Um problema de definição


Carlos Ramalhete

A diferença maior entre uma sociedade saudável e uma sociedade em franco processo de decadência é a manutenção de uma ordem relativamente conforme à natureza humana. Quando uma sociedade perde os critérios naturais, o orgulho dos homens sempre a conduz a tentativas de substituição do natural por invencionices autodestrutivas.

Um tal caso é o da confusão atualmente em curso entre casais naturais, feitos de homem e mulher unidos para o auxílio mútuo e a procriação, e as chamadas uniões homoafetivas. Aqueles são uma instituição natural, sem a qual uma sociedade não pode perdurar. Estas são um fenômeno diverso, que não pode ser comparado com uma união matrimonial natural.

Pode haver um componente sexual numa união afetiva, como pode não haver. Em termos práticos, não há razão alguma para que seja tratada diferentemente pelo Estado a dupla do mesmo sexo que vive junta e tem relações sexuais, a dupla de irmãs solteiras que vivem juntas e a comunidade de hippies ou religiosos. O que ocorre sem vítimas entre quatro paredes não é da alçada do Estado, e não pode ser usado por ele para criar equivalências ao matrimônio natural.

Faz-se hoje uma daninha confusão entre o matrimônio e algumas uniões que por sua própria natureza não podem levar à continuação natural da sociedade através da procriação. Esta confusão é tanto mais estranha em um momento social em que o sexo é tratado como ato meramente fisiológico, tendo por fim o prazer e excluindo a procriação. Problemas reais e antigos, como a partilha de patrimônio construído em conjunto por pessoas que vivem juntas – irmãs solteironas ou duplas de amigos, com ou sem sexo – , já são tratados como desculpa para aplicar a uniões que não são matrimônios as regras matrimoniais… desde que haja sexo.

O problema deveria ser resolvido deixando cada um definir para quem vão os seus bens; não interessa ao Estado saber se há sexo com os herdeiros desejados. Mas não: se há sexo, vira sucedâneo de matrimônio. Se não há, azar de quem ajudou a construir um patrimônio! O Estado invade os quartos de dormir e faz do sexo a origem do matrimônio, ao mesmo tempo em que prega que sexo é um ato fisiológico a ser feito por todos, solteiros ou casados. Contradição, teu nome é decadência!

Desta confusão surge outra: se a união de solteiros que fazem sexo vira um matrimônio por uma penada do juiz ou legislador, a adoção de uma criança passa a ser desejada e tida como o próximo passo para a criação de uma “família” à moda Frankenstein. Trata-se de uma crueldade para com a criança, uma crueldade que o Estado não tem o direito de fazer. O Estado não pode impor a uma criança passar o resto da vida tentando explicar que em seus documentos há dois “pais” ou duas “mães”, e nenhum membro do outro sexo. Uma pessoa que entregue seu filho para que seja criado por uma dupla de solteiros do mesmo sexo – mais uma vez, com ou sem sexo – está esticando ao limite o seu pátrio poder. Já o Estado deve ter limites muito mais rígidos, por agir em nome de todos.

Quando uma criança é entregue ao Estado, ele deve agir com a máxima prudência e não se desviar do mais comum e do mais estabelecido; agindo em nome do povo, ele é obrigado moralmente a fazer o uso mais conservador e mais restrito do pátrio poder, que recebeu por substituição temporária e não lhe pertence.

Não é à toa que ao cidadão é permitido fazer o que a lei não proíbe, e ao Estado é proibido fazer o que a lei não autoriza: o Estado deve agir de forma contida, ou estará indo além de seu papel e de suas prerrogativas. Ao Estado não compete fazer revolução.

Na adoção, é necessário evitar toda e qualquer situação incomum e manter-se nos estritos limites do natural; tal como o Estado não pode registrar como “pais” de uma criança uma comunidade (hippie, religiosa etc.), tampouco pode fazê-lo com uma dupla do mesmo sexo que se vê como casal. Isto seria colocar a criança em uma situação atípica, forçando-a a passar a vida explicando que, sem ter escolha, tornou-se a vanguarda de uma tentativa de revolução contra a natureza.

Carlos Ramalhete é filósofo e professor.

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“Potência” da Ressurreição: mais de 14 mil lasers!


Santo Sudário pode sustentar teoria da Ressurreição, diz cientista

ROMA, 06 Mai. 10 (ACI) .- As últimas descobertas sobre o Santo Sudário realizados pelos cientistas da Agência Nacional para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento da Itália (ENEA) “não contradizem a teoria da Ressurreição” de Jesus Cristo, conforme declarou o diretor da equipe que realizou a investigação, o professor Paolo Di Lazzaro.

Em uma entrevista à agência Europa Press, Di Lazzaro explicou as conclusões do estudo, que duraram quatro anos e cujo objetivo era descobrir o modo em que foi realizada a enigmática imagem do Santo Sudário de Turim (ao norte da Itália), o linho que, segundo a tradição, cobriu o corpo morto de Jesus Cristo depois da crucificação.

Este manto se converteu em um dos objetos mais estudados do mundo. A principal interrogação que este expõe à ciência é sobre o modo em que foi realizada a imagem, cujas características químicas e físicas são virtualmente impossíveis de replicar, tanto ontem como hoje.

