finis est primus in intentione, sed ultimus in ordine executioni s – O fim é o primeiro no pensamento e o último na execução


Por Padre Daniel Pinheiro, IBP

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria

Peço que rezem pelas ordenações sacerdotais e diaconais que ocorrerão no IBP no sábado que vem, dia 7. Haverá dois padres e dois diáconos.

Começamos hoje o tempo do Advento, tempo de preparação para o Natal e tempo particular de conversão, de mudança de vida, de bons propósitos e de fazer uma boa confissão, para que possamos caminhar de dia, honestamente, revestidos de Nosso Senhor Jesus Cristo. É tempo de penitência, com o roxo dos paramentos, com o silêncio do órgão que não toca sozinho, com a obrigatória ausência de flores, com o Glória que é omitido.

“Irmãos (…) é já hora de nos levantarmos do sono. (…) Deixemos, pois, as obras das trevas, e revistamo-nos das armas da luz.”

Caros católicos, começamos o novo ano litúrgico como terminamos o último, com o Evangelho que nos fala do final dos tempos, da vinda gloriosa de Cristo como juiz universal. É fácil compreender porque terminamos assim o ano litúrgico no domingo passado: terminamos o ano litúrgico assim porque assim terminará esse mundo. Todavia, porque começar o ano litúrgico pelo fim? A resposta é simples. A primeira coisa que um ser inteligente, como nós seres humanos, concebe é o seu objetivo, a sua finalidade. Antes de agir, antes de pensar em outra coisa concebemos o objetivo, a finalidade da nossa ação. Somente depois de concebermos o nosso fim é que estabelecemos os meios para buscar o fim. (O fim é o primeiro no pensamento e o último na execução: finis est primus in intentione, sed ultimus in ordine executionis) Por exemplo, primeiro pensamos: meu objetivo é ir a Roma. Em seguida, pensamos nos meios adequados para chegar até lá. Dessa forma, a Igreja coloca logo no início do ano litúrgico o nosso fim, o juízo, para que possamos agir sempre tendo em vista esse juízo e para que busquemos a nossa salvação, para que possamos ser julgados dignos de alcançar o reino de Deus pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Desde o início do ano litúrgico, desde o início de nossas vidas, devemos agir para alcançar o céu, para sermos julgados justos.

Portanto, o que importa é a nossa salvação. É a única coisa que realmente importa. Vivemos, porém, em uma época de grande crise na sociedade e também de uma grande crise na Igreja: crise de fé, crise moral, crise litúrgica. Tal crise resulta na descristianização quase completa dos povos. E diante de tamanha crise, por fraqueza na fé, por falta de esperança e desânimo, surgem algumas falsas soluções, que agravam os problemas, que dificultam a nossa salvação. Diante da crise, é preciso colocar em prática a verdadeira solução. Vejamos, então, quais são algumas dessas falsas soluções, para evitá-las e vejamos qual é a verdadeira solução para colocá-la em prática.

A primeira falsa solução é falsa porque vai contra a fé. Ela consiste em aderir a falsas revelações, a revelações não aprovadas pela Igreja. Muitas dessas aparições são contrárias à fé, propondo, por exemplo, a igualdade de todas as religiões. Algumas são também cismáticas, com a nomeação direta de um novo Papa em substituição ao Papa que se encontra no Vaticano. Algumas outras aparições são simplesmente bobas e sem substância. Diante da crise, da fé que começa a fraquejar, a pessoa recorre a fenômenos extraordinários, a soluções instantâneas, a falsos profetas. Muitas dessas falsas aparições têm justamente um certo caráter conservador, com uma liturgia mais digna, com uma moral mais séria. Porém, nem tudo o que é conservador é bom. Não pode ser uma verdadeira solução aquela que se opõe à fé ou a fragiliza. A primeira falsa solução são as falsas aparições ou os falsos profetas que existem e são muitos em nossos dias.

