A ditadura da pedagogia


Prof. Carlos Ramalhete

Publicado em 12/2/2008 no jornal Gazeta do Povo, Curitiba

Quem quer que já tenha sido submetido a aulas de pedagogia – por exemplo, em um curso de licenciatura – já conhece esta malsã concocção de marxismo aguado com psicologia rogeriana diluída em proporções homeopáticas, regada com farta dose de paulofreirianismo ao molho de Vygotsky mal-compreendido, com o resultado final modelado na fôrma de bolo de uma vaga versão dietética e politicamente correta do ideário de 1968, decorado com sucata de garrafas PET e polvilhado com um crocante vocabulário inane de "cidadania", "construtivismo", "mudança de paradigma", "transversalidade" e outros termos da moda, normalmente enunciado por senhoras com colares feitos com bolotas grandes. Não, não sei a origem dos colares, mas parece ser uma moda nos meios pedagógicos. Quem conhece sabe do que estou falando.

Na Grécia antiga, onde surgiu o termo, chamava-se "pedagogo" ao equivalente da época do atual motorista do ônibus escolar: pedagogo era o sujeito que levava as crianças ao preceptor, antepassado do nosso professor. Hoje, contudo, o pedagogo é o sujeito que tenta impedir o professor de exercer sua função e ensinar os alunos, cerceando sua atividade e submetendo-a aos ditames de uma visão distorcida do que é ensinar.

Reconhecer a necessidade de uma teoria do aprendizado não implica em esquecer que o propósito primeiro deste processo é aprender. No Brasil, contudo, esta atividade-meio

– o estudo do processo do aprendizado, uma forma de ajudar o professor a ensinar melhor – substituiu a atividade-fim do ensino, que é o aprendizado. O ensino está nas mãos dos pedagogos, não dos professores. Para que alguém seja professor é necessário que se submeta, no mínimo, a alguns semestres de imersão naquele estranho mundo em que garrafas PET formam um "resgate" ou uma "conscientização" rumo a "um novo paradigma". Dar aulas, nem pensar. Perceber o óbvio – ou seja, que o professor sabe mais que o aluno, e tem como função levar o aluno a saber algo que não sabia antes – tampouco.

Quando fiz minha primeira licenciatura, passei um semestre nas garras dos pedagogos. Sobrevivi. Quando fiz minha segunda, passei quatro semestres. Dizem que hoje seriam necessários oito semestres; não sei se é verdade, mas é pelo menos verossímil. Afinal, o que passa por pedagogia hoje em dia é tão distante da realidade de sala de aula, tão distante do processo real do ensino e aprendizagem, que é preciso um tempo enorme para conformar uma pessoa sensata àquela distorcida e bizarra visão de mundo.

Na prática, a entrega do sistema educacional aos pedagogos, como qualquer substituição de uma atividade-fim por uma atividade-meio, leva à decadência da atividade-fim. Imaginemos que, em um surto de loucura, o mesmo ocorresse em outra área. Bom, para que uma fábrica de automóveis funcione, é preciso que ela tenha um serviço de limpeza eficiente. Os faxineiros têm que saber, por exemplo, que não podem aspergir desengraxante nas engrenagens de uma máquina, que há peças pequenas que não podem ser jogadas fora, etc. Sem um bom serviço de limpeza, a fábrica acaba parando.

Do mesmo modo, sem que se tenha uma noção real de como se aprende, um professor não tem como ensinar; lembro-me de um professor que tive, que passava as aulas recitando um caderno com o texto que ele havia escrito. Na prova, cobrava apenas que completássemos as lacunas.

Lacunas aleatórias, a completar de modo preciso: quem escrevesse "mas"

no lugar de "porém" errava a questão; só passava quem decorasse inteirinho o tal caderno. Este sujeito precisaria de noções de pedagogia real.

Mas e se a fábrica decidisse que os faxineiros, com sua atividade-meio, coordenassem tudo, em detrimento da atividade-fim de produção? E se os faxineiros, com suas prioridades e interesses, fossem os gerentes da fábrica? Não sairia um só automóvel da linha de montagem, mas a fábrica estaria sempre limpinha, brilhante mesmo…

Pois bem, pedagogos dirigindo o ensino são como faxineiros tomando conta da fábrica de automóveis: ninguém aprende nada, mas que auto-estima têm os alunos!

Ao cabo dos doze ou treze anos que passam nos bancos escolares, a regra é os alunos saírem analfabetos funcionais, mas com uma auto-estima grande o suficiente para acharem que merecem prêmios por simplesmente existir e um compromisso pessoal com uma "mudança de paradigma"

– não que saibam qual era o anterior, ou sequer o que venha a ser um paradigma, mas aí já seria querer demais, não é mesmo?

