Bispo certifica novo milagre da Virgem da Lourdes


[Ao contrário dos falsos milagres praticados pelo Demônio em seitas protestantes, os operados por meio da Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e aceitos por Sua Igreja são científicamente comprovados e passados pela "bainha" de nada mais nada menos que vinte médicos (entre eles ateus, agnósticos, etc.)] Leiam a notícia abaixo:

Bispo certifica novo milagre da Virgem da Lourdes

LOURDES, 30 Mar. 11 (ACI) .- O Bispo de Angers (França), Dom Emmanuel Delmas, proclamou o milagre número 68 oficialmente reconhecido da cura de um homem que tinha perdido virtualmente a mobilidade na perna esquerda, ocorrido no dia 13 de abril de 2002, quando peregrinou ao Santuário da Virgem da Lourdes.

O Comitê Médico de Lourdes, composto por 20 doutores, constatou a "súbita cura funcional, sem relação com terapia alguma e mantida até a atualidade, 8 anos depois" que Serge François, um homem de 56 anos que logo depois de sua cura fez o caminho de Santiago da Compostela a pé, percorrendo 1 570 quilômetros, para agradecer por esta graça.

Sobre o milagre, Dom Delmas recorda que este foi produzido quando Serge "logo depois de ter rezado perante a Gruta se dirigiu às fontes para beber e lavar o rosto. Pode-se ver nesta cura uma atuação particular da Virgem Maria para com este homem".

Para o Bispo, "esta cura pode ser considerada como um dom pessoal de Deus para este homem, como um ato de graça, como um sinal de Cristo Salvador".

Serge François, tinha perdido virtualmente a mobilidade na perna esquerda por uma hérnia de disco aparecida por complicações cirúrgicas relacionadas a duas operações. Depois da cura, assinala o jornal La Razón, cresceu sua vida de fé e de oração, e hoje reza muito por outros doentes. Voltou para a Lourdes em 2003, informou sobre o seu caso ao Comitê Médico e assim teve início o processo de estudo do caso.

Sobre o caso, o Bispo de Tarbes e Lourdes (França), Dom Jacques Perrier, afirmou em uma nota publicada no site do Santuário na internet, que "os médicos de hoje em dia são reticentes ante o qualificativo ‘inexplicável’, a menos que se acrescente ‘no marco dos conhecimentos científicos’. Preferem ater-se a um fato: tal cura é hoje inexplicável. Esta reserva lhes parece indispensável para não ser desqualificados logo por aqueles colegas que rejeitam o inexplicável".

"Além disso -acrescenta- os médicos de Lourdes procuraram sempre ser deontológicamente irreprocháveis. É a própria Igreja a que os alenta a isso".

O jornal espanhol La Razón, recorda logo que embora o Comitê de Médicos tenha dados de 7 000 curas inexplicáveis desde 1884, a Igreja só reconhece 67 casos como milagrosos (68 com este).

Para comemorar este novo milagre, o Bispo de Angers, Dom Delmas, convida os fiéis a participar de uma Eucaristia que se realizará quando os fiéis de sua diocese peregrinem ao Santuário de Lourdes entre o dia 3 e 8 de maio "para rezar humildemente a Maria e com Maria".

Nenhum esforço é inútil na promoção da família fundada no autêntico matrimônio, diz o Papa


VATICANO, 29 Mar. 11 (ACI/EWTN Noticias) .- Em uma mensagem a um grupo de bispos da América Latina e o Caribe que se reúne nestes dias em Bogotá (Colômbia), o Papa Bento XVI ressalta que "nenhum esforço, portanto, será inútil para fomentar tudo aquilo que contribua para que cada família, fundada na união indissolúvel entre um homem e uma mulher, leve adiante sua missão de ser célula viva da sociedade".

Em sua mensagem aos bispos responsáveis pelas comissões episcopais de vida e família da América Latina e o Caribe que se reúne na Colômbia entre os dias 28 de março ao 1 de abril, o Santo Padre assinala que "a família é o valor mais querido pelos povos dessas nobres terras".

"Por este motivo, a pastoral familiar tem um posto destacado na ação evangelizadora de cada uma das distintas Igrejas particulares, promovendo a cultura da vida e trabalhando para que os direitos das famílias sejam reconhecidos e respeitados".

No texto dirigido ao Cardeal Ennio Antonelli, Presidente do Pontifício Conselho para a Família, que preside a reunião, o Papa afirma que ante os diversos desafios que enfrenta a instituição familiar como a migração e a pobreza, "não podemos ficar indiferentes ante estas provocações. No Evangelho encontramos luz para responder a eles sem nos desanimar".

"Cristo com sua graça nos impulsiona a trabalhar com diligência e entusiasmo para acompanhar a cada um dos membros das famílias no descobrimento do projeto de amor que Deus tem sobre a pessoa humana".

"Nenhum esforço, portanto, será inútil para fomentar quanto contribua a que cada família, fundada na união indissolúvel entre um homem e uma mulher, leve adiante sua missão de ser célula viva da sociedade, foco de virtudes, escola de convivência construtiva e pacífica, instrumento de concórdia e âmbito privilegiado no qual, de forma gozosa e responsável, a vida humana seja acolhida e protegida, desde seu início até seu fim natural".

Depois de recordar o direito e o dever dos pais de "educar as novas gerações na fé e nos valores que dignificam a existência humana", Bento XVI alenta a prosseguir com a Missão Continental e sublinha que "a Igreja conta com os lares cristãos, chamando-os a serem um verdadeiro sujeito de evangelização e de apostolado e convidando-os a tomar consciência de sua valiosa missão no mundo".

"Animo, pois, a todos os participantes nesta significativa reunião a desenvolver em suas reflexões as grandes linhas pastorais marcadas pelos episcopados congregados em Aparecida, favorecendo assim que a família possa viver um profundo encontro com Cristo através da escuta de sua Palavra, a oração, a vida sacramental e o exercício da caridade".

Deste modo, prossegue, "se ajudará a pôr em prática uma sólida espiritualidade que propicie em todos seus membros uma decidida aspiração à santidade, sem medo a mostrar a beleza dos altos ideais e as exigências éticas e morais da vida em Cristo".

"Para promover isto, é necessário incrementar a formação de todos aqueles que, de uma ou outra forma, dedicam-se à evangelização das famílias. Do mesmo modo, é importante riscar caminhos de colaboração com todos os homens e mulheres de boa vontade para seguir tutelando intensamente a vida humana, o matrimônio e a família em toda a região".

Finalmente o Papa expressa seu afeto a todas as famílias da América Latina e do Caribe e as confia "ao poderoso amparo da Santíssima Virgem Maria os frutos desta louvável iniciativa, ofereço-lhes de coração a implorada Bênção Apostólica, que estendo com gosto a quantos estão comprometidos na evangelização e promoção do bem das famílias".

Anunciação de Nossa Senhora


"10.“O anjo Gabriel foi enviado” etc.
Acabamos de ouvir de que maneira a Virgem Maria concebeu o Filho de Deus Pai. Vamos ver agora, brevemente, de que jeito a alma concebe o espírito da salvação. Na Virgem Maria vemos representada a alma fiel: “virgem” pela integridade da fé. Com efeito, diz o Apóstolo: “Eu vos prometi a um único esposo, para apresentar-vos como virgem casta a Cristo” (2Cor 11,2). “Maria”, isto é, estrela do mar, pela profissão da própria fé. “Crê-se com o coração para obter a justiça”, eis a virgem. “Com a boca faz-se a profissão de fé para obter a salvação” (Rm 10,10): eis a estrela que da amargura do mundo guia ao porto da salvação eterna. Essa virgem mora em Nazaré da Galiléia, quer dizer, “na flor da emigração”.

A flor é a esperança do fruto. Com efeito, a alma fiel espera “emigrar”, passar da fé à visão, da sombra à verdade, da promessa à realidade, da flor ao fruto, do visível ao invisível. Dizem os pastores: “Vamos até Belém, porque ali encontraremos bons pastos, o pão dos anjos, o Verbo Encarnado”. Lemos em Isaías: “Alegria dos burros selvagens, pastagem dos rebanhos” (32,14). Nos burros selvagens estão simbolizados os justos, cuja alegria será a pastagem dos rebanhos, quer dizer, o esplendor e a felicidade dos anjos, porque junto com os anjos pastarão, isto é, gozarão da visão do Verbo Encarnado. A essa virgem é enviado o anjo Gabriel, cujo nome significa “Deus me confortou”. Nele é indicada a infusão da graça divina e sem o seu conforto a alma desfalece. Por isso diz Judite: “Dai-me forças, ó Senhor, Deus de Israel, nesta hora”. “E, com o punhal, golpeou duas vezes o pescoço de Holofernes e cortou-lhe a cabeça” (13,9-10). Holofernes significa “enfraquece o boizinho engordado”. Nele é representado o pecador que, engordado com a gordura das coisas temporais, é despojado pelo diabo das virtudes e assim se enfraquece e fica doente. A cabeça de Holofernes é a soberba do diabo.

