Interessante análise sobre a visão ateísta da ciência


National Catholic Register | Tradução: §|Olhar Católico|§

O que não aceito na visão ateísta da ciência

Por JENNIFER FULWILER, em 17 de outubro de 2012.

Este fim de semana me deparei com minha velha cópia de Brian Greene, O Universo Elegante. Eu amo o jeito que ele pode fazer um tema como a teoria das cordas e sua relevância para tudo, desde quarks até supernovas, acessíveis para qualquer pessoa.

Uma coisa que eu não entendo, porém, é por que ele pensa que a teoria das cordas nos diz algo de definitivo sobre a existência ou não existência do sobrenatural. Ele escreve:

Muitos acham pretencioso e totalmente repugnante a alegação de que as maravilhas da vida e do universo são meros reflexos de partículas microscópicas envolvidas em uma dança sem sentido totalmente coreografada pelas leis da física. Será real que o caso dos sentimentos de alegria, tristeza ou tédio não são nada além de reações químicas no cérebro – reações entre moléculas e átomos que, ainda mais microscópica, são reações entre algumas das partículas fundamentais, que são realmente apenas cordas vibrando?

Ele chega a citar o Prêmio Nobel Steven Weinberg, que escreve sobre pessoas que estão "horrorizadas com o que sentem ser a frieza da ciência moderna":

Eu não iria tentar responder a estas críticas com um sermão sobre as belezas da ciência moderna. A visão de mundo reducionista é fria e impessoal. Ela tem que ser aceita como é, não porque gostamos, mas porque essa é a maneira como o mundo funciona.

Eu lhes dou pontos para admitir que sua visão de mundo é deprimente, mas eu não tenho certeza de como estamos indo de A para B neste momento. Por que a teoria das cordas pode fazer tudo tão sombrio de repente? Antes que tenha surgido as cordas sabíamos que todas as maravilhas do universo e da experiência humana acontecera por meio das interações de elétrons, prótons e nêutrons. Por que as cordas são mais repugnante que os átomos? Não há como negar que minúsculas partículas físicas estão envolvidos em tudo, desde as sensações de felicidade até as supernovas. Parece-me que, se a ciência revela os blocos fundamentais de construção da natureza, sejam eles átomos, quarks, cordas ou minúsculos elfos dançantes, é irrelevante para a questão de saber se há ou não são realidades que transcendem o mundo material.

Greene escreve que "um reducionista ferrenho afirmaria que … em princípio, absolutamente tudo, desde o Big Bang até sonhos, pode ser descrito em termos de processos físicos microscópicos subjacentes envolvendo os componentes fundamentais da matéria". Que bom. Eu estou com ele até aqui. Mas aqui é onde ele me perde: "Se você entender tudo sobre os ingredientes, argumenta o reducionista, você entende tudo."

Se você entender os ingredientes, você entende tudo. Eu acho que este é um resumo perfeito do que o ateísmo moderno sai dos trilhos. Um programa de computador pode ler e analisar as palavras de Soneto 18 de Shakespeare, e até mesmo responder a perguntas sobre o seu conteúdo. Ele poderá "entender" todos os ingredientes perfeitamente. Mas será que isso significa que ele compreendeu a essência do Soneto 18? Os cientistas poderiam anexar um dispositivo de neuroimagem para a cabeça de um homem que se reencontra com a mulher que ele ama após uma longa ausência. Os cientistas puderam descrever em detalhes cada parte do seu cérebro que estava em uso quando ela entrou na sala, e explicar precisamente como todos os neurônios disparavam quando ele olhou para ela. Será que somente estes dados captaram plenamente o momento?

Ateus, especialmente aqueles do "novo ateísmo", hesitam em colocar muito suas fichas em todos os dados experimentais e, assim, eles evitam qualquer sentimento que indica que há algo de sobrenatural por trás do universo, contando apenas com o que podemos observar e provar através da ciência em seu lugar. Este ponto de vista é útil até certo ponto: Quando as pessoas decidem o que é verdadeiro e o que é falso com base exclusivamente em sentimentos e experiências emocionais, podem acabar em todo os tipo de crença maluca. Certamente é bom tomar o subjetivo, os aspectos não-comprovados da experiência humana e equilibrá-los com dados objetivos, verificáveis. Mas esse ponto de vista, também, pode ser levado muito longe. O universo, como um soneto de Shakespeare, não é feito para ser visto através de uma análise de seus componentes por si só, e fazer isso seria perder toda a sua beleza poética

Cientistas que promovem uso de células tronco adultas recebem Prêmio Nobel de Medicina


ESTOCOLMO, 09 Out. 12 / 02:43 pm (ACI/Europa Press).- O japonês Shinya Yamanaka e o britânico John Gourdon obtiveram o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2012 por terem descoberto que as células especializadas amadurecidas podem ser reprogramadas para converter-se em células capazes de desenvolver-se em qualquer tipo de tecido do corpo.

