Bento XVI condena a gnose e o panteísmo


Fonte: Montfort

Na audiência geral de 3 de Dezembro de 2008, o Papa Bento XVI fez importante pronunciamento doutrinário ao tratar do pecado original e da Redenção de Cristo.

Inicialmente, comentando textos de São Paulo, o Papa mostrou como a tendência para o mal moral, patente em nossa natureza, coloca o problema do pecado e o do mal. O Papa salienta que o problema do pecado original – dogma da Fé católica — está ligado a outro dogma: o da Redenção de Cristo.
O pecado de Adão afetou profundamente a natureza humana, inclinando-nos ao erro e ao pecado.
Deus tudo fez bom. No Gênesis, se lê que a cada coisa que Deus criava, Deus afirmava que essa coisa era boa. E, no final da criação, Deus, vendo tudo o que havia feito, afirmou que tudo era muito bom, pois todas as criaturas eram bens ordenados entre si.
O mal enquanto ser, não existe. Se o mal existisse enquanto ser, enquanto coisa, esse mal teria sido feito por Deus, e Deus tudo fez bom.
Santo Agostinho, que durante certo tempo foi maniqueu, mostrou bem o absurdo do dualismo gnóstico maniqueu que afirmava existirem dois princípios eternos e iguais: o do bem e o do mal. Leia o resto deste post »

Latim e Devoção a Maria


O latim é tão importante que foi uma das 3 línguas em que foi escrita a causa da condenação de Jesus e colocada na sua cruz (Jo 19,20). Assim no Oriente o rito litúrgico continuou com o grego como língua oficial. No ocidente (Roma), o grego foi cedendo lugar ao Latim, até que no quarto século, a Igreja de Roma foi definitivamente latinizada (cf. A. G. Martimort ed; La Chiesa in preghiera, Collegeville, 1992, I, p. 161-165).

A Igreja fixou sua Sede em Roma, onde o Latim era a língua falada. Além disso como as línguas vivas as palavras mudam constantemente de significado, a Igreja elegeu o Latim como língua oficial, pois sendo língua-morta, não está sujeita às mudanças. E a Verdade conservada pela Igreja precisa permanecer inalterada através dos tempos.

Quanto ao culto a Maria:

Ora, o culto a Maria é bíblico. Nós repetimos na Ave-Maria as palavras do Arcanjo Gabriel. É só ler Lc 1, 26ss…

E a proclamamos bem-aventurada…(Lc 1, 45.48). E Isabel cheia do Espírito Santo a proclamou mãe de Deus: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?”(Lc 1,43). Sabemos que os judeus usavam o nome “Senhor”(Kyrios), para se referir a Deus, pois não pronunciavam por respeito o nome YAWEH.(Confira os tetos onde “Senhor”= Deus: Mt 1,20; 1,22; Lc 1,38; 1,45; 1,58; 2,22; 2,24; 2,39; 4,18…e centenas de outros. Leia o resto deste post »

TV e Aborto


Não é de hoje que as tão famosas Redes de Televisão tentam impregnar sua doutrina e pensamento anticristão, puramente espírita com tons de modernismo.

Elas são conhecidas por quererem praticar o seu santo “serviço social” que presta a nossa sociedade, levantando temas polêmicos e pondo em discussão para toda a nação. Até aí tudo bem, o problema é a forma tendenciosa e unilateral que esses temas são expostos, santificando uma parte (na grande maioria das vezes a parte errada) e pondo outra como vilã (na grande maioria das vezes a parte certa). Um de seus principais meios de difusão são as malditas novelas que são tão poderosas que até diminuir a taxa de natalidade de uma nação são capazes, e isto está academicamente comprovado.

Os métodos utilizados são desde os mais sucintos, inicialmente, para “dourar a pílula”, até os mais escandalosos, do tipo homem se beijando com homem. Mas então, onde entra o aborto nesta história? Ora, escrevo este breve artigo apenas para relatar o que vi de relance, quando a TV de minha casa sintonizava este canal, e minha mãe assistia a uma de suas novelas.

Em um determinado momento da trama, um personagem (de perfil sério e respeitoso) criticava ferozmente outra personagem (uma senhora que aparentava ser a vilã, e rica) por ter efetuado um aborto em seu passado. Ora, afirmaria o leitor, mas isto é louvável! Sim, a primeira vista, no entanto as palavras do senhor sério e “do bem” eram mais ou menos estas: “se você fosse uma adolescente nos seus quinze/dezesseis anos, ou ainda uma pessoa pobre e sem condições, etc. e tal, isto seria compreensível/aceitável, mas você sendo uma pessoa rica, cometer este ato, isto é um absurdo!” (não foram exatamente estas as palavras, mas foi este o contexto).

