Forças de descristianização


Blog do Padre Elílio

Na América Latina existe, sem dúvida, um movimento muito forte que visa a destruir as suas raízes cristãs, que ainda são muito vivas no coração do povo. Infelizmente, vivemos um processo de descristianização, que, ao que parece, está sendo muito bem arquitetado por adeptos de uma ideologia secularista e pós-modernista.

O secularismo se expressa pelo banimento de Deus e dos valores religiosos da vida social ou pública. Não se pergunta se tais valores estão em conformidade com a razão e com a dignidade humana. Simplesmente não se quer que as expressões da fé em Deus interfiram no âmbito da sociedade como tal. Assim, chega-se mesmo a proibir o uso de símbolos religiosos no âmbito público, como tem acontecido já em alguns países. O pós-modernismo se expressa pelo descrédito à verdade e pelo relativismo moral. Nesse sentido, a religião fica restrita ao âmbito do privado e entendida como simples escolha do gosto pessoal, sem nenhum vínculo com a verdade ou com o bem moral ou social.

Algumas estratégias usadas para descristianizar nossa América Latina:

a) Dar a crer que o povo fiel pode seguir a Jesus Cristo sem pertencer à Igreja; ora, se a Igreja se enfraquece, a fé aos poucos vai cedendo lugar aos modismos de cada época (um certo discurso dos evangélicos que apregoa Cristo sem religião muito contribui para isso);

b) Apagar da mente dos latino-amercanos a imagem de Jesus Cristo Deus e homem, para reduzi-lo a um simples homem, ainda que tomado como um grande vulto da história da humanidade;

c) Extirpar a noção mesma de Deus pela falsa ideologia do cientificismo (a ciência negaria Deus), do sociologismo (Deus seria apenas uma função social), do psicologismo (Deus seria apenas uma criação de nossas necessidades ou enfermidades psíquicas); e pelo banimento do nome de Deus da vida social (censura da manifestação pública da fé);

d) Enfraquecer a família tradicional, já que é nela que se forja a personalidade e se dão os primeiros passos no caminho da fé;

e) Exaltar a liberdade humana a ponto de dizer que o certo e o errado não existem objetivamente, mas resultam da escolha de cada um, o que leva ao relativismo moral, à disseminação galopante das drogas e à libertinagem sexual, como temos assistido…

Veja que não está fácil crer em Cristo hoje em dia, como, aliás, nunca o foi.

ENC: Constituição Pró-Vida da Hungria sob Ataque


Compartilho com todos vocês um importante informativo sobre a vida. Leiam abaixo:

Friday Fax
—30 de janeiro de 2012 | Vol 15, No 7 C-FAM FAǁ SUA ASSINATURA ARQUIVOS PESQUISA BLOG NA ONU CONTRIBUA

Caros Colega

A reportagem de Susan Yoshihara hoje trata da constituição muito pr󭶩da e pr󭦡mília da Hungria que está sendo atacada por forças esquerdistas nas instituiçeuropeias.

A reportagem de Timothy Herrmann trata do Uruguai, que acabou de mudar suas leis sobre aborto e como os Artigos de San Jos頦oram usados por aqueles que defendem a vida. Você poderá ver os Artigos de San Jos頥m www.sanjosearticles.org.

Divulgue a notícia.

Sinceramente,

Austin Ruse
Presidente

Hungria Desafia Críticos com Nova Lei em Defesa da Família

Dra. Susan Yoshihara

NOVA IORQUE, 27 de janeiro (C-FAM) Líderes húngaros aprovaram uma lei que protege a família tradicional, desafiando continuas críticas de que sua nova constituição restringiria o aborto e a homossexualidade.

