Denúncia: Marca de refrigerante usa restos de aborto.


A denúncia de um grupo pró- <http://www.acidigital.com/vida/index.html> vida
de que a empresa internacional de refrigerantes PepsiCo estaria usando
linhas celulares de fetos humanos abortados para a investigação e o
melhoramento de seus produtos, fez que um de seus acionistas apresentasse
uma resolução para que esta companhia internacional suprima esta prática.

Em agosto de 2010 PepsiCo assinou um acordo de quatro anos com a companhia
Senomyx para desenvolver adoçantes potencializados para suas bebidas. Por
este trabalho PepsiCo paga 30 milhões de dólares pela investigação e futuras
regalias de seus produtos que no futuro sejam manufaturados com esta
tecnologia.

Muitas das patentes de Senomyx envolvem a linha celular de fetos abortados
com o código HEK-293, originada a partir de células dos rins.

O <http://www.acidigital.com/vida/aborto/index.html> aborto provocado é a
eliminação ou assassinato de um ser humano dentro do ventre da mãe. A
doutrina católica e a lei natural coincidem em que nunca é justificado, pois
ninguém tem direito a decidir sobre a vida de outra pessoa, menos ainda a
dos mais fracos e inocentes, como os não nascidos.

O grupo pró-vida da Flórida, Children of God for Life, escreveu às duas
empresas em protesto por estas investigações. Senomyx não respondeu, mas
PepsiCo sim o fez, assinalando que as investigações dariam como resultado
produtos "de grande sabor e com menos calorias".

Frente a esta situação, um acionista apresentou uma resolução ante a junta
de diretores da PepsiCo para adotar uma política que "reconheça os direitos
humanos e utilize padrões éticos que não envolvam usar restos de seres
humanos abortados em investigações privadas e compartilhadas assim como em
acordos de desenvolvimento".

Debi Vinnedge, diretor executivo do Children of God for Life, assinalou que
cada acionista tem "o direito, ou seja, a verdade sobre o que PepsiCo está
fazendo com suas economias duramente obtidas".

"A falta de respeito da PepsiCo à sensibilidade moral pública solo serviu
para avivar o fogo e as ameaças ao valor das ações, as pensões de
aposentadoria e os investimentos", acrescentou.

Também disse que "não há nada ético ou apropriado na maneira em que estão
explorando os restos de <http://www.acidigital.com/familia/filhos.htm>
crianças inocentes abortadas".

Children of God for Life respondeu a esta situação convocando um boicote
para deixar de adquirir os produtos da PepsiCo.

HazteOir.org, uma plataforma cidadã pró-vida e pró-
<http://www.acidigital.com/familia/index.html> família na Espanha, ecoou
esta convocação e informou que o boicote se estende dos Estados Unidos à
península ibérica, Austrália, Alemanha, Irlanda, Escócia, Polônia e Reino
Unido.

<http://www.acidigital.com/noticia.php?id=22707#comentarios>
http://www.acidigital.com/images/icoment.gif

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Halloween: a Vigília de Todos os Santos!


do Salvem a Liturgia! de Rafael Vitola Brodbeck

Halloween (All Hallow’s Eve, Vigília de Todos os Santos) não é satânico coisa nenhuma.

É um dia que celebra a Vigília de Todos os Santos. E os católicos irlandeses é que começaram a se vestir de diabo e bruxas. Sabem por quê? Para debochar do paganismo, para mostrar, num jeito bem celta, que os “antigos costumes” não valem nada, que o diabo não tem poder sobre Cristo. E também para manter o seu folclore (duendes, gnomos etc – mas tudo folclore, eles não acreditam nisso).

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O Halloween é a cristianização da festa pagã anterior, dos celtas, mas não é paganismo na Igreja. Até porque o festival pagão se chamava Samhain. Halloween é nome católico.

Identificar o Halloween com paganismo, como se fosse errado e satânico, é coisa recente. Fantasiar-se de bruxa é algo muito católico.

O fantasiar-se de monstro e bruxa pode até ter começado com os pagãos (mas no Samhain, não no Halloween). De qualquer forma, os católicos adotaram esse costume, mas mudando a finalidade: manifestar a supremacia de Cristo sobre o paganismo, do qual debochavam pelo uso de máscaras (inclusive de bruxas, que eram as sacerdotisas do druidismo celta).

