É permitido a um católico participar de um evento protestante?


Autor: Everton do N. Siqueira
Fonte: www.paroquiapiedade.com.br

Antes de tudo, devemos ter consciência da Doutrina da Igreja Católica acerca da Salvação e da existência de uma Única Igreja:

“Existe portanto uma única Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele. (Dominus Iesus,nº 16).”

I.7.1 “Fora da Igreja nenhuma salvação”

“§846 Como entender esta afirmação, com freqüência repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de maneira positiva, ela significa que toda salvação vem de Cristo-Cabeça por meio da Igreja, que é seu Corpo:

Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação. O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que se nos torna presente em seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo Batismo, como que por uma porta.

Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem nela entrar ou nela perseverar.”

Assim, sabendo que, somente pela Igreja Católica é que existe salvação, e que Deus quer que “todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. (1Tm 1,24), percebemos que é um pensamento errado e totalmente contrário a fé que professmos no Credo (Creio na Santa Igreja Católica), a idéia que muitos têm de que “qualquer religião salva”, conforme já foi explicado em um outro artigo que escrevi (O Ecumenismo).

Agora que sabemos que só existe salvação na Igreja Católica e da necessidade de que todos dela façam parte, vamos analisar a pergunta inicial proposta do texto:

É permitido a um católico participar de um evento protestante?

Analisemos com base na Teologia Moral de Del Grecco:

“É proibido cantar juntamente com acatólicos nas suas funções religiosas, tocar órgão ou qualquer instrumento. Não é proibido recitar, privadamente, com um herege, orações, contanto que não contenham nada contra a fé e não haja escândalo.

Pode ser tolerada a presença passiva ou puramente material por razão de conveniência civil ou de cortesia. […] Assistência passiva significa mera presença material, sem nenhuma participação, ao menos externa, nos ritos sacros; por isso não se pode orar, cantar em coro, etc.”

Assim, vemos que, o fato de ir num show-protestante pode ser lícito, e não se comete pecado aquele que vai e não participa ativamente (não fica cantando junto, louvando, pulando,ou pior ainda: gostando do show”).- a Pergunta que faço é: “Porque ir e (na maioria das vezes) gastar dinheiro para ver um show e ficar lá parado?”, que motivos nos levariam a tomar tal atitude?

Devemos prestar bastante atenção também na parte que diz “Não é proibido[…] contanto que não contenham nada contra a fé”

Trocando em miúdos significa que, participar de um “culto” ou “show” onde a intenção de quem conduz atenta contra a nossa fé não é permitido em nenhuma hipótese, e comete pecado aquele que participa sabendo disso.

Se você sabe que lá o pastor vai falar algo contra a fé, ou pelo menos suspeita que isso aconteça você não pode ir.

Nesse item entram por exemplo, pregações ou músicas que falam mal de Nossa Senhora, da Igreja, do Papa, dos sacerdotes, ou (o mais comum) músicas ou pregações cuja intenção seja principal ou unicamente o proselitismo (arrebatar fiéis)…Ora, se sabemos que existe a necessidade de que todos se convertam à Igreja Católica, seria extremamente incoerente ir num evento cujo objetivo seja exatamente o contrário.

Um namorado, quando sabe que a namorada à qual tanto ama foi ofendida, fica furioso, acha intolerável e muitas vezes cede à violência e acaba por brigar com aquele(a) que a ofendeu.

Não estamos aqui a defender a violência, longe disso, mas apenas fazendo uma pequena reflexão: Se um namorado é capaz de todas essas coisas por causa da namorada, como alguém que ama Realmente a Igreja Católica pode suportar que falem mal das coisas santas à qual tanto preza?

Outra parte que merece ser abordada é: “e não haja escândalo.”

O que seria o escândalo?

O Catecismo de São Pio X define claramente o escândalo

415) Que é o escândalo?

R: O escândalo é toda palavra, ação ou omissão, que é ocasião para os outros de cometerem pecados.

Ir num show ou culto protestante pode gerar escândalo? A pergunta pode ser mudada e dita assim: “Alguém poderá pecar por causa da sua atitude?” Se a resposta for sim, você não pode ir nesse evento!

Por pecar entende-se aqui o juízo ou a confusão daqueles “mais fracos na fé” que, por não conhecerem muito bem a Doutrina da Igreja, espelham-se naqueles que estão a mais tempo caminhando na fé tomando-os como exemplo.

A intenção aqui não é fazer uma “lista de pode ou não pode”, mas apenas fazer com que o leitor reflita e tenha mais cuidado antes de afirmar que é normal…

Normal só é para quem não ama realmente a Igreja Católica e não segue verdadeiramente a sua fé.

Texto disponível com links para os documentos e para os artigos citados em www.paroquiapiedade.com.br/catequese/31.htm

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16 Respostas to “É permitido a um católico participar de um evento protestante?”

  1. Everton do N. Siqueira Says:

    Agradeço por divulgarem um pouco do que escrevo…

    Deus abençoe…

  2. Marcos Montezi Says:

    Penso que não deve ser permitido um católico frequentar tais festas ou cultos… COmo o texto diz, seria incoerente também para um protestante frequentar a Igreja… Infelizmente eles se fazem inimigos da fé católica. Que Deus tenha misericórdia.

  3. kleber Says:

    O site montfort não é um site católico! somente usa o nome de católico, cuidado! cuidado! nem tudo que se diz católico é!!!!!!

    Olhar Católico:
    Prezado Kleber, a paz de Jesus e o amor de Maria!
    O post que você comenta não tem como fonte a Associação Cultural Montfort.
    Mas concordo quando você diz "nem tudo que se diz católico é!!!!!!", pois a RCC também leva o nome de Católica, e naverdade nasceu do protestantismo, assim como as feministas da CDD também levam o nome de católicas e são totalmente antidoutrinárias com relação a Igreja Católica, sem falar em Bispos e Padres que vivem um Cisma silencioso dentro da Igreja (como afirmou o saudoso Papa João Paulo II) .
    Quanto a Montfort, se o que eles dizem está de acordo com o Magistério Vivo da Única e Verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo isto deve ser reconhecido e divulgado, caso eles digam algo que vai contra este Magistério também deve ser denunciado, e aqui no Olhar Católico você encontra este espaço para denunciar isto também, com fontes verdadeiras e confiáveis, é claro.

