Procure por uma…


Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo

Se eu não fosse Católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja no mundo de hoje, eu iria em busca da única Igreja que não se dá muito bem com o mundo. Em outras palavras, eu procuraria uma Igreja que o mundo odiasse. Minha razão para fazer isso seria que, se Cristo ainda está presente em qualquer uma das igrejas do mundo de hoje, Ele ainda deve ser odiado como o era quando estava na terra, vivendo na carne.

 

Dom Fulton Sheen

Dom Fulton Sheen

Se você tiver que encontrar Cristo hoje, então procure uma Igreja que não se dá bem com o mundo. Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim como zombaram de Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré. Procure pela Igreja, que é acusada de estar com o diabo, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, príncipe dos demônios .

Procure a Igreja que em tempos de intolerância (contra a sã doutrina,) os homens dizem que deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo que os que crucificaram Cristo julgavam estar prestando serviço a Deus.

Procure a Igreja que o mundo rejeita porque ela se proclama infalível, pois foi pela mesma razão que Pilatos rejeitou Cristo: por Ele ter se proclamado a si mesmo A VERDADE. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo assim como Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens. Procure a Igreja que em meio às confusões de opiniões conflitantes, seus membros a amam do mesmo modo como amam a Cristo e respeitem a sua voz como a voz do seu Fundador.

E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo é porque ela não pertence a esse mundo e uma vez que pertence a outro mundo, ela será infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de origem divina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, essa Igreja é divina .”

Arcebispo Fulton J. Sheen, Radio Replies, Vol. 1, p IX, Rumble & Carty, Tan Publishing – Tradução: Gercione Lima

Em carta circular, bispo de Iguatu, CE, proíbe Missas e eventos de “cura e libertação”, orações em línguas e “repouso” no Espírito.

Dilma, a católica, quer ensinar ao Santo Padre


Por Reinaldo Azevedo, da Veja.

Lamentáveis as declarações da presidente Dilma Rousseff sobre a Igreja e o papa Francisco. Ficou com inveja de Cristina Kirchner. O páreo, a depender da área, é duro. Vejam a violência que as duas praticaram contra o Paraguai no caso do Mercosul. O tratado do bloco recusa o ingresso de ditaduras. Jogaram fora a democracia paraguaia e acolheram a ditadura venezuelana. Em certos quesitos, as duas se juntam como massa negativa. O resultado é inferior à soma das partes. Antes que trate das batatadas da hora, cumpre lembrar um pouquinho a trajetória recente do binômio “Dilma-Igreja”, sempre destacando que a presidente brasileira tem uma boa maneira de se preservar de críticas como esta: dispensando-se de tratar de assuntos sobre os quais não entende nada. A Presidência da República, com seu vasto palco para enganos e desenganos laicos, deveria lhe bastar. Seria prudente abster-se dos temas religiosos. Ou, então, que vá estudar o tema.

Dilma, na vida adulta, nunca foi católica. Pode ter sido na infância e na primeira juventude por influência da família. Depois de taludinha, suas opções foram outras. Como ela já deu mostras de se orgulhar do seu passado, não vai se importar se eu lembrar que, em vez de se ajoelhar no altar do Cristo, preferiu os da Polop e da VAR-Palmares, duas organizações terroristas. Era da área de inteligência. Que se saiba, nunca matou ninguém, mas as organizações de que ela era um dos “seres inteligentes” mataram, sim. Em tempo de Comissão da Verdade, preferem fingir que isso é mentira. Mas é verdade! Com efeito, isso nada tem a ver com a essência do cristianismo.

Em entrevista, Dilma já declarou que reza quando o avião balança — “uma rezadinha”, ela disse. É o que chamo de Teologia da Cumulonimbus. Ainda candidata dos primeiros dias, foi ao programa de Datena, chamou Nossa Senhora de “deusa” — fundando, então, o politeísmo cristão! — e se disse devota dessa entidade. O entrevistador, querendo puxar papo para ver se a conversa rendia, indagou: “De qual Nossa Senhora?” Ela não hesitou: “Ah, de Nossa Senhora de forma geral”. A Nossa Senhora de Forma Geral é a padroeira dos políticos que estão tentando dar um truque nos católicos, afetando uma fé que não têm. No fim das contas, acham que religião é uma besteira, coisa de gente atrasada, do miolo mole. Já andam até dizendo que o cérebro dos crentes é menos desenvolvido do que o dos ateus e agnósticos. Imaginem que prodígios não teriam realizado Santo Agostinho, Santo Tomás, Pascal e Descartes se tivessem um cérebro como o de Dilma Rousseff ou de Cristina Kirchner…  Adiante.