A segunda falsa solução diante dos males consiste em uma atenção excessiva ao mal, justamente. Passa-se, então, a estudar e a considerar unicamente o demônio e sua ação no mundo, passa-se a considerar a maçonaria e sua atuação, etc. Ou, então, passa-se a aguardar o fim do mundo como iminente, passa-se a se preocupar excessivamente para saber se estamos no fim dos tempos ou não. É evidente que é necessário conhecer o demônio e sua ação, para nos defendermos e não cairmos em tentação. É evidente que é necessário conhecer a atuação da maçonaria na história e sua condenação constante pelos Papa até os dias de hoje, dada a incompatibilidade total de princípios da Igreja e da maçonaria. É evidente que é bom conhecer os sinais dos fins dos tempos, embora não possamos saber se esses sinais anunciam o fim dos tempos ou se são uma prefiguração do fim dos tempos, pois NS diz que ninguém sabe a hora em que Ele virá. Todavia, caros católicos, embora seja bom e necessário conhecer tudo isso, não podemos nos limitar a isso, pois isso claramente não é o mais importante: o mais importante é união com Nosso Senhor Jesus Cristo. Apegar-se excessivamente a essas coisas tende a nos tirar o ânimo, tende a nos levar ao desespero, tende a nos paralisar. Esse apego excessivo tende a nos fazer esquecer, na prática, que Deus é o mestre da história. Assim, ocupados excessivamente com o mal e suas causas, deixaremos de fazer o bem que podemos e devemos fazer, mesmo com a crise que vivemos.

Outra falsa solução consiste em se limitar a coisas polêmicas de doutrina e de liturgia ou em preocupar-se demasiadamente com o que dizem os outros. É evidente que devemos ter um conhecimento dessas coisas, um conhecimento, porém, prudente e sóbrio, em conformidade com o nosso estado. Não devemos nos preocupar excessivamente com o que diz tal ou tal pessoa, por mais que importante que seja, ao ponto de nos paralisar ou de nos fazer desesperar, quando ela diz algo imprudente ou incorreto. Não seremos julgados pelo que dizem os outros, mas pela nossa fé e pela nossa caridade. Não seremos tampouco julgados simplesmente pelo conhecimento de questões polêmicas e complexas, mas pela fé naquilo que Deus nos revelou e pelas obras correspondentes a essa fé.

Outra falsa solução consistiria em buscar a solução em dons e carismas extraordinários ou no sentimentalismo. Erro, infelizmente, bastante comum, que coloca a união com Deus onde ela não está. A união com Deus, a fé e a caridade não são sentimentos. A fé é a adesão de nossa inteligência às verdades reveladas por Deus e a caridade é colocar em prática os mandamentos. Os dons e carismas não indicam santidade e não devem ser buscados. O Padre Royo Marín, grande teólogo, diz: “seria temerário desejar ou pedir a Deus essas graças gratis datae (carismáticas), uma vez que não são necessárias nem para a salvação nem para a santificação e requerem – muitas delas ao menos – uma intervenção milagrosa de Deus. Vale mais um pequeno ato de amor a Deus que ressuscitar um morto.” (Royo Marín, Teologia de la Perfección Cristiana, p. 888). E como não se deve desejar ou buscar esse tipo de graças, o resultado, diz o Padre Jordan Aumann, pode ser esse: “uma pessoa pode ficar sob o poder do demônio em razão de um desejo descontrolado de experimentar fenômenos místicos extraordinários ou graças carismáticas.” (Spiritual Theology, p. 411). Portanto, o sentimentalismo, ou a busca por dons extraordinários também é uma falsa solução.

Outras duas soluções insuficientes são o apostolado e o estudo da doutrina da fé e da moral quando se fazem independentemente de uma vida interior sólida e com espírito demasiado natural, como diz o Padre Garrigou-Lagrange (De sanctificatione Sacerdotum, pp. 5 e ss.).