A nova lei diz que a família, baseada no casamento de um homem e uma mulher cuja missão 頣umprida atrav鳠da criação de filhos, 頵ma comunidade autônoma… estabelecida antes do surgimento da lei e do Estado e que o Estado tem de respeitá-la como questão de sobrevivência nacional. A nova lei diz: A vida embrionária e fetal deverá ter garantido o direito à proteção e respeito desde o momento da concepção, e o Estado tem de incentivar circunstâncias favoráveis para o cuidado das crianças. A lei obriga os meios de comunicação a respeitar o casamento e a responsabilidade de criar e educar filhos e concede aos pais, em vez de ao Estado, a responsabilidade principal na proteção dos direitos da criança. A lei enumera as responsabilidades para os menores de idade, inclusive o respeito e o cuidado dos pais idosos. Leia mais

Senador Defende Artigos de San Jos項nquanto Uruguai Avança para Legalizar o Aborto

Timothy Herrmann

NOVA IORQUE, 27 de janeiro (C-FAM) Uma coalizão esquerdista dentro do Senado do Uruguai recentemente aprovou um projeto de lei que legalizará o aborto dentro do primeiro trimestre de gravidez. O projeto foi aprovado apertadamente por três votos, com dezessete senadores a favor da legalização e catorze contra. Em novembro passado, um projeto de lei semelhante foi derrotado por uma coalizão de conservadores que usaram os Artigos de San Jos頰ara defender o direito à vida e para refutar as afirmaçde que existe um direito internacional ao aborto. Leia mais

www.c-fam.org
Redator-chefe – Austin Ruse
Editora-geral – Wendy Wright
Vice-editora-geral – Lisa Correnti
Correspondentes – Dra. Susan Yoshihara, Ph.D. e Timothy Herrmann

FSSPX e Santa Sé: e agora?


Fratres in Unum.com de G. M. Ferretti

Por Alessandro Gnocchi e Mario Palmaro, Il Foglio, 27 de janeiro de 2012

Fonte: Rorate-Caeli | Tradução: Fratres in Unum.com

O acordo será feito ou não? O diálogo entre a Santa Sé e a Fraternidade de São Pio X [FSSPX / SSPX], fundada pelo Monsenhor Marcel Lefebvre, entrou em uma fase decisiva. O resultado deste diálogo é, acima de tudo, a grande preocupação do Papa Bento XVI, que o encorajou e nutriu pessoalmente; ele também é uma grande preocupação de todos os padres, religiosos e fiéis leigos que estão com a Fraternidade; ele é uma grande preocupação para grande parte do mundo católico que não faz parte da FSSPX, mas que está ao lado da Tradição. Por motivos diferentes, o catolicismo progressista e o mundo secular estão observando (a situação) com grande atenção e algum nervosismo.

Em outras palavras: a partida que está sendo disputada é importante e difícil, porém, um acordo não é impossível. Grande parte da resistência poderá desaparecer se considerarmos que ao discutir as questões canônicas, esta ocorre através de meios diplomáticos, também porque a resolução canônica da Fraternidade está em jogo. Neste caso estamos nos movendo em terreno misto onde é fundamental distinguir os níveis, o processo, que, objetivamente, nem sempre é fácil.

O caso prossegue em terreno instável. Se você puder compreender a desorientação de Roma com relação às hesitações da FSSPX, você também tem que compreender a perplexidade da Fraternidade quando ela reclama que Roma lhes pede algo que não foi pedido a ninguém, para que eles ostentem aquela categoria capciosa chamada “plena comunhão”.

Nesse ponto, nenhum dos dois lados pode esperar que o outro pague um preço impagável: por um lado, Roma não pode pedir que a Fraternidade São Pio X renegue a sua identidade; por outro, os lefebvristas não podem esperar que Roma perca o prestígio, com uma rendição incondicional e uma volta à forma no atual mundo católico como num conto de fadas, que objetivamente, é um acúmulo de muitas coisas contrastantes.

O sucesso das conversações exige uma conscientização que saiba como manter a fé e o realismo juntos. Por um lado, a visão sobrenatural: a crença de que a Igreja está em Roma (ela está em qualquer caso) apesar do fato de que ela está passando uma das mais graves crises em sua história; por outro lado, o caminho estreito do realismo, que objetiva dar à Fraternidade São Pio X a possibilidade de “ter a experiência da Tradição” de acordo com a fórmula que foi cunhada pelo próprio Mons. Marcel Lefebvre.

