Bento XVI apresenta Papa São Gregório Magno


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 28 de maio de 2008
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Queridos irmãos e irmãs!

Na quarta-feira passada, falei de um Padre da Igreja pouco conhecido no Ocidente, Romano o Meloda; hoje desejo apresentar a figura de um dos maiores Padres da história da Igreja, um dos quatro doutores do Ocidente, o Papa São Gregório, que foi bispo de Roma entre o ano 590 e 604, e que mereceu da parte da tradiç&a tilde;o o títuloMagnus/Grande. Gregório foi verdadeiramente um grande Papa e um grande Doutor da Igreja! Nasceu em Roma, em torno de 540, de uma rica família patrícia da gens Anicia, que se distinguia não só pela nobreza de sangue, mas também pelo apego à fé cristã e pelos serviços prestados à Sé Apostólica. Desta família procediam dois Papas: Félix III (483-492), tataravô de Gregório, e Agapito (535-536). A casa na qual Gregório cresceu se levantava na Clivus Scauri, rodeada de solenes edifícios que testemunhavam a grandeza da antiga Roma e a força espiritual do cristianismo. Para inspirar-lhe elevados sentimentos cristãos estiveram também os exemplos de seus pais Giordiano e Silvia, ambos venerados como santos, e os de suas tias paternas Emiliana e Tarsília, que viviam na própria casa como virgens consagradas em um caminho compartilhado de oração e ascese.

Gregório ingressou logo na carreira administrativa, que havia seguido também seu pai, e em 572 alcançou o cume, convertendo-se em prefeito da cidade. Este cargo, complicado pela tristeza daqueles tempos, permitiu-lhe aplicar-se em um amplo raio a todo tipo de problemas administrativos, obtendo deles luz para suas futuras tarefas. Em particular ficou nele um profundo sentido da ordem e da disciplina: já como Papa, sugerirá aos bispos que tomem como modelo na gestão dos assuntos eclesiásticos a diligência e o respeito das leis próprias dos funcionários civis. Aquela vida não lhe devia satisfazer, visto que, não muito depois, decidiu deixar todo cargo civil para retirar-se em sua casa e começar a vida de monge, transformando a casa de família no mosteiro de Santo Andr&eacu te;. Desse período de vida monástica, vida de diálogo permanente com o Senhor na escuta de sua palavra, ficou nele uma perene nostalgia que sempre de novo e cada vez mais aparece em suas homilias: em meio às preocupações pastorais, ele recordará várias vezes em seus escritos como um tempo feliz de recolhimento em Deus, de dedicação à oração, de serena imersão no estudo. Pôde assim adquirir esse profundo conhecimento da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja, do qual se serviu depois em suas obras.

Mas o retiro claustral de Gregório não durou muito. A preciosa experiência amadurecida na administração civil em um período carregado de graves problemas, as relações que teve nesta tarefa com os bizantinos, a estima universal que havia ganhado, induziram o Papa Pelágio a nomeá-lo diácono e a envi&aacut e;-lo a Constantinopla como seu «apocrisiario» – hoje se diria «Núncio Apostólico» – para favorecer a superação dos últimos restos de controversa monofisista e sobretudo para obter o apoio do imperador no esforço de conter a pressão longobarda. A permanência em Constantinopla, onde havia reiniciado a vida monástica com um grupo de monges, foi importantíssima para Gregório, pois lhe permitiu ganhar experiência direta no mundo bizantino, assim como se aproximar do problema dos Longobardos, que depois colocaria à prova sua habilidade e sua energia nos anos do Pontificado. Passados alguns anos, foi chamado de novo a Roma pelo Papa, que o nomeou seu secretário. Eram anos difíceis: as contínuas chuvas, o transbordamento dos rios e a carestia atingiam muitas áreas da Itália e da própria Roma. No final se desatou a peste, que causou numero sas vítimas, entre elas também o Papa Pelágio II. O clero, o povo e o senado foram unânimes em eleger como seu sucessor na Sede de Pedro precisamente ele, Gregório. Tentou resistir, inclusive buscando a fuga, mas tudo foi inútil: ao final teve de ceder. Era o ano de 590.

