma matéria tão interessante quanto vasta. Confesso que também não sou agricultor, nem mesmo um humilde jardineiro, que, não obstante seu desconhecimento científico, é capaz de saber produzir e manejar com tal habilidade as grandes plantações ou os pequenos jardins, que reis já concederam a eles títulos de nobreza por seus trabalhos.
 
     Para nós que conhecemos tão pouco das plantas e das árvores, foi que Nosso Senhor ensinou uma comparação tão simples:
 
     “Sic omnis arbor bona fructus bonos facit, mala autem arbor fructus malos facit; non potest arbor bona fructus malos facere, neque arbor mala fructus bonos facere.”(Mt. VII 17-18)
     
     [Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má dar frutos bons.]  
 
     Evidentemente, em Sua Divina Sabedoria, Nosso Senhor, não nos ensinava botânica, nem jardinagem. Mas nos ensinava como julgar as falsas doutrinas e os falsos profetas. Pois até mesmo a mais humilde das pessoas, do ponto de vista intelectual, sabe distinguir um bom fruto de um fruto podre.
 
     Conhecendo-se o fruto bom, sabe-se distinguir o fruto ruim. Conhecendo-se a Doutrina Verdadeira, sabe-se distinguir as falsas doutrinas e seus simulacros. Conhecendo-se os santos, sabe-se distinguir os padres RCC.
 
     Onde achamos os santos? 
 
     Como os reconhecemos?
  
     Na história encontramos os santos sob as linhas esquecidas do martírio e das batalhas, em violentos confrontos contra a heresia e a mentira. Sob as incompreensões e rejeições do mundo, que sempre os odiou. E eles [os santos] sempre odiaram o mundo e suas seduções, pois sabiam que é impossível amar ao mundo e a Deus ao mesmo tempo. É irreconciliável a sã doutrina e o mundo.
           
     Os santos, os encontramos sob o capuz da solidão da clausura, protegendo–se do orgulho e da vaidade pela santa obediência. Achamos os santos sob os altares, onde agora Nosso Senhor se oferece no memorial de sua morte nas Santas Missas, ainda mais ocultos do que eram em suas vidas, para que, como eles sempre ardentemente desejaram, só Cristo possa se manifestar.
 
     Hoje muitos argumentam, numa tentativa desesperada de fomentar a nefasta doutrina da RCC e seus padres, que bastaria verificar os frutos da RCC e suas supostas conversões, e voilà, veríamos a árvore boa. Entretanto – por precaução – trouxe um machado que ao final deste artigo – suponho – será muito útil.
 
     Comecemos então, por verificar a semente da RCC, que diga-se de passagem, é semente de péssima qualidade. A semente da RCC é protestante. De cotilédones fundidos da união ilícita de protestantes e católicos em Duquesne, nutrida no substrato do Concílio Vaticano II, e regada pelo Cardeal Suenens, acusado de ser membro maçonaria.
 
     Para essa verificação usaremos uma metodologia bem simples. Verificar-se-ão os frutos mais pujantes e vistosos, pois se estes forem ruins, muito provavelmente tampouco os demais frutos serão bons.
     
     Isso até me fez recordar de um fato pitoresco, que diz mais ou menos assim: que em fim de feira toda fruta é igual… Os feirantes garantem a altos brados…
 
     Por grosseira comparação, digamos que esses frutos mais representativos da Renovação Carismática sejam seus famosíssimos e milagreiros padres. Digo que esses padres são famosos, não por sua proeminência doutrinal, ou por serem grandes confessores, ou ainda, por terem sido vítimas do martírio in odio fidei, mas, por força de sua “piedade” televisiva, estarem eles com relevante freqüência se requebrando em programas de auditório, seja nos auditórios de suas próprias TVs ou nas de outrem.
 
     Antes de terminar de escrever o parágrafo anterior já ouvia os barulhentos e ressentidos protestos, dizendo-me que esse meu argumento é mera acusação de um fariseu hipócrita, pois até mesmo Nosso Senhor freqüentava a casa dos pecadores.
 
     De fato Nosso Senhor freqüentou a casa de pecadores. Mas não os bajulou e nem aprovou o seu pecado. Muito pelo contrário. Nosso Senhor caridosamente os chamou de volta ao bem. E quando via que recusavam a se arrepender – como os fariseus – chamou-os de malditos, raça de víboras e outros ternos e doces adjetivos. Pois, em Sua Divina Sabedoria, Ele, em primeiro lugar, fez justiça a seus anfitriões, nomeando-os pelo que de fato eram; e, em segundo lugar, admoestando-os à conversão. Algumas almas só se convertem a Deus pela dureza e severidade da correção, e pela clareza com que se lhes mostra a verdade.
 
