Falando do big-bang e de Deus em um discurso de formatura.


Discurso proferido em cerimônia de conclusão dos cursos de Eletrotécnica, Mecânica e Informática do IFCE/Campus Cedro

Em 1978 Arno Penzias e Robert Wilson receberam o prêmio Nobel de Física por conseguirem comprovar a existência da radiação cósmica de fundo em micro-ondas, prevista por George Gamov e outros. Esta radiação é um “efeito” resultante de uma época em que o Universo era quente e denso, logo após o Big Bang. Com isso provou-se que o Universo teve um início.
Edward Tryon, há cerca de quarenta anos atras, publica na revista NATURE a afirmação de que o Universo pode criar algo do nada desde que obedecidas as flutuações quanticas existentes no ato do início do Universo. Essas flutuações quânticas são a chamada Lei da Natureza (ou Leis da Natureza).
Portanto a Ciência nos comprova que, desde que se tenha a Lei da Natureza, algo pode ser criado do nada. Estas Leis da Natureza atuam em um meio físico, mas não são físicas (a lei da gravidade, por exemplo, não pode ser tocada nem ocupa lugar no espaço). Estas Leis da Natureza estavam presentes no ato da criação do Universo, ou melhor, precedendo a criação deste Universo, visto que o cientista Tryon afirmou que elas são necessárias para tal.
Porque estou falando disso? Por que estou falando de algo que: 1° não é físico, é imaterial; 2° age e tem poder sobre o físico, sobre a matéria; 3° criou o físico, a matéria a partir do nada; e 4° precede o Universo? Estas características não lhes soam semelhante a Alguém? Ora, estas Leis da Natureza não são algo, mas Alguém. Alguém que, como vimos anteriormente teve a sua existência comprovada pela Ciência. Este Alguém que é imaterial, precedeu a criação do Universo e do nada fez a matéria é o que chamo de Deus. E por estarmos em um meio acadêmico é que fiz questão de antes fazer todo este preâmbulo, com ares científicos, para deste Deus falar aqui hoje para vocês neste momento que nos é tão especial.
É deste Deus que diz o salmista: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem” (Sl 126) e Ele mesmo nos confirma “Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha”. (Mt 7,24). Desejo aos senhores aqui presentes, em especial aos nossos concludentes, que todos os seus planos sejam projetados, construídos, operados e mantidos com este Deus e que nesta Rocha firme que Ele é estejam os seus alicerces.
Pois se assim o for, acredito sem dúvidas!, conseguiremos reerguer este Império que um dia fomos e que de novo podemos ser. Com cidadãos tementes a Deus, amantes da ordem e dos bons costumes, confiando na promessa deste mesmo Deus que afirma, por meio do profeta Isaías, que “Aquele que procede bem e diz a verdade, [Aquele] que não quer um benefício extorquido, [Aquele] que não quer tocar um presente corruptor, [Aquele] que fecha os ouvidos aos propósitos sanguinários e cerra os olhos para não ver o mal. Semelhante homem habitará nas alturas, e terá por asilo os rochedos fortificados; seu pão lhe é dado e a água lhe é assegurada. Teus olhos verão o rei no seu esplendor” (Is33, 15-17a)
Confiantes neste Deus, e em consonância com esta Sua promessa manifestada por Isaías, estejamos cientes de que “não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima” e que somente patriotas que colocam o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos é que podem fazer desta uma Nação feliz, pois “Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus, e o povo que ele escolheu para sua herança” (Sl 32,12)
Boa noite, que Deus se compadeça de nós e nos abençoe!
Prof. Moisés Gomes de Lima.

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A SENHORA “APARECIDA”


Dom Fernando Arêas Rifan*

No próximo dia 12,celebraremos a Padroeira do Brasil, nos 300 anos do achado milagroso da sua imagem. O Brasil em peso estará em prece pedindo sua proteção e bênção, especialmente no difícil momento político e social por que passamos.
Tudo começou, quando, em 1717, por ocasião da visita do Conde de Assumar à cidade de Guaratinguetá, SP, foi pedido aos pescadores locais peixes para o banquete do nobre visitante. Três pescadores, amigos entre si, João Alves, Domingos Garcia e Filipe Pedroso, tentavam e não conseguiam os peixes que necessitavam, quando apanharam em suas redes uma pequena imagem truncada de Nossa Senhora da Conceição e a seguir, num lance de rede sucessivo, a cabeça da mesma imagem, conseguindo, num terceiro lance, imensa quantidade de peixes. A esse milagre sucederam muitos outros. A imagem foi chamada de “Aparecida” e colocada numa pequena capela que, com o tempo, tornou-se o monumental Santuário Nacional, maior centro de peregrinação do país.
É óbvio que ali houve algo sobrenatural. Pois, como explicar que uma simples imagem, quebrada, sem uma intervenção divina e uma bênção especial da Mãe de Jesus, pudesse atrair milhões de pessoas em oração fervorosa, ininterruptamente, há quase três séculos?
Em 1904, Nossa Senhora Aparecida, foi coroada Rainha do Brasil. No Congresso Mariano de 1929, quando se comemorou o Jubileu de Prata dessa Coroação, os bispos do Brasil decidiram enviar um pedido ao Papa para que declarasse Nossa Senhora Aparecida Padroeira de toda a nação brasileira. Este pedido tornou-se realidade através do Decreto do Papa Pio XI, de 16 de julho de 1930, no qual diz: “… Na plenitude de nosso Poder Apostólico, pelo teor da presente Carta, constituímos e declaramos a Beatíssima Virgem Maria concebida sem mancha, conhecida sob o título de Aparecida, Padroeira principal de todo o Brasil junto de Deus… concedendo isso para promover o bem espiritual dos fiéis no Brasil e para aumentar, cada vez mais, sua devoção à Imaculada Mãe de Deus…”.
A proclamação oficial se realizou numa grande manifestação popular de um milhão de pessoas, no Rio de Janeiro, então capital federal, com o reconhecimento oficial do Governo do país, pela presença do seu Presidente, Dr. Getúlio Dornelles Vargas, e de outras autoridades civis, militares e eclesiásticas. Era o Brasil reconhecendo oficialmente sua padroeira.
Que o Brasil, que nasceu católico desde a sua descoberta, cujo primeiro monumento foi um altar e uma cruz, que teve como primeira cerimônia uma Missa, que tem essa Senhora Padroeira, mostre-se digno de tais origens e de tal Patrona, em suas instituições, suas leis, seus governantes, sua política, seus legisladores, sua população e seu modo de viver, na verdadeira justiça e caridade, na ordem e no verdadeiro progresso, na harmonia e no bem comum, na lei de Deus e na coerência com os princípios da fé cristã, base da nossa identidade pátria e princípio de toda a convivência honesta, solidária e pacífica.