Diz Gênesis: “Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (3,15). No calcanhar é indicado o fim da vida. A Virgem Maria esmigalhou a soberba do diabo por meio da humildade, mas ele a tentou, no calcanhar, durante a paixão de seu Filho. Quem quiser arrancar de si mesmo a soberba do diabo, deve golpeá-lo duas vezes. Esse duplo golpe é a lembrança do nosso nascimento e o pensamento da nossa morte. Quem medita assiduamente sobre esses dois momentos da sua vida arranca de si a soberba do diabo, mas antes é preciso que implore o sustento da graça divina. “Agi virilmente e o vosso coração será confortado” (Sl 30,25).

11. “Entrando o anjo onde ela estava”.

Aqui é colocada em evidência a solidão da alma que mora em si mesma, lendo no livro da própria miséria e indo à busca da doçura divina: por isso ela merece ouvir dizer: “Ave!” O nome de Eva que quer dizer “ai” ou desgraça. Lido ao contrário fica Ave. A alma que se encontra no pecado mortal é Eva, ou seja, “ai” e desgraça, mas se ela se converte à penitência e ouve dizer-lhe Ave, quer dizer “sem ai”. “Cheia de graça”. Quem derrama ainda alguma coisa numa vasilha cheia perde tudo aquilo que nela coloca. Assim também na alma, se ela for cheia de graça, não pode entrar nela a sujeira do pecado. A graça penetra todos os espaços e não deixa nenhum pedacinho vazio em que possa entrar e ficar aquilo que lhe é contrário. Quem tudo compra, tudo quer possuir. E a alma é tão grande que ninguém pode preenchê-la a não ser somente Deus que, como diz São João, “é infinitamente maior que o nosso coração e conhece todas as coisas” (1Jo 3,20).

Uma vasilha bem cheia derrama em todas as partes. Da plenitude da alma recebem todos os sentidos porque, como diz o profeta Isaías, “será de sábado a sábado” (66), quer dizer, da paz interior virá a paz dos sentidos e dos membros. “O Senhor é contigo”. Ao contrário, lemos no Êxodo: “Não irei contigo, porque tu és um povo de cabeça dura” (33,3), isto é, desobediente e soberbo. É como se dissesse: “Eu iria contigo se fosses humilde!” Por isso ao humilde ele promete: “Tu és o meu servo: mesmo que tiveres que atravessar as águas eu estarei contigo e os rios não te submergirão. Se tiveres que atravessar o fogo, não te queimarás, a chama não poderá te queimar” (Is 43,2). Nas águas é simbolizada a sugestão do diabo, nos rios a gula e a luxúria; no fogo, o dinheiro e a abundância das coisas materiais; na chama, a vanglória. O servo, isto é, a pessoa humilde com quem está o Senhor, passa ileso através das sugestões do diabo, porque nem a gula nem a luxúria o cobrem. Quem está com a cabeça totalmente coberta não pode ver, cheirar, falar e ouvir distintamente. Assim, também quem estiver totalmente coberto pela gula e pela luxúria fica privado da faculdade de contemplar, discernir, reconhecer o seu pecado e obedecer. O humilde, mesmo que caminhe através do fogo das coisas temporais, não se queima com a avareza ou com a vanglória.

12. “Tu és bendita entre as mulheres”.
Lê-se na História Natural que as mulheres sentem compaixão bem mais intensamente do que os homens, derramam lágrimas bem mais do que os homens e possuem uma memória muito mais duradoura do que os homens (Aristóteles). Nessas três qualidades são indicadas a piedade com o próximo, a devoção das lágrimas, a lembrança da paixão do Senhor. Lemos no Cântico dos Cânticos: “Coloca-me como um selo em teu coração, uma tatuagem em teu braço, porque forte como a morte é o amor!” (8,6): o teu amor pelo qual morreste! Bem-aventuradas aquelas almas que possuem essas três qualidades. Entre elas é bendita, com o privilégio de uma bênção especial, a alma fiel e humilde, rica de obras de caridade. E em mérito a essa bênção, continua: “Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus”. Lemos ainda na História Natural que as mulheres grávidas sentem dores, perdem o apetite, a vista fica anuviada. Outras mulheres grávidas não gostam de vinho, porque bebendo-o perdem as forças. Isso acontece também com a alma. Quando, sob a ação do Espírito Santo, concebe o espírito da salvação: começa a arrepender-se de seus pecados, sente repugnância pelas coisas temporais, desagrada-se a si mesma, (este é o significado do anuviamento da vista); acostumada a admirar-se com gosto, não gosta do vinho da luxúria.

Por estes sinais poderás julgar se a alma concebeu o espírito da salvação que em seguida dará à luz quando der fruto na luz das obras boas. E a esse fruto dará o nome de “salvação” (Jesus), porque tudo o que faz é em vista da salvação. É a intenção – foi dito – que qualifica a obra. A alma fiel age para agradar a Deus, para obter o perdão dos pecados, edificar o próximo e alcançar a salvação. Digne-se conceder a salvação também a nós Aquele que é bendito pelos séculos dos séculos. Amém."

(Tradução: Frei Geraldo Monteiro, OFM Conv
Sermões de Santo Antônio. Ed. Messaggero – Padova,1979 – Volume III, pp. 158-161)

#QuantosEuTeAmo

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Campanha da Fraternidade 2002


Quaresma e a questão indígena

Hoje, no Brasil, corre-se o perigo de, nesse tempo, ser anunciado aos fiéis:

"Agora vai começar o tempo da Campanha da Fraternidade. Em 2002, o tema é Fraternidade e Povos Indígenas, o lema, Por uma terra sem males". E, pronto!

A Quaresma mesmo fica obnubilada e esquecida. A Páscoa, então, muito mais ainda.

Peço a todos que destaquemos e demos prioridade a explicar que o tempo da Quaresma visa, antes de tudo, preparar a celebração da Páscoa. É bom recordar, com o auxílio do Catecismo da Igreja Católica (nº 107 e seguintes) que, desde Pentecostes, o dom do Espírito Santo inaugurou um tempo novo; é o tempo da Igreja. Durante ele, o próprio Cristo torna presente e comunica a sua obra de salvação. E o faz pela liturgia de sua Igreja, até que venha, no fim dos séculos.

Como é bom crer que Jesus está "vivo e agindo", na Igreja e com ela, de uma forma diferente do tempo em que viveu entre nós. Forma nova; própria do tempo novo em que estamos. Ess está agindo, sim, pelos sacramentos. (É o que a Tradição chama de "economia sacramental"). Ou seja, Cristo está comunicando ou "dispensando" os frutos de seu Mistério Pascal na liturgia dos sacramentos da Igreja.

Enquanto estava em sua vida terrestre, anunciava sua Morte e Ressurreição, por suas palavras e as antecipava por seus atos. Quando chegou sua hora, viveu o único fato da história que jamais passará: Jesus morre, é sepultado, ressuscita dentre os mortos e está sentado à direita do Pai. Este é um evento real, acontecido no tempo. Porém é único. Todos os demais fatos da história acontecem uma vez, depois terminam e se tornam passado. O Mistério pascal de Cristo não pode ficar "só" no passado. Tudo que Cristo é, fez e sofreu por todos os homens e mulheres é "eterno", porque Jesus é Deus e tudo que está com Ele relacionado participa de sua eternidade divina. Isto é, abraça todos os tempos e se mantém permanentemente presente. A realidade da cruz e da ressurreição "permanece" e atrai tudo para a vida.

Dessa forma, a Igreja associa-se a cada ano, através dos quarenta dias da Grande Quaresma – tempo que Jesus passou no deserto – ao mistério de sua Paixão e Morte. No deserto, Jesus foi provado como nós o somos, mas venceu o Tentador por nós; "amarrou o homem forte" e lhe retomou a presa (Mc 3,27).

Antecipou a vitória da Ressurreição, após a morte por obediência ao Pai.

Este tempo de Quaresma é apropriado às orações mais intensas e às privações voluntárias como o jejum, a esmola ou a partilha fraterna (obras de caridade e missionárias).

Falaremos, é claro, dos Povos Indígenas; temos para com eles uma dívida social; devemo-lhes o reconhecimento dos erros cometidos por uma parcela dos membros da Igreja, no passado; queremos nesta Quaresma, de modo especial, com a esmola e a partilha, colaborar com obras de caridade e missionárias, através daqueles que trabalham o ano inteiro ao lado de nossos irmãos e irmãs índios.