     Contrariamente ao exemplo de Cristo, vemos como age o Padre Antonio Maria. Padre que se permite ir aos mais baixos programas televisivos. Programa nos quais seus convidados e apresentadores, entre uma piada pornográfica e um comentário insinuante, fazem sátiras à doutrina da Igreja e a Deus. Tudo sob a bênção e a carismática compreensão desse sacerdote da RCC. Esse “santo” sacerdote chegou a máxima ousadia de realizar o simulacro do fenomenal e bem noticiado casamento do Fênomeno, que durou fenomenologicamente tão pouco que nem os malabarismos do irracionalismo kantiano são capazes de explicar…
           
     Outro fruto da RCC é o bem conhecido — senão o mais conhecido — Padre Marcelo Rossi. Larga é sua fama decorrente de seus CDs de baixíssima qualidade musical e de nulidade estética. Pela sua freqüência aos mesmos círculos que Padre Antonio Maria sóe visitar, isto é, programas de baixo nível. Padre Marcelo também é exímio macaqueador do Aspérges[1], ou a aspersão da água benta.  Padre Marcelo realiza o “asperges” com um caudaloso balde de lavar chão, profanando o rito, como na forma de uma brincadeira dançante, que raia a grave ofensa a Deus, ou profanação flagrante.
 
     Só este fato seria suficiente para uma censura severa a esse padre por parte do seu excelentíssimo bispo; enquanto para o povo católico, que realmente ama a Deus, seria suficiente motivo de nunca mais ir às suas missas, até que o referido padre renunciasse a esses abusos, e se comprometesse a nunca mais fazê-los.
  
     A mídia mundana congratula-se com a ida destes padres a seus programas, pois a cada participação deles reforça uma imagem tíbia, frouxa, covarde e sem sólida fé do clero modernista e, por conseguinte, abalando a fé de muitos os católicos.
 
     Certa vez santo Cura de Ars – São João Maria Vianney – em combate aos bailes de sua pequena cidade, que em comparação com os bailes de nossos dias pode-se dizer que eram até ingênuos, mandou esculpir a cabeça decapitada de São João Batista e colocá-la em um altar na Igreja com a singela frase “sua cabeça foi o preço de uma dança”. Enquanto isso, na RCC, os seus padres estimulam bailes de carnaval eufemisticamente intitulados “Festa das Tendas”, “Carnaval de Jesus” etc, nos quais a única diferença com os bailes propriamente carnavalescos, é a presença do Santíssimo Sacramento, sacrilegamente conduzido pelos carismáticos padres dançantes, em meio a essa bagunça infernal.
 
     Tudo isso pode ser comprovado pelas horríveis fotos publicadas oficialmente pela coordenação nacional da RCC. E esses fatos estão longe de serem abusos pontuais, como sempre se esquivam, desculpando-se, os líderes da RCC. Na realidade, são eventos ocorridos simultaneamente em todo o Brasil, numa coordenada ação nacional da RCC, infelizmente com a cumplicidade silenciosa de bispos, padres e religiosos. [1]
           
     Já é possível notar, só pelo exemplo de alguns poucos líderes, que a árvore da RCC não é de uma planta de um belo jardim, mas de um pântano cheio de lama e de plantas malignas, prontas a envenenar as almas tíbias e ascidiosas. E quão fácilmente capturam a abelhinha desavisada à procura de mel emocional e de palavras doces…
 
     Mas a lama desse pântano, quando exposta ao Sol da Verdade, tende a endurecer e rachar.
 
     Certa vez,  encontrava-se Santo Inácio de Loyola preso em Salamanca. Em uma visita, o Cardeal de Burgos perguntou se a ele pesava estar preso. A isto Santo Inácio respondeu: “Então quanto mal lhes parece que é a prisão? Pois eu lhe digo: não há tantos grilhões em Salamanca que eu não deseje mais por amor a Deus!”
 
     Nada mais desejava este santo, em sua humildade, que os grilhões do cárcere por amor a Deus! A alegria da humilhação por causa de Nosso Senhor.
 
     Oh! Ditosa glória receber os grilhões da incompreensão e do desprezo por amor a Deus e à Igreja.
 
     Oh! Vergonhosíssima tolerância daqueles padres que se comprazem em vaidades desprezíveis e com aplausos mundanos.
 
     Tanto é copiosa verdade que, a esse tempo, os presos acabaram fugindo, e santo Inácio e um companheiro permaneceram acorrentados por vontade própria e foram achados sozinhos na prisão.
  
     Tristemente hoje vemos Padre Fábio de Melo e suas vaidades, as quais não esconde e, que pelo contrário, as alardeia nos mais variados programas de TV, pródigos em imoralidades. Esse fruto da RCC, com casca biotecnologicamente modificada à custa de muito botox e de academias, é pomo azedo e tóxico. Sua acidez corrói a virtude, enquanto suas palavras melosas destroem a Fé na Eucaristia. Ele escreve livros adocicados de estilo duvidoso e de enorme mau gosto, com investidas tão pueris quanto confusas contra os ensinamentos da Igreja a respeito do sacramento da Eucaristia.
  
