A vez dos ex-gays “saírem do armário”


O movimento se inspira em correntes internacionais de ex-gays, como a Freedom March…
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Onde os valores fazem parte da notícia
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Miriam Fróes, líder do Movimento dos Ex-gays do Brasil, diz que a espiritualidade pode conter impulsos homossexuais.| Foto: Divulgação
Após o período, R$ 19,90/mês.*
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A vez dos ex-gays “saírem do armário”
Desde que foi recebido pela ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, em agosto do ano passado, o Movimento dos Ex-Gays do Brasil (MEGB) vêm crescendo e ganhando representatividade. Hoje, cerca de 600 pessoas, em todo o Brasil, dizem ter deixado de se relacionar com pessoas do mesmo sexo e passado a ter relações heterossexuais com o apoio do movimento que prega uma solução espiritual para o que dizem ser um pecado. Apesar de apoiar médicos e psicólogos que sugerem uma abordagem científica à homossexualidade, o movimento dos ex-gays não trata a atração por pessoas do mesmo sexo como doença e, por isso, não fala em cura.

“No movimento não se fala em cura. Queremos, inclusive, nos desassociar desta relação com a cura gay, que é uma batalha justa e louvável dos psicólogos, mas não é a nossa causa. Nossa premissa é a conversão ao Evangelho em Cristo”, diz a líder do movimento, Miriam Fróes. “Homossexualidade é pecado. Temos o conceito cristão que temos que buscar viver longe dos pecados, todos eles. Os pecadores se arrependem e desejam não mais pecar. Usam a espiritualidade para controlar impulsos”, afirma a pastora, que diz ter vivido relações homoafetivas entre os 13 e os 33 anos e estar há mais de 20 anos tendo apenas relações heterossexuais.

O movimento se inspira em correntes internacionais de ex-gays, como a Freedom March (Marcha da Liberdade), nos Estados Unidos – evento anual em que ex-homossexuais saem às ruas para testemunhar que conseguiram mudar seus comportamentos por meio da fé. A marcha, que começou com poucas dezenas de manifestantes, reuniu cerca de 400 pessoas, em Orlando, em setembro do ano passado. Outros movimento de referência são o “Puro Amor”, da Itália e a organização “Ex Gays del Peru”. “Movimentos que querem defender, apenas, que existe a possibilidade de se ter uma vida normal e feliz após a homossexualidade”, diz a líder dos ex-gays no Brasil.

Ex-gays buscam visibilidade

Fróes explicou que o movimento procurou a ministra Damares justamente para buscar visibilidade e “defender a liberdade de expressão e nossa liberdade religiosa”. “O ministério tem recebido diversos movimentos relativos às minorias e reconhecido esses grupos. Também buscamos este reconhecimento. Precisamos mostrar que existimos”, diz. Ela cita haver preocupação por parte do grupo com partes do texto da lei que criminaliza a homofobia, uma das pautas tratadas com a ministra. “Tem trechos da lei, que foi inserida na lei de racismo, que diz que eu posso ter liberdade religiosa, contanto que alguém ouvindo a minha fala não se sinta ofendido. Um testemunho da minha vida pessoal vai declarar que homossexualidade é pecado e alguém pode se sentir ofendido e me enquadrar”, ponderou.

Artigo completo aqui.

Enviado por: Gazeta do Povo
Av. Victor Ferreira do Amaral 306, Curitiba, PR, 82590-300

O milagre do Calvário

AMOR DE JESUS CRISTO EM DAR-SE A NÓS COMO ALIMENTO


*📖 – Osee XI. 14*

_"In funiculis Adam traham eas, in vinculis caritatis… et declinavi ad eum ut vescerentur –"_

_"Eu as atrairei com as cordas com que se atraem os homens, com as prisões da caridade… inclinei-me para ele, para que comesse"_

*➡ Sumário.*

Quanto se julgaria distinguido o súdito a quem o príncipe mandasse algumas iguarias da sua mesa? Jesus Cristo, porém, na santa comunhão, nos dá para sustento, não só uma parte da sua mesa, mas o seu próprio corpo, a sua alma e a sua divindade. Será porventura uma pretensão exagerada da parte do Senhor, se, em compensação de tão grande dom, nos pede o nosso pobre coração todo inteiro? Todavia quantos cristãos não há que Lho recusam completamente ou Lho querem dar, mas dividido entre Ele e as criaturas?

