O INFERNO, E A IMPORTÂNCIA DA CONFISSÃO


Por um indigno escravo de Nosso Senhor

SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET

EXEMPLO DE UMA SENHORA QUE POR MUITOS ANOS CALOU NA CONFISSÃO UM PECADO DESONESTO. REFERE SANTO AFONSO E MAIS PARTICULARMENTE O PADRE ANTÔNIO CAROCCIO, QUE PASSARAM PELO PAÍS EM QUE VIVIA ESTA SENHORA DOIS RELIGIOSOS, E ELA, QUE SEMPRE ESPERAVA CONFESSOR FORASTEIRO, ROGOU A UM DELES QUE A OUVISSE EM CONFISSÃO, E CONFESSOU-SE. LOGO QUE PARTIRAM OS PADRES, O COMPANHEIRO DISSE AO CONFESSOR TER VISTO QUE, ENQUANTO A SRA SE CONFESSAVA, SAIAM DE SUA BOCA MUITAS COBRAS E UMA SERPENTE ENORME DEIXAVA VER FORA SUA CABEÇA, MAS VOLTAVA DE NOVO PARA DENTRO, E APÓS ELA TODAS AS QUE ANTES SAÍRAM. SUSPEITANDO O CONFESSOR O QUE AQUILO PODERIA SIGNIFICAR, VOLTOU A CIDADE E A CASA DAQUELA SRA, ONDE LHE DISSERAM QUE ELA, NO MOMENTO DE ENTRAR NA SALA, MORRERA REPENTINAMENTE.
POR TRÊS DIAS SEGUIDOS JEJUARAM E ORARAM POR ELA ,SUPLICANDO AO SENHOR QUE LHES MANIFESTASSE AQUELE CASO. AO TERCEIRO DIA APARECEU-LHES A INFELIZ SENHORA CONDENADA E MONTADA SOBRE UM DEMÔNIO, EM FIGURA DE UM DRAGÃO HORRÍVEL COM DUAS SERPENTES ENROSCADAS AO PESCOÇO,QUE A AFOGAVAM E LHE COMIAM OS PEITOS,UMA VÍBORA NA CABEÇA,DOIS SAPOS NOS OLHOS,SETAS ARDENTES NAS ORELHAS,CHAMAS DE FOGO NA BOCA E DOIS CÃES DANADOS QUE LHE MORDIAM E LHE COMIAM AS MÃOS; E DANDO UM TRISTE E ESPANTOSO GEMIDO,DISSE : – EU SOU A DESVENTURADA SRA QUE VOSSA V. RVMA. CONFESSOU HÁ 3 DIAS, CONFORME EU IA CONFESSANDO, MEUS PECADOS SAÍAM DE MINHA BOCA,E AQUELA SERPENTE ENORME, QUE O COMPANHEIRO VIU SAIR DE MINHA CABEÇA E VOLTOU DEPOIS PARA DENTRO, EM FIGURA DUM PECADO DESONESTO QUE CALEI SEMPRE POR VERGONHA; QUIS CONFESSÁ-LO COM V. RVMA., MAS TAMBÉM NÃO ME ATREVI POR ISSO, VOLTOU A ENTRAR DENTRO, E COM ELE TODOS OS MAIS QUE HAVIAM SAÍDO. CANSADO JÁ DEUS DE TANTO ESPERAR-ME,TIROU-ME REPENTINAMENTE A VIDA E ME PRECIPITOU NO INFERNO,ONDE SOU ATORMENTADA PELOS DEMÔNIOS EM FIGURA DE HORRENDOS ANIMAIS. A VÍBORA ME ATORMENTA A CABEÇA PELA MINHA SOBERBA E EXCESSIVO CUIDADO EM PENTEAR OS CABELOS,OS SAPOS CEGAM-ME OS OLHOS,POR MEUS OLHARES LASCIVOS; AS FLECHAS ACESAS ME ATORMENTAM OS OUVIDOS,PORQUE ESCUTEI MURMURAÇÕES,PALAVRAS E CANTIGAS OBSCENAS; O FOGO ABRASA-ME A BOCA PELAS MURMURAÇÕES E BEIJOS TORPES; TENHO AS SERPENTES ENROSCADAS NO PESCOÇO E ME COMEM OS PEITOS,PORQUE OS LEVEI DUM MODO PROVOCATIVO, PELO DECOTE DE MEUS VESTIDOS E PELOS ABRAÇOS DESONESTOS;OS CÃES ME COMEM AS MÃOS, PELAS MÁS OBRAS E TATOS IMPUROS,MAS O QUE MAIS ME ATORMENTA É O HORROROSO DRAGÃO,EM QUE VOU MONTADA,E QUE ME ABRASA AS ENTRANHAS EM CASTIGOS DE MEUS PECADOS IMPUROS. AI! QUE NÃO HÁ REMÉDIO PARA MIM,SENÃO TORMENTOS E PENA ETERNA! AI DAS MULHERES! ACRESCENTOU; PORQUE MUITAS DELAS SE CONDENAM POR 4 GÊNEROS DE PECADOS: POR PECADOS DE IMPUREZA, PELAS GALAS E ENFEITES,POR FEITIÇARIA E POR CALAR PECADOS NAS CONFISSÕES. OS HOMENS SE CONDENAM POR TODA A CLASSE DE PECADOS,MAS AS MULHERES PRINCIPALMENTE POR ESTES QUATRO PECADOS. DISTO ISTO, ABRIU-SE A TERRA E POR ELA ENTROU ESTA INFELIZ MULHER, ATÉ O MAIS PROFUNDO DO INFERNO, ONDE PADECE E PADECERÁ POR TODA A ETERNIDADE!" – (FONTE: O CAMINHO RETO, DE SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET, PÁG. 99 E 100)

