Maçonaria – um pouco mais de história.


Basta dizer-vos que à Maçonaria, verdadeira synagoga de Satanás, como admiravelmente caracterisou-a o imcomparável Pio IX, applica-se perfeitamente o que do demonio dizia Tertuliano: Nas sombrias cavernas de seus templos, imita ela as ceremonias dos nossos Sacramentos divinos; baptiza os que crêem em sua doutrina; promette-lhes a remissão dos peccados; confere-lhes funcções sacerdotaes; imprime-lhes na fronte o signal da confirmação; celebra a oblação do pão; e como pontifice supremo adminstra-lhes o matrimônio. D. Vital – 1875¹

A temática da franco-maçonaria é uma seara herética vasta, onde se cruzam o ódio contra a Igreja Católica e as aspirações à formação de um república universal. É a franco-maçonaria a oniciente, latente, instituição que permeia os governos republicanos e os golpes que o elevaram; é ela a responsável por induzir populações em número astronômico a amar a desvirtude e a depravação. A hidra astuta responsável pela calamidade do oriente voltado à teologia é a Maçonaria. E ninguém mais experimentou desafia-la do que D. Vital de Olinda, obtendo como resultado uma perseguição implacável dos mesmos maçons.

A astúcia já mencionada é algo inerente à maçonaria, dado que ela em seus três – quatro séculos se aprofundou no mecanismo de enganar nações e governos e de tomar o poder sem ao menos uma grande parcela suspeitar. Ela fora a responsável por criar órgãos de alcance global – a ONU – que hodiernamente ditam e desditam no campo político, militar e social. E tal qual ressalta D. Vital, sua unidade difere daquilo que se entende por centralização, constituindo-se cada Grande Oriente como máxima divisão em cada nação:

E pouco importa que ela se subdivida em mil sociedades mais ou menos secretas, mais ou menos revolucionarias, mais ou menos ímpias, tomando diversos nomes, segundo as circunstancias de tempo e lugar. Não é porque se denomine carbonaria, Iluminismo, Joven Itália, Joven França, Joven Alemanha, etc., que ela deixa de ser essencialmente a mesma. Ninguém ha aqui que ignore que essas associações diversamente intituladas são uma e a mesma cousa, são vergônteas de um só tronco, ramos da grande arvores maçônica. (ibid)

Sua fachada atual é ridícula mas ao mesmo tempo enganadora: ser um espaço de debates e uma presente (mas não manifesta, como certa vez disse Arnóbio Viana²) e benemérita sociedade. "Com quanto afirmem alguns maçons que a Maçonaria se não envolve em religião nem em política, por lhe ser isso vedado pelas suas constituições, nada todavia é menos verdade que semelhante acerto [de que o fim da mesma é o de destruir a igreja]. Provam-no os próprios escritores mais abalisados e fidedignos da seita." (complemento nosso) ³. Então, que não se espera de tal sinagoga que ela venha a reverberar quais são suas intenções, pois, a partir de seu longo aprendizado ela desenvolveu todo um discurso que visa enganar não somente pequenas unidades mas grande parcela daqueles que se colocarem por debaixo de suas compridas asas.

Sua missão vai além de simplesmente açambarcar a população do mundo, pois, ainda que o faça seria necessário o controle cultural e familiar destas; mas, para quem empreende tamanho colosso, este último adendo é complemente frívolo. É por isso que desde o séc. XIX (isso no Brasil) ela se empenhou em tornar as damas tradicionais em pervertidas garotas e transformar as famílias em núcleos bastardos, cuja presença de um pai ou uma mãe não seria mais necessário. Ora, ligado a isto temos a premissa de que a separação deve ser um direito segundo os maçons, algo veementemente combatido pela Igreja, dado que o que Deus une o homem não pode separar. Percebe-se, pois, uma verdadeira antípoda que é a franco-maçonaria, invertendo todo o bom e suave julgo de Cristo por um arcabouço satânico: se antes tínhamos famílias estruturadas, interessa à maçonaria a quebra da organização social para assim criar o caos; se tínhamos com a Igreja a defesa da monarquia como o mais salutar e idôneo sistema de governo, agora teremos com a franco-maçonaria a confusa e contraditória república ao estilo francês (afinal, é lá onde ocorre a "grande revolução das luzes").