No mês de janeiro, pela segunda vez, nossa Arquidiocese enviou um grupo de missionários à diocese de Barra do Garças, Mato Grosso. Agora, além de sacerdotes e seminaristas, foram também religiosas, leiga consagrada e vários fiéis, jovens e adultos. Foi um tempo de graça para nós e, esperamos, também para eles. Nesta Igreja particular, há indígenas. Nossos missionários puderam ter contato com os Bororos. Além destes, eu pude visitar também uma aldeia de Xavantes. A Igreja está presente ali, após 500 anos, agora através de dedicados salesianos e salesianas. Rezemos especialmente por eles, nesta Quaresma. Vamos enviar-lhes nossa Coleta da Campanha, através do seu Bispo diocesano. E peçamos a Deus que os missionários católicos nunca pensem ser ofensivo anunciar o cristianismo para culturas nativas, reduzindo seu trabalho à mera luta pelos direitos sociais dos índios.

A mensagem de João Paulo II para a Quaresma de 2002 tem como tema "Recebestes de graça, dai de graça" (Mt 10,8). Recebemos de nossos pais a vida humana, como um dom, e a vida divina pelo Batismo. Escreve o Papa: "A nossa doação aos outros é resposta aos numerosos dons que o Senhor continua a conceder-nos. Gratuitamente recebemos, demos gratuitamente".

16 de fevereiro de 2002

Dom Carlos Alberto E. G. Navarro

Arcebispo Metropolitano de Niterói

[falecido]

Bento XVI e a Esperança :: Montfort


Alberto Luiz Zucchi

O recente noticiário a respeito da publicação possível e provável de uma Instrução da Comissão Ecclesia Dei a respeito do Summorum Pontificum deu novo alento à onda de comentários sobre a atuação do Papa Bento XVI. Esta discussão já havia tomado os ambientes chamados de tradicionais, especialmente os da Internet apesar desta não ser tão tradicional, desde o anúncio de uma nova jornada de Assis.

A leitura de muitos dos comentários me trouxe saudades do nosso Professor Orlando Fedeli (que, depois de tantos anos, nos acostumamos a chamar simplesmente de o Professor) .

Recordei-me de quando ele se referia a um fato do Antigo Testamento no qual um israelita vendo que a Arca da Aliança parecia tombar tentou segurá-la. No mesmo instante foi fulminado e morreu, porque era proibido tocar na Arca. Contava-nos o Professor que São Tomás ensina que este homem não cometeu pecado, mas com este fato Deus quis mostrar que os homens precisam ter confiança nele e mesmo quando parece que a Igreja “vai cair” não é permitido tomar iniciativas que são reservadas ao Clero. É necessário ter esperança na Providência.

Deus de nós exige confiança. Os apóstolos acordaram Nosso Senhor no meio de uma tempestade no mar, com medo de que o barco afundasse. Eles pediam um milagre e acreditavam que Nosso Senhor poderia fazê-lo, mas apesar disso eles foram repreendidos: “homens de pouca fé”. Não tiveram paciência de esperar o momento adequado que só Nosso Senhor conhecia.

Assim, em nossos dias, parece que muitos gritam contra o Papa na esperança de acordar Nosso Senhor, e parecem não ver que ainda dormindo ele pode agir, mesmo através de um Papa que outrora tenha sido um grande modernista. Um claro exemplo de querer “segurar a Arca” pode-se ver na absurda ampliação do chamado “estado de necessidade” que permitiu a alguns a criação de tribunais religiosos paralelos à autoridade papal, que se permitem declarar a nulidade matrimonial. E não duvido de que, no futuro, possa ser a justificativa até para a criação de institutos religiosos e dioceses.

De fato, o Professor tinha muita esperança de que Bento XVI seja o Papa que, de acordo com um dos sonhos de Dom Bosco, após uma grande luta, traria de volta a barca da Igreja para amarrá-la junto às colunas da Eucaristia e de Nossa Senhora. Isso não significa dizer que o Professor apoiasse todas as iniciativas do Papa. Ele jamais apoiaria o encontro de Assis,  e certamente não estaria de acordo com qualquer restrição à Missa Antiga. Mas certamente o Professor não esteve e não estaria entre aqueles que pretendem segurar a “Arca”.

O que levava o Professor a ter esta esperança em Bento XVI?

Creio eu que uma primeira razão pode ser encontrada na própria vida do Professor.

Não conheci ninguém que tivesse sido um instrumento de Deus, como foi o Professor, para operar tantas e tão profundas conversões. Digo instrumento porque ele foi o meio que Deus utilizou para realizar essas conversões. O próprio Professor não se cansava de repetir isso. Assim, o Professor sempre tinha esperança nas conversões mais difíceis e muitas vezes elas aconteciam. Dessa forma, o fato de Bento XVI ter sido um teólogo modernista, de maneira nenhuma se constituía em um impeditivo para que o Professor acreditasse em uma possível mudança de posição. Talvez seja a falta da experiência de ter realizado coisas aparentemente impossíveis, a razão por que muitos não acreditam que Bento XVI possa ser o Papa que, de forma vacilante e cambaleante, como na visão de Fátima, esteja a caminho de uma montanha encimada por uma cruz.  Como exemplo podemos citar o Sr. Sidney Silveira, que declara concordar em muitos pontos com o Professor, mas discordar dele neste assunto. Assim, nesse aspecto – só nesse aspecto! –  ele se posiciona  mais próximo das opiniões de representantes da Fraternidade São Pio X.

Mas o Professor citava outras e mais importantes razões para se ter esperança em Bento XVI, sempre lembrando que, segundo outro sonho de Dom Bosco, o tempo de afastamento da Cidade Santa é o mesmo tempo que demoraria para o retorno.

Uma destas razões é o ódio dos progressistas. Em suas aulas, contava o Professor que durante o Vaticano I um bispo velho e surdo, mas com uma doutrina muito correta se manifestava ora aplaudindo, ora protestando contra os discursos que eram feitos pelos Bispos. Alguém então o questionou como ele sabia de que forma se manifestar se era surdo. Ele então respondeu “é muito simples eu olho monsenhor Dupanloup, quando ele aplaude, eu critico, quando ele critica, eu aplaudo”. Assim, Bento XVI é muito criticado pelos modernistas e, portanto, é nossa obrigação aplaudi-lo sempre que possível. Quantas traições por parte dos modernistas não tem Bento XVI sofrido? Basta lembrar do padre Lombardi, seu porta-voz, desmentindo o Papa em tantas ocasiões.

Providencialmente, enquanto revisava este artigo apareceu em um site de importância nacional, com destaque, um artigo criticando o Papa:

“Os leitores mais atentos e fiéis do Balaio já sabem que não simpatizo muito com o papa Bento 16, o ultra conservador líder religioso alemão que está fazendo de tudo para esvaziar os templos da Igreja Católica”.

O autor é um esquerdista, cuja fraqueza intelectual e  parcialidade me dispensam de citá-lo nominalmente, mas vale a pena perguntar quando foi a última vez que a esquerda chamou um Papa de “ultra conservador”? Talvez tivéssemos que voltar aos tempos de São Pio X…

O ódio que setores progressistas demonstram a Bento XVI só é comparável à raiva que alguns setores tradicionalistas têm ao mesmo Papa. Assim os sedevacantistas se espalham como nunca, apesar de ser inegável que nenhum papa, desde o Concílio Vaticano II, tenha feito tanto pela Missa Antiga como Bento XVI. Apesar de todas as vantagens que obtivemos durante o reinado de Bento XVI, esses setores cada vez mais radicalizam sua oposição ao Papa, e nos dias de hoje já temos os “eclesiovacantistas”: segundo esses, não só a Sé de Pedro é vacante, mas não existem mais bispos no mundo todo ou nem mesmo um clero visível. Como ensina São Tomás, a “forma” de uma sociedade é dada pela  sua autoridade. Os sedevancantistas destroem a  autoridade do Papado, pois acreditam que têm direito de destituí-lo. Ao fazer isso, para eles, a  Igreja  perde sua “forma”.

De forma contrária, é curioso como alguns dos chamados tradicionalistas esquecem do bem feito por Bento XVI e somente ressaltam as suas falhas. Mas quando se trata de seus próprios grupos, agem de maneira diversa. Veja-se, por exemplo, o caso de Dom Williamson. Quanto mal não fizeram suas declarações exatamente no momento em que o Papa preparava o levantamento das excomunhões dos Bispos da Fraternidade? Quando ainda tínhamos contato com o Padre Beauvais, na época o superior da FSSPX para a América do Sul, ele comentou que existiam até padres gnósticos na Fraternidade. Nada disto é lembrado, os simpatizantes da FSSPX somente ressaltam as suas próprias atividades em favor da Missa Antiga, o que é sem dúvida um trabalho excelente.