    Agradeço a sua visita e o seu comentário!
    Passe sempre e indique-nos.
    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

  4. ONILMAR Says:

    Lendo ao comentário do Kleber (de novembro de 2008) e, por conseguinte, sua resposta; muito me escandolizou sua veemente afirmação de que a RCC (fruto do espírito e da força do Senhor, reinflamando o carisma capaz de levar aos católicos uma linda experiência do Senhor)nasceu do protestantismo. Gostaria muito e muito me apraz que responda-me explicando tal afirmação.
    Ps.: Embora, acredite eu, tenha você pecado contra o espírito nessa afirmação, admiro seu conhecimento (aparente amor e desejo pela palavra e pelo Senhor)e sua maneira de defender e não apenas isso, mas ensinar sobre ela e sobre a verdadeira Igreja de Cristo, fora da qual não há salvação. Peço ao Senhor que seja verdadeiro amor pela vontade do Senhor e não apenas uma obsessão pelo conhecimento (graças a Deus verdadeiro) e por mostrar detê-lo.
    Paz e bem!

    Olhar Católico

    Prezado Onilmar, a paz de Jesus e o amor de Maria.
    Sim a RCC é intrinsecamente protestante. Para que você entenda melhor, visite, por favor, este post: Resposta a um Filho do Céu.
    Nele você vai entender que esta sua afirmação
    tenha você pecado contra o espírito é precipitada.
    Agradeço pelos elogios a mim dirigidos, mas não são méritos meus, senão a Graça de Deus, Ele é quem age e faz por seu Favor Divino, do qual eu não sou merecedor.

    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

  5. ONILMAR Says:

    Caro irmão, graça e paz!
    Grato pela resposta e pela clareza.
    Fica clara e evidente sua posição e sua visão sobre a RCC. Concordamos em muitas coisas, em muitos pontos. As “loucuras” e devaneios emocionais e de cunho psicológico que se produz, embora não todas (contudo quando há exceção, não é loucura, mas moção do Espírito) são mesmo motivo de preocupação e devem ser combatidos. A RCC preconiza muita formação (na fé da Igreja e no seu conhecimentos (não pouco)) para seus formadores: pregadores, coordenadores, servos (termo com o qual você deve ter convivido). Os Bispos são muito claros quando se dirigem à RCC no documento 55 da CNBB, sem, contudo, negar sua pregação, mas sim, sua forma por vezes de pregar.
    Quanto à Glossolalia, não me faço entender porque São Paulo disse aos Romanos que quando não sabemos o que pedir vem o Espírito e intercede por nós com gemidos inefáveis (8,26). Ou ainda: “Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito.” (I Coríntios 14, 2).
    Quanto à Canção Nova, seja mais piedoso e diria mais: seja mais cuidadoso. Não fosse ela uma obra de Deus, o Santo Padre não teria dado reconhecimento pontifício a seus institutos.
    Quanto ao Monsenhor Jonas, mais piedade também. Não por seus méritos, mas pela vontade do Senhor e o pelo magistério da Igreja, hoje ele o é.
    Façamos nós, pelo Deus que cremos e pela fé que confessamos, orações pela RCC, da qual me orgulho de ser membro, para que sendo ela hoje força de comoção de muita gente, seja sinal de luz e salvação dentro da Igreja fora da qual a salvação não há.
    Perdoe-me se pequei no português como fizera o outro irmão e mui claramente expuseste. Espero estar à altura de sua leitura. (Perdoe a força dessa ironia. Deveríamos falar sem dores, afinal cremos na mesma verdade). Seja mais piedoso quando escrever irmão! O Deus em que você crê, fala e ensina as mesmas coisas com força e determinação sem tamanho fel. Não querendo, é claro, comparar nosso falar ao Dele (o que por si só é mortal pecado), mas pelo Espírito do qual somos cumulados e recebemos pela promessa do Senhor, somos capazes de coisas maiores.
    Ps.: Mais uma vez, louvado seja Deus pela intenção do seu coração de evangelizar e desmascarar, seja as seitas deletérias ou o protestantismo divisor, que creio ser reta. Deus abençoe. Vamos juntos, orando e estudando, e com isso pregando, falar do Senhor que vem. (Discernimento para nós todos!). Paz e bem!
    Permito-me repetir tão belas e dignas palavras que usaste na saudação final.