     Todavia, quando lhe é aplicado um antiácido doutrinário bem eficiente, não suporta e murcha, o que faz aparecer uma planta bem mais exótica e esponjosa.  
 
     Essa outra planta, digo, que é exótica e epífita, isto é que se apóia indesejadamente em outra planta para poder subir. No caso, a planta que acabou aparecendo nos debates com Padre Fábio de Melo foi o Padre apelidado com o diminutivo de Joãozinho.
 
     Padre João Carlos Almeida, scj, há tempos exerce forte influencia na RCC brasileira e em suas bandas de rock, pois padre João freqüentemente toca nos encontros da RCC. Padre João foi orientando de Padre Libânio, um proeminente padre da Teologia da Libertação e com  idéias modernistas bem nefastas, hoje um tanto soterrado no esquecimento.
 
     Os escândalos doutrinários causados por Padre Joãozinho são mais graves na medida que sua reverendíssima tem mais títulos acadêmicos, os quais, normalmente, ele faz questão de ostentar. Digo títulos acadêmicos, no sentido de universitários, não acadêmicos de ginástica como os do Padre Fãbio de Melo, que parece preferir halteres a altares… Imagina-se que, com mais títulos, Padre João, fosse talvez mais ortodoxo, o que definitivamente não se dá. O que se verifica é uma proporcionalidade inversa. 
 
     Esse padre repreende quem almeja ser correto na Fé e na doutrina, insinuando paradoxalmente que quem é muito ortodoxo acaba ficando herege. O que é uma tolice sem precedentes. Daí se tira a conclusão que não devemos ser perfeitos, como Nosso Senhor nos ensina, mas devemos ser mais ou menos. Padre João quer que os católicos sejam mornos, nem quentes, nem frios. E nada pior que o morno, o que fica “em cima do muro”, pois a estes diz Deus:
 
     ”Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, te vomitarei de  minha boca”(Apocalipse, III, 15-16).
 
      Padre João condena quem defende a Fé íntegra e sem concessões, mas não se peja em fazer discursos e agradecimentos em festividades do Rotary Club, evento este noticiado pela Câmara Municipal de Taubaté.[2]
           
     Com relação a isso, os Monges Beneditinos de São Basílio acusam: “O Rotary Club é uma organização satélite das lojas maçônicas.” [3]
 
     É de se ter muito mais cautela ao ler artigos de um padre que discursa em prol do Rotary International que, segundo os Beneditinos de São Basílio, são sucursais da camaleônica maçonaria, e com um Padre que, nos blogs da Canção Nova, tenta enrolar os leitores com textos de “teologia”  ambígua e rocambolesca.
 
     Em contraste, vemos São Domingos de Gusmão, fundador da ordem dos Pregadores, de extrema inteligência e sabedoria, que desejava e ensinava a perfeição da Fé e da Doutrina. Tanto amor tinha à Verdade que sua vida foi dedicada à perseguição e combate à heresia. Ele é exemplo de ortodoxia. E sua Ordem foi a que mais aplicou a Inquisição. Será que padre João considera São Domingos herege por ser tão ortodoxo? Será que o considera sem “ternura” por perseguir os cátaros que queriam destruir a Igreja?
 
      De São Domingos escreveu-se:
 
     “As verdades que compreendia graças à facilidade de seu espírito regava-as com o orvalho dos afetos piedosos, a fim de que germinassem os frutos  da salvação. Sua memória se      enchia, como um silo, da abundância das riquezas divinas, e suas ações exprimiam no exterior o tesouro sagrado que enchia seu peito”.
      
     “Tinha já trinta e três anos. Sua formação física, intelectual e moral estava terminada. Sem dar-se conta, Deus tinha ido temperando sua natureza heróica com um caráter      essencialmente  combativo. Tinha uma ampla educação eclesiástica e universitária; a cátedra deu solidez a seus conhecimentos; a vida regular do cabido o iniciou nas vias da perfeição      religiosa, e seu cargo à frente dos cônegos abriu-lhe as perspectivas da administração temporal e do regime das almas”. [4]
 
     De um lado, São Domingos que combatia os inimigos da Igreja com sua sabedoria e inteligência. De outro, Pe Joãozinho que os bajula.
 
*****
 
     Condenando a Hermenêutica da Ruptura, o Espírito do Concílio e o Relativismo, o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante, já pôs o machado à raiz desta figueira que não produz frutos bons. Cortada sua raiz hermenêutica e relativista, ela em breve secará.  Usemos também nós os machados doutrinários da santa doutrina católica de sempre contra toda essa incensada “ecologia” carismática  atual, tombemos de vez essa árvore má.
  
