O fim do mundo?


Terceiro segredo e o fim do mundo

PERGUNTA

Nome:
Raquel Maria


1º setembro 2007.
Prezado professor,
Misericórdia, Graça e Paz!
De vez em quando, visito este site. Gosto muito de ler a sessão das cartas, pois tiram muitas dúvidas. Espero que o senhor possa me ajudar com esta que está me "fritando os miolos".
Tem-se ouvido falar muito atualmente em Fim dos Tempos…
É tanta aparição de nossa Senhora! Tantos segredos! Tantas profecias! Por um lado, fico sempre com a impressão de que isso não é algo certo, mas como não tenho um amplo conhecimento não sei nem questionar as pessoas que falam sobre estes assuntos escatológicos, e nem discernir o que é certo do que é errado.
Já ouvi falar as seguintes coisas:
– que o 3º segredo de Fátima não foi todo revelado;
– que haverá três dias e três noites de trevas, que não se poderá sair de casa, nem olhar para fora da janela; que só será acesa vela benta, etc.;
– as pessoas que afirmam isto dizem estar baseadas na Bíblia – evangelho de Mateus 24, livro de Daniel, etc. – e em aparições de Nossa Senhora e de Jesus;
– Que estas tribulações que ocorrerão não constituem o "Fim do Mundo com a volta de Jesus", mas seria o "Fim dos Tempos";
– Que depois destas tribulações do "Fim dos tempos", vai haver um "novo Céu" e uma "nova terra"; que os "justos habitarão a terra" e "haverá algum tempo de paz", como afirma Jesus nas Bem-aventuranças e Nossa Senhora de Fátima;
Eu pergunto:
– a Igreja omitiu a revelação completa do 3º segredo?
– existe essa diferença de "fim do mundo" e "fim dos tempos"? Isso não seria uma forma de milenarismo? Bem… pelo que eu entendo, com meu parco conhecimento, milenarismo é uma coisa errada, não é?
– O que a Igreja diz a respeito destas coisas? O que é certo e o que é errado em tudo isso?
– Afinal, nós podemos dizer que estamos no Fim dos Tempos?
– Já li a respeito das visões de Mediogorie, e não vi coisas ruins; falam de: conversão, confissão, oração, jejum, participar da Missa, rezar o rosário, etc. Porque não podem ser verdadeiras? Que ponto prova, especificamente, que elas são erradas?
– Umas pessoas que conheço dizem que a Igreja liberou (não aprovou) os escritos da Vassula Riden, e provam isso com documentos. Afinal, são certas ou não?
Por favor ajude-me com estas dúvidas. Não sei o que responder para as pessoas que conheço que acreditam nestas coisas. Nem sei o que é certo e o que é errado, só sei que acho tudo isso muito estranho. Parece que só passa medo nas pessoas.
Se não for possível publicar minha resposta no site, pelos menos mande-me um e-mail.
Aguardo.
Que Deus o abençoe.
Em JMJ,
Raquel Maria

RESPOSTA

Data:
4 Setembro 2007


Muito prezada Raquel,
Salve Maria.

     Você raciocina e se expressa muito bem.

     Você notou muito bem que, hoje, em dia, o número de aparições é excessivo. Contam-se mais de 250 aparições de Nossa Senhora. Evidentemente, a grande maioria, para não dizer quase todas, são falsas, e são propagadas para desmoralizar ou desacreditar a de Nossa Senhora em Fátima.

     Exemplo de profecias e aparições falsas são as de Medjugorje. De Vassula Ryden, nem se fale, porque nem católica ela é, e diz heresias às catadupas. Jogue fora tudo o que vem de Medjugorje, Vassula, Garabandal, Padre Gobbi, etc

     Por outro lado, muitas dessas aparições falam de cataclismas imensos e anunciam o fim do mundo.

     Tudo falso.

     Ora, Nosso Senhor Jesus Cristo disse, nos Evangelhos, que ninguém sabe quando será o fim do mundo, e que Ele viria de surpresa, quando ninguém o esperasse.

     Cristo nos apontou alguns sinais do fim dos tempos, isto é, dos tempos precedentes ao fim do mundo. Mas esses sinais não nos permitem dizer quando será o fim do mundo, porque o precedem com séculos de distância.

     Do Terceito Segredo de Fátima só foi revelada a visão que os três pastorinhos tiveram. Como demonstraram Solideo Paolini e Antonio Socci em seus livros, a explicação de Nossa Senhora sobre a visão de um Papa que sai de uma cidade arruinada, sobe uma montanha encimada por uma cruz, e, então, é fuzilado por soldados que o matam a tiros e flechadas, e depois massacram Cardeais, Bispos, padres e religiosos não foi publicada.

     Uma interpretação possível é que a cidade arruinada é a Cidade de Deus, a Igreja Católica, Roma. A montanha encimada pela Cruz é um Calvário: a Missa de sempre. Um Papa libera a Missa de sempre (Bento XVI acaba de fazer isso) e , por isso será assassinado.

     Alguns tentaram enganar o povo católico dizendo que essa visão se aplica ao atentado feito contra João Paulo II, em 1981.

     Isso é um absurdo, pois no atentado a João Paulo II ele não morreu. Não houve nenhum Cardeal, Bispo ou padre assassinado. A ousadia em dar essa explicação absurda é incrível..

     Dessa parte do Terceiro Segredo, se tem alguns indícios que tornam bem claro o que nele está.

     Jacinta teve visões de um Papa apedrejado num palácio, e outra do papa rezando com o povo diante de uma imagem do Imaculado Coração de Maria. Isso não aconteceu ainda.

     O Cardeal Pacelli, depois Pio XII, disse ao Conde Enrico Galleazzi, dizem que em 1935 (mas essa data pode ser falsa):

"Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, em sua liturgia, sua teologia e sua alma”.(…)

“Ouço em redor de mim os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar seus ornamentos, dar-lhe remorso de seu passado histórico”.
“Pois bem, meu caro amigo, estou convicto que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou então ela cavará sua sepultura"

     De onde o futuro Pio XII teria retirado essas coisas?

     Não foi nem do Primeiro, nem do Segundo Segredo de Fátima. Nossa Senhora nunca disse isso nesses segredos. Em nenhum livro constam essas palavras que Pio XII atribui à revelação de Fátima.

