Por que os ultrajovens ainda vão destruir o país


Por Daniel Scott

Há alguns dias, a revista Época publicou uma edição que viralizou nas redes sociais. Centrando no tema dos ultrajovens, o grande destaque foi a capa criativa. Apesar de terem feito um bom trabalho com a ilustração, o artigo em destaque não foi à altura. Mas traz pontos interessantes, a partir dos quais é possível fazer algumas reflexões:

Enquanto países desenvolvidos estão focados em ensinar aos seus jovens inteligência artificial, machine learning, big data e outros assuntos pertinentes, por aqui ainda estamos presos em discussões que não têm relevância econômica alguma, como identidade de gênero ou saber se mulher branca usar turbante é apropriação cultural. São discussões que, embora sejam consideráveis, simplesmente não ajudam a desenvolver um país onde 70% da população é analfabeta funcional.

O resultado é que, pela ignorância gerada, nossos jovens crescem acreditando que salário é uma benevolência do empregador e não uma função da produtividade e da sua disposição de assumir riscos.

Com isso, creem que o fato de não conseguirem comprar coisas é porque as empresas não querem dar remunerações altas, quando a realidade é que nossos jovens são menos capacitados que beagles de laboratório.

Basta ver os cursos universitários mais concorridos nos EUA ou Europa e aqui no Brasil. Por lá é engenharia, business, management ou tecnologia. Já por aqui são cursos de humanas.

É claro, o adolescente que se formou no ensino médio sem saber a tabuada nem conseguir interpretar um artigo acadêmico não tem outra chance na vida a não ser fazer vestibular de Ciências Sociais ou Pedagogia na Uniskina ou qualquer outra coisa do tipo.

Não que não sejam profissões dignas, mas não geram valor econômico. Sobretudo por estarmos já saturados de profissionais desse mesmo perfil. Esses que, como num magnífico esquema de pirâmide, vão trabalhar ensinando mais jovens a entrarem nessas profissões e perpetuar o ciclo. Enfim nos tornaremos o país que não produz tecnologia, mas está repleto de sociólogos e pedagogos.

Quanto custa o outfit dos ultrajovens?

Mas não precisa nem ir tão longe para entender a idiotização dessa geração. Basta ver o vídeo que viralizou entre esses ultrajovens abastados nessa semana.

Intitulado “Quanto custa o outfit“, o vídeo entrevista jovens que falam sobre o valor das suas peças de vestuário. Entre cintos feitos com fitas daquelas de cena de crime e relógios que valem mais que um carro, adolescentes glorificam a ostentação, mesmo sem possuírem um capital cultural compatível ou sequer um trabalho que sustente esse estilo de vida. São jovens que não sabem conjugar o verbo “variar”, mas usam pulseiras de 4 mil reais para ir à balada.

Paralelamente, estamos na rabeira mundial do ranking de P&D, enquanto nossos melhores engenheiros, administradores e profissionais de tecnologia estão se mandando para fora em ritmo acelerado. Todos os dias, perdemos milhares dos nossos “cérebros”.

Veja, é uma equação simples: o tempo de um aluno é limitado. Quanto mais horas ele passa aprendendo sobre diversidade cultural, menos horas ele passa aprendendo sobre matemática, literatura, física, etc.

Como consequência, quando chegam no mercado de trabalho, os jovens descobrem que o resto do mundo não importa os dois maiores produtos brasileiros: textão no Facebook e vídeos motivacionais.

Ninguém lá fora está interessado em debater se devemos usar “x” no final de palavras com dois gêneros, muito menos em acampar no frio para apoiar criminosos condenados.

Lá no primeiro mundo, as pessoas só pensam em uma coisa: produzir. Produção gera riqueza, gera igualdade, reduz a violência e, em última instância, traz mais diversidade social do que de fato ensinar diversidade nas escolas.

Já por aqui, a nova geração estará preocupada em tirar selfies e engajar em lutas contra os canudinhos, enquanto espera que políticos populistas a sustente por toda vida. E assim seguiremos, com nossos jovens perpetuando eleições de Lulas, Bolsonaros, Dilmas e Temeres (sim, vice também é eleito) ainda por muitas décadas.

Conflito de interesse ideológico


Por Raphael Câmara Medeiros Parente, retirado de Gazeta do Povo.

No momento polarizado ideologicamente em que o mundo se encontra, não é de causar espanto que isso também se reflita no mundo científico. As pessoas tendem a se preocupar somente com situações que envolvam aspectos econômicos, tais como: financiamentos de laboratórios ou trabalho para algum ente interessado. Mas existem outros importantes aspectos que também podem influenciar, dentre esses, o ideológico.

