Diga sim a vida


Assista e repasse este vídeo, por favor, a quantos puderem

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11 Respostas to “Diga sim a vida”

  1. Renan Says:

    NAZISTAS, COMUNISTAS E FASCISTAS TÊEM A MESMA IDEOLOGIA BÁSICA!ATENTAM CONTRA TUDO QUE É DEUS!
    SABER QUE FORÇAS OCULTAS OS MOVEM NÃO É DIFÍCIL…
    HÁ PERFEITO LIAME ENTRE OS TREIS E O SATANISMO!
    Sabemos que onde adentra o comunismo – o nazismo-fascismo estão sintetizados no comunismo – instalam-se a perseguição religiosa, opressão, alienação, miseria, destruição e morte, como Albania, Cuba, Coreia do Norte etc., via corrupção e totalitarismo dos satano-comunistas e mafiosos do poder, e o resto são seres idiotizados pelo regime.
    Idem, os satano-comunistas odeiam-se entre si, vivem aos trancos uns com os outros, abocanham-se se ferozmente entre si pela hegemonia interna – os expurgos – e mesmo externamente, e apenas os mais truculentos prevalecem e se sobrepõem sobre os outros.
    Antes de mais nada, ODEIAM A DEUS E SUAS LEIS!
    LOGO: SÃO SATANISTAS!
    Enquadrando-se perfeitamente o PT, compartilha suas ações com seus membros e eleitores; vejam algumas das muitas frases repulsivas a Deus por causa de sua supremacia, detestado e odiado por Marx, o mentor absoluto dos partidos comunistas – inclui-se a TL – que perseguem todas as religiões e de forma particular a Igreja Católica; reparem alguns dos blefes de Marx:
    “Desejo vingar-me d’Aquele que governa lá em cima”!
    Outra: “Vamos expulsar os capitalistas da terra e Deus do céu”!
    Em 1871 na revolta na França:
    “Nosso inimigo é Deus; nosso odio a Deus é o principio da sabedoria!
    Marx em mais um de seus acessos coléricos se imaginando como um deus:
    “Com desdém lançarei meu desafio bem na face do mundo; então vagarei semelhante a um deus, vitorioso, pelas ruínas do mundo e dando à minhas palavras força dinâmica, sentir-me-ei igual ao Criador”..
    Há um detalhe contrapondo-se aos comuno-satanistas acima e os que os apoiam, como os eleitores:
    Is 14, 13-15: “Que dizias no teu coração: subirei ao céu, estabelecerei o meu trono acima dos astros de Deus, sentar-me-ei sobre o monte da aliança, aos lados do aquilão. Sobrepujarei a altura das nuvens. E contudo foste precipitado no inferno.
    Não é que se enquadra bem isso aos comunistas adoradores do falso deus Marx e sua doutrina, como aos eleitores do PT, a outro falso ídolo o Chávez agora do lado de lá e de suas niilistas ideologias?
    Que podemos esperar de pessoas satanistas para governarem católicos(?) que os elegem?
    De como esses se explicarão do lado de lá para se justificarem em tais estranhas alianças a satanistas?

  2. João Paulo da Silva Says:

    Incoerente este post já que Hitler era um católico exemplar, contra o aborto e frequentava igreja.
    Isso sem contar que o Holocausto foi aopoiado de certa forma pelo papa da época.

    • Moisés Gomes Says:

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Você é um piadista João Paulo.

      • João Paulo da Silva Says:

        Não, sou estudante de História.
        Hitler é famoso por posições radicais contra aborto, ser vegetariano convicto e , o principal, ser católico praticante. Fico cada vez mais feliz de ser ateu.

      • Moisés Gomes Says:

        Está estudando muito mal. kkkkkkk

  3. João Paulo da Silva Says:

    É típico a negação dos fatos continue praticando.
    É sabido também que o papa Bento XVI era da juventude hitlerista e membro da SS. Poucos sabem, mas esses organismos nazistas funcionavam feito seitas iniciáticas e, para subir para certos postos e obter certas patentes, como no caso do ex papa, era necessário ter matado um ser humano.
    Deve ser mentira isso também, que na época foi amplamente comentado. Não adianta a negação da sua parte, a Igreja sempre foi anti sionista e ainda o é. Mas óbvio que eu devo ter inventado tudo e tudo que existe na net a este respeito uma miragem acadêmica da propaganda ateísta.