Pagãos não teriam que se vestir de bruxas, pois eles eram adeptos da religião das mesmas (seria como se os católicos se vestissem de padre, coisa sem função). Eles se vestiam é de monstros. Nós adotamos o tal costume e ainda nos vestimos de bruxa, para debochar do paganismo.

Festas semelhantes existem no Peru e na Colômbia, com máscaras indígenas pagãs, mas para igualmente debochar do paganismo. E a Igreja lá nunca proibiu (como a da Irlanda também nunca proibiu as máscaras de Halloween).

Só considero que seja estranho esse costume no Brasil, pois não é parte de nossa cultura. Nos EUA, tudo bem, porque os irlandeses foram em massa para lá. Mas aqui? Se querem debochar do capeta e, ao mesmo tempo, celebrar o folclore, o mais sensato seria nos vestirmos de saci-pererê e mula-sem-cabeça.

A coisa é muito simples. O que significa “All Hallows Eve” (de onde vem a contração “Halloween”)? Significa “Vigília de Todos os Santos”. Era uma festa cristã, que constava do calendário litúrgico até a reforma de 1962. Logo, é uma festa cristã, não pagã. Uma cristianização do antigo Samhain (esse, sim, pagão).

Já o vestir-se de bruxa é um deboche do paganismo.

Agora se alguém faz isso para brincar de bruxo, sinto muito. Não tira a origem cristã nem da festa nem do costume.

O Halloween foi criado para combater o Samhain, esse sim um dia pagão. O Halloween é o Samhain batizado, cristianizado, purificado. Se outros o paganizaram novamente, isso é outro problema. Mas a festa é nossa!

O Natal, por exemplo, está extremamente comercial, e mesmo em alguns países é totalmente laicizado, sem nenhuma referência a Jesus. Se a moda pega, e os pagãos assumem o Natal para eles (até porque a origem também é pagã, como o Samhain), deixaremos de comemorar?

Assim como o Dia do Sol foi cristianizado e se transformou no Natal, o Samhain foi cristianizado também e se transformou no Halloween (All Hallows Eve – Vigília de Todos os Santos). Ou seja, o pagão é o Dia do Sol, e é o Samhain. Se evitarmos o Halloween por ser originado do Samhain, evitemos o Natal por ter sido o Dia do Sol. O raciocínio é IDÊNTICO!

Estamos fazendo com o Halloween, festa católica, o mesmo que fazem os testemunhas de Jeová com o Natal.

Concordo que o Halloween tenha sido deturpado por grupos esotéricos, por sua origem ser o Samhain, mas a resposta católica será repudiar uma festa que é nossa? Então, se inimigos da Igreja se apropriarem do Natal, deturparem-no e retomarem para si por causa de sua origem no Dia do Sol, passaremos a não mais comemorar o Nascimento do Salvador?

Ou vamos negar que a Vigília de Todos os Santos (All Hallows Eve, em inglês, cuja contração fica Halloween) seja uma festa católica? Festejar todos os santos é coisa pagã? Não confundam: o Samhain é pagão, porém o Halloween é católico. Agora, se os pagãos “seqüestraram” o Halloween para eles nos dias de hoje, isso é outro assunto.

Abram um calendário litúrgico anterior ao código de rubricas de João XXIII, e verão no dia 31 de outubro: “Vigília de Todos os Santos”. Se for em inglês estará “All Hallows Eve, also know as Halloween”.

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No fundo, a grande questão é se é lícito ou não aderir a essa festa. E é, porque é católica!

E se é lícito ou não fantasiar-se de bruxa, duende, vampiro. E é, pois tanto a origem é católica (irlandesa), quanto o fim pode ser neutro (crianças brincando de assustar) ou bom (debochar do paganismo). Se o fim for ruim (exaltar o paganismo, ou festejar o Samhain disfarçado em festa católica), é errado.

Alguém poderia contrapor: “A expressão “Dia das bruxas”, considerada atualmente como sinônimo fosse de Halloween, dá a idéia de um dia em que as mesmas são homenageadas ou debochadas???”

Dá a impressão que são homenageadas, eu sei. É por isso que insisto em “Halloween”, pois é o nome católico, e não em “Dia das bruxas”.

Aliás, nos EUA eles não chamam de “Dia das Bruxas”. Essa tradução portuguesa é mal feita e desconexa com a realidade. Lá é Halloween, pura e simplesmente. Se aqui querem traduzir, que traduzam direito: “Vigília de Todos os Santos”. Ou deixem em inglês mesmo: “Halloween”. Aqui no Brasil é que se inventou uma tradução ridícula e sem sentido como “Dia das bruxas”.

