Maçonaria – uma entrevista


Nosso convidado, um católico ao longo da vida, juntou-se a Loja Maçônica por causa de sua camaradagem e esforços filantrópicos. No entanto, como ele ascendeu na hierarquia, ele se tornou cada vez mais desconfortáveis com seus ensinamentos questionáveis, rituais misteriosos, e incompatibilidade com a fé católica. Neste programa, ele vai nos revelar a verdade surpreendente sobre os ritos, rituais e filosofia da maçonaria – sobre o que realmente acontece atrás da porta Lodge (tradução feito do original no Google Tradutor).

Dialogando com a RCC – comentando uma notícia

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Não ao aborto: Menina grávida no México compreende “que em seu ventre cresce uma vida”


Não ao aborto: Menina grávida no México compreende “que em seu ventre cresce uma vida”

CHETUMAL, 18 Abr. 10 (ACI afirma que a pequena “sabe muito bem sobre a parte prévia a uma gravidez, sabe que vai crescer o seu ventre, sabe que em algum momento vai romper-se a bolsa, sabe por onde vai nascer o bebê, etc”.DIFA diretora do

O dramático caso desta pequenina é manipulado por distintos setores abortistas que procuram a qualquer preço praticar nela um aborto, no mencionado estado mexicano que blindou constitucionalmente a vida desde a concepção até a morte natural.

Ela segue recebendo os cuidados de saúde que necessita e realizou alguns testes psicológicos. Estes últimos estudos, explica Lizbeth Gamboa Song, diretora do Sistema Nacional para o Desenvolvimento Integral da Família (DIF) estatal, permitiram entender que a pequena “sabe por onde vai nascer o bebê. É uma pessoa que sabe muito bem o que a espera”.

O Dr. Juan Carlos Navarrete Jaimes, da Clínica Mérida S.A realizou uma ultra-sonografia e outros exames. A respeito destes exames Gamboa assinala que o médico “emitiu-nos um documento por escrito, o qual está integrado ao expediente da menor, onde ele considera que o estado de saúde da menina e do bebê são bons, e nos emite certos cuidados pré-natais que deveremos tomar em consideração como instituição, obviamente para protegê-la e ampará-la para continuar cumprindo com o que nos corresponde”.

Lizbeth Gamboa explica ademais que “a psicóloga por escrito nos referiu que ela é muito consciente da situação física que atravessa, é muito consciente do que acontece com seu corpo”.

A menina, assegura Gamboa, “é muito consciente que em seu ventre cresce uma vida, é muito consciente dos cuidados tem deve ter, é uma pessoa que sabe muito bem o que a espera. Entretanto, não conhece as com profundidade as conseqüências do que vai significar crescer ou cuidar de uma criança no futuro” devido à sua curta idade.

, no México, que está prestes a cumprir 11 anos, sabe “que em seu ventre cresce uma vida” a qual distintos grupos feministas pretendem aniquilar através do aborto para impulsionar sua agenda ideológica.Roo Quintana, estado de Chetumal) .- A menina grávida de 17 semanas de gestação, na localidade de

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Estudo revela que aborto não ajuda a baixar taxa de mortalidade materna mundial


Estudo revela que aborto não ajuda a baixar taxa de mortalidade materna mundial

MINNESOTA, 16 Abr. 10 (ACI) .- Um recente estudo publicado no jornal inglês The Lancet revela que a mortalidade materna no mundo descendeu de 526 300 em 1980 a 342 900. Para Scott Fischbach, Diretor Executivo do Minnesota Citizens Concerned for Life Education Fund (MCCL ou Fundo de Educação Cidadãos Preocupados pela Vida de Minnesota nos EUA), esta investigação “é clara prova de que a água potável, o sangue saudável e o adequado acesso à saúde  –e não o aborto à pedido– ajuda as mulheres grávidas e seus bebês globalmente”.http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(10)60518-1/fulltext 

O Dr. Richard Horton, editor do The Lancet, explicou que durante algum tempo diversos “promotores do aborto” pressionaram para não dar a conhecer os resultados desta investigação ou pelo menos para adiá-lo até que se realizasse a cúpula mundial na ONU sobre a Mulher denominada Beijing +15, que já foi realizada.

“Por anos os advogados do aborto usaram o assunto da mortalidade materna para derrubar as leis pró-vida em distintos países. Sem o argumento da mortalidade materna, têm agora outro vazio em suas pressões pelo aborto a pedido”, explica Fischbach.

Distintos grupos Pró-vida, incluído o MCCL consideram que “a solução para os abortos ilegais e as altas taxas de mortalidade materna é muito simples: dar esperança, oportunidades e apoio às mulheres grávidas assegurando-lhes água potável, um fornecimento oportuno de sangue saudável e adequados cuidados de saúde. As estatísticas confirmam que estas ações podem salvar as mulheres, e não a legalização do aborto”.

O estudo também assinala que do total de mortes maternas de 2008, 60 mil correspondem a mulheres com vírus da AIDS no leste da África.

Este estudo foi realizado pela University of Washington e a University of Queensland em Brisbane, Austrália. Foi financiado pela Fundação do Bill e Melinda Gates.

Mais informação, em inglês: http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(10)60518-1/fulltext 

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Perseguição aos cristãos na Índia


Ali Enokido pede oração pelas igrejas perseguidas na Índia. Em Kerala, ativistas do grupo Sangh Parivar atacaram dois pastores por propagarem a fé cristã, durante a exibição de um filme sobre Jesus na colônia tribal de Ambalayur, distrito de Waynad. Quando a polícia chegou, manteve os dois homens seriamente feridos na delegacia, sem tratamento, além de confiscar o veículo deles e todo o material utilizado na projeção. A notícia é do site Portas Abertas.

Há dois dias, extremistas budistas queimaram vinte igrejas e ainda planejam destruir duzentos templos na província de Olisabang, ameaçando matar duzentos missionários em 24 horas. Todos os cristãos foram obrigados a refugiarem-se em aldeias. Vamos pedir a Deus que tenha misericórdia de nossos irmãos em Cristo, sem esquecer de rogar também para que, em nosso país, a grande mídia finalmente abra espaço para a denúncia da perseguição a cristãos em todo o mundo.

Fonte: Mídia sem Máscara (http://www.midiasemmascara.org/artigos/religiao/10993-perseguicao-aos-cristaos-na-india.html)

Para os “donos” da Liturgia V


Monsenhor Nicola Bux

 

“A idéia de uma liturgia frutuosa e criativa inevitavelmente perde o sentido do sagrado e, portanto, nos aliena de Deus e nos leva ao pecado (…) Celebrar Missas criativas é uma profanação do sentido de sagrado porque isso nos afasta de Deus. O ministro do culto nunca deve ser um ator, mesmo um ator medíocre e uma fonte de escândalo, mas ele deveria pensar que seu dever principal é servir a Deus, nunca o seu próprio desejo irrefreado de representar o protagonista” (Fonte: http://rorate-caeli.blogspot.com/2010/04/creative-liturgy-alienates-us-from-god.html, através de http://fratresinunum.com/2010/04/14/%e2%80%9cliturgia-criativa%e2%80%a6-nos-aliena-de-deus-e-nos-conduz-ao-pecado-%e2%80%9d/).

 

“O Papa chorou conosco”


AFP- “Fiquei impressionado com a humildade do papa. Ele tomou para si o constrangimento causado pelos outros. Ele foi muito corajoso. Nos escutou individualmente, rezou e chorou conosco”, declarou Lawrence Grech. “Ele até benzeu uma cruz que eu carregava”, acrescentou.
O Papa Bento 16 se reuniu em Malta com “um pequeno grupo de pessoas que sofreram abusos sexuais cometidos por religiosos”, anunciou o Vaticano mais cedo em um comunicado. O papa mencionou a “profunda comoção provocada pelas histórias e expressou sua vergonha e lamentação pelas vítimas e pelo sofrimento de suas famílias”.
Lawrence Grech afirmou que ele não quer pedidos de perdão do papa. “Eu exigi desculpas antes porque estava enfurecido. Minha raiva desapareceu e estou satisfeito de ter encontrado o papa. Continuarei batalhando, não contra a Igreja mas contra a pedofilia”, assegurou.
* * *
Diante de 50 mil fiéis, o Santo Padre assim exortou em seu sermão deste domingo: “Nem tudo o que o mundo propõe hoje merece ser acolhido […] Muitas vozes procuram nos convencer a deixar de lado a nossa fé em Deus e na sua Igreja e de escolher, nós mesmos, os valores e as crenças com as quais viver. Meus queridos irmãos e irmãs, se depositamos a nossa confiança no Senhor e seguimos os seus ensinamentos, colheremos sempre inúmeros frutos […] Também nós devemos depositar a nossa confiança somente n’Ele. Tentou-se pensar que a tecnologia avançada de hoje possa responder a todos os nossos desejos e nos salvar dos perigos que nos assediam. Mas não é assim. Em todos os momentos da nossa vida, dependemos totalmente de Deus, no qual vivemos, nos movemos e temos a nossa existência”.