Ou seja, amado leitor, para ele o aborto justifica-se para uma jovem adolescente, ou ainda para uma senhora que não teria condições de sustentar o seu filho, e outros casos mais, exceto para uma mulher rica. É exatamente isto que o nosso Ministério da Saúde, do qual muitos católicos sustentam com os seus impostos (e pagam até cirurgias para que homossexuais mudem de sexo) usa como desculpa para legalizar o aborto: “que só as pobres é que morrem praticando aborto, pois as ricas vão às clínicas sofisticadas, por tanto o aborto é questão de saúde pública”. Esta desculpa por si só já prova a criminalidade do aborto que é praticada hoje a torto e a direito sendo ele ilegal, imaginem o que haverá então se o legalizaram. Fazer menino e matar depois vai virar esporte, como hoje é esporte mudar de sexo.

Mas, para não fugir do tema, note que um telespectador desavisado, como a grande maioria o é, vai inculcar este conceito facilmente. E é assim que temas como estes são venenosamente, em poucas doses, inseridas nas cabeças dos brasileiros.

A mídia brasileira hoje é dona de um poder quase que incomensurável e que está na mão de poucos, muito poucos, que o usam como bem entendem, manipulando as massas. Você sabe dizer quem está por trás de cada programa de TV? Quem e por que idealizam programas X, Y ou Z? Não! E nem eu. É exatamente por isso que devemos evitar ao máximo que nossos filhos tenham contato com esta máquina de manipulação em massa e desorientação e também de “burrificação” humana, não só nossos filhos como nós mesmos.

Que Deus tenha misericórdia dos meios de comunicação e que Nossa Senhora, a Imaculada Conceição que festejamos hoje, nos guarde em seu coração!

Moisés Gomes de Lima.

Jesus nasceu! Quando… No Natal ora…


Por Vittorio Messori
Tradução: pensaBEM.net
Fonte: Corriere della Sera, 9 de Julho de 2003

Devo corrigir um erro que cometi. Aconteceu que num momento de mau humor, desejei – precisamente num meu artigo – que a Igreja se decidisse a fazer uma alteração no calendário: que transferisse para o dia 15 de Agosto aquilo que celebra no dia 25 de Dezembro. Um Natal no deserto estivo – argumentava eu – libertar-nos-ia das insuportáveis iluminações, dos enjoativos trenós com renas e Pais Natais, e até da obrigação de mandar cartões de Boas Festas e prendas. De facto, quando todos estão fora, quando as cidades estão vazias, a quem – e para onde – mandar cartões de Boas Festas e embrulhos enfeitados de fitas e laçarotes? Não são os próprios Bispos que trovejam contra aquela espécie de orgia consumista a que se reduziram as nossas Festas de Natal? Então, “fintemos” os comerciantes: passemos tudo para o dia 15 de Agosto. A coisa – observava eu – não parece ser impossível: de facto, não foi a necessidade histórica, mas sim a Igreja a escolher o dia 25 de Dezembro para contrastar e substituir as festas pagãs nos dias do solstício de Inverno: colocar o nascimento do Cristo em lugar do renascimento do Sol Invictus. No início houve, portanto, uma decisão pastoral, mas esta pode ser mudada, consoante as necessidades.

Era uma provocação, obviamente, mas que se baseava naquilo que é (ou, melhor, que era) pacificamente aceite por todos os estudiosos: a colocação litúrgica do Natal é uma escolha arbitrária, sem ligação com a data do nascimento de Jesus, a qual ninguém estaria em condições de poder determinar. Ora bem, parece que os especialistas se enganaram mesmo; e eu, obviamente, com eles. Na realidade, hoje – graças também aos documentos de Qumran* – estamos em condições de poder estabelecê-lo com precisão: Jesus nasceu mesmo num dia 25 de Dezembro. Uma descoberta extraordinária a sério e que não pode ser alvo de suspeitas de fins apologéticos cristãos, dado que a devemos a um docente judeu, da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Procuremos compreender o mecanismo, que é complexo, mas fascinante. Se Jesus nasceu a 25 de Dezembro, a sua concepção virginal ocorreu, obviamente 9 meses antes. E, com efeito, os calendários cristãos colocam no dia 25 de Março a Anunciação do Anjo S. Gabriel a Maria. Mas sabemos pelo próprio Evangelho de S. Lucas que, precisamente seis meses antes, tinha sido concebido por Isabel, João, o precursor, que será chamado o Baptista. A Igreja Católica não tem uma festa litúrgica para esta concepção, mas a Igreja do Oriente celebra-a solenemente entre os dias 23 e 25 de Setembro; ou seja, seis meses antes da Anunciação a Maria. Uma lógica sucessão de datas, mas baseada em tradições não verificáveis, não em acontecimentos localizáveis no tempo. Assim acreditávamos todos nós, até há pouquíssimo tempo. Mas, na realidade, parece mesmo que não é assim.