“Pelo momento, não foi possível reproduzi-la com nenhuma técnica conhecida”, já que “embora macroscopicamente pode que não se notem as diferenças, estas resultam evidentes quando se observa a malha em nível microscópico”, detalhou Di Lazzaro.

A particularidade da imagem original reside na “profundidade da coloração”, que foi impressa “de modo muito superficial, unicamente nos estratos mais externos da malha”. Depois de observá-la bem, sua equipe percebeu que “a imagem do Santo Sudário se parecia com as que realizam algumas indústrias têxteis através do laser”, por isso decidiram investigar o fato.

Depois de anos de experiências, a equipe conseguiu, pela primeira vez, “colorir uma malha de linho com a mesma sutil espessura com que foi colorida o Santo Sudário” através de “impulsos de luz ultravioleta extremamente breves mas muito intensos emitidos com um laser especial”.

Mas contudo, os investigadores só conseguiram reproduzir uma parte pequena do Santo Sudário, já que “para colori-la inteira seriam necessários 14 mil lasers, algo que no momento é impossível”, admitiu.

Não obstante, isto não tira valor à descoberta, com a que, pelo menos, “foi possível indicar o mecanismo físico que poderia ter estado na origem da imagem”. Do mesmo modo, ao ser perguntado a respeito, Di Lazzaro considerou que tal mecanismo “não contradiz a teoria religiosa do milagre ou da ressurreição”, já que esta poderia ter sido a causa da descarga de energia que originou a imagem, embora “este é um âmbito do que não podemos nos ocupar como cientistas”, precisou.

Nos últimos dias, Di Lazzaro organizou um seminário em Frascati (centro da Itália) no qual 48 peritos de todo o mundo se reuniram para falar das imagens chamadas acheiropoietos, quer dizer, que “não foram feitas com as mãos”.

O seminário, que terminou esta quinta-feira, contou com a participação de cientistas especializados procedentes de 16 nações. Além do Santo Sudário, foram analisadas a imagem da Virgem do Guadalupe o manto de Juan Diego e o Véu do Manoppello, que segundo a tradição, seria a imagem que teria deixado gravada Jesus no lenço com o que Santa Verônica secou o seu rosto durante a Paixão.

Martinho Lutero, homicida e suicida


Martinho Lutero, homicida e suicida

 

Eis alguns dados históricos da triste vida do fundador do protestantismo, e do fim trágico de seu fim trágico, depois de uma de suas muitas bebedeiras serestais com príncipes amigos.

Martinho Lutero nasceu em Eisleben, na Saxônia (Alemanha) em 1483, e pôs fim à próprio vida em 1546, cerca de 25 anos após a sua revolta contra a Igreja de Nosso Senhor. Sua mãe Margarida foi muito religiosa, porém, muito supersticiosa e dada a bruxarias e encantamentos, o que influiu muito no comportamento do filho. O jovem Lutero, depois de seus estudos de humanidades nas escolas locais de Mansfeld, foi estudar filosofia e direito na Universidade de Erfurt, onde se formou, no ano de 1505. Em junho deste ano entrou para o Convento dos Agostinianos, “não por vocação, mas por medo da morte”. Ele mesmo falou várias vezes desse “medo da morte” que determinou a sua entrada na religião, como o veremos.

LUTERO HOMICIDA

O Dr. Dietrich Emme, em seu livro: “Martinho Lutero – sua juventude e os seus anos de estudos, entre 1483 e 1505”, Bonn, 1983, afirma que Lutero entrou no Convento só para não ser submetido à justiça criminal, cujo resultado teria sido, provavelmente, a pena de morte, por ter matado em duelo um seu colega de estudos chamado Jerônimo Buntz. Daí o seu “medo da morte” ao qual se referia freqüentemente. Então um amigo o aconselhou a se refugiar no Convento dos Eremitas de Santo Agostinho, que então gozava do direito civil de asilo, que o colocava ao abrigo da justiça. Foi aí que se tornou monge e padre agostiniano.

Lutero parecia ter-se convertido. Mas não. Sempre perturbado e contraditório, ele se declara réu confesso em uma prédica em 1529: “Eu fui monge, eu queria seriamente ser piedoso. Ao invés, eu me afundava sempre mais: eu era um grande trapaceiro e homicida” (WAW, 29, 50, 18). E um discurso transcrito por Veit Dietrich, afirma: “Eu me tornei monge por um desígnio especial de Deus, a fim de que não me prendessem; o que teria sido muito fácil. Mas não puderam porque a Ordem se ocupava de mim” (isto é, os superiores do Convento o protegiam) (WA Tr 1, 134, 32). Portanto, Lutero foi réu de um homicídio que cometeu quando era estudante em Erfurt. E segundo os seus biógrafos, o motivo teria sido despeito por ter o seu colega obtido melhor nota nos exames.

LUTERO ÉBRIO E ÍMPIO

Ele o confessa: “Eu aqui me encontro insensato, e endurecido, ocioso e bêbado de manhã à noite… Em suma, eu que devia ter fervor de espírito, tenho fervor da carne, da lascívia, da preguiça e da sonolência”. No entanto, chamava o Papa de “asno”.