Caros católicos, como podemos constatar, a verdadeira solução diante da crise consiste em buscar a santidade, em buscá-la com verdadeira determinação. A verdadeira santidade não consiste em penitências, não consiste em certas orações ou práticas de piedade, não consiste em simplesmente conhecer a doutrina. É óbvio que a santidade supõe orações, supõe práticas de piedade, supõe penitências e supõe o conhecimento da doutrina conforme o nosso estado, mas ela não se resume a isso. A santidade consiste na perfeição da caridade, na nossa união com Deus, na prática de seus mandamentos.

Resumidamente, essa santidade consiste, de um lado, na negação de nossa vontade própria. Nosso Senhor diz: aquele que quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. E no Pai Nosso rezamos “seja feita a vossa vontade”. Trata-se, portanto, de conformar inteiramente nossa vontade com a vontade de Deus, infinitamente bom. Além da negação de si mesmo, essa santidade consiste, por outro lado, também em um espírito de oração, de união constante com Deus, que só pode vir da oração mental, quer dizer da meditação católica. Quem quer ser realmente santo deve parar alguns minutos por dia e considerar uma verdade sobrenatural, uma virtude, um exemplo de Cristo, de Nossa Senhora ou dos santos e procurar adequar sua vida a essa verdade, a essa virtude, a esse exemplo, avaliando como tem se comportado até aqui, considerando o que é preciso corrigir, inflamando a sua vontade no amor ao bem e à verdade, tomando uma resolução em conformidade com o que foi meditado e pedindo ajuda a Nosso Senhor, a Nossa Senhora e aos Santos para que possa cumprir a resolução. A meditação católica não é yoga nem meditação transcendental, que negam a razão e buscam, no fundo, a ausência de qualquer desejo. A meditação católica consiste, ao contrário, em usar a nossa razão e a nossa vontade, auxiliadas pela graça, para que possamos amar a Cristo e a verdade e sofrer por Ele e pela verdade, como Ele nos amou e sofreu por nós.

É, então, pela santidade, caros católicos, que podemos combater a crise e restaurar tudo em Cristo. É a santidade a verdadeira solução. É a santidade que supõe uma fé viva, que supõe o conhecimento da doutrina católica. É a santidade que faz todas as coisas para que Deus seja mais conhecido, amado e servido. É a santidade que ajuda o nosso próximo a alcançar o céu.

Se Deus permite tantos males, é para que possamos tirar deles um bem superior, que é uma fé mais firme, diante de um mundo descrente. Ele quer também que tenhamos uma grande esperança na sua bondade e misericórdia, sempre prontas para nos socorrer. Ele quer que tenhamos uma confiança completa na sua divina providência que governa todas as coisas. Ele quer que diante dos males, nos unamos a Ele, que é o bem infinito. Diante da crise e dos males, não devemos nos paralisar, nos desanimar, nos desesperar, achar que está tudo perdido. Ao contrário, devemos fazer todo o bem que podemos e devemos fazer aqui e agora. Devemos fazer todo esse bem com entusiasmo e alegria, sem nos deixar abater. Já é hora de nos levantarmos do sono, como diz São Paulo. Nosso exemplo, nesse tempo do advento, que é extremamente mariano, deve ser Nossa Senhora, inabalável durante a paixão e morte de Cristo, aguardando com fé viva e esperança firme a ressurreição. Nesse tempo de paixão da Igreja, devemos nos manter firmes na fé, na esperança, na caridade, sabendo que a verdadeira solução é o apostolado que decorre da santidade, que é fruto dela. Busquemos a verdadeira solução, caros católicos, que é a santidade.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

São Pio V

Sermão 1º Domingo do Advento – Padre Daniel Pinheiro.

[Sermão] Advento: A verdadeira solução é a santidade

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Ser Igreja


Diocese de Iguatu – Ce

Paróquia de São João Batista, Cedro – Ce.

Pastoral do Batismo

Tema: Ser Igreja

“Crer que a Igreja é “santa” e “católica” e que ela é “una” e “apostólica” (…) é inseparável da féem Deus Pai, Filho e Espírito Santo” (CIC 750), portanto para saber como “ser Igreja” precisamos antes saber o que é a Igreja e “de onde veio e para onde vai”.