Reconhecendo que havia sucedido a vontade de Deus, o novo pontífice se pôs imediatamente ao trabalho com empenho. Desde o princípio revelou uma visão singularmente lúcida da realidade com a qual devia medir-se, uma extraordinária capacidade de trabalho ao enfrentar os assuntos tanto eclesiais como civis, um constante equilíbrio nas decisões, também valentes, que sua missão lhe impunha. Conserva-se de seu governo uma ampla documentação graças ao Registro de suas cartas (aproximadamente 800), nas quais se reflete o enfrentamento diário dos complexos interro gantes que chegavam à sua mesa. Eram questões que procediam dos bispos, dos abades, dos clérigos, e também das autoridades civis de toda ordem e grau. Entre os problemas que afligiam naquele tempo a Itália e Roma, havia um de particular relevância no âmbito tanto civil como eclesial: a questão longobarda. A ela o Papa dedicou toda a energia possível com vistas a uma solução verdadeiramente pacificadora. Ao contrário do Imperador bizantino, que partia do pressuposto de que os Longobardos eram só indivíduos depredadores a quem era preciso derrotar ou exterminar, São Gregório via estas pessoas com os olhos do bom pastor, preocupado por anunciar-lhes a palavra de salvação, estabelecendo com eles relações de fraternidade orientadas a uma futura paz fundada no respeito recíproco e na serena convivência entre italianos, imperiais e longobardos. Preocupou-se pela conversão dos jovens povos e da nova organização civil da Europa: os Visigodos da Espanha, os Francos, os Saxões, os imigrantes na Bretanha e os Lonbogardos foram os destinatários privilegiados de sua missão evangelizadora. Ontem celebramos a memória litúrgica de Santo Agostinho de Canterbury, guia de um grupo de monges aos que Gregório encomendou ir a Bretanha para evangelizar a Inglaterra.

Para obter uma paz efetiva em Roma e na Itália, o Papa se empenhou a fundo – era um verdadeiro pacificador – empreendendo uma estreita negociação com o rei longobardo Agilulfo. Tal conversa levou a um período de trégua que durou cerca de três anos (598-601), após os quais foi possível estipular em 603 um armistício mais estável. Este resultado positivo se conseguiu graças também aos contatos paral elos que, entretanto, o Papa mantinha com a rainha Teodolinda, que era uma princesa bávara e, ao contrário dos chefes dos outros povos germanos, era católica, profundamente católica. Conserva-se uma série de cartas do Papa Gregório a esta rainha, nas quais ele mostra sua estima e sua amizade para com ela. Teodolinda conseguiu, pouco a pouco, orientar o rei para o catolicismo, preparando assim o caminho para a paz. O Papa se preocupou também de enviar-lhe as relíquias para a basílica de São João Batista que ela levantou em Monza, e não deixou de felicitar e oferecer preciosos presentes para a mesma catedral de Monza por ocasião do nascimento e do batismo de seu filho Adoaloaldo. A vicissitude desta rainha constitui um belo testemunho sobre a importância das mulheres na história da Igreja. No fundo, os objetivos sobre os que Gregório apontou constantemente foram três: conter a expansão dos Longobardos na Itália, subtrair a rainha Teodolinda da influência dos cismáticos e reforçar a fé católica, assim como mediar entre Longobardos e Bizantinos com vistas a um acordo que garantisse a paz na península e consentisse desenvolver uma ação evangelizadora entre os próprios Longobardos. Portanto, foi dupla sua constante orientação na complexa situação: promover acordos no plano diplomático-político e difundir o anúncio da verdadeira fé entre as populações.

Junto à ação meramente espiritual e pastoral, o Papa Gregório foi ativo protagonista também de uma multiforme atividade social. Com as rendas do conspícuo patrimônio que a Sede romana possuía na Itália, especialmente na Sicília, comprou e distribuiu trigo, socorreu quem se encontrava em necessidade, ajudou sacerdotes, monges e monjas que viviam na indigência, pagou resgates de cidadãos que eram prisioneiros dos Longobardos, adquiriu armistícios e tréguas. Também desenvolveu tanto em Roma como em outras partes da Itália uma atenta obra de reordenação administrativa, ministrando instruções precisas para que os bens da Igreja, úteis à sua subsistência e à sua obra evangelizadora no mundo, se dirigissem com absoluta retidão e segundo as regras da justiça e da misericórdia. Exigia que os colonos fossem protegidos dos abusos dos concessionários das terras de propriedade da Igreja e, em caso de fraude, que foram ressarcidos com prontidão, para que o rosto da Esposa de Cristo não se contaminasse com benefícios desonestos.