Também foi a atuação de Bento XVI no caso da Missa que levou o Professor, e leva a nós hoje, a termos esperança neste Papa, assim como nos dá a convicção de que um retorno encontra-se em curso. E nesse caso basta lembrarmos o Motu Proprio Summorum Pontificum sobre a liturgia tridentina. Lembro-me do tempo em que os Padres em São Paulo se recusavam sequer a falar sobre a Missa Antiga. Hoje, somente na cidade de São Paulo, sem contar as cidades vizinhas, são ao menos cinco lugares onde essa Missa pode ser assistida de forma pública. E só não temos mais locais porque é difícil encontrarmos padres que estejam dispostos a celebrá-la, e não porque haja qualquer impedimento de Roma. Ademais, a afirmação de que a Missa Antiga nunca foi proibida nos tirou da posição de desobedientes, e colocou nesta situação todos aqueles que se recusaram em atender, no passado, a nossos pedidos, justificando assim o nosso trabalho de anos e transformando em um ato ilegal toda a perseguição que sofremos por causa da Missa.

Outro ponto que deixa claro este retorno foi a criação do IBP. Um Instituto que tem como rito exclusivo o missal de 1962 e que deve fazer criticas construtivas ao Vaticano II, deixa claro a todos que o Vaticano II não é um concílio infalível e que se pode pertencer a Igreja Católica sem assistir à Missa Nova. É uma pena que tantos daqueles que se atribuem um papel importante na luta pela “tradição” lhe façam tanta oposição.

Convivi trinta e oito anos com o Professor. Será que, apesar de ter um temperamento tão diferente do dele, este convívio também teria me transformado em um otimista? Mais do que todos os fatos citados anteriormente, nossa esperança, do Professor e a minha, está em que, apesar de todas as misérias humanas, inclusive as nossas, jamais deixamos de acreditar na Igreja. Isto significa acreditar na promessa de Cristo a Ela: “as portas do inferno não prevalecerão contra ti”. São Pio X na encíclica  Vehementer Nos, lamentando a lei francesa que determinou a separação entre a Igreja e o Estado, profetizou que a lei acarretaria prejuízos para a Igreja e para a França, acrescentando, entretanto, que sua preocupação com a França era muito maior do que com a Igreja, pois a promessa de perenidade feita por Cristo se dirigiu à Igreja e não à França. Também nós, apesar de nos preocuparmos com a situação da Igreja, devemos estar muito mais atentos com nossas próprias fraquezas, pois a promessa de Cristo foi feita para a Igreja e não para a Montfort ou para FSSPX. Assim, é somente na Igreja que repousa nossa esperança.

Que Nossa Senhora de Fátima nos ajude a manter a fé apesar de ver que a “Arca” está prestes a tombar. Que não tenhamos a ousadia de tocá-la, e que continuemos acreditando que Nosso Senhor, mesmo dormindo, move os céus e a terra, e também pode mover o Papa, que sempre foi e continua sendo o seu representante.

Fonte: http://www.montfort.com.br/index.php/blog/outros-blog/bento-xvi-e-a-esperanca/#comment-6229

 

O que é interceder?


“Chamem de Santo só ao Senhor dos exércitos.”, dizem as sagradas escrituras.

Porém, elas mesmas dizem:

“Sede santos porque Eu sou santo!” (Lv 19, 2; 20, 7; I Pd 1, 16)

Deus diz para sermos santos Nele! Logo, Deus não é apenas santo, Ele é o Santo dos santos. Cristo é o Santo dos santos! (Dn 9, 24; Is 11, 1-5; Mt 3, 1-17). Origem de toda a santidade. Ser santo é ser “são”, íntegro, puro. Porém, não é ser alguém sem pecados!

O que é interceder?

Interceder, no sentido religioso, é pedir a Deus algo em favor de outra pessoa.

Quem pode interceder?

Todos podemos interceder por alguém, porém temos um supremo intercessor que é Cristo, mas todos nós cristãos podemos interceder uns pelos outros em nossas orações como assim nos ensina a bíblia (Tg 5, 16 , Rm 15, 30 e etc.)

E os Santos Canonizados na Igreja Católica onde entram nesta história? Não estariam eles mortos?

Morrer em Cristo é ir Para o Céu!

A Carta aos Hebreus diz claramente, “como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”. (Hb 9,27)

Ou seja depois que morremos somo imediatamente julgados, ou é céu ou é inferno.

Alguns protestantes costumam rebater a intercessão dizendo que os mortos não sabem de nada, não tem consciência de coisa alguma, estão dormindo, esperando o julgamento final e que ainda não há ninguém no céu, citam Ecl 9, 5, Sl 115, 17 para confirmar isto. Ora, isto é uma realidade do antigo testamento, antes de Cristo. Já mostrei em Hebreus que após a morte somos julgados. Cristo trouxe uma nova economia, foi pregar aos que estavam na Região dos Mortos desde a criação do mundo até Sua Crucificação ( 1.ª Pd 3, 18-20; 4, 5-6 ). Vencendo a morte levou muitos deles para o Céu ( Sl 68, 19; Ef 4, 8 ) e mesmo assim, ainda no antigo testamento já vemos algumas pessoas que foram para o céu, vejamos:

Henoc:

Gêneses 5, 23. A duração total da vida de Henoc foi de trezentos e sessenta e cinco anos. 24. Henoc andou com Deus e desapareceu, porque Deus o levou.

Elias:

II Reis 2, 1: Eis o que se passou no dia em que o Senhor arrebatou Elias ao céu num turbilhão (…)

E mesmo no antigo testamento já temos uma menção a interseção dos Santos:

Jer 15, 1. Disse-me, então, o Senhor: Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, meu coração não se voltaria para esse povo. Expulsai-o para longe de minha presença! Que se afaste de mim!

Samuel já tinha até aparecido para Saul depois de mortos para fazer uma revelação (I Samuel 28, 1-19). Não era nenhum demônio como alguns costumam dizer, era Samuel mesmo, o próprio texto sacro afirma ser Samuel! Quem somos nós para duvidar? E ainda mais, um demônio é onisciente para saber o futuro? Acaso os demônios já podem profetizar? A confirmação do que Samuel revelou no capitulo 28 se dá no 29. (I Samuel 29, 1-11)

E o novo testamento comprova que eles estavam no céu. Apareceram (Elias e Moisés) para Jesus e conversaram com ele conscientemente, sabendo que ele era o Messias, o que estava fazendo e o que iria acontecer com ele. Confira Mt 17,3; Mc 9,4; Lc 9, 28-31.

Ora como Moisés pode aparecer, com corpo glorificado, a Cristo? No AntigoTestamento não é relatado que Moisés morreu e foi sepultado?

É simples, o corpo de Moisés foi levado por Miguel para o céu, Judas atesta:

Judas 9. Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda!

E também:

Disse Jesus: Por outra parte, que os mortos hão de ressuscitar é o que Moisés revelou na passagem da sarça ardente (Ex 3,6), chamando ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele.” (Lc 20,37-38).

O que significam os santos para a Igreja católica?

Com sua intercessão diante de Jesus, nossas orações recebem um forte impulso, e muitas graças alcançamos assim! De modo especial as graças que são necessárias ou importantes para vivermos fiéis à Vontade de Deus!

O exemplo de suas vidas, o testemunho que deixaram de Amor a Deus, a vivência firme do Evangelho, o amor ao próximo, tudo isto serve de exemplo para nós, nos fortalecem nos animam para sermos melhores cristãos, melhores filhos do altíssimo.

A Igreja tem especial carinho filial àquela que foi escolhida pra ser a Mãe de Jesus e nossa (João 19, 26-27). A Igreja proclama-a como Bem-Aventurada! (Lc 1, 48), ela recebeu uma graça maravilhosa e EXCLUSIVA: Ser mãe do Filho de Deus!

A bíblia nos ensina a seguir o exemplo dos Santos:

Hb 11, 4-5. Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício bem superior ao de Caim, e mereceu ser chamado justo, porque Deus aceitou as suas ofertas. Graças a ela é que, apesar de sua morte, ele ainda fala. Pela fé Henoc foi arrebatado, sem ter conhecido a morte: e não foi achado, porquanto Deus o arrebatou; mas a Escritura diz que, antes de ser arrebatado, ele tinha agradado a Deus (Gn 5,24).

Onde encontramos eles orando, falando com Deus, ou pedindo algo pelos vivos na carne?

Basta lermos um pouquinho mais a fundo a bíblia e notarmos!

