Fábio de Melo, fala de mel


Fonte: http://blog.veritatis.com.br/

por Maite Tosta

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(arte: Emerson H. Oliveira, sobre pintura de Caravaggio)

A entrevista de Fábio de Melo – o chamo assim, já que seu site o faz, omitindo o título “padre” – no programa do Jô Soares na sexta-feira (dia 22) tem criado polêmica na blogosfera católica, não sem motivo.

O motivo da controvérsia é o grande número de declarações contrárias à doutrina feitas pelo “padre pop”, bem como sua incompetência para defender a Igreja de acusações feitas pelo apresentador, embora não tenha sido pego de surpresa, uma vez que faz parte de suas exigências para entrevistas que todas as perguntas sejam aprovadas previamente por sua assessoria… Isso sem contar o terninho de grife, o relógio Diesel, as sombrancelhas feitas, a testa paralisada de botox… vaidade das vaidades, tudo é vaidade…

Mais lamentável, no entanto, do que o discurso açucarado e carregado de relativismo do showman eclesiástico são as justificativas que seus defensores usam para defendê-lo. Continue lendo »

São João da Cruz e Santa Tereza de Jesus nos ensinam


SÃO JOÃO DA CRUZ

Ora, importa saber que, não obstante poderem ser obras de Deus os efeitos extraordinários que se produzem nos sentidos corporais, é necessário que as almas não queiram admitir nem ter segurança neles; antes é preciso fugir inteiramente de tais coisas, sem querer examinar se são boas ou más. Porque quanto mais exteriores e corporais, menos certo é que são de Deus. Com efeito, é mais próprio de Deus comunicar-se ao espírito, e nisto há para a alma mais segurança e lucro, do que ao sentido, fonte de freqüentes erros e numerosos perigos. O sentido corporal, nessas circunstâncias, faz-se juiz e apreciador das graças espirituais julgando-as tais como sente. No entanto, há tanta diferença entre a sensibilidade e a razão como entre o corpo e a alma, e na realidade, o sentido corporal é tão ignorante das coisas espirituais como um jumento o é das coisas racionais, e mais ainda.” (JOÃO DA CRUZ. Subida ao Monte Carmelo. Livro II, capítulo XI, 2. Rio de Janeiro: Vozes, 1998, p. 217) Continue lendo »

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Protestante questiona culto à Maria e acusa a Igreja de assasina de inocentes


Comentário Protestante:

 Uma vez, quando Jesus estava falando, uma mulher na multidão proclamou: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste” (Lucas 11:27). Nunca houve melhor oportunidade para Jesus declarar que Maria era verdadeiramente digna de louvor e adoração. Mas qual foi a resposta de Jesus? “Antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). Para Jesus, a obediência à Palavra de Deus era MAIS IMPORTANTE do que ser a mulher que o pôs no mundo. Muitos já morreram por guerras religiosas, guerra que principalmente a Igreja Católica em sua caça as bruxas na santa inquisição matou muitos inocentes, então caros, nem Maria, José ou Sebastião… só Jesus morreu na cruz para nos salvar, maria meramente é nossa irmã em cristo e devemos respeito por isso, porém somente Jesus é o caminnho…

Resposta Olhar Católico: 

Prezado Marcelo, a paz de Jesus e o amor de Maria!

Meu caro, e quem mais guardou e ouviu a Palavra de Deus melhor do que a Mãe de Deus? Que outra criatura que já pisou esta Terra mais glorificou o Senhor, senão sua Mãe? Acaso você não lê a Bíblia? Estaria Nosso Senhor em contradição com a Escritura, pois no ventre de Sua Santa Mãe escutou Ela mesma dizer: “desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lc1, 48b)? E pouco antes o Espírito Santo na boca de Santa Izabel, sua prima: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lc1, 43) ou ainda “bem-aventurada és tu que creste” (Lc1, 45a)? Ou será que você arrancou este trecho de sua Bíblia como fez Lutero com os outros, inclusive com a epístola de São Tiago? Continue lendo »

Sobre a falsa acusação de idolatria


Gostaria de pedir licença para escrever o seguinte para os caríssimos irmãos separados que aqui chegam:

Sobre a falsa acusação de idolatria:

1º erro dos protestantes: não sabem fazer a distinção entre veneração e idolatria.

Venero MARIA, a Quem amo muitíssimo, muito mais que a mim mesmo! VENERO, porque do meu coração par MARIA, vem a maior forma de respeito e amor que e posso ceder a um ser humano, que é criatura, portanto. Ajoelhar-se diante de Sua imagem é igualemnte venerá-la, pois eu o faço por respeito e amor que lhe são corretamente tributados, uma vez que Aquela Criatura é a própria MÃE de DEUS! Sua imagem a representa, e DEUS mesmo se alegra e muito com toda a homenagem feita à Ela, mesmo que seja ajoelhar-se diante de Sua imagem.