Não se pode condenar a Igreja e o Papa pelos abusos de uns quantos, diz rabino


Não se pode condenar a Igreja e o Papa pelos abusos de uns quantos, diz rabino

REDAÇÃO CENTRAL, 08 Abr. 10 (ACI) .- O rabino Jack Bemporad, Diretor do Centro para o Entendimento Inter-religioso em New Jersey, Estados Unidos, assinalou que “não se pode condenar coletivamente a Igreja pelo que alguns sacerdotes e indivíduos nela possam ter feito”, perante a campanha mediática difamatória contra o Papa Bento XVI.

Em entrevista concedida à agência ACI Prensa logo depois de defender a comparação que fez o Pe. Raniero Cantalamessa, Pregador da Casa Pontifícia, equiparando os ataques contra a Igreja ao anti-semitismo, o rabino disse que ao final, o que o sacerdote tentou dizer “é correto” pois não se pode condenar o corpo pela falta de alguns.

Dirigindo-se logo àqueles que criticam o Santo Padre, o rabino Bemporad afirmou que “necessita-se algo do sentido da compaixão, caridade, e dizer: ‘como podemos fazer isto adequadamente?’ Em vez de condená-lo e dizer: ‘Viu só?, ele não está fazendo o suficiente'”.

Há muitos casos de abusos a menores, disse logo. “Não é simplesmente um problema católico”, precisou. “Considero que o Papa está tentando fazer o melhor que pode”, sentenciou.

Depois de criticar a cobertura mediática e qualificá-la de “unidimensional”, o rabino lamentou que “a tragédia dos meios é que tem a capacidade de educar. O que estão fazendo com isto é mostrar os piores elementos dos seres humanos. O elemento mais voyeurista de todos”. Aqui o rabino se refere ao Voyeurismo que é uma prática que consiste num indivíduo conseguir obter prazer sexual através da observação de outras pessoas.

“Não devemos ser tão rápidos para ler os titulares que são virulentos, e em minha opinião, histéricos”, acrescentou.

Logo depois de elogiar os esforços do Papa Bento XVI por aproximar a Igreja com a comunidade judia, o rabino assegurou que “tudo o que estou pedindo é caridade”. “Temos que pensar no que se pode fazer para ajudar-nos mutuamente em vez de condenar-nos”, concluiu.

New York Times difama o Papa Bento, explica editor do Wall Street Journal


New York Times difama o Papa Bento, explica editor do Wall Street Journal

WASHINGTON DC, 08 Abr. 10 (ACI) .- William McGurn é o Vice-presidente da News Corporation, proprietária do Wall Street Journal, é ademais especialista em política internacional e foi assistente da Casa Branca durante a administração George W. Bush. Está acostumado a escrever os discursos de Rupert Murdoch, o magnata australiano dono do mencionado jornal e da citada corporação. Em um recente artigo explica a verdade sobre alguns fatos ocultos pelo New York Times em sua campanha difamatória contra o Papa Bento XVI.

No texto de 6 de abril, McGurn responde a dois artigos do New York Times escritos por Laurie Goodstein. O editor explica que os documentos apresentados pelo NYT foram proporcionados por Jeff Anderson e Mike Finnegan, de quem se diz são “advogados de cinco homens que processaram a Arquidiocese de Milwaukee”.

McGurn adverte que Goodstein não diz nada mais sobre quem é realmente o advogado Anderson. Em seu artigo ela dá alguns detalhes sobre ele: “no que se refere a processos contra a Igreja, ele é o principal advogado. No ano 2002 ele disse à Associated Press que havia faturado 60 milhões de dólares em acordos com a Igreja; e inclusive a outro semanário ele afirmou que ‘estava processando e deixando a Igreja pobre em todos os lados'”. (A expressão grosseira em inglês de Anderson é irreproduzível e ACI Digital faz esta tradução que aproxima de alguma forma à idéia original).

McGurn assinala logo que “nada disto faz que não valha a pena citar Anderson. O que faz o artigo é convertê-lo em uma parte muito mais importante do que a história (de Goodstein) mostra. De fato, é difícil pensar em alguém com interesse financeiro superior a este, sobre tudo quando se tenta promover a idéia de uma Igreja que não atua contra sacerdotes abusadores, culpando de maneira pessoal o Papa Bento XVI”.

Ao ser perguntado sobre os documentos proporcionados por Anderson ao New York Times incluem alguns textos chave sobre algumas reuniões no Vaticano entre três bispos de Wisconsin (onde se encontra Milwaukee) e o Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Tarcisio Bertone. Escritos originalmente em italiano, foram “traduzidos insuficientemente” ao inglês usando um tradutor computadorizado.

Devidamente traduzidos, os documentos mostram que a Arquidiocese de Milwaukee criava barreiras para o processo canônico. Entretanto, em seu artigo McGurn proporciona informação adicional e desafia o New York Times sobre as afirmações que faz sobre o fato que o Pe. Murphy nunca teria sido disciplinado ou submetido ao sistema de justiça da Igreja. De fato, ele foi suspenso como sacerdote, um processo que o editor assinala como o equivalente a retirar a licença de um médico.

O Vice-presidente da News Corporation assinala também que “alguns anos depois, quando a Congregação para a Doutrina da Fé assumiu a autoridade sobre todos os casos de abuso, o então Cardeal Ratzinger estabeleceu várias mudanças que permitiram uma ação administrativa direta em vez de processos que demorariam anos. Quase 60 por cento dos sacerdotes acusados de abuso sexual foram tratados assim”.

McGurn explica que “o homem que é agora Papa reabriu casos que tinham sido fechados”, e que ele “fez mais que nenhum outro para processar casos e responder aos abusadores, e se converteu no primeiro Papa a falar com as vítimas”.

“Não é esta acaso a mais razoável interpretação de todos estes eventos: que a experiência do Cardeal Ratzinger com casos como o de Murphy o levaram a promover reformas que deram à Igreja armas mais efetivas para dirigir os abusos sacerdotais?”, questiona logo.

Para o editor do WSJ, é necessário que a imprensa proporcione “um pouco de contexto e mostre um pouco de cepticismo jornalístico sobre o que é relatado por um advogado de defesa que faz milhões com este tipo de casos” como Jeff Anderson.

Seis acusações e uma pergunta


A paixão do Papa Bento. Seis acusações e uma pergunta

 

A pedofilia é apenas a última das armas apontadas contra Joseph Ratzinger. E cada acusação se dá ali onde mais exercita seu papel de guia. Um a um os pontos críticos deste Pontificado.

O artigo é do vaticanista Sandro Magister e está publicado no sítio italiano Espresso, 07-04-2010. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.

O ataque ao Papa Joseph Ratzinger com a arma do escândalo, proporcionado por sacerdotes de sua Igreja, é uma constante deste Pontificado. Uma constante, porque uma e outra vez, em terreno diferente, ataca-se em Bento XVI justamente o homem que trabalhou e trabalha, nesse mesmo terreno, com maior clarividência, determinação e resultado.

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A tempestade que se seguiu à sua exposição em Regensburg, no dia 12 de setembro de 2006, foi a primeira da série. Bento XVI foi acusado de ser inimigo do Islamismo e um partidário incendiário do desencontro entre as civilizações. Justamente ele que com uma lucidez e uma coragem única havia desvelado onde se fundamenta a raiz última da violência, numa ideia de Deus mutilada pela racionalidade, e depois havia dito também como vencê-la.

