Latim e Devoção a Maria


O latim é tão importante que foi uma das 3 línguas em que foi escrita a causa da condenação de Jesus e colocada na sua cruz (Jo 19,20). Assim no Oriente o rito litúrgico continuou com o grego como língua oficial. No ocidente (Roma), o grego foi cedendo lugar ao Latim, até que no quarto século, a Igreja de Roma foi definitivamente latinizada (cf. A. G. Martimort ed; La Chiesa in preghiera, Collegeville, 1992, I, p. 161-165).

A Igreja fixou sua Sede em Roma, onde o Latim era a língua falada. Além disso como as línguas vivas as palavras mudam constantemente de significado, a Igreja elegeu o Latim como língua oficial, pois sendo língua-morta, não está sujeita às mudanças. E a Verdade conservada pela Igreja precisa permanecer inalterada através dos tempos.

Quanto ao culto a Maria:

Ora, o culto a Maria é bíblico. Nós repetimos na Ave-Maria as palavras do Arcanjo Gabriel. É só ler Lc 1, 26ss…

E a proclamamos bem-aventurada…(Lc 1, 45.48). E Isabel cheia do Espírito Santo a proclamou mãe de Deus: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?”(Lc 1,43). Sabemos que os judeus usavam o nome “Senhor”(Kyrios), para se referir a Deus, pois não pronunciavam por respeito o nome YAWEH.(Confira os tetos onde “Senhor”= Deus: Mt 1,20; 1,22; Lc 1,38; 1,45; 1,58; 2,22; 2,24; 2,39; 4,18…e centenas de outros.

Os protestantes costumam citar grandes teólogos e santos católicos que não professavam a Imaculada Conceição. Ora, é preciso lembrar-lhes, que este assunto ainda estava “em aberto” (em discussão) no tempo deles. O Dogma da Imaculada Conceição só foi definido em 08.12.1854.
Ainda é preciso ressaltar que o texto mais importante sobre a imaculada conceição da Virgem Maria, Lc 1,28 teve sua tradução adulterada por Lutero: O termo kekaritomene, ou seja, “cheia de graça” – para um genérico “abençoada”. Com essa mudança em sua tradução alemã ele negou a Imaculada Conceição, ou seja, que Maria foi preservada do pecado original, como atesta esse título bíblico, confirmado pelo beato Papa Pio IX.

Concílio de Éfeso em 431 declarou-a “Theotokos”. mãe de Deus. Verdade que era crida desde os primórdios da Igreja.
Saiba como foi o Concílio de Éfeso.

Quando o heresiarca Ário divulgou o seu erro, negando a divindade da pessoa de Jesus Cristo, a Providência Divina fez aparecer o intrépido Santo Atanásio para confundi-lo, assim como fez surgir Santo Agostinho a suplantar o herege Pelágio, e S. Cirilo de Alexandria para refutar os erros de Nestório, que haviam semeado a perturbação e a indignação no Oriente.

Em 430, o Papa São Celestino I, num concílio de Roma, examinou a doutrina de Nestório que lhe fora apresentada por S. Cirílo e condenou-a como errônea, anti-católica, herética.

S. Cirilo formulou a condenação em doze proposições, chamadas os doze anátemas, em que resumia toda a doutrina católica a este respeito.

Pode-se resumi-las em três pontos:

1) Em Jesus Cristo, o Filho do homem não é pessoalmente distinto do Filho de Deus;

2) A Virgem Santíssima é verdadeiramente a Mãe de Deus, por ser a Mãe de Jesus Cristo,

que é Deus;

3) Em virtude da união hipostática, há comunicações de idiomas, isto é: denominações, propriedades e ações das duas naturezas em Jesus Cristo, que podem ser atribuídas à sua pessoa, de modo que se pode dizer: Deus morreu por nós, Deus salvou o mundo, Deus ressuscitou.

Para exterminar completamente o erro, e restringir a unidade de doutrina ao mundo, o Papa resolveu reunir o concílio de Éfeso (na Ásia Menor), em 431, convidando todos os bispos do mundo.

Perto de 200 bispos, vindos de todas as partes do orbe, reuniram-se em Éfeso. S. Cirilo presidiu a assembléia em nome do Papa. Nestório recusou comparecer perante os bispos reunidos.

Desde a primeira sessão a heresia foi condenada. Sobre um trono, no centro da assembléia, os bispos colocaram o santo Evangelho, para representar a assistência de Jesus Cristo, que prometera estar com a sua Igreja até a consumação dos séculos, espetáculo santo e imponente que desde então foi adotado em todos os concílios.

Os bispos cercando o Evangelho e o representante do Papa, pronunciaram unânime e simultaneamente a definição proclamando que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. Nestório deixou de ser, desde então, bispo de Constantinopla.

Quando a multidão ansiosa que rodeava a Igreja de Santa Maria Maior, onde se reunia o concílio, soube da definição que proclamava Maria “Mãe de Deus”, num imenso brado ecoou a exclamação: “Viva Maria, Mãe de Deus! Foi vencido o inimigo da Virgem! Viva a grande, a augusta, a gloriosa Mãe de Deus!”

Em memória desta solene definição, o concílio juntou à saudação angélica estas palavras simples e expressivas: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”.

Fonte: site Lepanto

Em 14.06.2007

Nilton Fontes

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