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Da assistência à Santa Missa – Santo Afonso Maria de Ligório


Immolabit (agnum) universa multitudo filiorum Israel — “Toda a multidão dos filhos de Israel imolará (um cordeiro)” (Ex. 12, 6).

Sumário. Para ouvir a missa com devoção, devemos ter bem presente que o sacrifício do altar é o mesmo que foi um dia oferecido no Calvário, posto que se ofereça sem derramamento de sangue. Avivemos, pois, a nossa fé, e, quando assistirmos aos augustos mistérios, afiguremo-nos que em companhia de Maria Santíssima e de São João estamos ao pé da árvore da Cruz, para oferecer ao Pai Eterno a vida de seu Filho adorável. E, quando tivermos a ventura de comungar, façamos que bebemos o Sangue preciosíssimo do Coração amável de Jesus Cristo.

I. Para ouvir a missa com devoção, devemos ter bem presente que o sacrifício do altar é o mesmo que foi oferecido um dia no Calvário; com esta diferença: que ali o sangue de Jesus se derramou realmente, e aqui só se derrama misticamente. Se então tivesses estado no Calvário, com que devoção e ternura terias assistido a tão sublime sacrifício! Aviva, pois, a tua fé e pensa que a mesma oferenda de então se renova sobre o altar pela mão do sacerdote. Por isso, cada vez que assistires à missa, afigura-te que em companhia de Maria Santíssima e de São João te achas ao pé da árvore da Cruz, para ofereceres a Deus Pai a vida de seu adorável Filho. Se tiveres ainda a ventura de comungar, faze que da chaga do sagrado Coração de Jesus estás bebendo o seu preciosíssimo Sangue.

Além disso deves lembrar-te que o assistir à missa é de algum modo oferecê-la; porque o sacerdote, sendo ministro público, obra, fala e ora em nome de todos os fiéis e em particular daqueles que assistem. De modo que, ouvindo devotamente a missa, também tu, posto que não sejas sacerdote, ofereces de algum modo a Deus um sacrifício de valor infinito, e pagas-Lhe, segundo a justiça, as quatro grandes dividas que Lhe deves: a de honrá-Lo tanto como merece a sua grandeza; a de satisfazer-Lhe, conforme exige a sua justiça; a de agradecer-Lhe à proporção da sua liberalidade; e finalmente a de pedir-Lhe tudo o que exige a nossa miséria.

É, pois, com razão que um autor célebre dizia: “Antes quisera eu perder o mundo inteiro, do que uma só missa, porque sei que o que na terra podemos fazer de mais sublime para a glória de Deus é exatamente a missa, na qual o próprio Jesus Cristo se oferece para dar a seu Pai uma glória infinita. — Que consolo sinto depois de assistir à missa! Então, posto que não seja sacerdote, eu também ofereci à Deus um sacrifício de valor infinito. Ó meu amado Jesus, que tesouro inestimável possuímos em Vós, se soubéssemos apreciá-lo.” (1)

II. Ainda que a missa tenha um valor infinito, Deus o aceita de um modo finito, segundo a disposição daquele que a ouve. Por isso, procura ouvir quantas missas puderes. — Visto que a Igreja católica tem seus ministros em todas as regiões que o sol ilumina sucessivamente, e assim, por consequência, não há hora do dia ou da noite em que não se celebre em alguma parte do mundo o divino sacrifício, forma de manhã a intenção de assistir a todos estos milhares de missas, e com este pensamento consolador santifica todas as ocupações do dia e todos os momentos de insônia durante a noite.