     Logo, ele as tirou do Terceiro Segredo.

     No Terceiro Segredo de Fátima, Nossa Senhora teria mandado avisar que não se mudasse a doutrina, e não se tocasse na Missa, que isso seria um espécie de "suicídio", que a Igreja cavaria a sua "sepultura". Seria como que uma auto demolição da Igreja, como o próprio Paulo VI confessou que foi feito no Concílio Vaticano II. Nossa Senhora avisava que, se isso fosse feito, viriam grandes desgraças para a Igreja e para o mundo.

     Nossa Senhora mandou que o Terceirto Segredo fosse revelado em 1960, "porque nessa data seria mais fácil compreendê-lo" declarou a Irmã Lúcia, a terceira vidente de Fátima.

     Ora, quando João XXIII leu o Terceiro Segredo, ele decretou que se mantivesse tudo em segredo pois que não sabia se a revelação era do céu ou era humana. João XXIII não acreditou na mensagem de Nossa Senhora e decidiu convocar o Concílio, que Nossa Senhora afirmava que não se convocasse.

     No discurso de abertura do Concílio Vaticano II, João XXIII respondeu ao aviso de Irmã Lúcia, declarando que era contrário "aos profetas de desgraças" que anunciavam catástrofes. O otimismo de João XXIII pretendeu ver mais claro e mais longe do que Nossa Senhora…

     O Concílio Vaticano II mudou a doutrina e, com base nele, Paulo VI fez uma Nova Missa…

     Depois falou em auto demolição da Igreja e da fumaça de Satanás que entrou no templo de Deus…

     Advinhe-se por onde…

     O Cardeal Ottaviani leu o Terceiro Segredo e disse que ele estava escrito em uma só página, tendo apenas 25 linhas. E sobre o Terceiro Segredo o  Cardeal Alfredo Ottaviani, numa conferência de 1967, disse que o Vaticano decidira em 1957 não publicar o Terceiro Segredo de Fátima "Para evitar que uma coisa tão delicada, destinada a não ser dada em alimento ao público, venha, por qualquer razão, ainda que fortuita, a cair em mãos estranhas" (Cardeal Alfredo Ottaviani, apud Antonio Socci, Il Quarto Segreto, Rizzoli,  5a. edição, Fevereiro de 2007, p. 37).

     Corre ainda que o Cardeal Ottaviani teria dito:

Tive a graça e o dom de ler o texto do terceiro segredo. […] Posso lhes dizer apenas isto: que virão tempos muito difíceis para a Igreja e que é preciso muita oração para que a apostasia não seja grande demais”.

     Sobre o Terceiro Segredo de Fátima, Cardeal Oddi observou que
"Ele não tem nada a ver com Gorbachev. A Virgem Abençoada nos alertou contra a apostasia na Igreja."

     O Cardeal Ciappi, teólogo do Papa, e que leu o Terceiro Segredo, escreveu que ele tratava de uma grande apostasia que afetaria o mais alto cume da Igreja. Portanto, que atingiria até mesmo um Papa.

    Essas declarações são confirmadas pelo que fez entrever o já falecido Padre Joaquin Alonso (+1981), que por dezesseis anos foi o arquivista oficial em Fátima, o qual entrevistou Irmã Lúcia por diversas vezes, e nos deu o seguinte testemunho:
"É portanto completamente provável que o texto faça referências concretas à crise de fé dentro da Igreja e à negligência dos próprios pastores [e as] brigas internas no seio mesmo da Igreja e de grave negligência pastoral da alta hierarquia…
"No período precedente ao grande triunfo do Imaculado Coração de Maria, coisas terríveis estão previstas para acontecer. Essas coisas formam o conteúdo da Terceira parte do Segredo. O que são elas? Se em Portugal o dogma da Fé sempre será preservado, pode-se claramente deduzir daí que em outras partes da Igreja esses dogmas tornar-se-ão obscuros ou se perderão totalmente…

     O texto não publicado menciona circunstâncias concretas? É bem possível que mencione não apenas uma crise real da fé na Igreja durante este interstício, mas, por exemplo, à semelhança do segredo de La Sallete, haja mais referências concretas às brigas internas de Católicos ou à queda de sacerdotes e religiosos. Talvez o texto faça até referência aos erros da alta hierarquia da Igreja. Por esta razão, nenhuma delas é externa a outras comunicações que Irmã Lúcia teve sobre o assunto. (Cfr A. Socci, Il Quarto Segreto, p. 81)

     O Bispo Amaral, o terceiro Bispo de Fátima, disse o seguinte sobre o Segredo em uma palestra em Viena, Áustria, em 10 de setembro de 1984:

"Seu conteúdo diz respeito apenas a nossa fé. Identificar o [Terceiro] Segredo com anúncio de catástrofes ou com um holocausto nuclear é deformar o significado da mensagem. A perda da fé por um continente é pior do que a aniquilação de uma nação; é fato de que a fé está diminuindo na Europa." (Apud A. Socci, op cit, p. 83).
     Há ainda a famosa citação do Cardeal Luigi Ciappi, teólogo pessoal de quatro Papas, incluindo o Papa João Paulo II:
"No Terceiro Segredo é predito, dentre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começa no topo."

     Em 1982, Irmã Lúcia escreveu ao Papa João Paulo II:

"Se não constatamos ainda a consumação completa do final desta profecia, estamos nos aproxiamndo dela a grandes passos" (Apud Antonio Socci, Il Quarto Segreto, ed. cit. p. 55).

     Portanto, o atentado de Agca contra o Papa João Paulo II em 1981 não foi a realização do Terceiro Segredo.

     O Papa João Paulo II, em 1994 declarou a Vittorio Messori:

"Quando fui atingido pelo projétil do homem que fez o atentado na praça de São Pedro, não me dei conta, a princípio, ao fato de que era aquele extamente o aniversário do dia em que Maria apareceu às três crianças em Fátima, em Portugal, dizendo-lhes aquelas palavras que, com o fim do século, parecem aproximar-se de seu cumprimento" (João Paulo II, Vracare il Soglio della Speranza, Mondadori, Milano, 1994, p. 243, apud A. Socci, op. cit . p. 56).