As agressões e inclusive os assassinatos que se seguiram às suas palavras confirmaram dolorosamente a probidade de suas palavras. Mas, que ele acertou no alvo foi confirmado, sobretudo, pelos passos de diálogo entre a Igreja católica e o Islamismo que se registraram na sequência – não contra, mas graças à exposição de Regensburg –, dos quais a carta ao Papa de 138 sábios muçulmanos e a visita à Mesquita Azul de Istambul foram os sinais mais evidentes e prometedores.

Com Bento XVI, o diálogo entre o cristianismo e o Islamismo, assim como com as outras religiões, avança hoje com uma consciência mais nítida sobre o que distingue – a força da fé – e sobre o que pode unir – a lei natural escrita por Deus no coração de cada pessoa humana.

*

Uma segunda onda de acusações contra o Papa Bento apresenta-o como um inimigo da razão moderna, e em particular de sua suprema expressão: a ciência. O ápice desta campanha hostil foi alcançado em janeiro de 2008, quando os professores obrigaram o Papa a cancelar uma visita à principal Universidade de sua diocese: a Universidade de Roma La Sapienza.

Entretanto – assim como antes em Regensburg e depois em Paris, no Colégio dos Bernardinos, em 12 de setembro de 2008 – o discurso que o Papa tentou dirigir à Universidade de Roma era uma formidável defesa do nexo indissolúvel entre fé e razão, entre verdade e liberdade: “Não venho impor a fé, mas alentar a coragem pela verdade”.

O paradoxo é que Bento XVI é um grande “iluminista” em uma época em que a verdade tem poucos defensores e a dúvida a domina, até pretender tirar-lhe a palavra.

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Uma terceira acusação jogada sistematicamente contra Bento XVI é a de ser um tradicionalista apegado ao passado, inimigo das novidades trazidas pelo Concílio Vaticano II.

Seu discurso à Cúria Romana, em 22 de dezembro de 2005, sobre a interpretação do Concílio e, depois, em 2007, a liberalização do rito antigo da Missa seriam as provas com que seus acusadores contam.

Na realidade, a Tradição a que Bento XVI é fiel é a da grande história da Igreja, desde as origens até hoje, o que nada tem a ver com uma adesão formalista ao passado. No citado discurso à Cúria, para exemplificar a “reforma na continuidade” representada pelo Vaticano II, o Papa colocou a questão da liberdade religiosa. Para afirmá-la de modo pleno – explicou – o Concílio deveria ter retornado às origens da Igreja, aos primeiros mártires, a esse “patrimônio profundo” da Tradição cristã que se havia extraviado nos séculos mais recentes e que foi reencontrada também graças à crítica da razão iluminista.

Quanto à liturgia, se há um autêntico continuador do grande movimento litúrgico que floresceu na Igreja entre o século XIX e o século XX, desde Prosper Guéranger até Romano Guardini, este é precisamente Ratzinger.

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Um quarto terreno de ataque é contíguo ao anterior. Bento XVI é acusado de ter afundado o ecumenismo, de antepor o abraço aos lefebvrianos ao diálogo com as outras confissões cristãs.

Mas, os fatos dizem o contrário. Desde o momento em que Ratzinger é Papa, o caminho da reconciliação com as Igrejas do Oriente deu passos extraordinários para frente, tanto com as Igrejas bizantinas que têm como cabeça o Patriarcado ecumênico de Constantinopla, como – e essa é a novidade mais surpreendente – com o Patriarcado de Moscou.

E se isso aconteceu, é precisamente pela reavivada fidelidade à grande Tradição – começando pela do primeiro milênio – que distingue este Papa, mais conforme a alma das Igrejas do Oriente.

Sobre a vertente do Ocidente, é também o amor da Tradição o que impulsiona pessoas e grupos da Comunhão Anglicana a solicitar a entrada na Igreja de Roma. Em relação aos lefebvrianos, o que dificulta seu reingresso na Igreja é justamente o fato de estarem presos a formas passadas da Igreja e a doutrinas erroneamente identificadas com a Tradição perene. A revogação da excomunhão de seus quatro bispos, em janeiro de 2009, não modificou em nada o estado de cisma em que se encontram, da mesma maneira que a revogação em 1964 das excomunhões entre Roma e Constantinopla não resolveu o cisma entre Oriente e Ocidente, mas possibilitou um diálogo que culmina na unidade.

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Entre os quatro bispos lefebvristas aos quais Bento XVI revogou a excomunhão estava o inglês Richard Williamson, antissemita e negador do Holocausto. No rito antigo permitido, há uma oração para que os judeus “reconheçam Jesus Cristo salvador de todos os homens”. Estes e outros fatos contribuíram para alimentar um persistente protesto do mundo judaico contra o atual Papa, com notáveis arestas de radicalidade. E um quinto erro de acusação.

A última arma deste protesto foi uma passagem do sermão pronunciado na Basílica de São Pedro, no Sábado Santo na presença do Papa, pelo pregador da Casa Pontifícia, o padre Raniero Cantalamessa. A passagem questionada era uma citação de uma carta escrita por um judeu; não obstante isso, a polêmica se orientou exclusivamente contra o Papa.

Pois bem, nada é mais contraditório do que acusar Bento XVI de inimizade com os judeus. Porque nenhum outro Papa, antes dele, se esforçou tanto em avançar para definir uma visão positiva do vínculo entre cristianismo e judaísmo, ficando em pé a divisão capital sobre o reconhecimento ou não de Jesus como Filho de Deus. No primeiro volume de seu Jesus de Nazaré, publicado em 2007 – e próximo de ser completado pelo segundo volume –, Bento XVI redigiu a propósito disso páginas luminosas, em diálogo com um rabino norte-americano que ainda vive.

E numerosos judeus veem efetivamente em Ratzinger um amigo. Mas na imprensa internacional há outra coisa. Ali é quase solitário o “fogo amigo” que ressoa estrondosamente por parte de judeus que atacam o Papa que mais os compreende e os ama.

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Por último, uma sexta peça acusatória – atualíssima – contra Ratzinger é a de ter “encoberto” o escândalo dos sacerdotes que abusaram sexualmente de meninos. Também aqui a acusação atropela justamente o homem que fez mais do que ninguém, na hierarquia da Igreja, para resolver este escândalo.

Com efeitos positivos que aqui e ali já se podem mensurar. Em particular, nos Estados Unidos, onde a incidência do fenômeno entre o clero católico diminuiu nitidamente nos últimos anos.

Mas ali onde, como na Irlanda, a chaga ainda está aberta, sempre foi Bento XVI quem obrigou a Igreja desse país a colocar-se em estado penitencial, ao longo de um severo caminho traçado por ele em uma Carta Pastoral de 19 de março passado e que não tem precedentes.

De fato, a campanha internacional contra a pedofilia tem hoje um único e verdadeiro alvo: o Papa. Os casos descobertos do passado são em cada momento os que calculadamente podem ser utilizados contra ele, tanto quando era arcebispo de Munique, como quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, mais o apêndice de Regensburg, durante os anos em que o irmão do Papa, Georg, dirigia o coro de meninos da catedral.

*

Os seis campos de acusação contra Bento XVI, até aqui mencionados, colocam uma pergunta. Por que este Papa é atacado deste modo, tanto de fora da Igreja, mas também de dentro, apesar de sua evidente inocência em relação às acusações?

Um princípio de resposta é que ele é atacado sistematicamente precisamente pelo que está fazendo, pelo que diz e pelo que é.

 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=31237

Reacionário – autor desconhecido


Sou Reacionário
Assumido, indignado e cansado!
Sou Reacionário.
Não gosto dos sem terra e de todos os outro sem.

Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, indústrias, supermercados, Congresso Nacional, Assembléias Legislativas, Câmaras de Vereadores, Palácios do Executivo, parando ruas e estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.

