De: Bento XVI Para: os que oram em línguas ININTELIGÍVEIS


“a teologia é a busca de uma compreensão racional, enquanto for possível, do mistério da Revelação cristã, que acreditamos pela fé: fides quaerens intellectum – a fé busca a inteligibilidade –, por citar uma definição tradicional, concisa e eficaz.” (Papa Bento XVI, Fonte: Vaticano)

Repito com o Papa “a fé busca a INTELIGIBILIDADE”!

Ora, se a fé busca a inteligibilidade, o que busca a ININTELIGIBILIDADE?

O que se busca em uma oração que NINGUÉM entende? Uma oração ININTELIGÍVEL?

Uma coisa é certa, não é a Fé.

Talvez seja um sentimentalismo que quer por que quer “sentir” Deus.

Em vez de ter Fé em Deus, que ilumina a nossa Razão, a nossa inteligência, e nunca age “ininteligivelmente”, muitos preferem permanecer com grunhidos ININTELIGÍVEIS entregues à paixões sentimentalistas e emocionais.

A FÉ BUSCA A INTELIGIBILIDADE!

VIVA O PAPA!

VIVA A IGREJA!

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Uma resposta to “De: Bento XVI Para: os que oram em línguas ININTELIGÍVEIS”

  1. Carlos Says:

    Quanto ao dom de línguas acima citados, em primeiro, gostaria de ler o conteúdo do texto todo, pois não percebi nada nas palavras do papa que fizessem referência ao dom de línguas, logo, ficou com ar de manipulação, uma prática bem anticatólica essa, o texto deve ser considerado num todo, e, o objetivo da teologia, em buscar à luz da razão a compreensão de Deus, nada menciona o dom de línguas. Vamos às referência bíblicas e doutrinárias, as que serão aki expostas são tirada da primeira carta aos coríntios cap’s 12 ao 14, tradução da Ave Maria, e do catecismo da igreja católica, será citado com a sigla CIC.

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    Prezado Carlos, a paz de Jesus e o amor de Maria!
    Entre asteriscos (*****) os meus comentários
    Que o Papa não fala diretamente do dom de línguas neste texto, está claro. Que o texto todo não foi citado também está claro, no entanto a fonte com o link para o mesmo está lá. Caso você quisesse ler na íntegra bastava clicar no link. Nada foi manipulado, pois o que estava escrito na fonte foi publicado no artigo.
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    “A outro o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro o discernimento dos espíritos; a outro, ‘a variedade de línguas’; a outro por fim, por fim, a interpretação das línguas.” (I cor 12, 10)

    “Aquele que fala em línguas não fala aos homens se não a Deus: ‘ninguém o entende’, pois fala coisas misteriosas, ’sob a ação do Espírito Santo’. Aquele, porém, que profetiza, fala aos homens, para edificá-los, exortá-los e consolá-los. Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo; mas o que profetiza edifica a assembléia. Ora ‘desejo que todos faleis em línguas’, porém muito mais desejo que profetizeis.” (I cor 14, 2-5a)

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    Interessante como você “pulou” este versículo:
    “Assim também vós: se vossa língua só profere palavras ININTELIGÍVEIS, como se compreenderá o que dizeis? Sereis como quem fala ao vento” (I Cor14, 9).
    Você fala somente ao vento Carlos?
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    Paulo ao exortar a comunidade de Corinto deixa claro a importância da profecia que exorta a comunidade, mas deixa claro também, a importância do dom de línguas, para edificação pessoal (não impeçais falar em línguas, I cor 14, 39). A chamada glossolalia estava sendo usada sem ordem pela comunidade, que já tinha em abundancia os dons carismáticos, Paulo faz uma catequese dos dons proféticos, diz ainda que prefere falar cinco palavras inteligíveis do que dez mil em línguas, e fala no sentido do ensino, e declara claramente, que ele tinha um dom de língua superior a todos, (Verso 18), mas exorta que tudo seja feito com dignidade e ordem (verso 40), que nós cantemos e oremos com o espírito (em línguas) e com o entendimento, para que os dois tenham fruto (versos 13, 14 e 15).