    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

    Olhar católico

    Prezado Onilmar, a paz de Jesus e o amor de Maria!
    Realmente concordamos em alguns pontos, mas discordo em outros. Por exemplo:
    Você diz que “As “loucuras” e devaneios emocionais e de cunho psicológico que se produz (…) são mesmo motivo de preocupação e devem ser combatidos”, isto é verdade, mas no meio desta frase você afirma “contudo quando há exceção, não é loucura, mas moção do Espírito”. O pior Onilmar é que essas exceções com o passar do tempo e da prática passam a ser raras, e não mais são ação do Espírito Santo, senão um meio do Inimigo para espalhar o que quer disfarçado de inspiração divina. Afirmo isto baseado no que diz S. João da Cruz: “E eu temo muitíssimo pelo que está acontecendo nesses nossos tempos: se qualquer alma, seja lá qual for depois de um pouquinho de meditação, tiver em suas recordações uma dessas locuções, imediatamente “batizá-las” como vindas de Deus e com tal suposição disser: “Deus me disse”, “Deus me respondeu”. Ainda que não seja exatamente assim, mas, como já dissemos, essas pessoas são freqüentemente os autores de suas próprias locuções” (São João da Cruz – A Subida do Monte Carmelo), e ainda acrescento “Através do desejo de aceitá-las, eles abrem as portas para o demônio. O demônio pode então enganá-los usando outras comunicações espertamente fingidas e disfarçadas como genuínas. Nas palavras do Apóstolo, ele pode transformar-se em “anjo de luz” (II Cor. 11:14)… Independentemente da causa dessas apreensões, é sempre bom para um homem rejeitá-las de olhos fechados. Se ele fracassa em assim fazer, ele acabará por dar espaço para aquelas que tem origem diabólica e dará poder ao demônio para que se aposse de suas próprias comunicações. E não é só isso, as representações diabólicas se multiplicarão enquanto aquelas que vem de Deus gradualmente cessarão, de forma que dali a pouco todas virão do demônio e nenhuma delas de Deus. Isso tem ocorrido com muitos incautos e não-instruídos”( S. João da Cruz).
    Até mesmo a CNBB, que quase nunca condena erro algum e infestada da Teologia da Libertação, adverte os erros da RCC como você mesmo afirma. Inclusive o link que você me indicou comprova muitas coisas que postei em Resposta a um Filho do Céu, como a intrínseca ligação com o protestantismo (heresia condenada pelo Concílio de Trento).
    Não creio que as lideranças da RCC estejam dispostas a corrigir estes erros, pois sendo coordenador da mesma em minha cidade em 2007, fiz estes questionamentos desde a coordenação nacional até à diocesana, e além de não manifestar desejo algum em sair do erro e não responder aos erros criticava a mim e não ao que enviava (ou seja, criticavam quem escrevia e não o que escrevia, entende?).
    Já quanto ao dom de línguas sugiro que leia o e – book do apostolado Veritatis Splendor, ou seus artigos, e ainda o artigo RCC e dom das línguas, da Associção Cultural Montfort.
    Como lhe disse, fui membro da RCC, e após descobrir esses erros, antes mascarados nela, decidi sair deste movimento. Não foi uma decisão fácil, pois levei cerca de quase um ano para tomá-la, mas não me arrependi.
    Não tenho a intenção de lhe dizer: “saia da RCC se não você vai pro Inferno!”, mas tendo em vista o exposto por S. João da Cruz, e como católico apostólico romano, é meu dever lhe atentar para o erro e a forte tendência do pentecostalismo protestante que nela há e os perigos para a alma que derivam dessa realidade, ficando eu obrigado a lhe afirmar que o melhor é dela se afastar, afinal, tirando as desvantagens da RCC, não resta RCC, ela perde sua identidade, consequentemente o que há de bom já existe e sempre existiu na Igreja.

    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

    Moisés Gomes de Lima
    Catequista, por misericórdia do Senhor, da Paróquia de S. João Batista, Cedro – CE.

  6. ONILMAR Says:

    Irmão Moisés, graça e paz!
    Sabidos que somos da Palavra e baseados nela, é claro, por que motivo nos basearíamos nós nos posts da associação Montfort (Deus perdoe usarem o nome de tão venerável santo), da qual não vejo crédito, sabendo de tamanha afetação da Teologia da Libertação que tem seus idealizadores e que tem estes sem voz na Igreja? Você leu isso mesmo do Kleber, entre outras palavras, cujo comentário me fez ler e mais ainda sua resposta, quando ele dizia que nem tudo que parece católico o é.
    Sinto muito irmão, mas parece-me termos participado da RCC em versões opostas (se é que posso fazer essa alusão). Vendo justamente a afetação por vezes dos membros (que talvez se comportem assim por desespero puro da alma, querendo achar um jeito de obrigar a Deus os ouvir (e não falamos aqui de quem conduz, mas de quem é conduzido)).
    A RCC precisa de RCC sim, mas se tirarmos dela isso ao que tanto você condena, sobra sim a essência: o Espírito. Sei do que disseste sobre o protestantismo intrínseco e realmente no link enviado por mim isso está claro, mas está claro também, muito claro, que sua ORIGEM é essa ; e não toda ela. Experenciei muita mudança de vida e conversão, muito católicos com o coração fervendo, pessoas estudando o Catecismo, a Palavra, a tradição, falando do Senhor. Vi, no povo eleito, no povo católico, o Senhor agindo. Espero eu realmente que possamos nós, antes de mais nada – católicos que somos – nos valer da palavra do Senhor inspirada a São Paulo – o qual citei anteriormente e foi, você concorda , um homem movido pelo Espírito e tudo que este dizia, inclusive as coisas das quais você discorda – e orar para que venham sobre nós os dons e com eles, para tirar da RCC que tem dado frutos (bem sabeis e são visíveis)e vivido esses problemas dos quais falamos – mui infelizmente – DISCERNIMENTO DOS ESPÍRITOS (cf. I Coríntios 12, 10). Como dissera eu no fim do meu último comentário: Discernimento para todos nós!
    Paz e bem! Deus abençoe!

    olhar Católico

    Prezado Onilmar, a paz de Jesus e o amor de Maria!
    Não pretendo aqui defender a A.C. Montfort, mas nota-se que você não a conhece muito bem ao dizer: “sabendo de tamanha afetação da Teologia da Libertação que tem seus idealizadores”. Ora, pra comprovar o contrário basta clicar aqui e ver que você se precipitou ao afirmar isto (como se precipitou anteriormente ao afirmar que eu havia pecado contra o Espírito Santo). Realmente, eles não têm autoridade alguma, ou qual quer um de nós, quando expressam sua opinião própria, mas quando repetem o que a Igreja ensina é o que deve ser acolhido, não por quem fala, mas sobre o que fala: a Doutrina Católica. Fiz questão de citar a Montfort e o Veritatis pelo fato dos dois apresentarem, em alguns pontos, oposições, justamente para não pensarem que sou adepto da Montfort, pois não o sou, mas aprecio alguns de seus trabalhos em defesa da Fé (assim como do Veritatis, e muitos outros que eu poderia citar).
    Você diz sentir muito por “termos participado da RCC em versões opostas”. Ela tem mais de uma versão? Por favor, releia o que diz S. João da Cruz e veja que quem conduz ou é conduzido não importa. Faço uma pergunta: você impõe as mãos sobre alguém quando reza nos GO’s? Se sim, quem lhe deu autoridade para isso? Pois só o clero legitimamente ordenado o pode. E isso é prática padronizada na RCC, ou seja, tanto quem conduz como quem é conduzido nessas orações acaba por cair no erro que S. João da Cruz alerta.
    Você me diz: “A RCC precisa de RCC sim, mas se tirarmos dela isso ao que tanto você condena, sobra sim a essência: o Espírito”. O que lhe afirmei é que tirando as desvantagens da RCC, não resta RCC, ela perde sua identidade, consequentemente o que há de bom já existe e sempre existiu na Igreja, ou seja, o Espírito Santo, não o espírito que faz as pessoas rezarem em línguas que ninguém entende. Isso fere a razão, e o nosso Deus é um Deus que se deixa conhecer pela razão, ou melhor, pela Fé e pela Razão. Elas, Fé e Razão, andam juntas.
    Como você afirma que a RCC originou-se apenas em parte no protestantismo? Ela originou-se completamente nele (e está claro nos links que lhe indiquei e que você mesmo me indicou), e mesmo se fosse em parte (o que não é verdade), já seria fruto de uma heresia, ou seja, árvore má (conseqüentemente que não dá bons frutos).
    O fato de neste movimento haver realmente almas boas (que correm grande risco por estar tão próximas do protestantismo), que justifica o interesse pelas coisas de Deus, não diminui em nada os malefícios da RCC. São almas boas não por causa da RCC, mas sim apesar da RCC. Entende a diferença?
    Há, e cuidado com a sua interpretação bíblica… Somente o Magistério da Igreja é que tem autoridade para interpretá-la. Nós, leigos, religiosos, etc. não somos inspirados como São Paulo o foi. Lembre-se:

    Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo.” (1Jo4, 1).

    Já quanto às “maravilhas” da RCC:

    Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos.” (Mt24, 24).

    E para obter o Dom do Discernimento não é preciso ir a um grupo de oração, basta recebê-lo no Sacramento da Crisma e de nem uma outra forma é possível consegui-lo. Peço, por favor, que releia toda essa nossa conversa e pense em tudo isso. E que toda essa conversa sirva para a glória do Senhor, pois somente Ele é quem faz, por meio de sua Graça, e a nós nos resta clamar por essa Graça, dispensada pela Mãe da Graça, que intercede por nós junto ao Seu Filho, que está a Direita do Pai, com o Espírito Santo que procede dos Dois!

    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!
    Moisés Gomes de Lima
    Catequista, por misericórdia do Senhor, da Paróquia de S. João Batista, Cedro – CE.

  7. ONILMAR Says:

    Bom Moisés, como viste, falei apenas sobre a A. Montfort; nada sobre Veritats. Quanto às “versões” que usei como alusão, devia ter entendido quando escrevi isso. Não me incomodarei por explicá-lo.
    Querido irmão, felicito-lhe por estudar e conhecer a palavra e a tradição, mas peço a Deus que lhe dê mais piedade, como tanto eu disse durante toda nossa conversa. Peço-lhe o mesmo: releia nossa conversa e traga isso ao coração. Li suas informações com carinho e continuarei estudando, embora crendo piamente que onde o Espírito age, embora o espírito seja submisso ao profeta (entenda-se do que falo aqui – (romanos)).
    Não citarei mais a palavra, porque seja como for, não temos autoridade para interpretá-la como você mesmo disse, contudo contraditório ao usá-la com a palavras exatas para basear suas afirmações, todavia deves ter tido longas horas de leituras sobre a visão da Igreja, para assim usá-las, não é mesmo?
    Sei que Deus é piedoso e sua graça abunda na RCC e a graça de Deus acontece, ainda que sua teoria não lhas reconheça. Há discernimento, há graça, há espírito. A RCC é católica: a Igreja reconhece isso e se veres nossa conversa pregressa verás essa afirmação discorrida na discussão.
    Moisés, graça e paz. Deus nos abençoe! Apesar de tanta discordância, nossa conversa, à minha ótica, foi muito produtiva. Vi que a Igreja é mesmo muito grande e complexa, dando espaço até mesmo para os seus fazerem discussão sobre ela, ainda que sem autoridade nenhuma.
    Abraço fraterno!

    ONILMAR KÖHLER

    OLhar Católico

    Prezado Onilmar, a paz de Jesus e o amor de Maria!
    perdoe-me a demora em retornar-lhe, devido ao retorno de minhas férias e o acúmulo de trabalho, não tenho tido muito tempo.
    Você insiste em justificar a “bondade” da RCC… Mas você mesmo diz reconhecer seu nascimento do protestantismo, o que por esse simples fato já a torna fruto de uma heresia (condenada pelo Concílio de Trento, Concílio este infalível).
    Não me contradigo ao usar as Escrituras, pois não faço interpretações própria dela, mas apenas o que a Tradição, através de Santo Agostinho afirma: “Quem em nossos dias, espera que aqueles a quem são impostas as mãos para que recebam oEspírito Santo, devem portanto falar em línguas , saiba que esses sinais foram necessários para aqueletempo. Pois eles foram dados com o significado de que o Espírito seria derramado sobre os homens detodas as línguas, para demonstrar que o Evangelho de Deus seria proclamado em todas as línguasexistentes sobre a Terra. Portanto o que aconteceu, aconteceu com esse significado e passou“.
    Sendo fato o que afirma Sto. Agostinho e também as raízes da RCC, é fato também que a mesma não é católica, pois nem tudo que leva o nome de católico o é.
    Não faço discussões sobre a Igreja, pelo contrário, repito com S.S. Papa Bonifácio VIII: ““Uma só é minha pomba semdefeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou” (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cujacabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo. Nela existe “um só Senhor, uma só fé e um só batismo” (Ef4,5)” ( Bula Unam Sanctam, papa Bonifácio VIII). “.
    “Examinai tudo: abraçai o que é bom.”(1Ts5, 21)
    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

  8. Patrick Robson Says:

    Caríssimos Éverton, Marcos, Kléber e Onilmar

    Algumas coisas devem ser esclarecidas:

    1º – Que a RCC nasceu no protestantismo, isso é fato. Os que pensam o contrário simplesmente nunca buscaram estudar nem se quer o histórico da RCC disponibilizado no site da comunidade Shalom (caso não encontrem, posso enviar o link posteriormente)

    2º – Após esclarecido que a RCC nasceu do protestantismo, a conversa muda completamente de foco. Se irei defender a RCC ou ir contra ela, devo usar qualquer outro argumento, mas sobre seu nascimento em ambiente protestante, isso não poderá ser negado.

    3º – Se é ou não permitido um católico participar de cultos de outras religiões, o Papa Pio IX diz:

    “A Igreja Católica não pode participar de semelhantes reuniões. Assim sendo, é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar de suas assembléias e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo.” (Mortalium Animus)

    Ao que afirma São Paulo, “afastai-vos deles”:

    “Rogo-vos, irmãos, acautelai-vos dos que provocam dissensões e escândalos, contrariando o ensinamento que aprendestes; afastai-vos deles. Esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, mas ao próprio ventre. Com um palavreado bonito e lisonjeiro, enganam os simples”. (Rm 16,17-18).