De facto, é precisamente da concepção do Baptista que devemos partir. O Evangelho de S. Lucas abre-se com a história do velho casal, Zacarias e Isabel, já resignado à esterilidade – considerada uma das piores desgraças em Israel. Zacarias pertencia à casta sacerdotal e, um dia, em que estava de serviço no Templo de Jerusalém, teve a visão de Gabriel (o mesmo anjo que aparecerá seis meses mais tarde a Maria, em Nazaré), o qual lhe anunciou que, não obstante a idade avançada, ele e a mulher iriam ter um filho. Deviam dar-lhe o nome de João e ele seria grande «diante do Senhor».

Lucas teve o cuidado de precisar que Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e que quando teve a aparição «desempenhava as funções sacerdotais no turno da sua classe». Com efeito, no antigo Israel, os que pertenciam à casta sacerdotal estavam divididos em 24 classes, as quais, alternando-se segundo uma ordem fixa e imutável, deviam prestar o serviço litúrgico no Templo, por uma semana, duas vezes por ano. Já se sabia que a classe de Zacarias – a classe de Abias – era a oitava no elenco oficial. Mas quando é que ocorriam os seus turnos de serviço? Ninguém o sabia. Ora bem, o enigma foi desvendado pelo professor Shemarjahu Talmon, docente na Universidade Hebraica de Jerusalém, utilizando investigações desenvolvidas também por outros especialistas e trabalhando, sobretudo, com textos encontrados na Biblioteca essena de Qumran. O estudioso conseguiu precisar em que ordem cronológica se sucediam as 24 classes sacerdotais. A de Abias prestava serviço litúrgico no Templo duas vezes por ano, tal como as outras, e uma das vezes era na última semana de Setembro. Portanto, era verosímil a tradição dos cristãos orientais que coloca entre os dias 23 e 25 de Setembro o anúncio a Zacarias. Mas esta verosimilhança aproximou-se da certeza porque os estudiosos, estimulados pela descoberta do Professor Talmon, reconstruíram a “fileira” daquela tradição, chegando à conclusão que esta provinha directamente da Igreja primitiva, judaico-cristã, de Jerusalém. Esta memória das Igrejas do Oriente é tão firme quanto antiga, tal como se confirma em muitos outros casos.

Eis, portanto, como aquilo que parecia mítico assume, improvisamente, uma nova verosimilhança – Uma cadeia de acontecimentos que se estende ao longo de 15 meses: em Setembro o anúncio a Zacarias e no dia seguinte a concepção de João; seis meses depois, em Março, o anúncio a Maria; três meses depois, em Junho, o nascimento de João; seis meses depois, o nascimento de Jesus. Com este último acontecimento, chegamos precisamente ao dia 25 de Dezembro; dia que não foi, portanto, fixado ao acaso.

Sim, parece que festejar o Natal no dia 15 de Agosto é coisa não se pode mesmo propor. Corrijo, portanto, o meu erro, mas, mais que humilhado, sinto-me emocionado: depois de tantos séculos de investigação encarniçada, os Evangelhos não deixam realmente de nos reservar surpresas. Parecem detalhes aparentemente inúteis (o que é que importava se Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias ou não? Nenhum exegeta prestava atenção a isto) mas que mostram, de improviso, a sua razão de ser, o seu carácter de sinais duma verdade escondida mas precisa. Não obstante tudo, a aventura cristã continua.

Nota:

* Os manuscritos de Qumran foram descobertos em 1947, perto das margens do Mar Morto, na localidade de Qumran, localidade onde a seita hebraica dos Essénios tinha nos tempos de Jesus a sua sede principal. Os manuscritos foram encontrados em ânforas, provavelmente escondidos pelos monges da seita, quando tiveram de fugir dos romanos provavelmente entre 66 e 70 d. C. Aqueles pergaminhos deram-nos os textos de quase todos os livros da Bíblia copiados de dois a um século antes de Jesus e perfeitamente coincidentes com os que são usados hoje pelos hebreus e pelos cristãos(cfr. Hipóteses sobre Jesus, Porto, Edições Salesianas, 1987, p. 101)

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