Conflito de interesse, de acordo com a definição clássica de Thompson, é um conjunto de condições nas quais o julgamento de um profissional a respeito de um interesse primário tende a ser influenciado indevidamente por um interesse secundário. Dependendo da área temática, talvez esse seja um problema maior do que o conflito econômico. Esta questão é aflorada em pesquisas que chamam interesse da mídia, tais como: agrotóxicos (como imaginar alimentar sete bilhões de pessoas sem eles?), mudanças climáticas, violência (estudos que relatam um suposto genocídio de pretos jovens e pobres sem nem sequer citarem que o mesmo estrato também é o que mais comete crimes violentos), dentre muitos outros.

Seria inimaginável uma revista científica conceituada aceitar para publicação um estudo que não mostre os motivos óbvios para estes achados, salvo haja um “afrouxamento” no rigor da submissão pelo conflito ideológico favorável de revisores e editores. Por outro lado, é muito mais difícil ter aceito um trabalho se ele for contra o viés ideológico dos editores por melhor que seja o trabalho. Como sou médico ginecologista-obstetra, conheço bastante os problemas ideológicos envolvidos em pesquisas relacionadas ao aborto e à via de parto.

É notória uma dominância de pensamento de esquerda e progressista nas universidades públicas brasileiras. E estou absolutamente convicto de que este pensamento muitas vezes afeta todas as etapas das pesquisas que envolvam estes temas. E é importante que encontremos formas de mitigar este problema.

É muito difícil ter aceito um trabalho se ele for contra o viés ideológico dos editores por melhor que seja o trabalho

Participei recentemente da audiência pública mais concorrida da história do STF que versou sobre a liberação do aborto numa proporção aproximada de dois expositores favoráveis à liberação para um contrário. Em mínimos 20 minutos, consegui mostrar diversas mentiras usadas pelos defensores da liberação do aborto que estão disponíveis em diversos vídeos com minha apresentação no STF que viralizaram, além de fraquezas gigantescas de estudos brasileiros sobre o tema que não são mostradas.

É fundamental que, doravante, haja um escrutínio com lupa destes estudos e das verbas públicas que os financiaram. Estudos esses que norteiam impressionantemente a discussão sobre aborto no Brasil. Eu me coloquei à disposição para ajudar. Chama extrema atenção como os estudos publicados em revistas científicas brasileiras que embasam e regem a discussão sobre o aborto são sofríveis do ponto de vista metodológico e, com resultados, ao meu ver, muitas das vezes, absolutamente descartáveis. Esta mesma situação ocorre em estudos relacionados à via de parto que quase que, invariavelmente, concluem que a culpa por tantas cesarianas é dos obstetras, colocando-nos como vilões e ignorando as outras dezenas de variáveis que impactam este desfecho, sendo a principal a saúde pública brasileira sofrível em todos os níveis.

O que causa mais preocupação e deveria chamar a atenção da mídia e da sociedade é que estas pesquisas custam milhares e, frequentemente, milhões de reais dos nossos cofres públicos e para nada servem seus resultados que não seja o de obnubilar nossa visão para uma real solução dos problemas. No caso do aborto, podemos citar os números completamente inventados que surgiram de publicações científicas e inundaram as matérias jornalísticas e, temos como exemplos, o número inventado de 11.000 mortes maternas por aborto ao ano e de 1,1 milhão de abortos clandestinos anuais que foram divulgados por uma revista de circulação nacional hebdomadária em editorial recente de junho de 2018 escrito por renomado professor de urologia, quando os dados oficiais mostram menos de 70 mortes anuais causadas por qualquer tipo de aborto e cerca de 100 a 200 mil abortos de qualquer espécie (legal, ilegal e natural) por ano.

Em questões de via de parto, os grupos que mais publicam no Brasil sobre o tema geralmente concluem que a taxa aumentada de cesarianas é uma das maiores causas da mortalidade materna vergonhosa do Brasil culpando os obstetras por isso. Em texto recente n’O Globo, mostrei baseado em dados oficiais que a mortalidade materna galopante na cidade do Rio de Janeiro estava correlacionada com a falta de obstetras e associada até a uma diminuição de cesarianas.