    Preciso ser mais claro?

    Att,
    Patrick Robson
    Capela Nossa Senhora da Assunção
    Fortaleza-Ce

  9. ONILMAR Says:

    Obrigado Robson, mas não me recordo de ter em algum momento conversado contigo a esse respeito, mas com o irmão MOisés. Quando à RCC, como se vc realmente houvesse lido, veria que eu concordo com a verdade de sua origem. Quanto a não participar de evento protestante, nunca questionei nada a respeito; talvez os irmãos que comentaram tenham o feito, mas eu não. Então gostaria realmente de ter recebido a resposta que findaria nossa conversa de Moisés, com quem conversei todo esse período.

    Mas como eu disse a ele, repito a vc. Deus lhe dê mais piedade. Você embora conheça muito sobre o Senhor, ou melhor, sobre a IGREJA (que aparentemente é sobre o que mais entende) tem muito a aprender. Não que eu o posso ensinar, mas o Senhor o podera.

    Paz e bem!

  10. Patrick Robson Says:

    Caro Onilmar,
    Perdão se citei seu nome em minha resposta. Apenas havia dado uma olhada geral nos comentários e nos remetentes dos posts que acabei colocando seu nome na lista de “destinatários”.
    .
    Sobre minha piedade, reconheço que sou falho e ainda tenho muito a crescer. Mas suspeito que seu conceito de “piedade” seja próximo a “compaixão” e não a piedade cristã em si. Desde já peço desculpas antecipadas caso minha suspeita esteja errada, afinal, ao escrever nem sempre conseguimos transmitir nossa mensagem sem equívocos.
    .
    Outro ponto: Entender a Igreja, o que Ela ensina, crê e vive é entender Deus. Afinal, “Deus” não é idéia criada do intelecto humano, é uma realidade revelada ao mundo e esta revelação está sob a guarda da Igreja Católica Apostólica Romana.
    .
    Meu conhecimento sobre Deus realmente não é tão grande, mas é suficiente para mover minha alma rumo ao “caminho das pedras” na direção correta.
    .
    Que Deus te abençoe e Maria te guarde.
    Att,
    Patrick Robson
    Capela Nossa Senhora da Assunção
    Fortaleza-Ce

  11. ONILMAR Says:

    Robson, foi um prazer discorrer sobre esses temas como vcs. Aprendi muito, admito, e firmei muitas convicções ainda. Um abraço fraterno.
    Graça e paz da parte de Deus nosso Pai.
    Deus nos abençoe e Maria nos guarde, como muito belamente usam me saudando.
    Paz!
    ONILMAR KÖHLER
    RIO DE JANEIRO – RJ
    Paróquia Nossa Senhora da Piedade

  12. Everton do N. Siqueira Says:

    Robson, sou o autor do texto…..estive a acompanhar todo esse debate (desnecessário) tolo sobre um assunto que de modo algum foi citado no meu texto.
    Não quis entrar no assunto, pois vejo que a RCC, Montfort, Teologia da Libertação, dentre outras coisas, nada tem a ver com o texto…o texto, escrevi somente para explicar a “católicos light” (aqueles que dizem que pode participar de eventos protestante, o que importa é coração,etc e toda aquela ladainha relativista que impera por aí) o erro, fundamentando-se no que a Igreja ensina, e também nas palavras de teólogos bons..enfim
    Em nenhum momento disse algo sobre a RCC…
    Como vi que citou meu nome, então gostaria de colocar aqui a minha posição sobre algumas coisas:
    RCC: Movimento legítimo da Igreja, que nasceu do protestantismo, mas que é legítimo, e faz bem à Igreja (Veja por ex diversas conversões que acontecem nos meios carismáticos)….existem erros, não no movimento em si,mas por membros do movimento, que ao invés de purificar o que tem de protestante (já que nasceu no protestantismo), limpa o que tem de católico…enfim….repito as palavras do Cardeal Ratzinger, em termos mais ou menos assim: “Os errros, ou desvios, não desmerecem todo o movimento”.
    Participei da RCc, hoje participo de modo “passivo” (frequento raras vezes G.O.s, etc)..mas não tenho nada contra o movimento em si…mas contra os erros de algumas pessoas, somente isso.

    Quanto ao site Montfort: Site cismático, herético, que não recomendo nem a meu pior inimigo….prefiro confiar no latido de um cachorro do que confiar num site ue fala mal do Santo Padre, e ofende a santidade da Igreja.

    Se querem debater sobre o assunto, é interessante (embora as vezes seja inútil), mas que fique claro a intenção do meu texto, e que não utilizem-no para defender idéias que o texto não defende,ou distorcer palavras do texto para defender idéias contrárias ao alheias ao próprio.

    Olhar Católico:

    Caro Everton, a paz de Jesus e o amor de Maria!
    Primeiramente gostaria de agradecer você permitir a publicação do seu texto.
    Quero também explicar que a sua publicação não foi intecional para atacar denominações.
    O fato da RCC e Montfort terem surgidos no comentários partiu da resposta a um comentário que também não tinha nada a ver com o seu texto, do leitor Kleber. Reconheço o meu erro em não ter moderado este comentário, pois, repito, não tinha nada a ver com o texto postado, mas aproveitei o comentário do mesmo para expor que nem tudo que leva o nome de católico realmente o é, e foi aí que entrou a RCC, por minha observação, onde se abriu espaço para a discussão com o Onilmar.
    Com base no seu próprio texto a legitimidade da RCC fica em xeque, pois é conhecido que a mesma nasceu da fruequentação de católicos a cultos protestantes, inspirando-se também em um livro protestante, “a Cruz e o punhal”, o que deveras vai contra o que ensina a Teologia Moral de Del Grecco:
    É proibido cantar juntamente com acatólicos nas suas funções religiosas, tocar órgão ou qualquer instrumento. Não é proibido recitar, privadamente, com um herege, orações, contanto que não contenham nada contra a fé e não haja escândalo.
    Pode ser tolerada a presença passiva ou puramente material por razão de conveniência civil ou de cortesia. […] Assistência passiva significa mera presença material, sem nenhuma participação, ao menos externa, nos ritos sacros; por isso não se pode orar, cantar em coro, etc