Gregório levou a cabo esta intensa atividade apesar de sua incerta saúde, que o obr igava com freqüência a ficar de cama durante longos dias. Os jejuns que havia praticado nos anos da vida monástica lhe haviam ocasionado sérios transtornos digestivos. Também sua voz era muito frágil, de forma que com freqüência tinha de confiar ao diácono a leitura de suas homilias para que os fiéis das basílicas romanas pudessem ouvi-lo. Ele fazia o possível por celebrar nos dias de festa Missarum sollmnia, isto é, a Missa Solene, e então se encontrava pessoalmente com o povo de Deus, que o estimava muito porque via nele a referência autorizada para obter segurança: não por acaso lhe atribuíram logo o título de consul Dei. Apesar das dificílimas condições nas quais teve de atuar, conseguiu conquistar, graças à santidade de vida e à rica humanidade, a confiança dos fiéis, conseguindo para seu tempo e para o futuro resultados verdadeiramente grandiosos. Era um homem imerso em Deus: o desejo de Deus estava sempre vivo no fundo de sua alma e precisamente por isso estava sempre muito perto do próximo, das necessidades das pessoas de sua época. Em um tempo desastroso, mais ainda, desesperado, soube criar paz e esperança. Este homem de Deus nos mostra as verdadeiras fontes da paz, de onde vem a esperança, e se converte assim em uma guia também para nós hoje.

[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri.

O Papa saudou os peregrinos em língua portuguesa:]

Amados Irmãos e Irmãs,

Saúdo cordialmente a quantos me escutam de língua portuguesa, desejando-lhes todo o bem no Senhor. Em particular saúdo o numeroso grupo de peregrinos provindos de diversas partes do Brasil. Faço votos de q ue a visita à cidade, onde foram martirizados os Apóstolos São Pedro e São Paulo, reavive a fé em Cristo Jesus, que por amor nos redimiu e nos chamou filhos de Deus, para que vivamos na justiça e na paz. A todos de coração dou a minha Bênção, que faço extensiva aos vossos familiares e amigos.

[© Copyright 2008 – Libreria Editrice Vaticana]