Sou Reacionário.
Não gosto dos congressistas que aprovam a demarcação de áreas indígenas nas fronteiras de nosso país, maiores do que muitos países europeus, para meia dúzia de índios aculturados e (muito bem) preparados no exterior, para formar uma nação ou várias, desmembradas do Brasil.
Sou Reacionário.
Não gosto de índios insuflados por interesses obscuros parando explanação de engenheiros de estatais com facões, para parar o lento andar do progresso na construção de usinas hidrelétricas para geração de energia que tanto necessitamos (já tivemos apagões e teremos outros se não agilizarmos as novas construções).
Sou Reacionário.
Não gosto de bufões que gritam contra governos estrangeiros e vendem petróleo a eles. Não gosto de cocaleiros que estatizam empresas brasileiras sem o devido ressarcimento dos investimentos feitos em seus países. Não gosto de esquerdistas eleitos em seus países, que querem discutir contratos firmados há mais de 30 anos, em hidrelétricas construídas com dinheiro tomado emprestado pelo Brasil, e, que nós estamos pagando com juros altíssimos.
Sou Reacionário.
Não gosto de governantes frouxos que não tomam atitudes enérgicas para impedir a espoliação de nossos investimentos externos, que compram aviões de empresas estrangeiras em detrimento das nacionais. Não gosto de governantes semi-analfabetos que acham que instrução e educação não são importantes para o povo.  Não gosto de governantes que pouco trabalharam na vida, aposentados como perseguidos políticos, tendo ficado menos de 24 horas detidos, que cortam o próprio dedo para conseguir indenização e que moram ou moraram em casas emprestadas por ‘compadres’…
Sou Reacionário.
Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros…
Sou Reacionário.
Não gosto da farta distribuição de Bolsas tipo Família, vale gás, vale isso, vale aquilo, que na realidade são moedas de troca nas eleições, para que certos partidos políticos com seu filiados corruptos, possam se perpetuar no poder.
Sou Reacionário.
Não gosto das bases de sustentação de governos eleitos de forma minoritária, com loteamento de cargos públicos e desvios de dinheiro público para partidos e seus filiados, como nos casos do mensalão e Detran.
Sou Reacionário.
Hoje não se pode mais deixar os filhos trabalharem com idade inferior a 18 anos, mas pode deixá-los fazer sexo em casa com o(a) namorado(a), sair nas festinhas e ‘raves’ e para beber e consumir drogas. Podem roubar e até mesmo matar, sem serem devidamente punidos pelas faltas (somente medidas sócio-educativas) cometidas, e, com 21 anos já estão de novo na rua para cometerem novos crimes.
Estou velho.
Não quero ouvir mais notícias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, crianças adotadas sendo maltratadas pelos pais adotivos, velhos jogados (ou amontoados) em asilos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade. Meu coração não tem mais força para sentir emoções.
Estou mais velho que o Oscar Niemeyer.
Ele ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir. Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carros e outros bens, todos adquiridos com honestidade e muito trabalho (mais de 12 horas por dia, seis dias por semana), por ser amado por minha mulher . Nada mais me comove…
Estou bem envelhecido!
Bem, sou um brasileiro ‘Reacionário’, indignado com as sacanagens e
roubalheiras deste país.
* AUTOR DESCONHECIDO

Da liberdade religiosa ao escândalo da pedofilia


Pe. João Batista de Almeida Prado Ferraz Costa
O escândalo da pedofilia tem levado, como é natural, as pessoas a indagar pela causa do problema. A ignorância ou a má fé leva muitos a atribuir semelhante perversão ao celibato eclesiástico. Basta recordar que tal crime ocorre em todos os setores da sociedade e com maior freqüência no próprio âmbito doméstico para repelir como absolutamente falsa tal explicação do problema.
 
Estou persuadido de que se podem apontar duas causas ou ao menos duas condições favoráveis  à propagação do vício da pedofilia na sociedade moderna. A primeira é a chamada cultura da liberdade. A liberdade, hoje, é idolatrada, é o bem maior, não se subordina a nenhum fim. Em tal cultura da liberdade o direito é  considerado apenas como a técnica de conciliar os arbítrios dos “cidadãos livres”. O direito não tem nada que ver com a moral. É apenas um instrumento para garantir a liberdade individual. A moral é só uma questão de cultura. E a ordem pública, assegurada pela lei positiva, consiste apenas na harmonia das relações sociais, sem um fundamento na lei natural.
 
Ora, essa idolatria da liberdade, que deita raízes no livre exame do protestantismo e se consolidou através do iluminismo e da Revolução Francesa, seduziu muitos espíritos católicos. São os católicos liberais condenados por Gregório XVI e Pio IX. O próprio Vaticano II não ficou imune a tal mentalidade. Queimou incenso à deusa da liberdade na declaração Dignitatis Humanae, dizendo que ninguém pode ser impedido de professar sua religião em privado ou em público, contanto que não seja perturbada a  ordem pública. E tal direito à liberdade religiosa assiste igualmente aos ateus em sua profissão pública do ateísmo. E não bastasse isto, houve diversas declarações solenes de altas autoridades eclesiásticas dizendo que o VII teve por fim adaptar a Igreja aos valores do iluminismo e ao mundo nascido da Revolução Francesa.
 
Tudo isto é um delírio, dizia Gregório XVI. Para entender o problema da liberdade, os tratadistas católicos distinguiam (ao menos, antes do VII) entre liberdade psicológica (livre arbítrio), liberdade física (ausência de coerção) e liberdade moral. Por exemplo, fulano não quer trabalhar. Tem para tanto liberdade psicológica, nada o coage, mas não se pode dizer que tenha o direito de não trabalhar, porque a lei moral o obriga a ganhar o seu próprio sustento.
 
Pois bem, aplicados esses conceitos ao problema da liberdade de cultos, vê-se com clareza meridiana como é falso o princípio moderno da liberdade religiosa, consagrado pelo direito constitucional moderno e inacreditavelmente canonizado pelo Vaticano II.
 
No século XIX dois grandes católicos brasileiros tiveram o mérito de tratar da questão com maestria. São eles o bispo do Pará D. Macedo Costa e o filósofo José Soriano de Sousa. Combateram a separação entre a Igreja e o Estado e a liberdade dos cultos, explanando os princípios perenes em que se fundamenta o direito público da Igreja como decorrentes da reta razão que não aceita pôr em pé de igualdade a verdade e o erro. Diz D. Macedo Costa: “Ora, tal é o catolicismo: religião divina, a única que se demonstra, religião perfeitamente lógica, coerente, harmônica, sujeitando nosso espírito á fé, mas à fé razoável. Logo, a religião católica deve excluir e condenar toas as outras. Logo, o católico não pode admitir a liberdade dos cultos.[1]
 
Admiráveis palavras de um bispo realmente católico. Coisa raríssima em nossos dias. No entanto, o mais importante é que D. Macedo Costa explica que o respeito às convicções alheias implica a sua veracidade, não basta a sinceridade.[2]
 
De maneira que, quando se diz, por exemplo, que a Igreja Católica respeita as religiões da humanidade como respostas, ainda que em graus diversos, ao Deus que quer a salvação de todos os homens, há o grave risco de ter por mais ou menos verdadeiras e boas todas as religiões.  O certo, o tradicional, aquilo que a Igreja sempre ensinou, é que, em princípio, o culto público das religiões falsas deve ser reprimido. Por uma questão de prudência,  podem-se tolerar os cultos falsos para evitar um mal maior à sociedade, ou por caridade, em deferência  à sinceridade das convicções mais íntimas dos seus adeptos, tolerar-lhes o culto privado. Mesmo porque o ato de fé é livre e não se pode forçar ninguém a crer. Mas jamais se pode formular um juízo positivo, “otimista”, sobre as religiões falsas e querer estabelecer com elas uma confraternização para o bem da humanidade. Isto não é católico, é ideal maçônico propagado pela ONU em sua declaração dos direitos humanos e infelizmente presente na Igreja pós-conciliar.
 
