UM NOVO TEMPO!


Dom Fernando Arêas Rifan*

Domingo próximo começa um novo ano litúrgico, com o Advento. Palavra oriunda do latim, significando “vinda”, Advento é o “tempo litúrgico da expectativa do Salvador e símbolo da esperança cristã. A salvação que esperamos de Deus tem igualmente o sabor do amor. Preparando-nos para o mistério do Natal, assumimos de novo o caminho do povo de Deus para acolher o Filho que nos veio revelar que Deus não é só Justiça, mas é também e antes de tudo Amor (cf. 1 Jo 4, 8). Em todos os lugares, mas, sobretudo onde reinam a violência, o ódio, a injustiça e a perseguição, os cristãos são chamados a dar testemunho deste Deus que é Amor”.
“O Advento é o tempo para preparar os nossos corações a fim de acolher o Salvador, isto é, o único Justo e o único Juiz capaz de dar a cada um a sorte que merece. Aqui, como noutros lugares, muitos homens e mulheres têm sede de respeito, justiça, equidade, sem avistar no horizonte qualquer sinal positivo. Para eles, o Salvador vem trazer o dom da sua justiça (cf. Jr 33, 15). Vem tornar fecundas as nossas histórias pessoais e coletivas, as nossas esperanças frustradas e os nossos votos estéreis. E manda-nos anunciar, sobretudo àqueles que são oprimidos pelos poderosos deste mundo, bem como a quantos vivem vergados sob o peso dos seus pecados: ‘Judá será salvo e Jerusalém viverá em segurança. Este é o nome com o qual será chamada: Senhor-nossa justiça’ (Jr 33, 16). Sim, Deus é Justiça! Por isso mesmo nós, cristãos, somos chamados a ser no mundo os artesãos duma paz fundada na justiça” (Papa Francisco, Catedral de Bangui,

República Centro-Africana, 29/11/2015).
Celebramos duas vindas de Jesus Cristo ao mundo. A primeira, com a sua encarnação, ocorrida historicamente há cerca de dois mil anos, celebraremos no Natal. A segunda, em que meditamos no tempo do Advento, é o retorno glorioso no fim dos tempos. Como disse o Papa Bento XVI, “esses dois momentos, que cronologicamente são distantes – e não se sabe o quanto -, tocam-se profundamente, porque com sua morte e ressurreição Jesus já realizou a transformação do homem e do cosmo que é a meta final da criação. Mas antes do final, é necessário que o Evangelho seja proclamado a todas as nações, disse Jesus no Evangelho de São Marcos (cf. Mc 13,10). A vinda do Senhor continua, o mundo deve ser penetrado pela sua presença. E esta vinda permanente do Senhor no anúncio do Evangelho requer continuamente nossa colaboração; e a Igreja, que é como a Noiva, a esposa prometida do Cordeiro de Deus crucificado e ressuscitado (cf. Ap 21,9), em comunhão com o Senhor colabora nesta vinda do Senhor, na qual já inicia o seu retorno glorioso”(Angelus, 2/12/2012).
Há ainda uma terceira vinda de Cristo, também celebrada no Natal. Acontece em nosso coração, pela sua graça. Essa será a grande alegria do Natal: “O encontro pessoal com o amor de Jesus que nos salva… A ALEGRIA DO EVANGELHO enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Todos os que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento” (Francisco, Evangelii Gaudium).

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

artigo folha 718 II UM NOVO TEMPO.doc

A Igreja que Jesus instituiu foi corrompida?