Sobre a oração dizia: “Eu não posso rezar, mas posso amaldiçoar. Em lugar de dizer ‘santificado seja o vosso nome’, direi: ‘maldito e injuriado seja o nome dos papistas…, que o papado seja maldito, condenado e exterminado’. Na verdade é assim que rezo todos os dias sem descanso”.

Sobre os mandamentos, dizia: “Todo o Decálogo deve ser apagado de nossos olhos, de nossa alma e de nos outros tão perseguidos pelo diabo… Deves beber com mais abundância, e cometer algum pecado por ódio e para molestar ao demônio…”. Lutero não só afirmava que as boas obras nada valem para a salvação como as amaldiçoava.

Mas sobre o pecado, ele dizia: “Sê pecador e peca fortemente, mas crê com mais força e alegra-te com Cristo vencedor do pecado e da morte… Durante a vida devemos pecar”.

Sobre a castidade, Lutero incentivou os monges, sacerdotes e religiosas a saírem de seus Conventos e se casarem. “O celibato – dizia – é uma invenção maldita”“Do mesmo modo que não posso deixar de ser homem, assim não posso viver sem mulher”.

Sobre a Virgem Maria, “a caneta” recusa a escrever as blasfêmias que proferiu contra a sua pureza (originalmente este texto foi publicado em forma de folheto, Nota do Editor).

Sobre Jesus Cristo, afirma que “cometeu adultério com a samaritana no poço de Jacó, com a mulher adúltera que perdoou…, e com Madalena…”.

Sobre Deus: “Certamente Deus é muito grande e poderoso, bom e misericordioso…, mas é muito estúpido; é um tirano”.

Seu último sermão em Wittenberg, em maio de 1546, foi um furioso ataque contra o Papa, o sacrifício da Missa e o culto a Nossa Senhora.

LUTERO SUICIDA

Lutero tinha um temperamento extremamente mórbido e neurótico. Depois de sua revolta contra a Igreja, a sua neurose atingiu os limites extremos. Estudos especializados lhe atribuem uma “neurose de angústia gravíssima”, do tipo que leva ao suicídio (Roland Dalbies, em “Angústia de Lutero”).

O suicídio de Lutero é afirmado tanto por católicos como por protestantes. Eis o depoimento do seu criado, Ambrósio Kudtfeld, que mais tarde se tornou médico:

“Martinho Lutero, na noite que antecedeu a sua morte, se deixou vencer por sua habitual intemperança, e com tal excesso, que fomos obrigados a carregá-lo totalmente embriagado, e colocá-lo em seu leito. Depois nos retiramos ao nosso aposento sem pressentir nada de desagradável. Pela manhã voltamos ao nosso patrão para ajudá-lo a vestir-se, como de costume. Mas, que dor! Vimos o nosso patrão Martinho pendurado de seu leito e estrangulado miseramente.

“Tinha a boca torta e a parte direita do rosto escura; o pescoço roxo e deformado. Diante de tão horrendo espetáculo, fomos tomados de grande terror. Corremos sem demora aos príncipes, seus convidados da véspera, para anunciar-lhes aquele execrável fim de Lutero. Eles ficaram aterrorizados como nós. E logo se empenharam com mil promessas e juramentos, que observássemos, sobre aquele acontecimento, eterno silêncio, e que colocássemos o cadáver de Lutero no seu leito, e anunciássemos ao povo que o ‘Mestre Lutero’ tinha improvisamente abandonado esta vida”.

Este relato do suicídio de Lutero foi publicado em Anversa, no ano de 1606, pelo sensato Sedúlius. Dois médicos comprovaram os sintomas de suicídio relatados pelo seu doméstico Kudtfeld. Foram eles Cester e Lucas Fortnagel. As informações desse último foram publicadas pelo escritor J. Maritain, em seu livro: “Os Três Reformadores”. Nesse livro o autor oferece ainda uma impressionante lista de amigos e companheiros de Lutero que se suicidaram.

Portanto, irmãos separados da Igreja Católica por esse falso e ébrio reformador, abram os olhos, e voltem à verdadeira Igreja de Jesus Cristo. É fácil de reconhecê-la. Está claro nos Santos Evangelhos que a verdadeira Igreja de Cristo é uma só (Mt. 16, 16). E o que aí lemos: “Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja. (Cf “Folhetos Católicos” – nº 1).

Inútil imaginar que Cristo apontava para Si quando falava a Pedro. Sabemos que Cristo é a “Pedra Angular” principal da sua Igreja. Mas Ele tornou a Pedro participante dessa sua condição. Suas palavras “são palavras de vida e de verdade”. Só Ele, como único Mediador “de Redenção” (1 Tim 2, 5-6), pôde fundar, e realmente fundou a sua única e verdadeira Igreja tendo também por fundamento visível, neste mundo, a Pedro e seus sucessores, os Papas. Como há um só Senhor, uma só Fé, um só batismo (E.F. 4, 5), também uma só tem que ser a Igreja desse único Senhor. É a Igreja dos primeiros cristãos, é a Igreja dos mártires, é a Igreja católica de sempre, a única que é Apostólica, porque é a única que vem desde os Apóstolos.