    • Moisés Gomes Says:

      Fatos! Boa idéia João Paulo, vamos aos fatos! Como não havia pensado nisso antes!? Vamos lá então, começando pelo fim:
      De fato o Papa Bento XVI foi membro da juventude hitlerista e ele mesmo afirma em um livro entrevista, “O sal da Terra” (Ed. Imago, 1997) o seguinte:

      “De início não pertencíamos. Contudo, com a introdução, em 1941, da juventude Hitlerista obrigatória, meu irmão tornou-se membro de acordo com essa norma. Eu ainda era muito novo [14 anos], mas mais tarde fui inscrito na juventude Hitlerista quando estava no seminário. Assim que saí do seminário, nunca mais fui lá. E isso era difícil porque a redução da mensalidade, de que eu realmente precisava, estava ligada à comprovação de frequência à juventude Hitlerista. Mas, graças a Deus, tive um professor de Matemática muito compreensivo. Ele próprio era nazista, mas um homem consciencioso, que me disse “Vai lá uma vez para resolvermos isso…” Quando viu que eu realmente não queria ir, disse: “Entendo, eu dou um jeito nisso”, e assim pude ficar de fora (p. 44).

      Note que tal inscrição era obrigatória e que o mesmo sequer chegou a frequentá-la. Você certamente tem carteira de reservista, pois seu alistamento é obrigatório, e nem por isso pode ser considerado um militar combatente do exército. Agora você afirmar gratuitamente e sem nem um embasamento que o papa emérito buscava postos e patentes através de assassinatos é uma tremenda de uma afirmação temerária, no mínimo, indigna de um estudante de história, que aliás tenta dar alguma autoridade a isto (ser estudante de história).
      Vamos ao outro fato? A Igreja é anti-sionista. Mais uma afirmação infundada, ou talvez fundamentada em seu “estudantismo histórico” que lhe dá toda autoridade para reescrever a história negando os fatos ou até mesmo uma simples pesquisa de fontes, que você faz. E já que estamos falando de nazismo e judeus, por que não citar um historiador judeu? Ele não é estudante como você, mas espero que um dia este judeu chegue aos seus pés. Ele é David G. Dalin. Em artigo publicado no diário italiano L’Awenire intitulado “Eu, judeu por Pio XII” ele afirma que “Qualquer leitura honesta e completa das fontes demonstra que o Pontífice foi um tenaz crítico do nazismo” e acrescenta que “estranhamente todos aqueles que o caluniam são ex-sacerdotes ou cristãos afastados da Igreja, mas novos documentos provam que o Führer desconfiava da Santa Sé precisamente porque escondia os rabinos”. Mas não, a Igreja é, segundo o grande estudante de história e futuro maior historiador do mundo!, um instituição anti-sionista. Sempre foi!
      Ah… Saindo do nazismo, vamos para outra época? Remontemos ao século XIII, esta negra e obscura época da história em que a Igreja malvada perseguia e matava os judeus por ser, segundo o grande historiador João Paulo da Silva (provavelmente parente de Luiz Inácio Lula da Silva, o grande!), anti-sionista. Mais precisamente ao dia 7 de Outubro de 1272, dia em que o Papa Beato Gregório X lavrou o Decreto de proteção papal aos judeus:

      Por mais que não seja permitido aos judeus, em suas assembléias, presunçosamente, assumirem para si mais do que lhes é permitido por lei, ainda assim eles não devem sofrer nenhuma desvantagem nesses [privilégios] que lhes foram garantidos . Embora eles prefiram persistir em sua intransigência a reconhecer a palavra de seus profetas e os mistérios das Escrituras, e, dessa maneira, chegarem ao conhecimento da Fé Cristã, e da salvação; contudo, porquanto eles fizeram um apelo à nossa proteção e ajuda, nós, portanto, admitimos tal petição e lhes oferecemos o escudo da nossa proteção pela clemência da piedade Cristã. Agindo de tal forma, nós seguimos os passos de nossos predecessores de abençoada memória, os papas de Roma – Calixto, Eugênio, Alexandre, Clemente, Inocêncio, e Honório.