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Resposta a um Filho do Céu


Amigos leitores, paras os que não sabem, um dia fui membro da RCC e dela saí pelos motivos que abaixo trancrevo. Copio abaixo uma resposta que dei a um certo Filho do Céu, assim ele se identifica, quando ele vem me falar das “belezas” da RCC. São apenas três páginas, é um pouco comprida, mas vale a pena conferir:
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Prezado “filho de céu”, a paz de Jesus e o amor de Maria!Como você não se identificou, e pelo seu tom de conversa e seu péssimo português, suspeito saberquem você é, mas vou me dirigir a você como “filho do céu”, não sei se aquele que foi decaído de lá.Desde já me desculpo pelo tamanho da resposta, mas peço que leia cada linha, pois foram todas necessárias.
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1Você me diz: Estou te escrevendo só para te informar que a Renovação Carismatica é100% católica, pois naceu em pentecoste com os carismas, dons e ministérios com a finalidade delevar o povo de DEUS a uma intimidade maior entre o Pai e o Filho, através do Espírito Santo. Suasobras de fé e miligres são motivo de força maior para nos levar a um mergulho maior na ciência esabedoria Divína; pois tudo é exercido através da fé e da aceitação do Senhorio de JESUS.
Caro filho do Céu, a RCC não é 100% católica. Se você não sabe, ela nasceu do herético pentecostalismo protestante, e isso os seus próprios líderes admitem, leia esta citação:”Damos por suposta uma continuidade entre neo Pentecostalismo católico e Pentecostalismo protestante dos anos 1900, bem como entre este e o revivalismo americano do século XIX. Estacontinuidade é verificável e declarada“. (Claude Gérest, A Hora dos Carismas, in R. Laurentin, E.Dussel L. Boros, C. Duquoc et Allii, Os Carismas, Revista Concilium 129, 1977/1979, editora Vozes,Petrópolis, p.16). Então, é publicamente admitido e declarado que a RCC vem do Protestantismo. Como você sabe Nosso Senhor disse que a árvore má não pode dar bom fruto (cf. Mt7, 17-18). O protestantismo é árvore má, porque é heresia condenada pela Igreja no Concílio infalível de Trento. Logo, o Pentecostalismo é mau fruto dessa árvore má. Como pode, então, os católicos pretenderem colherbom fruto da árvore protestante? Como podem os católicos bem se alimentar de um fruto venenosode uma árvore má? A RCC é fruto de uma árvore má. Logo, a RCC é má, e está errada. Por isso, oscatólicos que comem do fruto pentecostal carismático protestante estão sendo envenenados de protestantismo. E para que fique bem provado que isso é reconhecido pelos autores carismáticos dou-lhe outra citação de outro autor:”O novo Pentecostes, ou melhor, o despertar carismático, como fenômeno de massa, para arenovação da Igreja no clima de Pentecostes, nasceu nos Estados unidos, e fora da Igreja católica” (S.Falvo, A Hora do Espírito Santo, Paulinas, São Paulo, 1986, p. 25 – o sublinhado é meu).
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2Você me diz: Resalto que sem a fé é impossível agradar a DEUS(Heb:11,1)e tudo o queacontece na Santa Liturgia é razão de fé. Nisto vimos que a RCC é e sempre será uma obra de DEUS,para a IGREJA e para o povo de DEUS, pois a igreja já admite verbalmente que sem a unção doEspírito Santo é impossível vé na igreja obra de DEUS.
Você vem me falar de fé? Os Carismáticos, você sabe, reconhecem que têm pouca doutrina. Pelo menos falam muito pouco de suas doutrinas para os membros de seu movimento, tanto que você não sabia que ela nascera do protestantismo. Por outro lado, é patente que nas reuniões carismáticas há um clima emocional muito intenso, como gritos, danças, convulsões, risos, e até com latidos e grunhidos. Não sou eu que digo isso, apesar de já ter presenciado, são os próprios carismáticos que o reconhecem e que atribuem esse emocionalismo à ação do Espírito Santo. Como prova disso, cito o que confessa um autor carismático, Claude Gérest, sobre o que ocorria nas manifestações do pentecostalismo do “revival” protestante, da qual veio o pentecostalismo católico e com manifestações do mesmo tipo: “No meio ‘revivalista’, é de suma importância que a conversão seja provocada (embora venhade Deus) e também que seja reconhecida. Reconhecida pelo convertido, pois deve ser experiência sentida; reconhecida pela assembléia, pois lhe é o princípio sociológico. O reconhecimento é dado ‘pelo testemunho interior do Espírito Santo’, segundo toda uma tradição protestante e mística. Faz-se também e por toda sorte de manifestações de emotividade. As menos inquietantes são os choros, asaclamações, o transbordamento de entusiasmo. Mas existem outras mais estranhas: comoções catalépticas, latidos, convulsões e cambalhotas (fala-se hoje de ‘holly rollers’)” (Claude Gérest, AHora dos Carismas, in Os Carismas, Formas Sociais do caráter imprevisível da Graça, in OsCarismas, Revista Concilium 129, 1977/1979, editora Vozes, Petrópolis, p.24.).E caro filho do céu, espírito que se manifesta dessa maneira não é O Santo, confira Mateus,capítulo VIII versículos 30 e seguintes.
