Protestante questiona culto à Maria e acusa a Igreja de assasina de inocentes


Comentário Protestante:

 Uma vez, quando Jesus estava falando, uma mulher na multidão proclamou: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste” (Lucas 11:27). Nunca houve melhor oportunidade para Jesus declarar que Maria era verdadeiramente digna de louvor e adoração. Mas qual foi a resposta de Jesus? “Antes bem aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam” (Lucas 11:28). Para Jesus, a obediência à Palavra de Deus era MAIS IMPORTANTE do que ser a mulher que o pôs no mundo. Muitos já morreram por guerras religiosas, guerra que principalmente a Igreja Católica em sua caça as bruxas na santa inquisição matou muitos inocentes, então caros, nem Maria, José ou Sebastião… só Jesus morreu na cruz para nos salvar, maria meramente é nossa irmã em cristo e devemos respeito por isso, porém somente Jesus é o caminnho…

Resposta Olhar Católico: 

Prezado Marcelo, a paz de Jesus e o amor de Maria!

Meu caro, e quem mais guardou e ouviu a Palavra de Deus melhor do que a Mãe de Deus? Que outra criatura que já pisou esta Terra mais glorificou o Senhor, senão sua Mãe? Acaso você não lê a Bíblia? Estaria Nosso Senhor em contradição com a Escritura, pois no ventre de Sua Santa Mãe escutou Ela mesma dizer: “desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lc1, 48b)? E pouco antes o Espírito Santo na boca de Santa Izabel, sua prima: “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lc1, 43) ou ainda “bem-aventurada és tu que creste” (Lc1, 45a)? Ou será que você arrancou este trecho de sua Bíblia como fez Lutero com os outros, inclusive com a epístola de São Tiago?

Você ainda acredita no seu professor de história, ou será estória, sobre esta malfadada “caça as bruxas”? Nunca se interessou em pesquisar algum historiador sério, ou você é daqueles que o que escuta sai espalhando por aí sem estar nem aí com a verdade ou não que há no que espalha? Se sim, você está num ótimo caminho para trabalhar na mídia brasileira, se não, conheça isto:

A inquisição podia haver causado um holocausto de bruxas nos países católicos do Mediterrâneo, mas a história demonstra algo muito diferente, a Inquisição foi aqui a salvação de milhares de pessoas acusadas de um crime impossível.” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 594. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003).

E ainda:

A documentação correspondente a Idade Moderna, ao contrário das fontes correspondentes ao medievo, é tão abundante, que nos permite com grande segurança calcular o número de bruxas queimadas pela inquisição. As cifras, por inesperadas, resultam assombrosas. Para Portugal é 4. Para Espanha, 59, para Itália, 36.” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 582. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003).

E pasme, para seu entristecimento (ou não se você amar a Verdade):

Sua exagerada suposição de que o santo Ofício, nesses dois séculos (XV-XVI), havia queimado a 30.000 bruxas, faz tempo que deixou de ser levado em consideração pela ciência.” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 576).

Se com o exposto por mim na própria Bíblia, você ainda julga Nossa Senhora, Sempre Virgem Maria, ser meramente nossa “irmã em cristo” e nada mais, e a Igreja uma “caçadora de bruxas e inocentes” você precisa realmente rever os seus conceitos e fontes históricas. Para e pense: “-será que estou certo?”. Diante do exposto a resposta é: NÃO!

Espero ter ajudado!

Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

Moisés Gomes de Lima

Cedro/CE, 13 de maio de 2009.

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4 Respostas to “Protestante questiona culto à Maria e acusa a Igreja de assasina de inocentes”

  1. Rogério Borges Says:

    Olá Moisés,
    Antes de escrever gostaria de saber se esse blog é somente para ficarmos nos campo das idéias ou podemos discutir as idéias levando em considerações o fatos e afirmações bíblicas?
    Se a resposta for positiva, quero infelizmente te dizer que você não conhece quase nada da Bíblia ou prefere ficar preso nas tradições da ICR.

    Para começar quero que você me explique Êxodo 20:4.

    Também gostaria comentasse o que você acha, baseado nas escrituras, é claro, o que Jesus disse a Maria em Mateus 12:48 e 50. Este texto quer dizer que Maria não estava fazendo a vontade de Jesus?

    Me explica essas questões, depois continuo o que realmente quero te dizer.

    Quem sabe assim você poderá elocumbrar um pouco mais sobre a verdade.

    Olhar Católico

    Prezado Rogério, a paz de Jesus e o amor de Maria, Mãe do meu Senhor (cf.Lc1, 43)!
    O Olhar Católico é um blog que visa à informação católica e defesa da Fé Católica, e tem como bases a Palavra de Deus, que se manifesta através da Sagrada Escritura e da Sagrada Tradição, sendo que a segunda nasceu da primeira.
    Farei questão de explicar pra você Ex20, 4 quando você me explicar Ex25, 18 e ainda Nm21, 8.
    Maria foi a única criatura na terra que fez perfeitamente a vontade de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc1, 38b).
    O que você quer dizer mesmo?
    A paz de Jesus e o amor de Maria!

  2. Diego Neves Says:

    Olá, a Paz do Senhor,

    Gostaria de agradecer a iniciativa de levar a Palavra de Deus a todos os que a necessitam, pois esse é o nosso mandamento que Jesus deixou após sua ressurreição. Agradeço pela oportunidade de todos os que visitam de poder tirar dúvidas e expor conteúdo, alem de suas respostas que podem ajudar a muitas pessoas necessitadas, e também deixando o conteúdo cada dia mais renovado.

    Porém, alguns trechos desse artigo não condizem com o que tenho aprendido e/ou visto com a Palavra do Senhor. Muitas coisas eu gostaria de saber sua opinião, e estou humildemente preparado para me desculpar de coisas que eu posso ter aprendido de maneira equivocada, desde que tenham base Bíblica. Que Deus nos abençoe nesta leitura:

    [n][i]OC – Que outra criatura que já pisou esta Terra mais glorificou o Senhor, senão sua Mãe? Acaso você não lê a Bíblia?[/i][/n]

    R: Mateus 11:11 – Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João, o Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.