     Portanto, também João Paulo II, que leu o Terceiro Segredo, achava que a profecia do Terceiro Segredo não se cumprira no atentado de 1981, mas que estávamos ainda nos aproximando dela, em 1994…

     Os Católicos têm bons motivos para acreditar que haveria ainda uma parte do Segredo – um segundo texto ainda a ser revelado – de "conteúdo explosivo" referente à apostasia massiva na Igreja.
     Todos os cataclismos sensacionalistas que correm pela internet, hoje, são repetições de falsas profecias que agitam os católicos desde o fim da Idade Média. Por exemplo, a famosa profecia dos três dias de trevas e das velas bentas é inteiramente falsa.

Pior que um dilúvio de fogo nuclear foi o Concílio Vaticano II e a Nova Missa de Paulo VI.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

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Comer sangue animal é pecado?


PERGUNTA

Nome:
Karlo Felipe


"Quanto a qualquer homem da casa de Israel ou algum residente forasteiro que reside no vosso meio, que comer qualquer espécie de sangue, eu certamente porei minha face contra a alma que comer o sangue, e deveras o deceparei dentre seu povo. 11 Pois a alma da carne está no sangue, e eu mesmo o pus para vós sobre o altar para fazer expiação pelas vossas almas, porque é o sangue que faz expiação pela alma [nele]. 12 Foi por isso que eu disse aos filhos de Israel: "Nenhuma alma vossa deve comer sangue e nenhum residente forasteiro que reside no vosso meio deve comer sangue." 13 ""Quanto a qualquer homem dos filhos de Israel ou algum residente forasteiro que reside no vosso meio, que caçando apanhe um animal selvático ou uma ave que se possa comer, neste caso tem de derramar seu sangue e cobri-lo com pó. 14 Pois a alma de todo tipo de carne é seu sangue pela alma nele. Por conseguinte, eu disse aos filhos de Israel: "Não deveis comer o sangue de qualquer tipo de carne, porque a alma de todo tipo de carne é seu sangue. Quem o comer será decepado [da vida]." (Levítico 17:10-14)
Gostaria muito de esclarecer a minha dúvida, pois qual seria a forma de interpretar ,no qual ele mesmo afirma; que caçando apanhe um animal selvático ou uma ave que se possa comer, neste caso tem de derramar seu sangue e cobri-lo com pó. Entao quer dizer que nao podemos comer carne vermelha?

RESPOSTA

Prezado Karlo,
salve Maria!

     Ao contrário dos 10 mandamentos, a antiga Lei Mosaica era uma lei preparatória para o povo judeu, com símbolos e prefigurações de Cristo e do Novo Testamento, cujo sacrifício por excelência seria o próprio Filho de Deus. Com a Encarnação, Morte e Ressurreição de Cristo, não seria mais necessário o símbolo, pois o próprio Cristo já cumprira tudo o que era esperado e prefigurado. Os Mandamentos são a Lei Eterna para o homem e não serão jamais abolidos.

     Adão, no paraíso terrestre, tinha a lei de não comer o fruto da árvore do conhecimento do Bem e do Mal. Era um sacrifício para Deus, reconhecendo nEle o Senhor de tudo. Havia nisso o símbolo de que o Bem absoluto era impossível de ser conhecido pelo homem, pois o infinito não cabe no finito. Já o Mal é o pecado, que também não pode ser conhecido, pois vai contra a razão.

     Ao pecar, com a expulsão do paraíso, foi necessário ao homem – agora tendente ao pecado – fazer sacrifícios de expiação. Nesses sacrifícios, animais eram imolados e o sangue, simbolo da vida destes, era reservado aos sacerdotes, para significar que a vida era um dom de Deus e pertencia somente a Ele, Senhor de tudo.

     Ao homem, foi proibido se alimentar do sangue por ser este símbolo da vida nos animais. Como a alma individual animal se extingue com sua morte, perder o sangue significa perder a alma. Por isso o hagiógrafo faz essa equivalência simbólica entre a matéria do sangue e a alma, que é a forma do animal. No entanto, essa não é uma equivalência metafisica, pois o sangue é parte do corpo material do animal e, por isso, não pode lhe dar a forma substancial.

     Porém, se essa proibição fosse uma lei eterna, São Pedro não teria tido a visão, relatada nos Atos dos Apóstolos (X, 9-16), quando Deus mandou que ele comesse de todos os animais quadrúpedes, répteis e aves da terra, contra o que mandava a Lei Mosaica. Portanto, não seria mais proibido comer sangue animal, quanto mais qualquer carne vermelha, pois o verdadeiro Sangue a ser sacrificado seria o do Verbo Encarnado, no calvário, renovado de modo incruento na Santa Missa.

     Na Santa Missa, a Morte de Cristo é renovada quando o sacerdote separa o Sangue do Corpo de Cristo. Ora, ao homem que fosse se alimentar de animais, era obrigatório separar o sangue deste do resto do corpo, prefiguração clara da liturgia.

     Quando Cristo morreu, o véu do templo se rasgou. O antigo culto foi abolido e o templo tornou-se desnecessário. E com eles, a lei de Moisés.

     A carne vermelha é proibida somente nos dias de abstinência, conforme manda a Igreja: todas as sextas-feiras, na Sexta-feira Santa e na Quarta-feira de Cinzas.