Þ   O que é “Igreja”.

  • A palavra “Igreja” [“ekklésia”, do grego “ekkaléin” – “chamar fora”] significa “convocação”. Designa assembléias do povo, geralmente de caráter religioso. (…) Ao denominar-se “Igreja” a primeira comunidade dos que criam em Cristo se reconhece herdeira dessa assembléia. (CIC 751)
  • A palavra “católica” significa “universal” no sentido de “segundo a totalidade” ou “segundo a integralidade”. (…) (Confira CIC 830)

Þ   Origem e formação da Igreja.

  • (…) “Todos os que crêem em Cristo, o Pai quis chamá-los a formarem a santa Igreja”. Esta “família de Deus” se constitui e se realiza gradualmente ao longo das etapas da história humana, segundo as disposições do Pai. Com efeito, “desde a origem do mundo a Igreja foi prefigurada. Foi admiravelmente preparada na história do povo de Israel e na antiga aliança. Foi fundada nos últimos tempos. Foi manifestada pela efusão do Espírito. E no fim dos tempos será gloriosamente consumada” (CIC 759).
  • (Mas) a Igreja nasceu primeiramente do dom total de Cristo para nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na Cruz. “O começo e o crescimento da Igreja são significados pelo sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado”. “Pois do lado de Cristo dormindo na Cruz é que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja. Da mesma forma que Eva foi formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração traspassado de Cristo morto na Cruz”. (CIC 766)

Þ   A manifestação da Igreja.

  • Terminada a obra que o Pai havia confiado ao Filho para realizar na terra, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes para santificar a Igreja permanentemente. Foi então que a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação. Por ser “convocação” de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos. (CIC 767)

Þ   O mistério da Igreja

  • A Igreja é ao mesmo tempo visível e espiritual, sociedade hierárquica e Corpo Místico de Cristo. Ela é uma, formada de um elemento humano e um elemento divino. Somente a fé pode acolher este mistério.

      A Igreja é no mundo presente o sacramento da salvação, o sinal e o instrumento da comunhão de Deus e dos homens. (CIC 779-780)

Retratando de uma maneira simplória a Igreja esta basicamente “segmentada” desta maneira:

Þ   Com ser Igreja?

Assim como nenhum médico pode dizer: “Sou a Medicina”. Assim também nenhum católico pode se dizer A Igreja.

    O Papa é o chefe da Igreja, Vigário de Cristo. Ele representa a Igreja, mas não é a Igreja. Até se diz “Onde está o Papa, aí está a Igreja”, Ubi Petrus, ibi Eclaesiam. Mas Ele é o representante de Cristo, não é o próprio Cristo.

    O Clero é a parte docente da Igreja. É ao Clero que cabe governar, pastorear as ovelhas de Cristo, ensinar, administrar os sacramentos. Mas o Clero, sendo a parte mais importante da Igreja, continua a ser parte da Igreja e não propriamente a Igreja.

    Nós, os leigos, somos a parte inferior da Igreja, a parte dirigida, ensinada. Nós só devemos e podemos repetir o que o Papa e o Clero fiel ao Papa ensina da doutrina de Cristo.

    Nós nos portamos corretamente como membros da Igreja, quando cremos e ensinamos a nosso próximo tudo que a Igreja ensina; quando praticamos a lei de Deus e da Igreja, vivendo, o quanto possamos na graça de Deus, freqüentando os sacramentos; quando procuramos viver para defender a Fé Católica, e difundi-la o quanto possamos, na medida de nossas forças, custe o que custar, dando bom exemplo de vida católica, na obediência dos legítimos pastores da Igreja que são o Papa, acima de tudo, e os Bispos em união com o Papa. (Fonte)

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O que significa “Igreja Católica”?