Mesmo que pareça fora de proporção, grande parte da responsabilidade reside com os sucessores de Lefebvre. Na história da Igreja a figura do anão que carrega o gigante em seus ombros é recorrente. É uma tarefa que, além do rigor moral e doutrinal, exige humildade e caridade, e o entendimento de que Roma é auxiliada pela permanência com Roma. Porém, a medida que o tempo passa, há um risco maior de pensar que existe somente uma alternativa entre dois (caminhos); a sirene que não convida a nenhuma resolução porque as condições na Igreja são muito sérias; e a sirene que convida à resolução sem discussão porque no final ‘tudo está bem’. No sentido mais profundo, nenhum dos caminhos se encaixa bem com uma instituição como a Fraternidade São Pio X, que nasceu em conseqüência da crise inquestionável que atingiu a Igreja após o Concílio Vaticano II.

Além das duas alternativas mencionadas acima, existe uma terceira alternativa e neste caso, ela é mais ou menos assim: a questão precisa ser resolvida tão logo possível precisamente porque a situação é grave, para o bem de toda a Igreja.

Nesse esforço, a Fraternidade São Pio X não pode ser deixada só com uma tamanha responsabilidade. O Papa Bento XVI é o avalista disso. Não se pode negar que esse Papa marcou o seu pontificado ao devolver a honra da Missa Gregoriana, revogando as excomunhões dos bispos da Fraternidade e iniciando as discussões doutrinais sobre questões polêmicas. Essas são todas as condições solicitadas pelos herdeiros de Mons. Lefebvre. Esse fato não pode ser ignorado pela FSSPX nem pelos negociadores que representam Roma. Os últimos estão muitíssimo cientes de que há mais catolicismo na comunidade lefebvrista (embora eles estejam em situação canônica irregular) do que em muitas comunidades regulares dentro do mundo católico. Chegou a hora de acabar com esse paradoxo, através de uma ação de boa vontade acompanhada de senso comum, de ambos os lados.

[Tradução para o inglês: Colaboradora Francesca Romana. Gnocchi e Palmaro, autores católicos
tradicionais, escreveram "
Report on Tradition – In conversation with the successor
of Monsignor Lefebvre
"]

Marcha pela Vida reuniu 400 mil pessoas em Washington e a imprensa cala. uma vez mais


WASHINGTON DC, 26 Jan. 12 (ACI/EWTN Noticias) .- 400.000 pessoas de todo o país se reuniram na segunda-feira 23 de janeiro em WashingtonDC na célebre Marcha pela Vida que a cada ano pede pelos não nascidos nos Estados Unidos. Como já é tradição os grandes meios de comunicação ignoraram o evento.

A reunião congregou a jovens, mulheres, homens e crianças de todo o país que durante várias horas suportaram intenso frio, neblina e até chuva enquanto percorriam as principais ruas da capital americana até a sede do Capitólio.

A marcha foi realizada um dia depois do aniversário número 39 da decisão judicial Roe V. Wade da Corte Suprema que legalizou o aborto nos Estados Unidos.

Os manifestantes se reuniram no National Mall para escutar as dissertações de deputados e líderes pró-vida.

O Presidente da Câmara de Representantes, John Boehner (Republicano-Ohio), afirmou aos manifestantes que "a vida e a liberdade" são dois princípios fundamentais que se entrelaçam para "formar o núcleo de nosso caráter nacional."

"Quando afirmamos a dignidade da vida, afirmamos nosso compromisso com a liberdade", disse. Quando não somos capazes de defender a vida, "a liberdade se vê diminuída."

Boehner –que tem 11 irmãos– pronunciou umas palavras de abertura na marcha, nas quais recordou que "a vida humana não é uma mercadoria política ou econômica", acrescentou que a defesa da vida "não é uma questão de partido" mas tema de princípios.

Por sua Marcha, o deputado Chris Smith (Republicano-Nova Jersey), explicou ante a multidão que a morte violenta de crianças inocentes "não é um valor americano".

Ele agradeceu aos presentes na marcha pela seu "abnegada luta pela oração, o jejum e as obras" para participar do que ele chamou "o maior movimento de direitos humanos na terra."

Imprensa em silêncio

Os cantos e gritos dos manifestantes se escutaram em toda o percurso mas foram ignorados por meios importantes como o jornal New York Times.

Kristen Walker, vice-presidenta da organização pró-vida New Wave Feminists, disse que há quem "queir faze-nos acreditar que quase meio milhão de pessoas tomando as ruas cada ano pelo aniversário da decisão Roe Vs. Wade não é de interesse jornalístico porque ocorre todos os anos".