É a única que existiu desde Cristo e dos Apóstolos até Lutero, e até hoje, e que existirá “até o fim dos séculos” (Mt 28, 28-30). Ao passo que as dos protestantes são “uma legião”. Elas começaram a partir desse falso reformador, no ano 1521, que foi o primeiro a se atrever a fazer o que só Deus pode fazer: fundar uma religião. A 1ª das religiões dessa “legião” de igrejas chamou-se igreja luterana. Mas, já no tempo de Lutero, alguns luteranos imitaram o seu mau exemplo.

Assim, Calvino fundou o calvinismo em Genebra. Logo surgiram os anabatistas, os anglicanos, os batistas, os metodistas, etc.etc. (Cf. “Folhetos Católicos”, nº 14). Calcula-se hoje em vários milheiros o número de seitas oriundas dos erros luteranos. E hoje a sua nova versão, com as suas “Lojas da bênção”, praticando um verdadeiro curandeirismo de Bíblias na mão. A má semente semeada pelo ébrio e neurótico monge continua a produzir seus maus frutos.

Mas a tentação de se pretender reformar a irreformável obra de Nosso Senhor Jesus Cristo, a sua Igreja, continua. E até nos meios católicos ditos progressistas, se está pretendendo reformar, não os homens da Igreja, mas a própria Igreja. Eles se assemelham hoje aos “católicos reformados” dos tempos de Lutero, com a sua falsa reforma. No entanto, a Bíblia afirma que a única Igreja de Cristo, em si mesma, “é… santa e imaculada” (Ef. 5, 27).

Nota: Os dados desse folheto são de “Martinho Lutero, homicida e suicida”, Pe. Luigi Villa, rev. “Chiesa Viva”, nº 258, Brescia, Itália; e de “Lutero”, Pe. Pedro de I. Muños, rev. “Tradicion Católica”, nº 137, Barcelona, Espanha.

Dom Licínio Rangel

Campos/RJ

Avulsos “Fé íntegra”, nº 09.

Bento XVI sempre considerou um engano dizer “Igreja pecadora”


Sandro Magister: Bento XVI sempre considerou um engano dizer “Igreja pecadora”

ROMA, (ACI

Magister se referiu ao artigo do L’Osservatore Romano sobre o encontro entre o Papa e os cardeais por seu quinto aniversário de eleição pontifícia, e no qual o jornal escreveu que “o Pontífice tem feito referência aos pecados da Igreja, recordando que ela, ferida e pecadora, experimenta mais o consolo de Deus”.

Entretanto, adverte Magister, “é duvidoso que Bento XVI tenha se expressado dessa maneira. A fórmula ‘Igreja pecadora’ nunca foi dela. E sempre a considerou equivocada”.

Como exemplo, citou a homilia da Epifania de 2008, onde “definiu a Igreja de um modo totalmente distinto: ‘Santa e composta por pecadores'”.

“E se examinarmos bem encontraremos que ele sempre a definiu desse modo. Ao final dos exercícios de Quaresma de 2007, Bento XVI agradeceu ao pregador –que esse ano havia sido o Cardeal Giacomo Biffi– ‘por haver-nos ajudado a amar mais a Igreja, a ‘immaculata ex-maculatis’, como nos ensinaste com (citando) São Ambrósio'”.

A expressão “immaculata ex-maculatis”, explica o vaticanista, “está em uma passagem do comentário de São Ambrósio ao Evangelho do Lucas” e significa “que a Igreja é Santa e sem mancha, mesmo quando acolhe nela homens manchados de pecado”.

Magister explicou que o Cardeal Biffi publicou em 1996 um ensaio dedicado a este tema e que continha no título “uma expressão mais ousada ainda, aplicada à Igreja: ‘Casta meretrix’, meretriz casta”; fórmula usada pelo “catolicismo progressista” para dizer “que a Igreja é Santa ‘mas também pecadora’ e deve sempre pedir perdão pelos ‘próprios’ pecados”; e que Hans Küng afirma que foi usada “freqüentemente desde a época patrística”.

“Freqüentemente? Pelo que sabemos, em todas as obras dos Padres, a fórmula só aparece uma vez: no comentário de são Ambrósio ao Evangelho do Lucas. Nenhum outro Padre latino ou grego jamais a usou, nem antes nem depois”, esclareceu Magister.

O vaticanista acrescentou que São Ambrósio aplicou este termo em relação à simbologia de Raabe, a prostituta de Jericó que “hospedou e salvou em sua própria casa a uns israelitas fugitivos”; e que já antes deste Padre da Igreja, tinha sido vista como “protótipo” da Igreja. “A fórmula ‘fora da Igreja não existe salvação’, nasceu precisamente do símbolo da casa salvadora de Raabe”, explicou Magister.

O Cardeal Biffi, indicou Magister, explicou que a expressão casta meretrix, “longe de aludir a algo pecaminoso e reprovável, quer indicar (…) a santidade da Igreja. Santidade que consiste tanto na adesão sem hesitações e sem incoerências a Cristo seu esposo (‘casta’) como na vontade da Igreja de alcançar a todos para levar a todos à salvação (‘meretrix’)”.

O vaticanista sublinhou que o fato de que “aos olhos do mundo a Igreja possa aparecer ela mesma manchada de pecados e golpeada pelo desprezo público, é uma sorte que remete à de seu fundador Jesus, que também foi considerado um pecador pelas potências terrenas de seu tempo”.