Como de nada serve detectar o problema sem sugerir soluções, proponho o início de um debate em que todos os aspectos relacionados ao problema sejam revisados. A responsabilidade de lidar com os conflitos de interesses na publicação científica é dividida entre autores, revisores, editores e leitores. Além disso, quem participa da elaboração de editais, liberação de verbas para pesquisa e gestores também devem estar atentos. Proponho que as pesquisas sejam categorizadas por possibilidade de conflito ideológico. Caso sejam passíveis, diversos passos devem ser seguidos. Não há de se imaginar que a caracterização da morfologia da orelha de um morcego seja sujeita a este problema. Portanto, foquemos naqueles que são suscetíveis.

Os editais para liberação de verbas para projetos devem exigir que, em pesquisas sensíveis a este problema, seja necessária a participação de pesquisadores de diferentes matizes ideológicas na mesma pesquisa ou liberação para grupos de pensamentos dissonantes. Há pesquisas sobre via de parto com todos os diversos pesquisadores tendo exatamente a mesma visão de mundo, a chamada “bolha” em nossos tempos maniqueístas. O que se nota é que, muitas das vezes, os grupos vencedores dos editais são sempre os mesmos e isso desestimula surgimento de novos grupos de pesquisa que em muito poderiam enriquecer o debate.

Necessário também que os estudos não sejam enviados para periódicos da mesma instituição de origem dos pesquisadores para que haja uma avaliação criteriosa de possíveis problemas metodológicos. Por mais que seja sério o processo de submissão, há uma possibilidade de conflito. Fundamental que haja, assim como existe no conflito econômico, a obrigatoriedade de o pesquisador declarar seu “lado”. Exemplo, em pesquisas sobre o aborto, deve estar clara sua posição contrária ou favorável à liberação e se recebe dinheiro de alguma instituição defensora ou contrária à liberação. O mesmo deve ocorrer na avaliação dos artigos para publicação, devendo ser ele avaliado por editores e revisores de ideologias diferentes para evitar o aceite de um artigo sem merecimento e a rejeição de um ótimo estudo, mas com o “pecado” de não ser do agrado do pensamento de editores e revisores. Todos sabemos que isso existe. É hora de resolver!

Sem ser minha intenção esgotar este tema em poucas linhas, clamo pelo início deste debate. Em muito poderá acrescentar para a melhora da qualidade de nossas pesquisas e publicações e para um melhor gasto de nosso já parco financiamento.

Raphael Câmara Medeiros Parente, especialista em Gestão em Saúde, mestre em Saúde Pública e doutor em Ginecologia, é médico ginecologista da UFRJ.

finis est primus in intentione, sed ultimus in ordine executioni s – O fim é o primeiro no pensamento e o último na execução


Por Padre Daniel Pinheiro, IBP

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria

Peço que rezem pelas ordenações sacerdotais e diaconais que ocorrerão no IBP no sábado que vem, dia 7. Haverá dois padres e dois diáconos.

Começamos hoje o tempo do Advento, tempo de preparação para o Natal e tempo particular de conversão, de mudança de vida, de bons propósitos e de fazer uma boa confissão, para que possamos caminhar de dia, honestamente, revestidos de Nosso Senhor Jesus Cristo. É tempo de penitência, com o roxo dos paramentos, com o silêncio do órgão que não toca sozinho, com a obrigatória ausência de flores, com o Glória que é omitido.

“Irmãos (…) é já hora de nos levantarmos do sono. (…) Deixemos, pois, as obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz.”

Caros católicos, começamos o novo ano litúrgico como terminamos o último, com o Evangelho que nos fala do final dos tempos, da vinda gloriosa de Cristo como juiz universal. É fácil compreender porque terminamos assim o ano litúrgico no domingo passado: terminamos o ano litúrgico assim porque assim terminará esse mundo. Todavia, porque começar o ano litúrgico pelo fim? A resposta é simples. A primeira coisa que um ser inteligente, como nós seres humanos, concebe é o seu objetivo, a sua finalidade. Antes de agir, antes de pensar em outra coisa concebemos o objetivo, a finalidade da nossa ação. Somente depois de concebermos o nosso fim é que estabelecemos os meios para buscar o fim. (O fim é o primeiro no pensamento e o último na execução: finis est primus in intentione, sed ultimus in ordine executionis) Por exemplo, primeiro pensamos: meu objetivo é ir a Roma. Em seguida, pensamos nos meios adequados para chegar até lá. Dessa forma, a Igreja coloca logo no início do ano litúrgico o nosso fim, o juízo, para que possamos agir sempre tendo em vista esse juízo e para que busquemos a nossa salvação, para que possamos ser julgados dignos de alcançar o reino de Deus pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Desde o início do ano litúrgico, desde o início de nossas vidas, devemos agir para alcançar o céu, para sermos julgados justos.