No Coração de Maria Santíssima,
Fabio Vanini

ELA (a Canção Nova) PREPARARÁ O MUNDO PARA A MINHA VINDA DERRADEIRA – Pe. Jonas “parafraseando” Nosso Senhor


Pe. Jonas Abib diz que a Canção Nova preparará a vinda de Cristo

PERGUNTA

Nome:
Enoque Dias


Caro professor Orlando e amigos da Montfort.
Salve Maria.
Como é de conhecimento de todos, recentemente Pe Jonas foi vetado na participação das cerimônias de boas-vindas ao Santo Padre, Bento XVI.
Este episódio é interessante professor, e não deixa de ser irônico, por dois motivos: 1ª o status de que a RCC goza de, O Movimento da Igreja. 2ª O veto da presença do expoente do Carismatismo brasileiro, Pe Jonas Abib. Como puderam fazer Isso?!
Pesquisando em meu arsenal anti-rcc, achei uma declaração do referido Padre sobre a importância e futura missão da Canção Nova (e de seu fundador, é claro). Acompanhe:
[…]"Seja como for posso afirmar, com todo o peso da responsabilidade que isso acarretar, que Jesus diz a mesma coisa para nós da Canção Nova: "Amo a Canção Nova DE MANEIRA ESPECIAL e se ela for obediente à Minha vontade, Eu a elevarei em poder e santidade.ELA PREPARARÁ O MUNDO PARA A MINHA VINDA DERRADEIRA". (Revista Canção Nova, abril de 2005, página 03)
Ora, como eles poderão ter semelhante missão, se nem ao menos puderam ter a honra de receber o vigária de Cristo. Esta declaração é um exemplo concreto do grau de soberba da RCC, eles querem ser a própria Igreja. Cada dia fica mais claro para mim os reais objetivos da RCC, destruir a Igreja de Cristo e construir sob seus escombros uma nova igreja, a Igreja Carismática. Mas seus planos estão sendo malogrados pelo Espírito Santo que assiste e assistira a Igreja até o fim dos tempos.
Forte abraço, professor.
Extra Eccesiam nulla salus

RESPOSTA

Data:
30 Maio 2007


Muito prezado  Enoque,
Salve Maria.

     Você tem bem razão.

     O texto de Padre Jonas Abib que você me enviou é precioso:

"Seja como for posso afirmar, com todo o peso da responsabilidade que isso acarretar, que Jesus diz a mesma coisa para nós da Canção Nova: "Amo a Canção Nova DE MANEIRA ESPECIAL e se ela for obediente à Minha vontade, Eu a elevarei em poder e santidade.ELA PREPARARÁ O MUNDO PARA A MINHA VINDA DERRADEIRA". (Revista Canção Nova, abril de 2005, página 03)

     Isso cheira a paranóia. E o pior é que isso é milenarismo descabelado.
     Como um católico pode ir atrás de um padre que diz tais despautérios?

     Mande um abraço meu a todos os nossos amigos de Recife. Que Deus os ajude.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Universidade Harvard dá razão ao Papa na luta contra AIDS


Estudo realizado a partir do caso do Zimbábue

ROMA, sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) – Um estudo realizado pela Universidade Harvard deu razão à posição de Bento XVI sobre a AIDS, afirmando que um comportamento sexual responsável e a fidelidade ao próprio cônjuge foram fatores que determinaram uma drástica diminuição da epidemia no Zimbábue.

Quem explica, em sua última pesquisa, é Daniel Halperin, do Departamento de Saúde Global da População da universidade norte-americana, que, desde 1998, estuda as dinâmicas sociais que causam a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis nos países em vias de desenvolvimento.

Halperin usou dados estatísticos e análises sobre o estudo de campo, tais como entrevistas e focus group, o que lhe permitiu coletar depoimentos de pessoas que pertencem a grupos sociais mais desfavorecidos.

A tendência de dez anos é evidente: de 1997 a 2007, a taxa de infecção entre adultos diminuiu de 29% a 16%. Após sua pesquisa, Halperin não hesita em afirmar: a repentina e clara diminuição da incidência de AIDS se deve "à redução de comportamentos de risco, como sexo fora do casamento, com prostitutas e esporádico".

O estudo, publicado em PloSMedicine.org, foi financiado pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, da qual Halperin foi conselheiro, e pelo Fundo das Nações Unidas para a População e Desenvolvimento.

"Com este estudo, Halperin promove uma reflexão séria e honesta sobre as políticas até agora adotadas pelas principais agências de combate à AIDS nos países em desenvolvimento", afirma o jornal L’Osservatore Romano, ao dar a notícia, em sua edição de 26 de fevereiro.

Segundo o estudo, fica claro que a drástica mudança no comportamento sexual da população do Zimbábue "recebeu o apoio de programas de prevenção na mídia e de projetos educativos patrocinados pelas igrejas".

Poucos anos atrás, Halperin se perguntava como é possível que as políticas de prevenção "mais significativas tenham sido feitas até agora baseando-se em evidências extremamente fracas", ou seja, na ineficácia dos preservativos.

Em suma, segundo o estudo de Halperin, é necessário "ensinar a evitar a promiscuidade e promover a fidelidade", apoiando iniciativas que visem a construir na sociedade afetada pela AIDS uma nova cultura.

Como disse Bento XVI, é necessário promover uma "humanização da sexualidade".

Montfort – O rock pode ser usado para evangelização?


PERGUNTA

Nome:
Phillipe Nogueira Tolentino

Enviada em:
25/10/2010

Local:
Diamantina – MG, Brasil

Religião:
Católica

Escolaridade:
Superior em andamento

Profissão:
Estudante


Aos admirados irmãos do Montfort Paz e Bem!
Por acaso estava lendo alguns artigos e cartas no site até que me deparei com cartas cujo assunto abordado é o rock.
Foi difícil tomar coragem para escrever já que o nível intelectual dos participantes é alto.
Bom, sou fã de vários (não todos) estilos de músicas, por exemplo o rock que conhecia apenas aqueles cujas letras são deploráveis. Como suas letras não me agradavam (já que a letra é um dos critérios que faço para a seleção de músicas), então deixei de lado por um bom tempo sem deixar de gostar do estilo.
Até que certo dia (e isso faz pouco tempo) conheço a banda Rosa de Saron e mais tarde um seminarista me passa músicas das bandas Ceremonya, The Flanders e Eterna. Nelas pude encontrar letras musicas que um bom cristão pode escutar e que se encaixa com o rock.
Quero chegar na seguinte situação:
creio que Deus criou tudo e tudo foi bom, como nos diz as Escrituras. Os sons também se incluem nessa classificação.
Infelizmente alguns usam coisas da criação para o mal, mas tudo o que Ele criou é bom.
O som do rock também foi criado indiretamente por Deus, mas escolheram, primeiramente, como símbolo do satanismo mesmo que ele não seja, em essência, como tal.
Um exemplo parecido é o dia do Natal que primeiramente era usado pelos pagãos como o dia para honrar seu deus, o deus Sol. Mas que a Igreja usou-a para celebrar o dia do nascimento de Jesus, o nosso Sol, a nossa Luz, o nosso Tudo. Assim também com o mês de maio que a Igreja coloca como mês mariano que antes disso era usado pelos pagãos para exaltar a sua deusa, a deusa Flora (se essa informação não estiver errada). E assim vai com o violão e com muitos outros exemplos.
Por isso, concluo o meu pensamento dizendo que nesta colocação que fizeram quanto ao rock não fui inicialmente favorável, que acredito que o rock pode sim ser usado na evangelização, mesmo que, por muitos, ele seja usado por uma causa totalmente contrária.
Gostaria que me ajudassem nessa reflexão e que me dessem suas opiniões.
Obrigado! Que Deus abençoe a todos do Montfort pela intercessão da Virgem Maria.