    Creio que a RCC não tenha nascido de uma “presença passiva ou puramente material por razão de conveniência civil ou de cortesia“.
    Também não conheço nem um documento ou instrução da Igreja permitindo ou incentivando orações em linguas que ninguém entende, extases escandalosos, livre interpretação bíblica, tornar ordinário dons extraordinários, etc, etc.
    Quanto a Montfort (e a RCC também), não é minha intenção defende-los, tampouco atacá-los, mas se digo que são hereges (ou cismáticos), como você está dizendo, temos que provar em que, como provamos na RCC.
    Vou procurar ter mais atenção na moderação de comentários e explicitação de temas.
    Creio também que debater sempre é interessante e nunca é inútil, desde que haja o interesse de ambas as partes de se conhecer a Verdade.
    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!
    Moisés G. de Lima
    Cedro-CE, 29/04/2009

  13. Patrick Robson Says:

    Caro Éverton, desde já peço desculpa por qualquer contratempo. Acredito que a explicação que dei ao Sr. Onilmar também se aplique a você: “Apenas havia dado uma olhada geral nos comentários e nos remetentes dos posts que acabei colocando seu nome na lista de “destinatários”.

    Sobre a “mudança de tema” isento-me de culpa, pois quando respondi aos posts, o assunto já estava bem misto. Contudo, como você mesmo afirma, “escreveu para explicar a “católicos light” (aqueles que dizem que pode participar de eventos protestante, o que importa é coração,etc e toda aquela ladainha relativista que impera por aí)”, e isto, permita-me a afirmação, desemboca em cheio nestes novos movimentos.

    Sobre a RCC, apesar de ser abertamente contra e rezar para a conversão dos seus membros à verdadeira espiritualidade católica, nos posts acima penso ter sido ponderado em meus comentários, onde simplesmente mostrei que se “era” proibido a um católico participar de um evento protestante e a RCC nasceu de um destes encontros, seu primeiro passo já não foi o dos mais ortodoxos. Ou seja, comentei fatos, não disse nada “só por dizer”.

    Sobre a Associação Cultural Montfort, apesar de admirar em alguns aspectos os textos ali apresentados, de forma alguma admito que aquilo que escrevo tenha qualquer vínculo àquele movimento, o qual apesar dos defeitos, pode ser chamado de muitas coisas, menos de herético. Caso pense o contrário, favor fornecer o link em que eles dizem alguma heresia formal.

    Para esclarecer, sou fiél de uma capela ligada à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, sobre a qual evito tecer quaisquer comentários, tendo em vista a quantidade de informações disponíveis na internet e também por conta do recente levantamento das excomunhões de seus quatro bispos.

    Rezarei para que você consiga se desvencilhar de vez do movimento petencostal e que Maria Santíssima guie sua fé e seus dons intelectuais, tão bem explicitados em seu texto (diga-se de passagem, muito bom), à algo que seja integralmente católico.

    Att,
    Patrick Robson

  14. Olhar Católico Says:

    Olhar Católico:
    Caro Everton, a paz de Jesus e o amor de Maria!
    Primeiramente gostaria de agradecer você permitir a publicação do seu texto.
    Quero também explicar que a sua publicação não foi intecional para atacar denominações.
    O fato da RCC e Montfort terem surgidos no comentários partiu da resposta a um comentário que também não tinha nada a ver com o seu texto, do leitor Kleber. Reconheço o meu erro em não ter moderado este comentário, pois, repito, não tinha nada a ver com o texto postado, mas aproveitei o comentário do mesmo para expor que nem tudo que leva o nome de católico realmente o é, e foi aí que entrou a RCC, por minha observão, onde se abriu espaço para a discussão com o Onilmar.
    Com base no seu próprio texto a legitimidade da RCC fica em xeque, pois é conhecido que a mesma nasceu da fruequentação de católicos a cultos protestantes, inspirando-se também em um livro protestante, “a Cruz e o punhal”, o que deveras vai contra o que ensina a Teologia Moral de Del Grecco:
    É proibido cantar juntamente com acatólicos nas suas funções religiosas, tocar órgão ou qualquer instrumento. Não é proibido recitar, privadamente, com um herege, orações, contanto que não contenham nada contra a fé e não haja escândalo.
    Pode ser tolerada a presença passiva ou puramente material por razão de conveniência civil ou de cortesia. […] Assistência passiva significa mera presença material, sem nenhuma participação, ao menos externa, nos ritos sacros; por isso não se pode orar, cantar em coro, etc

    Creio que a RCC não tenha nascido de uma “presença passiva ou puramente material por razão de conveniência civil ou de cortesia“.
    Também não conheço nem um documento ou instrução da Igreja permitindo ou incentivando orações em linguas que ninguém entende, extases escandalosos, livre interpretação bíblica, tornar ordinário dons extraordinários, etc, etc.
    Quanto a Montfort (e a RCC também), não é minha intenção defende-los, tampouco atacá-los, mas se digo que são hereges (ou cismáticos), como você está dizendo, temos que provar em que, como provamos na RCC.
    Vou procurar ter mais atenção na moderação de comentários e explicitação de temas.
    Creio também que debater sempre é interessante e nunca é inútil, desde que haja o interesse de ambas as partes de se conhecer a Verdade.
    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!
    Moisés G. de Lima
    Cedro-CE, 29/04/2009

  15. Everton do N. Siqueira Says:

    Dizer que a RCC é ilegítima, ou insinuar isso, porque nasceu no protestantismo, seria um absurdo
    Você citou Del Grecco….fica claro que, nascer desse modo foi um erro….mas dizer que por isso está condenado, seria negar o perdão…Pedro negou Jesus três vezes, foi perdoado e se tornou o primeiro papa da Santa Igreja…

    Quanto ao dom de línguas, a ordinariedade dos dons extraordinários,etc…concordo plenamente…São erros, que devem ser apontados (com caridade, e não com grosseira e total desrespeito,como é feito no Montfort).Eu próprio sempre comento sobre esses erros, na medida do possível…mas nunca falando mal do movimento em si,ou condenando um movimento (como faz o site Montort)…apontamos o erro (obrigação de todo cristão), mas condenar ou aprovar um movimento, deixemos para a autoridade do Magistério da Igreja…

    Em um texto (lindo texto aliás) do então Pe Ratzinger(década de 70), falando da RCC, ele termina assim (após uma crítica caridosa, fundada e visando o crescimento, e não a destruição do movimento):

    “O perigo, porém, seria ver apenas os riscos, e não o dom que nos é oferecido pelo Espírito. A necessária cautela não muda, portanto, o juízo positivo do conjunto.”