      Além disso, nós decretamos que nenhum Cristão deve compelir a eles ou qualquer um do grupo deles ao batismo, sem o desejo. Mas, se algum deles, por convicção, se refugiar entre os Cristãos, por sua própria vontade, após manifestar sua intenção, ele deverá ser feito Cristão sem nenhuma intriga. Porque, de fato, não se pode considerar que tenha a Fé Cristã, aquela pessoa que tenha se tornado Cristão coagido, sem vontade própria, nem desejo (Papa Gregório X – “Decreto de proteção papal aos judeus”
      MONTFORT Associação Cultural http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=decretos&artigo=papa-protege-judeus&lang=bra
      Online, 30/04/2013 às 16:51h)

      Quer mais alguma resposta acadêmica senhor João Paulo da Silva? Então para não deixar sem respostas seus impropérios dos primeiros comentários que levei na esportiva, sugiro a leitura deste post aqui.

      • João Paulo da Silva Says:

        Que o Papa Bento XVI afirma ter pertencido à juventude Hitlerista é fato e não haveria como negar tal coisa. Eu sinceramente duvido que ele não tenha freqüentado a associação. Vai ver fizeram uma exceção a ele. Justo o Hitler que era tão bom e compreensivo.

        Quanto ao fato de ser obrigatório o ingresso à tal entidade, não sei se reflete bem a verdade. É preciso entender que no contexto da Segunda Guerra, ou melhor, quando o Partido Nazista entrou no poder, Hitler encontrou uma Alemanha destruída pela I Guerra e economicamente frágil com índices de desemprego e inflação altíssimos. Aproveitou este contexto muito bem (não o exalto, apenas saliento suas habilidades políticas) e tornou-se “Deus” na Alemanha.

        Tornou-se o Pai e Salvador do povo alemão. Procure no Youtube um dos diversos discursos de Hitler e veja milhares de pessoas na platéia hipnotizadas enquanto ele falava. É impressionante o que o poder de sugestão dele foi capaz de fazer.

        Tudo que a propaganda nazista (inegavelmente era muito bem feita) solicitava as famílias era imediatamente cumprido sem hesitação. De todos os relatos que li sobre os jovens pertencentes à Juventude Hitlerista, todos o fizeram sem pensar em conseqüências, o que não os impediu de, anos depois, refletirem a respeito. Não sou eu quem inventa isso com meu “estudantismo histórico” (sic). Isso é muito bem documentado. Para uma família alemã era orgulho que seus filhos pertencessem a Juventude Hitlerista ou morressem nos fronts da guerra lutando.

        Que existiram exemplos louváveis de amor ao próximo de padres católicos que morreram em campos de concentração, não nego. Existem muitos exemplos. Citarei somente um, o de São Maximiliano Maria Kolbe nascido Rajmund Kolbe, que foi um frade franciscano polonês que morreu no complexo Auschiwitz I voluntariamente, de fome, no lugar de Franciszek Gajowniczek (sargento do exército polonês). Foi canonizado em outubro de 1982 pelo Papa João Paulo II, na presença de Franciszek Gajowniczek. Que a Igreja, isoladamente através de seus membros mais nobres, deu exemplos de amor ao próximo não nego e isso também é documentado. Mas foram poucos, a maioria se retraiu por medo e interesses particulares.

        Talvez a matéria exibida pela Revista Veja em 15/03/2000, intitulada Erros do Passado (sic) e, que pode ser apreciada no link http://veja.abril.com.br/150300/p_057.html, fala entre outras coisas a respeito do Nazismo e a posição da Igreja. Tomo a liberdade aqui de reproduzir um pedaço da matéria, a qual se refere a um documento publicado pela própria Igreja intitulado “Memória e Reconciliação: a Igreja e as Culpas do Passado”, no qual se pode claramente ler:

        “…
        pecados contra os judeus. Referem-se à campanha de depreciação contra o povo judeu e de certa forma ao papel ambíguo da Santa Sé durante a perseguição nazista aos judeus na II Guerra Mundial…

        “(sic)

        Talvez a revista Veja tenha inventado tudo isso também, quem sabe! É a conspiração ateísta junto com o meu “estudantismo histórico” (sic) tentando difamar a Igreja levantando fatos sem embasamento, me dando o direito de reescrever a História. Como se a Igreja precisasse de gente para difamá-la…. Ela já faz isso muito bem sozinha. São 2000 anos de erros e atropelos. Que se fôssemos discutir aqui iria render um livro.