RESPOSTA

Prezado Phillipe,

Salve Maria!

     O rock (assim como toda música dita pop, sertanojo, samba, forró e etc.) não pode ser usado para evangelização, pois os princípios que constituem a organização musical desses estilos são anti-metafísicos, portanto vão contra a realidade, contra Deus.

     Para uma obra musical (assim como toda obra de arte) ser bela, ela deve estar submissa às Leis que Deus colocou na realidade. Cada criatura tem uma ordem intrínseca que reflete a Deus, e entre todas as criaturas há uma ordem que O reflete de maneira mais perfeita ainda.

     Essa ordem segue certos princípios metafísicos como o princípio de identidade, princípio de não-contradição, relação de causa e efeito, analogia do ser. Todos esses princípios são ontológicos, i.e., dizem respeito a todos os seres. São objetivos e imutáveis. São da própria realidade. Portanto não dependem de fatores históricos, sociais nem culturais, muito menos do “gosto” ou opinião de cada um.

A estética medieval é justamente a que seguiu esses princípios imutáveis. Logo, ela não é válida apenas para a Idade Média.

Segundo a Estética Medieval, a “Música, baseada nas relações proporcionais que envolvem o número, é um símbolo audível de uma ordem ontológica dada por Deus”:

“(…) Music, based on proportional relationships which embody Number, is an audible symbol of a God-given ontological order.”(Proportions in Ancient and Medieval Music, Manuel Pedro Ferreira in “Mathematics and music: Diderot Forum”, Lisbon-Paris-Vienna / Jose Francisco Rodrigues, Hans Georg Feichtinger, Gerard Assayag (editors))

     Como vemos, a música é um símbolo audível da ordem ontológica estabelecida por Deus.

     Símbolo é o inteligível no sensível. É um objeto sensível que contém em si (de modo sintético) uma idéia, um raciocínio, de maneira clara e inteligível.

Assim, as criaturas são símbolos de Deus. O ser delas é de acordo com uma idéia, com um princípio intelectual que Deus colocou para nos ensinar algo sobre Si mesmo.

Toda ordem reflete a Sabedoria ordenadora.

     A ordem do universo reflete a Deus.

     Logo, uma obra de arte que está submissa a essa ordem, indiretamente reflete a Deus.

     Por isso Dante (autor a quem devemos ter muitas ressalvas) bem disse que as obras de arte são como “netas de Deus”.

     O que define uma obra musical não é a existência de sons, mas sim a ordem que há entre eles. Os sons são, de fato, criados por Deus e por isso são bons. Porém, a ordenação de uma obra musical bem como a escolha de sons dignos para ela cabe ao compositor, que é um ser humano e está sujeito ao pecado original.[1]

Se o compositor faz uma obra musical ordenando-a segundo princípios metafísicos, aí sim essa obra pode ser dita “indiretamente” criada por Deus, pois os princípios dessa ordem que a constitui não foram criados pelo compositor.

Nem o rock nem os estilos de música acima mencionados seguem esses princípios. Pelo contrário, há nessas músicas uma verdadeira repulsa a esses princípios. E não importa se há bandas de rock que tentam colocar uma letra “católica” (duvido muito que o sejam) em suas obras, pois a música continua sendo péssima. É até pior, pois engana os católicos mais ingênuos que não tem coragem de parar de ouvir todo o tipo de rock.

     Vejamos quais são esses princípios e como eles devem ser encontrados numa obra musical:

1. Analogia do ser.

     Deus ordenou suas criaturas segundo o princípio de analogia do ser.

     As criaturas são análogas, i.e., semelhantes, tem algo de diferente, algo de igual.

     Logo, as diversas melodias que compõe uma obra musical devem ser semelhantes, i.e., contrastar logicamente.

     As melodias do rock não são ordenadas segundo esse princípio. Aliás, a própria estruturação interna de cada melodia já é desordenada, na maior parte das vezes sendo apenas repetição de fragmentos sem unidade entre si.

2. Relação de causa e efeito.

     A música se dá no tempo.

     Logo, para a música ser Boa, Bela e Verdadeira, ela deve seguir a ordem de como as coisas se dão no tempo. Essa ordem implica numa relação de causa e efeito. Portanto, as melodias que se sucedem numa obra musical devem implicar numa relação de causa e efeito. Deve haver uma melodia principal, original, da qual são derivadas e a qual se refere todas as outras melodias. Essa melodia deve ser causa das outras melodias.

     A primeira melodia de uma obra musical deve ser sempre mais importante do que as outras.

Esse tipo de ordenação implica em que ao escutar uma obra musical, fiquemos atentos a essas relações entre o começo, o meio e o final da obra. Uma relação entre passado, presente e futuro.

     Ora, são os selvagens que, sendo homens decadentes (que, quando recebem a devida instrução deixam de ser decadentes), não têm noção de história, de tempo. O selvagem vive para o instante.[2]

Essa relação de causa e efeito não há no rock. Pois é constituído basicamente de fragmentos de melodias ou proto-melodias repetidos ad nauseam ou variados sem lógica, sem relação de causa e efeito.

3. Princípio de identidade e de não-contradição:

     Se alguma melodia for repetida no decorrer da peça, ela deve ser repetida de maneira clara, i.e., não deformada, para que seja identificada enquanto tal.

     Do mesmo modo, as melodias que são derivadas de uma primeira devem ter elementos que claramente se referem a ela.