Se alguém lhe interrogar sobre sua religião, creio eu que você será pronto em responder: “-sou católico!”. O triste é que após essa pergunta vem logo outra: “-praticante?”. Mas o que quero analisar nesse breve artigo não é isso (quem sabe em outro), mas sim sobre a palavra católico. Também não é sobre o que é ser católico, mas restritamente, o significado desta palavra, e, para ser fiel ao título deste artigo, o siginificado de “Igreja Católica”.

Na Bíblia encontraremos a palavra “igreja”  85 vezes, e todas elas no Novo Testamento. A primeira vêz que esta palavra é citada na Bíblia é por nada mais, nada menos que Nosso Senhor Jesus Cristo, veja:
E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt. 16, 18)

Recorrendo ao Catecismo da Igreja Católica, e esta sitação você poderá encontrar também lendo o post sobre Ser Igreja, temos que:
A palavra “Igreja” [“ekklésia”, do grego “ekkaléin” – “chamar fora”] significa “convocação”. Designa assembléias do povo, geralmente de caráter religioso. (…) Ao denominar-se “Igreja” a primeira comunidade dos que criam em Cristo se reconhece herdeira dessa assembléia. (CIC 751)

Então fica bem claro, que a palavra Igreja significa chamado, convocação, no nosso caso, convocados/chamados por Jesus Cristo. Aí entramos na segunda palavra: Católica.

Chamados por Jesus para fazer o quê e a quem? Êis a resposta:

Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (Mt. 28, 19)

“(…)e ensinai a todas as nações” ou seja a todo mundo, ao universo. Jesus confia a Sua Igreja sua missão, seu chamado, sua convocação de anunciar o Evangelho, repito, ao universo, e é aí que por este motivo sua Igreja recebe o nome de Igreja Católica. Ainda não ficou claro né. Lendo esta citação do Catecismo da Igreja Católica ficará melhor de entender:

• A palavra “católica” significa “universal” no sentido de “segundo a totalidade” ou “segundo a integralidade”. (…) (Confira CIC 830)” e consequentemente “Por ser “convocação” de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos. (CIC 767)

Repito mais uma vês: “A palavra “católica” significa “universal” .

 

Unindo então, caros leitores, o significado da palavra Igreja à palavra Católica temos que ela é “convocação” de todos os homens para a salvação“.

E é exatamente por isso que na Bula Unam Sanctam de 1302, o papa Bonifácio VIII diz: “Una, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não há salvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: “Uma só é minha pomba sem defeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou” (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cuja cabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo.

Tendo em vista o expoto, se alguém se deparar com você e lhe interrogar: “-Onde existe a palavra católica na Bíblia?” você estará pronto a responder “-Leia Mt. 28, 19, e lá você verá, não a palavra católica, mas o seu significado:Universal, a todas as nações

Que Maria, Nossa Senhora, Nossa Mãe e Mãe da Igreja de Jesus Cristo, interceda por nós e pela salvação dos homens, Amém!

Qeu Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

Moisés Gomes de Lima, catquista da Paróquia de S. João Batista, Cedro-CE.

Graça de Deus


Diocese de Iguatú – Ce
Paróquia de São João Batista, Cedro – Ce.
Pastoral do Batismo
Palestrante: Moisés Gomes de Lima, catequista.

§1996 Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna.

§1997 A graça é uma participação na vida divina; introduz-nos na intimidade da vida trinitária. Pelo Batismo, o cristão tem parte na graça de Cristo, cabeça da Igreja. Como “filho adotivo”, pode doravante chamar a Deus de “Pai”, em união com o Filho único. Recebe a vida do Espírito, que nele infunde a caridade e forma a Igreja.

§1998 Esta vocação para a vida eterna é sobrenatural. Depende integralmente da iniciativa gratuita de Deus, pois apenas Ele pode se revelar e dar-se a si mesmo. Esta vocação ultrapassa as capacidades da inteligência e as forças da vontade do homem, como também de qualquer criatura.

