Um Novo Partido


 

Uma nova oposição

*Por Ipojuca Pontes * 

A esta altura dos acontecimentos, com a provável derrota do candidato José Serra ao cargo de presidente da República, ainda que com a possibilidade de um eventual segundo turno, já é hora de se considerar a formação de um verdadeiro partido de oposição política no Brasil, para fazer frente ao regime totalitário que se pretende implantar com a eleição da ex-terrorista Dilma Rousseff. 

De fato, se faz urgente a criação de um partido de oposição não apenas nominal, de mentirinha, mas de oposição genuína, que não pense ou atue de conformidade com os valores conceituais estabelecidos pelo adversário, a exemplo do que fazem hoje o Partido Democratas e o PSDB  este. mero súcubo do partido do governo, a declarar sem o menor pudor que tem por finalidade os mesmos objetivos políticos e ideológicos do PT. 

Com efeito, nos próximos anos ou, quem sabe, nos próximos meses precisamos organizar um partido político vigoroso, consciente e determinado, que saiba dialogar e levar às massas o entendimento de que o Estado Forte, tangido por um governo de feição coletivista, significa apenas a imposição de mais tributos, que fatalmente cairão sobre os ombros dos cidadãos, tornando-os ainda mais pobres e dependentes. Ou seja: mais escravos. 

Sim, é urgente: necessitamos votar num novo partido político de oposição que se empenhe diuturnamente em demonstrar ao cidadão que só o mérito, o respeito pelo trabalho, a impessoalidade e a vigilância, afrontando e confrontando a perniciosa manipulação do Partido-Estado, poderão livrar a sociedade das garras do banditismo organizado que, uma vez no poder, só trata de saqueá-la e roubá-la para usufruir a riqueza gerada pelo trabalho alheio. 

Precisamos de um partido que esclareça e advirta a população sobre o socialismo que se quer impingir ao país promovendo, em caráter definitivo, a celebração da censura, do medo, da negação de todas as liberdades, da violência, da quebra dos direitos individuais, de perseguições, espionagem, ameaças, terror, prisões e assassinatos a exemplo do que se faz hoje na China, em Cuba, na Coreia do Norte e no Vietnã, países que se proclamam socialistas. 

Precisamos de um partido que diga à população que ela não é burro de carga ou mulher de malandro para sustentar hordas de vagabundos que se apropriam dos recursos públicos e com eles vivem à tripa forra, viajando, comendo, bebendo e ganhando rios de dinheiro sem levantar uma palha. 

Precisamos de um partido em que os seus representes, uma vez no plenário do Congresso nacional, discursando ou aparteando, comecem por não chamar políticos canalhas e ladravazes de “Vossa Excelência”, e tampouco de fazer conchavos partidários em benefício de corporações, grupos e indivíduos que só agem para obter privilégios em troca de propinas e mensalões. 

Sim: mais do que nunca é obrigatório a formação de um partido que não tenha medo de ser estigmatizado pela pecha de ‘direitista”, uma aleivosia industriada pelas esquerdas desde que o socialista Benito Mussolini criou o fascismo e Adolf Hitler, na Alemanha, comandou o nacional-socialismo inspirado nas lições de apelo à violência administradas pelo burguês ocioso (e odiento) Karl Marx, o pai do ultrajante “socialismo cientifico”. 

Precisamos de um partido que se empenhe na defesa da livre iniciativa, da propriedade privada, do pão nosso de cada dia ganho com o suor do próprio rosto – numa palavra, que ataque o Estado Forte de Lula e Dilma e defenda o capitalismo pioneiro que tem na poupança e na moderação os agentes de desenvolvimento e do progresso, sem os quais a humanidade ainda estaria engatinhando como nos tempos das cavernas. 

Precisamos a todo custo de um partido que denuncie sem cessar a propaganda mentirosa do poder que deprava a alma da nação a propaganda massiva financiada com os recursos sacados do próprio bolso do contribuinte, que, em meio ao emaranhado de promessas, se perde e acredita que o governo predador pode transformar suas vidas. 

Desde já, admita-se, a tarefa de criar um partido de oposição eficiente e combativo se apresenta de forma problemática. Como diria Napoleão, um especialista em guerras, é preciso tempo, caráter, dinheiro e vocação. Mas os rombos para se combater o bom combate nunca foram tão flagrantes: o governo socialista de Lula faz da corrupção sua arma política, as instituições permanentes da República se desintegram, a violência campeia, a democracia cambaleia e a insegurança se alastra. 

Ademais, ao contrário do que proclama o ufanismo totalitário, o país não atingiu no plano econômico a dimensão do nirvana alardeado. De fato, as nossas exportações para o mercado mundial, em que pese a voracidade da China, continuam estacionados na faixa de 1%, e, o que é pior, no peso da produção global caímos, entre 1995/2009, de 3.1% para 2.9%, conforme registro do “Financial Times” (10/09/2010)  o que significa dizer que em matéria de competitividade estamos na rabeira do bloco emergente e até mesmo de certos países do continente europeu. 

Por sua vez, no plano da educação, continuamos a formar alunos que nem sequer aprendem a ler, escrever e somar, ao tempo em que os nossos enfermos morrem aos milhares nas filas dos hospitais públicos abandonados. No 

Congresso, as votações básicas e urgentes, tais como a reforma tributária 

e a lei que limita crescimento dos gastos públicos, adormecem nas gavetas do “impoluto” Zé Sarney, presidente do Senado. 

Para completar, enquanto cresce vertiginosamente a prostituição e o trabalho infantil e aumenta a exploração da mão de obra escrava, no campo e na cidade, o PT e as centrais sindicais dentro do governo só esperam por Dilma para ampliar ainda mais o aparelhamento da máquina pública, revogar os atos que criminalizam as invasões dos “movimentos sociais” (MST e outros) e estabelecer o “controle social” dos meios de comunicação. 

A julgar pela ira de Lula, o DEM, partido que ele quer “extirpar” da face da terra, ameaçou, quando da sua reestruturação, representar o papel de um autêntico partido de oposição, para logo depois passar marcha a ré no intento e servir de pau de cabeleira para o enfatuado PSDB. 

Por que adiar, então, a formação de um verdadeiro partido de oposição?

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