Entretanto, recordou que a Igreja é Santa por seu fundador e por isso pode acolher “os pecadores e sofrer com eles pelos males que padecem e curá-los”. “Em dias calamitosos como os atuais, cheios de acusações que querem invadir precisamente a santidade da Igreja, esta é uma verdade que não se deve esquecer”, afirmou. afirmou em um recente artigo que o termo “Igreja pecadora” nunca foi considerado certeiro pelo Papa Bento XVI, pois embora esta fórmula esteja de moda, é alheia à tradição cristã.Magister Sandro vaticanista) .- O

Ava… o quê hein!?

Um problema de definição


Carlos Ramalhete

A diferença maior entre uma sociedade saudável e uma sociedade em franco processo de decadência é a manutenção de uma ordem relativamente conforme à natureza humana. Quando uma sociedade perde os critérios naturais, o orgulho dos homens sempre a conduz a tentativas de substituição do natural por invencionices autodestrutivas.

Um tal caso é o da confusão atualmente em curso entre casais naturais, feitos de homem e mulher unidos para o auxílio mútuo e a procriação, e as chamadas uniões homoafetivas. Aqueles são uma instituição natural, sem a qual uma sociedade não pode perdurar. Estas são um fenômeno diverso, que não pode ser comparado com uma união matrimonial natural.

Pode haver um componente sexual numa união afetiva, como pode não haver. Em termos práticos, não há razão alguma para que seja tratada diferentemente pelo Estado a dupla do mesmo sexo que vive junta e tem relações sexuais, a dupla de irmãs solteiras que vivem juntas e a comunidade de hippies ou religiosos. O que ocorre sem vítimas entre quatro paredes não é da alçada do Estado, e não pode ser usado por ele para criar equivalências ao matrimônio natural.

Faz-se hoje uma daninha confusão entre o matrimônio e algumas uniões que por sua própria natureza não podem levar à continuação natural da sociedade através da procriação. Esta confusão é tanto mais estranha em um momento social em que o sexo é tratado como ato meramente fisiológico, tendo por fim o prazer e excluindo a procriação. Problemas reais e antigos, como a partilha de patrimônio construído em conjunto por pessoas que vivem juntas – irmãs solteironas ou duplas de amigos, com ou sem sexo – , já são tratados como desculpa para aplicar a uniões que não são matrimônios as regras matrimoniais… desde que haja sexo.

O problema deveria ser resolvido deixando cada um definir para quem vão os seus bens; não interessa ao Estado saber se há sexo com os herdeiros desejados. Mas não: se há sexo, vira sucedâneo de matrimônio. Se não há, azar de quem ajudou a construir um patrimônio! O Estado invade os quartos de dormir e faz do sexo a origem do matrimônio, ao mesmo tempo em que prega que sexo é um ato fisiológico a ser feito por todos, solteiros ou casados. Contradição, teu nome é decadência!

Desta confusão surge outra: se a união de solteiros que fazem sexo vira um matrimônio por uma penada do juiz ou legislador, a adoção de uma criança passa a ser desejada e tida como o próximo passo para a criação de uma “família” à moda Frankenstein. Trata-se de uma crueldade para com a criança, uma crueldade que o Estado não tem o direito de fazer. O Estado não pode impor a uma criança passar o resto da vida tentando explicar que em seus documentos há dois “pais” ou duas “mães”, e nenhum membro do outro sexo. Uma pessoa que entregue seu filho para que seja criado por uma dupla de solteiros do mesmo sexo – mais uma vez, com ou sem sexo – está esticando ao limite o seu pátrio poder. Já o Estado deve ter limites muito mais rígidos, por agir em nome de todos.

Quando uma criança é entregue ao Estado, ele deve agir com a máxima prudência e não se desviar do mais comum e do mais estabelecido; agindo em nome do povo, ele é obrigado moralmente a fazer o uso mais conservador e mais restrito do pátrio poder, que recebeu por substituição temporária e não lhe pertence.

Não é à toa que ao cidadão é permitido fazer o que a lei não proíbe, e ao Estado é proibido fazer o que a lei não autoriza: o Estado deve agir de forma contida, ou estará indo além de seu papel e de suas prerrogativas. Ao Estado não compete fazer revolução.

Na adoção, é necessário evitar toda e qualquer situação incomum e manter-se nos estritos limites do natural; tal como o Estado não pode registrar como “pais” de uma criança uma comunidade (hippie, religiosa etc.), tampouco pode fazê-lo com uma dupla do mesmo sexo que se vê como casal. Isto seria colocar a criança em uma situação atípica, forçando-a a passar a vida explicando que, sem ter escolha, tornou-se a vanguarda de uma tentativa de revolução contra a natureza.

Carlos Ramalhete é filósofo e professor.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=892805&tit=Um-problema-de-definicao

 

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Catecismo de S. Pio X – Lição preliminar


1) Sois cristão?

Sim, sou cristão pela graça de Deus.

2) Por que dizeis pela graça de Deus?

Digo: pela graça de Deus, porque o ser cristão é um dom de Deus, inteiramente gratuito, que nós não podemos merecer.

3) E quem é verdadeiro cristão?

Verdadeiro cristão é aquele que é batizado, crê e professa a doutrina cristã e obedece aos legítimos Pastores da Igreja.

4) Que é a Doutrina Cristã?

