Ser Como Anjos (parte V)


V

 

Mas reparará alguém naquela palavra Semper: Sempre. Como pode um homem frágil andar sempre na presença de Deus? Respondo que assim como há Anjos de mais ou menos alta jerarquia, assim há homens que participam mais ou menos a semelhança dos Anjos. As jerarquias dos Anjos puros espíritos distinguem-se por estar mais ou menos perto de Deus. E as dos anjos humanos distinguem-se por andar mais ou menos tempo, com mais ou menos fervor em sua presença. Quem andar sempre, será Serafim, porque anda, porque anda mui perto. Quem não puder ser Serafim, seja de outra ordem inferior. Mas estejamos certos que o uso facilita muito este exercício, e a graça de Deus muito mais. O Padre Carlos Condren, Prepósito Geral da Congregação do Oratório em França, ainda quando antes de ser Sacerdote andava ocupado com negócios do século, não perdeu em muitos anos a presença de Deus mais que oito, nove vezes por intervalo brevíssimo, como consta da sua confissão geral manuscrita. E veio a ser Serafim tão abrasado no amor divino, que se lhe quebraram as costelas pela mesma causa que a meu Patriarca São Felipe Neri. A Venerável Madre Maria Victória, fundadora das Freiras da Anunciada, que chamam as Celestes, de tal modo tinha o ânimo pregado na presença de Deus, que a não divertiam as ocupações, nem colóquios com outras pessoas. E se se distraía um pouco, só com esta palavra Amor de Deus, como com fogo chegado à pólvora, se acendia novamente. O servo de Deus Gregório Lopes, por muitos anos contínuos, quantas vezes respirou, tantas disse falando com Deus: Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no Céu. Estas e outras semelhantes maravilhas facilitou o uso continuado e os auxílios da graça de Deus bem aproveitados. E por isso estas pessoas saíram na pureza de vida verdadeiramente Anjos.

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Discípulos e Missionários de Jesus Cristo, a exemplo de Maria, comprometidos com o Reino de Deus


 

Festa de Nossa Senhora de Fátima.

3ª. Noite de Novena – 11/10/2008

Tema: “Discípulos e Missionários de Jesus Cristo, a exemplo de Maria, comprometidos com o Reino de Deus“.

 

Amados irmãos que celebram durante estas nove noites a aparição de Nossa Senhora na cidade de Fátima em Portugal, que a paz de Jesus e o amor de Maria estejam com todos nós!

“A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém, hoje diocese de Leiria-Fátima. Chamavam-se Lúcia de Jesus, de 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus primos, de 9 e 7 anos. Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde hoje se encontra a Basílica. De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma ‘Senhora mais brilhante que o sol’, de cujas mãos pendia um terço branco. A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora”.

Esta é amados irmãos a mesma Senhora que disse SIM ao Anjo Gabriel (confira Lc1, 38), esta é a mesma Senhora que teve seu coração traspassado de dor ao ver o seu Filho morto na Cruz (Jo19, 25 e Lc2, 35), a mesma Senhora que recebeu Deste Filho toda a humanidade (Jo19, 26-27), esta é a mesma Senhora que também O viu Ressuscitar (Mt28, 6), esta é a mesma Senhora que todas as gerações devem proclamar de Bem Aventurada (Lc1, 45 e 48), a mesma Senhora que encontrou a Graça que a humanidade havia perdido com Adão e Eva (Lc1, 30) e por ser detentora de toda a Graça, é ela que nos dispensa e distribui esta Graça, e foi isto que ela fez em Caná da Galiléia, adiantou pois as maravilhas do Senhor, e confiante em Seu Amado Filho, não deu outra ordem senão “Fazei o que Ele vos disser” (Lc2, 5). Continue lendo »

Tolerancia Religiosa? Não! Intolerancia contra a Mentira!


Fonte: Santo Tomas

Cardeal Pio

Sermão pregado na Catedral de Chartres (excertos); 1841.