Se vocês procurarem na história de José vendido pelos irmãos aos egípcios, verão que seus irmãos se prostraram diante dele quando ainda não sabiam quem ele era. Eles se prostraram como a um ídolo? Certamente que não. Se prostraram por respeito e não por adoração. Continue lendo »

Santos: Obras-Primas do Espírito Santo


SANTOS: OBRAS-PRIMAS DO ESPÍRITO SANTO

Autor: Prof. Daniel André

A Igreja é “a casa da santidade”
(João Paulo II, Acta Apostolicae Sedis, vol. XCIV, 3 de Maio de 2002, n. 5).

05beaunA sociedade atual despreza a santidade, ama o vício. É escrava das paixões, inimiga da santidade. A árvore má do protestantismo também rejeita os santos. Desdenha, pois sua árvore má não dá bons frutos, é estéril.

Sabemos que os católicos progressistas também perderam todo interesse pelos santos, e não raras vezes dão mostras de uma hostilidade cheia de ressentimentos para com eles, adoram os revolucionários. Os católicos de estatística do IBGE também não ligam para que é santo, tomam superstições por coisas santas, e só vão às festas dos santos para diversão. Nada de imitar as virtudes dos santos. Nada de santidade.

Na verdade, tais coisas são apenas mais um dos sintomas de decadência espiritual e de perda do senso do sobrenatural que se difundiu na sociedade contemporânea e atingiu os católicos.

Para muitos fiéis, incluindo parte considerável do clero, as atividades humanitárias e sociais exercem maior atração do que a santidade. Tornaram-se cegos à Luz de Cristo. Perderam o sentido cristão da existência. “Aquele que se preocupa mais com as prosperidades terrenas da humanidade que a sua santificação perdeu a visão Cristã do universo” disse Dietrich Von Hildebrand, e perderam mesmo. Não enxergam mais o mundo com olhos cristãos, vêem como pagãos. Esqueceram-se de que “qualquer santo glorifica mais a Deus do que todos os melhoramentos de bem-estar terrestres” (HILDEBRAND, Dietrich Von. Cavalo de Tróia na Cidade de Deus. Agir, p. 224). Continue lendo »

Até quando?


DESABAFO

 Por Rafael Vitola Brodbeck

Até quando teremos que aturar padres sem batina ou sem clergyman? Sacerdotes que, em vez de ostentar sua incorporação a Cristo pelo sacramento da Ordem, escondem-se do povo, disfarçando-se de leigos?

 

Até quando teremos que aturar Missas que em nada nos indicam seu caráter ontologicamente sacrifical? Palmas ritmadas acompanhando músicas de melodia, harmonia e ritmo absolutamente inadequados, com uma pobreza infantil nas letras? Manifestações desmedidas de alegria quase profana durante a atualização do Calvário? Padres que não vestem os paramentos corretos, sem casula, sem cíngulo, sem amito, substituindo-os por um simplório conjunto de túnica e estola? Clérigos, até Bispos, que desprezam o latim, o canto gregoriano, a polifonia sacra, o órgão, o incenso? Que identificam “Missa em latim” com o rito antigo? Que, ademais, têm como que um ódio mortal a esse rito antigo, e mesmo ao novo celebrado de acordo com as rubricas? Sacerdotes e fiéis que preferem as passageiras e profanas novidades às sadias tradições? Que rechaçam as normas que chegam de Roma, e desobedecem descaradamente, fazendo celebrar a Missa do jeito que querem?

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Para a RCC: Falar em línguas hoje – é de Deus?


Autor: Emerson de Oliveira
Fonte: http://www.veritatis.com.br/article/5517/falar-em-linguas-hoje-e-de-deus

“AS ESCRITURAS ensinam que o batismo do espírito, evidenciado pelo falar em línguas, é para a verdadeira igreja hoje”, afirma o ministro pentecostal Marvin A. Hicks.

“A doutrina básica do falar em línguas é antibíblica e errada”, contende o Dr. W. A. Criswell, da Primeira Igreja Batista de Dallas, EUA. Ele acrescenta: “Se essa for a fé cristã, então eu não sou cristão.”

Diante de tal controvérsia sobre a prática do falar em línguas, você talvez se pergunte: ‘O que dizem as Escrituras sobre o dom de línguas? Faz isto parte do cristianismo hoje?’ Para obtermos as respostas, será de proveito entender por que foi concedido o dom de línguas aos primitivos cristãos.

POR QUE FOI CONCEDIDO O DOM

Em primeiro lugar, o apóstolo Paulo explica em Hebreus 2.2-4 que os dons milagrosos, que incluiriam o dom de línguas, foram concedidos aos cristãos do primeiro século para confirmar que o favor de Deus havia-se transferido do antigo arranjo judaico de adoração para a recém-estabelecida Igreja cristã. A transferência do favor divino ficou bem firmada por volta da última parte do primeiro século, enquanto alguns dos apóstolos de Jesus Cristo ainda viviam.