Um primeiro escolho, "defeito" encontrado pela maçonaria para derrubar a Igreja é sua centralização no Vaticano, além, claro, da devoção que na época a grande maioria dos católicos tinham à ponto de dar a vida para o Santo Padre:

"Ora, pois, para assegurar um Papa como nós queremos, deve-se-lhe adaptar uma geração digna do reinado que imaginamos. Deixai de lado a velhice e a idade madura: ide à mocidade, e , se possível fôr, até a infância." 4

Nada melhor do que, para uma projeção futura, a conquista dos jovens para os antros disfarçados da maçonaria. Não foi de outro modo que eles adentraram no Vaticano… fora somente a partir do arrebanhamento dos jovens padres, ambiciosos para galgar posições, que a maçonaria conseguiu pairar por sobre a seara petrina e lançar as bases do que seria uma nova Igreja. Alias, não é possível, nem na terra nem no espaço, que tantas depreciações e tamanhos erros – grotescos erros – sejam cometidos sem a mercê de uma instituição que saiba manipular. O ápice desta tática? O Concílio Vaticano II, pois, como já demonstrado, tanto S.S. João XXIII como S.S. Paulo VI já haviam adentrado na pérfida seita, nem ao menos se furtando à manifestar tal heresia quando da confecção de anéis, crucifixos e etc. com símbolos judeus incorporados pela maçonaria e apertos de mão próprios da satânica sinagoga.

Não cabe à maçonaria que seu complexo axioma seja incorporado pelos jovens. Não, deve-se alimenta-los com poesias e literatura esdrúxula, a fim de que os mesmos tomem para si um discurso de liberdade, igualdade e fraternidade. Os últimos desconhecendo o real perigo de adentrar em tal redil diabólico, nem desconfiam que as leituras não-analisadas pela igreja são maneiras curtas e abruptas de ascender à maçonaria: é a arte de disfarçar o real por meio de palavras dúbias, arte aprendida pelo Concílio Vaticano II. Era, portanto, um grave dever para os militantes maçônicos (alias, ainda o é) introduzir no vocabulário do jovem não só termos considerados perigosos, mas também palavrões e libidinosidade; enfim, introduzir a gramática seleta de Satanás.

É evidente que tamanha reviravolta na história da igreja possui seus rebeldes – no sentido de insurgirem contra as novidades modernas mencionadas por Pio IX e Pio X – e um deles era D. Vital. Tão bem compreendia sua posição, que na época a Santa Sé o recebeu com viva alegria, rememorando-se de passagem o excepcional "Mio caro Vital" dito por Pio IX quando da chegada do primeiro em Roma. A reação contra D. Vital fora imediata, recebendo estranhas respostas dos demais bispos do nordeste, bispos estes que já haviam sido introduzidos no segredo maçônico e que tão logo espernearam à D. Pedro II em detrimento de D. Vital.

Sobre D. Pedro II, sua máxima era que os demais reconhecessem sua soberania, e, quando D. Vital afirmou que também a casa real era ligada intrinsecamente aos maçons ele reagiu de maneira enérgica. Ainda não se sabe bem se era D. Pedro II ainda ligado à maçonaria quando de sua maioridade, dado que ele havia sido um iniciado por fomento do estrategista tutor, José Bonifácio de Andrade e Silva, emblemático maçom; sabe-se, contudo, que sua criação fora feita em moldes maçônicos e suas práticas exalavam vapor revolucionário. Ora, ele mesmo confessara diversas vezes que admirava a república maçom dos EUA e que por ele teria sido um presidente e não um monarca. Era ele um nato admirador da liberdade de imprensa – que tão mal veio trazer ao país – e também um grande manipulador da Igreja com o regime do Padroado – ou Patronato em espanhol -. Não à toa, suas atitudes receberão uma negativa da Santa Sé, enviando a última uma ressalva contra suas deliberações.