Vejamos o apocalipse:

Apocalipse4, 4. Ao redor havia vinte e quatro tronos, e neles, sentados, vinte e quatro Anciãos vestidos de vestes brancas e com coroas de ouro na cabeça. Estes Anciãos são sacerdotes, adoram a Deus (4, 10; 5, 9; 11, 16-17; 19, 4). OFERECEM AS ORAÇÕES DOS FIÉIS (AP 5, 8). Este número corresponde talvez aos das 24 ordens sacerdotais de 1Cr 24, 1-19. Visto que o que havia na terra era uma imagem do santuário no céu.

Mais adiante vemos os mortos em Cristo aparecem sob seu altar clamando por justiça contra os habitantes da terra:

Apocalipse 6, 9. Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. 10. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? 11. Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos.

Em Lucas vemos até alguém que foi para o inferno suplicando por sua família:

Lucas 16, 22. Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 23. E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. 24. Gritou, então: – Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas. 25. Abraão, porém, replicou: – Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento.
26. Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá. 27. O rico disse: – Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos,
28. para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos.

Quais outras passagens que falam que os mortos em cristo vão para o céu?

Veja:

II Coríntios 5, 1-9. 1. Sabemos, com efeito, que ao se desfazer a tenda que habitamos neste mundo, recebemos uma casa preparada por Deus e não por mãos humanas, uma habitação eterna no céu. 2. E por isto suspiramos e anelamos ser sobrevestidos da nossa habitação celeste, 3. contanto que sejamos achados vestidos e não despidos. 4. Pois, enquanto permanecemos nesta tenda, gememos oprimidos: desejamos ser não despojados, mas revestidos com uma veste nova por cima da outra, de modo que o que há de mortal em nós seja absorvido pela vida. 5. Aquele que nos formou para este destino é Deus mesmo, que nos deu por penhor o seu Espírito. 6. Por isso, estamos sempre cheios de confiança. Sabemos que todo o tempo que passamos no corpo é um exílio longe do Senhor. 7. Andamos na fé e não na visão. 8. Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo para ir habitar junto do Senhor. 9.É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe.

Efésios 4, 7-8 Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo, pelo que diz: Quando subiu ao alto, levou muitos cativos, cumulou de dons os homens (Sl 67,19).

I tessalonicenses 3,13: Que ele confirme os vossos corações, e os torne irrepreensíveis e santos na presença de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos!”

Fl 1, 21-23. Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Mas, se o viver no corpo é útil para o meu trabalho, não sei então o que devo preferir. Sinto-me pressionado dos dois lados: por uma parte, desejaria desprender-me para estar com Cristo – o que seria imensamente melhor;

“Mas, cheio do Espírito Santo, Estevão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus: Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus. Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele. Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo. E apedrejavam Estevão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7,55-59)

I tessalonicenses 5, 10 Ele morreu por nós, a fim de que nós, quer em estado de vigília, quer de sono, vivamos em união com ele.

Veja alguém que foi ao céu vivo:

II coríntios 12,2. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi arrebatado até o terceiro céu. Se foi no corpo, não sei. Se fora do corpo, também não sei; Deus o sabe. 3. E sei que esse homem – se no corpo ou se fora do corpo, não sei; Deus o sabe – 4. Foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que não é permitido a um homem repetir. 5. Desse homem eu me gloriarei, mas de mim mesmo não me gloriarei, a não ser das minhas fraquezas.

Jesus foi pregar aos mortos para que pudessem se salvar, portanto eles só poderiam estar acordados:

1 Pedro 3, 18. Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. 19. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes…

1 Pedro 4, 5. Eles darão conta àquele que está pronto para julgar os vivos e os mortos. 6. Pois para isto foi o Evangelho pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito.

E o que falar então de 1 Timóteo 2, 5:

“ Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo….”

Os protestante costumam usar está passagem para dizer que nós católicos não temos Jesus como único mediador, ora interceder é diferente de mediar, e ainda mais no sentindo da salvação, já mostrei como podemos orar uns pelos outros, a mediação de Jesus é no sentido de homem salvador e reconciliador, isto só ele pode ser, e não há outro como assim afirma o catecismo da Igreja católica:

Parágrafo 956: A intercessão dos santos. “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (Parágrafos relacionados 1370,2683)

A intercessão dos Santos e os primeiros Cristãos:

Vejamos primeiro um texto de um dos mais renomados Historiadores Protestantes JND Kelly. Ele diz:

Um fenômeno de grande significação no período patrístico foi o surgimento e gradual desenvolvimento da veneração aos santos, mais particularmente à bem-aventurada virgem Maria…Logo após vinha o culto aos mártires, os heróis da fé que os primeiros cristãos afirmavam já estarem na presença de Deus e gloriosos em sua visão. Em primeiro lugar tomou forma de uma preservação das relíquias e da celebração anual de seu nascimento. A partir daí foi um pequeno passo, pois já estavam participando com Cristo da glória celeste, para que se buscassem suas orações, e já no terceiro século se acumulam as evidências da crença no poder da intercessão dos santos [J.N.D. Kelly, Early Christian Doctrines, revised edition (San Francisco: Harper, c. 1979), p. 490]

Relatos Primitivos

Martírio de Policarpo (Ano 155 D.C):

Após sua morte lemos a honra que era prestada as suas relíquias:

“Ele disse: não aconteça que eles, abandonando o crucificado, passem a cultuar este ai. ”Dizia estas coisas por sugestão insistentes dos judeus, que nos tinham vigiado quando queríamos retirar o corpo do fogo. Ignoravam eles que não poderíamos jamais abandonar Cristo, que sofreu pela salvação de todos aqueles que são salvos no mundo, como inocente em favor dos pecadores, nem prestamos culto a outro nós o adoramos, por que é o Filho de Deus. Quanto aos mártires, nós os amamos justamente como discípulos e imitadores do senhor, por causa da incomparável devoção que tinham para com seu rei e mestre. Pudéssemos nós também ser seus companheiros e condiscípulos….

…..Então, ao menos, conseguimos tomar os seus ossos, mais preciosos que uma jóia e mais puros que o ouro, e os pusemos em local adequado. Que o Senhor nos permita ser capaz de nos juntarmos a ele na alegria e no júbilo, e de celebrar o aniversário do seu martírio.”

Cirilo de Jerusalém(+- 350 d.C), escreveu:

“Façamos menção aos já falecidos; primeiro aos patriarcas, profetas, apóstolos e mártires, que por suas súplicas e orações Deus receberá nossos pedidos”

Santo Agostinho (400 d.C) dizia:

“A oração, contudo, é oferecida em benefício de outros mortos de quem lembramos, pois é errado rezar por um mártir, a cujas orações nós devemos nos recomendar.”

Na obra Contra Fausto, escreve:

“O povo cristão celebra unidos em solenidade religiosa a memória dos mártires, tanto para encorajar que sejam imitados e para que possam repartir seus méritos e serem auxiliados pelas suas orações”.

Devoção X Devocionalismo

Devoção é respeito, amor, uma atitude Cristã e Católica.

Devocionalismo Não é uma atitude católica, muitos hoje se dizem católicos, apenas por que seus antepassados foram, sem nem saber nada sobre a história da igreja, sobre sua doutrina e até mesmo sem saber quem é Jesus de fato, apenas o têm como um ídolo distante que deve ser adorado apenas para aplacar a necessidade humana de crer em divindades. Estes vêm nos santos outros deuses e não irmãos que fazem parte de um mesmo corpo (1Cor 12,12.20s) e que podem apenas orar e suplicar por nós diante do Senhor. São os chamados caçadores de milagres, apenas vão a Igreja quando estão atrás de milagres e se esquecem de buscar lá a salvação em Jesus. Devocionalismo é fruto de ignorância, de falta de evangelização e catequese adequadas! Devocionalismo atrapalha um verdadeiro relacionamento com Jesus, pois toma o foco, e muitas vezes até a Salvação de quem o prática.

Na fé católica Jesus é o Centro! Jesus é o alfa e o ômega!
Jesus é o único Salvador e Senhor! Jesus é o Filho de Deus que se encarnou, morreu, e ressuscitou por Amor a nós!

O que são as seitas protestantes?


O que são as seitas protestantes?

Dr. Udson Rubens Correia

O protestantismo negando tanto a Tradição quanto o Magistério sofre desde os seus primórdios uma desintegração doutrinária assombrosa. Onde Cristo fundou a Igreja Católica sobre a Rocha, Lutero e Cia fundaram a igreja Evangélica sobre a areia movediça da sola scriptura e do livre exame. E logo nas primeiras ventanias, pôs-se a casa dos reformadores a desabar fragorosamente: tábuas lançadas aqui e ali, telha lá e acolá, junturas e cacos em todas as direções.