Convence-te de que o dia começado devotamente ao pé do altar será um dia acompanhado da benção de Jesus Cristo; será, portanto, um dia cristão e cheio de merecimentos para a vida e para a eternidade. Oh! Quão abundante provisão de paciência, de força, de resignação para durante o dia tiram as almas desta fonte inesgotável do divino sacrifício!

Meu Deus, adoro a vossa Majestade infinita e quisera honrar-Vos tanto como mereceis. Mas que honra Vos pode dar um pecador miserável? Ofereço-Vos a honra que continuamente Vos tributa Jesus Cristo sobre o altar em todas as missas que agora estão sendo celebradas e serão celebradas no futuro, até à consumação dos séculos. — Detesto, ó Senhor, e abomino mais que todos os males, os desgostos que Vos hei causado, e em satisfação ofereço-Vos o vosso Filho, que por nosso amor se sacrifica novamente sobre o altar. Eu Vô-lo ofereço também em ação de graças por todos os favores que me tendes dispensado desde o princípio da minha vida até ao presente. Rogo-Vos, pelos merecimentos desse preciosíssimo Sangue, que me perdoeis as ingratidões para convosco, e me concedais um amor ardente a Jesus sacramentado, e a santa perseverança até à morte. — Ó grande Mãe de Deus e minha Mãe, Maria, peço-vos a mesma graça. (*IV 366.)

URGENTE! Ainda o PLC 122!


Mais uma vez entro em contato com você para falar sobre o PLC 122. Não sei se você tem acompanhado as notícias, mas na última quarta-feira (dia 11/12), em razão de uma manobra do governo, a votação teve de ser adiada outra vez. Sendo assim, o projeto será definitivamente votado na próxima quarta, dia 18/12.

Se você já assinou a campanha, divulgue-a, pois muitos ainda não a assinaram! Se você ainda não assinou, clique no link e assine agora:

http://www.citizengo.org/pt-pt/813-pelo-arquivamento-do-plc-122-lei-da-mordaca-gay

Compartilhe o link para a petição com os seus amigos, familiares, conhecidos. Compartilhe-o nas redes sociais (Facebook e Twitter).

Mais de 10.000 pessoas já assinaram a petição. Isso significa que já foram enviados mais de 10.000 e-mails a cada um dos senadores que podem se articular para barrar o PLC 122.

As pressões têm funcionado, mas precisamos de mais assinaturas!

Gostaria apenas de lembrar quais serão as principais consequências da aprovação desse projeto:

1. Oficialização da Ideologia de Gênero em nossa legislação, ou seja, a subversão da estrutura familiar será institucionalizada. Nossas crianças serão obrigadas a aprender nas escolas que existe uma pluralidade infinita de comportamentos sexuais legítimos (construídos socialmente) que deverão ser reconhecidos na ordem jurídica.

2. Nada poderá barrar a distribuição de "kits gays" nas escolas do país. Qualquer crítica a eles será considerada crime.

3. As liberdades de expressão, de consciência e religiosa serão violentadas.

Isso para citar apenas algumas das consequências…

Não se iluda, pois todos os cidadãos já são protegidos por lei lei contra discriminações injustas: o Código Penal já penaliza atos ilícitos dessa natureza.

S
e você já assinou a petição, não tem problema. Você pode colaborar muito divulgando-a para pessoas que ainda não a assinaram! Aja agora!

http://www.citizengo.org/pt-pt/813-pelo-arquivamento-do-plc-122-lei-da-mordaca-gay

Contamos com sua cooperação!

Novas matérias no site do Brasil pela Vida


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Prezados Participantes

Bom Dia!

Continuando nossa luta em defesa da Vida indicamos neste boletim duas matérias recém publicadas no site O Brasil pela Vida:

Haverá, nos próximos dias, um seminário promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família que, eufemísticamente está sendo noticiado como sendo seminário sobre a saúde materna e infantil. A conferência magna será promovida por pessoa ligada à IPPF e o seminário é promovido por deputados abortistas. Não se trata de seminário da vida, mas da morte.http://pt.gloria.tv/?