Que o dom de línguas também serviu para outro propósito, pode-se ver nas palavras de Jesus aos seus discípulos, pouco antes de sua ascensão ao céu em 33. Ele disse: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (Atos 1:8) O pequeno grupo de discípulos não incluía pessoas que falavam as línguas de toda a parte da terra. Mas, em harmonia com a promessa de Jesus, cerca de 10 dias depois, no dia festivo de Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado sobre cerca de 120 de seus discípulos reunidos num quarto de andar superior, em Jerusalém. Qual foi o resultado? “Principiaram a falar em línguas diferentes”, e assim puderam começar a executar imediatamente a obra designada de dar testemunho. — Atos 2.1-4. Continue lendo »

Bento XVI apresenta São João Damasceno


Queridos irmãos e irmãs: 

Hoje quero falar de João Damasceno, um personagem de primeira categoria na história da teologia bizantina, um grande doutor na história da Igreja universal. É sobretudo uma testemunha ocular da passagem da cultura grega e siríaca, compartilhada na parte oriental do Império bizantino, à cultura do Islã, que ganhou espaço com suas conquistas militares no território reconhecido habitualmente como Médio ou Próximo Oriente. João, nascido em uma rica família cristã, ainda jovem assumiu o cargo – talvez ostentado também por seu pai – de responsável econômico do califado. Bem cedo, contudo, insatisfeito pela vida da corte, amadureceu a escolha monástica, entrando no mosteiro de São Sabas, perto de Jerusalém. Era por volta do ano 700. Não se afastando nunca do mosteiro, dedicou-se com todas as forças à ascese e à atividade literária, sem desdenhar uma certa atividade pastoral, da qual dão testemunho sobretudo suas numerosas Homilias. Sua memória litúrgica se celebra em 4 de dezembro. O Papa Leão XIII o proclamou Doutor da Igreja universal em 1850. 

Dele se recordam no Oriente sobretudo os três Discursos contra quem calunia as imagens santas,  que foram condenados, após sua morte, pelo Concílio iconoclasta de Hieria (754). Estes discursos, contudo, foram o principal motivo de sua reabilitação e canonização por parte dos Padres ortodoxos convocados no II Concílio de Niceia (787), sétimo ecumênico. Nestes textos é possível encontrar os primeiros intentos teológicos importantes de legitimação da veneração das imagens sagradas, unindo a estas o mistério da Encarnação do Filho de Deus no seio da Virgem Maria. Continue lendo »

Por acaso o Papa diz:"Repousem e orem em línguas que ninguém entente!"? Acho que não! Nunca disse e nem dirá! Nem Bento XVI e nem um outro Papa!


O ESPÍRITO SANTO JAMAIS PROVOCA A PERDA DA CONSCIÊNCIA

por Daniel André

 

   Espírito Santo

Caro católico, muito provavelmente você ouviu falar num tal de ‘repouso no espírito’, prática muito comum entre os pentecostais, e agora difundida em meios católicos por muitos adeptos da RCC. Sim, é aquela loucura em que a pessoa perde a consciência e cai no chão. Os adeptos dessa prática, contra toda tradição bíblica e apostólica, defendem com unhas e dentes sua legitimidade. Mas pode ser a perda da consciência sinal de ação do Espírito Santo? A tradição da Igreja diz que não. A perda da consciência jamais é provocada pelo Espírito Santo. Recorrendo aos padres gregos, ficaremos com o testemundo do mestre alexandrino, Orígenes. Mestre dos Padres gregos, Orígenes, ensinava que a inspiração divina jamais provoca a perda da consciência.  

“O Espírito dita às conciencias, mas Deus respeita o livre-arbítrio”. Orígenes combatia sempre a idéia de que sobreviesse ao extasiado uma perda da consciência, como acontecia comumente nos centros pagãos de consulta aos oráculos de sua época. A ‘divindade’ apoderava-se da Pitonisa pensavam os gregos.

Mas Orígenes, assim como os demais Padres da Igreja, viam na perda da conciencia uma prova da presença dos demônios, que se apossavam da alma para escravizá-la, pois, a presença do Espírito agudiza a consciência.

Orígenes expôe sua objeção aos oráculos gregos quando refere, a respeito da pitonisa, que ” profetizar até entrar em êxtase, numa atitude louca, sem que ela tenha de nenhuma maneira consciência dela mesma, não é obra do Espírito divino.” (Orígenes, Contra Celso, VII,3).

O demônio podia disfarçar-se em anjo de luz, donde o empenho do mestre alexandrino em que as consciências se mantivessem sempre claras e alertas e ‘exercitadas no discernimento do bem e do mal’ (Heb 5, 14), assim como no ‘discernimento dos espíritos’ (1Cor 12,10) para saber de quem lhes vinha a inspiração e sugestões.

Mas este discernimento não podia acontecer sem a ação do Espírito Santo, visto ser um carisma. Orígenes, comentando a inspiração profética, diz que “o toque daquele que chamamos Espírito Santo nas suas almas, tornava suas inteligências mais perspicaces e suas almas mais límpidas.” (Orígenes, Contra Celso, VII, 4)

Fontes:

MONTEIRO, Alina Torres. Os sentidos espirituais no comentário ao cântico dos cânticos de Orígenes, Universidade Católica Editora, Lisboa, 2004, p.348)
ORÍGENES, Contra Celso. ed. Paulus.

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