Um artigo da Quadrante confirma o que eu digo!

Algumas linhas, enfim, do conhecido apologista católico, Prof. Carlos Ramalhete, sobre o tema:

“As fantasias de seres malignos postas em crianças é uma forma de mostrar como eles são fracos e ridículos (como as crianças, que na Europa são tradicionalmente vistas como adultos que ainda não estão “prontos”). As fantasias de Halloween têm, assim, um sentido simbólico mais ou menos parecido com o uso de fantasias de políticos no Carnaval brasileiro.

Como, contudo, com a descristianização da sociedade americana houve um ressurgimento dos medos pagãos, atribuindo aos demônios poderes maiores que a realidade, criando-se novas formas de culto demoníco (Wicca, etc.), no que a visão calvinista de mundo não ajudou pouco (basta lembrar-se do episódio das Bruxas de Salém para ver este medo em ação), esta festa derivou até ter par alguns o significado presente de celebração da bruxaria. O que era ridículo tornou-se “mágico”, o que era uma demonstração de fraqueza tornou-se demonstração de força.

Podemos assim dizer que o Halloween atualmente adicionou conotações não-cristãs a uma festa cristã (a festa celta foi completamente perdida e submergida no cristianismo, como a nossa festa de S. João – originalmente data magna da comemoração celta do solstício de verão -, o uso de alianças de casamento, etc.). Estas conotações, porém, dentro do “mainstream” americano, não tem em absoluto um sentido de protesto aberto contra a Igreja, sendo apenas uma festa algo farsesca (logo ainda preservando algo do espírito cristão original). Apenas alguns amalucados (Wiccans e outros) a vêem como celebração da bruxaria e não como uma espécie de Carnaval.”

Evidentemente, não estamos, com isso, de modo algum, legitimando o abuso que hoje se faz em relação à data.

Comentário litúrgico:

Mesmo entre os que usam o Missal e o breviário de 1962 (forma extraordinária, portanto), não existe mais a “Vigília de Todos os Santos”. Liturgicamente, então, não há como comemorar “Halloween” nem na forma ordinária, nem na extraordinária.

Todavia, embora não haja Missa ou Ofício próprios no dia 31 de outubro (ou no sábado anterior ao Domingo para o qual a Solenidade de Todos os Santos é transferida, onde ela o é, como no Brasil), pode-se aproveitar para reunir os fiéis na recitação pública das I Vésperas de Todos os Santos. Não é A Vigília de Todos os Santos, como um dia assinalado no calendário, mas não deixa de ser UMA vigília (não em preparação, mas a própria festa, como já é I Vésperas). Não há Missa específica da vigília, contudo se pode celebrar publicamente as I Vésperas, com grande solenidade, paramentos brancos, e mesmo Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento. Um Ofício público das Vésperas diante do Santíssimo exposto seria uma grande oportunidade para, na Igreja, celebrar bem o “Halloween”.

Após as Vésperas, pode-se, ainda diante do Santíssimo e antes de dar a bênção, no tempo previsto para a adoração, recitar a Ladainha de Todos os Santos, prevista no Ritual Romano.

Uma atividade “para-litúrgica”, outrossim, pode ser feita em sua igreja, família ou comunidade religiosa, com textos da antiga Liturgia das Horas pré-1962, retirando toda e qualquer idéia que vincule tal atividade à liturgia. Os textos de antigas liturgias não são mais litúrgicos, porém podem ser usados como devoção pessoal.

E, depois da liturgia ou para-liturgia, se quiserem as crianças se fantasiar e pedir doces, que o façam, sendo-lhes explicado o sentido de tudo isso que acabamos de expor.