        Em momento algum eu afirmei que o seu Papa Emérito buscava postos e patentes através de assassinatos. Esse era o regime de funcionamento de organismos como a SS e a Gestapo. Além do que provas de lealdade eram sempre requisitadas pelo Führer. Passam, inclusive, documentários muito bem feitos e embasados no canal pago History Chanel que descrevem muito bem o funcionamento destes organismos Nazista. Mas claro, eles também devem estar reescrevendo a História ou devem passar somente na minha TV. Tenho a mente fértil e sou propenso a ter visões e alucinações. E sem tomar remédios ou usar drogas.

        O Führer não desconfiava somente da Santa Sé, ele desconfiava de qualquer um que pusesse em risco seus planos do Terceiro Reich durar 1000 anos. Tanto que perseguiu muitas minorias, entre elas: Ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová, russos (inclusive foram eles que morreram na primeira Câmara de Gás que se teve notícia), entre outros.

        Principalmente nos últimos anos perto do final da guerra, Hitler ficou incontrolável. Graças a sua paranóia sem limites ainda estamos aqui conversando. Se ele tivesse usado as armas que fabricou tais como os mísseis balísticos intercontinentais V1 e V2 no resto do mundo, hoje estaríamos falando alemão e provavelmente sendo membros da Juventude Hitlerista.

        Voltando à obrigatoriedade de se seguir o regime Nazista, podemos destacar dois exemplos bem conhecidos:

        1. Albert Einstein: De família judia, o mesmo optou por fugir para os Estados Unidos por causa do Nazismo. Ora, se o próprio partido nazista tinha membros de ascendência judia, o que Einstein teria a temer? Mas Einstein tinha caráter. O que interessava aos nazistas era o conhecimento dele, mas ele preferiu fugir. Aliás, sorte a nossa. Senão a Bomba Atômica teria sido muito provavelmente desenvolvida na Alemanha Nazista e, talvez, nem eu e nem você estaríamos aqui conversando sobre o assunto;

        2. Coronel Claus Philipp Schenk Graf von Stauffenberg: Foi um coronel, uma estrela com a carreira militar em ascensão e membro da nobreza alemã, do exército Nazista e esteve profundamente envolvido na Doutrina Nazista. Foi o mentor intelectual da Operação Walkiria, inclusive com um filme homônimo (recomendo que assista, pois é muito bem feito e fiel a História), que visava o assassinato de Hitler. Obviamente não funcionou e foi fuzilado por traição em 21 de julho de 1944.

        Poderíamos citar muitos outros, mas o que quero dizer é que ninguém é obrigado a nada. Poderíamos citar Oskar Schindler (recomendo que assista a Lista de Schindler de Steven Spielberg, também bastante fiel a História), mas este é famoso demais e todos o conhecem. Só que o preço era alto ao se desafiar Hitler. Tirando uns poucos felizardos, como Einstein e o próprio Schindler, o restante pagou com a vida a sua traição ou a manutenção de suas idéias. A maioria se escondeu e foi conivente. Isso também é fato e faz parte da natureza humana. O instinto de sobrevivência grita mais alto quando a vida corre risco. Com membros da Igreja não foi diferente, embora você negue.

        Quanto a religiosidade de Hitler, bem como de muitos membros importantes de seu Partido, nos quais cito o Ministro da Propaganda Nazista Joseph Goebbels e o Líder da SS e Ministro do Interior Heinrich Luitpold Himmler, foram exemplos de católicos. Se praticavam o catolicismo ou não, pouco importa.