Um descobertas que “revolucionou nossos conhecimentos sobre como se desenvolvem as células e os organismos” e que ajudou a melhorar o estudo das enfermidades e a desenvolver novos “métodos de diagnose e terapia”, informou esta segunda-feira, 8 de outubro, a Assembléia Nobel do Instituto Karolinska.

Continuem lendo aqui…

GENOMA DOS GORILAS FALHA EM CONFIRMAR EXPECTATIVAS EVOLUCIONISTAS


Interessante post sobre o Genoma dos Gorilas. Copiei daqui.

Com os rápidos avanços na tecnologia de sequenciação do genoma, os pesquisadores aumentaram de modo dramático o número de genomas já sequenciados. Esta informação genómica aumentou de forma considerável o nosso conhecimento em torno dos organismos vivos. Recentemente, os pesquisadores reportaram terem concluído a sequência integral do genoma dos gorilas. (Scally, et al., 2012).

Os evolucionistas consideram os gorilas como um dos nossos “mais próximos” familiares evolutivos vivos, só ficando atrás dos chimpanzés (Scally, et al.). Um dos objectivos da sequenciação do genoma era o de examinar se o mesmo estava de acordo com os alegados relacionamentos evolutivos. Foram usadas comparações entre as sequências de nucleótidos como forma de gerar hipotéticas árvores de relacionamentos (algumas vezes conhecida como “árvore da vida”).

[NOTA: Comparar sequências de nucleótidos é similar a comparar letras entre dois livros; mais letras na mesma ordem leva a que as sequências sejam consideradas “mais semelhantes” – o que faz com que os evolucionistas interpretam isto como um reflexo dum relacionamento evolutivo. Deve ser ressalvado que sequenciais que só se encontram num dos “livros” e não nos outros, são ignoradas. Isto leva a que frequentemente estas não sejam levadas em consideração nos cálculos da “semelhança.” Este, e muitos outros detalhes técnicos, podem resultar num mau entendimento da quantidade real das diferenças existentes entre os organismos (cf. Cohen, 2007).]

O que é que eles aprenderam com o seu trabalho? Ao compararem as já existentes sequências humanas e sequências de chimapzés, os pesquisadores concluíram que 70% do genoma humano e do genoma dos chimpanzés é mais semelhante um com o outro do que com o genoma dos gorilas. (Scally, et al.). 

No entanto, 15% das sequências dos gorilas são mais semelhantes com a sequência humana do que com a dos chimpanzés; os restantes 15% da sequência dos gorilas era mais próxima da sequência dos chimpanzés do que da sequência dos seres humanos (Flatow, 2012; Smith, 2012).

Tendo como base a visão dominante da”árvore” evolutiva, os 15% de maior semelhança entre os humanos e os gorilas não seriam previstos uma vez que os humanos supostamente separaram-se mais recentemente dos nossos relativos chimpanzés. Portanto, a sequência de ADN deveria reflectir este relacionamento.Como forma de explicar estas anomalias entre o ADN dos chimpanzés, dos gorilas e dos seres humanos, o conceito da “incomplete lineage sorting” [ILS] foi empregue (Scally, et al.). Segundo este conceito, o cruzamento entre os chimpanzés, gorilas e humanos primordiais continuou a ocorrer durante mais alguma tempo depois da “separação.”

A interpretação é a de que diferentes regiões dos genomas reflectem várias etapas de aproximação com os “familiares” evolutivos resultantes dos cruzamentos entre si. Este achado não é um incidente isolado. Um estudo de 2007 apurou que 23% do genoma humano não partilha “qualquer ascendência imediata com os nossos parentes vivos mais próximos, os chimpanzés” (Ebersberger, Galgoczy, et al., 2007).

Para retirar destes resultados o mais importante, os pesquisadores verificaram que algumas sequências de ADN nos humanos, chimpanzés e gorilas são muito similares, ao mesmo tempo que outras não são. Essencialmente, algumas porções de ADN podem ser interpretadas como resultado de relacionamentos evolutivos, ao mesmo tempo que outras partes não apoiam – e chegam a contradizer – estes alegados relacionamentos.