*I*. Jesus Cristo não satisfez o seu amor, sacrificando a sua vida por nós num oceano de ignomínias e dores, a fim de patentear o amor que nos tinha. Além disso, e para nos obrigar mais fortemente a amá-Lo, quis, na véspera da sua morte, deixar-se todo a nós como nosso alimento na santíssima Eucaristia. ― Deus é todo-poderoso, mas depois de dar-se a uma alma neste Sacramento de amor, não lhe pode dar mais. Diz o Concílio de Trento que Jesus, dando-se aos homens na santa comunhão, derramou (por assim dizer) neste único dom todas as riquezas de seu amor infinito: Divitias sui erga homines amoris velut effudit.

Como não se julgaria honrado, escreve São Francisco de Sales, o vassalo a quem o príncipe enviasse algumas iguarias da sua mesa! E que seria se lhe desse para sustento alguma coisa da sua própria substância? Jesus Cristo, porém, na santa comunhão, nos dá para sustento, não só uma parte de sua mesa, não só uma parte da sua carne sacrossanta, mas o seu corpo inteiro: Accipite et comedite: hoc est corpus meum (1) ― "Tomai e comei, isto é o meu corpo." E com o corpo nos dá também a alma e a divindade. Numa palavra, diz São João Crisóstomo, Jesus Cristo dando-se a si próprio no Santíssimo Sacramento, dá tudo o que tem e não Lhe resta mais nada para dar: Totum tibi dedit, nihil sibi reliquit.

É pois com razão que este dom é chamado por Santo Tomás: sacramento e penhor de amor, e por São Bernardo: amor dos amores: amor amorum, porque Jesus Cristo reúne e completa neste sacramento todas as outras finezas do seu amor para conosco. Pelo mesmo motivo Santa Maria Madalena de Pazzi chamava o dia em que Jesus instituiu este sacramento, o dia do amor. Ó maravilha e prodígio do amor divino! Deus, o Senhor de todas as coisas, se faz todo nosso!

*II*. Præbe, fili mi, cor tuum mihi (2) ― "Meu filho, dá-me teu coração." Eis o que Jesus Cristo nos diz lá de dentro do santo Tabernáculo: Meu filho, em compensação do amor que te mostrei, dando-te o dom inapreciável do Santíssimo Sacramento, dá-me o teu coração e ama-me de hoje em diante com todas as tuas forças, com toda a tua alma. ― Parece-te porventura, meu irmão, que o nosso Salvador é exigente demais, depois de se ter dado a si próprio sem reserva? Todavia, quantos cristãos não há que recusam por completo seu coração a Jesus, ou querem dividi-lo entre Ele e as criaturas!

Ó meu caro Jesus, que mais podeis executar para nos atrair a vosso amor? Ah! Dai-nos a conhecer por que excesso de amor Vos reduzistes a estado de alimento, para Vos unir a pobres e vis pecadores como somos? Ó meu Redentor, vossa ternura para comigo tem sido tão grande, que não recusastes dar-Vos muitas vezes todo a mim na santa comunhão; e eu, quantas vezes tive a ingratidão de Vos expulsar da minha alma! Mas não é possível que desprezeis um coração contrito e humilhado. Por mim Vos fizestes homem, por mim morrestes e chegastes a Vos fazer meu alimento; após isto, que Vos fica ainda por fazer no intuito de conquistardes meu amor? Ah! Não poder eu morrer de dor, cada vez que me lembro de ter assim desprezado vossa graça! Ó meu Amor, arrependo-me de todo o meu coração de Vos ter ofendido. Amo-Vos, ó Bondade infinita; amo-Vos, ó Amor infinito. Nada mais desejo senão amar-Vos, e nada mais temo senão viver sem Vos amar.

Meu amado Jesus, não recuseis vir à minha alma. Vinde, porque estou resolvido a morrer antes mil vezes, que repelir-Vos de novo, e quero fazer tudo para Vos agradar. Vinde e abrasai-me todo no vosso amor. Fazei com que me esqueça de todas as coisas, para não mais pensar senão em Vós, e só a Vós buscar, meu único e soberano Bem. ― Ó Maria, minha Mãe, rogai por mim, e, por vossas orações, tornai-me reconhecido para com Jesus Cristo, que tanto amor me tem.