Post retirado do blogue Salvem a Liturgia

http://www.salvemaliturgia.com

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“Envolvei-o com todos os laços que puderdes armar-lhe debaixo dos pés”


Êis os métodos daquela que se diz uma ordem de justiça e verdade:

Uma palavra que se inventa com habilidade e se tem a arte de derramar no seio de certas famílias honradas e escolhidas para que daí desça aos botequins e destes às ruas: uma palavra pode algumas vezes matar um homem. Se um padre chegar de Roma para exercer alguma função pública nos confins da província, indagai logo qual é o seu caráter, antecedentes, qualidades e defeitos principalmente. É ele um inimigo declarado? (…) Envolvei-o com todos os laços que puderdes armar-lhe debaixo dos pés: criai-lhe uma dessas reputações que atemorizam as crianças e as velhas; pintai-o cruel e sanguinário, contai alguns feitos de crueldade que possam facilmente gravar-se na memória do povo. Quando os jornais, por intervenção nossa, se aproveitarem destas narrações, que eles aformosearão inevitavelmente, pelo respeito à verdade, mostrai ou antes fazei mostrar por algum respeitável imbecil, essas folhas onde estão relatados os nomes dos indivíduos e os excessos inventados. Na Itália não faltarão, como não faltam para as mentiras úteis à boa causa. Com jornal, cuja língua ele não compreende, mas onde encontrar o nome do seu juiz ou delegado, o povo não precisa de outras provas. Ele está na infância do liberalismo, crê nos liberais como depois crera em nós, não sabemos muito em que.

Documento da Loja Maçônica Alta Venda apreendido pela Polícia dos Estados Pontifícios em 1846.

“para destruirmos o rochedo sobre o qual fundou Deus a sua Igreja”


Planos maçonicos do século XIX que aparentemente, repito: aparentemente, estão bem encaminhados. Por que tanto silêncio do clero brasileiro quanto a esta maldita sociedade? Leia o que se segue:

(…)O Papa, seja ele quem for, não virá para as sociedades secretas: a estas é que cumpre dar os primeiros passos para a Igreja, a fim de vencê-los a ambos (o Papa e a Igreja).

O trabalho que vamos empreender não é obra nem de um dia, nem de um mês ou ano: pode durar muitos anos, um século talvez; mas, em nossas fileiras, morre o soldado e o combate continua. Não está em nossa mente angariar os Papas para a nossa causa, fazer deles neófitos para os nossos princípios, propagadores de nossas idéias. Seria sonho ridículo e por qualquer modo que os sucessos volteiem, que os cardeais e prelados, por exemplo, hajam entrado por vontade ou surpresa em uma parte dos nossos segredos, não é isto uma razão para desejarmos a sua elevação à cadeira de Pedro. Esta elevação perder-nos-ia: bastava a ambição para os impelir à apostasia, a necessidade do poder havia de forçá-los a imolar-nos. O que devemos pedir, procurar e encontrar, como os judeus esperam o Messias, é um Papa adaptado às nossas necessidades.

(…)

Assim marcharemos com mais firmeza ao assalto da Igreja, do que por meio dos escritos de nossos irmãos da França, e até do ouro da Inglaterra. Quereis saber a razão? É porque, deste modo, para destruirmos o rochedo sobre o qual fundou Deus a sua Igreja, não precisamos de vinagre corrosivo, pólvora, ou mesmo de nossos braços: teremos o dedinho do sucessor de Pedro envolvido na conspiração e este dedinho vale, em tal cruzada, todos os Urbanos II e S. Bernardos da Cristandade.

Não duvidamos chegar a este termo supremo de nossos esforços; mas quando e como? Ainda se não acha desembaraçada a incógnita. Sem embargo, como nada nos deve desviar do plano traçado e, pelo contrário, tudo deve concorrer para ele, como se o êxito feliz devesse coroar desde o dia de amanhã a obra apenas planejada, queremos nesta instrução que ficará secreta para os simples iniciados, dar aos prepostos da Alta Venda conselhos que eles deverão transmitir à universidade dos irmãos, sob a forma de doutrina ou memorandum. Importa principalmente, usando de certa discrição cujos motivos são palpáveis, nunca deixar pressentir que estes conselhos dimanam das ordens desta Venda. Manobra-se aí em demasia com o clero para que possamos a esta hora brincar com ele como com um desses pequenos soberanos ou príncipes que um sopro faz desaparecer.

Documento da Loja Maçônica Alta Venda apreendido pela Polícia dos Estados Pontifícios em 1846.