A premissa básica do protestantismo é que a Igreja Apostólica foi corrompida (pelos homens pecadores) para assim justificar a existência de suas pseudo igrejas e seitas.
Para quem é mais racional, essa ideia afasta muitos da Igreja, que acabam ateus por verem nas igrejas e seitas protestantes uma fé irracional e incoerente.
Ora, nenhuma igreja tem culpa dos judas. Como Cristo não é culpado pela atitude de Judas. A Igreja não é pecadora, mas “santa e sem defeito” como diz Paulo, sendo Cristo sua cabeça! Seus membros é que são pecadores.
E isso levanta outra questão: por que há tantas “igrejas”, se Cristo instituiu a dele como Ele mesmo disse: “edificarei MINHA Igreja…” sobre os apóstolos e Pedro líder?
Sem a premissa da Igreja corrompida, o protestantismo não tem razão de ser.
E não percebem o MAL IMENSO que causam espalhando essa ideia para justificar a existência e valorizar suas próprias seitas, minando a autoridade da Igreja e afastando as pessoas da Verdade.
MAS…..
Se a Igreja foi corrompida, é porque antes ela não era corrompida.
E se antes ela não era corrompida, então significa que era a Igreja de Cristo.
Ora, mas se era a Igreja de Cristo, não prometeu Jesus que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela?
Deus não teria poder para manter Sua Igreja nos trilhos?
É evidente que o protestante não crê totalmente em Jesus e, ao semear essa dúvida, afasta muitos da boa-nova apostólica.
E MAIS…
Se todos temos pecado, os membros das igrejas protestantes também.
Ora, então usando o mesmo raciocínio protestante usado para acusar a Igreja de Cristo de ter sido corrompida pelos seus membros pecadores, podemos inferir que TODAS as igrejas protestantes também foram e são corrompidas.
E agora?
Onde está a Igreja “santa e irrepreensível” que Paulo afirma?
Onde está a esposa de Cristo, que Paulo compara à Igreja?
Onde está a “casa de Deus, coluna e sustentáculo da verdade” como Paulo diz?
Onde está a Igreja que o próprio Cristo instituiu e a quem prometeu que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra ela?
Não diz Paulo que Cristo é a cabeça de Sua Igreja?
“Igreja invisível” não tem cabimento, pois eu, você e todos os crentes não somos invisíveis, ou somos?
Então onde está, sumiu?
Pois é.
Fica evidente que tem gente que, na ânsia de combater uma fantasia monstruosa de Igreja Católica, acaba desprezando a lógica, a Bíblia e as promessas de Deus. Isso não é fé. É ceticismo.
Acaba agindo como um Dom Quixote combatendo moinhos de vento pensando serem Quimeras idólatras.
A Igreja que Jesus fundou sobre os apóstolos e Pedro líder e até chamou-a de “MINHA Igreja…” não é obra de homens.
É obra de Deus!
Por isso não pode ser corrompida ou destruída.
Quem nega a Igreja nega sua cabeça, que é Cristo!
Ah… e tem MAIS UM detalhe… se alguém quer falar dos judas da Igreja, então deveria falar dos santos e mártires que melhor representam essa Igreja, não dos que NÃO a representam.
É uma grande tolice medir a Igreja pela régua dos traidores.
Assim como a história da arquitetura remete às grandes obras, a do povo de Deus remete aos grandes santos, e não o contrário.
“Dois homens olharam pela mesma janela, um viu o céu e o outro viu a lama”. Santo Agostinho.
Por Lávio Pareschi

A “REFORMA”: 500 ANOS


Dom Fernando Arêas Rifan*

O ano de 2017, especialmente no findo mês de outubro, teve a comemoração de importantes aniversários, uns de grata memória, outros de triste recordação. Celebramos o tricentenário da descoberta milagrosa da imagem de Nossa Senhora Aparecida e os cem anos das aparições de Nossa Senhora de Fátima. Também em 2017 fez 100 anos a implantação do comunismo na Rússia e 500 anos da chamada reforma protestante, com Martinho Lutero pregando suas 95 teses contestatárias na porta da Igreja em Wittemberg.
O Papa Pio XII resume assim as três revoluções dos tempos modernos, concatenadas e consequentes uma da outra: “Cristo sim, a Igreja não [a revolução protestante]. Depois: Deus sim, Cristo não [a revolução francesa]. Finalmente o grito ímpio: Deus está morto, ou mesmo: Deus nunca existiu [a revolução
comunista]” (Discurso de 12/10/1952).
Em

2012, já preparando essa efeméride, declarara o Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, que a Igreja Católica não poderia comemorar os 500 anos da ‘Reforma’, porque “não podemos celebrar um pecado”. Sim, a Igreja não celebra a divisão, mas, recordando esse aniversário, procura vias para restaurar a unidade. É o que o Papa Francisco, indo além do conflito, em direção à comunhão, tem procurado fazer, na linha já começada pelos Papas São João Paulo II e Bento XVI.
O Cardeal Gerard Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, explica que “já se passaram 500 anos. Não é mais tempo de polêmica, mas de entendimento e reconciliação”. É o que desejamos para os nossos irmãos luteranos: a reconciliação com a Igreja católica. Reconciliação sim, “mas”, continua o mesmo Cardeal Müller, “não à custa da verdade. Não se deve agravar a confusão. Ora, se devemos, por um lado, reconhecer a eficácia do Espírito Santo nos cristãos não católicos de boa vontade, que não cometeram pessoalmente esse pecado de ruptura com a Igreja, não podemos, por outro, alterar a história do que se passou há 500 anos. Uma coisa é o desejo de manter boas relações com os cristãos não católicos de hoje, a fim de aproxima-los da plena comunhão com a hierarquia católica e com a aceitação da Tradição apostólica segundo a doutrina da Igreja; outra coisa é a incompreensão ou a falsificação do que ocorreu 500 anos atrás e do impacto desastroso que se lhe seguiu. Impacto, aliás, contrário à vontade de Deus: ‘Para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, para que também eles estejam em nós e o mundo creia que tu me enviaste’ (Jo 17, 21)”.
E a verdadeira reforma, talvez vislumbrada por Lutero, não a pseudo-reforma entendida e perpetrada por ele, foi realizada, no mesmo século XVI, pelo Concílio de Trento e pelos santos contemporâneos do monge alemão, como Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz, São Filipe Nery e, sobretudo, Santo Inácio de Loyola com a Companhia de Jesus, concretizando assim o que dizia São João Paulo II: “A Igreja não precisa de reformadores, mas de santos!” Os Santos, reformando a si mesmos, foram os verdadeiros reformadores do mundo e da Igreja.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Artigo Folha 715 II A Reforma – 500 anos.doc

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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