     A relação entre a melodia original e a melodia derivada deve ser clara, e não oculta.

     Esse princípio é extremamente negado em peças de compositores Românticos como Beethoven e Richard Wagner. Pois esses compositores eram gnósticos, e é a Gnose que nega o princípio de identidade e de não-contradição.

     Não é a toa que as sonatas românticas justamente por esse fato são chamadas de “sonatas dialéticas”. Poderiam ser bem chamadas de “sonatas gnósticas”.

4. Tudo o que é inferior está ordenado ao que é superior. Hierarquia ontológica entre os elementos musicais.

A ordenação entre as notas musicais deve subjugar a ordenação do ritmo.

     Pois o ritmo é inferior às notas musicais.

Uma música na qual há apenas instrumentos de percussão, sem melodia, é claramente inferior a uma música com melodia.

A ordem que pode haver entre elementos rítmicos é evidentemente inferior à ordem que pode haver entre notas musicais.

     Os selvagens, homens decadentes, fazem música apenas rítmica. E ainda que haja tribos selvagens que juntam ao ritmo algumas notas musicais, essas são usadas de maneira pobre e fragmentada (e submissas ao ritmo)… Exatamente como no rock.

     Do mesmo modo, além do rock, toda música pop, sertanojo, samba, forró etc, coloca o ritmo acima da harmonia entre as notas musicais, pois são músicas selvagens.

     Vemos, portanto que o princípio estruturador dessas obras musicais é o ritmo e não as notas musicais.

     Nessas músicas a melodia e a harmonia obedecem ao ritmo e não o contrário como manda a Metafísica.

     Portanto, há uma verdadeira inversão da ordem da realidade nessas músicas, ou seja, uma desordem, um mal.

Conclusão:

     O rock é uma música selvagem feita com destroços de uma cultura que já foi elevada. É música selvagem ainda que feita com escalas musicais (pois essas não são usadas de modo ordenado, segundo os princípios metafísicos). O rock é uma caricatura selvagem e decadente de uma cultura musical elevada. É o reflexo da decadência da nossa sociedade que, pelas Três Revoluções, recusou a ser submissa ao Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo e a sua única Igreja.

A finalidade de uma obra musical, bem como a de toda obra de arte, é aumentar nossa adesão à realidade, aumentar nossa adesão à Verdade, a Deus, por meio da contemplação estética.

Contemplação que envolve nossas faculdades mais elevadas: sensibilidade, vontade e inteligência.

     Pela razão natural é possível conhecer a Deus pelo seu reflexo na obra da criação.

     Como vimos uma obra de arte, para ser Boa e Bela e Verdadeira, deve estar submissa às leis que Deus colocou na obra da criação, que são princípios metafísicos.

     Portanto do mesmo modo, uma obra musical Boa, Bela e Verdadeira reflete a Deus, o tornando mais cognoscível à razão.

     A boa música é um vitral de Deus.

     Desse modo, se temos uma obra musical como boa, i.e, se a amamos, estamos amando algo que é como uma “fotografia” de Deus.

     E quando guardamos uma fotografia de alguém querido, não gostamos da foto em si, mas da pessoa retratada na foto.

     Portanto, amando a boa música, amamos mais a Deus.[3]

     E assim, conhecendo e amando mais a Deus, temos uma disposição melhor para obedecê-lO e servi-lO.

     Deste modo, a obra de arte tem como finalidade última a maior Glória de Deus: torná-lO mais conhecido, amado e obedecido pelas suas criaturas racionais.

     A contemplação de uma Boa, Bela e Verdadeira obra de arte nos faz submeter a sensibilidade à Beleza, a vontade ao Bem, e a inteligência à Verdade.

     Se estimarmos uma obra de arte que não reflete a Deus, estimamos algo que O contradiz e repudia.

     Ora, a repulsa e a contradição a Deus é própria do demônio, do pecado.

     Portanto, as obras de arte más (e somente um imbecil de má fé veria maniqueísmo nessa denominação) dispõem o homem à desobediência a Deus.

     Quem ouve música má como pop, rock, samba, forró, sertanojo e etc. (e bota etc. nisso!) tem mais dificuldade (na verdade uma verdadeira repulsa) de praticar a Lei de Deus do que àqueles que não ouvem. E para provar isso basta olhar para os fatos.

     A desobediência a Deus é própria do diabo.

     Logo, a obra de arte má reflete o demônio, o pecado, e dispõe a alma a ele.

     A alma então estando indisposta a obedecer a Deus, a praticar o bem, fica disposta ao demônio e ao pecado. Portanto, facilita a ação do demônio sobre ela.

     Não é a toa que há muitos casos de possessão demoníaca envolvendo o rock.

     Como nada está destruído sem ter sido substituído, o combate à má música deve ser feito com a boa música.

     E não falo apenas de canto gregoriano.

     Compositores como Palestrina, Tomás de Luis de Victoria, Orlando di Lasso possuem a obra musical mais perfeita e submissa a Deus que já foi feita.

     Procure os discos do músico Jordi Savall. Apesar dele lastimavelmente ter lançado um CD fazendo uma apologia ao catarismo (heresia gnóstica medieval combatida pela Santa Inquisição), possui muitas gravações de belas obras medievais e dos séculos XV, XVI.

     Procure as gravações das canções do Llibre Vermell de Montserrat, Cantigas de Santa Maria e Ensaladas de Mateo Flecha.

     Entre as músicas populares genuínas, tradicionais, encontrará dentre as mais belas as dos cossacos.

     Tudo isso é facilmente encontrado na internet.

Há muitas outras indicações de músicas que poderia lhe fazer, mas não cabem aqui. É claro que há muitas músicas dignas de serem ouvidas além dessas que recomendei. E é claro também, que há muitos outros tipos de música péssimos que, para não me estender muito, não pude falar aqui (por exemplo: a Ars Nova, Maneirismo Renascentista, iluminismo/enciclopedismo, romantismo, impressionismo, expressionismo, modernismo, jazz). Aguarde novos artigos em breve.

     Espero ter-lhe ajudado, e que você finalmente compreenda que todo católico tem o dever de amar a Beleza e que essa é ontológica, objetiva e não um critério válido apenas para cada indivíduo, época, sociedade ou nação. Pois amar a Beleza é amar a Deus que é a Beleza Absoluta, fonte de toda a beleza criada. E amar a Deus sobre todas as coisas é o Primeiro Mandamento.