Não era católica, mas precisava se fingir porque isso poderia lhe custar votos. Gabriel Chalita, aquele rapaz pio, a arrastou para uma missa em Aparecida, onde ela se atrapalhou um tantinho ao se persignar. Desdisse várias entrevistas concedidas quando ministra e passou a se declarar contrária à legalização do aborto. Tornada presidente da República, escolheu para o Ministério da Mulher uma fanática do abortismo, que confessara em entrevista, que publiquei aqui, ter participado de uma ONG que atuara na Colômbia, à revelia do governo daquele país, ensinado as mulheres a praticar  o, pasmem!, autoaborto!  A própria ministra confessava, nessa entrevista, que atuara como aborteira sem nem mesmo ser médica. Tudo isso é fato, não boato. Nada disso precisa de “comissão da verdade”. São fatos que dispensam mentiras oficiais.

Às bobagens da hora
Dilma está em Roma para a entronização do papa, que acontece hoje. A história nos poupou do espetáculo de ter lá o Luiz Inácio Apedeuta da Silva. Depois de ter dado algumas diretrizes a Barack Obama, ele não se dispensaria de ser o farol do papa nesta era de incertezas, não é mesmo? Mas Dilma quase não nos deixa com saudade de seu Pigmaleão.

Leio na Folha, em reportagem de Felipe Seligman, que Dilma decidiu dar algumas dicas ao papa e, acreditem, um discreto puxão de orelha no Sumo Pontífice. Foi até mais ousada do que Cristina Kirchner. Ensinou a devota da “deusa” Nossa Senhora de Forma Geral:
“Eu acho que ele tem um papel a cumprir. [A defesa dos pobres] é uma postura importante. É claro que o mundo pede hoje além disso. Que as pessoas sejam compreendidas e que as opções diferenciadas das pessoas sejam compreendidas”.

A fala deixa entrever que, para Dilma, a Igreja Católica anda descolada do mundo. Com 10 anos à frente do governo brasileiro, é razoável que puxe a orelha de um trono de dois mil anos. Cumpre indagar: qual diferença a Igreja Católica não respeita? O cristianismo é justamente a religião que nasce das diferenças, que se anulam pela conversão! Ademais, a Igreja pretende falar ao mundo — e fala mesmo, ou não se daria tamanha importância ao papa —, mas suas orientações valem para seus fiéis. Tampouco os Estados nacionais estão obrigados a seguir seus princípios. Por que, afinal, é tão importante que a Igreja diga “sim” a práticas que se chocam com seus próprios fundamentos?

Quem disse que a Igreja não respeita as “opções diferenciadas”, seja lá o que ela tenha querido dizer com isso? Alguém tem notícia de fiéis perseguidos pela Igreja Católica, dentro e fora dos templos, por conta de suas escolhas? Dilma não é católica. Dilma não sabe nada do catolicismo. Dilma não é nem mesmo obrigada a saber — razão por que deveria, então, calar-se. Mas dá para entender. Tem em mente os padrões de certa política brasileira, não é? A Igreja abraça o pecador, mas não o pecado. É diferente dos petistas, por exemplo, que ficam logo com os dois: o Zé Dirceu vira herói, e a corrupção passiva e a formação de quadrilha são elevadas à condição de arte. É o que os petistas chamam de “opções diferenciadas”. Aliás, a base de apoio de Dilma é uma verdadeira coleção de… opções diferenciadas no cotejo com a moral e os bons costumes.

A Folha informa que Dilma foi indagada sobre a possibilidade de a Igreja atuar na defesa de “políticas progressistas”. Segundo a presidente, o papa não parece ser alguém que “irá defender esse tipo de posição”. Que “tipo de posição”? Do que ela fala? O que é ser “progressista”? A defesa da morte, por exemplo, se confunde com o progresso? Quando cardeal em Buenos Aires, Jorge Bergoglio andava entre os pobres. Bom jesuíta, jamais ficou encastelado.