    Fica assim dito,(concordando com ele) o fato de haver erros (e tem, talvez muitos por sinal) não anula o bem que o movimento faz…

    Olhar Católico:

    Prezado Everton, a paz de Jesus e o amor de Maria!
    De acordo com as suas palavras temos o nosso primeiro consenso (1)- de que “nascer desse modo foi um erro”.
    Jesus perdoou Pedro apesar de ele O ter negado, não por ele O ter negado, e isto é diferente. Jesus não aprova a negação de Pedro, mas a perdoa. Pedro por sua vez acolhe o perdão e a partir de então recebe a missão de apascentar as ovelhas de Cristo.
    Concordamos então que a árvore da qual nasceu a RCC é má… Logo seus frutos são… Bons? Acho que não, confira Mt7, 17b.
    Nosso segundo consenso (2)-
    “dom de línguas, a ordinariedade dos dons extraordinários, etc…. concordo plenamente…São erros”.
    Você pode continuar apontando esses erros pra quem você quiser dentro da R.C.C., foi o que eu fiz para o coordenador Diocesano, depois para o coordenador Estadual e também para o coordenador Nacional quando fui coordenador em minha cidade… Isso mesmo, eu fui coordenador da RCC em minha cidade, já experimentei de tudo isso, não falo como a Montfort nem com a Montfort, falo por que presenciei e experimentei de tudo isso. Agora, são mais de quarenta anos de existência deste movimento, será que eles nunca perceberam estes erros? Ou será que não o querem ou não o podem largá-los? Ou então Nosso Senhor e Fundador está certo em Mt7, 17.
    Eu não enxergo apenas os riscos da R.C.C., reconheço, no entanto, que tudo o que nela pode haver de bom posso encontrar na própria Igreja

    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

  16. Diego Neves Says:

    Novamente estou eu aqui para solucionar dúvidas.

    Se a pessoa tem de passar pelo batismo e dentro da igreja católica para ser salva, como foi salvo então o ladrão que estava próximo a Jesus na crucificação, visto que Jesus garantiu que ainda naquele dia o ladrão estaria com Ele no céu?

    Como leitor da Bíblia, nunca encontrei passagem dizendo que uma ou outra coisa é necessária para a salvação. O que eu encontrei foi apenas de que crer (genuinamente) que Jesus é o Senhor e Salvador de nossas vidas:

    “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos
    de Deus; a saber, aos que crêem no seu nome.” João 1:12

    “No qual temos a redenção pelo seu sangue (de Cristo), a remissão dos pecados…” Efésios 1:7
    Se o Batismo fosse necessário à salvação não teria o apóstolo Paulo proclamado?

    “Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho…” 1 Coríntios 1:17

    “Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água,
    disse o eunuco: Eis aqui água, que impede que seja eu batizado? [Filipe
    respondeu: é lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse:
    Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus].” Atos 8: 36-37
    Ou seja, só devemos ser batizados depois de crermos de todo o coração em Jesus, recebendo a salvação. Exemplo:

    Quando o carcereiro de Filipos perguntou:
    Senhores, que devo fazer para que seja salvo? Paulo respondeu:
    “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa… Naquela mesma hora
    da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir foi ele
    batizado, e todos os seus.” Atos 16:30-33

    Primeiro eles creram, depois foram batizados. O Batismo sempre segue a
    salvação. Temos aqui outro exemplo:
    “Mas Crispo, o principal da Sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa;
    também muitos dos Coríntios ouvindo, criam e eram batizados.” Atos 18:8
    Em Atos, capítulo 2, Pedro, o suposto primeiro Papa, pregou. Quando ele
    terminou:
    “Então os que lhe aceitaram a palavra foram batizados; havendo um
    acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.” Atos 2:41
    Novamente foram eles batizados não para se tornarem filhos de Deus, mas
    porque já eram filhos de Deus.
    Quando Filipe pregou para o povo de Samaria, primeiro veio a salvação,
    depois veio o Batismo:
    “Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do
    reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim
    homens como mulheres.” Atos 8:12

    Logo a seguir, na mesma passagem, Simão seguiu
    o mesmo caminho:
    “O próprio Simão abraçou a fé, e tendo sido batizado, acompanhava
    Filipe…” Atos 8:13

    a ICR diz que “O Batismo, com efeito, é o selo da vida eterna.”. Porém, a Bíblia diz:

    “…tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da
    promessa.” Efésios 1:13
    “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da
    redenção.” Efésios 4:30

    Também gostaria da opinião de todos os que aqui passam.

    Que Deus esteja conosco !!!

    Olhar Católico

    Prezado Diogo, a paz de Jesus e o amor de Maria!
    Inicialmente peço-lhe desculpas pela demora em moderar os comentários. Isto se dá tanto pelo meu pouco tempo quanto pelo fato do servidor do blog ter tido um problema ao migrar para outro servidor.
    Vamos às suas dúvidas deste comentário.

    1- Batismo do Ladrão crucificado ao lado de Jesus.
    Existe um só Batismo, assim como uma só Igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo pregado injustamente à Cruz. E aquele que está fora desta Igreja está fora também de Cristo Jesus, pois Ele é a Videira. Ora, a Igreja de Cristo ensina em seu catecismo que:
    Desde sempre, a Igreja mantém a firme convicção de que as pessoas que morrem em razão da fé, sem terem recebido o Batismo, são batizadas por sua morte por e com Cristo. Este Batismo de sangue, como o desejo do Batismo, acarreta os frutos do Batismo, sem ser sacramento” (Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1258).
    Este é o batismo de sangue, que apesar de não ser sacramento acarreta os frutos do batismo. Mas aquele ladrão estava sendo crucificado não por amor a Cristo, mas sim pelo seu crime, logo ele não recebeu o batismo de sangue, e logicamente e batismo de água também não. Então que batismo ele recebeu? O batismo de intenção:
    Para os catecúmenos que morrem antes de seu Batismo, seu desejo explícito de recebê-lo, juntamente com o arrependimento de seus pecados e a caridade, garante-lhes a salvação que não puderam receber pelo sacramento”(Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1259).
    Creio eu não se fazer necessário explicitar que o “bom ladrão” estava arrependido de seus pecados. Portanto, como disse, há um só Batismo e três modos de recebê-lo, a saber: o batismo de água, o de sangue e o de intenção. Este ultimo foi o qual o “bom ladrão” recebeu.