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3Você me diz: A canção nova por exemplo: nasceu da rcc, caminha com a rcc e com elaajuda a igreja dá seus passos de fé, nisto reconhecemos os trabalhode Pe.Jonas Abib, pois foi emvirtude disso que a nossa autoridade maior o elejeu Mansenhor Jonas Abib, um titulo do tamanho do coração da RCC.
E é exatamente por ter nascido da RCC que a Canção Nova, que só canta velho protestantismo, não ajuda em nada a Igreja, mas escandalosamente ensina doutrinas anti-católicas, como porexemplo, (de muitos outros que eu poderia citar) a seguinte afirmação do agora mons. Jonas Abib em sua mensagem de Natal: “(…) Jesus assumiu sobre si todos os meus e todos os seus pecados e os levou em si para a cruz e alios encravou definitivamente. Há ainda outra pergunta muito mais séria do que as anteriores: se é assim,por que é que o mundo continua como está e por que é que as pessoas continuam como são? É porque anossa salvação, que já aconteceu, precisa ser assumida por cada um de nós. É só assumir.”. De padre, o líder da Canção Nova passou para Monsenhor. Mas de idéias não mudou: continua protestante. É como a serpente que troca de pele, mas não de veneno. Ou como os lobos, que trocamde pelo, mas não de vício. Para Lutero, bastava crer estar salvo e se poderia pecar à vontade, porque crendo na salvação, automaticamente se estava salvo. Com efeito, o princípio fundamental da heresia luterana foi: “Crê firmemente e peca à vontade“. Monsenhor Jonas Abib ainda não ensina que se pode pecar, mas já ensina a primeira parte do credo luterano: quem acredita -quem “assume” que está salvo, já fica salvo, sem precisar fazer mais nada. É o que se lê nesse artigo repetitivo do protestante Monsenhor Jonas Abib, da Canção Nova.
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4Você me diz: De que irei eu mim orgulhar? a palavra de Deus diz que aquele que quiser seorgulhar que se orgulhe no Senhor(Tig:4ss), entou eu posso mim orgulhar de ser filho de Deus, serimangem e semelhança do seu ser, de ter um salvador e libertador, JESUS, que morreu e ressucitoupor mim, E DE AGORA, NA PLENITUDE DOS TEMPOS RECEBER O PENHODO ESPÍRITO, PARA ORAR EMLINGUAS, INTERPRETALAS, PROFETIZAR, CURAR, LIBERTAR em nome de JESUS, cuja fé nósprofessamos que ressucitou dos mortos. Somos filhos da luz, portadores da graça, autenticos e araltosdo EVANGELHO. Temos uma missão: DE BATIZAR EM NOME DE JESUS E PARA A GLORIA DE DEUS,TODOS OS QUE SE ACHAREM DIGNOS DE SE CHAMAREM CRISTÃOS, E ACEITAREM A SALVAÇÃO QUEDESCE DO CÉU.
Você lê a Bíblia como um protestante. Interpretando-a ao seu bel prazer, e mal sabe que a Igreja Católica em seu Magistério é que possui a verdadeira interpretação da Palavra. Sobre os carismas é inegável que às vezes Deus concede graças verdadeiramente sensíveis, até mesmo fenômenos extraordinários a certas pessoas. Os verdadeiros carismas presentes na Igreja Primitiva é um claro exemplo desses fenômenos extraordinários. Um dos maiores erros da RCC certamente é querert ransformar algo extraordinário em ordinário e até necessário para todos, provocando assim uma exacerbação do misticismo, que nada tem de santidade ou espiritualidade católica, como vão atestar os santos. É interessante notar que São Tomás de Aquino nunca se refere aos carismas como sendoum fenômeno contemporâneo. Ele fala sobre eles apenas com referência aos tempos Apostólicos. Para uma explicação mais profunda sobre esses fenômenos, aconselho que se leiam seus escritos. Basicamente, os verdadeiros carismas foram dons que capacitaram a Igreja primitiva a se espalhar rapidamente até os confins do mundo até então conhecido e tornar-se bem estabelecida antes da morte dos Apóstolos. Como já foi dito antes e como bem elucidou São Paulo na sua II Epístola