Uma interpretação mais simples das semelhanças entre as sequências de ADN entre os vários organismos seria a de afirmar que os humanos, os gorilas e os chimpanzés não são, de todo, evolutivamente relacionados, e que algumas sequências comuns representam as mesmas características de design comum que foram implementadas por Deus nas várias criaturas que partilham processos biológicos, meio ambiente e anatomia.

Semelhanças nas sequências entre as espécies reflectem, então, a preservação das regiões chave do ADN através do tempo (devido às funções essenciais codificadas por estas regiões) e não relacionamentos evolutivos. De facto, o conceito pode ser usado para identificar potenciais funções para regiões inexploradas ou pouco entendidas de vários genomas comparando-as com regiões com funções conhecidas de outros organismos.

Nesta discussão, é importante reconhecer a diferença entre os factos e a interpretação desses factos.

Surpreendentemente, tem havido um crescente descontentamento em torno do conceito da árvore de vida universal – a mesma que é usada para catalogar os relacionamentos. Embora ainda subscrevam de modo firme a teoria da evolução, alguns cientistas chegaram a sugerir o que seria um total subversão do conceito, incluindo alguns evolucionistas que defendem que não houve um ancestral comum para a vida. (Bapteste, Susko, et al., 2005; Doolittle, 2009; McInerney, Pisani, et al., 2011).

Enquanto os evolucionistas continuam a debater entre si as interpretações dos factos, será interessante observar os próximos avanços genómicos ao mesmo tempo que a Palavra de Deus [a Bíblia] continua a ser validada pelos dados da ciência.

REFERENCIAS

1. Bapteste, E., E. Susko, et al. (2005), “Do Orthologous Gene Phylogenies Really Support Tree-Thinking?” BMCEvolutionary Biology, 5:33.
2. Cohen, J. (2007), “Evolutionary Biology. Relative Differences: The Myth of 1%,” Science, 316[5833]:1836.
3. Doolittle, W.F. (2009), “The Practice of Classification and the Theory of Evolution, and What the Demise of Charles Darwin’s Tree of Life Hypothesis Means for Both of Them,” Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences, 364[1527]:2221-2228.
4. Ebersberger, I., P. Galgoczy, et al. (2007), “Mapping Human Genetic Ancestry,” Molecular Biology and Evolution, 24[10]:2266-2276.
5. Flatow, I. (2012), “Gorilla Genome Sheds Light On Human Evolution,” Science Friday, http://www.npr.org/2012/03/09/148306985/gorilla-genome-sheds-light-on-human-evolution.
6. McInerney, J.O., D. Pisani, et al. (2011), “The Public Goods Hypothesis for the Evolution of Life on Earth,” Biology Direct, 6:41.
7. Scally, A., J.Y. Dutheil, et al. (2012), “Insights into Hominid Evolution from the Gorilla Genome Sequence,” Nature, 483[7388]:169-175.
8. Shapiro, J.A. and R. von Sternberg (2005), “Why Repetitive DNA is Essential to Genome Function,” Biological Reviews of the Cambridge Philosophical Society, 80[2]:227-250.
9. Smith, K. (2012), “Gorilla Joins the Genome Club,” Nature News, http://www.nature.com/news/gorilla-joins-the-genome-club-1.10185.
10. Wells, J. (2011), The Myth of Junk DNA (Seattle, WA: Discovery Institute Press).

O aborto direto não é necessário, do ponto de vista médico, para salvar a vida da mãe


Vi isto aqui. O que os esquerdistas abortistas vão dizer agora? Ah estes obscurantistas retrógrados que insistem em impor sua ideologia de morte à sociedade brasileira! Leiam:

 

Especialistas médicos reunidos num simpósio na Irlanda concluíram que “o aborto directo não é necessário, do ponto de vista médico, para salvar a vida da mãe”. Portanto, o argumento da Esquerda segundo o qual “o aborto deve ser permitido para salvar a vida da mãe”, é anti-científico.

Os médicos reunidos no simpósio declararam também que “a proibição legal do aborto não afecta, de modo nenhum, a possibilidade de um óptimo cuidado médico da mulher grávida”.

Recorde-se que em Inglaterra foram feitos mais de 6 milhões de abortos desde 1967 — ano da legalização do aborto neste país —, e apenas 0,006% do total de abortos foram realizados com a intenção de “salvar a vida da mãe”: todos os outros abortos foram feitos a pedido discricionário e arbitrário da mulher.