Por sua vez, Soriano de Sousa em seu opúsculo A religião do Estado e a liberdade dos cultos faz ver que a possibilidade de aderir a uma religião falsa  não é da essência  da liberdade mas defeito. Deus e os anjos são livres e impecáveis.[3] Deve-se distinguir, portanto, a liberdade psicológica de aderir a um culto falso, como conseqüência  da imperfeição do livre arbítrio debilitado pelo pecado original, e o direito, como aquilo que é justo e correspondente à verdade e ao bem.[4]
 
Que tem que ver que ver tudo isso com o escândalo da pedofilia? Tem muito. Por nauseabundo que seja, muito pedófilos reivindicam hoje o seu “direito” dizendo que não perturbam ninguém, que não forçam ninguém, que tudo é uma questão de “cultura”, que um adolescente pode sentir prazer com um adulto. Dizem que muitas vezes são vítimas da extorsão de moleques.  Dizem também que, assim como a psiquiatria deixou de considerar a homossexualidade uma patologia, assim no futuro há de considerar a pedofilia como uma opção normal, visto que um adolescente pode sentir tal atração. Quem poderá impedi-los se não perturbam a ordem pública? Sobretudo, se inventarem (ou ressuscitarem) uma religião que os envolva em uma mística orgiástica!
 
Realmente, do jeito que as coisas caminham, parece que não estamos longe disso. Haverá até psicotrópico para tratar os “intolerantes” que tenham dificuldade de adaptação à cultura da liberdade.
 
Some-se a tais erros doutrinários de uma falsa noção de direito e liberdade a lama da pornografia e do erotismo invadindo quase todos os ambientes; some-se o elogio da psicanálise nas universidades católicas; acrescente-se ainda a vulgaridade dos costumes, a familiaridade inconveniente nas relações humanas; some-se a omissão dos pais na educação dos seus filhos; mencione-se ainda a indecência dos trajes; recorde-se a nova moral conjugal que nega a hierarquia de fins do matrimônio e ver-se-á então que não poderia haver caldo de cultura melhor para a grassar o vicio até nos recintos mais sagrados. Toda a sociedade está vulnerável, depois de abatidas as muralhas das instituições tradicionais. Em muitas paróquias  hoje não há diferença de clima entre Copacabana e as “celebrações”. Careta e hipócrita é quem reclama.
 
Como se vê, o mundo é perverso e hipócrita atribuindo à Igreja um vício que no fundo ele fomenta e aplaude.  Mas para que a Igreja se veja livre dessa nódoa vergonhosa é preciso reconstruir as muralhas da cidade católica, fundada na doutrina do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Anápolis, 6 de abril de 2010
 


[1] – CRIPPA, Adolpho, coord. As idéias filosóficas no Brasil – séculos XVIII e XIX. Convívio, SP, 1978, p. 198-199.
[2] – Romano Amerio recorda em Stat Veritas que o que hoje se chama “as outras religiões” a Sagrada Escritura chama prostituições por expressarem o mau apego do coração do homem ao seu próprio pensamento independente do pensamento de Deus, enfim, a vaidade do homem. E explica que respeitar uma coisa significa querer manter sua integridade e continuidade. Como então pretender que as “outras religiões” traduzam um desejo de busca do Deus vivo e verdadeiro? Engana-se, pois, quem diz respeitar as outras religiões e ao mesmo tempo querer a conversão dos seus adeptos a Cristo. Cf. Stat Veritas, Riccardo Ricciardi, Milão, 1997, p. 16 e 34.
[3] – CRIPPA, Adolpho. O. c, p. 201.
[4] – A evidente impraticabilidade desses princípios doutrinários no mundo secularizado de hoje não os invalida de modo algum. Ao contrário, basta estudá-los tais como foram expostos pelo magistério tradicional da Igreja para nos convencermos ainda mais da perversidade do mundo moderno condenado por Pio IX no Syllabus e elogiado por Gaudium et spes.


  


  

Pe. João Batista de Almeida Prado Ferraz CostaDa liberdade religiosa ao escândalo da pedofilia
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=politica&artigo=liberdade-religiosa-a-pedofilia&lang=bra
Online, 07/04/2010 às 10:36h
 

Ataques ao Papa Bento seguem agenda sexista e hedonista


Ataques ao Papa Bento seguem agenda sexista e hedonista, diz jornal russo não católico

MOSCOU, 07 Abr. 10 (ACI

No texto Texeira comenta que estas agressões tomam “um caso isolado, preferivelmente complicado, e o generalizam para induzir ao leitor a pensar que todo o corpo é a mesma natureza”.

“Esta generalização obviamente tem conotações ideológicas e segue uma agenda política que procura desconstruir a sociedade tradicional e suas instituições seculares assim como impor uma nova ordem mundial com a maneira dos sinistros interesses da oligarquia internacional, os mesmos que dirigem os mercados financeiros e, através deles, controlam amplamente a economia mundial”.

“De fato –prossegue– os recentes informes de pedofilia que envolvem sacerdotes carecem da ética jornalística requerida, sem importar sua gravidade moral. Esse tipo de notícias geram suspeita sobre sua ‘bondade’ inclusive em não-católicos como nós”.

Seguidamente o editorial reconhece o aporte católico à civilização ocidental e explica que ao fazer esta apologia não estão defendendo a pedofilia de alguns sacerdotes, que sempre deve ser condenada; e adverte também sobre a “bondade” de muitas notícias que “concentram-se exclusivamente em casos de clérigos católicos” quando estes constituem “uma minoria muito pequena”, e que procuram mostrar como “inacabáveis como em um favo de abelhas” os contados casos.

Depois de comentar alguns aspectos do caso Murphy nos Estados Unidos e como o então Cardeal Ratzinger não o encobriu mas que fez tudo o que devia fazer, o editorial assinala que “não acreditam que o New York Times ignorasse totalmente estes fatos. Daqui, vê-se a má fé e a tintura difamatória da campanha que se articulou contra a hierarquia do mundo católico”.

“E isso se entende. O atual Pontífice, consistente com os princípios da Igreja Católica, desenvolveu uma resistência tenaz contra os propósitos divisórios, alentados por organizações seculares que procuram impor uma visão sexista e hedonista da sociedade, reduzindo o homem à sua natureza humana negando sua dimensão espiritual. Estas organizações obviamente não surgiram ‘espontaneamente’ nem vivem do ar… foram criadas e são apoiadas pelo berço de tais fundações filantrópicas como a família Rockefeller”.

Os interesses financeiros, prossegue o texto, “destes, estão ligados a uma ampla fila de setores econômicos que vão desde os bancos, petróleo, fármacos, indústria militar, etc. até os meios áudio-visuais, que claramente cumprem uma agenda ditada pela elite global à qual pertencem”.

Depois de advertir que esta mesma elite assinala que a “humanidade deve ser reduzida em um terço de sua população atual”, o editorial explica que “existe uma clara intenção neste tipo de notícias que vai muito além do desejo de informar… se o mesmo fenômeno não fosse omitido em instituições similares”.
  e hedonista.sexista) .- Um recente editorial do jornal Pravda.ru, escrito originalmente em português pelo repórter português Artur Rosa Teixeira, explica que a atual campanha mediática difamatória contra o Papa Bento XVI e a Igreja pretende desacreditar a Igreja para poder seguir obtendo benefícios econômicos, através da imposição de uma ideologia que não considera a natureza espiritual do ser humano mas que enxerga tudo desde uma perspectiva

Não me envergonho de ser sacerdote, diz presbítero italiano ante “burla midiática”


ROMA, 05 Abr. 10 (ACI) .- O Pe. Piergiordano Cabra, da congregação da Sagrada Família de Nazaré e autor de diversos livros como “Você, me siga!: curso breve de vida consagrada”, “Para uma vida fraterna: breve guia prática”, “Ícones da vida consagrada”, entre outros, escreveu um breve artigo no L’Osservatore Romano no qual responde à “burla midiática” destes dias no qual assinala com firmeza e serenidade que “não me envergonho de ser sacerdote”.

No artigo, o Pe. Cabra comenta que os casos de alguns sacerdotes acusados de pedofilia são efetivamente uma vergonha e que “é justo fazer uma limpeza onde há sujeira”.

A expressão, explica, “apresenta já na ‘Introdução ao cristianismo’ de Joseph Ratzinger de 1968, foi usado pela primeira vez em referência à Igreja, pelo Cardeal Ratzinger durante o Via Crucis no Coliseu, suscitando surpresa. E agora alguns queriam implicá-lo mas, acaso não foram eles mesmos que o chamaram ‘pastor alemão’ por sua disciplina inflexível?”