Referências:

*(1) 📖 – I Cor XI. 24*
*(2) 📖 – Prov XXIII. 26*

*_📗- LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa Inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 290-292)_*

*⚜ FONTE: GRUPO TRADIÇÃO CATÓLICA ⚜*

*🇻🇦 – FUNDAÇÃO DO AFDINHS 2007 – (APOSTOLADO FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO) – 🇻🇦*

CARNAVAL PRÓXIMO


Dom Fernando Arêas Rifan*

Semana próxima é o Carnaval. Como todos os anos, aproveitamos a ocasião para uma reflexão de ordem histórica e espiritual.

Segundo uma teoria, a origem da palavra “carnaval” vem do latim “carne vale”, “adeus à carne”, pois no dia seguinte começava o período da Quaresma, tempo em que os cristãos se abstêm de comer carne, por penitência. Daí que, ao se despedirem da carne na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas, se fazia uma boa refeição, com carne evidentemente, e a ela davam adeus. Tudo isso, só explicável no ambiente cristão, deu origem a uma festa nada cristã. Vê-se como o sagrado e o profano estão bem próximos, e este pode contaminar aquele. Como hoje acontece com as festas religiosas, quando o profano que nasce em torno do sagrado, acaba abafando-o e profanando-o. Isso ocorre até no Natal e nas festas dos padroeiros das cidades e vilas. O acessório ocupa o lugar do principal, que fica prejudicado, esquecido e profanado.

O Carnaval poderia até ser considerado uma festa pitoresca de marchinhas engraçadas, de desfiles ornamentados, um folguedo popular, uma brincadeira de rua, uma festa quase inocente, uma diversão até certo ponto sadia, onde o povo extravasa sua alegria. Mas, infelizmente, tornou-se também uma festa totalmente mundana e profana, cheia de licenciosidade, onde campeia o despudor e as orgias, onde se pensa que tudo é permitido, onde a imoralidade é favorecida até pelas autoridades, com a farta distribuição de preservativos, preocupadas apenas com a saúde física e não com a moral, por isso chamada “a festa da carne”.

A grande festa cristã é a festa da Páscoa, antecedida imediatamente pela Semana Santa, para a qual se prepara com a Quaresma, que tem início na Quarta-Feira de Cinzas, sinal de penitência. Por isso, é a data da Páscoa que regula a data do Carnaval, acontecendo sempre este 47 dias antes da Páscoa, no dia imediato antes da Quarta-Feira de Cinzas.

Devido à devassidão que acontece nesses dias de folia (loucura, em francês), muitos cristãos preferem se retirar do tumulto e se entregar ao recolhimento e à oração. É o que se chama “retiro de Carnaval”, aconselhável para quem quer se afastar do barulho e se dedicar um pouco a refletir no único necessário, a salvação eterna. É tempo de se pensar em Deus, na própria alma, na missão de cada um, na necessidade de estar bem com Deus e com a própria consciência. “O barulho não faz bem e o bem não faz barulho”, dizia São Francisco de Sales.

Já nos advertia São Paulo: “Não vos conformeis com esse século” (Rm 12,2); “Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso, apreciam só as coisas terrenas” (Fl 3, 18-19); “Os que se servem deste mundo, não se detenham nele, pois a figura deste mundo passa” (cf. 1 Cor 7, 31).

Passemos, pois, este tempo na tranquilidade do lar, em algum lugar mais calmo ou, melhor ainda, participando de algum retiro espiritual. Bom descanso e recolhimento para todos!

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal

São João Maria Vianney

http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Artigo folha II 834 CARNAVAL PRÓXIMO.doc

Viva o papa!


Orlando Fedeli



Em tempos de crise religiosa e eclesiástica – principalmente quando ela atinge as mais altas autoridades da Igreja – é normal aparecerem duas tentações opostas.

A primeira – e a mais grave – é a de revolta contra a autoridade do Papa, que pode levar ao cisma e à heresia.

A segunda – mais sutil – é a de, por respeito à autoridade, aceitar em silêncio os erros, ou fechar os olhos para os pecados de escândalo em que a autoridade possa a vir a incorrer.

