A Igreja e a Maçonaria


via Missa Tridentina em Brasília de Missa Tridentina em Brasília em 15/08/11

No último documento pontifício sobre a Maçonaria, datado de 11 de março de 1985, sob o título de INCONCIABILIDADE ENTRE FÉ CRISTÃ E MAÇONARIA, a Congregação da Doutrina da Fé reafirma a Doutrina Católica de que é impossível a um fiel católico se inscrever em alguma Loja Maçônica e continuar a ser católico: “(…) a Sagrada Congregação indica aos fiéis que tal inscrição constitui objectivamente um pecado grave e, precisando que os aderentes a uma associação maçónica não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão (…)”.

Antes de tudo deve recordar-se que a comunidade dos “pedreiros-livres” (NOTA: O nome maçonaria, ou franco-maçonaria, deriva do termo francês franc-maçonnerie, “pedreiros livres” ou do Latim “Sculptores Lapidum Liberorum”, e as suas obrigações morais se apresentam como um sistema progressivo de símbolos de carácter extremamente absorvente (nota minha: a maçonaria segue uma filosofia vinculante, sendo esta oposta à Católica). A rígida disciplina do arcano que nela predomina reforça ulteriormente o peso da interação de sinais e de idéias. Este clima de segredo (constante nas lojas maçônicas) comporta, além de tudo, para os inscritos o risco de se tornarem instrumento de estratégias que lhes são desconhecidas.”. “Para um cristão católico, todavia, não é possível viver a sua relação com Deus numa dúplice modalidade, isto é, dividindo-a numa forma humanitária – super-confessional e numa forma interior – cristã. Não pode cultivar relações de duas espécies com Deus, nem exprimir a sua relação com o Criador através de formas simbólicas de duas espécies.” Eis a íntegra do documento do Vaticano: Aqui.

Cabe aqui uma nota muito esclarecedora quanto a Doutrina Católica sobre a Maçonaria. Tanto o Rotary, fundado pelo maçon Paul Harris; o Lions, fundado pelo maçon Melvin Jones; o DeMolay fundado pelo maçon Frank Sherman Land e os Escoteiros fundado pelo maçon Robert Baden Powell, são entidades ligadas a maçonaria. (a fonte destas informações pode ser obtida neste site da Maçonaria de Pelotas/RS. Ou seja, qualquer católico que ingressar numa destas entidades estará ingressando numa Maçonaria e assim sendo estarão em pecado mortal, conforme esta nota da Congregação para a Doutrina da Fé: “Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.” . Ou seja, o maçon não é católico e portanto não pode comungar. Em outro documento esta Congregação reafirma que o católico que se inscrever em maçonaria está excomungado: “não foi, portanto, ab-rogada a excomunhão nem as outras penas previstas;

Ao longo da história, vários Romanos Pontífices empreenderam luta contra a Maçonaria. Mas talvez o documento mais importante da Igreja sobre a Maçonaria seja a Carta Encíclica HUMANUS GENUS do Papa Leão XIII, que iremos destacar agora.

No item 2 destaca-se: “(…) Nesta época, entretanto, os partisans (guerrilheiros) do mal parecem estar se reunindo, e estar combatendo com veemência unida, liderados ou auxiliados por aquela sociedade fortemente organizada e difundida chamada os Maçons. Não mais fazendo qualquer segredo de seus propósitos, eles estão agora abruptamente levantando-se contra o próprio Deus. Eles estão planejando a destruição da santa Igreja publicamente e abertamente, e isso com o propósito estabelecido de despojar completamente as nações da Cristandade, se isso fosse possível, das bênçãos obtidas para nós através de Jesus Cristo nosso Salvador.(…)”

No item 6: “Tão logo a constituição e o espírito da seita maçônica foram claramente descobertos (…) esta Sé apostólica denunciou a seita dos Maçons, e publicamente declarou sua constituição como contrária à lei e ao direito, perniciosa tanto à Cristandade como ao Estado; e proibiu qualquer um de entrar na sociedade, sob as penas que a Igreja costuma infligir sobre as pessoas excepcionalmente culpadas. (…).”

Item 9: “(…) para ser alistado, é necessário que os candidatos prometam e assumam ser daí em diante estritamente obedientes aos seus líderes e mestres com a mais completa submissão e fidelidade, e estar de prontidão para cumprir suas ordens(…) se desobedientes, submeter-se aos mais penosos castigos e à própria morte. (…).”

Item 10: “(…) a razão e a própria verdade tornam claro que a sociedade da qual nós estamos falando está em antagonismo com a justiça e a retidão natural. (…), a seita maçônica produz frutos que são perniciosos e do mais amargo sabor.(…)”

Neste item 12, fica bem clara várias das doutrinas maçônicas condenadas pela Igreja: “(…) a doutrina fundamental dos naturalistas, que eles tornam suficientemente conhecida em seu próprio nome, é que a natureza humana e a razão humana deveria em todas as coisas ser senhora e guia. Eles ligam muito pouco para os deveres para com Deus, ou os pervertem por opiniões errôneas e vagas. Pois eles negam que qualquer coisa tenha sido ensinada por Deus; eles não permitem qualquer dogma de religião ou verdade que não possa ser entendida pela inteligência humana, nem qualquer mestre que deva ser acreditado por causa de sua autoridade. (…)”

Item 13: “(…) eles rejeitam das leis e da nação a saudável influência da religião Católica (…)”

Item 15: “(…) abertamente declaram, o que em segredo entre eles mesmos eles têm por um longo tempo planejado, que o poder sagrado dos Pontífices deve ser abolido, e que o próprio papado, fundado por direito divino, deve ser totalmente destruído.(..)”