Portanto, o que importa é a nossa salvação. É a única coisa que realmente importa. Vivemos, porém, em uma época de grande crise na sociedade e também de uma grande crise na Igreja: crise de fé, crise moral, crise litúrgica. Tal crise resulta na descristianização quase completa dos povos. E diante de tamanha crise, por fraqueza na fé, por falta de esperança e desânimo, surgem algumas falsas soluções, que agravam os problemas, que dificultam a nossa salvação. Diante da crise, é preciso colocar em prática a verdadeira solução. Vejamos, então, quais são algumas dessas falsas soluções, para evitá-las e vejamos qual é a verdadeira solução para colocá-la em prática.

A primeira falsa solução é falsa porque vai contra a fé. Ela consiste em aderir a falsas revelações, a revelações não aprovadas pela Igreja. Muitas dessas aparições são contrárias à fé, propondo, por exemplo, a igualdade de todas as religiões. Algumas são também cismáticas, com a nomeação direta de um novo Papa em substituição ao Papa que se encontra no Vaticano. Algumas outras aparições são simplesmente bobas e sem substância. Diante da crise, da fé que começa a fraquejar, a pessoa recorre a fenômenos extraordinários, a soluções instantâneas, a falsos profetas. Muitas dessas falsas aparições têm justamente um certo caráter conservador, com uma liturgia mais digna, com uma moral mais séria. Porém, nem tudo o que é conservador é bom. Não pode ser uma verdadeira solução aquela que se opõe à fé ou a fragiliza. A primeira falsa solução são as falsas aparições ou os falsos profetas que existem e são muitos em nossos dias.

A segunda falsa solução diante dos males consiste em uma atenção excessiva ao mal, justamente. Passa-se, então, a estudar e a considerar unicamente o demônio e sua ação no mundo, passa-se a considerar a maçonaria e sua atuação, etc. Ou, então, passa-se a aguardar o fim do mundo como iminente, passa-se a se preocupar excessivamente para saber se estamos no fim dos tempos ou não. É evidente que é necessário conhecer o demônio e sua ação, para nos defendermos e não cairmos em tentação. É evidente que é necessário conhecer a atuação da maçonaria na história e sua condenação constante pelos Papa até os dias de hoje, dada a incompatibilidade total de princípios da Igreja e da maçonaria. É evidente que é bom conhecer os sinais dos fins dos tempos, embora não possamos saber se esses sinais anunciam o fim dos tempos ou se são uma prefiguração do fim dos tempos, pois NS diz que ninguém sabe a hora em que Ele virá. Todavia, caros católicos, embora seja bom e necessário conhecer tudo isso, não podemos nos limitar a isso, pois isso claramente não é o mais importante: o mais importante é união com Nosso Senhor Jesus Cristo. Apegar-se excessivamente a essas coisas tende a nos tirar o ânimo, tende a nos levar ao desespero, tende a nos paralisar. Esse apego excessivo tende a nos fazer esquecer, na prática, que Deus é o mestre da história. Assim, ocupados excessivamente com o mal e suas causas, deixaremos de fazer o bem que podemos e devemos fazer, mesmo com a crise que vivemos.

Outra falsa solução consiste em se limitar a coisas polêmicas de doutrina e de liturgia ou em preocupar-se demasiadamente com o que dizem os outros. É evidente que devemos ter um conhecimento dessas coisas, um conhecimento, porém, prudente e sóbrio, em conformidade com o nosso estado. Não devemos nos preocupar excessivamente com o que diz tal ou tal pessoa, por mais que importante que seja, ao ponto de nos paralisar ou de nos fazer desesperar, quando ela diz algo imprudente ou incorreto. Não seremos julgados pelo que dizem os outros, mas pela nossa fé e pela nossa caridade. Não seremos tampouco julgados simplesmente pelo conhecimento de questões polêmicas e complexas, mas pela fé naquilo que Deus nos revelou e pelas obras correspondentes a essa fé.