    Maria fora nascida de mulher. Acaso Jesus quis dizer que João era o maior, mas apenas depois de Maria?

    [n][i]OC – Estaria Nosso Senhor em contradição com a Escritura, pois no ventre de Sua Santa Mãe escutou Ela mesma dizer: “desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lc1, 48b)? [/i][/n]

    R: Primeiro: Na canção da própria Maria, registrada em Lucas 1: 46-47 diz: a minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, MEU SALVADOR. [ênfase minha]

    Poderia alguém ser chamada de Santa (imaculada) e necessitar de um salvador?
    Salvador pra que então, se o próprio Jesus disse em Marcos 2: 17 que “Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos; eu não vim chamar justos, mas pecadores.”? Se ela diz que se alegra com o Salvador (Jesus Cristo), é porque (obviamente) nasceu em pecado, como todos nós nascemos e carecemos da glória de Deus. [Romanos 3:23]. Maria foi descendente de Adão, e, consequentemente herdou a semente do pecado, como todos os seres humanos.

    Segundo: Não há justo, nem sequer um. [Romanos 3:10]. Se realmente Maria não tivesse cometido pecado e fosse santa, deveria haver alguma exceção descrita após esta passagem. Porem, não há!

    “Vi também um anjo forte, clamando com grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de romper os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele” [Apocalipse 5:2-3]. Se realmente Maria fosse santa e imaculada, ela poderia ser encontrada no céu, olhar e abrir o Livro.

    Terceiro: Existem inúmeras passagens que mostram pessoas bem-aventuradas, mas não apenas porque fora chamada de bem-aventurada que isso seja algo digno de adoração/veneração, pois, de acordo com a Palavra de Deus, muitos servos de Deus (como Maria foi) também são bem-aventurados (I Reis 10:8 e II Crônicas 9:7; Jó 5:17, 29:11; Salmos 1:1, 2:12, 32:1, 32:2, 34:8, 40:4, 41:1, 65:4, 72:17, 84:4, 84:5, 84:12, 89:15-16, 94:12-13, 106:3, 112:1, 119:1, 119:2-3, 127:5, 128:1, 144:15, 146:5-6; Provérbios 3:18, 20:7, 29:18; Isaías 19:25, 30: 18, 32:20, 56:2; Daniel 12:12; Malaquias 3:12; Mateus 5:3-11, 11:6, 13:16, 16:17, 24:46; Lucas 6:20-22, 7:23, 10:23, 11:27-28, 12:37-38, 12:43, 14:13-14, 13:17; João 20:29; Romanos 4:6-8, 14:22; Tiago 1:12, Tiago 1:25, Tiago 5:11; I Pedro 3:14, 4:14; Apocalipse 1:3, 14:13, 16:15, 19:9, 20:6, 22:7, 22:14)

    ==

    Analisemos outras passagens a respeito:

    Passagem 1: as ultimas palavras de Maria, registradas em João 2:5. Maria, Jesus e seus discípulos foram convidados para um casamento e “de repente” acabou o vinho. Maria então passou a solução desse problema para Jesus e disse aos serventes: “Fazei tudo o que Ele vos disser”.

    Nessa passagem, ela estava dizendo a eles: “Façam somente o que Jesus mandar”.

    Passagem 2:
    [
    Vejamos o que disse Jesus em João 19:25-27, momentos antes de render seu espírito na cruz do Calvário: “E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe e junto a ela o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí o teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe. Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa”. Podemos perceber claramente que, como um filho expressando o seu cuidado com a mãe, ele a confiou a João, seu discípulo tão querido, que era jovem e poderia cuidar com zelo e carinho de sua mãe. Ele queria também que a tratasse como se fosse sua mãe. Não apenas João tratou de outra mulher como mãe, tanto que o apóstolo Paulo faz referências a algumas mulheres que cuidaram dele como se fosse um filho e ele as considerava como mães.

    Além do Evangelho de João, escrito na cidade de Éfeso, João também escreveu 3 cartas e o livro de Apocalipse. É interessante observarmos que, nos escritos de João, não há uma única referência a Maria, embora Jesus tenha lhe dado a incumbência de cuidar dela.

    Texto retirado de Maria, Mãe de Jesus – Valadão, Márcio e adaptado apenas de acordo com a Bíblia Sagrada J. F. Almeida]
    ]

    Passagem 3: Em Mateus 12:46-50 diz:
    “46 Enquanto ele ainda falava às multidões, estavam do lado de fora sua mãe e seus irmãos, procurando falar-lhe. 47 Disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo. 48 Ele, porém, respondeu ao que lhe falava: Quem é minha mãe? e quem são meus irmãos? 49 E, estendendo a mão para os seus discípulos disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. 50 Pois qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.”

    Nessa passagem, Jesus não desprezou de maneira alguma sua família, porém o seu amor era o amor ágape, de Deus. Ele não era limitado a seus parentes. Seu amor se estendia a todos os seus discípulos e a todos que fazem a vontade do Pai, porque Jesus haveria de morrer por toda a humanidade, inclusive pelos que contituíam a sua família terrena.

    ==

    [n][i]OC – Se com o exposto por mim na própria Bíblia, você ainda julga Nossa Senhora, Sempre Virgem Maria, ser meramente nossa “irmã em cristo” e nada mais”[/i][/n]

    R: Vejamos:

    “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, ela se achou ter concebido do Espírito Santo. E como José, seu esposo, era justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo; (…) E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher; e não a conheceu ENQUANTO ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de JESUS.” [Mateus 1:18-20, 24-25, ênfase adicionada por mim]. Podemos perceber que ENQUANTO ela não deu à luz a um filho, sendo ela ainda virgem, ela não coabitou com José, mas que após isso ele pode coabitar com ela. Coabitar (relação sexual) dentro do casamento não é pecado, muito pelo contrário: “Honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula;” [Hebreus 13:4].