Intervenção do Prof. Hermes Rodrigues Nery na Câmara dos Deputados.

Apresentamos a íntegra do pronunciamento do Prof. Hermes Rodrigues Nery (Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté), em Audiência Pública de 4 de dezembro de 2013, às 14h, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Brasília (DF), Plenário 09.

POR UM BRASIL DESENVOLVIDO, QUE NÃO EXIJA O SANGUE DO SER HUMANO INOCENTE E INDEFESO

hermes

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Mandela e o aborto


Que ainda em vida Nelson Mandela tenha se tornado uma referência ética, não me surpreende… Não por quem ele fosse, mas por quem dá tais títulos nos dias atuais. Aos “santos” dos dias atuais – gente como Al Gore, Bill Gates, Steven Jobs e outros mais – basta-lhes apenas agradar ao mundo. Mandela, sai deste mundo e mesmo antes de sair já constava nos livros de história como um santo destes “santos”.

Sinto discordar da onda de unanimidade que provavelmente varrerá nossa imprensa e principalmente a mídia social, alvo fácil de todo pensamento politicamente correto produzido atualmente.

Mandela e seu partido, African National Congress (ANC), por décadas têm uma relação muito próxima ao Partido Comunista da África do Sul, que, como é corriqueiro entre os esquerdistas, encara o aborto como direito da mulher, sem, claro, fazer qualquer referência à humanidade do nascituro. Eis um trecho do posicionamento deste partido em relação ao assunto:

“The South African Communist Party believes that every woman has the right to control over her own body and thus the right to make independent reproductive decisions.

In addition, every woman therefore should have the right to choose whether or not she wishes to terminate a pregnancy.”

“[O Partido Comunista da África do Sul acredita que toda mulher tem direito ao controle sobre seu próprio corpo e também direito a tomar decisões independentes sobre sua vida reprodutiva.

Somado a isto, toda mulher deveria ter o direito a escolher se ou não deseja terminar uma gravidez.]”

Já Mandela, que sempre direcionou politicamente o ANC, deu a seguinte declaração sobre o aborto:

“As mulheres têm o direito de decidir o que querem fazer com seus corpos.”

Tanto a declaração do Partido Comunista Sul-Africano como as palavras de Nelson Mandela reverberam o discurso do abortismo internacional, que se lixa para os “corpos” dos nascituros, seres humanos como qualquer um de nós.

Mas Mandela não ficou apenas nas palavras… Após ganhar a histórica eleição na qual foi eleito presidente em 1994, Mandela e seu então ministro da Saúde, Nkosazana Dlamini-Zuma, apresentaram ao parlamento de seu país um projeto de legislação, posteriormente aprovado, que tornou a legislação sul-africana relacionada ao aborto uma das mais liberais do mundo. Adicionado a isto, Mandela, seu partido e coligados tiveram um preponderante papel na confecção da nova constituição sul-africana, por ele assinada em 1996, que deu relevante papel aos “direitos reprodutivos”, um conhecido eufemismo para abortos, esterilizações, etc.

Para se ter uma idéia da liberalidade da legislação introduzida por Mandela, até 12 semanas de gestação nem mesmo é necessário um médico para fazer o procedimento, sequer uma enfermeira, bastando para tanto uma simples parteira. Mais um detalhe: o acesso ao aborto é garantido para mulheres de qualquer idade, mesmo menores. Resultado disto? O número de abortos na África do Sul teve um aumento gigantesco enquanto que, bem ao contrário do que previam os abortistas, também o número de mortes maternas teve aumento.

Esta é a obra de Nelson Mandela em relação aos seres humanos mais fragilizados que estão entre nós, os não-nascidos. Suas ações tiveram, tem e terão um efeito desastroso para seu país e para a humanidade em geral. Se muitas mulheres se vêem pressionadas e em momento de desespero e falta de perspectiva recorrem ao aborto, é exatamente esta mulher que deveria ser amparada pela sociedade. E são políticos como Nelson Mandela, que têm os instrumentos para minimizar este drama e escolhem não agir assim, preferindo muito mais o caminho fácil dos tais “direitos reprodutivos” enquanto lavam as mãos pelo sangue derramado dos inocentes, qual um Pilatos do mundo pós-moderno.