    2 – Sola Fides
    Você diz que somente a Fé em Jesus Cristo é que pode nos salvar citando Jo1, 12. Então Lúcifer está salvo! Pois ele também crê em Jesus, tanto crê que Jesus é o Salvador, que de tudo faz para perder as almas. Então, com base na sua interpretação bíblica, podemos chegar ao disparate de que quando chegarmos ao céu encontrar-se-á ninguém mais ninguém menos que Lúcifer… E por quê? Ora, por que ele acredita que Jesus é o Salvador, e apenas isto é necessário para ir para o céu, segundo a interpretação do nosso leitor Diogo. Advirto-lhe caro Diogo que se insistirmos nesta interpretação, realmente verás o Lúcifer, mas com toda certeza, não será no Céu.
    Você afirma “nunca encontrei passagem dizendo que uma ou outra coisa é necessária para a salvação”. Talvez a sua bíblia ainda seja uma do século XVI em que Lutero retirou o livro de Tiago e você nunca tenha lido este trecho:
    Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?” (Tg2, 14).
    Fica claro então que não somente a Fé, ou sola fides, é necessária para a salvação.

    3 – Crer para ser batizado
    Nota-se nas entrelinhas de suas dúvidas a questão do batismo de crianças, e isto é inegável ao ler suas insinuações. Pois bem, para que os leitores do Olhar Católico também entendam leia-se a seguinte citação:
    A Igreja batiza as crianças, porque enquanto a criança não for batizada, ela não é filha adotiva de Deus. Convém, então, que, o quanto antes, ela seja livre do pecado original. Pelo Batismo a criança tem perdoado o pecado original, torna-se filha adotiva de Deus, membro da Igreja Católica, herdeira do céu, passando a viver na graça de Deus
    Nos Atos dos Apóstolos se lê que São Paulo, quando estava preso e houve um terremoto, o carcereiro se converteu, porque São Paulo não fugiu. E então São Paulo o batizou, “com toda a sua família” (Atos XVI, 33).
    É de supor que foi com os seus filhos pequenos, visto que naqueles tempos ainda não havia a “família moderna”, sem filhos
    ” (A.C. Montfort – Batismo de Crianças, on-line em 29/05/2009 as 15:49-http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=doutrina&artigo=20040817075549&lang=bra ).
    Para ficar ainda mais claro: é claro que batizar alguém adulto, com uso da razão sem consentimento é algo que nunca foi admitido pela Igreja. Já batizar uma criança na fé de seus meus não é somente lícito como dever de todo cristão, ou você deixaria seu filho seguir Maomé, Confúcio, Lutero, etc. e tal só pra depois pensar em batizá-lo? Não se comprometeria você em orientá-lo nos ensinamentos cristãos? Orientando-o nestes ensinamentos, não receberia ele o Batismo? Ora, o Batismo confere alguma mal a criança? Os pais pedem permissão a criança para escolher o seu nome? Ou ainda, os pais pendem permissão à criança para dar-lhes alguma vacina? Esperam eles a criança ter uso da razão para ser vacinada?

    4 – Somos filhos de Deus
    Você diz: “Novamente foram eles batizados não para se tornarem filhos de Deus, mas porque já eram filhos de Deus”.
    Deus só tem UM Filho, Cristo Nosso Senhor, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Este é gerado Eternamente no Pai, dos quais procede o Espírito Santo. Tornamos-nos filhos adotivos de Deus mediante o Batismo em Jesus Cristo Nosso Senhor.

    5 – Batismo, selo da vida eterna.
    Você cita o seguinte trecho do Catecismo da Igreja Católica: “O Batismo, com efeito, é o selo da vida eterna”. Vamos vê-lo por completo:
    O “selo do Senhor” (“Dominicus character”) é o selo com o qual o Espírito Santo nos marcou “para o dia da redenção” (Ef 4,30). “O Batismo, com efeito, é o selo da vida eterna.” O fiel que tiver “guardado o selo” até o fim, isto é, que tiver permanecido fiel às exigências de seu Batismo, poderá caminhar “marcado pelo sinal da fé”, com a fé de seu Batismo, à espera da visão feliz de Deus – consumação da fé – e na esperança da ressurreição.” (Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1274).
    Curiosamente você tenta por a Tradição contra a Escritura, mas não vejo em quê! Acaso no Batismo não recebemos o Espírito Santo? Nega isto a Igreja?^
    Você também pergunta: “Se o Batismo fosse necessário à salvação não teria o apóstolo Paulo proclamado?”. Ora, o próprio Cristo anuncia que o Batismo é necessário para a salvação:
    Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc16, 16).

    6 – Conclusão
    Caro Diogo, convido você a sair de suas auto-interpretações bíblicas que sem o auxílio do Magistério da Igreja só levam ao erro e à heresia. Note que todas as suas acusações disfarçadas em suas “dúvidas” são todas respondidas, logicamente, pois onde há erro há ocasião para corrigi-lo. Pude notar também nas entrelinhas que você é um cara esperto (desculpe-me se este tratamento for impróprio, pois desconheço sua idade. Eu tenho 22 anos) apenas preso a uma doutrina errônea, mas com capacidade de reconhecer os erros. Convido você, sem medo de está fazendo proselitismo, a conhecer melhor a Igreja de Cristo, a retornar para Ela, caso algum dia tenha feito parte Dela, ou a ingressar de vez no Corpo Místico de Cristo que é a Igreja.
    Desejo-lhe, mais uma vez, a paz de Jesus e o amor de Maria e que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!
    Moisés Gomes de Lima
    29 de maio de 2009
    Cedro/CE


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