    Jesus foi o primogênito de Maria, e não unigênito. Unigênito ele foi apenas do Pai. Podemos perceber esse fato na volta de Jesus a Nazaré (cidade pequena) após o seu ministério, registrada em Marcos 6:3 – “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? e não estão aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se dele”. Membros da ICR afirmam que eles não eram filhos de Maria, e sim de José que era viúvo e tinha filhos. Esses filhos, então, eram primos. Espero que você não tenha também essa convicção, pois a Bíblia não precisa usar qualquer subterfúgio. Se fossem primos, estaria escrito primos. Se fossem filhos de José, estaria escrito “Filhos de José”.

    O salmo messiânico 69:8 diz sobre Jesus: “Tornei-me como um estranho para os meus irmãos, e um desconhecido para os filhos de minha mãe.”. Claramente percebemos que ela esteve virgem apenas até o nascimento de Jesus, tendo outros filhos e passando a não ser mais virgem. Isso não afeta de maneira alguma a imagem de Maria, nem o fato de ela ser usada por Deus para trazer o Salvador ao mundo, muito pelo contrário. Isso mostra a atualidade que as mulheres também podem ser usadas por Deus e serem bem-aventuradas.

    ==

    Outros Fatos:

    Maria era a mãe de Jesus, porém, não temos nenhum registro Bíblico de que Jesus a chamasse de mãe. Também não encontramos nenhum registro que nos oriente a orar à Maria. Nem também afirmando que ela é uma co-redentora, nem sugerindo que ela também conduz ao caminho da salvação.
    Se por um acaso você encontrar alguma passagem que realmente mostre isso, humildemente peço perdão pela minha ignorância e peço que me encaminhe tal passagem. Não há também nenhum registro histórico sobre os quatro primeiros séculos do cristianismo que houvesse algum culto, ou algo referente a Maria, até que Constantino tentou “cristianizar” o Império Romano.

    Outro fato referente a acusação de idolatria pode ser esclarecido de acordo com o Salmo 115:4-8, que diz: “Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem. Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram; têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. Semelhantes a eles sejam os que fazem, e todos os que neles confiam”.

    Diante das inúmeras imagens de “Nossa Senhora” que encontramos em todos os lugares, podemos perceber que isso é abominável aos olhos do Senhor. Diante dessa possível acusação, a ICR diz que é apenas uma lembrança do que se encontra no céu. Como poderemos realizar tal ação contra o Senhor?
    Veja:
    Êxodo 20:3-6 – “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos”. Obs: lembrando também que em quase todos os dicionários, quando procuramos a palavra “culto” encontramos a expressão “veneração ou adoração a uma pessoa ou coisa”. Ou seja, são sinonimos.

    Como podem fazer súplicas a um “deus” que não pode nem salvar, nem sequer ouvir, visto que Maria já morreu há quase 2000 anos e não tem mais qualquer ligação com a humanidade? Como pode também serem feitas milhões de súplicas simultâneas e Maria ouví-las, visto que apenas Deus tem os atributos de onisciência e onipresença?

    Em momento algum a Bíblia diz que alguém além de Deus pode ouvir súplicas ou oração, muito pelo contrário como se diz em Isaías 45:20 “nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar.”

    ==

    A questão da mãe de Deus

    No ano de 431, na cidade de Éfeso, fora realizado o concílio em que Maria foi declarada mãe de Deus. Em João 8:58 Jesus disse “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.”. Ou seja, Jesus não passou a existir quando Ele foi gerado no ventre de Maria. Apesar de ser assim declarada mãe de Deus, ela não é a mãe de Deus porque Deus sempre existiu, visto que Deus é o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o PRINCÍPIO e o FIM [Apocalipse 22:13]. Também no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez (inclusive Maria) [João 1:1] – ênfases adicionadas por mim. Se realmente Maria fosse a mãe de Deus, os irmãos de Jesus [Mateus 12:47] seriam filhos de Deus também, tratando-se de genealogia direta, e não espiritual. Os primos seriam primos de Deus. Isabel seria tia de Deus também? E José? Padrasto de Deus? Óbvio que tratam-se de inquestionáveis absurdos.

    Em toda a Biblia, sempre encontramos “Maria, mãe de Jesus” e não “Maria, mãe de Deus”. Isso é impossível, pois, como dito acima, Deus não tem princípio nem fim, pois Ele é Eterno, Ele é o Princípio e o Fim. Essas passagens que falam sobre mãe de Jesus obviamente é de Jesus Homem, e não de Deus, visto que “ELE se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai” [João 1:14]. Também vimos que: “Tende em vós aquele sentimento que houve também em CRISTO JESUS, O QUAL, SUBSISTINDO EM FORMA DE DEUS,
    NÃO CONSIDEROU O SER IGUAL A DEUS COISA A QUE SE DEVIA AFERRAR, MAS ESVAZIOU-SE A SI MESMO, TOMANDO A FORMA DE SERVO, TORNANDO-SE SEMELHANTE AOS HOMENS; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.” [Filipenses 2:5-8, ênfase adicionada por mim].

    Nem mesmo Maria se declarou em algum momento ser a mãe de Deus, muito pelo contrário. Dotada de muitas virtudes e sabendo que mesmo sendo virgem daria luz ao Salvador, de acordo com a Palavra de Deus, se rebaixou e colocou-se na condição de serva: “Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.” [Lucas 1:38].