Que Nelson Mandela encontre a misericórdia e a proteção do Senhor Deus, a mesma proteção que ele negou aos não-nascidos através de sua atuação política.

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finis est primus in intentione, sed ultimus in ordine executioni s – O fim é o primeiro no pensamento e o último na execução


Por Padre Daniel Pinheiro, IBP

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria

Peço que rezem pelas ordenações sacerdotais e diaconais que ocorrerão no IBP no sábado que vem, dia 7. Haverá dois padres e dois diáconos.

Começamos hoje o tempo do Advento, tempo de preparação para o Natal e tempo particular de conversão, de mudança de vida, de bons propósitos e de fazer uma boa confissão, para que possamos caminhar de dia, honestamente, revestidos de Nosso Senhor Jesus Cristo. É tempo de penitência, com o roxo dos paramentos, com o silêncio do órgão que não toca sozinho, com a obrigatória ausência de flores, com o Glória que é omitido.

“Irmãos (…) é já hora de nos levantarmos do sono. (…) Deixemos, pois, as obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz.”

Caros católicos, começamos o novo ano litúrgico como terminamos o último, com o Evangelho que nos fala do final dos tempos, da vinda gloriosa de Cristo como juiz universal. É fácil compreender porque terminamos assim o ano litúrgico no domingo passado: terminamos o ano litúrgico assim porque assim terminará esse mundo. Todavia, porque começar o ano litúrgico pelo fim? A resposta é simples. A primeira coisa que um ser inteligente, como nós seres humanos, concebe é o seu objetivo, a sua finalidade. Antes de agir, antes de pensar em outra coisa concebemos o objetivo, a finalidade da nossa ação. Somente depois de concebermos o nosso fim é que estabelecemos os meios para buscar o fim. (O fim é o primeiro no pensamento e o último na execução: finis est primus in intentione, sed ultimus in ordine executionis) Por exemplo, primeiro pensamos: meu objetivo é ir a Roma. Em seguida, pensamos nos meios adequados para chegar até lá. Dessa forma, a Igreja coloca logo no início do ano litúrgico o nosso fim, o juízo, para que possamos agir sempre tendo em vista esse juízo e para que busquemos a nossa salvação, para que possamos ser julgados dignos de alcançar o reino de Deus pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Desde o início do ano litúrgico, desde o início de nossas vidas, devemos agir para alcançar o céu, para sermos julgados justos.

Portanto, o que importa é a nossa salvação. É a única coisa que realmente importa. Vivemos, porém, em uma época de grande crise na sociedade e também de uma grande crise na Igreja: crise de fé, crise moral, crise litúrgica. Tal crise resulta na descristianização quase completa dos povos. E diante de tamanha crise, por fraqueza na fé, por falta de esperança e desânimo, surgem algumas falsas soluções, que agravam os problemas, que dificultam a nossa salvação. Diante da crise, é preciso colocar em prática a verdadeira solução. Vejamos, então, quais são algumas dessas falsas soluções, para evitá-las e vejamos qual é a verdadeira solução para colocá-la em prática.

A primeira falsa solução é falsa porque vai contra a fé. Ela consiste em aderir a falsas revelações, a revelações não aprovadas pela Igreja. Muitas dessas aparições são contrárias à fé, propondo, por exemplo, a igualdade de todas as religiões. Algumas são também cismáticas, com a nomeação direta de um novo Papa em substituição ao Papa que se encontra no Vaticano. Algumas outras aparições são simplesmente bobas e sem substância. Diante da crise, da fé que começa a fraquejar, a pessoa recorre a fenômenos extraordinários, a soluções instantâneas, a falsos profetas. Muitas dessas falsas aparições têm justamente um certo caráter conservador, com uma liturgia mais digna, com uma moral mais séria. Porém, nem tudo o que é conservador é bom. Não pode ser uma verdadeira solução aquela que se opõe à fé ou a fragiliza. A primeira falsa solução são as falsas aparições ou os falsos profetas que existem e são muitos em nossos dias.