“Com este passaporte podemos conspirar à vontade”


Porque tantos maçons infiltrados na Igreja? Eles mesmos respondem:

O Papado exerceu sempre ação decisiva nos negócios da Itália. Pelo braço, voz, pena e coração dos seus numerosos Bispos, padres, frades, religiosos e fiéis de todos os países, o Papado tem sempre pessoas dedicadas para o martírio e para o entusiasmo. Em toda parte onde os chama, encontra amigos que morrem por ele ou de tudo se privam por sua causa. É uma imensa alavanca, cuja força só alguns papas avaliaram, empregando-a todavia com muita parcimônia. Não se trata hoje para isso de restabelecer esse poder, cujo prestígio momentaneamente se acha debilitado; o nosso fim principal é o de Voltaire e da Revolução Francesa: o aniquilamento perpétuo do catolicismo e até da idéia cristã, que, no caso de permanecer de pé sobre as ruínas de Roma, viria perpetuar-se mais adiante. Para atingir porém com mais certeza esse fim e não prepararmos com satisfação reveses, que adiam indefinidamente e comprometem no futuro o êxito de uma boa causa, não devemos escutar esses franceses vaidosos, nem os nebulosos alemães, nem os melancólicos ingleses, que julgam uns e outros matar o Catolicismo ora com uma canção obscena, ora com uma dedução ilógica, ora com um sarcasmo insolente, que passa como contrabando, como os algodões da Inglaterra. O Catolicismo tem vida mais tenaz do que isto. Viu inimigos mais implacáveis e terríveis e diverte-se em lançar água benta no túmulo dos mais furiosos. Deixemos, pois, nossos irmãos daqueles países entregar-se às intemperanças estéreis de seu zelo anticatólico: consintamos-lhes até que zombem das nossas Imagens de Nossa Senhora e da nossa aparente devoção. Com este passaporte podemos conspirar à vontade, e pouco a pouco chegar ao termo proposto.

Documento da Loja Maçônica Alta Venda apreendido pela Polícia dos Estados Pontifícios em 1846.

Papa maçom?


Para mostrar que não existe absolutamente nenhuma incompatibilidade entre a Igreja e a Maçonaria, as obras e os folhetos de propaganda maçônica virão indefectivelmente com este argumento: até Papas, bispos e padres entraram na Maçonaria! E citam os clássicos exemplos: Pio IX foi maçon (…)

Pio IX maçon? — Vejamos primeiramente a argumentação dos Filhos da Viúva. O maçon A. Cavalcanti de Albuquerque, em O que é a Maçonaria, Rio 1955, p. 37, escreve textualmente:

"Dentre os Papas, destacou-se pelo ódio anticristão contra a Maçonaria Pio IX. Mostrou-se rancoroso contra a Instituição, depois de papa. Pio IX chamava-se Giovanni’ Ferreti Mastai. Ele foi maçon, tendo pertencido ao quadro de obreiros da Loja Eterna Cadena, de Palermo (Itália). Sob o nº 13715 foi arquivada, em 1839 na Loja Fidelidade Germânica, do Oriente de Nuremberg, uma credencial de que foi portador o Irmão Giovanni Ferreti Mastai, devidamente autenticada, com selo da Loja Luce Perpétua, de Nápoles. Como Irmão, como maçon, Giovanni Ferreti Mastai foi recebido na Loja Fidelidade Germânica!"

O nome verdadeiro do Papa Pio IX era Giovanni Mastai-Ferretti e não Giovanni Ferreti Mastai. Toda a acusação provém da maliciosa confusão de nomes, afirmando-se que Ferreti Mastai, jovem de vida solta, conhecido em Roma pelos seus desvarios, era o mesmo conde Mastai-Ferreti, bispo de Imola e mais tarde Papa Pio IX.

Informa um autor que o primeiro que publicou esta infame balela foi Carlos Gasola, no Positivo de Roma, a 23 de Março de 1849; e na mesma folha retratou-se aos 18 de Junho de 1857. Por causa de tão torpe calúnia foi o Frondeur de Lyon condenado no tribunal, em 18 de Novembro de 1875, a requisitório do Sr. Lourens, advogado e delegado da insuspeita república francesa.

Outros contam a história de maneira diferente: Dizem que Pio IX foi recebido numa loja maçônica de Filadélfia e citam seus discursos aí proferidos e bom número de autógrafos arquivados na loja. Para tornar ainda mais verídica a história, chegaram a publicar a fotografia de Pio IX com insígnias maçônicas. Mas, desgraçadamente para o caso, Filadélfia está no mundo civilizado, onde se sabe ler e escrever. Averiguou-se que nem sequer existe naquela cidade uma loja com o nome dado; encontrou-se que nenhuma loja de Filadélfia havia recebido jamais a Giovanni Mastai-Ferretti; nenhuma loja foi capaz de apresentar nem discursos nem autógrafos, e isso pelo simples fato que Giovanni Mastai-Ferretti nunca esteve em Filadélfia. O próprio Grão Mestre do Oriente de Filadélfia desmentiu a ridícula invenção, como também o Monde Maçonique de Paris a desmentiu.

