Sé vacante


 

A Sé está vacante.

 

Portões fechados em Castel Gandolfo sinalizam o fim de um dos pontificados mais corajosos da Igreja. Abaixo imagens do interior e exterior destes portões.

Portão

Portão2

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É vacante

Íntegra da ultima audiência de S.S. Bento XVI: “Eu quero que todos sintam a alegria de ser cristão”


Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio!
Autoridades ilustres!
Queridos irmãos e irmãs!

Obrigado por ter vindo em grande número a esta minha última audiência geral.

Obrigado! Eu estou realmente tocado! E eu vejo a Igreja viva! E eu acho que nós também temos que agradecer ao Criador para o clima agradável que nos dá, mesmo agora no inverno.

Como o Apóstolo Paulo no texto bíblico que acabamos de ouvir, eu sinto no meu coração ter de agradecer especialmente a Deus que orienta e edifica a Igreja, que é a semeadora de sua Palavra e, portanto, alimenta a fé em seu povo. Neste momento, meu ânimo se alarga e abraça toda a Igreja em todo o mundo; e eu agradeço a Deus pela “notícia” de que neste ano de ministério petrino eu haver podido receber sobre a fé no Senhor Jesus Cristo, e o amor que circula realmente no corpo da Igreja que a faz viver no amor, e da esperança que se abre e se orienta para a plenitude da vida, em direção à pátria celeste.

Sinto que trago todos em oração, em um presente que é aquele de Deus, onde eu coleciono cada reunião, a cada viagem, a cada visita pastoral. Tudo e todos se reúnem em oração para confiá-los ao Senhor, porque temos pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual, e por que nos comportamos de maneira digna Dele e de Seu amor, frutificando em toda boa obra (cf. Col 1 0,9-10).

Neste momento, há uma grande confiança em mim, porque eu sei, todos nós sabemos, que a palavra da verdade do Evangelho é o poder da Igreja, que é a sua vida. O Evangelho purifica e renova, dá frutos, onde a comunidade de crentes ouve e recebe a graça de Deus na verdade e na caridade. Esta é a minha fé, esta é a minha alegria.

Quando, em 19 de abril de quase oito anos atrás, eu concordei em assumir o ministério petrino, tive a firme convicção de que sempre me acompanhou: esta certeza da vida da Igreja, a Palavra de Deus. Naquele momento, como já havia expresso outras vezes, as palavras que foram ditas em meu coração foram: Senhor, por que me pedes isso e que coisa me pedes? É um grande peso que me põe sobre os ombros, mas se Tu me pedes, a tua palavra lançarei as redes, confiante de que vais me guiar, mesmo com todas as minhas fraquezas. E oito anos depois, posso dizer que o Senhor me guiou, me estava próximo, eu podia sentir a sua presença todos os dias. Ela foi uma parte do caminho da Igreja, que teve momentos de alegria e luz, mas momentos também difíceis, eu me senti como São Pedro e os Apóstolos no barco no Mar da Galiléia, o Senhor nos deu muitos dias de sol e uma brisa leve, os dias em que a pesca é abundante, e havia também momentos em que a água era agitada e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas eu sempre soube que naquela barca está o Senhor e eu sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas dEle. E o Senhor não vai deixá-la afundar, é ele quem a conduz, certamente através dos homens que ele escolheu, porque ele queria. Esta foi e é uma certeza de que nada pode ofuscar. E é por isso que hoje meu coração está cheio de gratidão a Deus porque ele não sente falta de toda a Igreja e para mim o seu consolo, a sua luz, seu amor.

Estamos no Ano da Fé, o que eu queria para fortalecer a nossa própria fé em Deus, em um contexto que parece coloca-la mais e mais em um segundo plano. Eu gostaria de convidar a todos para renovar a firme confiança no Senhor, confiar como crianças nos braços de Deus, a certeza de que seu braço nos apoia e é o que nos permite caminhar todos os dias, mesmo na fadiga. Eu gostaria que todos se sintam amados por Deus, que deu o seu Filho por nós e nos mostrou seu amor sem limites. Eu quero que todos sintam a alegria de ser cristão. Em uma bela oração recitada diariamente no período da manhã se diz: “Eu te adoro, meu Deus, eu te amo com todo o meu coração. Agradeço-lhe por ter me criado, feito cristão”. Sim, estamos felizes pelo dom da fé; é a coisa mais preciosa, que ninguém pode tirar de nós! Agradecemos a Deus por isso todos os dias, com a oração e com uma vida cristã coerente. Deus nos ama, mas espera que nós o amamos!