A segunda falsa solução diante dos males consiste em uma atenção excessiva ao mal, justamente. Passa-se, então, a estudar e a considerar unicamente o demônio e sua ação no mundo, passa-se a considerar a maçonaria e sua atuação, etc. Ou, então, passa-se a aguardar o fim do mundo como iminente, passa-se a se preocupar excessivamente para saber se estamos no fim dos tempos ou não. É evidente que é necessário conhecer o demônio e sua ação, para nos defendermos e não cairmos em tentação. É evidente que é necessário conhecer a atuação da maçonaria na história e sua condenação constante pelos Papa até os dias de hoje, dada a incompatibilidade total de princípios da Igreja e da maçonaria. É evidente que é bom conhecer os sinais dos fins dos tempos, embora não possamos saber se esses sinais anunciam o fim dos tempos ou se são uma prefiguração do fim dos tempos, pois NS diz que ninguém sabe a hora em que Ele virá. Todavia, caros católicos, embora seja bom e necessário conhecer tudo isso, não podemos nos limitar a isso, pois isso claramente não é o mais importante: o mais importante é união com Nosso Senhor Jesus Cristo. Apegar-se excessivamente a essas coisas tende a nos tirar o ânimo, tende a nos levar ao desespero, tende a nos paralisar. Esse apego excessivo tende a nos fazer esquecer, na prática, que Deus é o mestre da história. Assim, ocupados excessivamente com o mal e suas causas, deixaremos de fazer o bem que podemos e devemos fazer, mesmo com a crise que vivemos.

Outra falsa solução consiste em se limitar a coisas polêmicas de doutrina e de liturgia ou em preocupar-se demasiadamente com o que dizem os outros. É evidente que devemos ter um conhecimento dessas coisas, um conhecimento, porém, prudente e sóbrio, em conformidade com o nosso estado. Não devemos nos preocupar excessivamente com o que diz tal ou tal pessoa, por mais que importante que seja, ao ponto de nos paralisar ou de nos fazer desesperar, quando ela diz algo imprudente ou incorreto. Não seremos julgados pelo que dizem os outros, mas pela nossa fé e pela nossa caridade. Não seremos tampouco julgados simplesmente pelo conhecimento de questões polêmicas e complexas, mas pela fé naquilo que Deus nos revelou e pelas obras correspondentes a essa fé.

Outra falsa solução consistiria em buscar a solução em dons e carismas extraordinários ou no sentimentalismo. Erro, infelizmente, bastante comum, que coloca a união com Deus onde ela não está. A união com Deus, a fé e a caridade não são sentimentos. A fé é a adesão de nossa inteligência às verdades reveladas por Deus e a caridade é colocar em prática os mandamentos. Os dons e carismas não indicam santidade e não devem ser buscados. O Padre Royo Marín, grande teólogo, diz: “seria temerário desejar ou pedir a Deus essas graças gratis datae (carismáticas), uma vez que não são necessárias nem para a salvação nem para a santificação e requerem – muitas delas ao menos – uma intervenção milagrosa de Deus. Vale mais um pequeno ato de amor a Deus que ressuscitar um morto.” (Royo Marín, Teologia de la Perfección Cristiana, p. 888). E como não se deve desejar ou buscar esse tipo de graças, o resultado, diz o Padre Jordan Aumann, pode ser esse: “uma pessoa pode ficar sob o poder do demônio em razão de um desejo descontrolado de experimentar fenômenos místicos extraordinários ou graças carismáticas.” (Spiritual Theology, p. 411). Portanto, o sentimentalismo, ou a busca por dons extraordinários também é uma falsa solução.

Outras duas soluções insuficientes são o apostolado e o estudo da doutrina da fé e da moral quando se fazem independentemente de uma vida interior sólida e com espírito demasiado natural, como diz o Padre Garrigou-Lagrange (De sanctificatione Sacerdotum, pp. 5 e ss.).

Caros católicos, como podemos constatar, a verdadeira solução diante da crise consiste em buscar a santidade, em buscá-la com verdadeira determinação. A verdadeira santidade não consiste em penitências, não consiste em certas orações ou práticas de piedade, não consiste em simplesmente conhecer a doutrina. É óbvio que a santidade supõe orações, supõe práticas de piedade, supõe penitências e supõe o conhecimento da doutrina conforme o nosso estado, mas ela não se resume a isso. A santidade consiste na perfeição da caridade, na nossa união com Deus, na prática de seus mandamentos.