André Roncolato Siano,
São Paulo, 28 de agosto de 2009.
 
Nota da Montfort: o autor fora colaborador bastante ativo do movimento carismático no Brasil, junto com Padre José Benedito Brebal Hespaña, também conhecido como Padre Zezé, do qual se desligou em 2003.
 
Fontes: 
[3] (Monastério OSBM – Ordem de São Basílio Magno – Uma condecoração maçônica para Hans Küng – http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=condecoracao-maconica-hans-kung&lang=bra)



 

    Para citar este texto:

 

André Roncolato SianoPadres de fama: um superficial reconhecimento de ervas daninhas
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=padre-de-fama&lang=bra
Online, 28/08/2009 às 15:14h


O Papa tem razão!

Reconhecido cientista assegura: Papa tinha razão sobre a AIDS

Declaração de Edward Green, diretor do Aids Prevention Research Project de Harvard

RÍMINI, quarta-feira, 26 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O diretor do Aids Prevention Research Project da Harvard School of Public Health, Edward Green, assegurou que na polêmica sobre a Aids e o preservativo Bento XVI tinha razão.

Ao intervir no “Meeting pela amizade entre os povos” de Rímini o cientista, considerado como um dos máximos especialistas na matéria, confessou que “lhe chamou a atenção como cientista a proximidade entre o que o Papa disse no mês de março passado no Camarões e os resultados das descobertas científicas mais recentes”.  Leia o resto deste post »

Papa: nutrir-se do Pão da vida eterna

Palavras ao rezar o Angelus com os peregrinos neste domingo

CASTEL GANDOLFO, domingo, 16 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI rezou o Angelus com os peregrinos ao meio-dia deste domingo, no pátio interno do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo. Estas foram as palavras do Papa na introdução da oração mariana.

* * * 

Queridos irmãos e irmãs! 

Ontem nós comemoramos a grande festa da Assunção de Maria ao Céu, e hoje lemos no Evangelho estas palavras de Jesus: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu” (Jo 6, 51). Não se pode ficar indiferente a esta correspondência, que gira em torno do símbolo do “céu”: Maria foi “assunta” ao local de que seu filho tinha “descido”. Evidentemente, esta linguagem, que é bíblica, expressa em termos figurados coisas que não entram completamente no mundo dos nossos conceitos e da nossa imaginação. Mas vamos parar um momento para refletir! Jesus se apresenta como o “pão vivo”, ou seja, alimento que contém a própria vida de Deus e é capaz de comunicá-la a quem d’Ele se alimenta, o verdadeiro nutrimento que dá a vida, nutre realmente em profundidade. Jesus diz: “Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”. Bem, de quem o Filho de Deus tomou esta sua “carne”, a sua humanidade concreta e verdadeira? Da Virgem Maria. Deus recebeu d’Ela o corpo humano para entrar na nossa condição mortal. A sua vez, no fim da existência terrena, o corpo da Virgem foi assunto ao céu por Deus e entrou na condição celeste. É uma espécie de intercâmbio, no qual Deus tem sempre a plena iniciativa, mas, como vimos em outras ocasiões, tem também necessidade de Maria, do “sim” da criatura, da sua carne, da sua existência concreta, para preparar a matéria do seu sacrifício: o corpo e o sangue, a ser oferecido na Cruz como instrumento de vida eterna e, no sacramento da Eucaristia, como alimento e bebida espirituais. Leia o resto deste post »

Bento XVI: Maria e o sacerdócio

Queridos irmãos e irmãs, 

é iminente a celebração da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, no sábado, e nós estamos no contexto do Ano Sacerdotal; então eu gostaria de falar sobre a relação entre Maria e o sacerdócio. É uma relação profundamente enraizada no mistério da Encarnação.. Quando Deus decidiu tornar-se homem no seu Filho, ele precisava do “sim” de uma criatura livre. Deus não age contra nossa liberdade. E sucede uma coisa verdadeiramente extraordinária: Deus se faz dependente da liberdade, do “sim” de uma criatura, espera este “sim”. São Bernardo de Claraval, em uma de suas homilias, explicou de modo comovente este momento decisivo da história universal, onde o céu, a terra e o próprio Deus esperam a palavra desta criatura.

O “sim” de Maria é a porta através da qual Deus é capaz de entrar no mundo, fazer-se homem. Então Maria é verdadeira e profundamente envolvida no mistério da Encarnação, de nossa salvação. E a Encarnação, o fazer-se homem do Filho, foi concebida a partir da doação de si; o doar-se com muito amor na Cruz, para tornar-se pão para a vida do mundo. Assim, sacrifício, sacerdócio e a Encarnação caminham juntos, e Maria está no centro deste mistério. Leia o resto deste post »

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