No fim da Idade Média e no Renascimento, por exemplo, muitos católicos caíram na primeira tentação, aderindo a inúmeras seitas heréticas. Lutero e a Reforma – hoje tão louvados – levaram ao ápice essa revolta, ao atacarem o próprio papado, sob o pretexto de que havia corrupção em Roma, e muitos Papas daquele tempo eram conhecidos por sua vida escandalosa. Os heresiarcas confundiam a pessoa que estava no sólio de Pedro com o Papado em si mesmo.

Tantos foram os inegáveis escândalos de alguns papas desse tempo que entre os teólogos mais importantes se estudou, de novo, a possibilidade de um Papa cair em heresia enquanto pessoa particular, embora nunca enquanto Papa, exercendo o seu ministério "ex-cathedra". São Roberto Belarmino, o grande Doutor da Igreja nessa época, foi um desses teólogos.

O Concílio Vaticano I – realizado em 1870 – proclamou o dogma da infalibilidade papal, estabelecendo que, quando o Papa ensina "ex-cathedra", isto é, como Vigário de Cristo, com o poder dado por Nosso Senhor a São Pedro, ensinando toda a Igreja sobre questões de Fé ou de Moral, com a vontade explícita de definir uma doutrina e condenando a sentença oposta, o Papa é infalível.

Esse dogma da infalibilidade do Papa – ao qual aderimos do mais profundo de nossas almas – é a garantia de que a Igreja jamais errará. O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, ao dar as chaves a Pedro, lhe disse: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. E Eu te darei as chaves do Reino dos céus. Tudo o que ligares na terra será ligado no céu. Tudo o que desligares na terra, será desligado no céu. E as portas do Inferno não prevalecerão contra ti" ( Mt. XVI, ).

É sobre essas palavras santíssimas de Nosso Senhor que a Igreja se baseou para proclamar a infalibilidade papal. É nisto que se fundamenta a devoção que todo católico deve ter pelo Papa, seja ele quem for.

Os inimigos da Igreja sempre quiseram criar confusões acerca desse ponto, ora atribuindo ao Papa enquanto tal, e à Igreja, os pecados em que um Papa pode cair como pessoa particular, ora estendendo a infalibilidade a qualquer ação do Supremo Pontífice.

O Papa é infalível como supremo mestre da Igreja, ao se pronunciar "ex-cathedra", mas isso não o torna impecável pessoalmente. Ao querer confundir infalibilidade com impecabilidade, os inimigos da Santa Sé buscam minar a devoção e a fé que se deve ter na infalibilidade pontifícia.

Ao pretender estender a infalibilidade a qualquer ação, discurso ou atitude do Papa, leva-se os fiéis a cair num erro que os porá em grave tentação, quando lhes ficar patente que o Papa – como pessoa particular – errou ou pecou.

Não se deve rejeitar a infalibilidade do Sumo Pontífice por causa de seus possíveis pecados ou erros pessoais, nem negar suas possíveis faltas morais por causa do brilho do carisma infalível de sucessor de Pedro,. Quanto ao Sumo Pontífice, pois, é preciso sempre ter em mente que ele continua infalível enquanto Papa, mesmo quando pecador enquanto homem, e que ele permanece um homem possivelmente pecador e falível, mesmo sendo Pontífice infalível quando fala "ex cathedra".

Para ilustrar o que dizemos, convém lembrar como agiu S. João Bosco no início do pontificado de Pio IX. Como se sabe, o Papa do incomparável Syllabus, o Papa da Imaculada Conceição, o Papa que proclamou o dogma da infalibilidade pontifícia teve, no início de seu pontificado, atitudes que muito favoreceram os liberais. Ele anistiou os terrorristas e carbonários presos nos Estados da Igreja, deu uma constituição liberal para esses Estados, nomeou um primeiro ministro liberal; enfim ajudou tanto os revolucionários que Roma se tornou o refúgio de anarquistas, carbonários e revolucionários de todas as gamas e de todos os tipos. Por isso, a Maçonaria fazia gritar pelas ruas das cidades italianas e por todo o mundo: "Viva Pio IX !".