Descoberta que desacredita a teoria da evolução é ignorada


Fonte: Génesis Contra Darwin

Será que o cérebro humano evoluiu a partir do cérebro dum animal parecido com um macaco? Duas novas reportagens descrevem quatro genes humanos com o nome de SRGAP2A, SRGAP2B, SRGAP2C, eSRGAP2D, que estão localizados em 3 regiões distintas no cromossoma número 1 (Dennis, M.Y. et al. 2012. Evolution of Human-Specific Neural SRGAP2 Genes by Incomplete Segmental Duplication. Cell. 149: 912-922).

Aparentemente eles desempenham um papel importante no desenvolvimento do cérebro (Charrier, C. et al. 2012. Inhibition of SRGAP2 Function by Its Human-Specific Paralogs Induces Neoteny During Spine Maturation. Cell. 149: 923-935).

A descoberta mais importante talvez seja o facto de 3 dos 4 genes (SRGAP2B, SRGAP2C, and SRGAP2D)se encontrarem unicamente nos seres humanos e em mais nenhum outro mamífero, incluindo os macacos. Embora cada um dos genes partilhe algumas regiões semelhantes, claramente elas são únicas na sua estrutura e funções gerais quando comparadas umas com as outras.

Os evolucionistas alegam que, de alguma forma ou outra, a versão original do gene SRGAP2 , herdado dum ancestral parecido com um macaco, duplicou-se, moveu-se para uma área totalmente distinta do cromossoma 1 e modificou-se de modo a desempenhar novas funções. Isto supostamente aconteceu várias vezes no passado distante depois dos seres humanos se terem divergido do imaginário ancestral entre os humanos e os chimpanzés.

Mas esta mitologia história depara-se agora com problemas graves.

  • Primeiro, quando comparadas umas com as outras, as localizações do gene SRGAP2 no cromossoma 1 são únicas no seu arranjo para a codificação de proteínas e na sua estrutura. Os genes não parecem de todo terem sido duplicados.

O ónus da prova encontra-se do lado dos evolucionistas uma vez que são eles que têm que explicar como é que o suposto gene ancestral foi duplicado, dividido em localizações distintas no cromossoma,reorganizado e alterado de modo a ter novas funções – tudo isto sem perturbar o então existente cérebro do macaco e tudo como efeito de mutações aleatórias.

  • O segundo problema reside na localização exacta das versões B, C e D do gene SRGAP2.

Elas rodeiam o centrómetro do cromossoma, que é uma porção especializada do cromossoma – geralmente perto do centro -, importante para os processos do núcleo da célula, incluindo a divisão celular e a arquitectura cromatina (Thomas, B. Genomes Have Remarkable 3-D Organization. Creation Science Updates. Posted on icr.org November 15, 2012, accessed May 15, 2012).

Como tal, devido à ausência extrema de recombinação, estas duas regiões junto ao centrómetro são incrivelmente estáveis e livres de mutações. Não há qualquer tipo de precedente para a alegação de que os genes podem duplicar para o interior destas sequências super estáveis, muito menos reorganizarem-se posteriormente.

. . . . .

Como seria de esperar, o facto de 3 genes recentemente descobertos estarem presentes só nos seres humanos – ausentes em todos os outros mamíferos conhecidos – tem sido inteligentemente ofuscado por trás da semântica evolucionista.

Claramente, esta descoberta genética importante invalida a evolução humana e mostra que nós fomos criados de forma única “à Imagem de Deus” tal como nos diz o Livre de Génesis.

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É hora de admitir que a Igreja sempre esteve certa sobre a contracepção


do Contra o Aborto de William

S.S. Paulo VI

O artigo abaixo, aqui disponibilizado em uma livre tradução feita por mim, foi publicado no site Business Insider e mostra o que qualquer pessoa honesta pode concluir por si mesma: os efeitos da mentalidade contraceptiva em voga mundialmente foram devastadores na sociedade, na família, nos relacionamentos, na afetividade.

O Papa Paulo VI, com sua Humanae Vitae, atuou como um verdadeiro profeta dos dias atuais ao admoestar o mundo sobre as conseqüências da contracepção desenfreada e é exatamente isto que é abordado neste breve artigo de autoria de Michael Brendan e Pascal-Emmanuel Gobry.