aos Coríntios, o propósito dos dons era a edificação da Igreja e não a santificação daqueles a quem eles eram conferidos. O dom das línguas foi dado para permitir que o Evangelho fosse pregado a todos os ouvintes independente de seus idiomas. Profecia, curas, milagres, etc. foram dados para provar a veracidade das pregações da Igreja e para promover conversões. Com a conquista de uma Universalidade Moral pela Igreja, a necessidade de tais fenômenos cessou por várias razões. Primeiramente, por causa da presença de povos de tudo quanto é nacionalidade dentro do Corpo da Igreja e em segundo lugar, por causa do comprovado estabelecimento da Igreja como Verdadeira Religião em um curto espaço de tempo. O mesmo argumento pode ser feito hoje contra a presença contemporânea dos carismas. Uma vez que a Igreja é agora tanto moralmente quanto fisicamente Universal, abrigando pessoas – mesmo do Clero – de tudo quanto é nação e língua, que necessidade haveria da glossolalia para aevangelização? Uma vez que a Igreja já possui quase dois mil anos de existência comprovada como Verdadeira Religião, que necessidade ela teria dos carismas para provar sua Doutrina? Como declara Santo Agostinho: “Uma vez que mesmo agora quando o Espírito Santo é recebido, ninguém fala nas línguas de todasas nações, é porque a própria Igreja já fala na língua de todas as nações: Já que quem quer que seja quenão está dentro da Igreja, não recebeu ainda o Espírito Santo” (Santo Agostinho, Tratado de XXXII sobre João). É bem sabido que o Diabo e seus demônios podem produzir prodígios que a princípio parecem milagres para os mais desavisados, como na história do Mago Simão e sua “milagrosa levitação” desbancada por São Paulo. Portanto é extremamente perigoso ir aceitando de cara, qualquer fenômeno extraordinário como sendo de origem divina. O grande místico e doutor da Igreja, São João da Cruz, tão freqüentemente citado e tão mal compreendido pelos “gurus” espirituais modernos, tinha o seguinte a dizer, concernente à supostas “revelações pessoais” vindas de Deus e que foram experimentadas por alguns de seus contemporâneos: “E eu temo muitíssimo pelo que está acontecendo nesses nossos tempos: se qualquer alma, seja láqual for depois de um pouquinho de meditação, tiver em suas recordações uma dessas locuções,imediatamente “batizá-las” como vindas de Deus e com tal suposição disser: “Deus me disse”, “Deus merespondeu”. Ainda que não seja exatamente assim, mas, como já dissemos, essas pessoas sãofreqüentemente os autores de suas próprias locuções“. (São João da Cruz – A Subida do Monte Carmelo). “Através do desejo de aceitá-las, eles abrem as portas para o demônio. O demônio pode entãoenganá-los usando outras comunicações espertamente fingidas e disfarçadas como genuínas. Naspalavras do Apóstolo, ele pode transformar-se em “anjo de luz” (II Cor. 11:14) [“e você diz:’{Somosfilhos da luz}(sic)”]… Independentemente da causa dessas apreensões, é sempre bom para um homemrejeitá-las de olhos fechados. Se ele fracassa em assim fazer, ele acabará por dar espaço para aquelasque tem origem diabólica e dará poder ao demônio para que se aposse de suas próprias comunicações. Enão é só isso, as representações diabólicas se multiplicarão enquanto aquelas que vem de Deusgradualmente cessarão, de forma que dali a pouco todas virão do demônio e nenhuma delas de Deus.Isso tem ocorrido com muitos incautos e não-instruídos“. (S. João da Cruz – A Subida do Monte Carmelo). De fato, Nosso Senhor Jesus Cristo adverte a Igreja dos perigos de aceitar de cara supostos milagres: porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres e prodígios a ponto de seduzir se isto fosse possível até mesmo os escolhidos. (Mt 24,24). Mais estarrecedor ainda é sua advertência: “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz avontade do meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nósem vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? E, noentanto, eu lhes direi: nunca vos conheci. Retirem-vos de mim, operários maus!” (Mt 7,21-23).
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5Você me diz: Não os que andam por aí com vergonha desse titulo,e BLASFÊMAM públicamenteas obras do SANTO ESPÌRITO, estes sim são os verdadeiros espíritos de porcos, homens indolentes,que despresam as obrs do eterno. Como diz a escritura: (Porque aqueles que foram uma veziluminados saborearam o dom celestial, participaram dos dons do Espírito Santo, experimentaram adoçura da palavra de Deus e as maravilhas do mundo vindouro e, apesar disso, caíram na apostasia, éimpossível que se renovem outra vez para a penitência, visto que, da sua parte, crucificaram de novoo Filho de Deus e publicamente o escarneceram. HEB:6,4-6).