Além disso, denunciou que há outros meios como o Washington Post que deram certa cobertura ao evento, mas reduzindo-o a um enfrentamento com os abortistas e alguns comentários em seus blogs online.

O Washington Post "manipulou um evento no qual centenas de milhares de americanos livres de todo o país se reuniram na capital de sua nação para fazer que sua voz seja ouvida, e o apresentou como um pequeno e feio confronto entre fanáticos".

Segundo Walker, a intenção da imprensa secular majoritariamente abortista é apresentar os pró-vida como "um grupo marginal de fanáticos" e desmoralizar os organizadores.

"Quase todos os canais, jornais e revistas são a voz a favor do aborto. Estamos em inferioridade numérica, mas não nos calaremos. A chave para ganhar a guerra da informação quando se trata do aborto está nos novos meios de comunicação" como as redes sociais.

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Dom Gómez preside Missa por 54 milhões de bebês mortos pelo aborto nos EUA


LOS ANGELES, 25 Jan. 12 (ACI/EWTN Noticias) .- O Arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos), presidiu uma Missa de réquiem pelos mais de 53 milhões de bebês abortados nesse país desde que a Corte Suprema legalizou o aborto com a sentença Roe vs Wade em 1973.

Em sua homilia na Catedral de Nossa Senhora de Los Angeles no sábado 21 de janeiro, o Arcebispo assinalou que "não podemos jamais deixar de fazer que o mundo saiba a verdade" já que a humanidade das pessoas não é uma "verdade religiosa ou católica" e sim uma "verdade da biologia e da ciência".

O Prelado criticou a sentença da Corte Suprema que em 1973 deu ao estado a potestade de reger os direitos das pessoas.

As palavras do Arcebispo foram pronunciadas um dia depois de que a administração Obama anunciasse que não ampliará a isenção para os grupos religiosos que se opõem ao pagamento de planos de seguro médico para seus empregados que incluem esterilização e anticoncepcionais, inclusive os de efeito abortivo.

Dom José Gómez se referiu ao Evangelho do dia, que narra a fuga ao Egito da Sagrada Família para evitar que o Menino Jesus fosse assassinado logo que o rei Herodes ordenou acabar com todos os pequenos varões com menos de dois anos.

O Arcebispo alentou a rezar aos Santos Inocentes pelo estado da Califórnia e pelos Estados Unidos, e advertiu que ainda "existem Herodes" que aceitam e promovem a injustiça do aborto.

"O rei Herodes é um símbolo de todos os governantes e todas as forças de nosso mundo que temem e estão ciumentos de Deus… representa todos os que querem expulsar Deus do mundo e erradicá-lo da memória da sociedade", disse o Prelado.

O amparo da vida humana, precisou logo, "é vital para a civilização porque em uma criança e na família vemos o amor de Deus".

Deste modo exortou os presentes a serem "guardiões do direito à vida" como São José quando respondeu à voz de Deus que lhe pediu partir para o Egito.

"Precisamos dizer ao mundo as boas notícias deste Menino, que o Filho de Deus se fez carne no seio de Maria e que cada filho de uma mãe pode ser o filho de Deus", concluiu.

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Cadê os confissionários?


Confessionários – uma treliça, pelamordideus!

Por A Catequista

Confessar os pecados é uma prova de amor a Cristo. Só o amor (ok, e talvez
uma pitada de medinho do Inferno) faz com que alguém exponha as suas piores
debilidades a outra pessoa, muitas vezes a um estranho. Se o pecador tem um
mínimo de vergonha na cara, confessar-se já é em si uma penitência.

confessionario_homer_simpsonQuando atrelou o perdão dos pecados à confissão
dos mesmos aos seus Apóstolos (Jo 20:23), Jesus determinou que um gesto
concreto de arrependimento deveria ser realizado. Pedir perdão ao Deus
“escondido” e impessoal é muito fácil; mas declarar as faltas a outra pessoa
é agulhada na nossa prepotência.

Eu confesso: tenho vergonha de me confessar. Já deixei de pecar muitas
vezes, só pra não ter que me confessar depois! Não estou bem certa, mas algo
me diz que eu não sou a única pecadora acanhada da paróquia. Quanto a isso,
já ouvi algo do tipo: “Ah, mas na hora de pecar não teve vergonha de Deus,
que estava vendo!”. Tudo bem, Ele sempre me vê, mas o oposto não ocorre;
lamentavelmente, nem sempre eu me dou conta da Sua doce Presença.