*Bispo

da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Artigo folha 711 II A SENHORA APARECIDA.doc

Santo Alexandre Sauli, Bispo e Confessor (+ Ásti, Itália, 1592)


11 de Outubro

Santo Alexandre Sauli,
Bispo e Confessor (+ Ásti, Itália, 1592)

Nascido em Milão, ingressou na Congregação dos Barnabitas, chegando a ser, aos 31 anos de idade, superior geral dessa família religiosa. Foi professor de Filosofia e Teologia na Universidade de Pavia, e ao mesmo tempo se destacou como pregador e apóstolo do confessionário. Dirigia espiritualmente comunidades inteiras que se submetiam a ele. Nomeado pelo Papa São Pio bispo de Aléria, na Córsega, encontrou uma diocese completamente decadente e abandonada, sem clero capacitado, sem locais de culto decente, com o rebanho perdido nas trevas da ignorância e da superstição. À custa de esforços ingentes que se prolongaram por 21 anos, conseguiu reformar por inteiro a diocese, transformando-a num modelo de fervor e organização. Nomeado pelo Papa Gregório XIV bispo de Pavia, começou imediatamente a visitação de sua nova diocese, mas faleceu logo depois. É venerado como o Apóstolo da Córsega.

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A RELIGIÃO NA ESCOLA


Dom Fernando Arêas Rifan*

Quando, nos EEUU, se promulgou a primeira lei compulsória sobre a educação pública, o “Boston’s Catholic Newspaper” assim comentou: “A própria compreensão do mundo, e desse modo uma educação acertada, é aquela centrada em torno de Deus. Qualquer outra coisa leva ao ateísmo ou à rejeição de Deus”. […] As crianças são, em primeiro lugar, da responsabilidade de seus pais. A família é a ‘célula vital’ da sociedade. É anterior ao Estado, tanto cronológica quanto ontologicamente. O Estado pode oferecer ajuda à família, mas nunca suplantar sua estrutura básica ou integridade”.
Para a doutrina moral católica, a sadia laicidade, entendida como autonomia da esfera civil e política da religiosa e eclesiástica – mas não da moral – é um valor adquirido e reconhecido pela Igreja, no mundo atual. “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, ensinou Jesus (Mt 22, 21). César não pode se intrometer nas coisas de Deus, nem a religião ditar normas que pertencem a César (o Estado). Mas César também tem deveres para com Deus, que lhe é superior. O Estado brasileiro é leigo e, por isso, não pode se intrometer no conteúdo da religião. Mas não é ateu, por isso não pode propagar o ateísmo ou a irreligião, que também são formas de religião. Deve sim oferecer às famílias, para auxiliá-las, o ensino religioso em suas escolas, sendo o conteúdo da alçada das autoridades religiosas de cada religião. Assim, a Constituição Federal do Brasil (art. 19) proíbe ao Estado, que é laico, estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvenciona-los, embaraçar-lhes o funcionamento, etc, mas, por não ser ateu, estabelece (art. 210 §1º) que “o ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental”.
Por respeitar a Deus – e a Constituição Federal declara explicitamente, no seu Preâmbulo, que é promulgada “sob a proteção de Deus” – o Estado brasileiro ordena o ensino religioso nas escolas públicas. Por ser laico, e respeitar os ateus, a lei declara que a matrícula é facultativa. Por ser laico também, e não ter competência em matéria religiosa, o Supremo Tribunal Federal decidiu acertadamente que o Ensino Religioso nas escolas públicas deve ser confessional e plural, ou seja, o conteúdo do Ensino Religioso é da competência das autoridades religiosas dos diversos credos credenciados e não do Estado. Aos pais dos menores compete decidir se querem e qual o ensino religioso desejam para seus filhos. É confessional e plural, por seguir as normas de cada religião existente. Não é ensino religioso sincrético, ou sincretismo religioso, uma mistura de religiões, porque essa religião não existe.
Há que se notar a diferença entre ensino religioso e catequese. Esta se faz nas Igrejas, endereçada à vida cristã e à participação na vida da comunidade paroquial. Ensino religioso, que se faz na escola, é a instrução religiosa básica da fé e da moral, especialmente dos valores humanos e cristãos, as virtudes a praticar, os vícios a evitar e a dignidade da pessoa humana, sem proselitismo nem opressão das consciências.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Artigo folha 710 II A RELIGIÃO NA ESCOLA.doc

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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