São João Bosco, que vivia então em Turim, ordenou a seus alunos que jamais gritassem "Viva Pio IX" e sim "Viva o Papa !" . Com isso, D. Bosco desfazia a manobra carbonária. Devemos gritar sempre "Viva o Papa", pouco importando o nome daquele que está no trono de Pedro. Seja ele santo ou pecador, devemos manter ao Papa, "doce Cristo na terra", como dizia Santa Catarina de Siena, nossa devoção filial e nossa fidelidade a tudo o que ele ensina, como legítimo sucessor de Pedro e com o poder das chaves.

Hoje a compreensão desses princípios é muito necessária, pois somos ameaçados por dois erros opostos com relação ao Papa: o sede-vacantismo e o infalibilismo universal.

Nós rejeitamos a ambos.

Há quem afirme que os últimos Papas, por sua adesão aos erros do Vaticano II – Concílio meramente pastoral e não dogmático, portanto falível e que, por isso, ninguém está obrigado a aceitar – teriam perdido o pontificado. Tese temerária, aventureira e imprudente, pois até hoje ninguém a demonstrou com provas claras e irrefutáveis. Essa tese põe os fiéis à beira do cisma, senão dentro dele.

De outro lado, os modernistas e progressistas, que viram suas idéias errôneas triunfarem no Vaticano II, procuram impingir aos fiéis católicos esses erros do último Concílio, como se fossem dogmas de Fé, o que é absolutamente falso.

Mais ainda, os defensores do infalibilismo absoluto e universal do Papa procuram fazer com que os católicos julguem qualquer discurso do Papa – até mesmo um simples discurso de acolhida de turistas – como se fosse um dogma de fé, nivelando um texto pastoral, ou um discurso de cortesia, aos pronunciamentos "ex-cathedra". Isso também nós não podemos aceitar.

Por exemplo, a famosa jornada de orações pela paz, realizada em Assis por João Paulo II, em 1986, se opôs frontalmente a tudo o que a Igreja sempre ensinou quando, em reiterados pronunciamentos dos Papas, condenou o intercofessionalismo e o indiferentismo. Tal jornada é inaceitável.

O Papa, não é demais repetir, só é infalível quando ensina "ex-cathedra", ou quando repete os ensinamentos de todos os Papas anteriores (Magistério Ordinário Universal). Fora disso, pode errar. Por isso, é legítimo rejeitar os erros do Concílio Vaticano II e tudo o que se tem feito com base neles, na medida em que contrariam os ensinamentos de todos os Papas anteriores.

Ter devoção ao Papa é dever de todo católico. Mas o próprio Papa reinante deve ter devoção ao Papado. Também João Paulo II tem obrigação de aceitar tudo o que os Papas anteriores a ele ensinaram "ex- cathedra".

É, pois, com verdadeira devoção católica à Cátedra de Pedro que exclamamos de toda nossa alma "Viva o Papa ! ", qualquer que ele seja.

Um dia, Cristo perguntou aos apóstolos: "Quem dizem os homens que eu sou ?" Os apóstolos responderam : "Uns dizem que és Elias, outros dizem que és João Batista que voltou ". E Cristo ainda: "E vós quem dizeis que eu sou ? ". Eles se calaram, não sabendo o que dizer.

Não sabiam o que dizer, após terem visto tantos milagres. Não sabiam o que dizer, após terem ouvido tantas verdades.

Até que S. Pedro proclamou: "Tu és o Cristo, filho de Deus vivo!"

Hoje, Deus nos pergunta: Que dizem os homens que é o Papa? E alguns respondem que ele é um homem comum, outros – hereges – ultrajam-no, dizendo-o o anticristo.

E nós, quem dizemos que é o Papa?

Ele é Pedro redivivo. Ele é, de fato, plenamente, "o doce Cristo na terra". Com Santa Catarina de Siena repetimos essa afirmação tão doce ao nosso coração de católicos, tão cheia de verdade, dessa Verdade que, desde o batismo, é a luz de nossas almas e de nossas vidas.

Sim, nós temos certeza. Nós, católicos, somos filhos da certeza. E com a certeza que nos dá a palavra de Cristo e o dogma da infalibilidade papal, firmes sobre a pedra, nós dizemos com toda força de nossas almas: o Papa é Pedro reinando em Roma. O Papa é o vigário de Cristo. E quando esse século maldito nos interroga com sua boca atéia ou com sua língua progressista; quando ele, sorrindo irônico, duvida de nossa fé; quando nos ameaça e nos interroga, dizendo: "E quem é o Papa ? " , com ufania lhe respondemos que ele é nosso Pai na Fé.