Salve Maria!

Doce Coração de Maria sede a nossa salvação. 

Fernando Schlithler


[1] Do mesmo modo, a pedra de mármore foi feita por Deus. Porém, se algum artista faz uma escultura imoral e perversa com mármore, nem por isso ela será Boa e Bela. O mal é uma desordem que o homem faz com os bens criados por Deus, não os usando segundo a finalidade para qual Deus os fez, não submetendo esses bens à Sua Lei.

[2] O selvagem, não tendo noção de tempo, não guarda a colheita para os tempos de escassez. Quando acaba a colheita do lugar em que habita, o selvagem simplesmente se muda e busca outro lugar. O selvagem não tem cultivo, portanto, não tem cultura.

O selvagem vive apenas para a satisfação do instante, do mínimo que é necessário para sobrevivência. Vive da maneira mais baixa, apenas buscando a satisfação do corpo.

A vida de um selvagem se assemelha muito a um lema moderno “carpe diem”: aproveitar o dia, viver sem culpas, sem dilemas morais. Vive-se inconseqüentemente.

Veja como o selvagem é muito parecido com o modo de ser da maioria das pessoas de hoje em dia.

[3] O contrário, portanto também é bem verdadeiro: quem não aprecia a Boa, Bela e Verdadeira obra de arte, mas a tem como feia (portanto má e falsa), é a Deus quem está repudiando, e não apenas obra em si.

A reencarnação e a fé cristã


Reencarnação
Um dos erros mais comuns hoje em dia é a crença na chamada "reencarnação", um mecanismo pelo qual uma pessoa teria várias "vidas" sucessivas, sendo uma pessoa ou outra em uma vida ou outra, vidas essas passadas por toda parte. Esta crendice é evidentemente incompatível com a Fé Cristã, com a Razão e com o próprio bom senso.
A crença na reencarnação é incompatível com a Fé Cristã
Ela é incompatível com a Fé Cristã porque sabemos que "Para os homens está estabelecido morrerem uma só vez e logo em seguida virá o juízo" (Heb 9, 27), e a reencarnação pressupõe que cada homem teria várias mortes sucessivas, nascendo depois com outro nome, filho de outros pais, em outro país… Segundo as crenças de alguns grupos reencarnacionistas, a pessoa poderia nascer com o sexo oposto ou não, ou até, segundo alguns (como os de tendência hinduísta, oriental), poderia nascer como animal ou como planta!
Ela é incompatível com a Fé Cristã porque nega o valor dos Sacramentos (uma pessoa seria batizada novamente em cada "encarnação"), nega Céu, Purgatório e Inferno, nega a criação da alma humana, nega a união substancial entre corpo e alma, nega a existência de anjos e demônios, nega os privilégios da Santíssima Virgem Maria, nega o pecado original, nega a graça divina, nega toda a doutrina do sobrenatural, nega o juízo particular depois da morte, a ressurreição da carne e o juízo final.
Ela é incompatível com a Fé Cristã porque nega a Misericórdia divina e o perdão dos pecados (segundo Allan Kardec, "Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes" – o pecado, para um reencarnacionista, nunca é perdoado!) e prega um deus que se existe não age, e se age não perdoa. Tudo seria um mecanismo em que estariam presas as pessoas, pagando em uma "encarnação" os pecados cometidos em "encarnações" anteriores, dos quais não têm lembrança ou conhecimento, sem esperança alguma de perdão.
A crença na reencarnação é incompatível com a Razão
A crença na reencarnação é também incompatível com a Razão, com o raciocínio lógico mais elementar. Afinal, para que seja possível aprender com um erro, é necessário que nos lembremos do erro cometido. Isto ocorre não apenas com os seres humanos, mas também com os animais. Um cachorro aprende a não satisfazer suas necessidades fisiológicas no lugar errado sendo castigado quando o fez, ou sentindo o cheiro do que fez para que se lembre de seu ato. Alguém que tentasse ensinar um cachorro a controlar sua bexiga esperando a hora em que o animal não mais se lembrasse do ato proibido para, de sopetão, castigá-lo, conseguirá na melhor das hipóteses traumatizar o pobre animal, nunca ensiná-lo a segurar a bexiga. Afinal, o pobre animalzinho não saberá por que terá sido castigado!
A crença na reencarnação pressupõe um deus punitivo e sem misericórdia, ou melhor, um mecanismo que funciona por conta própria em que as pessoas são punidas em uma vida por pecados de que não se lembram, por erros que não sabem que cometeram, com o único objetivo de expiar uma falta que desconhecem totalmente ter cometido. Assim, evidentemente, não pode haver aprendizado. Como poderia uma pessoa que sofre com conseqüências de um suposto pecado em uma teórica vida passada aprender a não mais cometer aquele pecado, se ela nunca soube tê-lo cometido? Como poderia ela saber que errou, que está sendo punida por aquele erro e que não mais deve cometê-lo, se ela não tem lembrança alguma desta suposta vida anterior e só vê as misérias que sofre e que lhe parecem absolutamente desprovidas de valor, já que não tem como ligá-las com aquilo que teria sido a causa destes sofrimentos e que teoricamente os faria justos?
A crença na reencarnação é também incompatível com a Razão pelo simples fato de que não ajuda em nada uma pessoa sofrer por pecados que ela não sabe ter cometido, como não faz sentido dizer ser a mesma pessoa (ou dar a ela uma punição!) quando ela nasceu de outros pais, com outro nome, em outro lugar, sem lembrança alguma de sua suposta vida anterior, de sua personalidade nesta "vida passada", de seus erros, acertos, ignorâncias e saberes.
Uma pessoa que não fala a mesma língua, não tem a mesma cultura, nasceu de outros pais, em outro país, não se lembra da "encarnação" anterior, não tem conhecimento algum de nada do que agora o afetaria, não é nem pode ser considerada a mesma pessoa que uma sua suposta "encarnação" anterior. Qual seria o ponto em comum entre essas pessoas? Apenas uma espécie de "carnê" de pecados a pagar, que seria passado de uma pessoa/"encarnação" para outra pessoa/"encarnação", sem que seja possível lembrar-se da origem daqueles sofrimentos, sem que seja levado nada de uma "encarnação" a outra a não ser os pecados a pagar.
Assim, podemos dizer que a crença na reencarnação pressupõe na verdade que os pecados cometidos por uma pessoa (João da Silva, nascido em Botucatu dia 25.I.65 e falecido em Belo Horizonte em 30.VIII.97, teria por pura maldade quebrado a perna de uma criança) são pagos por outra (José de Souza, nascido em 27.IX.97 em Belém do Pará, nascido com a perna aleijada). Ora, isso não apenas é injusto como é absurdo! Não é a mesma pessoa, já que não há nada (paternidade, nome, personalidade, naturalidade, cultura, conhecimentos…) em comum, e José de Souza não teria como saber que sofre pelos pecados de João da Silva, que teria morrido e deixado assim de ser punido pelos seus pecados, passados a José para que a pobre criança os pagasse!
A crença na reencarnação, além disso, é incompatível com a Razão (ao menos quando os reencarnacionistas afirmam que todas as "encarnações" ocorrem em seres humanos e na Terra) porque a população de hoje no planeta é equivalente à soma de todas as pessoas que cá já viveram até o século passado. Assim, cada pessoa poderia no máximo estar na primeira ou segunda "encarnação".
A crença na reencarnação é também incompatível com o bom senso mais elementar e é facilmente perceptível como apenas um reflexo do eterno orgulho humano quando percebemos que praticamente todas as pessoas que acreditam em reencarnação fazem questão de citar imediatamente supostas "encarnações" anteriores como reis, rainhas, pessoas famosas… Conheço umas cinco ou seis Cleópatras!
Hoje em dia, com a queda dos padrões morais da sociedade, está também na moda ter sido uma prostituta elegante de alguma corte em supostas vidas anteriores. Isto reflete apenas as ânsias das pessoas, a sua incapacidade de enfrentar a realidade, mas evidentemente não corresponde à realidade.
Os Espíritas e a Igreja
Em 1953 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou o que afirmara em 1915 e em 1948:
"Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, como verdadeiros hereges e fautores de heresias, e não podem ser admitidos à recepção dos sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de fé."
Segundo a Lei da Igreja, "chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela" (CDC cân. 751). Ora, "o herege incorre automaticamente em excomunhão" (CDC cân. 1364 §1), ou seja, deve ser excluído da recepção dos sacramentos (cân. 1331 §1), não pode ser padrinho de batismo (cân. 874), nem de crisma (cân. 892) e não pode casar na Igreja sem licença especial do bispo (cân. 1071) nem ser membro de associação ou irmandade católica (cân. 316).”
(Carlos Ramalhete, A Reencarnação e a Fé Cristã)