Aliado a tudo que fora dito, temos a semeação do ódio contra a figura do sacerdote, alias, não só ódio como também a semeação da mudança do que ele representa: não mais será ele o único elo entre os homens e Deus, desde que somente ele possui o sacramento da ordem que lhe garante o contato divino e as faculdades para realizar o Santo Sacrifício; agora, é o sacerdote somente um congregador da "assembléia", devendo ser sua incumbência a de coordenar as orações e somente guiar de maneira tênue a vida na "comunidade". O que lembrar neste momento? Claro, do Concílio Vaticano II, responsável por destruir o que até então era o sacerdote, tornando-o pessoa dispensável para a coesão da sociedade, membro opcional do rebanho cristão.

A doutrina dos maçons é muito semelhante ao da Igreja, tendo eles iniciação (o que seria o batismo e o crisma na Igreja Católica), livro "sacrossanto" próprio (a Constituição de Anderson, enquanto na Igreja Católica é a Bíblia), sacrifícios e etc. Mas nada, definitivamente, se compara ao culto da natureza que a maçonaria fomenta e promove com o gnosticismo e o naturalismo, tendo-se uma idéia ou construção mental do que seria Deus totalmente adversa ao que realmente é. Se antes existia a trindade para os católicos, o ideal dos maçons é destruir tal premissa que eles consideram absurda. É o culto da natureza – algo bem exposto nos anais da revolução francesa – que será a principal temática nos estudos maçons, aliando a isso uma falsa concepção de racionalismo que transforma os aprendizes em verdadeiras bestas, animais sem escrúpulos que não sabem o significado de palavras caras aos cristãos, como por exemplo Piedade e Tradição.

Esta concepção de Fraternidade maçônica, em que a verdade é relativa e quaisquer seita fundada em esquinas onde até então funcionavam antros de perdição possui ela em plenitude, é a mesma fraternidade incorporada pelo Vaticano II. É impossível conceber tal idéia no catolicismo pré-conciliar, pois, só existe uma promotora da salvação que é a Igreja Católica Apostólica Romana; como então querer criar amizades e laços com seitas e "igrejas" que promovem a perdição e o mal? Somente é possível isto na mente do católico modernistas e liberal (ou maçom). Claro que existe a verdadeira fraternidade que é aquela cujo fim é a conversão, mas tal fraternidade maçônica extrapola todos os significados que são possíveis à verdadeira Fraternidade, pois, reside no fato de querer tornar solúvel óleo em água – Erros na Igreja Católica – tal concepção de Fraternidade.

Devemos nos livrar, para nossa salvação, desta simbiose de erros e venerações à Satanás que a franco-maçonaria promove, embora possamos sofrer diversos revezes com tal contestação, tal qual a Maçonaria perpetrou contra D. Vital. É uma responsabilidade católica alertar seus irmãos contra os maus presentes em todo meio e levar-lhes à santidade, tão aspirada pelos seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo.

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¹ – Cf. OLIVEIRA, Vital Maria Gonçalves. A Maçonaria e os Jesuítas – Instrucção pastoral. – Rio de Janeiro: Tipografia do Apóstolo, 1875. pp. 30-31.

² – Em discurso proferido na Câmara municipal de Solânea, por ocasião do aniversário de fundação de 40 anos da Loja Maçônica José Pessoa da Costa.

³ – Cf. OLIVEIRA, Vital Maria Gonçalves. A Maçonaria e os Jesuítas – Instrucção pastoral. – Rio de Janeiro: Tipografia do Apóstolo, 1875. p. 23.

4 – Ibid. p. 17.

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