Item 17: “(…) eles não mais consideram como certas e permanentes aquelas coisas que são totalmente entendidas pela luz natural da razão, tais como certamente são – a existência de Deus, a natureza imaterial da alma humana, e sua imortalidade. (…). Nem eles escondem que esta questão sobre Deus é a maior fonte e causa de discórdias entre eles; (…) a seita permite grande liberdade aos seus membros juramentados por voto, de modo que para cada lado é dado o direito de defender a sua própria opinião, ou de que há um Deus, ou de que não há nenhum; (…)”

Item 19: “(…) Nós falamos agora dos deveres que têm a sua origem na retidão natural. Que Deus é o Criador do mundo e seu providente Governador; que a lei eterna exige que a ordem natural seja mantida, e proíbe que ela seja perturbada; que o fim último do homem é um destino muito acima das coisas humanas e além desta parada sobre a terra: estas são as fontes e estes são os princípios de toda justiça e moralidade.(…) Se eles forem removidos, como os naturalistas e Maçons desejam, imediatamente não haverá nenhum conhecimento quanto ao que constitui justiça e injustiça, ou sobre qual princípio a moralidade é fundada. (…).”

Item 20: “(…) os naturalistas e Maçons, não tendo fé naquelas coisas que nós aprendemos pela revelação de Deus, negam que nossos primeiros pais (Adão e Eva) tenham pecado, e conseqüentemente pensam que o livre desejo não é de modo algum enfraquecido e inclinado ao mal (…).”

Item 21: Negam “(…) que o casamento pertence ao gênero dos contratos humanos, que pode ser legalmente revogado pelo desejo daqueles que o fizeram(…)”

Aos bispos, no nº 31 o Papa faz um apelo: “(…) Nós desejamos que o vosso primeiro ato seja arrancar a máscara da Maçonaria, e deixar que ela seja vista como realmente é; e por sermões e cartas pastorais instruir o povo quanto aos artifícios usado pelas sociedades deste tipo para seduzir os homens e persuadi-los a entrar em suas fileiras, e quanto à perversidade de suas ações e à maldade de seus atos.(…) Pode parecer a alguns que os Maçons não exigem nada que seja abertamente contrário à religião e à moral; mas, como todo princípio e objetivo da seita está naquilo que é vicioso e criminoso, ajuntar-se com estes homens ou em algum modo ajudá-los não pode ser legítimo.”

Item 37: “(…) A seita da Maçonaria mostra-se insolente e orgulhosa de seu sucesso, e parece que ela não colocará limites à sua pertinácia. Seus seguidores, ajuntados por perversos acordos e por conselhos secretos, ajudam-se uns aos outros, e excitam-se uns aos outros a uma audácia nas coisas malignas.(…)”

Íntegra deste documento: Aqui.

In Jesu, Mariae et Joseph,

Rodney, colaborador do blog.

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Estatuto do Nascituro protege mãe e bebê


via Vida sim, aborto não! de Wagner Moura em 21/08/11

O Estatuto do Nascituro precisa ser aprovado com urgência e não há melhor oportunidade como a atual, quando os abortistas ainda estão paralisados por causa da última eleição na qual o tema “aborto” esteve em evidência – quanto mais debate, quanto mais evidência, sempre pior para a legalização do aborto. A boa notícia é que, ao menos por via democrática, por meio do Congresso Nacional, o aborto está muito longe de ser legalizado no Brasil.

Mas é preciso avançar! E o avanço chama-se Estatuto do Nascituro: no dia 31 várias mulheres e homens estarão em Brasília, na Marcha pela Vida, fortalecendo a luta a favor da defesa da vida do nascituro e da mulher. Os abortistas são contra essa lei que PROTEGE a mulher!

Protege a mulher que, ao se submeter ao procedimento de alto risco (como é qualquer aborto), seja gravemente prejudicada, uma vez que ela não sofrerá as penas da lei. Pois assim diz o Estatuto do Nascituro:

Art. 23 – Causar culposamente a morte de nascituro.

§ 2º – o Juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária.

Protege a mulher que for agredida, ainda que verbalmente, por causa de sua gravidez. Pois assim diz o Estatuto do Nascituro:

Art. 26 – Referir-se ao nascituro com palavras ou expressões manifestamente depreciativas: Pena – Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses e multa.

Protege a mulher que, ao engravidar, sofra pressões do empregador, da empregadora, do companheiro, da companheira, ou de qualquer outra pessoa que a induza a fazer um aborto. Pois assim diz o Estatuto do Nascituro:

Art. 29 – Induzir mulher grávida a praticar aborto ou oferecer-lhe ocasião par a que o pratique: Pena – Detenção de 1 (um) a 2 (dois) anos e multa.

O Estatuto do Nascituro é um avanço e coloca o Brasil à frente, inclusive, de nações do primeiro mundo como Estados Unidos e Itália, países cuja legislação protege os direitos do nascituro desde à fecundação, ainda que com algumas restrições.

Os EUA, em 25 de março de 2004, aprovaram um projeto de lei que concede à criança por nascer (nascituro) o status de pessoa, no caso de um crime. Na Itália, em março de 2004, entrou em vigor uma lei que dá ao embrião humano os mesmos direitos de um cidadão. E no Brasil?

Até quando estaremos com uma legislação tão defesada no que diz respeito aos direitos do nascituro? É urgente a aprovação do Estatuto do Nascituro que visa proteger, integralmente, o ser humano desde sua concepção – conforme determinou o Pacto de São José de Costa Rica, assinado por nosso país.

Quando aprovado, o Estatuto do Nascituro será um marco na história do nosso país, na história da luta em defesa da vida humana e da dignidade da mulher.

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