A presidente disse ainda que é “uma honra ter um papa latino-americano” e que isso é uma afirmação da “região”. Barbaridade! Um papa perde a pátria. Para que a “região se afirmasse”, seria necessário, em primeiro lugar, que tivesse uma pauta e uma visão de mundo comuns, o que é falso. Nem os membros do Mercosul se entendem.  A verdade é que os autoritários do subcontinente estão infelizes com a escolha. A banda ideológica à qual falam — embora menos, Dilma também — está é insatisfeita com a escolha. Os tiranetes acham que o papa Francisco pode colaborar com uma guinada conservadora na região.

Quem dera fosse verdade! Uma guinada que conservasse a democracia!

Decano do colégio cardinalício: “A atitude fundamental de todo bom Pastor é, portanto, dar a vida por suas ovelhas”


SANTA MISSA «PRO ELIGENDO ROMANO PONTIFICE»

HOMILIA DO CARDEAL ANGELO SODANO
DECANO DO COLÉGIO CARDINALÍCIO

Basílica Patriarcal de São Pedro
Terça-feira, 12 de março de 2013

[Vídeo]

 

Queridos Concelebrantes, distintas Autoridades, Irmãos e Irmãs no Senhor!

“Cantarei, eternamente, as bondades do Senhor” é o canto que mais uma vez ressoou junto ao túmulo do Apóstolo Pedro nesta ora importante da história da Santa Igreja de Cristo. São as palavras do Salmo 88 que afloraram em nossos lábios para adorar, agradecer e suplicar ao Pai que está nos Céus. “Misericordias Domini in aeternum cantabo“: é o bonito texto latino, que nos introduziu na contemplação d’Aquele que sempre vela com amor a sua Igreja, sustentado-a em seu caminho ao longo dos séculos e vivificando-a com o seu Espírito Santo.

Também nós hoje com tal atitude interior queremos oferecer-nos com Cristo ao Pai que está nos Céus para agradecer-lhe pela amorosa assistência que sempre reserva à sua Santa Igreja e em particular pelo luminoso Pontificado que nos concedeu com a vida e as obras do 265º Sucessor de Pedro, o amado e venerado Pontífice Bento XVI, ao qual neste momento renovamos toda a nossa gratidão.

Ao mesmo tempo hoje queremos implorar do Senhor que mediante a solicitude pastoral dos Padres Cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja. Certamente, auxilia-nos nesta ora a fé na promessa de Cristo sobre o caráter indefectível da sua Igreja. De fato, Jesus disse a Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (cfr. Mt 16,18).

Meus irmãos, as leituras da Palavra de Deus que acabamos de ouvir podem nos ajudar a compreender melhor a missão que Cristo confiou a Pedro e a seus Sucessores.

1. A mensagem do amor

A primeira leitura repropôs-nos um célebre oráculo messiânico da segunda parte do livro de Isaías, aquela parte que é chamada “o Livro da consolação” (Is 40-66). É uma profecia dirigida ao povo de Israel destinado ao exílio na Babilônia. Deus anuncia para o povo de Israel o envio de um Messias cheio de misericórdia, um Messias que poderá dizer: “O espírito do Senhor repousa sobre mim… enviou-me a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, aos prisioneiros a liberdade, proclamar um ano de graças da parte do Senhor” (Is 61,1-3)

O cumprimento de tal profecia realizou-se plenamente em Jesus, vindo ao mundo para tornar presente o amo do Pai pelos homens. É um amor que se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza, com todas as fragilidades do homem, tanto físicas quanto morais. É conhecida, a esse propósito, a célebre Encíclica do Papa João Paulo II Dives in misericordia, que acrescentava: “o modo e o âmbito em que se manifesta o amor são chamados na linguagem bíblica «misericórdia» (Ibidem, n. 3).

Esta missão de misericórdia foi confiada por Cristo aos Pastores da sua Igreja. É uma missão que empenha todo sacerdote e bispo, mas empenha ainda mais o Bispo de Roma, Pastor da Igreja universal. De fato, Jesus disse a Pedro: “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?… Apascenta os meus cordeiros” (Jo 21,15). É conhecido o comentário de S. Agostinho a essas palavras de Jesus: “seja, portanto, missão do amor apascentar o rebanho do Senhor”; “sit amoris officium pascere dominicum gregem” (In Iohannis Evangelium, 123, 5; PL 35, 1967).