Vejamos como no princípio deste século, o Reverendíssimo Pe. Leonel Franca já chamava a atenção para este fato, descrevendo lucidamente o processo de desagregação doutrinária do protestantismo, baseado no método da sola scriptura e do livre exame: “Na nova seita (protestantismo) não há autoridade, não há unidade, não há magistério de fé. Cada sectário recebe um livro que o livreiro lhe diz ser inspirado e ele devotamente o crê sem o poder demonstrar; lê-o, entende-o como pode, enuncia um símbolo, formula uma moral e a toda esta mais ou menos indigesta elaboração individual chama cristianismo evangélico. O vizinho repete na mesma ordem as mesmas operações e chega a conclusões dogmáticas e morais diametralmente opostas. Não importa; são irmãos, são protestantes evangélicos, são cristãos, partiram ambos da Bíblia, ambos forjaram com o mesmo esforço o seu cristianismo” ( In I.R.C. Pg. 212 , 7ª ed.).

Vejamos alguns exemplos práticos: um fiel evangélico quer mudar de seita? Precisa-se rebatizar? Umas igrejas dizem sim, outras não. Umas admitem o batismo de crianças, outras só de adultos, umas admitem a aspersão, infusão e imersão. Aquela outra só imersão, e mesmo há grupelho que só admite batismo em água corrente e sem cloro! Aqui e ali as fórmulas de batismo são tão variadas como as cores do arco-íris. Quer o sincero evangélico participar da Santa Ceia? Há seitas que consideram o pão apenas pão (pentecostais) outras que o pão é realmente o corpo de Cristo (Luteranos, Episcopais e outros). Uns a praticam com pão ázimo, outras com pão comum, aqui com vinho, lá com vinho e água, acolá com suco de uva. A Santa Ceia pode ser praticada diariamente, mensalmente, trimestralmente, semestralmente, anualmente ou não ser praticada nunca. Trata-se de ministérios ordenados? Esta seita constitui Bispos, presbíteros e diáconos. Àquela só presbíteros e pastores, alí pastores e anciãos, lá Bispos e anciãos, acolá presbíteros e diáconos, outras não admitem ministro nenhum. Umas igrejas ordenam mulheres, outras não. E por aí, atiram os evangélicos em todas as solfas quando o assunto é ministério ordenado.

Após a morte, o que espera o cristão? Pode um crente questionar seu pastor sobre isto? E as respostas colhidas entre as denominações seria tão rica e variada quanto a fauna e a flora. Há Pastor que prega que todos estarão inconscientes até a vinda de Cristo quando serão julgados; outros pregam o “arrebatamento” sem julgamento; outros, uma vida bem-aventurada aqui mesmo na terra; aqueles lá doutrinam que após a morte já vem o céu e o inferno; no outro quarteirão, se ensina que o inferno é temporário; opinam alguns que ele não existe; e tantas são as doutrinas sobre os novíssimos quanto os pastores que as pregam. Está cansado o fiel da esposa da sua juventude? Não tem importância, sempre encontrará uma seita a lhe abrir risonhamente as portas para um novo matrimônio. E de vez em quando não aparece um maluco aqui e ali aprovando a poligamia?

Lutero mesmo admitiu tal possibilidade: “Confesso, que não posso proibir tenha alguém muitas esposas; não repugna às Escrituras; não quisera porém ser o primeiro a introduzir este exemplo entre cristãos” ( Luthers M.., Briefe, Sendschreiben (…) De Wette, Berlin, 1825-1828, II. 259 ). Não há uma pesquisa nos Estados Unidos que demonstra que entre os critérios para um evangélico escolher sua nova igreja está o tamanho do estacionamento? Eis o que é hoje o protestantismo.

Vejamos neste passo a afirmação de Krogh Tonning famoso teólogo protestante norueguês, convertido ao catolicismo, que no século passado já afirmava: “Quem trará à nossa presença uma comunidade protestante que está de acordo sobre um corpo de doutrina bem determinado ? Portanto uma confusão (é a regra ) mesmo dentre as matérias mais essenciais” ( Le protest. Contemp., Ruine constitutionalle, p. 43 In I.R.C., Franca, L., pg 255. 7ª ed, 1953)

Mas o próprio Lutero que saiu-se no mundo com esta novidade da sola scriptura viveu o suficiente para testemunhar e confessar os malefícios que estas doutrinas iriam causar pelos séculos afora: “Este não quer o batismo, aquele nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros aquilo, em breve serão tantas as seitas e tantas as religiões quantas são as cabeças” (Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547 ; De Wett III, 6l ). Um outro trecho selecionado, prova que o Patriarca da Reforma tinha também de quando em quando uns momentos de bom senso: “Se o mundo durar mais tempo, será necessário receber de novo os decretos dos concílios (católicos) a fim de conservar a unidade da fé contra as diversas interpretações da Escritura que por aí correm” ( Carta de Lutero à Zwinglio In Bougard, Le Christianisme et les temps presents, tomo IV (7), p. 289).

Fonte: http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/983-o-que-sao-as-seitas-protestantes

 

O novo confessionário


Padre Kaltenegger e seu sacristão Hias encomendam um novo confessionário com o carpinteiro da aldeia. Depois que a boa peça ficou pronta ambos ficaram em frente dela e se maravilharam com o novo local para o perdão dos pecados. De repente, o padre teve a seguinte idéia: “Você, Hias, me diga uma coisa, e se o confessionário não for à prova de som?“ O sacristão respondeu: “Seu padre, precisamos testar. Eu vou para dentro e digo uma coisa, e se o senhor não escutar nada do lado de fora, então, o confessionário está funcionando bem.”

Dito e feito, o sacristão se senta lá dentro e pensa: Finalmente, uma boa oportunidade para conversar com o padre de maneira clara. Assim, ele grita com toda a força: “Eu acho que o sacristão precisa urgentemente de um aumento salarial!” Quando ele sai do confessionário, o padre diz: “Hias, não se escuta nada, nem uma única palavrinha!”

Hias pensa: “Não pode ser, eu gritei como o Leão de Judá, o senhor deve ter escutado”. Incrédulo ele sugere: “Sim, se é assim, então, entre o senhor lá dentro, senhor padre, enquanto eu fico aqui do lado de fora, para ver se realmente não se escuta nada.” O padre entra no confessionário e grita tão alto como Hias: “Eu preciso descobrir quem é que constantemente toma o meu vinho da missa!” Quando ele saiu, Hias balança a cabeça e diz: “Seu padre, o senhor tem mesmo razão! Não se escuta mesmo nada!”

O Puritano vs. O Asceta


Pax Christi!

(…)

O puritano não tem uma preocupação *real* em "não ser do mundo", sim em ser *contra a bagunça do mundo*. Ele é tão do mundo, que parece anti-mundo. A prática dele é pautada (no sentido jornalístico) pelo mundo. Ele só é contra a zorra, mas é tão definido pelo mundo quanto o hedonista. A preocupação dele é de ser contra o mundo, este mundo; ele é contra a desordem na cidade do homem, não a favor da Cidade de Deus.

O asceta, ao contrário do puritano, não é do mundo. Ele não se define pelo mundo. Um asceta vive feliz no alto de uma coluna (como São Simeão Estilita, por exemplo), mas um puritano ficaria horrorizado só de pensar em fazer tamanho "escândalo".

(…)

O católico não é do mundo, mas vive no mundo como um exilado em terra estranha; sua pátria é o Céu. O ascetismo é um meio, um modo de viver no mundo sem ser do mundo.
O puritano é do mundo e vive no mundo; sua pátria é uma versão idealizada do mundo. Seu ideal é um mundo extremamente ordenado, e o ascetismo lhe parece uma fuga da realidade.
O hedonista é do mundo e vive no mundo. Sua pátria é o prazer pessoal que ele tira do mundo e no mundo, e seu ideal é um mundo menor e mais confortável.

O puritanismo é tão comum, inclusive, no meio comunista quanto no meio protestante. Isto ocorre justamente pq a idéia de um mundo ordenado, de um mundo perfeito, que apela ao puritano, é em tese o objetivo final do comunista. A Marina (ex-candidata à presidência), por exemplo, é mais puritana por comunista que por protestante. O horror do comunista ao mercado tem a mesma fôrma de horror à "bagunça" que o horror do puritano.

Para o puritano, a mortificação não faz sentido; o que faz sentido é a mesmice, a "calma", a "Ordnung" pequeno-burguesa, que é igual sempre, todos os dias, em todos os momentos. Puritanos têm horror ao tempo litúrgico, às festas de padroeiro em que um bêbado grita "Viva São João" enquanto queima a mão ao segurar mal um morteiro aceso, etc.