Mas não é só Deus que eu quero agradecer neste momento. Um Papa não é só na liderança do barco de Pedro, mesmo que seja sua a principal responsabilidade. Não tenho estado nem nunca estive só na alegria e peso do ministério petrino; o Senhor me colocou ao lado de muitas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, me ajudaram e estiveram próximas. Primeiro de tudo vocês, queridos Irmãos Cardeais:  vossa sabedoria, vosso conselho, vossa amizade foram preciosos para mim; meus colaboradores, começando com meu Secretário de Estado que me acompanhou fielmente ao longo dos anos, a Secretaria de Estado e toda a Cúria Romana, bem como todos aqueles que, em diversas áreas, deram o seu serviço à Santa Sé: são muitas faces que não aparecem, permanecem na sombra, no silêncio, no seu trabalho diário, em um espírito de fé e humildade foram o meu apoio seguro e confiável. Um sentimento especial para a Igreja de Roma, a minha diocese! Não posso esquecer os Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, pessoas consagradas e todo o Povo de Deus nas visitas pastorais, nas reuniões, nas audiências, viagens, em que sempre recebi grande cuidado e afeto profundo; eu também amei todos e cada um, sem exceção, com a caridade pastoral, que é o coração de todo pastor, especialmente o Bispo de Roma, Sucessor do Apóstolo Pedro. Todos os dias eu trouxe cada um de vocês em oração, com o coração do pai.

Eu queria que meus cumprimentos e os meus agradecimentos chegasse a todos então: o coração de um Papa se estende a todo o mundo. E eu gostaria de expressar minha gratidão ao Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé, o que torna esta uma grande família de nações. Aqui eu também acho que de todos aqueles que trabalham para uma boa comunicação e agradeço-lhes por seu serviço importante.

Neste ponto, eu gostaria de agradecer de todo o meu coração a muitas pessoas ao redor do mundo, que nas últimas semanas me enviaram comoventes provas de amizade, atenção e oração. Sim, o Papa nunca está sozinho, agora eu pude experimentá-lo novamente de uma forma tão grande que toca o coração. O Papa pertence a todos e a tantas gente me sinto muito próximo a elas. É verdade que eu recebo cartas de grande parte do mundo – por parte dos chefes de Estado, líderes religiosos, representantes do mundo da cultura e assim por diante. Mas eu também recebo muitas cartas de pessoas comuns que escrevem para mim simplesmente a partir de seu coração e me fazem sentir seu afeto que nasce da nossa experiência com Jesus Cristo, na Igreja. Essas pessoas não me escrevem como se escreve a um príncipe ou a um importante que não conhecem. Eu escrevem como irmãos e irmãs, filhos e filhas, com o sentido de laços familiares muito afetuosos. Aqui você pode tocar com a mão o que é a Igreja – não uma organização, uma associação para os religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunidade de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que nos une a todos. Experimente a Igreja dessa forma e você quase pode tocá-la com as suas mãos o poder de sua verdade e seu amor, é uma fonte de alegria, um momento em que muitos falam de seu declínio. Vejamos como a Igreja está viva hoje!

Nos últimos meses, eu senti que a minha força diminuiu, e eu pedi a Deus fervorosamente em oração para que me iluminasse com a sua luz para me fazer tomar a decisão certa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja . Tomei este passo com plena consciência de sua gravidade e também inovação, mas com uma profunda paz de espírito. Amar a Igreja também significa ter a coragem de fazer escolhas difíceis, sofridas, tendo sempre diante o bem da Igreja e não a si mesmo.

Aqui permita-me para voltar mais uma vez a 19 de abril de 2005. A gravidade da decisão foi justamente no fato de que a partir daquele momento eu estava ocupado sempre e para sempre do Senhor. Sempre – quem assume o ministério petrino já não tem qualquer privacidade. Sempre e totalmente pertence a todos, a toda a Igreja. Sua vida é, por assim dizer, totalmente privada da esfera privada. Eu pude experimentar, e experimento precisamente agora, que um recebe a vida como Ele dá [tradução incerta]. Eu disse antes que muitas pessoas que amam o Senhor também amam o Sucessor de São Pedro e gostam dele, que o Papa tem verdadeiramente irmãos e irmãs, filhos e filhas de todo o mundo, e que ele se sente seguro no abraço de a comunhão, porque já não pertence a si mesmo, pertence a todos e todos pertencem a ele.