Depois de séculos de santidade gerada pela Igreja e por sua doutrina, infalivelmente repetida pelos papas de todos os tempos; após dois mil anos de milagres, como não saber responder a esta pergunta que o mundo, hoje, nos faz com insolência: "E quem é o Papa? " O Papa é a Rocha sobre a qual Nosso Senhor edificou a sua Igreja.

E quando esse século subjetivista e evolucionista, que de cada pseudo-cientista ou de cada guru faz um "papa" infalível, repele os Papas do passado porque pensa que tudo evolui, nós lhe respondemos que passarão os céus e a terra, mas as palavras do Papa, falando "ex-cathedra" jamais passarão.

Disse um poeta, que é fácil acreditar na luz, ao meio dia. Difícil é crer no sol, à meia noite.

Era fácil acreditar e ter verdadeira devoção ao Papa, quando em Roma reinavam São Gregório VII, Pio IX ou São Pio X. Difícil foi manter a verdadeira fidelidade e a verdadeira devoção ao Papa, em Avignon, ou no tempo do Grande Cisma do Ocidente, ou na corte de Roma renascentista.

Difícil ainda mais é manter fidelidade à Igreja e a verdadeira devoção ao Papa, nestes dias de trevas, durante o eclipse do sol católico, causado pelo Vaticano II.

É pois em meios às trevas modernistas do Vaticano II, odiados e incompreendidos pelos que erram à esquerda, e mesmo à direita, que proclamamos com Fé: Nós cremos na Igreja Una, Católica Apostólica e Romana. Nós cremos no Papa! Viva o Papa ! Viva o Papa, doce, doce Cristo na terra.

"Viva o Papa!"
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/bra/veritas/papa/vivaopapa/
Online, 30/01/2020 às 09:12:22h

ESPERANDO O NATAL


Dom Fernando Arêas Rifan*

Já estamos na preparação (Novena) para o Santo Natal. Nas Vésperas dos dias que antecedem a grande festa natalina, cantam-se as belíssimas antífonas latinas que começam com a exclamação de desejo “Ó!”: Ó Sabedoria, Ó Adonai, Ó Raiz de Jessé, Ó Chave de Davi, Ó Oriente, Ó Rei das Nações, Ó Emanuel, palavras das profecias bíblicas, referentes ao Salvador cujo nascimento celebraremos no Natal.

O modelo para nós de expectativa do Messias é a sua Mãe, Maria Santíssima. “O Presépio leva-nos à gruta, onde encontramos as figuras de Maria e de José. Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quantos vêm visitá-Lo…” (Papa Francisco, “Admirabile Signum, Valor e Significado do Presépio”). Por causa dessas antífonas da expectação, o povo deu a ela o título de Nossa Senhora do Ó. É uma devoção muito antiga, surgida na Espanha e em Portugal. Aqui no Brasil, em São Paulo, por exemplo, temos a “Freguesia (Paróquia) do Ó”, bairro, onde se encontra a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Expectação do Ó, cuja construção começou em 1610.

A devoção a Nossa Senhora é inata no povo católico. Enquanto os teólogos, durante séculos, discutiam a base teológica da Imaculada Conceição da Virgem Maria – o dogma de fé só foi proclamado por Pio IX no dia 8 de dezembro de 1864 -, o povo católico já a cultuava por toda a parte. Desde os primeiros séculos, os cristãos já honravam essa prerrogativa de Maria. No século VIII, o culto foi autorizado nas igrejas. A partir do século XII, espalhou-se a celebração dessa festa. Clemente XI, em 1708, elevou-a a festa de preceito. A imagem de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Basílica do mesmo nome em Salvador BA, foi trazida por Tomé de Souza e a primeira capela em seu louvor, foi construída a mando do então governador.