§1999 A graça de Cristo é o dom gratuito que Deus nos faz de sua vida infundida pelo Espírito Santo em nossa alma, para curá-la do pecado e santificá-la; trata-se da graça santificante (…), recebida no Batismo. Em nós, ela é a fonte da obra santificadora:

“Se alguém está em Cristo, é nova criatura. Passaram-se as coisas antigas; eis que se fez uma realidade nova. Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo” (2Cor 5,17-18).

§2000 A graça santificante é um dom habitual, uma disposição estável e sobrenatural para aperfeiçoar a própria alma e torná-la capaz de viver com Deus, agir por seu amor. Deve-se distinguir a graça habitual, disposição permanente para viver e agir conforme o chamado divino, e as graças atuais, que designam as intervenções divinas, quer na origem da conversão, quer no decorrer da obra da santificação.

Graça do Batismo

§1262 Os diferentes efeitos do Batismo são significados pelos elementos sensíveis do rito sacramental. O mergulho na água faz apelo ao simbolismo da morte e da purificação, mas também da regeneração e da renovação. Os dois efeitos principais são, pois, a purificação dos pecados e o novo nascimento no Espírito Santo.

§1263 Pelo batismo, todos os pecados são perdoados: o pecado original e todos os pecados pessoais, bem como todas as penas do pecado. Com efeito, naqueles que foram regenerados não resta nada que os impeça de entrar no Reino de Deus: nem o pecado de Adão, nem o pecado pessoal, nem as seqüelas do pecado, das quais a mais grave é a separação de Deus.

§1264 No batizado, porém, certas conseqüências temporais do pecado permanecem, tais como os sofrimentos, a doença, a morte ou as fragilidades inerentes à vida, como as fraquezas de caráter etc., assim como a propensão ao pecado, que a Tradição chama de concupiscência ou, metaforicamente, o “incentivo do pecado” (fomes peccati”): “Deixada para os nossos combates, a concupiscência não é capaz de prejudicar aqueles que, não consentindo nela, resistem com coragem pela graça de Cristo. Mais ainda: ‘um atleta não recebe a coroa se não lutou segundo as regras’ (2Tm 2,5).

§1265 O batismo não somente purifica de todos os pecados, mas também faz do neófito “uma criatura nova”, um filho adotivo de Deus que se tornou “participante da natureza divina”, membro de Cristo e co-herdeiro com ele, templo do Espírito Santo.

§1266 A Santíssima Trindade dá ao batizado a graça santificante, a graça da justificação, a qual:

* torna-o capaz de crer em Deus, de esperar nele e de amá-lo por meio das virtudes teologais;

* concede-lhe o poder de viver e agir sob a moção do Espírito Santo por seus dons;

* permite-lhe crescer no bem pelas virtudes morais.

Assim, todo o organismo da vida sobrenatural do cristão tem sua raiz no santo Batismo.

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Nascimento da Igreja


A Igreja Católica, como todos nós católicos sabemos, e o Mundo se nega a reconhecer, é a Esposa de Cristo, da qual Ele mesmo é a Cabeça e Ela seu Corpo Místico. Sabemos também que Ela é o Sacramento de nossa salvação. O que muitos de nós católicos ainda não sabemos é o exato momento em que Ela, a Igreja Católica (diga-se de passagem, Única e Verdadeira Igreja de Jesus Cristo), foi realmente fundada por Nosso Senhor.

•·Seria em Pentecostes?

 Pentecostes

•·Seria na Última Ceia?

 Última Ceia

•·Seria no Sacrifício Redentor da Cruz?

Crucificação

Creio que você deva ter dito “todo mundo sabe que foi em Pentecostes”. Se essa foi sua resposta ela está…

Ê…

Ê…

ÊRRADA.

Isso mesmo, mas não fique triste, pois quem nos esclarece isso é o Catecismo da Igreja Católica.