    ==

    É estranho na Bíblia não conter algumas passagens para exemplificar também as atribuições dadas erroneamente a Maria. Graças a Deus que a ICR não inventou estas coisas como fazem os “estemunhos de Jeová”. Então, vejamos alguns exemplos [absurdos, obviamente]:

    “Jesus disse: eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim e por Maria;”

    “Crê no Senhor Jesus e na Sua Santíssima Virgem Imaculada Mãe, e será salvo tu e tua casa.”

    “Eu e Maria somos a porta; se alguém entrar a casa; o filho fica entrará e sairá, e achará pastagens”

    “Eu e Maria somos as vozez do que clama no deserto”

    “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim e na minha mãe, Maria, jamais terá sede.

    “Eu sou a luz do mundo; quem me segue e segue a Maria de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida.”

    “Disse-lhes ele: Vós sois de baixo, eu e Maria somos de cima; vós sois deste mundo, eu e Maria não somos deste mundo”.

    Obs: haveriam mais alguns exemplos TOTAL, EXPRESSO e CLARAMENTE ABSURDOS como os acima, porém aqui cesso a exemplificação;

    ==

    Conclusão:

    após mostra-lhe este texto, gostaria que me alertasse de possiveis erros, mas que também tenhas o bom senso e a humildade de admitir falhas e erros, que são coisas do ser humano. Também deixou uma oração a Maria, que é de origem católica, para que veja e analise se realmente ela está de acordo com a Palavra de Deus:

    “Salve, Rainha,
    Mãe misericordiosa,
    vida, doçura e esperança nossa, salve!
    A vós brandamos os degregados filhos de Eva.
    A vós suspiramos, gemendo e chorando
    neste vale de lágrimas.
    Eias pois, advogada nossa,
    esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
    e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
    bendito fruto de vosso ventre,
    ó clemente,
    ó piedosa,
    ó doce sempre Virgem Maria.
    Rogais por nós Santa Mãe de Deus.
    Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
    Amém.”

    Que a graça e a Paz do Senhor Jesus estejam contigo e com todos os que aqui visitam !!!

    Olhar Católico:

    Prezado Diego, a paz de Jesus e o amor de Maria, Mãe do meu Senhor (cf.Lc1, 43)!
    Agradeço pelos seus iniciais elogios e suas predisposição de rever sua opinião acerca dos seus conhecimentos. De antemão, gostaria de adiantar que o que expresso, ou pelo menos tento expressar, não é a minha opinião senão a Doutrina da Igreja.