Dito isto, prossegue o sacerdote, “não me envergonho de pertencer a uma ‘categoria’ de pessoas que dedicou toda a vida a preparar meninos e jovens para a vida, que teve a coragem de promover com a palavra e com o exemplo –sim, com o bom exemplo– a idéia de uma vida limpa, séria conosco mesmos e com os outros, respeitosa, generosa”.

“Penso neste momento nos excelentes sacerdotes que me educaram, naqueles que conheci em meu comprido ministério, que viveram pelos outros, pondo a dignidade das pessoas –especialmente de crianças e jovens– na base de seu serviço pastoral”, refere o Pe. Cabra.

Seguidamente o sacerdote adverte que existem também “casos de verdadeiras calúnias que destruíram vidas inocentes. E diante desta fúria midiática não posso deixar de ver a avidez daqueles –que não são as vítimas– que exploram o caso para sua vantagem, penso nos condutores de programas televisivos venenosos que se burlam de todo ideal e que hoje se fazem de escandalizados”.

“Penso –continua– na boa ocasião para enlodar a Igreja e desvalorizar sua doutrina que resiste ao mau costume geral, que se inclina a confundir o mal com o bem, o limpo com o sujo”.

“Penso nos Santos sacerdotes, que não são poucos, e nos honestos, que são muitos, recordando aos que me sinto a ver por antecipação com confiança”, acrescenta.

O P. Cabra comenta logo que “não sou cego para não ver as coisas que não funcionam, primeiro em mim e logo nos outros. Mas o bem maior não está em menosprezar o ideal, mas em analisar o nível da minha vida, sentir-se sempre mais humildes, mais unidos na Igreja, não deixar muito sozinhos os nossos sacerdotes, rezar por eles, sustentá-los com nosso calor humano. Sobre tudo não lançar tão facilmente a primeira pedra”.

“Não. Não me envergonho de ser sacerdote. Envergonho-me de não ser um santo sacerdote”, concluiu.

Clima artificial de pânico moral


Por Rafael Navarro-Valls

Suspeito de que há um clima artificial de “pânico moral” em criação, de que faz parte certa pandemia midiática ou literária centrada nos “desvios sexuais do clero”, convertido numa espécie de pântano moral

Um tribunal de Haia decidiu em julho de 2006 que o partido pedófilo “Diversidade, Liberdade e Amor Fraternal” (PNVD na sigla em holandês) “não pode ser proibido, já que tem o mesmo direito de existir que qualquer outro grupo”. Os objetivos desse partido político eram: reduzir a idade de consentimento para relações sexuais a 12 anos, legalizar a pornografia infantil, a exibição de material pornográfico pesado na televisão em horários diurnos e autorizar a zoofilia. Eram porque o tal partido fechou esta semana. Ao que parece, um fator decisivo para isso foi a “dura campanha” levada a cabo em todas as frentes, inclusive na internet, pelo sacerdote católico F. Di Noto, implacável na sua luta contra a pedofilia.

Essa boa notícia – cujo protagonista é um sacerdote católico – coincide com outra ruim, também protagonizada por sacerdotes. Refiro-me à tempestade midiática desencadeada pelos abusos sexuais cometidos por alguns clérigos contra menores de idades. Eis os dados: 3.000 casos de sacerdotes diocesanos envolvidos em delitos cometidos nos últimos cinquenta anos, embora nem todos tenham sido declarados culpados pela lei. Segundo Charles J. Sicluna – como que um fiscal geral do organismo da Santa Sé encarregado desses delitos –: “60% dos casos são de «efebofilia», ou seja, de atração sexual por adolescentes do próprio sexo; 30% são de relações heterossexuais, e 10%, de atos de pederastia verdadeira e própria, isto é, casos de atração sexual por crianças impúberes. Estes últimos somam trezentos aproximadamente. Um já seria muito, mas também temos de reconhecer que o fenômeno não é tão difundido como dizem”.

Com efeito, se levarmos em conta que hoje existem cerca 500.000 sacerdotes diocesanos e religiosos, os números – sem deixar de ser tristes – constituem uma porcentagem em torno de 0,6%. O estudo científico mais sólido que conheço feito por um autor não católico é o do professor Philip Jenkins, Pedophiles and Priest – Anatomy of a Contemporary Crisis (Oxford University Press). Sua tese é de que a proporção de clérigos com desordens sexuais é menor na Igreja Católica que em outras confissões. Sobretudo, é muito menor que em outros modelos institucionais de convivência organizada. Se tais comportamentos chamam mais a atenção na Igreja Católica hoje do que antes, é porque a organização de Roma permite recolher informações, contabilizar e conhecer os problemas com mais rapidez que em outras instituições e organizações, confessionais ou não.

Há dois exemplos recentes que confirmam as análises de Jenkins. Os dados fornecidos pelas autoridades austríacas indicam que, num mesmo período de tempo, os casos de abusos sexuais ocorridos em instituições vinculadas à Igreja foram 17, ao passo que em outros ambientes foram 510. Segundo um informe publicado por Luigi Accatoli (um clássico do Corriere della Sera), dos 210.000 casos de abusos sexuais registrados na Alemanha desde 1995, apenas 94 estão relacionados com pessoas e instituições da Igreja Católica, o que representa 0,045% do total.

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Pedófilos, quem?


João Augusto Rdrigues,
Jornal O Liberal – Belém
A imprensa tem reproduzido nos últimos dias, em todo o mundo, notícias veiculadas por grandes jornais dos Estados Unidos e da Europa que associam alguns padres católicos ao repugnante crime da pedofilia.  Além disso, a maior parte das notícias se impregna de uma ferocidade cega e avança com insinuações malévolas e acusações infamantes contra a Igreja Católica e o Papa Bento XVI.
 
O jornalismo, praticado muitas vezes de forma ligeira, preguiçosa e inconseqüente, buscando o sensacionalismo não procura se aprofundar na análise do problema. Casos ocorridos há dez, vinte ou trinta anos são resgatados com fortes cores de escândalo como se fossem ocorrências recentes. Denúncias são tornadas públicas de forma leviana contra o Sumo Pontífice para tentar incriminá-lo, como se fosse ele o responsável por tais atos vergonhosos ou aos culpados oferecesse o apoio da Igreja Católica.
 
A pedofilia é um crime ignominioso e inaceitável em qualquer circunstância. É uma conduta indesculpável, parta de quem partir ou ocorra onde e quando ocorrer. Mas o que fazem as numerosas reportagens veiculadas nos últimos dias, quando tratam dos crimes trazidos recentemente à tona na Europa se não confundir e vilipendiar o Papa Bento XVI? Quem acompanhou o noticiário ficou com a dolorosa impressão – se católico – de que a Igreja agiu de forma a desculpar e justificar tais atos.
 
Um jornalismo mais sério e responsável, ao contrário, deveria saudar a atitude do Santo Padre, que não hesitou em escrever uma carta plena de coragem e dignidade ao clero irlandês,
condenando os abusadores naquele país, pedindo perdão às vítimas e esperando que a justiça cumpra o seu papel. A atitude corajosa do Sumo Pontífice nem de longe tem sido acompanhada pela maior parte dos jornalistas e dos críticos, incapazes de separar a histeria anti-católica da verdade criminal.
 
Para ilustrar esse raciocínio segue um dado interessante, tanto mais que restrito ao país do cardeal Ratzinger. Na Alemanha foi comprovado que houve , desde 1995, 210 mil denúncias de abusos a menores. Dessas 210 mil, 300 envolveram de alguma forma padres católicos. Ou seja, menos de 0,2%. Isso significa que, por serem poucos, esses casos devem ser minimizados? Longe disso. Já disse e repito: um único caso que seja de pedofilia é sempre vergonho e imperdoável.
 
O problema é que se está procurando partir de casos isolados para engrossar uma campanha de descrédito e de infâmia contra a Igreja Católica e seus dignitários, tornando mais profundo o difuso anti-catolicismo ocidental que já vai se tornando um dos inexplicáveis fenômenos do nosso tempo.
 
Nos Estados Unidos, onde as estatísticas têm mais credibilidade, já se constatou que a presença de pedófilos, é de duas a dez vezes mais alta entre os pastores protestantes do que entre os padres católicos. De qualquer forma, muito maior que o envolvimento de líderes religiosos (católicos ou protestantes) é, por exemplo, o de professores de ginástica e treinadores de equipes esportivas juvenis, muitos deles casados.
 