Aprender palavras difíceis já pareceria demais com o temido ensino tradicional…

Martírio de Cristãos no Egito


Escolha a “barbárie moderada” quem quiser! Eu escolho o signo da Cruz! Ou: Cristãos estão sendo caçados no Egito sob o silêncio cúmplice dos bananas ocidentais

Cristãos durante ato de protesto, ontem, no Cairo, contra a morte de 25 pessoas (Amr Nabil/Associated Press )

Demorou, mas os bananas de pijama se manifestaram contra o massacre de 24 cristãos por forças de segurança do Egito, ainda que o tenham feito de um modo acovardado, pusilânime. Barack Obama, a mão invisível – e pouco me importa se voluntária ou não – que dá suporte ao extremismo islâmico que ganha terreno no Oriente Médio (incluindo o Norte da África), mandou seu porta-voz dizer algumas palavras regulamentares. Segundo Jay Carney, “o presidente está profundamente preocupado com a violência no Egito que levou à perda de vidas de manifestantes e de forças de segurança”. Mais: “Chegou a hora de todas as partes darem mostras de moderação para que os egípcios possam avançar juntos na elaboração de um Egito forte e unido”. Não me diga!

Chanceleres de governos europeus (Reino Unido, Espanha e Portugal) também expressaram a sua preocupação. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, que não chega a ser notável nem como o idiota rematado que é, também mobilizou seu porta-voz, Martin Nesirky: “O secretário-geral está profundamente triste pela perda de vidas no Cairo na noite passada. Ele convoca todos os egípcios a permanecer unidos e a preservar o espírito das mudanças históricas do início de 2011″.

Não houve um só banana, desse enorme cacho, com coragem moral para levantar a própria voz e condenar pessoalmente o massacre, como se fazia contra Muamar Kadafi e se faz hoje contra Bashar Al Assad, um tarado sanguinário, sim, mas que enfrenta uma guerra civil, a exemplo do tarado sanguinário já deposto, o de Trípoli. A questão é saber por que os tarados sanguinários do Egito merecem tratamento especial.

A verdade, já escrevi aqui, é que cadáveres cristãos rendem poucas perorações humanistas, embora seja o cristianismo a religião mais perseguida do mundo – a rigor, é a única cassada e caçada em vários cantos do planeta. Um cadáver cristão jamais atingirá a altitude moral de um cadáver palestino, por exemplo, porque lhe faltam as carpideiras da ideologia e do vitimismo profissional. Os cristãos não aprenderam, por exemplo, a divulgar mundo afora fotos de crianças perseguidos por seus algozes, um dos elementos obrigatórios da iconografia e do “martiriologia” palestinas. E, com isso, não estou negando que sofram. É que estou abordando aqui um aspecto da formação da opinião pública. Israelenses também são ruins nesse negócio de marketing do vitimismo. Cristãos e judeus parecem ficar bem só no papel de culpados, não é mesmo?

A cobertura que a imprensa tem dispensado ao massacre dos cristãos não é menos asquerosa. Mundo afora se fala em “violência sectária”. Como? “Violência sectária” de quem exatamente? Desde o início da chamada “revolução egípcia”, templos e casas dos cristãos têm sido incendiados, como se tem denunciado neste blog. Milícias muçulmanas os têm expulsado de suas aldeias. Trata-se de uma ação organizada, sistemática. Mas Obama manda dizer que todos devem dar provas de “moderação”. Vai ver, consoante com o símbolo que carregam e que se vê aí no alto, a moderação dos cristãos consiste na humilhação silenciosa. Sempre que alguém pede moderação à vítima, sinto no ar o cheiro da canalhice moral.

Está em curso no Egito uma “limpeza” religiosa, conduzida pela Irmandade Muçulmana, cuja “vocação democrática e pluralista” foi descoberta só por intelectuais ocidentais. E é o que vai acontecer na Síria se Assad, o carniceiro, cair. Escolha o seu carniceiro quem quiser. Eu escolho o signo que abre este post porque escolho a civilização. Não flerto com a barbárie moderada. Deixo isso para Obama e os demais bananas de pijama.

Os cristãos do mundo inteiro têm de se organizar para defender seus irmãos de fé. Até porque o cristianismo não tenta se impor como religião única em nenhum lugar do mundo. Assim, a defesa do cristianismo é uma das formas que assume a defesa da liberdade.

Por Reinaldo Azevedo

II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida: participe!

A verdadeira dança litúrgica


via Salvem a Liturgia! de Cleiton Robson

* David G. Bonagura Jr.

Trad. e Adapt. Cleiton Robson.

A simples menção de “dança litúrgica” chama a atenção para alguns dos piores abusos na Missa no Novus Ordo: Mulheres e meninas como um todo, têm ido à frente com os dons, com as danças tribais, na intenção de entreter o povo, durante as Missas da juventude; e tudo isso como tentativas de tornar a Liturgia “mais relevante” para os fiéis. A dança na Missa é uma falha, como o Cardeal Joseph Ratzinger explicou em “O Espírito da Liturgia”, porque é incompatível com o objetivo essencial da Liturgia do “Justo Sacrifício.”

Enquanto, a dança em si não pertence à Missa, mas é inteiramente adequado descrever esta última como uma dança: uma série sagrada de movimentos rítmicos e gestos, muitas vezes acompanhada por música, que visa "entreter", isto é, oferecer culto perfeito a Deus. Na verdade, quando a Missa é celebrada com solenidade e reverência adequada, tem, do começo ao fim, um ritmo interno e dinâmica própria, uma vez que ela marcha conforme os ditames da história da Igreja e da salvação. Com isso, pode-se afirmar que a ação sagrada da Missa é uma dança, por excelência.