Na realidade, é este amor que impele os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço aos homens de todos os tempos, do serviço caritativo mais imediato até o serviço mais alto, o serviço de oferecer aos homens a luz do Evangelho e a força da graça.

Assim o indicou Bento XVI na Mensagem para a Quaresma deste ano (cfr. n. 3). De fato, lemos em tal mensagem: “De fato, por vezes tende-se a circunscrever a palavra «caridade» à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o «serviço da Palavra». Não há ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressio, o anúncio de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento (cf. n. 16)”.

2. A mensagem da unidade

A segunda leitura é extraída da Carta aos Efésios, escrita pelo Apóstolo Paulo justamente nesta cidade de Roma durante a sua primeira prisão (anos 62-63 d.C.).

É uma leitura sublime na qual Paulo apresenta o mistério de Cristo e da Igreja. Enquanto a primeira parte é mais doutrinal (cap. 1-3), a segunda, onde se insere o texto que ouvimos, é de tom mais pastoral (cap. 4-6). Nesta parte Paulo ensina as conseqüências práticas da doutrina apresentada antes e começa com um forte apelo à unidade eclesial: “Exorto-vos, pois – prisioneiro que sou pela causa do Senhor – que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chamados, com toda a humildade, mansidão, e paciência. Suportai-vos caridosamente uns aos outros. Esforçai-vos por conservara unidade do Espírito no vínculo da paz (Ef 4,1-3)”.

S. Paulo explica em seguida que na unidade da Igreja existe uma diversidade de dons, segundo a multiforme graça de Cristo, mas essa diversidade está em função da edificação do único corpo de Cristo: “A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, visando o aperfeiçoamento dos cristãos, e o trabalho na obra da construção do corpo de Cristo” (cfr. 4,11-12).

É justamente para a unidade do seu Corpo Místico que Cristo em seguida enviou o seu Espírito Santo e, ao mesmo tempo, estabeleceu os seus Apóstolos, entre os quais Pedro tem a primazia como o fundamento visível da unidade da Igreja.

Em nosso texto São Paulo ensina-nos que também todos nós devemos colaborar para edificar a unidade da Igreja, porque para realizá-la é necessária “a colaboração de cada conexão, segundo a energia própria de cada membro” (Ef 4,16). Todos nós, portanto, somos chamados a cooperar com o Sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesial.

3. A missão do Papa

Irmãos e irmãs no Senhor, o Evangelho de hoje reconduz-nos à última ceia, quando o Senhor disse aos seus Apóstolos: “Este é o meu mandamento: que vós ameis uns aos outros, com eu vos amei” (Jo 15,12). O texto se une assim também à primeira leitura do profeta Isaías sobre o agir do Messias, para recordar-nos que a atitude fundamental dos Pastores da Igreja é o amor. É aquele amor que nos impele a oferecer a própria vida pelos irmãos. De fato, Jesus nos diz: “ninguém tem um amor maior do que este: dar a vida pelos próprios amigos” (Jo 15,12).

A atitude fundamental de todo bom Pastor é, portanto, dar a vida por suas ovelhas(cfr Jo10,15). Isto vale, sobretudo, para o Sucessor de Pedro, Pastor da Igreja universal. Porque quanto mais alto e mais universal é o ofício pastoral, tanto maior deve ser a caridade do Pastor. Por isto no coração de todo Sucessor de Pedro sempre ressoaram as palavras que o Divino Mestre dirigiu um dia ao humilde pescador da Galileia: “Diligis me plus his? Pasce agnos meos… pasce oves meas“; “Amas-me mais do que estes? Apascenta os meus cordeiros… apascenta as minhas ovelhas!” (cfr. Jo 21,15-17).

No sulco deste serviço de amor pela Igreja e pela humanidade inteira, os últimos Pontífices foram artífices de muitas iniciativas benéficas também para os povos e a comunidade internacional, promovendo sem cessar a justiça e a paz. Rezemos para que o futuro Papa possa continuar esta incessante obra em nível mundial.

Ademais, este serviço de caridade faz parte da natureza íntima da Igreja. Recordou-nos isso o Papa Bento XVI dizendo-nos: “também o serviço da caridade é uma dimensão constitutiva da missão da Igreja e é expressão irrenunciável da sua própria essência” (Carta Apostólica em forma de Motu proprio Intima Ecclesiae natura, 11 de novembro de 2012, proêmio; cfr. Carta Encíclica Deus caritas est, n. 25).