O “sempre” é também um “para sempre” – há um retorno para o privado. Minha decisão de renunciar ao exercício ativo do ministério, não o revoga. Não retorno a vida privada, a uma vida de viagens, reuniões, recepções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas estou em um novo modo  unido ao Senhor crucificado. Eu não uso mais do poder de Oficio para o governo da Igreja, mas no serviço da oração, por assim dizer, no pátio de São Pedro. São Bento, cujo nome porto de Papa, me será um grande exemplo disso. Ele nos mostrou o caminho para uma vida que, ativa ou passiva, pertence inteiramente à obra de Deus

Agradeço a todos e a cada um pelo respeito e compreensão com que têm recebido esta importante decisão. Vou continuar a acompanhar o caminho da Igreja, através da oração e da reflexão, com a dedicação ao Senhor e à sua esposa, que tentei viver até agora todos os dias e que quero viver para sempre. Eu peço que lembrem-se de mim diante de Deus, e acima de tudo rezem para os cardeais, que são chamados para uma tarefa tão importante, e pelo novo Sucessor de Pedro: o Senhor o acompanhe com a luz e a força do seu Espírito.

Invoco a materna intercessão de Maria, Mãe de Deus e da Igreja que acompanhe cada um de nós e toda a comunidade eclesial, para que nós, confiança profunda.

Queridos amigos! Deus guia Sua Igreja sempre, e especialmente em tempos difíceis. Nunca percamos esta visão de fé, que é a única visão verdadeira do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vocês, há sempre a certeza alegre que o Senhor está próximo, não nos abandona, perto de nós e nos envolve com seu amor. Obrigado!

___________

Logo após estas palavras, o Santo Padre fez sua saudação em diversas línguas.

Traduzido do original em italiano do site da Santa Sé.

Tradução não oficial e não autorizada feita por mim.

RCC: a guardiã dos carismas


“temos que ser os guardiões da chama para que ela permaneça sempre acesa”

RCC: a guardiã do castelo de grayskull

Ela tem o poder!

Não, não é a Santa Igreja Católica que recebeu do próprio Nosso Senhor Jesus Cristo o Espírito Santo Paráclito (Jo14, 26).

Não, não é o Santo Padre, sucessor de São Pedro a quem Nosso Senhor Jesus Cristo confiou as chaves da Igreja (Mt16, 19).

Não, não é nem um cardeal ou bispo, Sucessor dos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo (At1, 24-26).

É a velha pretensão da renovação carismática pseudocatólica de ser a guardiã e depositária dos carismas do Santo Espírito. Dela, da RCC, é que depende a permanência acessa da existência dos carismas. E sabe como eles chegaram a esta conclusão? Ora, através de algumas “moções proféticas reveladas pelo Senhor durante a última reunião do Conselho Nacional”. Isso mesmo senhores. Eles têm lá as “visage” deles, como se diz aqui no nordeste, e atribuem este negócio ao Senhor Jesus! Colocam palavras na boca de Nosso Senhor Jesus Cristo! Já não bastassem os grunhidos que se sabe lá quem põe na boquinha deles, pois o Espírito Santo com certeza não é, agora querem que Nosso Senhor Jesus Cristo reze na cartilhinha deles! “Foi o Senhor que disse”, “foi o Senhor que falou”, “o Senhor mandou fazer assim”, “o Senhor mandou fazer assado”… Essa é de lascar! Eu disse que “agora” querem fazer assim, apenas por força de expressão, mas é evidente que esta é uma prática velha da tal renovadora dos carismas.

Eu não preciso de uma renovadora: Cristo já fez nova todas as coisas (Ap21, 5).

Eu não preciso de uma guardiã dos carismas: Nosso Senhor Jesus Cristo nos deu a Sua Igreja (Mt16, 19).

Eu não preciso de “moções proféticas reveladas pelo Senhor”: Deus se revelou ao homem por completo desde a morte do ultimo Apóstolo (e revelações particulares só com aprovação da Igreja).