http://hsj-online.blogspot.com/2010/12/reencarnacao-e-fe-crista.html‏

Montfort – Qual movimento devo seguir?


Nome:
Luiz Claudio

Enviada em:
10/05/2007

Local:
Guarapari – ES, Brasil

Religião:
Católica

Escolaridade:
Superior em andamento


Prezado Orlando Fedeli,
A Paz do Senhor.
Gostaria antes de qualquer coisa parabenizá-lo pelo valioso trabalho que presta para a sociedade cristã. Com toda certeza a Associação Montfort é vista com bons olhos por nosso Senhor.
Orlando, sou um jovem católico, tenho 19 anos. Sempre estou pesquisando, estudando e lendo sobre teologia, porém mesmo assim, me perco dentre tantas bibliografias. Tenho como estilo, um estilo conservador e tradicionalista, com tudo, não consigo me encontrar na Igreja. Vou à missa, participo de alguns movimentos, mas tudo me parece estranho à DEUS.
A RCC não me agrada de jeito nenhum. Com a Opus fico com o pé atrás, a TFP nem aceita pela Igreja é. Os Legionários são ótimos em sua estrutura, porém sobre seu fundador não podemos dizer o mesmo. O focolare, neo-catecumenato, oficinas de oração, Senhor Deus, tantos movimentos e nada somado com nada!
Venho através desta carta lhe pedir um conselho. Um conselho como jovem católico que está perdido dentre tantas "obras" estranhas aos olhos do PAI. Qual movimento o senhor poderia me aconselhar? Um movimento que fosse pelo menos parecido com a minha forma de pensar. Não gosto de liberalismo, modernismo. Gosto, como já havia dito antes das coisas mais tradicionais. Ou pelo menos um movimento cujo qual posso permaner tranqüilo, sabendo que segue verdadeiramente Cristo. Pois ir à missa por ir, não salva ninguém.
Seria possível essa ajuda?
Obrigado pela atenção!
Abraço,
Salve Maria.

RESPOSTA

Data:
21 Maio 2007


Muito prezado Luiz Cláudio,
Salve Maria.

    Você me pergunta a quem seguir.

    Siga apenas a Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Você me pergunta a que "movimento" ligar-se para ter tranquilidade. É fácil de lhe responder: se quer tranquilidade una-se bem estreitamente à aquilo que não se move: una-se a Pedro. Una-se ao papa, Una-se à Pedra sobre a qual Cristo fundou sua Igreja inamovível. Movimento não traz tranquilidade. Movimento é agitação.

    Faça parte dos católicos que defendem a verdade imutável e que, por isso mesmo, são contra movimentos. Foi depois do Concílio Vaticano II — um concílio interpretativo e relativista — surgiram esses "Movimentos"…

    Quanto movimentação! Quanta agitação! Quanta perturbação! Quanta confusão!

    Por isso, digo-lhe não se filie a movimento nenhum. Estude a doutrinaa católica. Organize um grupo de jovens que queira permanecer com o Papa na defesa da verdade imutável. 
    A Igreja não é um vento que se agita, destrói e nada deixa no lugar. Ela é fundada sobre a rocha. Sobre Pedro.

    Um abraço.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

FONTE

FSSPX - Portugal

Tudo por amor a Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Movimento Magistrados para a Justiça

"Uma visão conservadora de temas relacionados ao Direito"

O Legado d'O Andarilho

opiniões, considerações políticas e religiosas.

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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