É uma missão de caridade que é própria da Igreja, e de modo particular é própria da Igreja de Roma, que, segundo a bela expressão de S. Inácio de Antioquia, é a Igreja que “preside à caridade”; “praesidet caritati” (cfr. Ad Romanos, praef.: Lumen gentium, n. 13).

Meus irmãos, rezemos a fim de que o Senhor nos conceda um Pontífice que realize com coração generoso tal nobre missão. É o que Lhe pedimos por intercessão de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, e de todos os Mártires e Santos que ao longo dos séculos deram glória a esta igreja de Roma. Amém!

Cardeais reunidos pela quarta vez. Faltam poucos eleitores. Esta tarde, oração pela Igreja, na basílica de São Pedro


2013-03-06 Rádio Vaticana
Pela quarta vez neste período de Sé Vacante, os membros do Colégio dos Cardeais reuniram-se de novo nesta quarta-feira de manhã, às 9.30h, prosseguindo com diversas intervenções livres, sobre a situação da Igreja e do mundo, a ter em conta no momento de eleger o novo Papa, no Conclave cuja data deve ser estabelecida em breve.
Ontem encontravam-se já em Roma 110 Cardeais dos 115 Eleitores que deverão eleger o sucessor de Bento XVI. Os restantes cinco purpurados, segundo informou Padre Lombardi, porta voz da Sé Apostólica, estão em contacto com o Cardeal Decano e deverão chegar proximamente. São eles: o patriarca Naguib, egípcio, emérito de Alexandria dos Coptos; o alemão Lehmann, de Mainz; John Tong, de Hong Kong; Pham Minh-Man, do Vietname; e o polaco Nicz, arcebispo de Varsóvia. Entretanto, segundo quanto decidiram ontem, os Cardeais promovem esta tarde, às 17 horas, na basílica de São Pedro, junto ao altar da Cátedra, um momento de oração pela Igreja. A celebração terá início com o Terço do Rosário (mistérios gloriosos), em latim e italiano. Seguirá a exposição solene do Santíssimo Sacramento, com um tempo de adoração; finalmente, a recitação de Vésperas (presididas pelo cardeal Angelo Comastri, arcipreste da Basílica)

Um congresso teológico sem Missa. Ou: Teologia da Libertação: viva e atuante no Brasil


Como podem notar a Teologia da Libertação continua viva e atuante na América Latina. Seria talvez seu último extrebucho? Acho que não. A notícia é do Vatican Insider, os negritos e a tradução são meus.

 

Por ANDRÉS BELTRAMO ÁLVAREZ – Vatican Insider | Tradução: §|Olhar Católico|§

A Teologia da Libertação marxista não está morta na América Latina. Apesar de suas teses e slogans terem evoluído, escondem os mesmos objetivos de sempre: demolir o “pensamento único romano” e propondo “outra igreja possível”. Seus expoentes mais polêmicos se reunirão de 7 a 11 de outubro no Brasil, com a desculpa de recordar o Concílio Vaticano II. Embora, na realidade, será uma oportunidade para afinar a agenda do “progressismo católico”.

Na Santa Sé se acenderam os alarmes, e não é para menos. O congresso Continental de Teologia, que será acolhido pelo Instituto Humanitas Unisinos da Companhia de Jesus, na cidade brasileira de São Leopoldo, também tem como objetivo celebrar o 40 º aniversário do livro “Teologia da Libertação. Perspectivas” de Gustavo Gutiérrez . Um texto que foi corrigido em muitas passagens a mando da Congregação para a Doutrina da Fé.

Entre os palestrantes estão Jon Sobrino e Leonardo Boff, sobre os quais se mantém vigentes as sanções eclesiásticas por difundirem doutrinas contrárias ao magistério da Igreja. Mas outros teólogos também de ortodoxia duvidosa como Andrés Torres Queiruga, que – em março ultimo – foi convocado pelos bispos espanhóis a esclarecer seu pensamento que, em vários aspectos, não pode ser considerado católico.

Embora os organizadores tenham se esforçado para sustentar que o congresso não procura provocar um “duelo teológico” com o Vaticano, na prática, será. Porque iniciar-se-á no mesmo dia da abertura em Roma do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização, durante o qual Bento XVI abrirá o Ano da Fá, em uma cerimônia pelo aniversário de 50 anos do Concílio.