Ainda bem que tenho óleo de peroba aqui em casa: passo na minha cara-de-pau
e saio pra me confessar, sempre que necessário. Mas imagino que a vergonha
possa frear a intenção de muitas pessoas em buscar o perdão de Deus,
desestimulando a sua ida ao confessionário. Estas pessoas estão erradas?
Sim, é claro. Por outro lado, o ambiente em que a maioria dos confessores se
propõe a confessar não é convidativo.

Atualmente, quase todas as paróquias dispõem de “salas de atendimento dos
sacerdotes” ou algo do tipo. Você tem que ficar cara a cara com o padre, e
não conta mais com aquela tão conveniente treliça, que vela o rosto dos
penitentes nos confessionários tradicionais. Complacente com os vexados de
plantão, o nosso inesquecível João Paulo II apresentou em 2002 o Motu
Proprio Misericordia Dei (clique aqui
<http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/motu_proprio/documents/hf_jp
-ii_motu-proprio_20020502_misericordia-dei_po.html> para ler), em que
determina que as sedes para as confissões devem estar munidas de uma “grade
fixa”. Ora, se o próprio Papa mandou, porque muitos bispos e párocos fazem
ouvido de mercador?

Nesse mesmo documento, o Papa condena “a tendência ao abandono da confissão
pessoal”, devido ao recurso abusivo à “absolvição geral” ou “comunitária”,
que só deveria ser aplicada em casos extremos. Taí um puxão de orelha nos
padres que não se dedicam a atender os fiéis em confissão, e perdoam os
pecados coletivamente (sem justificativa grave), dispensando a acusação
individual das faltas.disfarce

Quanto ao confessionário de treliça, se o grande JP II foi solenemente
ignorado pelo clero em geral, quem sou eu para ter a ilusão de que meus
anseios serão atendidos? Póbi di mim. Mas, pensando bem, não é nada que não
possa ser contornado com o nosso jeitinho brasileiro… Para resguardar o
anonimato durante as confissões, os homens poderão usar bigodes postiços; já
as mulheres poderão usar leque no verão e burca no inverno!

Nãaaaao, acho que não…

Mulheres líderes da sociedade medieval


Algo inédito e que nos dias de hoje ‒ tão democráticos ‒ jamais aconteceria:

No século XII, Robert d’Arbrissel, um dos maiores pregadores de todos os tempos resolveu fixar a multidão de seguidores seus na região de Fontevrault.

Para isso ele criou um convento feminino, um masculino e entre os dois uma Igreja que seria o único local aonde os monges e as monjas poderiam se encontrar.

Ora, este mosteiro duplo foi colocado sob a autoridade, não de um abade, mas de uma abadessa.

Esta, por vontade do fundador, devia ser viúva, tendo tido a experiência do casamento.

Mosteiro de Santa María la Real de las Huelgas, Burgos

Para completar, a primeira abadessa que presidiu os destinos da Ordem de Fontevrault, Petronila de Chemillé, tinha 22 anos.

(Um parêntesis: nos dias de hoje alguém imaginaria um acontecimento destes sequer ser considerado? Pois ele aconteceu na época em que os ignorantes costumam taxar como “Idade das trevas”).

No período feudal o lugar da mulher na Igreja apresentou algumas diferenças daquele ocupado pelo homem, mas este foi um lugar iminente, que simboliza, por outro lado, perfeitamente o culto, insigne também, prestado à Virgem Maria entre os santos.

E não é curioso como a época termine por uma figura de mulher ‒ Joana D’Arc, que seja dito de passagem, não poderia, jamais, nos séculos seguintes obter a audiência do rei, sendo ela mulher, plebéia e ignorante, conseguindo mesmo assim suscitar a confiança que conseguiu, afinal.

Pobre Joana D’Arc!

Luc Besson fez um filme de Santa Joana D’Arc digna dos melhores hospícios, completamente esquizofrênica e que confundia sua vingança pessoal com o que seria a voz de Deus. Sem comentários.

(Autor: Régine Pernoud, “Idade Média ‒ o que não nos ensinaram”).