        Eu também nunca disse que Hitler foi um bom católico. Aliás, Hitler não era muito bom em quase nada. Foi pintor e escritor medíocre. Mas é inegável que sua inteligência emocional e oratória eram invejáveis. Uma pena que foram usadas para o mal. Que ele era católico, vegetariano e contra o aborto não resta dúvidas. Contra o aborto da “superior” raça ariana talvez, mas se posicionava contra.

        Quanto ao anti Sionismo da Igreja, acho que o documento citado na matéria da Veja acima ilustra bem o fato. Se a Igreja teve comportamento ambíguo, não adianta citar o Decreto de 1272 do Papa Beato Gregório X l. O documento existe, é fato. Mas parece que a Igreja o esqueceu durante a II Guerra, 672 anos depois. Isso sem contar a aliança entre Itália e Alemanha. Provavelmente isso forçou a Igreja a acender uma vela a Deus e outra ao Diabo. Mas a aliança entre Mussolini e Hitler também deve ser produto da minha mente fértil tentando reescrever a História.

        Quando citar algum link, não adianta citar links católicos. São tendenciosos e endossam sua posição. Cite links históricos e imparciais. Afinal, a História está aí para se estudada e não adianta florear a coisa.

        Quanto ao meu parentesco com o decrépito “Luiz Inácio Lula da Silva, o grande!” (sic) tenho a felicidade de lhe informar que não somos parentes. Teria vergonha se o fosse e talvez não tivesse intelecto suficiente para discutir com você. Eu, ao contrário deste senhor citado, gosto de ler e estudar, muito embora eu tenha a propensão de reescrever a História da Humanidade de acordo com meus delírios pessoais.

      • Moisés Gomes Says:

        Prezado João Paulo da Silva – que não é parente do Lula,
        Me é estranha e imprecisa a afirmação de um estudante de história, que provavelmente deseja ser um historiador, que diz “Eu sinceramente duvido que ele não tenha freqüentado a associação”. Ora, eu lhe venho com fatos e você me vem com achismos!? Logo você que me veio acusando de não aceitar os fatos! O bispo emérito de Roma afirma sim ter sido inscrito por que, como todo mundo, foi obrigatório. Você ACHA que não era obrigatória. A História afirma que sim, foi obrigatória. Prefiro ficar com os fatos. Você estranhamente acredita nos relatos que supostamente leu de ex-integrantes da tal juventude, mas não dá crédito nenhum ao relato de outro, como Ratzinger. Meio parcial de sua parte, não acha?

        Você ainda confunde claramente o que é a Igreja com os seus membros. Assim como os médicos não são a medicina (se um ou muitos médicos morrem, a medicina não morre com eles) assim também os católicos não são a Igreja Católica. Os erros ou acertos de católicos não podem ser imputados à Igreja Católica propriamente dita, assim como erros e acertos de ateus não podem ser generalizados a todos os ateus. A reportagem que você traz faz um ligeiro – e grosseiro – resumo do documento citado, que acredito eu, pela sua seriedade e pelo fato de ser um imparcial estudante de história, você o tenha lido. Nele podemos ler :

        “Quais são as condições de uma correcta interpretação do passado, na perspectiva do saber histórico? Para as determinar, deve-se ter presente a complexidade da relação que existe entre o sujeito que interpreta e o passado objecto de interpretação” (cf. H.-G. GADAMER, Verdade e Método, Petrópolis 1998)

        Na parte em que fala de ambiguidades encontramos apenas este trecho:

        “Alguns, também, julgam que a Igreja poderá purificar a sua memória a respeito dos actos ambíguos nos quais esteve implicada no passado, simplesmente tomando parte no trabalho crítico sobre a memória desenvolvido na nossa sociedade. Desse modo, ela poderia afirmar que partilha com os seus contemporâneos a recusa daquilo que a consciência moral actual reprova, sem se propor como única culpada e responsável dos males do passado, e procurando, ao mesmo tempo, o diálogo no recíproco entendimento com quantos se sintam ainda hoje feridos por actos passados imputáveis aos filhos da Igreja” (MEMÓRIA E RECONCILIAÇÃO: A IGREJA E AS CULPAS DO PASSADO, parágrafo 24)

        Ainda neste mesmo documento pode-se ler:

        “A Shoah foi certamente resultado de uma ideologia pagã, como era o nazismo, animada de um cruel anti-semitismo, a qual não só desprezava a fé mas também negava a própria dignidade humana do povo hebraico. Contudo, “deve-se perguntar se a perseguição do nazismo nos confrontos com os judeus não foi facilitada por preconceitos antijudaicos presentes nas mentes e corações de alguns cristãos […] Ofereceram os cristãos toda a assistência possível aos perseguidos e, em particular, aos judeus?” Sem dúvida que foram muitos os cristãos que arriscaram a vida para salvar e assistir os judeus seus conhecidos. Parece, porém, igualmente verdade que “ao lado destes corajosos homens e mulheres, a resistência espiritual e a acção concreta de outros cristãos não foi aquela que se poderia esperar de discípulos de Cristo”. Este facto constitui um apelo à consciência de todos os cristãos, hoje, exigindo “um acto de arrependimento (teshuva)”, e tornando-se um estímulo a que redobrem os seus esforços para serem “transformados, adquirindo uma nova mentalidade” (Rm 12,2) e para manterem uma “memória moral e religiosa” da ferida infligida aos judeus. Nesta área, o muito que já foi feito poderá ser consolidado e aprofundado.” (MEMÓRIA E RECONCILIAÇÃO: A IGREJA E AS CULPAS DO PASSADO)

        A Igreja Católica, no entanto, agiu sim contra o nazismo. O historiador judeu citado anteriormente é prova disso. Prova também o é o fato de o papa Pio XI ter sido o primeiro chefe de Estado a criticar oficialmente o nazismo em sua encíclica Mit brennender Sorge (Com profunda preocupação):

        Solamente espíritus superficiales pueden caer en el error de hablar de un Dios nacional, de una religión nacional, y emprender la loca tarea de aprisionar en los límites de un pueblo solo, en la estrechez étnica de una sola raza, a Dios, creador del mundo, rey y legislador de los pueblos, ante cuya grandeza las naciones son como gotas de agua en el caldero (Is 40, 5) (Mit brennender Sorge, parágrafo 15)

        Esta carta é de 1937, mas desde 1930 a Igreja Católica na Alemanha havia excomungado os que se alistassem ao partido de Hitler. Isto pode ser encontrado em um artigo intitulado por “Partido de Hitler condenado pela autoridade eclesiástica” publicado em primeira página pelo jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, em 11 de outubro. Mas claro, você prefere assistir e acreditar nas novelas de canais pagos do que nos fatos históricos.

        Mais uma afirmação indigna de um futuro historiador. As suas comparações entre Einstein, Von Stauffenberg e o bispo emérito de Roma não passam de uma ampliação indevida que tenta justificar o que você pensa – que ninguém é obrigado a nada (sic) – e põem debaixo do tapete toda a complexidade do momento histórico em questão. Pelo seu método podemos deduzir que todos os alemães que sofreram com o nazismo ou foram covardes ou foram cúmplices deste regime pois não armaram uma Operação Walkiria como o Coronel ou não fugiram para a América como o Cientista. Qual é o seu compromisso com os fatos? Adequá-los à sua comodidade ou uma posição séria e imparcial?
        Ratifico ainda que em nem um momento neguei que membros/filhos da Igreja possam ter renegado a sua Fé ou até mesmo terem sido coniventes com o nazismo. Não ponha palavras em minha boca, ou em meus textos. No entanto, apesar disso, a Igreja não pode ser acusada de ambígua e/ou omissa. Os documentos apresentados acima comprovam o que afirmo.