***

É hora de admitir que a Igreja sempre esteve certa sobre a contracepção

Michael Brendan Dougherty e Pascal-Emmanuel Gobry

Retratar a Igreja Católica como "sem noção" é tão fácil quanto atirar em peixes em um barril. E nada torna isto tão fácil quanto a posição da Igreja contra a contracepção.

Muitas pessoas, incluindo nosso editor, perguntam-se por que a Igreja Católica simplesmente não volta atrás neste ponto. Tais pessoas dizem que a maioria dos católicos o ignoram, e que isto é "retrógrado". Ora! Estamos no século XXI! — eles dizem. Eles não vêem o quanto isto é ESTÚPIDO — gritam.

Eis o que temos, na realidade: a Igreja Católica é a maior e mais antiga organização do mundo. Ela enterrou todos os grandes impérios conhecidos pelo homem, de Roma à União Soviética. Ela tem unidades espalhadas por todo o mundo, presente em todas as áreas da sociedade. Ela nos deu alguns dos maiores pensadores, de Santo Agostinho a René Girard. Quando ela toma alguma atitude, geralmente é por uma boa razão. Todos têm o direito de discordar dela, mas não é que ela seja formada por um bando de branquelos empacados na Idade Média.

Então, o que é que há?

A Igreja ensina que amor, casamento, sexo e procriação são coisas que estão ligadas. Simples assim. E isto é muito importante. E embora a Igreja ensine isto há 2000 anos, provavelmente isto jamais esteve tão em evidência quando hoje.

As atuais restrições contra a contracepção artificial foram reafirmadas em um documento de 1969 escrito pelo Papa Paulo VI chamado Humanae Vitae. Ele alertou sobre quatro consqüências se o uso de contraceptivos fosse aceito:

– Queda generalizada dos padrões morais

– Um aumento na infidelidade e ilegitimidade

– A redução das mulheres a objetos utilizados para satisfação dos homens

– Coerção governamental em matérias envolvendo reprodução

Algo disto soa familiar?

Claramente isto soa como o que vem acontecendo nos últimos 40 anos.

Como escreveu George Akerloff na revista Slate há uma década,

"Ao fazer o nascimento da criança uma escolha física da mãe, a revolução sexual fez o casamento e a criação dos filhos uma escolha social por parte do pai."

Ao invés de um casal sendo responsável pela criança que eles conceberam, uma expectativa que foi sempre suportada por normas sociais e pela Lei, agora nós vamos acostumados a pensar que nenhum dos pais é fundamentalmente responsável por seus filhos. Os homens agora consideram que seus deveres como pais são preenchidos meramente pelo ato de pagar o que o lhes é ordenado pela Justiça. Isto é uma dramática redução nos padrões da "paternidade".

E como mais estamos indo desde a grande revolução sexual? O casamento de Kim Kardashian durou 72 dias. Ilegitimidade: lá no alto. Em 1960, 5.3% de todos os nascimentos nos EUA eram de mães solteiras. Em 2010, foi de 40.8%. Em 1960, famílias de cônjuges casados atingiam 3/4 do total de famílias; já pelo censo de 2010, elas são apenas 48%. A coabitação aumentou 10 vezes desde 1960.

E se você não pensa que mulheres estão sendo reduzidas a meros objetos para satisfação do homem, bem-vindo à internet! Você está por aqui há quanto tempo? Coerção governamental: basta olhar para a China (ou mesmo para os EUA, onde uma legislação governamental sobre cobertura de contraceptivos é a razão porque estamos abordando este assunto atualmente).

É tudo isto devido à pílula? Claro que não. Mas a idéia de que contracepção largamente disponível não levou a uma dramática mudança social, ou que esta mudança foi exclusivamente para melhor, é uma noção muito mais idiota do que qualquer ensinamento da Igreja Católica.

Assim como é também ridícula a noção de que seja OBVIAMENTE IDIOTA alguém obter suas diretrizes morais de uma crença venerável (oposta a que? Britney Spears?).

Mas vamos ver um outro aspecto deste assunto. A razão pela qual nosso editor pensa que os católicos não deveriam crescer e se multiplicar também não se sustenta. A população mundial — ele escreveu — está a caminho de um crescimento "insustentável".

O Centro de Estudos Populacionais do Departamente de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU mostra o índice de crescimento populacional diminuindo durante as próximas décadas e sendo estabilizada por volta de 9 bilhões em 2050… e permanecendo assim até 2300. (E note-se que a ONU, que promove controle de natalidade e abortos pelo mundo todo, não é bem uma entusiasta do "crescei e multiplicai-vos").