Outra falsa solução consistiria em buscar a solução em dons e carismas extraordinários ou no sentimentalismo. Erro, infelizmente, bastante comum, que coloca a união com Deus onde ela não está. A união com Deus, a fé e a caridade não são sentimentos. A fé é a adesão de nossa inteligência às verdades reveladas por Deus e a caridade é colocar em prática os mandamentos. Os dons e carismas não indicam santidade e não devem ser buscados. O Padre Royo Marín, grande teólogo, diz: “seria temerário desejar ou pedir a Deus essas graças gratis datae (carismáticas), uma vez que não são necessárias nem para a salvação nem para a santificação e requerem – muitas delas ao menos – uma intervenção milagrosa de Deus. Vale mais um pequeno ato de amor a Deus que ressuscitar um morto.” (Royo Marín, Teologia de la Perfección Cristiana, p. 888). E como não se deve desejar ou buscar esse tipo de graças, o resultado, diz o Padre Jordan Aumann, pode ser esse: “uma pessoa pode ficar sob o poder do demônio em razão de um desejo descontrolado de experimentar fenômenos místicos extraordinários ou graças carismáticas.” (Spiritual Theology, p. 411). Portanto, o sentimentalismo, ou a busca por dons extraordinários também é uma falsa solução.

Outras duas soluções insuficientes são o apostolado e o estudo da doutrina da fé e da moral quando se fazem independentemente de uma vida interior sólida e com espírito demasiado natural, como diz o Padre Garrigou-Lagrange (De sanctificatione Sacerdotum, pp. 5 e ss.).

Caros católicos, como podemos constatar, a verdadeira solução diante da crise consiste em buscar a santidade, em buscá-la com verdadeira determinação. A verdadeira santidade não consiste em penitências, não consiste em certas orações ou práticas de piedade, não consiste em simplesmente conhecer a doutrina. É óbvio que a santidade supõe orações, supõe práticas de piedade, supõe penitências e supõe o conhecimento da doutrina conforme o nosso estado, mas ela não se resume a isso. A santidade consiste na perfeição da caridade, na nossa união com Deus, na prática de seus mandamentos.

Resumidamente, essa santidade consiste, de um lado, na negação de nossa vontade própria. Nosso Senhor diz: aquele que quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. E no Pai Nosso rezamos “seja feita a vossa vontade”. Trata-se, portanto, de conformar inteiramente nossa vontade com a vontade de Deus, infinitamente bom. Além da negação de si mesmo, essa santidade consiste, por outro lado, também em um espírito de oração, de união constante com Deus, que só pode vir da oração mental, quer dizer da meditação católica. Quem quer ser realmente santo deve parar alguns minutos por dia e considerar uma verdade sobrenatural, uma virtude, um exemplo de Cristo, de Nossa Senhora ou dos santos e procurar adequar sua vida a essa verdade, a essa virtude, a esse exemplo, avaliando como tem se comportado até aqui, considerando o que é preciso corrigir, inflamando a sua vontade no amor ao bem e à verdade, tomando uma resolução em conformidade com o que foi meditado e pedindo ajuda a Nosso Senhor, a Nossa Senhora e aos Santos para que possa cumprir a resolução. A meditação católica não é yoga nem meditação transcendental, que negam a razão e buscam, no fundo, a ausência de qualquer desejo. A meditação católica consiste, ao contrário, em usar a nossa razão e a nossa vontade, auxiliadas pela graça, para que possamos amar a Cristo e a verdade e sofrer por Ele e pela verdade, como Ele nos amou e sofreu por nós.

É, então, pela santidade, caros católicos, que podemos combater a crise e restaurar tudo em Cristo. É a santidade a verdadeira solução. É a santidade que supõe uma fé viva, que supõe o conhecimento da doutrina católica. É a santidade que faz todas as coisas para que Deus seja mais conhecido, amado e servido. É a santidade que ajuda o nosso próximo a alcançar o céu.

Se Deus permite tantos males, é para que possamos tirar deles um bem superior, que é uma fé mais firme, diante de um mundo descrente. Ele quer também que tenhamos uma grande esperança na sua bondade e misericórdia, sempre prontas para nos socorrer. Ele quer que tenhamos uma confiança completa na sua divina providência que governa todas as coisas. Ele quer que diante dos males, nos unamos a Ele, que é o bem infinito. Diante da crise e dos males, não devemos nos paralisar, nos desanimar, nos desesperar, achar que está tudo perdido. Ao contrário, devemos fazer todo o bem que podemos e devemos fazer aqui e agora. Devemos fazer todo esse bem com entusiasmo e alegria, sem nos deixar abater. Já é hora de nos levantarmos do sono, como diz São Paulo. Nosso exemplo, nesse tempo do advento, que é extremamente mariano, deve ser Nossa Senhora, inabalável durante a paixão e morte de Cristo, aguardando com fé viva e esperança firme a ressurreição. Nesse tempo de paixão da Igreja, devemos nos manter firmes na fé, na esperança, na caridade, sabendo que a verdadeira solução é o apostolado que decorre da santidade, que é fruto dela. Busquemos a verdadeira solução, caros católicos, que é a santidade.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

São Pio V

Sermão 1º Domingo do Advento – Padre Daniel Pinheiro.