Bom, quanto a estas suas afirmações, creio eu já tê-las explicados em refutas anteriores, principalmente a dos espíritos de porcos. Não sei, porém de qual título você fala. Pude entender quem é você exatamente neste parágrafo. Por seu tom acusador deu pra perceber que você é a cobrinha criada de seu irmão. Mas estou ciente e de consciência tranqüila de que nunca blasfemei contra o Espírito Santo, pois o espírito que denuncio é o que faz você orar em línguas que ninguém entende,que nem mesmo você entende. Veja o que diz Santo Agostinho: “Quem em nossos dias, espera que aqueles a quem são impostas as mãos para que recebam oEspírito Santo, devem portanto falar em línguas , saiba que esses sinais foram necessários para aqueletempo. Pois eles foram dados com o significado de que o Espírito seria derramado sobre os homens detodas as línguas, para demonstrar que o Evangelho de Deus seria proclamado em todas as línguasexistentes sobre a Terra. Portanto o que aconteceu, aconteceu com esse significado e passou“. E ainda lhe digo o que é blasfêmia: é o uso pejorativo do nome de Deus, de Nosso Senhor, deNossa Senhora ou dos Santos e Anjos. Exemplo de blasfêmia é amaldiçoar o nome de Deus, (coisa que,felizmente, nossa língua portuguesa, diferentemente de outras, praticamente desconhece), contarpiadas indecentes com Deus ou os Santos, imprecar contra a Divina Providência, etc.
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6Você me diz: Meu amado e Estimo Irmão em Cristo Jesus, acaso não sabéis que o Senhorquando se revestiu de tal glória, quis derramar sobre todos nós os mistérios, dons e serviços doEspirito Santo para o crescimento de sua Igreja, coluna e sustentaculo da fé. Veja o que diz a Palavra:A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para oaperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo,até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmoso estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. Para que não continuemos crianças aosabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens ede seus artifícios enganadores.(Efe:4,11-14).
Você mesmo se deixou levar, assim como eu um dia me deixei também, por esse sopro de doutrina humana e protestante, como já expliquei anteriormente. Sobre a diversidade dos dons e carismas também expliquei acima a sua necessidade para a Igreja.
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7Você me diz: Caro Amigo, é bém verdade que nela a muitos erros como á també na própriaigreja, mais o que nos move é a fé.
Você acerta em cheio ao afirmar que na RCC há muitos erros, mas erra feio ao afirmar que na Igreja também há. Meu caro, a Igreja é Una e Santa, Católica (universal), Apostólica e Romana, forada qual não há salvação. Afirmando isso que você diz teríamos de mudar o Símbolo Apostólico e o Nicenoconstantinopolitano que afirmam a mesma profissão de Fé. Mostre-me algum documento,citação, etc., da Santa Sé afirmando: “a Igreja Católica não é Santa, não é Una, não é Católica, nem Apostólica e nem Romana” que eu comerei os meus sapatos em sua frente e serei protestante! Para provar o contrário dessa aberração que você afirmou cito o Papa Bonifácio VIII:”Uma, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que aensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não hásalvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: “Uma só é minha pomba semdefeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou” (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cujacabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo. Nela existe “um só Senhor, uma só fé e um só batismo” (Ef4,5)” ( Bula Unam Sanctam, papa Bonifácio VIII). Você acha por acaso que Cristo tem defeitos, erros? Como então seu Corpo Místico apresentar erros? Isso fere a nossa razão, pois a Igreja é o próprio Cristo, sendo assim PERFEITA.
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(…)
Que Deus te abençoe e Maria te guarde!
Moisés Gomes de Lima
Catequista da paróquia de S. João Batista, Cedro – Ce.
“Sou chamado a ser Ministro da Esperança” (cf. Spe Salvi, Papa Bento XVI)

 

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