De onde estou tirando esta notícia? Pois é, andei dando uma olhada neste negócio aqui: http://www.rccbrasil.org.br/espiritualidade-e-formacao/index.php/artigos/896-palavras-profeticas-para-a-renovacao-carismatica-catolica-do-brasil

Não sei se D. Alberto estava presente no momento destas pseudorevelações, mas é triste que não oriente estes pobres coitados de que esta prática da RCC já há muito foi desencorajada pela, quem diria!, própria CNBB.

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Acenda uma vela virtual pelo Conclave


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2109_esq__teaser2.jpg Cada nova eleição do Sumo Pontífice é um momento de extrema delicadeza para a Santa Igreja.

Você, eu e todos os católicos verdadeiros devemos nos reunir nessa hora para rezar.

Peçamos ao Espírito Santo que assista aos Cardeais eleitores para que seja escolhido o mais apto entre eles para enfrentar os duros embates que a Igreja terá em nossos dias.

Como sabemos:

– Diversos movimentos fazem pressão constante para aprovar barbáries como a eutanásia, o aborto, o “casamento homossexual” entre outros absurdos;

– Em diversos lugares do mundo atacam católicos, impedindo- os de professar sua Fé. Alguns inclusive são condenados a pena de morte!

A situação é grave!

E, como vimos no último dia 11 de fevereiro (dia de Nossa Senhora de Lourdes), o Papa Bento VXI anunciou sua renúncia ao Papado, temendo não ter a saúde e as forças necessárias para levar seu Pontificado adiante.

Mas você e eu podemos rezar juntos a Nossa Senhora de Fátima, pedindo que Ela nos mande um Papa de Fátima. Um Papa que prime pela devoção a Ela e pregue a sua Mensagem.

É por isso que peço que você Acenda Agora uma Vela Virtual pelo novo Papa no Oratório da Medalha Milagrosa.

Ao acender sua vela:

– Você pedirá ao Espírito Santo que ilumine e assista aos Cardeais que elegerão o novo Pontífice nos próximos dias.

– Também fará uma súplica para que o novo Papa seja um bravo combatente contra os inimigos da Igreja Católica – que querem incentivar atrocidades como aborto, eutanásia e o chamado “casamento” entre homossexuais – e um propagador dos apelos feitos por Nossa Senhora de Fátima.

– Além disso, assim que acender sua Vela, seu nome será incluído nas Missas e Orações que a Comunidade do Oratório da Medalha Milagrosa rezará semanalmente, até a eleição do novo Papa.

Não deixe de acender sua Vela agora mesmo.

Basta acessar aqui.

Esse período pelo qual estamos passando nos faz lembrar os anúncios feitos por Nossa Senhora de Fátima, sobre os ataques à Santa Igreja e todo o sofrimento que o Papa deveria enfrentar.

Ela disse:

“Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá, de que vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome, e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre”.

Estaremos entrando nos terríveis dias previstos por Nossa Senhora de Fátima?

Com que forças contará o futuro Papa para combater a decadência moral de nossos dias, defender a Lei de Deus e a doutrina católica?

E a nós católicos? O que nos aguarda?

É por esses motivos que, nessa hora de extrema gravidade, peço a você que reze a Nossa Senhora de Fátima.

Acenda agora sua Vela Virtual pelo Novo Papa

Encaminhe esse email a toda a sua lista de amigos.

Vamos nos unir em oração, pedindo por dias melhores a todos nós católicos e a Santa Igreja.

Certamente, Nossa Senhora de Fátima não deixará de nos ouvir.