Já o asceta não vai se embebedar na festa, mas vai sorrir ao ver o amor do bêbado a São João, e considerar que o bêbado é provavelmente mais santo que ele, podendo se dar ao luxo de beber. O asceta vai fazer mortificações para não se prender ao mundo, enquanto o puritano vai querer *que o mundo faça mortificações* para se adequar à ordem que ele deseja.

O puritano se vê como superior, o asceta como exilado; o puritano acha que suas ações são exemplares, e o asceta acha que suas tentações mostram a sua fraqueza e sua dependência absoluta de Deus.

[as culturas puritanas:] são modos de "comprovar" a suposta superioridade moral que é um pressuposto do puritano, garantindo ao mesmo tempo a vigilância vinda de fora dos outros puritanos.

O asceta vive no fundo de uma caverna, onde ninguém o vê lutar – só ele e Deus – contra as tentações, que ele percebe como enormes e perigosíssimas; o puritano vive numa vitrine, para que todos vejam claramente como ele vive corretamente, sem cair em tentações – percebidas como coisas que só afetam os fracos, o que ele certamente não é.

É esta negação da natureza humana que faz com que o puritano tenha tamanho horror ao tempo litúrgico. O puritano não entende o sentido da oração do publicano, e prefere entender a Quaresma como um momento de "ordem" (afinal, *ele* não precisa se mortificar! Os outros é que vivem em desordem, ele vive corretamente!), ficando meio ressabiado com a Páscoa. Por ele, a Quaresma duraria o tempo todo; é meio "escandaloso" ver aquela gente toda pulando de alegria na Páscoa, quando é tão evidente que eles vivem em desordem!!!

Já o asceta ama a Páscoa, pq nela até mesmo ele, que tem tamanha dificuldade em viver santamente, pode se alegrar com o presente imerecido da possibilidade de Salvação. E ama a Quaresma, onde ele pode se mortificar mais ainda, para tentar chegar um pouco mais perto de aceitar a graça que vem na Páscoa.

O puritano *sabe* que não é hedonista, e despreza o hedonista. O asceta tem certeza de que é hedonista, e tem muito medo disso; só não se desespera pq confia na graça de Deus.

A comparação é entre a *proibição* da venda de cerveja e a distribuição de camisinhas. Ambas são maneiras de garantir que *os outros* vivam "ordenadamente", forçando uma ordem anti-natural.

Mas justamente; o puritano não compraria cerveja nem fornicaria. Mas ele quer impedir que *os outros* comprem cerveja, e quer "ordenar" a fornicação *alheia*. Puritanos, não podemos esquecer, são do mundo. Se a "ordem" do mundo passa por camisinhas, ele distribui camisinhas. Não é difícil imaginar a Heloísa Helena distribuindo camisinhas, por exemplo; o próprio desprezo do puritano pelos fornicadores e pelos bebedores de cerveja faz com que ele – de alto de sua superioridade moral – imponha desconfortos para "ordenar ao menos um pouquinho" aqueles perdidos. "Pelo menos aqui não vão ter como comprar cerveja"; "pelo menos hoje não vão sair se matando de aids"; "pelo menos lá fora, na chuva, a fumaça dessa chupeta do capeta não vai impregnar os móveis". E isso o faz se sentir tolerante em relação às falhas de caráter e fraquezas dos outros: "eu deveria proibi-lo de fumar, mas tolero que vc fume lá fora"; "você deveria parar completamente de beber cerveja, mas eu até tolero, suspirando, que vc beba uma latinha depois de jogar bola; beber no encontro de oração, contudo, é patético e evidentemente tem que ser proibido"; "você deveria ter relações sexuais apenas para aliviar-se, sem jamais esquecer a pílula, de preferência com hora marcada e sem prazer; mas como não consegue se controlar, como é um fraco, eu até tolero que vc faça essas coisas suadas e nojentas fora de hora, desde que use uma camisinha para não se matar". E por aí vai.

Na verdade, o puritano *gosta* da camisinha, por diminuir o prazer, separar as partes mais nojentas e impedir que a casa fique cheia de crianças, que são um sinal evidente de falta de controle e de ordem.

seu irmão em Cristo,

Carlos

A trave no olho da Academia Islâmica


do IN PRÆLIO!

Por Jefferson Nóbrega
Passeando pelas notícias no mundo virtual, deparei-me com uma que causou um mix de sentimentos ao lê-la. O título da reportagem era impactante, “Academia islâmica quer que Bento XVI se desculpe pelas Cruzadas”, e seu conteúdo traz uma mistura de preocupação com revolta.
A notícia informou que para a principal entidade sunita do mundo, um pedido de desculpa por parte do Santo Padre Bento XVI, é quase que uma condição sine qua non, para o retorno das conversas bi-laterais entre as duas maiores religiões do mundo, suspensas após Bento XVI denunciar à perseguição empregada pelos muçulmanos contra os Cristãos no Oriente Médio.
A instituição islâmica exige uma ação que demonstre a boa intenção do Papa para a retomada do diálogo.
Mas, porque desculpar-se pela defesa de suas terras assaltadas brutalmente, pelo socorro ao seu povo perseguido, escravizado e massacrado?
Quando em 638 o califa Omar conquista Jerusalém, esta era, há mais de três séculos, cristã. Pouco depois, sequazes do Profeta invadem e destroem as gloriosas igrejas, primeiro do Egito e, depois, de todo o norte da África, levando à extinção do cristianismo em lugares que tinham tido bispos como santo Agostinho.
Depois foi a vez da Espanha, da Sicília, da Grécia, daquela que será chamada Turquia e onde as comunidades fundadas pelo próprio São Paulo tornaram-se montes de ruínas. Em 1453, depois de sete séculos de assalto, capitula e é islamizada a própria Constantinopla, a segunda Roma. O rolo islâmico atinge os Balcãs, e, como por milagre, é detido e obrigado a retirar-se das portas de Viena.
Entretanto, até o século XIX, todo o Mediterrâneo e todas as costas dos países cristãos que ficam em face, são “reservas” de carne humana: navios e países serão assaltados por incursões islâmicas, que retornam às covas magrebinas cheios de butins, de mulheres e jovens para os prazeres sexuais dos ricos e de escravos obrigados a morrerem de cansaço ou para serem resgatados a preços altíssimos pelos Mercedários e Trinitários. Execre-se, com justiça, o massacre de Jerusalém em 1099, mas não se esqueçam de Maomé II, em 1480, em Otranto, simples exemplo de um cortejo sanguinolento de sofrimentos.  [1]
Afirma o historiador, especialista em Cruzadas, Jonathan Riley-Smith da Universidade de Cambridge: É difícil agora imaginara intensidade do amor que se sentia então pelos Santos Lugares e Jerusalém: a preocupação suscitada pela heresia e os assaltos físicos contra a Igreja; o medo dos ocidentais dos invasores muçulmanos, capazes de chegar ao centro da França no século VIII, e na Viena nos séculos XVI e XVII”. “Isto permite explicar – conclui Smith – por que, durante centenas de anos, papas, bispos e uma maioria de fiéis consideraram que combater nas Cruzadas era a melhor arma defensiva que tinham e uma forma popular de devoção; e isto pode ter obscurecido a seus olhos o fato de que na realidade se podia confiar pouco nisso”. Nesse sentido, não deve escandalizar “nem que o Papado reconhecesse as ordens militares nem que ao menos cinco concílios se pronunciaram em favor das Cruzadas e que dois, o IV Concílio de Latrão (1215) e o Concílio de Lyon (1274), publicaram as constituições “Ad Liberandam” e “Pro Zelo Fidei”, dois documentos que definiram o movimento cruzado”.[2]
Smith ainda explicou que a interpretação que desprestigiou e depreciou as Cruzadas é fruto das obras de sir Walter Scott (1771-1832) e de Joseph François Michaud (1767-1839), ambos autores românticos. Sir Walter Scott apresentou os cruzados comodedicados a assaltar brutalmente muçulmanos mais avançados e civilizados”, enquanto que o escritor e historiador francês Michaud divulgou a opinião de que “as Cruzadas eram expressão do imperialismo europeu”. [2]
Percival Puggina, demonstra muito bem em seu artigo “As Cruzadas a Jihad e certos professores”[3], que é impossível falar nas Cruzadas esquecendo da Jihad Islâmica. No entanto, a opinião pública, é quase que unânime ao condenar as cruzadas, omitindo (muitas vezes propositalmente) o fato que as Cruzes se ergueram como um ato de defesa e não de expansionismo. Ao contrário da motivação que levou os muçulmanos a essa batalha.
Mas, já que é para exigir desculpas, para o retorno das conversas entre a Cruz e a Lua Crescente. Por que não exigir desculpa pelo genocídio contra os Cristãos armênios, pelas mãos muçulmanas do Império Otomano?
Quase três milhões de cristãos, assírios, armênios e gregos foram assassinados pelos turcos otomanos islâmicos durante a Primeira Guerra Mundial, por causa de sua etnia e fé. [4]
Seria má fé negar que existiu abusos cometidos por parte dos Cristãos ao longo dos séculos onde reinou as cruzadas, mas colocar os muçulmanos como as vítimas inocentes das cruzes expansionista, é deturpar a história apenas para fomentar o anti-catolicismo reinante. Exigir uma possível retratação não olhando para seus próprios crimes, é uma terrível manobra de quem não quer diálogo ou boas relações. Demonstra apenas a vontade de esconder as terríveis transgressões de sua fé em detrimento de outra.
Por isso disse o homem adorado por Cristãos e admirado pelos Muçulmanos:
“Hypocrita, eice primum trabem de oculo tuo, et tunc videbis eicere festucam de oculo fratris tui”. (MT 7,5)
Nós, rejeitamos esse diálogo, pois nunca trouxe frutos proveitosos e verdadeiros, já que enquanto existiam conversas, os Cristãos continuavam a serem massacrados, já que os Sunitas não estão sujeitos as leis da Academia Islâmica, mas as leis do Islã, que são impiedosas para nós “infiéis” e “incrédulos”.
[4]Lee Enokian,The Times (Northwest Indiana) and The Illinois Leader