Da mesma forma, relatórios periódicos do governo norte-americano indicam que cerca de dois terços dos abusos sexuais contra crianças não vêm de estranhos ou de educadores, sejam eles padres ou pastores, mas de familiares – padrinhos, tios, primos, irmãos e, infelizmente, até pais, muitos deles também casados.
 
Esses dados vêm derrubar a opinião de alguns anti-católicos, que tentam atribuir ao celibato a causa do problema. Uma atitude mais séria e responsável recomendaria um estudo mais profundo para lhe descobrir as origens e criar no seio da sociedade os mecanismos capazes de preveni-lo. Exatamente o contrário do que tem sido feito, buscando-se cobrir de desonra a Igreja Católica, cuja doutrina abraça os melhores valores da nossa civilização.



   

 

Rodrigues, João Augusto – Jornal O Liberal – Belém – Pedófilos, quem

PARA LULA: QUEM DISSE QUE A DEMOCRACIA ACEITA TUDO? ELA NÃO ACEITA, POR EXEMPLO, DEBATER O SEU FIM!


Por Reinaldo Azevedo (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/para-lula-quem-disse-que-a-democracia-aceita-tudo-ela-nao-aceita-por-exemplo-debater-o-seu-fim/)

segunda-feira, 5 de abril de 2010 | 5:41

Assisti ontem à entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a jornalistas da Band, no programa Canal Livre. Nada de muito novo. Era o “cara” de sempre, naquela já aborrecida rotina. Em suma, ele afirmou que “nunca antes na história deste país (…)” E aí vocês preencham o espaço livremente. Quero destacar a parte de sua fala que se refere aos meios de comunicação e à imprensa. Ao realizar, no dia 1º de março, o “1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão”, de que participei, o Instituto Millenium talvez não tivesse idéia do quão agastado o governo ficaria. Embora o encontro tenha sido aberto por um então ministro de Lula, Helio Costa (Comunicações), e fechado por um homem de sua inteira confiança — mas que deve ser mantido longe de jardineiros: Antônio Palocci, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à reeleição de Lula!!!

Não! Mesmo assim, o governo não gostou! Lula se referiu ao seminário do Millenium como um encontro de “jornalistas e empresários”, o que é, para começo de conversa, falso. O Millenium tem financiadores privados e, à diferença das “ONGs governamentais” (esse misto de jabuticaba e besteira que só existe no Brasil), não aceita dinheiro público. Não havia “empresários” nas mesas de debate, só jornalistas, professores e políticos. Otavio Frias Filho, da Folha, foi o único “acionista” de empresa de comunicação a falar — mas o fez, claramente, como homem de redação. E não foi para escamotear nada, ou não falaria, certo? Todo mundo sabe quem ele é. A rigor, esteve entre os menos críticos do dia ao papel desempenhado pelo governo Lula no setor. Mas o presidente fala num encontro de “jornalistas e empresários” porque pretende, assim, atribuir as críticas a uma espécie de conspiração articulada de interesses contra, sei lá, o “povo popular”…

Lula se disse estarrecido com algumas coisas que ouviu lá… Se ouviu o que eu disse — já publiquei os vídeos aqui —-, certamente se sentiu foi relatado. Segundo o presidente, os que apontam ataques do governo contra a liberdade de expressão estão vendo “fantasmas”. E defendeu as tais conferências de botocudos — e ele evidentemente as aprecia porque discursa em todas; em duas delas ao menos, fez campanha eleitoral ilegal.

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Lula e sua grande farsa


Fonte: Estadão

A grande farsa

Miguel Reale Júnior – O Estado de S.Paulo

Kerrie Howard, diretora da Anistia Internacional, ao comentar a posição do Brasil em face da morte do dissidente cubano Orlando Zapata, disse, com a mais absoluta razão: “Não se pode criticar a questão dos direitos humanos apenas quando é conveniente.”

 

Todavia, essa submissão da defesa dos direitos humanos pelo governo Lula a outros interesses não é novidade, como revela a posição assumida em órgãos internacionais. Assim, quando da vigência da Comissão de Direitos Humanos da ONU, substituída depois pelo Conselho de Direitos Humanos, o país de Lula votou favoravelmente à no-action motion para proteger a China na questão dos direitos humanos. O Brasil, em 2003 e em 2004, votou contra as resoluções que condenavam a Rússia pela lesão a direitos humanos na República da Chechênia.

Recentemente, como um dos 47 membros do Conselho de Direitos Humanos, o Brasil acompanhou a proposta cubana de não reprovar o Sri Lanka, país onde cerca de 70 mil pessoas haviam sido mortas em perseguição política e centena de milhares, deslocadas internamente.

Apesar da violação sistemática de direitos humanos na Coreia do Norte, com execuções e torturas de dissidentes políticos, o Brasil se absteve, em 2008 e em 2009, na Assembleia-Geral da ONU e no Conselho de Direitos Humanos, quanto à tomada de medidas e sanções em face dessas ofensas gritantes. O mesmo com o Congo e o Sudão.

Na linha de desprezo aos direitos humanos, vistos como válidos apenas quando interessa, o “diplomata” Marco Aurélio Garcia banalizou a morte de Orlando Zapata, em greve de fome, ao relativizar: “Há problemas de direitos humanos no mundo inteiro.” Essa declaração é um gravíssimo desrespeito a valores fundamentais, pois cinicamente justifica a sua afronta por ser usual.

Discípulo do “diplomata” Marco Aurélio, o presidente Lula, em El Salvador dois dias após a morte de Zapata, disse: “Não se pode fazer julgamento de um país ou julgar a atitude de um governo por uma atitude de um cidadão que resolve entrar em greve de fome.”

Lula tratou como um cidadão qualquer o dissidente Zapata, em greve de fome como ato de resistência civil silenciosa e preso de consciência conforme a Anistia Internacional, dando ao fato cores de ato de cidadão tresloucado, ao qual se refere como um qualquer, ignorando ter sido preso em vista de seus escritos e suas manifestações de oposição política.

Em entrevista à Associated Press, Lula explicitou toda a sua “sensibilidade” aos direitos humanos de presos políticos: “Greve de fome não pode ser um pretexto dos direitos humanos para libertar as pessoas.” “Imaginem se todos os bandidos presos em São Paulo fizerem um jejum para pedirem sua libertação.”

O que espanta não é Lula ter dito isso. Os absurdos presidenciais têm sido reiterados, apesar deste não ferir apenas a nossa inteligência, mas a nossa sensibilidade moral. O que espanta é o contraste: o Lula de ontem e o de hoje.

Lula teve o exemplo de dois de seus próximos colaboradores, Paulo Vannuchi e Frei Betto, que, como presos políticos, empreenderam greve de fome em 1972 em busca da justa reivindicação de não serem separados em diversos estabelecimentos, como medida de segurança pessoal. Essa greve com emoção é relatada por Frei Betto nos livros Cartas da Prisão e Diário de Fernando. Nesse último livro, que reproduz o testemunho de outro preso, Frei Fernando Brito, registra-se que até os carcereiros vieram solidarizar-se com eles em greve de fome.

O secretário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Ivo Lorscheiter, enviou à época carta ao ministro da Justiça pedindo que as reivindicações dos presos em greve de fome fossem atendidas. Conta Frei Fernando: “A greve de fome aprofunda-nos a vida espiritual… o sentido evangélico de nosso gesto.” Em Cartas da Prisão, Frei Betto, com seu estilo preciso, diz sobre a greve de fome: “Não é fácil controlar o apetite da imaginação. Ainda bem que o espírito se mostra mais forte que a carne.”

Em 11 de dezembro de 1989, às vésperas do segundo turno entre Lula e Collor, Abílio Diniz foi sequestrado por ativistas políticos (argentino, chileno e canadense) que desejavam arrecadar fundos para a guerrilha em El Salvador. Condenados, passados dez anos, entraram em greve de fome exigindo o retorno a seus países. Lula foi visitá-los no Hospital das Clínicas. Ligou, então, para o presidente Fernando Henrique para pleitear que fossem atendidos, argumentando que a morte mancharia a biografia do presidente.