Em Jesus e Maria,

Associação Devotos de Fátima
www.adf.org.br

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Monarquia: o melhor governo


«Para S. Tomás, como para Aristóteles, há três formas de sociedade possíveis:
a) Monarquia;
b) Aristocracia;
c) Democracia.
A cada uma destas três formas correspondem três outras formas que são a sua corrupção:
a) Tirania, corrupção da Monarquia;
b) Oligarquia, corrupção da Aristocracia;
c) Demagogia, corrupção da Democracia.
A Monarquia é o governo dum povo por um só, e a Tirania é a opressão de todo o Povo. A Aristocracia é a administração do povo por um grupo de homens virtuosos, e a Oligarquia é a opressão de todo o povo ou de uma parte, por um grupo. A Democracia é o governo do Estado por uma classe numerosa, e a Demagogia é a opressão duma classe social por outra como por exemplo quando a plebe, abusando da sua superioridade numérica, oprime os ricos; é a Tirania da multidão. Qual das três formas de governo é a melhor, isto é, a mais justa?
Há sempre perigo, esclarece o Doutor Angélico, ou em renunciar à melhor forma de governo, que é a Monarquia, pelo receio da Tirania, ou, pelo temor da renúncia, em adotar o governo monárquico, correndo-se o risco de o ver degenerar em tirania. A corrupção do melhor é sempre o pior. Então, que devemos fazer: contentar-se a gente com o não estar muito bem pelo medo de ficar muito mal, ou aspirar ao melhor sem pensar no pior? A resposta só pode ser dada, depois de sabermos as razões por que a Monarquia é o melhor dos governos.
Antes de mais nada, vejamos: qual é mais vantajoso para uma cidade ou para uma província: o governo de um ou o governo de muitos? Para se responder a isto, temos que fixar qual seja o fim que deve propor-se qualquer governo. Ora a intenção de quem exerce a função governativa deve ser garantir a salvação daqueles sobre quem tem domínio. Mas em que consiste o bem e a salvação da sociedade política? Na paz, – sem a qual a vida social perde toda a razão de ser. Logo todo aquele que governa um povo deve, antes de mais nada, garantir-lhe a unidade na paz, isto é, na ordem. Logo, um regime será tanto mais útil, quanto mais eficaz for na sua missão de garantir a unidade do povo na paz. É evidente que o que é um só é mais capaz de realizar a unidade do que muitos, – como as fontes de calor mais poderosas são os objetos quentes por si mesmos. Logo, o governo dum só é mais útil ao povo de que o governo de muitos. Além disso, tudo quanto se passa naturalmente passa-se bem, porque a natureza faz sempre o que é melhor.
Ora o modo comum, na natureza, é o governo dum só. No corpo humano, há um órgão que move todos os outros: o coração. Na alma, há uma parte que preside às outras: a razão. As abelhas têm uma rainha, e no universo inteiro, só há um Deus que criou todas as coisas e as governa. Se uma pluralidade deriva sempre duma unidade, e se os produtos da arte são tanto mais perfeitos quanto mais se parecem com as obras da natureza, – o melhor governo para um povo consiste necessariamente no governo de um só. E a experiência o confirma: as províncias ou as cidades governadas por muitos sofrem dissensões, e são perturbadas pela falta de paz. Foi por isso que o Senhor prometeu, ao seu povo, como dom magnífico, dar-lhe um só chefe, e colocar um só príncipe no seu seio. E o perigo da Tirania? Consideremo-lo.
A Tirania não é o perigo exclusivo da Monarquia: a Oligarquia e a Demagogia são tiranias também, e que por serem as dum grupo ou duma classe, não são sempre menos pesadas. Se dizemos que a tirania dum só, corrupção do melhor, é a pior tirania, é na suposição de que ela fosse absoluta. Mas esta tirania absoluta é rara; a maior parte das vezes, limita-se a exercer-se sobre algumas famílias, ou sobre uma classe mais ou menos numerosa de cidadãos. Pelo contrário, quando se trata da tirania de muitos, o mal reside no próprio governo e atinge o País inteiro. Se acrescentarmos que o governo de muitos gera mais freqüentemente tiranias do que o governo dum só em virtude das rivalidades dos chefes que os atiram uns contra os outros, para se eliminarem em proveito dum, conclui-se que é a Monarquia que apresenta menos perigos.
Dois males, temos que escolher um – o menor. Ora dum lado, vemos o governo melhor, pouco arriscado a cair no pior; doutro lado, vemos governos menos bons, muito arriscados a cair em tiranias, das quais a menor afetaria já a boa ordem de todo o Estado. Se, portanto, a única razão de nos privarmos do melhor regime é o receio da tirania, e se a tirania mais a temer é a dos regimes menos bons, não fica razão alguma para que não escolhamos o melhor governo: o governo dum só. Se apesar de tudo, o Rei se revelar tirano, devemos suportá-lo tanto quanto pudermos, porque muitas vezes, só se muda dum mau tirano para um pior. Mas nunca se deve recorrer à violência e ao assassinato, e deve-se procurar, pelas vias legais, obter do tirano que ele se demita, porque o povo que escolhe os reis tem sempre o poder de destituir os tiranos indignos da sua missão.
Tal a doutrina política de S. Tomás de Aquino que temos muito prazer em oferecer, resumidamente, àqueles que pelo seu conhecimento se interessaram.»
(Alfredo Pimenta, Nas Vésperas do Estado Novo)