Na verdade, em Pentecostes a Igreja já havia sido fundada. Isso mesmo, inclusive estava reunida com Maria Santíssima no Cenáculo. O que houve em Pentecostes não foi o nascimento da Igreja, mas sim a sua manifestação ao Mundo. Veja o que diz o Catecismo da Igreja Católica:

Terminada a obra que o Pai havia confiado ao Filho para realizar na terra, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes para santificar a Igreja permanentemente. Foi então que a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação. Por ser “convocação” de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos“. (CIC 767).

Já na Santa Ceia, sabemos que houve a instituição do Sacramento da Eucaristia.

Então só nos resta o Sacrifício do Calvário. E exatamente isto que a Igreja ensina:

(Mas) a Igreja nasceu primeiramente do dom total de Cristo para nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na Cruz. “O começo e o crescimento da Igreja são significados pelo sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado”. “Pois do lado de Cristo dormindo na Cruz é que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja. Da mesma forma que Eva foi formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração traspassado de Cristo morto na Cruz”. (CIC 766)

 

Então, diante do exposto não há mais nada a acrescentar, fica bem claro que a Igreja nasceu do coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada não em idéias humanas, mas sim “do lado de Cristo dormindo na Cruz”.

 
Moisés Gomes de Lima
Catequista da Paróquia de S. João Batista, Cedro – Ce.
Que Deus te abençoe e Maria te guarde!

 

 

A bússola e a biruta


por Percival Puggina em 05 de fevereiro de 2007 

Freqüentemente se ouve que a Igreja perde fiéis por não se adequar às tendências da modernidade: é contra o divórcio, contra o aborto, contra o casamento de homossexuais, condiciona o exercício do sacerdócio ao celibato, não ordena mulheres, se opõe a diversas práticas de controle da natalidade e por aí afora. Fico imaginando o pleno atendimento dessas reivindicações: a Igreja reinstituindo a carta de divórcio (explicitamente abolida por Jesus, num visível erro de apreciação), aconselhando as mães a abortar e os médicos a aprimorarem as técnicas de aborto, as igrejas celebrando casamentos entre homens, entre mulheres, bem como outras uniões extravagantes que se sabe existir por aí, sacerdotes e sacerdotisas distribuindo “camisinhas” nas missas dos jovens, e por aí afora.

Chocante? Ridículo? Por quê? Não é exatamente o que parecem desejar que a Igreja faça para adequar-se aos ventos da opinião pública e da permissiva cultura contemporânea? Quantos cristãos parecem crer que, de fato, a Igreja “precisa atualizar-se” nestas coisas?

Existe nos aeroportos um instrumento colocado próximo à pista, formado por uma haste metálica na qual é fixado um tubo de pano. É chamado “biruta” e serve para sinalizar o sentido e a direção dos ventos de superfície. Em todas as aeronaves existe também um outro aparelho, chamado bússola, que sinaliza o norte magnético e é um dos mais antigos e utilizados instrumentos para orientação de navegadores em terra, mar e ar.

Felizmente, a Igreja não comete a insensatez de confundir a “biruta” com a bússola porque se assim procedesse acabaria tão extraviada quanto ficaria o piloto que olhando para o tubo de pano junto à pista do aeroporto, confundisse aquilo com uma bússola e seguisse o vento, pensando tomar o rumo do norte. Não! A Igreja e o Cristianismo cumprem através da história esse papel de bússola, indicando firmemente o norte apesar dos ventos da superfície, aos quais conhece, mas aos quais não segue. Ao agir assim, procede como Cristo, que denunciou os padrões de conduta de seus contemporâneos.

E foi à cruz por causa disso! Não tivesse agido assim teria conseguido mais seguidores em seu tempo, mas ninguém o seguiria hoje. E nenhum seguidor de Cristo pode deixar de ser sinal de contradição. A Igreja não é a bússola e não é o Norte. Ela é apenas a agulha imantada pelo Norte da Revelação, que de Deus recebeu e que não pode deslocar ou recondicionar.