    1-João Batista é maior do que Maria?
    Apesar da frase de Jesus Cristo, devemos considerar que a mesma encerra uma regra que comporta exceções. Afinal, se a regra em questão fosse absoluta, teríamos que concluir que João Batista era maior que o próprio Jesus, visto que Ele mesmo nasceu de uma mulher.
    Assim, se a regra comporta uma exceção, ela pode comportar duas. E Maria, com certeza, é a segunda exceção à regra, pois a própria Bíblia nos indica, com clareza mediana, a superioridade dela sobre João Batista. Vejamos: “Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.” (Lc 1, 39-41)
    Portanto, Maria é tão superior a João Batista que bastou uma saudação daquela que este, ainda no ventre de sua mãe, estremecesse de alegria. Ela é tão superior a João Batista quanto superior ao mistério dele é o mistério daquela que carregou, em seu seio, o Criador dos céus e da terra. João Batista não era digno de desamarrar as sandálias de Jesus, mas Maria foi digna o suficiente inclusive para concebê-lO, cuidar do mesmo ao nascer, amamentá-lo, vesti-lo, educá-lo, etc..(SEMEDO, Alexandre. Apostolado Veritatis Splendor: JOÃO BATISTA É MAIOR DO QUE MARIA?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/2808. Desde 31/05/2004.)
    2-Salvação de Maria.
    “A Virgem Maria alegra-se em Deus, por considerar o grande prodígio pelo Criador operado ao preservá-la do pecado, ao salvá-la por antecipação já no exato instante em que foi concebida por São Joaquim e Sant´Ana, em atenção à graça conquistada por Cristo na Cruz, mediante Seu sacrifício expiatório. Sim, Jesus é o Salvador de Nossa Senhora, pois foram Seus méritos, os mesmos que nos salvam estando nós vivendo no pecado, que a salvaram, impedindo-a de ser tocada pela mancha original. Para Deus não há limitação temporal que O impeça de agir no passado pela previsão de fatos futuros: logo a morte de Cristo, ocorrida historicamente anos mais tarde, foi ocasião de salvação não só para os que viveram depois dela, para os pósteros de Jesus, senão também para Sua Santíssima Mãe, redimida no tempo pretérito em relação àquela obra sacrifical no Calvário.” (BRODBECK, Rafael Vitola. Apostolado Veritatis Splendor: SIM, NOSSA SENHORA TAMBÉM FOI SALVA PELA GRAÇA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/3921. Desde 14/08/2006). Ou seja, a Sempre Virgem Maria foi sim salva pelo Senhor, antes mesmo de ser manchada pelo Pecado Original. Para melhor entender texto extraído e exposto acima cito o seguinte exemplo em duas situações: na primeira vínhamos você e eu em uma rua e nela havia um buraco que nele caímos, então Nosso Senhor veio e nos resgatou deste buraco e fomos salvo dele; na segunda situação vinha a Sempre Virgem Maria andando pela mesma a rua prestes a cair no mesmo buraco, mas antes que Ela caísse o Nosso Senhor impediu que isto acontecesse e da mesma forma Ela se livrou daquele buraco, foi salva do buraco, como nós fomos, só que de maneiras diferentes.
    3-Não há um justo, nem se quer um! Será?
    Utilizando a sua interpretação de Rm3, 10 chegaríamos então à conclusão de que nem o Próprio Nosso Senhor Jesus Cristo foi justo, pois como você mesmo diz “deveria haver alguma exceção descrita após esta passagem”. Mas isto já é um bom sinal, você reconhece que pode haver exceções, e realmente há, onde o Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Santíssima Mãe o são, como exposto acima sobre S. João Batista e Nossa Mãe.
    4-Adoração/veneração à Maria e sua bem-aventurança.
    Não adoramos à Maria, adoramos somente a Deus. Esta acusação protestante ao catolicismo é como se estivessem querendo compra tijolos em uma padaria! No entanto, reconhecemos e cultuamos à Maria e aos Santos, a Esta pelo culto de Hiperdulia e a estes pelo culto de Dulia, ambos distintos do culto devido a Deus, Latria.
    Maria é bem-aventurada sim, e somente Ela é Gratia Plena (Cf. Lc1, 28), Cheia, completamente, plenamente, preenchida da Graça de Deus, e ninguém mais recebeu tamanho favor divino.
    5-Análise das passagens expostas:
    Jo2, 5: é o que procuramos fazer: o que Jesus manda, por intercessão de Nossa Senhora, no casamento de Cana, onde por meio dela a Manifestação de Nosso Senhor foi antecipada.
    Jo19, 25-27: Jesus entrega do Alto da Cruz sua Mãe ao Discípulo que Ele Ama. Estaria Nosso Senhor preocupado com dificuldades materiais de sua Santa Genitora, tendo Ele conhecimento do que viria após a consumação da sua obra? Faltaria alguém pra cuidar de sua Mãe? Não, claro que não. Nosso Senhor Jesus Cristo entregava à sua Mãe a humanidade, a Igreja, que seria fundada ao traspassar de seu Santo Coração pela ignominiosa lança do soldado romano.
    Mt12, 46-50: Repito que criatura nesta Terra fez mais a vontade de Deus do que Aquela que disse: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.”? Em nem um momento foi afirmado que o amor de Jesus restringia-se somente a Sua Mãe, primos, etc.
    6-Irmãos de Jesus:
    Desde o início do cristianismo Nossa Senhora era cultuada como “Áiepartenon”, isto é, a “sempre Virgem”.
    Os irmãos de Jesus, como fica claro pelo próprio texto bíblico, eram filhos de Alfeu e sua esposa, e não de José e Maria.
    Em diversos lugares o Evangelho fala desses ‘irmãos’. Assim, S. Marcos e S. Lucas referem que ‘estando Jesus a falar, disse-lhe alguém: eis que estão lá fora tua mãe e teus irmãos que querem ver-te” (Mt 12, 46-47; Mc 3, 31-32; Lc 8, 19-20).
    S. João, por sua vez, fala de tais ‘irmãos’ (Jo 7, 1-10).
    A bela objeção apenas mostra uma ignorância da própria Bíblia que os protestantes dizem conhecer…
    As línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzam o nosso ‘primo’ ou ‘prima’, e serve-se da palavra ‘irmão’ ou ‘irmã’.
    A palavra hebraica ‘ha’, e a aramaica ‘aha’, são empregadas para designar ‘irmãos’ ou ‘irmãs’ dos mesmo pai, não da mesma mãe (Gn 37, 16; 42, 15; 43, 5; 12, 8-14; 39, 15), sobrinhos, primos irmãos (1 Par 23, 21), e primos segundos (Lv 10, 4) – e até ‘parentes’ em geral (Job 19, 13-14; 42, 11).
    Os trechos acima demonstram, inequivocamente, que a palavra ‘irmão’ era uma expressão genérica, geral.