A Doutrina Cristã é a doutrina que Jesus Cristo Nosso Senhor nos ensinou, para nos mostrar o caminho da salvação.

5) É necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo?

Certamente, é necessário aprender a doutrina ensinada por Jesus Cristo, e cometem falta grave aqueles que se descuidam de o fazer.

6) Os pais e patrões estão obrigados a mandar ao catecismo os seus filhos e dependentes?

Os pais e patrões são obrigados a procurar que seus filhos e dependentes aprendam a Doutrina Cristã; e são culpados diante de Deus, se desprezarem esta obrigação.

7) De quem devemos nós receber e aprender a Dou trina Cristã?

Devemos receber e aprender a Doutrina Cristã da Santa Igreja Católica.

8) Como é que temos a certeza de que a Doutrina Cristã, que recebemos da Santa Igreja Católica, é verdadeira?

Temos a certeza de que a Doutrina Cristã, que recebemos da Igreja Católica, é verdadeira, porque Jesus Cristo, autor divino desta doutrina, a confiou por meio aos seus Apóstolos à Igreja Católica, por Ele fundada e constituída Mestra infalível de todos os homens, prometendo-Lhe a sua divina assistência até à consumação dos séculos.

9) Há mais provas da verdade da Doutrina Cristã?

A verdade da Doutrina Cristã é demonstrada ainda pela santidade eminente de tantos que a professaram e professam, pela heróica fortaleza dos mártires, pela sua rápida e admirável propagação no mundo, e pela sua plena conservação através de tantos séculos de muitas e contínuas lutas.

10) Quantas e quais são as partes principais e mais necessárias da Doutrina Cristã?

As partes principais e mais necessárias da Doutrina Cristã são quatro: o Credo, o Padre-Nosso, os Mandamentos e os Sacramentos.

11) Que nos ensina o Credo?

O Credo ensina-nos os principais artigos da nossa santa Fé.

12) Que nos ensina o Padre-Nosso?

O Padre-Nosso ensina-nos tudo o que devemos esperar de Deus, e tudo o que Lhe devemos pedir.

13) Que nos ensinam os Mandamentos?

Os Mandamentos ensinam-nos tudo o que devemos fazer para agradar a Deus; em resumo, amar a Deus sobre todas as coisas, e amar ao próximo como a nós mesmos, por amor de Deus.

14) Que nos ensina a doutrina dos Sacramentos?

A doutrina dos Sacramentos faz-nos conhecer a natureza e o bom uso desses meios que Jesus Cristo instituiu Para nos perdoar os pecados, comunicar-nos a sua graça, e infundir e aumentar em nós as virtudes da fé, da esperança e da caridade.

A espada de Bento XVI: seu magistério!

Dom Vital vs. Maçonaria


D. Vital
D. Vital – clique na imagem para ler o artigo

 

“A monarquia brasileira, protegida pelo Grande Oriente da rua do Lavradio, admitia ainda a união dos dois poderes e mantinha a Religião Católica como religião de Estado — ainda que esta situação significasse antes uma submissão perniciosa da Igreja à Coroa. Ora, o imperador Pedro II, apesar de ter formação católica, e apesar de dizer-se católico perante os bispos, era liberal, defendia a liberdade de pensamento, e acreditava que a maçonaria brasileira, diferentemente da Européia, não era perversa. Várias eram as leis do Império que prejudicavam e perseguiam a Igreja, como o fechamento dos noviciados, os decretos que reduziam os bispos a meros funcionários públicos, leis que limitavam inclusive a escolha dos professores dos seminários diocesanos” (continue lendo clicando neste link: http://www.permanencia.org.br/revista/politica/Intro.pdf ou na imagem acima)

A anticoncepção em perguntas e respostas


1. Para que serve a união sexual?

Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.

2. Toda relação sexual tem que gerar filhos?

Não necessariamente. Mas ela deve estar sempre aberta à procriação. Senão ela deixa de ser um ato de amor para ser um ato de egoísmo a dois.

3. Uma mulher depois da menopausa não pode mais ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com seu marido?

Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.

4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim ele pode ter relação sexual com sua esposa?

Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.

5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?

Neste caso eles estarão pecando contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.

6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?

Há vários meios todos eles pecaminosos:

a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)

b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom ou “camisinha de Vênus”), o diafragma e o preservativo feminino.

c) as pílulas e injeções anticoncepcionais, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.

7. Como é que a pílula anticoncepcional funciona?

A pílula anticoncepcional é um conjunto de dois hormônios – o estrógeno e a progesterona – que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormônio FSH, que faz amadurecer um óvulo. A mulher que toma pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre recebendo a mensagem falsa de que ela está grávida.

8. A pílula é um remédio para não ter filhos?

Você não chamaria de remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar. O que a pílula faz é que o ovário (que está funcionando bem) deixe de funcionar.

Logo ela não é um remédio, mas um veneno.

9. Quais são os efeitos desse veneno?

Além de fechar o ato sexual a uma nova vida, a pílula – conforme estudos realizados – expõe a mulher a graves conseqüências para a sua saúde. Eis algumas delas:

   – ·         doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio;

   – ·         aumento da pressão arterial;

   – ·         tumores no fígado;

   – ·         câncer de mama;

   – ·         problemas psicológicos, como depressão e frigidez;

   – ·         obesidade;

   – ·         manchas de pele;

   – ·         cefaléias (dores de cabeça);

   – ·         certos distúrbios de visão;

   – ·         aparecimento de caracteres secundários masculinos;

   – ·         envelhecimento precoce.