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    Prefiro ficar com os comentários do Santo Doutor São Tomas de Aquino a ficar com sua interpretação caro Carlos. São Tomás nos diz o seguinte:
    “Quanto ao dom de línguas, devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para pregar ao mundo a Fé em Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos se anunciasse a palavra de Deus, o Senhor lhes deu o dom de línguas” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 178.)
    Vê-se, portanto, que o dom de línguas (claramente diferente de ‘oração em línguas’, como se ensina) foi dado aos primeiros cristãos para que anunciassem a religião verdadeira com mais facilidade.
    Os Coríntios, por sua vez, desvirtuaram o verdadeiro sentido do dom de línguas:
    “Porém, os coríntios, que eram de indiscreta curiosidade, prefeririam esse dom ao dom de profecia. E aqui, por ‘falar em línguas’ o Apóstolo entende que em língua desconhecida e não explicada: como se alguém falasse em língua teutônica a um galês, sem explicá-la; esse tal fala em línguas. E também é falar em línguas o falar de visões tão somente, sem explicá-las, de modo que toda locução não entendida, não explicada, qualquer quer seja, é propriamente falar em língua” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 178-179).
    Assim, à luz da explicação de São Tomás, podemos entender melhor o que o apóstolo Paulo falava quando lemos:
    “Assim, também vós: se vossa língua só profere palavras ininteligíveis, como se compreenderá o que dizeis? Sereis como quem fala ao vento. Há no mundo grande quantidade de línguas e todas são compreensíveis. Porém, se desconhecer o sentido das palavras, serei um estrangeiro para quem me fala e ele será também um estrangeiro para mim”.(I Cor 14, 9-11)
    Temos aqui uma consideração importante. Para São Tomás, o “falar em línguas” pode ser entendido de duas formas:
    a) Falar em uma língua desconhecida, mas existente, como no caso de Pentecostes, no qual pessoas de várias línguas compreendiam o que os apóstolos pregavam.
    b) A pregação ou oração sobre visões ou símbolos.
    E o doutor angélico confirma isso mais adiante:
    “‘Suponhamos que eu vá até vós falando em línguas’ (I Co 14, 6). O qual pode entender-se de duas maneiras, isto é, ou em línguas desconhecidas, ou a letra com qualquer símbolos desconhecidos” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 183.)
    Neste segundo caso, falar em línguas é uma simples predicação numa linguagem pouco clara, como, por exemplo, falar sobre símbolos, visões, em parábolas, etc.
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    “São além disso, as graças especiais, chamadas também ‘carismas’, segundo a palavra grega empregada por S. Paulo e que significa favor, dom gratuito, benefício. Seja qual for o seu caráter, às vezes extraordinário, como o dom de milagres ou das línguas, os carismas se ordenam à graça santificante e têm como meta o bem comum da igreja. Acham-se a serviço da caridade, que edifica a igreja.” (CIC 2003)

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    Mas quem aqui está negando o exposto pelo Catecismo?
    O Catecismo só vem a reforçar, pois afirma claramente que o dom das línguas tem um caráter EXTRAORDINÁRIO, e não ordinário com se vê na RCC. E onde se afirma que esse dom era ININTELIGÍVEL? Não é ININTELIGÍVEL, pois “se vossa língua só profere palavras ININTELIGÍVEIS, como se compreenderá o que dizeis? Sereis como quem fala ao vento” (I Cor14, 9).
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    Quanto a fé, lemos: “Crer só é possível pela graça e pelos auxílios interiores do Espírito Santo. Mas não é menos verdade que crer é um ato autenticamente humano, Não contraria nem a liberdade nem a inteligência confiar em Deus e aderir às verdades reveladas por ele.” (CIC 154)
    “Crer é um ato da inteligência que assente à verdade divina a mando da vontade movida por Deus através da graça.” (CIC 155)
    Deus ainda fez com que os auxílios do Espírito Santo, adquiridos no batismo sacramental, no Crisma e pela efusão do Espírito Santo ou Batismo no Espírito Santo, fossem acompanhados por auxílios exteriores, como os milagres, os carisma, para que a nossa fé fosse assimilada por nossa razão, com sinais visíveis, porque a fe´z não é um movimento cego do Espírito. (CIC 156 e colocações nossas).

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    Batismo no Espírito Santo e “batismo sacramental”?
    Meu caro Carlos, só há UM Batismo, e com “B” maiúsculo, e este é o Primeiro Sacramento. Interessante como você o escreve com letras minúsculas, mas o tal “Batismo no Espírito Santo” você escreve com iniciais maiúsculas. É uma prova clara do erro que há na RCC, a confusão que fazem com os Sacramentos. Repito, só há um Batismo. E somente este Batismo é que se faz necessário para que sejamos membros da Igreja Católica, Única e Verdadeira de Nosso Senhor Jesus Cristo e fora da qual não há salvação.
    O tal “batismo no espírito” que vocês pregam, onde há a tal “efusão do espírito” é uma doutrina errada e anti-católica onde renegada dois Sacramentos de um tiro só, principalmente a Crisma.
    Os dons infusos recebidos no Sacramento do Batismo são agora efundidos com o Sacramento da Crisma. Sendo que a VERDADEIRA Efusão do Espírito Santo se dá na Crisma, e não em grupinhos de oração com músicas melosas e a meia-luz. Veja o que diz o Catecismo: “(…) o efeito do sacramento da Confirmação é a efusão especial do Espírito Santo, como foi outorgado outrora aos apóstolos no dia de Pentecostes” (CIC 1302).
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    Se a ficasse pura e simplesmente para a razão, nós iríamos crer somente quando perguntas do tipo: “Por tem tanta desgraça no mundo?”, “POrque a criança nasceu com câncer?”, fossem respondidas às luz da razão.