    Há muitos exemplos na Sagrada Escritura. Lê-se no Gêneses que ‘Taré era pai de Abraão e de Harão, e que Harão gerou a Lot (Gn 11, 27), que, por conseguinte, vinha a ser sobrinho de Abraão. Contudo, no mesmo Gênesis, mais adiante, chama a Lot ‘irmão de Abraão’ (Gn 13, 3). ‘Disse Abraão a Lot: nós somos irmãos” (Gn 14, 14)
    Jacó se declara irmão de Labão, quando, na verdade, era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29, 12-15).
    No Novo Testamento, fica claríssimo que os ‘irmãos de Jesus’ não eram filhos de Nossa Senhora.
    Os supostos ‘irmãos de Jesus’ são indicados por S. Marcos: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão e não estão aqui conosco suas irmãs?”
    Tiago e Judas, conforme afirma S. Lucas, eram filhos de Alfeu e Cleófas: ‘Chamou Tiago, filho de Alfeu… e Judas, irmão de Tiago” (Lc 6, 15-16). E ainda: “Chamou Judas, irmão de Tiago” ( Lc 6, 16)
    Quanto a ‘José’, S. Mateus diz que é irmão de Tiago: “Entre os quais estava… Maria, mãe de Tiago e de José” (Mt 27, 56).
    Em S. Mateus se lê: “Estavam ali (no calvário), a observar de longe…., Maria Mágdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu”. Essa Maria, mãe de Tiago e José, não é a esposa de S. José, mas de Cleofas, conforme S. João (19, 25). Era também a irmã de Nossa Senhora, como se lê em S. João (19, 25): “Estavam junto à Cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria (esposa) de Cleofas, e Maria de Mágadala”.
    Simão, irmão dos três outros, ‘Tiago, José e Judas’ são verdadeiramente irmãos entre si, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Alfeu ou Cleophas é o pai deles.
    Da mesma forma, se Nossa Senhora tivesse outros filhos, ela não teria ficado aos cuidados de S. João Evangelista, que não era da família, mas com seu filho mais velho, segundo ordenava a Lei de Moisés.
    Eis um dilema sem saída para os protestantes, pois os ‘irmãos de Jesus’ são filhos de Maria Cléofas e Alfeu.
    Também decorre uma pergunta: Por que nunca os evangelhos chamam os ‘irmãos de Jesus’ de ‘filhos de Maria’ ou de ‘José’, como fazem em relação à Nosso Senhor? E por que, durante toda a vida da Sagrada Família, apenas contam-se três membros: Jesus, Maria e José?
    Portanto, a própria Sagrada Escritura demonstra que os supostos ‘irmãos’ de Jesus são seus primos e não seus irmãos carnais. (Todos os parágrafos acima deste item foram retirados de: VIOTTI, Frederico – Irmãos de Jesus, Intercessão dos Santos, Batismo de Adultos; online no dia 18/05/2009 as 15:03, em http://www.lepanto.com.br/dados/DPVirgindadeNsaSenhoraBatismo.html );
    7- Virgindade de Maria:
    Nossa Senhora permaneceu Virgem durante sua vida terrena
    Segundo a Tradição, Santa Maria havia feito um voto de castidade perpétua e assim o manteve, mesmo vivendo com S. José, como fica clara pela própria afirmação dela: “Eu não conheço varão”, quando já estava desposada de S. José.
    São Marcos, na mesma linha, chama Jesus “O filho de Maria” – “uiós Marias” (Mc 6,3), e não um dos filhos de Maria, querendo mostrar que ele era o seu filho único.
    Os protestantes se utilizam da expressão “antes de coabitarem” para demonstrar que Santa Maria teve relações sexuais com São José. Vamos ao trecho em questão: “Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo” (Mt 1,18). Ora “antes de coabitarem” significa apenas “antes de morarem juntos na mesma casa”. Isso aconteceu quando “José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa.” (Mt 1,24).
    Nossos irmãos separados cometem outro engano acerca da expressão “filho primogênito”, para continuar negando a Virgindade perpétua de Nossa Santa Mãe. Esta expressão é usada por São Lucas: “Maria deu à Luz o seu filho primogênito” (Lc 2,7). “Filho primogênito” significa somente “primeiro filho”, podendo ele ser filho único ou não.
    A Lei de Moisés exige que todo primogênito seja consagrado a Deus, quer seja filho único ou não. É como observamos em: “Consagrar-me-ás todo o primogênito entre os israelitas, tanto homem como animal: ele é meu” (Ex. 13,2). Ainda no livro do Êxodo observamos: “Todo o primogênito na terra do Egito morrerá” (Ex. 11,5). E assim aconteceu: “Não havia casa em que não houvesse um morto” (Ex. 11,30). Como em todos os países, deveria haver casais de um só filho; como por exemplo, todos os que haviam se casado nos últimos anos.
    Em outro trecho da Bíblia, o Senhor ordena: “contar todos os primogênitos masculinos dos filhos de Israel, da idade de um mês para cima” (Num 3,40). Se há primogênito de um mês de idade, como é que se pode exigir que, para haver primeiro, haja um segundo?
    O segundo texto bíblico preferido dos protestantes é este: “José não conheceu Maria [não teve relações com ela] até que ela desse à luz um filho.” (Mt 1,25). Estaríamos certos em pensar que José “conheceu” Maria após ela “ter dado à luz um filho.”; se o sentido bíblico da palavra “até” não fizesse referência apenas ao passado. Isto quer dizer que é errado pensar que depois daquele “até”, José deveria “conhecer” Maria.
    Observe os exemplos: “Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte” (II Sam 6,23). Será que após a sua morte Micol gerou filhos? Falando Deus a Jacó do alto da escada que este vira em sonhos, disse-lhe: “Não te abandonarei, enquanto [até] não se cumprir tudo o que disse.” (Gen 28,15). Será que Deus está dizendo a Jacó que o abandonaria depois? E ainda Nosso Senhor depois de haver ressuscitado parece a seus discípulos e diz: “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (Mt 28,20).
    Estes exemplos deixam claro que a palavra “até” no texto de Mt 1,25 é um reforço do milagre operado, a saber, a encarnação do Verbo por obra do Espírito Santo, e não por obra de homem [São José].
    Outra forma dos protestantes negarem a virgindade perpétua de Nossa Mãe é alegando que a Bíblia mostra que ela teve outros filhos, além de Jesus (…) [mas isto já foi exposto acima] (LIMA, Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: MARIA, SEMPRE VIRGEM. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/3876. Desde 26/06/2006.).
    8-Texto antigo sobre Maria
    Os protestantes que são tipicamente críticos do Catolicismo representam a devoção a Maria como uma invenção moderna. Porém, já apareceu muito cedo na história de Igreja. Eu darei alguns exemplos para demonstrar isto.