[Sermão] Advento: A verdadeira solução é a santidade

Ser Igreja


Diocese de Iguatu – Ce

Paróquia de São João Batista, Cedro – Ce.

Pastoral do Batismo

Tema: Ser Igreja

“Crer que a Igreja é “santa” e “católica” e que ela é “una” e “apostólica” (…) é inseparável da féem Deus Pai, Filho e Espírito Santo” (CIC 750), portanto para saber como “ser Igreja” precisamos antes saber o que é a Igreja e “de onde veio e para onde vai”.

Þ   O que é “Igreja”.

  • A palavra “Igreja” [“ekklésia”, do grego “ekkaléin” – “chamar fora”] significa “convocação”. Designa assembléias do povo, geralmente de caráter religioso. (…) Ao denominar-se “Igreja” a primeira comunidade dos que criam em Cristo se reconhece herdeira dessa assembléia. (CIC 751)
  • A palavra “católica” significa “universal” no sentido de “segundo a totalidade” ou “segundo a integralidade”. (…) (Confira CIC 830)

Þ   Origem e formação da Igreja.

  • (…) “Todos os que crêem em Cristo, o Pai quis chamá-los a formarem a santa Igreja”. Esta “família de Deus” se constitui e se realiza gradualmente ao longo das etapas da história humana, segundo as disposições do Pai. Com efeito, “desde a origem do mundo a Igreja foi prefigurada. Foi admiravelmente preparada na história do povo de Israel e na antiga aliança. Foi fundada nos últimos tempos. Foi manifestada pela efusão do Espírito. E no fim dos tempos será gloriosamente consumada” (CIC 759).
  • (Mas) a Igreja nasceu primeiramente do dom total de Cristo para nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na Cruz. “O começo e o crescimento da Igreja são significados pelo sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado”. “Pois do lado de Cristo dormindo na Cruz é que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja. Da mesma forma que Eva foi formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração traspassado de Cristo morto na Cruz”. (CIC 766)

Þ   A manifestação da Igreja.

  • Terminada a obra que o Pai havia confiado ao Filho para realizar na terra, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes para santificar a Igreja permanentemente. Foi então que a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação. Por ser “convocação” de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos. (CIC 767)

Þ   O mistério da Igreja

  • A Igreja é ao mesmo tempo visível e espiritual, sociedade hierárquica e Corpo Místico de Cristo. Ela é uma, formada de um elemento humano e um elemento divino. Somente a fé pode acolher este mistério.

      A Igreja é no mundo presente o sacramento da salvação, o sinal e o instrumento da comunhão de Deus e dos homens. (CIC 779-780)

Retratando de uma maneira simplória a Igreja esta basicamente “segmentada” desta maneira:

Þ   Com ser Igreja?

Assim como nenhum médico pode dizer: “Sou a Medicina”. Assim também nenhum católico pode se dizer A Igreja.

    O Papa é o chefe da Igreja, Vigário de Cristo. Ele representa a Igreja, mas não é a Igreja. Até se diz “Onde está o Papa, aí está a Igreja”, Ubi Petrus, ibi Eclaesiam. Mas Ele é o representante de Cristo, não é o próprio Cristo.

    O Clero é a parte docente da Igreja. É ao Clero que cabe governar, pastorear as ovelhas de Cristo, ensinar, administrar os sacramentos. Mas o Clero, sendo a parte mais importante da Igreja, continua a ser parte da Igreja e não propriamente a Igreja.

    Nós, os leigos, somos a parte inferior da Igreja, a parte dirigida, ensinada. Nós só devemos e podemos repetir o que o Papa e o Clero fiel ao Papa ensina da doutrina de Cristo.

    Nós nos portamos corretamente como membros da Igreja, quando cremos e ensinamos a nosso próximo tudo que a Igreja ensina; quando praticamos a lei de Deus e da Igreja, vivendo, o quanto possamos na graça de Deus, freqüentando os sacramentos; quando procuramos viver para defender a Fé Católica, e difundi-la o quanto possamos, na medida de nossas forças, custe o que custar, dando bom exemplo de vida católica, na obediência dos legítimos pastores da Igreja que são o Papa, acima de tudo, e os Bispos em união com o Papa. (Fonte)

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O que significa “Igreja Católica”?