 (Cf. GASPAR, Maria do Carmo; GÓES, Arion Manente. Amor conjugal e paternidade responsável. 2. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 1984, p. 50-51.)

10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?

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Montfort – Igreja e Maçonaria…


“O senhor alega que a maçonaria é uma fraternidade que pratica o bem para a Humanidade que promove as virtudes e combate os vícios, porém, guardadas as devidas proporções, o Nazismo e o Comunismo soviético, segundo sua ideologia, acreditava fazer as mesmas coisas, e o resultado prático final é que milhões de pessoas foram mortas” (Paulo Sérgio R. Pedrosa)

 

Para ler o texto acima em sua totalidade acesse o link a seguir: http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=outros&artigo=20040805135914&lang=bra

 

Ideologia dos anos sessenta e suas conseqüências


– Alguns analistas sustentam que os ataques ao Pontífice e os problemas de pedofilia foram gerados no âmbito dessa ideologia dos anos 60, que, de acordo com seu romance, estava presente na mentalidade dos conspiradores do Concílio. Como vê as recentes críticas a Bento XVI?

– Rosa Alberoni: Estes analistas têm razão. E a oportunidade dada à militância ateísta de hoje para atacá-lo foi construída com esmero. Destruir o trono de Pedro é uma ideia que nasceu com Lutero, retomada mais tarde pelos jacobinos, depois pelos comunistas, pelos nazistas e, hoje, pelo movimento cientificista-ecológico-animalista – isto é, pelos promotores do ateísmo.

Descobri que alguns prelados se permitiram, algumas vezes, seduzir pela ideologia dominante, com a convicção de que uma vez libertos da influência do Papa, poderiam rapidamente se adaptar às circunstâncias partilhar do poder de seus líderes. O Papa, que por sua vez se mantém fiel à sua tarefa de seguir os Textos Sacros, passa a ser um obstáculo para os planos destes. Assim, os prelados progressistas, em especial aqueles ligados à a teologia da libertação, com frequência se irritam quando o vigário de Cristo adverte para que não sejam violados os valores fundamentais da civilização cristã.

 

O sucessor de Pedro, na verdade, apenas cumpre sua tarefa quando lembra que tais valores não são negociáveis e repreende aqueles que os pisoteiam. Se um Papa, como está fazendo Bento XVI, inicia uma limpeza entre o clero rebelde, não é surpresa que estes reajam com virulência. Assim, os ataques perpetrados contra Bento XVI não constituem surpresa para mim. Minha preocupação é informar as pessoas.

(Fonte: http://www.zenit.org/article-24721?l=portuguese)

Crise de pederastia na Igreja em 1.001 palavras e a resposta de Bento XVI


Por Marc Argemí*

ROMA, segunda-feira, 26 de abril de 2010 (ZENIT.org).- O New York Times (NYT) publica (12/3/10) que em 1980 a arquidiocese de Munique e Freising, sendo Joseph Ratzinger bispo, acolheu e finalmente reincorporou um sacerdote acusado de abusar sexualmente de crianças.

O padre perpetrou mais tarde novos abusos e foi processado. Como se demonstrou depois, quem tomou a decisão de readmitir não foi Ratzinger, mas o vigário geral: a reinserção aconteceu em setembro de 1982, quando Ratzinger já estava em Roma. No dia 5/03/10, tenta-se implicar o irmão de Ratzinger, mas a acusação não se sustenta.

A resposta de Bento XVI

Bento XVI (19/03/10) escreve uma carta aos bispos da Irlanda sobre os abusos a crianças e jovens por parte de clérigos, destapados pelos informes Murphy (julho de 2009) e Ryan (maio de 2009). A Irlanda é o segundo país após os Estados Unidos onde se investiga a fundo.

Na carta, Bento XVI aponta 8 causas deste desastre: 1) inadequada reposta à secularização, 2) descuido de práticas sacramentais e devocionais (confissão frequente, oração diária e retiros anuais), 3) tendência a adotar formas de pensamento e julgamento sem referência suficiente ao Evangelho, 4) tendência a evitar enfoques penais das situações canonicamente irregulares, 5) procedimentos inadequados para determinar a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa, 6) insuficiente formação humana, moral, intelectual e espiritual nos seminários e noviciados, 7) tendência social a favorecer o clero e outras figuras de autoridade e 8) preocupação fora de lugar pelo bom nome da Igreja e para evitar escândalos.

Às vítimas, disse: “sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes (…). É comprensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos. Ao mesmo tempo peço-vos que não percais a esperança”. Aos sacerdotes e religiosos que abusaram de crianças: “por isto deveis responder diante de Deus omnipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos”. Aos bispos: “não se pode negar que alguns de vós e dos vossos predecessores falhastes, por vezes gravemente, na aplicação das normas do direito canónico codificado há muito tempo sobre os crimes de abusos de jovens. Foram cometidos sérios erros no tratamento das acusações”.