    Há uma escritura primitiva chamada de Protoevangelho de Tiago, que foi escrita cerca de 150 d.C. e tem como subtítulo O Nascimento de Maria, Santa Mãe de Deus, e a Gloriosa Mãe de Jesus Cristo. Conta a história de Maria, que foi dedicada por seus pais para o serviço vitalício como uma virgem no templo:

    Eu a trarei [a criança Maria] como um presente para o Senhor meu Deus; e ela O servirá nas coisas santas todos os dias de sua vida. (Para 4)

    Até mesmo a própria Bíblia contém uma passagem que dá o tom para a devoção católica para Maria.
    Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz. Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono. (Ap. 12.1,2,5)

    O significado literal claramente se refere à Maria e fala dela em condições exaltadas.
    (…)
    As doutrinas católicas de Maria são firmemente integradas com outras doutrinas chaves, porém, elas não são centrais à mensagem do Evangelho da salvação. Mesmo assim, isto não significa que elas são sem importância, pois elas aumentam grandemente a vida devota e espiritual dos católicos.
    Muitos protestantes fundamentalistas pensam que a unidade com católicos só é possível se os católicos deixarem as doutrinas de Maria, mas para os católicos isso é impossível. Seria como pedir aos fundamentalistas que deixassem suas doutrinas sobre o milênio.
    É irônico que a primeira geração de reformadores tinha uma devoção à Maria e que isto não foi uma de suas objeções ao Catolicismo. Mas as gerações posteriores acrescentaram as doutrinas de Maria a sua lista de diferenças com o Catolicismo.
    O significado primário das doutrinas sobre Maria na guerra católico-protestante é que os protestantes que são críticos do Catolicismo não compreendem bem o escopo. Como eu demonstrei em outro artigo há amplo apoio bíblico para elas e, então, é errado declarar que qualquer um que as aceita é um herege. Os ofensores deveriam deixar de usar isto para gerar divisão desnecessária dentro do corpo de Cristo.
    (Fonte: SHEPARD, John. Apostolado Veritatis Splendor: DOUTRINAS MARIANAS – I. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5494. Desde 25/02/2009).
    9-Sobre Constantino e a Igreja Católica
    No início século quarto, o cristianismo já estava espalhado por quase todo o mundo, penetrando até na classe nobre e era muito perseguido pelos imperadores que tentavam a todo custo, com o poder das armas destruir o poder da fé, mas não conseguiam.
    Após a morte do imperador Galério o poder ficou dividido entre Maxênico que se intitulou imperador; e Constantino, aclamado como imperador pelos soldados. Os dois ambicionavam pelo poder absoluto, tal luta se encerrou no dia 28 de outubro de 312, com a vitória de Constantino junto à Ponte Mílvia. Ocorre que Constantino viu no céu uma cruz com a inscrição “In hoc signo vinces” – “Com este sinal vencerás” – este foi um marco para sua conversão, que não se deu de uma hora para outra, foi batizado somente em 337, no fim de sua vida.
    Em 313 deu liberdade de culto aos cristãos com o chamado Edito de Milão : “Havemos por bem anular por completo todas as retrições contidas em decretos anteriores, acerca dos cristãos – restrições odiosas e indignas de nossa clemência – e de dar total liberdade aos que quiserem praticar a religião cristã”. Era Papa Melcíades, que se tornou São Melcíades, o 32º Papa, tendo Pedro como o 1º. Assim não há que se falar que Constantino é o fundador da Igreja de Cristo, ele apenas deu liberdade aos cristãos, acabando com dois séculos e meio de perseguição e martírio. (A IGREJA CATÓLICA FOI FUNDADA POR CONSTANTINO? Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/41. Desde 22/10/2002).
    10-Sobre a confecção de imagens
    Ora, você cita o salmo 115 como uma proibição à confecção de imagens. Então por que Deus mandou que se fizessem imagens? E a serpente de bronze? Estaria Deus em contradição ao mandar olhar uma serpente de bronze para se obter uma cura? Não, claro que não. Estaria Deus em contradição ao mandar fazer querubins para por na Arca da Aliança? Não, claro que não. Pois bem, assim como havia imagens na Arca da Aliança, no templo de Salomão, a serpente de bronze, etc. assim também temos a imagem da Bem-Aventurada Mãe de Deus e dos seguidores de Cristo. Não adoramos imagens. Sobre a serpente de bronze podemos ainda afirmar:
    1) Que Moisés fizera de fato uma serpente de bronze;
    2) que essa serpente fora conservada pelos judeus durante longo tempo;
    3) que eles acabaram por adorá-la ou a prestar-lhe culto indevido;
    4) que por isso, Ezequias a quebrou.
    Teria agido mal Moisés ao fazer a serpente de bronze? É claro que não, pois foi o próprio Deus quem ordenou fazê-la e olhar para ela para que os judeus se curassem.
    Erraram os judeus conservando-a? É evidente que não, porque mostravam gratidão e obediência a Deus. E entre os que conservaram estavam Moisés, Josué, os Juízes, Davi, Salomão. Será que todos eles estavam errados?(…) Por que, durante tantos séculos, Deus e seus enviados permitiram que se guardasse a serpente de bronze?
    É evidente que permitiram porque ela não era adorada. Quando a transformaram abusivamente em ídolo, Ezequias a destruiu. Mas fique sabendo, (…), que abusus non tolit usum. E não pense que isso é lei da Igreja: é um princípio jurídico do Direito Romano. O abuso não tolhe o uso. Se alguém abusa do culto de dulia de um santo e de sua imagem, e passa da veneração a idolatria, isso é um abuso condenável que não proíbe nem invalida o culto de dulia — e não de latria — de um santo e de sua imagem
    Erraram depois os judeus transformando-a em ídolo? Evidente que sim, e, por isso fez bem Ezequias em destruí-la.
    Portanto, enquanto não se adora uma imagem como se fosse Deus, é lícito tê-la e mesmo “olhar para ela para ser curado” como Deus mandou.
    E nenhum católico de verdade olha para uma imagem de Nossa Senhora e dos santos julgando que sejam Deus e adorando essas imagens. Nós as veneramos tal qual o senhor venera o retrato de sua mãe.
    E quando rezamos para Nossa Senhora, só repetimos o texto de São Lucas que lhe citei no começo desta carta. E que o senhor certamente recusa repetir.
    Em São Lucas se lê ainda: “Todas as gerações me chamarão de bem aventurada” (Luc. I,48). (Fonte:A.C. Montfort – Imagens, ídolos, veneração, adoração; On-line em 18/05/2009 as 17:37 – http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20040826111704&lang=bra ).