Se alguém lhe interrogar sobre sua religião, creio eu que você será pronto em responder: “-sou católico!”. O triste é que após essa pergunta vem logo outra: “-praticante?”. Mas o que quero analisar nesse breve artigo não é isso (quem sabe em outro), mas sim sobre a palavra católico. Também não é sobre o que é ser católico, mas restritamente, o significado desta palavra, e, para ser fiel ao título deste artigo, o siginificado de “Igreja Católica”.

Na Bíblia encontraremos a palavra “igreja”  85 vezes, e todas elas no Novo Testamento. A primeira vêz que esta palavra é citada na Bíblia é por nada mais, nada menos que Nosso Senhor Jesus Cristo, veja:
E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt. 16, 18)

Recorrendo ao Catecismo da Igreja Católica, e esta sitação você poderá encontrar também lendo o post sobre Ser Igreja, temos que:
A palavra “Igreja” [“ekklésia”, do grego “ekkaléin” – “chamar fora”] significa “convocação”. Designa assembléias do povo, geralmente de caráter religioso. (…) Ao denominar-se “Igreja” a primeira comunidade dos que criam em Cristo se reconhece herdeira dessa assembléia. (CIC 751)

Então fica bem claro, que a palavra Igreja significa chamado, convocação, no nosso caso, convocados/chamados por Jesus Cristo. Aí entramos na segunda palavra: Católica.

Chamados por Jesus para fazer o quê e a quem? Êis a resposta:

Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (Mt. 28, 19)

“(…)e ensinai a todas as nações” ou seja a todo mundo, ao universo. Jesus confia a Sua Igreja sua missão, seu chamado, sua convocação de anunciar o Evangelho, repito, ao universo, e é aí que por este motivo sua Igreja recebe o nome de Igreja Católica. Ainda não ficou claro né. Lendo esta citação do Catecismo da Igreja Católica ficará melhor de entender:

• A palavra “católica” significa “universal” no sentido de “segundo a totalidade” ou “segundo a integralidade”. (…) (Confira CIC 830)” e consequentemente “Por ser “convocação” de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos. (CIC 767)

Repito mais uma vês: “A palavra “católica” significa “universal” .

 

Unindo então, caros leitores, o significado da palavra Igreja à palavra Católica temos que ela é “convocação” de todos os homens para a salvação“.

E é exatamente por isso que na Bula Unam Sanctam de 1302, o papa Bonifácio VIII diz: “Una, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não há salvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: “Uma só é minha pomba sem defeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou” (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cuja cabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo.

Tendo em vista o expoto, se alguém se deparar com você e lhe interrogar: “-Onde existe a palavra católica na Bíblia?” você estará pronto a responder “-Leia Mt. 28, 19, e lá você verá, não a palavra católica, mas o seu significado:Universal, a todas as nações

Que Maria, Nossa Senhora, Nossa Mãe e Mãe da Igreja de Jesus Cristo, interceda por nós e pela salvação dos homens, Amém!

Qeu Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

Moisés Gomes de Lima, catquista da Paróquia de S. João Batista, Cedro-CE.

Graça de Deus


Diocese de Iguatú – Ce
Paróquia de São João Batista, Cedro – Ce.
Pastoral do Batismo
Palestrante: Moisés Gomes de Lima, catequista.

§1996 Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna.

§1997 A graça é uma participação na vida divina; introduz-nos na intimidade da vida trinitária. Pelo Batismo, o cristão tem parte na graça de Cristo, cabeça da Igreja. Como “filho adotivo”, pode doravante chamar a Deus de “Pai”, em união com o Filho único. Recebe a vida do Espírito, que nele infunde a caridade e forma a Igreja.

§1998 Esta vocação para a vida eterna é sobrenatural. Depende integralmente da iniciativa gratuita de Deus, pois apenas Ele pode se revelar e dar-se a si mesmo. Esta vocação ultrapassa as capacidades da inteligência e as forças da vontade do homem, como também de qualquer criatura.

§1999 A graça de Cristo é o dom gratuito que Deus nos faz de sua vida infundida pelo Espírito Santo em nossa alma, para curá-la do pecado e santificá-la; trata-se da graça santificante (…), recebida no Batismo. Em nós, ela é a fonte da obra santificadora:

“Se alguém está em Cristo, é nova criatura. Passaram-se as coisas antigas; eis que se fez uma realidade nova. Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo” (2Cor 5,17-18).

§2000 A graça santificante é um dom habitual, uma disposição estável e sobrenatural para aperfeiçoar a própria alma e torná-la capaz de viver com Deus, agir por seu amor. Deve-se distinguir a graça habitual, disposição permanente para viver e agir conforme o chamado divino, e as graças atuais, que designam as intervenções divinas, quer na origem da conversão, quer no decorrer da obra da santificação.