Meus irmãos (…),

Nosso século clama: “tolerância, tolerância”. Tem-se como certo que um padre deve ser tolerante, que a religião deve ser tolerante. Meus irmãos, não há nada que valha mais que a franqueza, e eu aqui estou para vos dizer, sem disfarce, que no mundo inteiro só existe uma sociedade que possui a verdade e que esta sociedade deve ser necessariamente intolerante. Mas antes de entrar no mérito, distinguindo as coisas, convenhamos sobre o sentido das palavras para bem nos entendermos. Assim não nos confundiremos.

A tolerância pode ser civil ou teológica. A primeira não nos diz respeito, e não darei senão uma pequena palavra sobre ela: se a lei tolerante quer dizer que a sociedade permite todas as religiões porque, a seus olhos, elas são todas igualmente boas ou porque as autoridades se consideram incompetentes para tomar partido neste assunto, tal lei é ímpia e atéia. Ela exprime não a tolerância civil como a seguir indicaremos, mas a tolerância dogmática que, por uma neutralidade criminosa, justifica nos indivíduos a mais absoluta indiferença religiosa. Ao contrário, se, reconhecendo que uma só religião é boa, a lei suporta e permite que as demais possam exercer-se por amor à tranqüilidade pública, esta lei poderá ser sábia e necessária se assim o pedirem as circunstâncias, como outros observaram antes de mim (…).

Deixo porém este campo cheio de dificuldades, e volto-me para a questão propriamente religiosa e teológica, em que exponho estes dois princípios: primeiro, a religião que vem do céu é verdade, e é intolerante com relação às doutrinas errôneas; segundo, a religião que vem do céu é caridade, e é cheia de tolerância quanto às pessoas.

Roguemos a Nossa Senhora vir em nossa ajuda e invocar para nós o Espírito de verdade e de caridade: Spiritum veritatis et pacis. Ave Maria.

Faz parte da essência de toda a verdade não tolerar o princípio que a contradiz. A afirmação de uma coisa exclui a negação dessa mesma coisa, assim como a luz exclui as trevas. Onde nada é certo, onde nada é definido, podem-se partilhar os sentimentos, podem variar as opiniões. Compreendo e peço a liberdade de opinião nas coisas duvidosas: in dubiis, libertas. Mas, logo que a verdade se apresenta com as características certas que a distinguem, por isso mesmo que é verdade, ela é positiva, ela é necessária, e por conseguinte ela é una e intolerante: in necessariis, unitas. Condenar a verdade à tolerância é condená-la ao suicídio. A afirmação se aniquila se duvida de si mesma, e ela duvida de si mesma se admite com indiferença que se ponha a seu lado a sua própria negação. Para a verdade, a intolerância é o instinto de conservação, é o exercício legítimo do direito de propriedade. Quando se possui alguma coisa, é preciso defendê-la, sob pena de logo se ver despojado dela. Continue lendo »

Depósito da Fé: a Tradição Escrita e a Tradição Oral


Fonte: A Fé Cristã: Coletânea de Sentenças Patrísticas. Volume 2: Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Sabe-se, inquestionavelmente, que Jesus passou todo o seu ministério público ensinando as coisas de Deus Pai por viva voz, mediante a pregação oral, com exceção de uma única vez, quando escreveu, com o dedo, na terra (cf. Jo. 8,6); infelizmente, nessa oportunidade única, nenhum dos evangelistas documentou o que ele teria escrito no chão.

Igualmente, constata-se na Bíblia que Jesus jamais ordenou aos seus discípulos para que colocassem por escrito os seus ensinamentos, mas os convocou para que, assim como ele, pregassem o Evangelho a toda criatura (cf. Mc. 16,15), afirmando, ainda, que aqueles que ouvissem seus discípulos estariam ouvindo a Ele mesmo (cf. Lc. 10,16). Por isso, os primeiros escritos do Novo Testamento – as epístolas de São Paulo – começaram a surgir 20 anos após a ressurreição do Senhor (os primeiros evangelhos, no entanto, somente passaram a aparecer depois de 40 anos!). Percebe-se, assim, que os discípulos de Jesus obedeceram fielmente a sua ordem, primeiramente pregando e formando as primeiras comunidades, para só depois escrever e, mesmo assim, apenas quando necessário. Continue lendo »

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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