Resumidamente, essa santidade consiste, de um lado, na negação de nossa vontade própria. Nosso Senhor diz: aquele que quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. E no Pai Nosso rezamos “seja feita a vossa vontade”. Trata-se, portanto, de conformar inteiramente nossa vontade com a vontade de Deus, infinitamente bom. Além da negação de si mesmo, essa santidade consiste, por outro lado, também em um espírito de oração, de união constante com Deus, que só pode vir da oração mental, quer dizer da meditação católica. Quem quer ser realmente santo deve parar alguns minutos por dia e considerar uma verdade sobrenatural, uma virtude, um exemplo de Cristo, de Nossa Senhora ou dos santos e procurar adequar sua vida a essa verdade, a essa virtude, a esse exemplo, avaliando como tem se comportado até aqui, considerando o que é preciso corrigir, inflamando a sua vontade no amor ao bem e à verdade, tomando uma resolução em conformidade com o que foi meditado e pedindo ajuda a Nosso Senhor, a Nossa Senhora e aos Santos para que possa cumprir a resolução. A meditação católica não é yoga nem meditação transcendental, que negam a razão e buscam, no fundo, a ausência de qualquer desejo. A meditação católica consiste, ao contrário, em usar a nossa razão e a nossa vontade, auxiliadas pela graça, para que possamos amar a Cristo e a verdade e sofrer por Ele e pela verdade, como Ele nos amou e sofreu por nós.

É, então, pela santidade, caros católicos, que podemos combater a crise e restaurar tudo em Cristo. É a santidade a verdadeira solução. É a santidade que supõe uma fé viva, que supõe o conhecimento da doutrina católica. É a santidade que faz todas as coisas para que Deus seja mais conhecido, amado e servido. É a santidade que ajuda o nosso próximo a alcançar o céu.

Se Deus permite tantos males, é para que possamos tirar deles um bem superior, que é uma fé mais firme, diante de um mundo descrente. Ele quer também que tenhamos uma grande esperança na sua bondade e misericórdia, sempre prontas para nos socorrer. Ele quer que tenhamos uma confiança completa na sua divina providência que governa todas as coisas. Ele quer que diante dos males, nos unamos a Ele, que é o bem infinito. Diante da crise e dos males, não devemos nos paralisar, nos desanimar, nos desesperar, achar que está tudo perdido. Ao contrário, devemos fazer todo o bem que podemos e devemos fazer aqui e agora. Devemos fazer todo esse bem com entusiasmo e alegria, sem nos deixar abater. Já é hora de nos levantarmos do sono, como diz São Paulo. Nosso exemplo, nesse tempo do advento, que é extremamente mariano, deve ser Nossa Senhora, inabalável durante a paixão e morte de Cristo, aguardando com fé viva e esperança firme a ressurreição. Nesse tempo de paixão da Igreja, devemos nos manter firmes na fé, na esperança, na caridade, sabendo que a verdadeira solução é o apostolado que decorre da santidade, que é fruto dela. Busquemos a verdadeira solução, caros católicos, que é a santidade.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

São Pio V

Sermão 1º Domingo do Advento – Padre Daniel Pinheiro.

[Sermão] Advento: A verdadeira solução é a santidade

Procure por uma…


Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo

Se eu não fosse Católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja no mundo de hoje, eu iria em busca da única Igreja que não se dá muito bem com o mundo. Em outras palavras, eu procuraria uma Igreja que o mundo odiasse. Minha razão para fazer isso seria que, se Cristo ainda está presente em qualquer uma das igrejas do mundo de hoje, Ele ainda deve ser odiado como o era quando estava na terra, vivendo na carne.

 

Dom Fulton Sheen

Dom Fulton Sheen

Se você tiver que encontrar Cristo hoje, então procure uma Igreja que não se dá bem com o mundo. Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim como zombaram de Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré. Procure pela Igreja, que é acusada de estar com o diabo, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, príncipe dos demônios .

Procure a Igreja que em tempos de intolerância (contra a sã doutrina,) os homens dizem que deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo que os que crucificaram Cristo julgavam estar prestando serviço a Deus.

Procure a Igreja que o mundo rejeita porque ela se proclama infalível, pois foi pela mesma razão que Pilatos rejeitou Cristo: por Ele ter se proclamado a si mesmo A VERDADE. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo assim como Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens. Procure a Igreja que em meio às confusões de opiniões conflitantes, seus membros a amam do mesmo modo como amam a Cristo e respeitem a sua voz como a voz do seu Fundador.

E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo é porque ela não pertence a esse mundo e uma vez que pertence a outro mundo, ela será infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de origem divina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, essa Igreja é divina .”

Arcebispo Fulton J. Sheen, Radio Replies, Vol. 1, p IX, Rumble & Carty, Tan Publishing – Tradução: Gercione Lima

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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