Graça do Batismo

§1262 Os diferentes efeitos do Batismo são significados pelos elementos sensíveis do rito sacramental. O mergulho na água faz apelo ao simbolismo da morte e da purificação, mas também da regeneração e da renovação. Os dois efeitos principais são, pois, a purificação dos pecados e o novo nascimento no Espírito Santo.

§1263 Pelo batismo, todos os pecados são perdoados: o pecado original e todos os pecados pessoais, bem como todas as penas do pecado. Com efeito, naqueles que foram regenerados não resta nada que os impeça de entrar no Reino de Deus: nem o pecado de Adão, nem o pecado pessoal, nem as seqüelas do pecado, das quais a mais grave é a separação de Deus.

§1264 No batizado, porém, certas conseqüências temporais do pecado permanecem, tais como os sofrimentos, a doença, a morte ou as fragilidades inerentes à vida, como as fraquezas de caráter etc., assim como a propensão ao pecado, que a Tradição chama de concupiscência ou, metaforicamente, o “incentivo do pecado” (fomes peccati”): “Deixada para os nossos combates, a concupiscência não é capaz de prejudicar aqueles que, não consentindo nela, resistem com coragem pela graça de Cristo. Mais ainda: ‘um atleta não recebe a coroa se não lutou segundo as regras’ (2Tm 2,5).

§1265 O batismo não somente purifica de todos os pecados, mas também faz do neófito “uma criatura nova”, um filho adotivo de Deus que se tornou “participante da natureza divina”, membro de Cristo e co-herdeiro com ele, templo do Espírito Santo.

§1266 A Santíssima Trindade dá ao batizado a graça santificante, a graça da justificação, a qual:

* torna-o capaz de crer em Deus, de esperar nele e de amá-lo por meio das virtudes teologais;

* concede-lhe o poder de viver e agir sob a moção do Espírito Santo por seus dons;

* permite-lhe crescer no bem pelas virtudes morais.

Assim, todo o organismo da vida sobrenatural do cristão tem sua raiz no santo Batismo.

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Nascimento da Igreja


A Igreja Católica, como todos nós católicos sabemos, e o Mundo se nega a reconhecer, é a Esposa de Cristo, da qual Ele mesmo é a Cabeça e Ela seu Corpo Místico. Sabemos também que Ela é o Sacramento de nossa salvação. O que muitos de nós católicos ainda não sabemos é o exato momento em que Ela, a Igreja Católica (diga-se de passagem, Única e Verdadeira Igreja de Jesus Cristo), foi realmente fundada por Nosso Senhor.

•·Seria em Pentecostes?

 Pentecostes

•·Seria na Última Ceia?

 Última Ceia

•·Seria no Sacrifício Redentor da Cruz?

Crucificação

Creio que você deva ter dito “todo mundo sabe que foi em Pentecostes”. Se essa foi sua resposta ela está…

Ê…

Ê…

ÊRRADA.

Isso mesmo, mas não fique triste, pois quem nos esclarece isso é o Catecismo da Igreja Católica.

Na verdade, em Pentecostes a Igreja já havia sido fundada. Isso mesmo, inclusive estava reunida com Maria Santíssima no Cenáculo. O que houve em Pentecostes não foi o nascimento da Igreja, mas sim a sua manifestação ao Mundo. Veja o que diz o Catecismo da Igreja Católica:

Terminada a obra que o Pai havia confiado ao Filho para realizar na terra, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes para santificar a Igreja permanentemente. Foi então que a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação. Por ser “convocação” de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos“. (CIC 767).

Já na Santa Ceia, sabemos que houve a instituição do Sacramento da Eucaristia.

Então só nos resta o Sacrifício do Calvário. E exatamente isto que a Igreja ensina:

(Mas) a Igreja nasceu primeiramente do dom total de Cristo para nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na Cruz. “O começo e o crescimento da Igreja são significados pelo sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado”. “Pois do lado de Cristo dormindo na Cruz é que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja. Da mesma forma que Eva foi formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração traspassado de Cristo morto na Cruz”. (CIC 766)

 

Então, diante do exposto não há mais nada a acrescentar, fica bem claro que a Igreja nasceu do coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada não em idéias humanas, mas sim “do lado de Cristo dormindo na Cruz”.

 
Moisés Gomes de Lima
Catequista da Paróquia de S. João Batista, Cedro – Ce.
Que Deus te abençoe e Maria te guarde!

 

 

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