De quem é a Missa? Ou: a RCC pode “mecher” na Liturgia?


A resposta à primeira perguntra do título deste post é: com certeza não é da R.C.C., nem de nem uma pastoral ou de qualquer padre que se arrogue. A resposta à segunda é óbvia: NÃO!

Por quê de citar a R.C.C. neste post? Ora, por que eu não gosto dela 🙂 [momento brincadeirinha, é claro]

Na verdade é por que a R.C.C. é famosa e patente em abusos e desrespeitos com relação a Sagrada Liturgia, apesar de [infelizmente] não ser a única. Mas também por que fiquei “encucado” com o comentário de um leitor do blog.

Neste comentário, mole, sem nexo, pé ou cabeça, como a maioria dos comentários carismáticos aqui postados, o cara diz que a T.L.”torna da liturgia algo totalmente maleável, como se não houver valor algum toda a tradição catolica” mas que a R.C.C. não! Não a R.C.C.! Ela que é o baluarte da Tradição Católica não faz isso! A R.C.C. “não visa nenhuma mudança, mas alguns acrescimos quanto a momentos que não existe nenhuma restrição de acrescimentos, tais como comentarios e momentos de oração em comunidade“.

Não preciso nem dizer que isto é um absurdo. E a minha resposta a tal comentário (e olha que tem comentários que nem respondo, apago logo!, pois não tenho tempo pra isso) é simplesmente: nem a R.C.C. nem a T.L. têm permissão para alterar a Sagrada Liturgia, pois não pertencem a elas!

E não sou eu que o digo, é a Igreja:

(…) a autoridade eclesiástica regule a sagrada Liturgia de forma plena e eficaz, para que nunca seja considerada a liturgia como «propriedade privada, nem do celebrante, nem da comunidade em que se celebram os Mistérios»” (Redemptionis Sacramentum, nº. 18 )

Ou seja, quem diz o que deve o que não deve ter na Sagrada Liturgia é a autoridade eclsiástica e não a R.C.C. ou a T.L. ou quem quer que seja. Não me venha com negocinho de “acrescimos onde não existe restrição” que isso não existe! É coisa protestantóide pra protestantizar a Missa.

Ora, se “cada Bispo e a mesma Conferência não têm nenhuma capacidade para permitir experimentos sobre os textos litúrgicos ou sobre outras coisas que se indicam nos livros litúrgicos” (cf. Redemptionis Sacramentum, nº. 27 ), quanto mais a R.C.C. fazer “acrescimos onde não existe restrição”.

Então para novidadezinhas protestantóides carismáticas ou para celbraçõezinhas comuno-libertacionistas nota ZERO!

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3 Respostas to “De quem é a Missa? Ou: a RCC pode “mecher” na Liturgia?”

  1. wagner souza Says:

    Assino em baixo, sem falar xcom as extinção de musicas sacras nas missas para dar lugar a estas música “protestanóides” que ouvimos, é lamentável.

  2. Roger Says:

    Existe um problema, apesar de concordar totalmente com o que foi dito no texto. As missas de cura e libertação são um ‘sucesso’, nem preciso dizer por que, pois o anseio do povo é sempre ‘sentir-se bem’, e parece que a liturgia da missa dominical comum não está surtindo o mesmo efeito, fazendo com que o próprio povo, em determinados lugares, peça ao padre, que as vezes nem está ligado a RCC, para passar a celebrar estas missas de cura (por cura) também no domingo. Algo preocupante isto, não? Dá um ar de missa que cura é somente ‘aquela’…

    • Moisés Gomes Says:

      Prezado Roger, a paz de Jesus e o amor de Maria.
      Não creio que seja verdade que de fato o povo procure tais “missas” para sentir-se bem. Não passam de meia-duzia de gatos pingados que querem suas Missas tão mal celebradas quanto as das TV’s “católicas” do Brasil, o que não justifica nem um abuso na Sagrada Liturgia.
      O Padre, como pastor desse povo, deve seguir sempre o Missal Romano e ensinar o que a Igreja sempre ensinou ao povo, independentemente da sua vontade ou do povo.
      A Instrução Sobre as Orações Para Alcançar de Deus a Cura da Congregação para a Doutrina da Fé afirma claramente que ” o Missale Romanum contém uma Missa pro infirmis, onde, além de graças espirituais, se pede a saúde dos doentes” e decreta o seguinte:

      Art. 8 – § 1. O ministério do exorcismo deve ser exercido na estreita dependência do Bispo diocesano e, em conformidade com o can. 1172, com a Carta da Congregação para a Doutrina da Fé de 29 de Setembro de 1985(31) e com o Rituale Romanum.(32)

      § 2. As orações de exorcismo, contidas no Rituale Romanum, devem manter-se distintas das celebrações de cura, litúrgicas ou não litúrgicas.

      § 3. É absolutamente proibido inserir tais orações na celebração da Santa Missa, dos Sacramentos e da Liturgia das Horas.


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