José Gregori, secretário nacional de Direitos Humanos, em conjugação com o Itamaraty, promovia a assinatura de tratado de troca de prisioneiros com a Argentina e o Chile, a permitir o envio dos presos a seus países. Durante o tempo em que havia as tratativas para essa troca de prisioneiros, a Secretaria de Direitos Humanos, conta José Gregori, recebia telefonemas de Marco Aurélio Garcia em campanha pela expulsão dos presos em greve de fome.

Em 2000, professores paranaenses entraram em greve de fome para reivindicar melhoria salarial e em Curitiba receberam a visita de solidariedade de Lula.

Lula mesmo, quando preso político, fizera greve de fome.

Se não fosse evidente a distinção entre preso político e preso comum, a experiência vivida por Lula deveria tê-lo instruído sobre a diferença entre as duas classes de presos. Para Lula, o respeito a merecer os presos políticos estava à mão, nos livros e na vida de amigos acima lembrados. Mas Lula preferiu, com relação a Zapata, seguir o determinado pela versão do jornal oficial de Cuba, o Granma, que o descreveu como preso comum insubordinado.

Lula pôs no mesmo saco presos políticos e comuns para desculpar Cuba. Antes, já ignorara as ignomínias praticadas na China, na Coreia do Norte, na Rússia e no Sri Lanka.

Como se vê, não passa de uma grande farsa defender os direitos humanos a serem desprezados conforme a conveniência.

 

ADVOGADO, PROFESSOR TITULAR DA FACULDADE DE DIREITO DA USP, MEMBRO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS, FOI MINISTRO DA

JUSTIÇA

Como romper com a Maçonaria (II)


Continuando o post “Como romper com a Maçonaria (I)”…

Como, porém, se há de romper com a Maçonaria?

Entre os maçons vale o adágio seguinte: “O caráter maçônico é indelével”. Perante a Maçonaria, portanto, o nosso ex-maçon continuará sempre maçon, embora “inativo”, e ficará sujeito à Lei Penal. Mas a Igreja exige, e com muita razão, que o maçon se separe completamente da seita. Perante a lei maçônica esta separação pode ser feita de diversas maneiras: ou violenta ou amigavelmente. Não vemos razão por que deva o nosso maçon convertido desligar-se de modo violento da sociedade secreta, sobretudo quando deve temer vingança e perseguição. Lembramos, por isso, a possibilidade de uma separação em base amistosa; os artigos 202-205 do vigente Regulamento Geral da Maçonaria Brasileira prevêem esta possibilidade. Eis aí o texto da lei maçônica:

“Art. 202 — O Obreiro que quiser afastar-se da Loja a que pertencer solicitará à Oficina seu desligamento por petição acompanhada de certidão do que constar de sua matrícula ou folha e prova da quitação de suas obrigações pecuniárias.

Art. 203 — Lidos esses documentos em sessão e não sendo mencionados os motivos dessa resolução, ou, se a causa alegada for considerada pela Oficina suscetível de entendimento ou conciliação, o Ven.’. nomeará Com.’. para tratar de demover o peticionário dessa intenção e poderá presidir a Com.’. se não preferir agir por si.

Art. 204 — Declarando a petição que a resolução é inabalável ou se o motivo for mudança de residência ou outro de conveniência do peticionário que não envolva desarmonia no seio da Loja; ou ainda querer passar a exercer sua atividade em outra Loja, o Ven.’. determinará a expedição do Título de desligamento independente de resolução da Oficina, por tratar-se de direito constitucional do Maçon.

Art. 205 -— O Título de desligamento conterá o que constar da matrícula, que deve mencionar toda a vida do Obreiro na Loja, sua quitação, a data e a declaração de ter o Maçon se desligado no pleno gozo de seus direitos maçônicos.

§ único — O Título de desligamento vigorará por seis meses, após esse prazo o maçon passará a inativo, e sujeito às exigências da regularização”

Maçonaria Ou também, de acordo com o art. 198, o maçon poderá pedir a demissão de membro ativo, pedido este que pode ser dado verbalmente em sessão, “ou comunicado por escrito, assinado e remetido ao Venerável“. É então concedido o prazo de um mês para retirar o pedido e, “findo este prazo e não tendo retirado a demissão, a Loja lhe enviará o seu placet, se estiver quite“. E assim acabou-se tudo em paz. “Placet“, explica a Pequena Enciclopédia Maçônica. p. 523, “é o documento passado por uma Oficina em favor de um Irmão, no qual se declara haver o mesmo se desligado do quadro“. O mais prático, portanto, seria que o nosso maçon, antes mesmo de procurar um sacerdote, adquira o Placet de sua loja, que já seria também um documento que atestasse a sinceridade de seu arrependimento e a lealdade de seu propósito.

Retorna, assim, à casa paterna o filho pródigo que se perdera entre os Irmãos de Hiram, os Filhos da Viúva… “O pai avistou-o de longe, e, movido de compaixão, correu-lhe ao encontro, lançou-se-lhe ao pescoço e beijou-o. Disse-lhe o filho: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, ordenou a seus servos: Depressa, trazei o vestido mais precioso e vesti-lho; ponde-lhe um anel no dedo e sapatos nos pés. Buscai também o novilho gordo e carneai-o. Comamos e nos banqueteemos! porque este meu filho estava morto, e ressuscitou; andava perdido, e foi encontrado” (Lc 15, 20-24). 

 

   

 

 

 

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Feliz Páscoa 2010!


Da Homilia sobre a Páscoa, de Melitão de Sardes, bispo (Séc. 11)
a louvor de Cristo
Prestai atenção, caríssimos: o mistério pascal é ao mesmo tempo novo e antigo, eterno e transitório, corruptível e incorruptível, mortal e imortal. É mistério antigo segundo a Lei, novo segundo a Palavra que se fez carne; transitório pela figura, eterno pela graça; corruptível pela imolação do cordeiro, incorruptível pela vida do Senhor; mortal pela sua sepultura na terra, imortal pela sua ressurreição dentre os mortos. A Lei, na verdade, é antiga, mas a Palavra é nova; a figura é transitória, mas a graça é eterna; o cordeiro é corruptível, mas o Senhor é incorruptível, ele que, imolado como cordeiro, ressuscitou como Deus. Na verdade, era como ovelha levada ao matadouro, e contudo não era ovelha; era como cordeiro silencioso (Is 53,7), e no entanto não era cordeiro. Porque a figura passou e apareceu a realidade perfeita: em lugar de um cordeiro, Deus; em vez de uma ovelha, o homem; no homem, porém, apareceu Cristo que tudo contém.

Por conseguinte, a imolação da ovelha, a celebração da páscoa e a escritura da Lei tiveram a sua perfeita realização em Jesus Cristo; pois tudo o que acontecia na antiga Lei se referia a ele, e mais ainda na nova ordem, tudo converge para ele. Com efeito, a Lei fez-se Palavra e, de antiga, tornou-se nova (ambas oriundas de Sião e de Jerusalém); o preceito deu lugar à graça, a figura transformou-se em realidade, o cordeiro em Filho, a ovelha em homem e o homem em Deus.

O Senhor, sendo Deus, fez-se homem e sofreu por aquele que sofria; foi encarcerado em lugar do prisioneiro, condenado em vez do criminoso e sepultado em vez do que jazia no sepulcro; ressuscitou dentre os mortos e clamou com voz poderosa: “Quem é que me condena? Que de mim se aproxime (Is 50,8). Eu libertei o condenado, dei vida ao morto, ressuscitei o que estava sepultado. Quem pode me contradizer? Eu sou Cristo, diz ele, que destruí a morte, triunfei do inimigo, calquei aos pés o inferno, prendi o violento e arrebatei o homem para as alturas dos céus. Eu, diz ele, sou Cristo.

Vinde, pois, todas as nações da terra oprimidas pelo pecado e recebei o perdão. Eu sou o vosso perdão, vossa páscoa da salvação, o cordeiro por vós imolado, a água que vos purifica, a vossa vida, a vossa ressurreição, a vossa luz, a vossa salvação, o vosso rei. “Eu vos conduzirei para as alturas, vos ressuscitarei e vos mostrarei o Pai que está nos céus; eu vos levantarei com a minha mão direita”.

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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