O ultimo bonde para a FSSPX


POR ANDREA TORNIELLI – do Vatican Insider | Tradução §|Olhar Católico|§

Uma carta do Arcebispo Müller convida a sociedade a responder positivamente até 22 de fevereiro, a festa da Cátedra de São Pedro
O PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

O PREFEITO DA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

CIDADE DO VATICANO – Último ato e última tentativa para os seguidores de D. Lefebvre. A Santa Sé pede a FSSPX para aceitar o acordo proposto por Roma [e responder] em 22 de fevereiro, festa da Cátedra de São Pedro, e, portanto, antes da demissão de Bento XVI entrar em vigor.

Depois da carta “pessoal”, e muito espiritual, enviada em dezembro passado para aos lefebvrianos pelo arcebispo americano D. Augustine Di Noia, uma nova carta datada de 08 de janeiro chegou ao superior da Fraternidade, Dom Bernard Fellay. Não se sabe ao certo se foi apresentado como um verdadeiro “ultimato”, mas certamente o documento – assinado por Dom Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei” – coloca pela primeira vez um prazo aos lefebvrianos. Que sob a luz da clamorosa renúncia de Bento XVI acaba por assumir uma dramaticidade particular.

A existência da carta foi confirmada pelo abade Claude Barthe, intérprete cuidadoso das relações entre Roma e o tradicionalismo, em uma entrevista ao “Présent” no dia 16 de fevereiro: “Todo mundo já sabe que a Comissão Ecclesia Dei enviou uma carta ao bispo Fellay em 08 de janeiro e espera uma resposta dele em 22 de fevereiro, a festa da Cátedra de São Pedro”. Neste dia, 22 de fevereiro, pode ser datado a criação da Prelazia de São Pio X. Isto representaria a verdadeira conclusão do pontificado de Bento XVI: a reabilitação do Arcebispo Lefebvre. Pode-se imaginar o barulho do trovão e também, indiretamente, o peso da influência deste no evento de Março, ou seja, o conclave.

De acordo com o Abbé Barthe, os esquemas não seriam assim tão fechado. Embora pareça objetivamente improvável que os lefebvrianos aceitem assinar o “preâmbulo doutrinal” que a Santa Sé deu a eles em junho passado. De acordo com o jornal católico francês “La Croix”, em caso de silêncio no prazo de 22 de fevereiro, Roma reserva-se o direito de aplicar a cada um dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, com um apelo direto, sem passar pelo seu superior Fellay. Convidando-os a voltar a entrar individualmente em comunhão com Roma. As primeiras reações do clero lefebvriano, no entanto, parecem bastante unidas e alinhadas com a de seu superior.

Como se sabe, em junho passado, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal William Levada, entregou nas mãos de Fellay a mais recente versão do preâmbulo doutrinal acompanhado pela proposta de um acordo canônico, que pretendia transformar a Sociedade de São Pio X em uma Prelatura pessoal.

Nesse documento se pedia aos lefebvrianos que reconhecessem que o Magistério é o intérprete autêntico da Tradição, que o Concílio Vaticano II está de acordo com a Tradição, e que o desenvolvimento da reforma litúrgica pós-conciliar promulgado pelo Papa Paulo VI não foi apenas válido, mas também lícita. Estas condições foram discutidas pelo Capítulo Geral da Sociedade, em julho de 2012, mas nenhuma resposta veio a Roma. Declarações e entrevistas do líder dos lefebvrianos , no entanto, deu a entender que era difícil de aceitar as condições.

A renúncia do Papa levará a uma aceleração dos tempos? Difícil dizer. Certamente uma situação tão favorável, com um Papa tão bem preparado, vai ser difícil se repetir no futuro. E, em caso de recusa à Santa Sé, neste caso, o novo Papa terá que decidir o que fazer.

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§|Olhar Católico|§

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Vida, dom de Deus

Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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