Bento XVI propõe cinco medidas: 1) um ano de penitência, 2) redescobrir o sacramento da Reconciliação (a confissão), 3) fomentar a adoração eucarística, 4) uma Visita Apostólica (uma inspeção) em algumas dioceses, seminários e congregações religiosas, 5) uma missão para todos os bispos, sacerdotes e religiosos. Entre outras palavras: fazer a limpeza. 

Ainda mais

No dia 24/03/10, NYT aponta diretamente Bento XVI como responsável por um caso, quando ainda era cardeal: o de Lawrence Murphy, que abusos de crianças surdas nos anos 70 em Milwaukee e não foi condenado nem pela justiça ordinária nem pelo arcebispado. Como se viu depois, a falta de diligência na punição do malfeitor foi culpa do próprio arcebispado local: o caso não chegou ao Vaticano até os anos 90. A miopia da notícia jornalística pode-se explicar por erros de tradução e porque o artigo bebe de duas fontes: os advogados que denunciaram o arcebispado (um deles, Jeffrey Anderson, tem litígio aberto contra a Santa Sé) e o arcebispo emérito de Milwaukee, Rembert Weakland, no cargo quando tudo sucedeu.

A 2/2/10, Associated Press lançou outra acusação contra Bento XVI, cujas provas se demostraram falsas. A 9/4/10, voltou a artilharia do NYT, com mais acusaçõescom igual sorte.

Em resumo, as acusações contra a Igreja são três: 1) alguns sacerdotes católicos abusaram de crianças, 2) muitos bispos ocultaram e 3) Bento XVI seria pessoalmente responsável. Com dados na mão, o n.1 é, lamentavelmente, certo em uma ínfima minoria do coletivo; n. 2 se afirma em determinados prelados e n. 3 e totalmente falso.

As consequencias

Alguns pedem que se julgue o Papa por encobrimento e aproveitam para suspender o catolicismo em seu conjunto. Outros já haviam tentado, tempos atrás, usar os delitos de uns poucos para desacreditar toda a instituição. Alguns advogados tentam tirar proveito. Não faltam vozes amigas do Papa desde o judaísmo, o agnosticismo e, em geral, desde ambientes intelectuais. 

O Vaticano pôs sobre a mesa a informação que tem. Tal exercício de transparência chegou ao extremo de que o fiscal do Vaticano fale sobre os casos de abusos em uma entrevista documentada. A Santa Sé publicou os regulamentos pelos quais se julgam estes casos e abundante documentação.

Dentro da Igreja, tem havido partidários da ruptura e partidários da renovação. Ruptura: 1) algumas vozes reclamam uma revisão do celibato e da moral católica, ainda que especialistas e opinadores inclusive não católicos denunciem com dados a inexistência de tal vinculação causa-efeito, 2) expoentes antirromanos de certa idade reclamaram a demissão do Papa ou uma reforma.

Renovação: muitos aplaudiram o posicionamento de Bento XVI de tolerância zero, petição de perdão e penitência e conversão. Muitos católicos saíram da perplexidade buscando a verdade dos fatos. A operação limpeza iniciada anos atrás retomou impulso: desde a carta à Irlanda foram demitidos dois bispos irlandeses, um americano, um alemão, um norueguês e um belga. A liderança interna de Bento XVI é maior agora: percebe-se Bento XVI como parte da solução e não como parte do problema.

Além da Igreja, poucos priorizaram a proteção das vítimas e as medidas para acabar com a pederastia. É lamentável, tanto mais quando se constata que é um problema transversal: afeta mais gravemente muitos outros coletivos sociais. Países como Alemanha já o enfrentam globalmente. Alguns articulistas apontaram a culpa em que a extensão do fenômeno estivesse vinculada à revolução sexual dos anos 60 e sua simpatia declarada para a pedofilia.

Maçonaria – em uma manhã azul do México


Padre Francisco Vera
Padre Francisco Vera

“Hoje, tudo mudou.

Querem que os sacerdotes sejam amáveis, diplomáticos e simpáticos, e não padres “teimosos” como tu, com tua face séria e imperturbável ante a morte”. [Perdoa-me, Padre Francisco, são eles, os modernos, os modernistas, os acrobatas do diálogo, que te diriam isso, não eu. Eu, nunca! Eu nunca!]

Hoje, não se quer que haja sacerdotes intransigentes que terminem mártires: deseja-se o “diálogo”. O diálogo ecumênico e relativista, que é capaz de fazer acordos os mais incríveis. Até com a heresia. Até com o pecado.” (Orlando FedeliEm uma manhã azul do MéxicoMONTFORT Associação Cultural)

Para ver este texto na íntegra, clique na figura acima ou no link a seguir: http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=cristeros&lang=bra

 

A Imaculada!


Jesus estava caminhando um dia, quando se deparou com um grupo de pessoas em torno de uma dama de má reputação. Era óbvio que a multidão se preparava para apedrejá-la, então Jesus fez sua famosa declaração: “a pessoa que não tem pecado que atire a primeira pedra.”

A multidão estava envergonhada e uma por uma começou a se afastar. De repente, uma mulher adorável fez seu caminho através da multidão. Finalmente ao chegar à frente, ela jogou uma pedra [bem de leve] na mulher.

Jesus olha e diz: “Eu realmente odeio quando você faz isso, Mãe.”

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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