Durante décadas os católicos que se inclinam para o culto litúrgico solene demandaram uma "reforma da reforma" – uma revisão da Missa no Novus Ordo, em conformidade com o seu rito latino antecessor. O Papa Bento XVI acentuou esta meta, utilizando-se de suas liturgias papais, em parte, como modelos para a celebração da Missa reverentemente. A solenidade destas liturgias não vem apenas dos parâmentos musicais bem ornados, mas a partir do ritmo interno que resulta da correta ars celebrandi da Missa. Assim como uma dança majestosa secular tem uma qualidade magnética que atrai espectadores em sua dinâmica interna, o ritmo sagrado da Missa atrai os fiéis, envolvendo a mente e o coração na participação plena, consciente e real.

A “dança litúrgica”, que é a celebração do sacrifício de Cristo de uma vez por todas, pode, como nas danças seculares, “atravessar” ou entrar em colapso totalmente, por incursões de fora ou falhas de dentro. Ambas ocorrem em muitas Missas no Novus Ordo, na maneira como elas são geralmente celebradas. Mas a falta de ritmo interno da Forma Ordinária não nasce somente de abusos: algumas das rubricas por si mesmas proibem uma verdadeira harmonia litúrgica, e com ela, solenidade.

Uma incursão externa, por exemplo, vem imediatamente antes do fim da Missa: logo que o fiel recebeu a Eucaristia, rezou em silêncio e juntou-se com a oração conclusiva dita pelo sacerdote, uma voz vinda do ambão, pede a todos para sentarem-se para alguns avisos breves (Instrução Geral do Missal Romano, nº 90). E isto, convidando os fiéis para o café, bingo, ou mesmo para a devoção das Quarenta Horas (N.T.: No Brasil, existe uma devoção análoga – mas que não suprime as ‘Quarenta Horas’ – chamada de “Cerco de Jericó”), quebrando assim, a dinâmica da Eucaristia, que é o clímax, e a conclusão da Missa.

A ação sagrada da Missa é uma dança, por excelência!

Restabelecer um caráter de solenidade torna-se impossível após esta invasão do profano no que é sagrado, na maior parte das finalizações. De maneira similar, as antífonas de entrada e da comunhão lidas "pelos fiéis, ou por algum deles, ou por um leitor" (IGMR nºs 48 e 87) perdem alguns dos seus efeitos quando precedidas por um anúncio espalhafatoso de data, número de página e volume do missal [ou ainda, da “liturgia diária”, do folheto].

Internamente, o ritmo do Novus Ordo sofre de silêncios impostos em lugares onde o silêncio se torna desagradável ao invés de propício à meditação, como no rito penitencial (IGMR 51) e o tempo depois da comunhão (IGMR 88), quando o silêncio faz parte da dinâmica de pedir perdão a Deus ou agradecê-lo pelo dom de Si mesmo. Mas os momentos de silêncio antes, durante e depois da Liturgia da Palavra (IGMR 56), embora bem intencionados, na verdade, interrompem a ação litúrgica; vários segundos de cabeça baixa dificilmente podem permitir a compreensão da leitura da Palavra de Deus. Durante a Liturgia da Palavra, há o problema adicional do movimento de leitores e cantores para o ambão. Nestes movimentos, falta o ritmo e o decoro de uma procissão do Evangelho, e sua falta de uniformidade tende a tornar a Liturgia artificial e não natural.

Todas estas práticas litúrgicas contêm um pouco mais de interrupções profanas e artificiais; todos existem para um propósito comum: eles são encaminhados para os fiéis e sua experiência com a Liturgia. Como tal, eles quebram o ritmo da Missa, porque desviam a ação sagrada de seu objeto próprio: Deus.

O que, então, pode ser feito para restaurar a harmonia da forma ordinária? Em sua carta de acompanhamento para o Summorum Pontificum, o Papa Bento XVI expressou sua esperança de que as duas formas do Rito Romano da Missa “enriquecer-se-iam mutuamente”. A Forma Extraordinária, seja em uma Missa baixa ou Missa solene, é o epítome da dança litúrgica: o seu movimento contínuo, o silêncio orgânico, e os gestos rubricizados para todos os participantes asseguram a solenidade dos movimentos da dança em sintonia com seu objetivo: adorar a Deus.

O profano não deve interromper esta Forma da Missa, que é absorvida e transformada em parte do rito sagrado em si. Se a Forma Ordinária seguir a sua irmã mais velha nas áreas acima, ela irá encontrar o seu ritmo restaurado e a solenidade descoberta.

A dança litúrgica adequadamente compreendida não é um abuso na Missa, mas a sua expressão mais alta e mais bonita. Quando cada movimento litúrgico e gesto são direcionados para adorar a Deus, a Missa se torna a dança mais solene e profunda deste lado do paraíso.

* David G. Bonagura Jr. é professor adjunto de Teologia no Seminário da Imaculada Conceição, em Huntington, NY.

Texto Original disponível AQUI.

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