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    Mas estas perguntas são respondidas sim à luz da Razão.
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    ” Então que fazer? Orarei com o espírito, mas orarei também com meu entendimento” (I cor 14, 15).
    Orar em línguas: Sons que não se expressam nosso entendimento, é direcionado Deus. Não necessita interpretação.
    Falar ou profetizar em líguas: Direcionado aos homens, necessita interpretação.
    Interpretar: locução interior que dá através de sentimentos que foi profetizado em línguas, não é tradução. Só se deve profetizar em línguas se alguém as interpretar.
    Cantar em línguas: como a oração, se dirige a Deus, só Ele entende.

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    O que você pede a Deus? Você entende? Como pedir algo sem saber o que se pede? Vai que em vez de pedir você está blasfemando! Quem vai saber? É você? Como se é ININTELIGÍVEL? Isso é de Fé? Claro que não, pois “a fé busca a INTELIGIBILIDADE” como diz o Santo Padre.
    Foi o que expliquei anteriormente por Santo Tomas de Aquino. Para ele, o “falar em línguas” pode ser entendido de duas formas: 1 – falar línguas existentes de modo que outros compreendam, como em Pentecostes e 2 – a pregação sobre símbolos. Veja: “(…) se se fala em línguas, ou seja, sobre visões, sonhos (…)” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 208)
    Quem assim procede, isto é, usa de símbolos nas práticas espirituais, tem o mérito próprio da prática de um ato de piedade. Caso o indivíduo compreenda racionalmente o que diz, lucra, além do mérito, o fruto intelectual da ação.
    Assim, ‘falar em línguas’ sem fruto para o intelecto é, por exemplo, rezar o Pai-Nosso sem a compreensão devida dos mistérios nele encerrados: “Quem faça sua oração salmodiando ou dizendo o Pai-Nosso, porém não se entendendo o que se diz, este tal ora em línguas” (Santo Tomas de Aquino, Comentario a la primera espistola a los Conrintios, Tomo II, pg 190).

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    “O júbilo é um certo som capaz de indicar que o coração quer dar à luz aquilo que não se pode dizer. E a quem convém este júbilo. senão a Deus inefável? Inefável, com efeito é aquilo que não se pode dizer em palavras; e se não podes dizê-lo, mas nem tampouco silenciá-lo só te resta jubilar, de modo que o coração se abra a uma alegria sem palavras, e a alegria se dilate além dos limites das sílabas. (Pe. Raniero Cantalamessa, O Canto do espírito, 2004, p. 233)

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    Totalmente contrário à Razão e conseqüentemente à Fé. Este absurdo não tem nada a ver com o Pentecostes e tampouco com o que nos ensina o Magistério da Igreja!
    Orígenes (c.195-254) em sua época, se opôs a um certo Celso, que clamava ser divino, e falava línguas incompreensíveis: “A estas promessas, são acrescentadas palavras estranhas, fanáticas e completamente ininteligíveis, das quais nenhuma pessoa racional poderia encontrar o significado, porque elas são tão obscuras, que não têm um significado em seu todo.” (Contra Celso, VII:9)
    Desde os Pais da Igreja esta prática é abominada e combatida e hoje é abertamente praticada na R.C. “C” e nos movimentos pentecostais protestantes, de onde a R.C. “C” nasceu.
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    “Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos nem orar nem pedir como convém mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis.” (Rom 8, 26)

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    O que São Paulo diz na passagem citada é que o Espírito Santo intercede junto ao Pai (pois Ele é o Nosso Advogado) por coisas que nem nós sabemos pedir, necessidades que nem nós sabemos que temos. Mas isto é um colóquio entre estas Duas Pessoas da Santíssima Trindade, não um punhado de gemidos ininteligíveis que nem Deus entende.
    Ou seja, estes “gemidos inexprimíveis” (e não ininteligíveis) não são os “gemidos espremidos” (e ininteligíveis) praticados nas seitas neopetencostais, como na RCC, e sim um diálogo eterno e infinito entre o Espírito Santo e Deus Pai

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    “Aspirai igualmente os dons espirituais” (I cor 14, 1)
    “Assim irmãos, aspirai o dom de profetizar, porém, não impeçais falar em línguas” (I Cor 14, 39)

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    “(…) o dom das línguas cessará” (I Cor13, 8)
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    Deus abençoe a todos.
    Mais informações podem acessar o nosso blog:
    http://jovensprofetas.blogcatolico.com.br/

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    Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!
    Moisés Gomes de Lima
    §|Olhar Católico|§ – O Verdadeiro modo de ver o Mundo!
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