    11-Sobre a intercessão Maria.
    Cristo é o nosso único intermediário absolutamente necessário diante de Deus.
    E que significa que Cristo é nosso único intermediário absolutamente necessário?
    Isso quer dizer que só fomos remidos do pecado original pelos méritos infinitos de Jesus Cristo, e por nenhum outro nome somos salvos.
    Quando Adão pecou, o homem ficou com uma dívida infinita para com Deus. Ora,somente com mérito infinito se pode pagar uma divida infinita. Somente Deus tem mérito infinito. Logo, o homem, sendo finito, jamais poderia pagar a dívida infinita que adquirira junto a Deus, por sua ofensa.
    O único meio de pagar a dívida infinita do homem seria se Deus se tornasse homem. E foi o que aconteceu com a encarnação do Verbo, — o Filho de Deus — em Jesus Cristo.
    (…)
    Se tudo isto é verdade, também é certo que Cristo quis vir ao mundo por meio do povo judeu e por meio de Maria Virgem.
    É também certo que Cristo quis que sua doutrina nos fosse ensinada pelos seus Apóstolos. Ele poderia ter vindo ao mundo sem ser por intermédio de Maria, como poderia nos ensinar diretamente. Não quis assim. Quis vir a nós por meio de Maria Virgem, e quis que fossemos instruídos por Pedro, pelos Apóstolos, e por seus sucessores legítimos.
    Logo, Maria Virgem, os Apóstolos e seus sucessores nos são intermediários não por necessidade absoluta, mas porque Deus quis assim. Ele quis e quer usar intermediários secundários. São intermediários por vontade de Deus. São intermediários por necessidade hipotética. Necessidade hipotética quer dizer que eles são necessários só porque Deus quis utilizá-los como intermediários. Dai a intercessão de Maria Santíssima e dos santos. E isto é inteiramente de acordo com a Sagrada Escritura que em muitos lugares nos fala de intermediários de necessidade relativa. isto é, intermediários colocados por Deus, por que Deus quis usá-los como intermediários.
    Dou-lhe alguns exemplos: No livro de Jó se lê que Deus disse aos amigos de Jó que o recriminavam injustamente:
    “Tomai, pois, sete touros e sete carneiros, ide ao meu servo Jó e oferecei um holocausto por vós, e o meu servo Jó orará por vós; admitirei propício a sua intercessão para que não se vos impute essa estultícia” (Jó, XLII, 8).
    Portanto, Deus colocou Jó como intermediário entre Ele e os amigos de Jó.
    Outro exemplo é o de Abraão que intercedeu por Sodoma, e Deus aceitou a sua intercessão (Gen. XVIII, 26-32).
    Também Lot intercedeu por Segor (Gen XIX, 21). E o próprio Deus disse a Abimelec:
    “Agora, pois, entrega a mulher a seu marido, porque ele [Abraão] é profeta; e rogará por ti e tu viverás” (Gen XX, 7).
    Portanto, Deus anuncia que Abraão será intercessor por Abimelec e que Deus, por isso, o atenderá.
    E no livro dos Números se lê que Moisés intercedeu pelo povo e que Deus o atende:
    “Entretanto levantando-se uma murmuração do povo contra o Senhor, como de quem se queixava de fadiga. O Senhor, tendo ouvido isso, irou-se. E o fogo do Senhor, aceso contra eles, devorou uma extremidade do acampamento. O povo tendo chamado Moisés, Moisés orou ao Senhor e o fogo extinguiu-se” (Num. XI, 1-3).
    E quando Israel combatia, se Moisés intercedia pelo povo, Deus dava a vitória às armas de Israel;
    “E quando Moisés tinha as mãos levantadas, Israel vencia, mas se as abaixava um pouco, Amalec levava vantagem” (Ex. XVII, 11).
    E Mais. Moisés intercede pelo povo a Deus recorrendo aos méritos de Abraão, Isaac e Jacó.
    “Lembra-te de Abraão, de Isaac e de Jacó, teus servos, a quem por ti mesmo juraste” (Ex. XXXII, 11).
    No Novo Testamento você poderá ler que os dois primeiros milagres de Cristo foram feitos a rogo de Nossa Senhora, por intercessão da Virgem Maria.
    O primeiro milagre de Cristo, na ordem da graça foi o perdão do pecado original em São João Batista, antes que ele nascesse.
    Quando a Virgem Maria logo depois da encarnação de Cristo, foi visitar sua prima Santa Isabel, foi só ouvir a voz de Maria para que fosse feito um milagre em São João Batista no seio de Santa Isabel:
    “Aconteceu que, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou em seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Exclamou ela em alta voz e disse: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto de teu ventre. Donde me vem a mim esta dita, que mãe de meu Senhor venha a ter comigo?” (Luc. I, 41-44).
    E o primeiro milagre de Cristo na ordem natural foi a transformação da água em vinho em Caná da Galiléia, milagre que Ele fez a pedido da Virgem Maria (Jo. II, 1-10).
    Deus faz assim porque quer que nos amemos mutuamente por amor de Deus, e peçamos e intercedamos uns pelos outros as graças de que temos necessidade.
    (Fonte: A.C. Montfort – Intercessão dos Santos; On-line em 18/05/2009 as 17:45; http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=doutrina&artigo=20040821162132&lang=bra ).

    12-Finalizando…
    Caro Diego, já estou ficando enfadonho de tanto dar ctrl-c ctrl-v de outros sites de defesa da fé católica para o nosso debate. Espero ter exposto os principais pontos, e os que ficaram por responder peço sua compreensão e pesquisar ou até debater nas fontes que citei logo após cada citação.
    Espero ter ajudado!
    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

  3. Jose Parente Says:

    A Virgem Maria, a Mãe de Jesus, acompanhou Jesus desde o seu nascimento, vida pública, na sua morte na cruz e a seguir à sua ressureição. Assim, Maria é a Mãe digna de Jesus, digna do culto de todos os Cristãos.

  4. vladimir bonoto nascimento Says:

    voces se veem as voltas com essas pessoas que duvidam da fe catolica.esses protestantes são teimosos so olham as prtes negativas,que aliás são poucas ,da igreja cátolica.PAZ DE JESUS E AMOR DE MARIA QUE O ESPÍRITO SANTO CONTINUE ILUMINANDO SUAS RESPOSTAS.

    Olhar Católico:
    Olá Vladimir, a paz de Jesus e o amor de Maria!
    Grato pelo seu comentário, e peço que reze pelo Olhar Católico.
    Só corrigindo, os erros da Igreja Católicas não são poucos nem muitos, são nem um, pois Ela é permanentemente assistida pelo Espírito Santo. É claro que os seus filhos não o são, mas nós não somos A Igreja, senão membros Dela.
    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!


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