Retirado do livro “A Maçonaria no Brasil – orientação para católicos” do frei D. Boaventura Kloppenburg.

Jesus, ou “duas Mãos” e nova inculturação Evangelização


Do Deus lo Vult! De Jorge Ferraz

É de São Paulo aquela história de fazer-se judeu para os judeus, fraco com os fracos, «tudo para todos a fim de salvar a todos» (1Cor 9, 22b). Também foi o Apóstolo quem colocou o Deus Altíssimo nos altares dos pagãos dedicados “a um Deus Desconhecido” (At 17, 23), e a própria Virgem Imaculada Mãe de Deus, sendo judia, não Se incomodou em apresentar-Se ao mundo como uma negra ou uma índia. Na mesma esteira, os missionários que catequizaram o Brasil recém-descoberto não hesitaram em ensinar aos índios que o verdadeiro Tupã era o Deus de Israel.

Isto porque fazer-se entender é uma necessidade imperativa do Cristianismo, que precisa levar a Boa-Nova do Evangelho a todos os homens de todos os povos e culturas. Tal (chamemo-lo assim) empréstimo de elementos culturais, contudo, não pode ser confundido com irenismo ou sincretismo. Os antigos pagãos tanto entenderam que Nosso Senhor não era um deus pagão que não Lhe conferiram um lugar no Pantheon de Agrippa, e os nativos mexicanos tanto entenderam que a Virgem de Guadalupe não era uma divindade de seus antepassados que se fizeram todos católicos. A verdadeira inculturação significa ordenar uma cultura em torno a Cristo Rei do Universo, e não “relativizar” a Fé para adequá-la às crenças de não-católicos e nem muito menos pressupor que quaisquer manifestações religiosas são, de per si, outras formas (em princípio válidas) de se referir ao Deus Verdadeiro.

Neste sentido, algumas “inculturações” modernas (ou seja lá o nome que se lhes dê) são inúteis ou contraproducentes, quando não desrespeitosas e até mesmo blasfemas: poderíamos lembrar, p.ex., que na África não tem “missa afro” ou que até mesmo os usuários de drogas de São Paulo sabem ser errado chamar a Virgem Santíssima de Nossa Senhora do Crack. O objetivo da verdadeira inculturação não é “inventar” nada, e sim facilitar o encontro entre almas que não conhecem a Cristo e o Senhor que lhes está à porta e bate. É um meio, e não um fim. Deve mostrar (muitas vezes a partir dos ídolos) o Deus Verdadeiro que existe para além dos ídolos – ou, melhor ainda, do Qual os ídolos são meras caricaturas grosseiras -, e não transformar Deus num ídolo nem dizer que o ídolo é Deus. É na sua oportunidade e na sua fidelidade ao Deus Revelado que se encontra o discrímen entre a inculturação legítima e a traição ao Evangelho pura e simples.

À luz dessas considerações, qual a justificativa para estas representações de Nosso Senhor como “Hip-Hop” (2010) ou “Mano dos Manos” (2009)? Tal iconografia não raia a irreverência? Ela não se presta muito mais a provocar uma acomodação ao status quo do que a propiciar uma verdadeira conversão? Ela não supervaloriza os movimentos modernos, ao invés de apontar para o Deus que transcende a História?

Deus nos livre de algumas dessas idéias “geniais” destes que são (ou pensam ser, ou deveriam ser) expoentes da Nova Evangelização! Graças aos Céus, no entanto, em Roma os ventos sopram diferente. Para o Papa Bento XVI (in “Novos Evangelizadores para Nova Evangelização”, encontro recém-realizado no Vaticano), «o poder da Palavra não depende principalmente de nossa ação, dos nossos meios, do nosso “fazer”, mas de Deus, que esconde o seu poder sob os sinais da fraqueza, que se faz presente na brisa suave da manhã (cf. 1 Re 19, 12), que se revela no lenho da Cruz». Sim, Senhor, levantai-Vos e agi em favor do Vosso povo! Porque, ao que parece, são muitos os que estão empenhados em confundi-lo. Aparentemente, são muitos os que agem para afastar as almas de Vós.

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