Amplicando a questão, a visão malthusiana de crescimento populacional tem se mostrado bem presente a despeito de já ter sido provada como errada e já ter causado muito sofrimento humano desnecessário. Por exemplo, a China caminha para uma crise demográfica e social devido à sua distorcida política de um filho por casal.

Progresso humano é mais gente. Tudo que faz a vida melhor, da democracia à economia à internet à penicilina foi descoberto e construído por pessoas. Mais gente significa mais progresso. O inventor da cura para o câncer pode ser o quarto filho de alguém que tenha decidido não tê-lo.

O resumo é este:

É uma boa idéia para as pessoas crescerem e se multiplicarem; e a despeito de como você se sente sobre a posição da Igreja sobre o controle de natalidade, ela se mostrou bem profética.

O FUNDAMENTALISMO ATEU


Voltávamos, Francisco Rezeke eu, de uma posse acadêmica em Belo Horizonte, quando ele utilizou a expressão “fundamentalismo ateu” para referir-se ao ataque orquestrado aos valores das grandes religiões que vivemos na atualidade.

Lembro-me de conversa telefônica que tive com o meu saudoso e querido amigo Octávio Frias, quando discutíamos um editorial que estava para ser publicado, sobre Encíclica do Papa João Paulo II, do qual discordava quanto a alguns temas. Argumentei que a Encíclica era destinada aos católicos e que quem não o era, não deveria se preocupar. Com sua inteligência, perspicácia e bom senso Frias manteve o editorial, mas acrescentou a observação de que o Papa, embora cuidando de temas universais, dirigia-se, fundamentalmente, aos que tinham a fé cristã.

Quando fui sustentar, pela CNBB, perante a Suprema Corte, a inconstitucionalidade da destruição de embriões para fins de pesquisa científica – pois são seres humanos, já que a vida começa na concepção -, antes da sustentação fui hostilizado, a pretexto de que a Igreja Católica seria contrária a Ciência e que iria falar de religião e não de Ciência e de Direito. Fui obrigado a começar a sustentação informando que a Academia de Ciências do Vaticano tinha, na ocasião, 29 Prêmios Nobel, enquanto o Brasil até hoje não tem nenhum, razão pela qual só falaria de Ciência e de Direito. Mostrei todo o apoio emprestado pela Academia às experiências com células tronco adultas, que estavam sendo bem sucedidas, enquanto havia um fracasso absoluto nas experiências com células tronco embrionárias. E, de lá para cá, o sucesso com as experiências, utilizando células tronco adultas, continua cada vez mais espetacular. Já as pesquisas com células embrionárias permanecem no seu estágio “embrionário”.

Trago estas reminiscências, de velho advogado provinciano, para demonstrar minha permanente surpresa com todos aqueles que, sem acreditarem em Deus, sentem necessidade de atacar permanentemente os que acreditam nos valores próprios das grandes religiões, que como diz Toynbee,em seu “Estudo da História”, terminaram por conformar as grandes civilizações. Por outro lado, Thomas E. Woods Jr., em seu livro “Como a Igreja Católica construiu a civilização Ocidental” demonstra que, além dos fantásticos avanços na Ciência realizados por sacerdotes cientistas, a Igreja ofereceu ao mundo moderno o seu maior instrumento de cultura e educação, ou seja, a Universidade.

Aos que direcionam esta guerra atéia contra aqueles que vivenciam a fé cristã e cumprem seu papel, nas mais variadas atividades, buscando a construção de um mundo melhor, creio que a expressão do ex-juiz da Corte de Haia é adequada. Só não se assemelham aos “fundamentalistas” do Próximo Oriente, porque não há terroristas entre eles.

Num Estado, o respeito às crenças e aos valores de todos os segmentos da sociedade é a prova de maturidade democrática, como, aliás, o constituinte colocou, no artigo 3º, inciso IV, da C.F, ao proibir qualquer espécie de discriminação.

*IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, é advogado tributarista, professor e prestigiado jurista brasileiro; acadêmico das: Academia Internacional de Cultura Portuguesa, Academia Cristã de Letras e Academia de Letras da Faculdade de Direito da USP; Professor Emérito das universidades Mackenzie, CIEE/O, ECEME e Superior de Guerra – ESG; Professor Honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia); Doutor Honoris Causa da Universidade de Craiova (Romênia) e Catedrático da Universidade do Minho (Portugal).

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