        Já sobre a religiosidade de Hitler e seus asseclas está evidente que não foram exemplo de católicos, pelo contrário, foram excomungados da Igreja os que a eles se associavam. No entanto, como posso confiar em um estudante de história que não lembra nem o que escreveu há quinze/vinte dias atrás? Em 15 de abril você comenta este post afirmando “Hitler era um católico exemplar” e em 02 de maio diz “Eu também nunca disse que Hitler foi um bom católico”. Obviamente, em ambas as afirmações sem nenhuma fonte. O que vale? A primeira ou a segunda? Se o que vale é a segunda, o que me garante que o que você trouxer no próximo comentário passe a valer em lugar da segunda e da primeira? E se o que vale é a primeira afirmação, que valores terão a segunda e qualquer outra que você possa trazer sobre o tema?
        É mais absurda ainda a afirmação de que Hitler, e mais uma vez você não traz fonte alguma, fora sido contra o aborto. Ora, fora ele que introduzira em março de 1943 o aborto na Polônia! E a Doutrina da Igreja é límpida sobre este assunto: contra o aborto em qualquer circunstância. Baseada em conceitos religiosos? Não, mas na própria ciência. A Federação Brasileira das Academias de Medicina no seu Sétimo Conclave realizado no Rio de Janeiro, de 07 a 09 de Maio de 1998, redigiu um documento intitulado “Carta do Rio” onde se lê que a Classe Médica Brasileira afirma como Verdade Científica Irrefutável, que a Vida Humana começa com a Concepção. Ainda em 1967 na capital dos EUA na Primeira Conferência Internacional do Aborto, reuniram-se Bioquímicos, Professores de Ginecologia e Obstetrícia, Geneticistas, etc., afim de debater e pesquisar exaustivamente quando começava a Vida Humana, chegando a seguinte conclusão:

        “O nosso grupo, em sua maioria, não foi capaz de determinar nenhum espaço de tempo entre a união do espermatozóide e o óvulo, ou pelo menos, entre o estágio de blástula e o surgimento de uma criança, um ponto no qual pudéssemos dizer que ali não estava uma vida humana… As mudanças que ocorrem entre a implantação (do espermatozóide no óvulo) e um embrião de seis semanas, um feto de seis meses, um bebê de uma semana ou num adulto, não passam de estágios de desenvolvimento e maturação” (http://www.abortonao.com.br/1.htm)

        Para finalizar: sobre o link católico que citei. Mais uma vez você faz uma ampliação indevida e uma afirmação, no mínimo, temerária. De acordo com você, então, católicos nunca serão imparciais e os senhores ateus é que detém o “dogma” da imparcialidade. O católico Gregor Mendel (1822–1884) monge agostiniano e pai da genética foi parcial. O católico Roger Bacon (1214-1294) precursor do moderno método científico teria sido parcial. O católico Giovanni Battista Zupi (1590-1650) Astrônomo jesuíta, matemático e primeira pessoa a descobrir que o planeta Mercúrio tinha fases orbitais teria sido parcial. O católico Ângelo Secchi (1818–1878) que foi pioneiro na espectroscopia astronômica e um dos primeiros cientistas a afirmar com autoridade que o Sol é uma estrela teria sido parcial. O católico Jean Picard (1620–1682) que foi a primeira pessoa a medir o tamanho da Terra a um grau razoável de precisão e desenvolveu o que se tornou o método padrão para medir a ascensão reta de um objeto celestial e tem um observatório em órbita solar nomeado em sua honra foi parcial. O católico Landell de Moura (1861–1928) que foi o primeiro a realizar a transmissão da voz humana por uma máquina sem fio foi parcial. O católico Jean Mabillon (1632–1707) monge beneditino e erudito, considerado o fundador da paleografia e diplomática foi parcial. O católico Bartolomeu de Gusmão (1685–1724) conhecido por seu trabalho pioneiro no projeto de dirigíveis mais leves que o ar foi parcial. Todas estas conquistas científicas estariam prejudicadas e dignas de descrédito, pois foram, de acordo com a sua lógica, produto de católicos fanáticos e tendenciosos que não são imparciais.

        Enfim, concordo plenamente com todas as palavras de seu ultimo parágrafo. Viu como não sou tão parcial assim?

        Passar bem João Paulo da Silva.

        Att.
        Moisés Gomes de Lima

  4. João Paulo da Silva Says:

    Creio que com sua negativa de publicação da minha resposta, meu “estudantismo histórico” (sic) fez algum efeito.

    • Moisés Gomes Says:

      Calma apressadinho 😉
      É só olhar pra cima que tanto sua resposta quanto a minha estão lá.
      Mas se quisesse teria apagado só pra lhe provar que sou um fanático católico que não está nem aí para os fatos, hum! 🙂


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