Celebramos dia 12 Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina. Sob diversos nomes, Maria Santíssima é patrona de muitos países do Novo Mundo, e sua devoção está no coração de todos. O Documento de Aparecida exalta “o papel tão nobre e orientador que a religiosidade popular desempenha, especialmente a devoção mariana, que contribuiu para nos tornar mais conscientes de nossa comum condição de filhos de Deus” (37). Mas, reconhece que, “no entanto, devemos admitir que essa preciosa tradição começa a diluir-se… Nossas tradições culturais já não se transmitem de uma geração à outra…” (39). “Observamos que o crescimento percentual da Igreja não segue o mesmo ritmo que o crescimento populacional… Verificamos, deste modo, uma mentalidade relativista no ético e no religioso…. Nas últimas décadas vemos com preocupação, que numerosas pessoas perdem o sentido transcendental de suas vidas e abandonam as práticas religiosas…”. “Tal como manifestou o Santo Padre no Discurso Inaugural de nossa Conferência: ‘Percebe-se certo enfraquecimento da vida cristã no conjunto da sociedade e da própria pertença à Igreja Católica’.” (100).

Rezemos mais, pois estamos em “um novo período da história, caracterizado pela desordem generalizada…, pela difusão de uma cultura distante e hostil à tradição cristã e pela emergência de variadas ofertas religiosas que tratam de responder, à sua maneira, muitas vezes errônea, à sede de Deus que nossos povos manifestam” (DocAp 10).

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal

São João Maria Vianney

http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Artigo folha II 825 ESPERANDO O NATAL.doc

PADROEIRA DA AMÉRICA


Dom Fernando Arêas Rifan*

Hoje festejamos Nossa Senhora de Guadalupe, patrona do México e Padroeira da América Latina, por ter ocorrido a sua aparição nos primórdios do Novo Mundo.

Em 1531, um índio convertido, Juan Diego, a caminho da Missa na missão franciscana, nos arredores da cidade do México, recebeu um chamado para subir à colina de Tepeyac, onde viu uma jovem de radiosa beleza, que o encheu de felicidade e lhe disse: “Eu sou a sempre Virgem Mãe do Deus verdadeiro, no qual vivemos, Criador e Autor do Céu e da Terra. É meu desejo que se construa aqui um templo em minha honra, onde eu derramarei o meu amor, socorro e proteção…”. E disse-lhe que fosse à casa do Bispo, transmitindo-lhe o seu pedido.

O Bispo o recebeu, mas não acreditou muito na sua história. Juan Diego foi dizer à Senhora que arranjasse outra pessoa mais digna para essa missão e não ele, pobre índio. A Senhora lhe disse que poderia ter escolhido outros, mas o queria para essa incumbência. Voltou ao Bispo, o qual lhe disse que deveria pedir à Senhora um sinal como prova de que ela era a Mãe de Deus. A Senhora mandou que ele colhesse ali, naquela colina rochosa e árida, onde nem vegetação havia, no frio do mês de dezembro, abundantes rosas de cor e perfume maravilhosos, as colocasse em sua manta e as levasse ao Bispo, como sinal. Apresentando-se ao Bispo, derramou na sua presença as rosas e o prelado caiu de joelhos maravilhado, não tanto pelas rosas, mas por algo mais extraordinário: na manta de Juan Diego aparecia impressa com beleza surpreendente a Senhora que o pobre índio tinha visto na colina de Tepeyac. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Essa manta do índio é a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, venerada por milhões de peregrinos no grande Santuário construído em sua honra, imagem que se constitui em um grande milagre até hoje. Sábios, técnicos, pintores e especialistas, usando os meios modernos da Química, Física e Raios X, não foram até hoje capazes de explicar como é que se combinam na mesma pintura a aquarela e o óleo, sem vestígio de pincel. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já dura há mais de quatro séculos e meio. A imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos de pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção. Com a invenção e ampliação da fotografia, descobriu-se um prodígio ainda maior: tal como a figura das pessoas com quem falamos se reflete nos nossos olhos, foram descobertas três figuras refletidas nos olhos de Nossa Senhora, na tela. Exames feitos com todo o rigor científico por oftalmologistas americanos concluíram que essas três figuras não são pinturas, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva. As três imagens são João Diego, o intérprete e o Bispo.

Por sua fidelidade, fé simples e humildade, Juan Diego foi canonizado pelo Papa São João Paulo II em 2002. O nome “Guadalupe” em espanhol é a tradução da frase asteca que significa “aquela que esmaga a serpente”, a quem os astecas costumavam oferecer sacrifícios humanos. Nossa Senhora de Guadalupe é também invocada como protetora dos nascituros.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal

São João Maria Vianney

http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Artigo folha II 824 PADROEIRA DA AMÉRICA – Copia.doc

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