 

Medjugorge – Obra do Demônio


Medjugorje, a acusação do Bispo Exorcista Monsenhor Gemma: “As aparições de Nossa Senhora? Tudo falso: os videntes mentem sob a inspiração de Satanás para enriquecer-se economicamente ” 

  
Gianluca Barile 
CIDADE DO VATICANO – Uma mistura de interesses económicos e do maligno, com os alegados videntes (foto) e seus colaboradores diretamente envolvidos nos lucros relacionados ao fluxo altissimo de peregrinos e caravanas para a cidade. Enquanto isso o diabo faz a festa ao semear a discórdia entre aqueles fiéis convencidos da veracidade das aparições em Medjugorje e a Igreja que sempre demonstrou ceticismo quanto ao fenômeno, já chamado por diversas vezes pela boca de dois bispos de Mostar, na época, “uma grande enganação”.
Monsenhor Andrea Gemma, o antigo bispo de Isernia-Venafro, um dos maiores exorcistas ainda vivos, não usa meio-termos: Ao invés da Virgem o que apareceu em Medjugorge até agora foi só um rio de dinheiro. Uma acusaçao grave, que mostra o tamanho não so da coragem como da envergadura moral e espiritual do prelado que aceitou responder a entrevista de Petrus a respeito de um assunto tão espinhoso.

 

Então, como o Senhor definiria o fenomeno de Medjugorje? 
É um fenomeno absolutamente diabolico, em torno ao qual giram numerosos interesses escusos. A Santa Igreja, a única que pode se pronunciar pela boca do Bispo de Mostar ja disse publicamente e oficialmente que Nossa Senhora jamais apareceu em Medjugorje e que todo aquele teatro não passa de obra do Demonio.

 

O Senhor fala de interesses escusos. Quais seriam?
“Me refiro ao esterco do Diabo, ao dinheiro e o que mais poderia ser senão isso? Em Medjugorje tudo acontece em função do dinheiro: peregrinações, hospedagens, venda de souvenirs. De modo que abusando da fé dos pobres que ali vão achando que estão indo encontrar-se com Nossa Senhora, os falsos videntes estão feitos economicamente, estão casados e levam uma vida abastada pra dizer o minimo. Imagine que um deles organiza diretamente dos Estados Unidos dezenas de peregrinaçoes por ano. Pois não me parecem de forma alguma pessoas desinteressadas. Pelo contrário, junto àqueles que fazem parte desse esquema, eles tem todo interesse material de convencer que veem e falam de fato com a Virgem Maria.

 

Bispo Gema, esse é o seu juizo final sem nenhum apelo?
“E poderia ser diferente? Estas pessoas que afirmam estar em contato com Nossa Senhora, na realidade são guiados exclusivamente por Satanás, criando o caos e a confusão entre os fiéis por interesses e vantagens absolutamente desprezíveis. Pense então na desobediencia que alimentam no seio da Igreja: seu guia espiritual, um frade franciscano expulso da Ordem e suspenso a divinis,continua a administrar invalidamente os sacramentos. E muitos sacerdotes em todo o mundo, apesar da proibição expressa da Santa Sé, não desistem de organizar e participar de peregrinações com destino a Medjugorje. É uma vergonha! Eis porque falo de uma mistura entre interesses pessoais e diabólicos: os falsos videntes e seus assistentes embolsam dinheiro enquanto o Diabo semeia a discordia entre os fiéis e a Igreja. Os crentes mais fervorosos, de fato, nao escutam a Igreja, que- repito novamente- desde o inicio alertou para a falsidade das aparições de Medjugorje.
 
E se de fato os alegados videntes tivessem visto a Virgem Maria?
“Na realidade, eles teriam visto Satanás disfarçado. Porque Satanás tem um interesse particular em dividir a Igreja em duas correntes opostas: aqueles que são contra e os que são a favor de Medjugorje. E então, não haveria nada de novo: o mesmo São Paulo diz que o diabo pode aparecer como anjo de luz, e que pode se disfarçar. Ele fez isso , por exemplo, com Santa Gema Galgani. Mas além de seu disfarce, o Diabo já interferiu falou e eu posso assegurar que é ele que está inspirando os falsos videntes desde o início com a tentação do dinheiro fácil. “

Eu não gosto mesmo desses videntes

“Pelo amor de Deus! Basta olhar para como eles se comportam: eles são desobedientes à Igreja, deveriam se recolher à uma vida mais privada e ao invés continuam a propagar suas mentiras com fins lucrativos fazendo assim o jogo do diabo! Meus pensamentos vão imediatamente a Santa Bernadete, a vidente de Lourdes, esta doce criatura que escolheu o hábito de Freirate doce criatura quis se despir de sua vida e decidiu abrir mão de sua vida pra vestir o hábito religioso e servir ao Senhor. Em vez disso, os impostores de Medjugorje continuar a viver confortavelmente no mundo, sem demonstrar qualquer tipo de amor por Deus ou pela Igreja “.
 
Os defensores de Medjugorje ressaltam que a Santa Sé jamais se expressou com relação a essa matéria.
“Esta é outra mentira! Como mencionei anteriormente, o Vaticano proibiu peregrinações por parte dos sacerdotes para aquele lugar e já falou tb pela boca de dois bispos sucessivos de Mostar nos últimos anos, Monsenhores Zanic e Peric, com quem tive a oportunidade de falar pessoalmente e eles sempre me participaram suas dúvidas. Veja, nem mesmo em Fátima ou Lourdes a Santa Sé manifestou diretamente sobre as aparições marianas. Por que, então, faria uma exceção neste caso? A verdade é que quando se pronuncia o Bispo de Mostar, fala a Igreja de Cristo através do Bispo com a autoridade conferida pelo Vaticano, e é isso que devemos prestar atenção. Assim, a Santa Sé sempre manifestou através das palavras do Bispo de Mostar, salientando que Medjugorje é uma fraude diabólica. Mas vou te confidenciar algo importante. Você verá que em breve o Vaticano intervirá com algo explosivo para desmascarar de uma vez por todas o que está por trás desta farsa. “
 
Os defensores de Medjugorge alegam que ali há um recorde de conversões e milagres … 
“É um exagero. E quem relata todas essas conversões? Veja, se uma pessoa é convertida, é porque ele tem uma certa predisposição, porque ela sabe olhar para o interior, porque ela recebeu o dom do Espírito. O lugar onde se dá a conversão é relativo. Pense em São Paulo que foi convertido na estrada, e então o que deveríamos todos nós fazer? Cair todo mundo na estrada pra poder se converter?Quanto aos milagres, vou contar um episódio pessoal. Devo a Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, a cura milagrosa de uma pessoa na minha família, e no entanto não me consta que Nossa Senhora tenha algum dia aparecido em Pompéia. Eis aqui uma verdade: pra acreditar ou ser curado por dentro e por fora, não é necessário que Maria se mostre ou seja vista.

O que o Senhor sabe a respeito da opinião do Papa Bento XVI em relação a Medjugorje?

“Me limitarei a sublinhar que foi ele, enquanto Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que emitiu notas oficiais diversas, tais como aquelas que proibiam sacerdotes e religiosos de dirigir-se em peregrinação àquele lugar.
No entanto há quem diga que João Paulo II estava convencido da verdade das aparições:
“Uma lenda que nunca foi provada, continuo afirmando que as opiniões pessoais tal como se apresentam não constituem de modo algum um ato magisterial.

Fonte: Papa New
Tradução: Gercione.
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