 

TV e Aborto


Não é de hoje que as tão famosas Redes de Televisão tentam impregnar sua doutrina e pensamento anticristão, puramente espírita com tons de modernismo.

Elas são conhecidas por quererem praticar o seu santo “serviço social” que presta a nossa sociedade, levantando temas polêmicos e pondo em discussão para toda a nação. Até aí tudo bem, o problema é a forma tendenciosa e unilateral que esses temas são expostos, santificando uma parte (na grande maioria das vezes a parte errada) e pondo outra como vilã (na grande maioria das vezes a parte certa). Um de seus principais meios de difusão são as malditas novelas que são tão poderosas que até diminuir a taxa de natalidade de uma nação são capazes, e isto está academicamente comprovado.

Os métodos utilizados são desde os mais sucintos, inicialmente, para “dourar a pílula”, até os mais escandalosos, do tipo homem se beijando com homem. Mas então, onde entra o aborto nesta história? Ora, escrevo este breve artigo apenas para relatar o que vi de relance, quando a TV de minha casa sintonizava este canal, e minha mãe assistia a uma de suas novelas.

Em um determinado momento da trama, um personagem (de perfil sério e respeitoso) criticava ferozmente outra personagem (uma senhora que aparentava ser a vilã, e rica) por ter efetuado um aborto em seu passado. Ora, afirmaria o leitor, mas isto é louvável! Sim, a primeira vista, no entanto as palavras do senhor sério e “do bem” eram mais ou menos estas: “se você fosse uma adolescente nos seus quinze/dezesseis anos, ou ainda uma pessoa pobre e sem condições, etc. e tal, isto seria compreensível/aceitável, mas você sendo uma pessoa rica, cometer este ato, isto é um absurdo!” (não foram exatamente estas as palavras, mas foi este o contexto).

Ou seja, amado leitor, para ele o aborto justifica-se para uma jovem adolescente, ou ainda para uma senhora que não teria condições de sustentar o seu filho, e outros casos mais, exceto para uma mulher rica. É exatamente isto que o nosso Ministério da Saúde, do qual muitos católicos sustentam com os seus impostos (e pagam até cirurgias para que homossexuais mudem de sexo) usa como desculpa para legalizar o aborto: “que só as pobres é que morrem praticando aborto, pois as ricas vão às clínicas sofisticadas, por tanto o aborto é questão de saúde pública”. Esta desculpa por si só já prova a criminalidade do aborto que é praticada hoje a torto e a direito sendo ele ilegal, imaginem o que haverá então se o legalizaram. Fazer menino e matar depois vai virar esporte, como hoje é esporte mudar de sexo.

Mas, para não fugir do tema, note que um telespectador desavisado, como a grande maioria o é, vai inculcar este conceito facilmente. E é assim que temas como estes são venenosamente, em poucas doses, inseridas nas cabeças dos brasileiros.

A mídia brasileira hoje é dona de um poder quase que incomensurável e que está na mão de poucos, muito poucos, que o usam como bem entendem, manipulando as massas. Você sabe dizer quem está por trás de cada programa de TV? Quem e por que idealizam programas X, Y ou Z? Não! E nem eu. É exatamente por isso que devemos evitar ao máximo que nossos filhos tenham contato com esta máquina de manipulação em massa e desorientação e também de “burrificação” humana, não só nossos filhos como nós mesmos.

Que Deus tenha misericórdia dos meios de comunicação e que Nossa Senhora, a Imaculada Conceição que festejamos hoje, nos guarde em seu coração!

Moisés Gomes de Lima.

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:.:Paródias da Professora Décia:.:

Paródias de uma professora cedrense!

Fratres in Unum.com

Ecce quam bonum et quam jucundum habitare fratres in unum.

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§|Olhar Católico|§

Um Olhar Católico sobre o mundo!

Pacientes na tribulação

Apologética católica

Grupo S. Domingos de Gusmão

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Missa Tridentina em Brasília

Santa Missa no Rito Romano Tradicional

Vida, dom de Deus

Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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