Nestes termos a Unisinos vai fortalecer ainda mais seu caráter dissidente. Não apenas por uma questão de datas coincidentes, mas especialmente pelos temas em que as discussões vão girar nesses dias.

A Fundação Ameríndia, organismo convocante, incluiu no programa os temas mais defendidos pelos movimentos radicais da esquerda: desde a ideologia de gênero até os direitos humanos, da justiça à migração, desde a miscigenação até à “releitura libertadora da história latinoamericana”, da economia e ecologia aos sistemas políticos emergentes.

Apesar do número discreto de sacerdotes que assistirão aos trabalhos, não está agendada qualquer celebração religiosa. Não há Missa prevista , se quer no domingo. Tampouco foi considerada uma cerimônia ecumênica. Apenas se reservou meia hora para um “momento de espiritualidade” dedicado, cada dia, a uma situação diferente: a “entronização da Bíblia”, “o ecumênismo”, o “testemunho do martírio” e “os indígenas”.

O movimento teológico que vai dar vida ao Congresso Continental é discreto em seus números e atrevido em suas doutrinas. Nenhuma das quatro reuniões preparatórias para a conferência, realizadas em 2011 na Guatemala, México, Chile e Colômbia somou mais de 300 participantes. O resultado destas é um teste das idéias a serem impostas em São Leopoldo.

Por exemplo, na Guatemala o padre brasileiro Ermanno Alegri, coordenador da agência Adital, sustentou “a necessidade de elaborar uma agenda teológica para o futuro que nos levará a abrir-nos a um Deus vivo e livre, ao contrário da visão de um Deus preso em dogmas , ritos, normas morais e patriarcalismos” [Nota do §|Olhar|§: esse “deus” já existe: foi o que se rebelou e bradou “non serviam!”]. O jesuíta Sobrino disse: “fora dos pobres não há salvação” e “a Igreja traiu Jesus Cristo”.

Em suma: o encontro do Brasil será uma mistura de algumas idéias teológicas, pensamentos ecléticos vários e propostas culturais que são como uma manta de retalhos, com um forte matiz política. Tudo acolhido por uma instituição católica, dirigida por uma congregação religiosa cujo quarto voto é o de fidelidade ao Papa (os jesuítas).

Uma situação que preocupa a Cúria Romana. Como assim o confirmou Boff através de sua conta no Twitter em 14 de setembro: “Vejam a vontade persecutória do Vaticano: pressionam para queo Congresso sobre a Teol.da Lib.a se realizar em outubro no Sul não se realize. O Vaticano pensa que com os dois documentos(ruins)que escreveram sobre aTeol da Libertação a mataram e enterraram.Mas os oprimidos continuam. Enquanto houver um oprimido gritando vale se engajar por sua libertação,inspirados pelo Cristo Libertador.Só uma Igreja cínica se faz surda.”

“Não se pode ceder em plena batalha”: Bispo Tissier de Mallerais da FSSPX revela existência de carta do Papa Bento XVI enviada ao Superior da Fraternidade puco antes do Capítulo


Existência de carta de Bento XVI é revelada durante conferência do bispo lefebvriano Tissier de Mallerais, que havia dado como impossível o acordo com a Santa Sé.

Por Andrea Tornielli – Vatican Insider | Tradução: §|Olhar Católico|§

Em 30 de junho, poucos dias antes do capítulo geral da Sociedade de São Pio X, Bento XVI escreveu uma carta ao superior lefrebvista, o bispo Bernard Fellay. A existência da carta foi revelada por Dom Bernard Tissier de Mallerais, um dos quatro bispos da Fraternidade de posições conhecidas contrárias ao acordo com Roma, durante uma conferência realizada em 16 de setembro, na França, Priorado St. Louis- . Maria Grignon de Montfort traduzida em italiano aqui.

O bispo disse que: “Em 30 de junho de 2012 – é um segredo que irá revelar, mas que será tornado público – o Papa escreveu de próprio punho uma carta ao nosso Superior Geral, monsenhor Fellay: ‘Lhe confirmo efetivamente que, para serem realmente reintegrados na Igreja precisa aceitar realmente o Concílio Vaticano II e do magistério pós-conciliar’”

“Trata-se propriamente – disse Tissier de Mallerais – de um ponto de parada, porque para nós não é aceitável, e não podemos assinar uma coisa dessas. Pode-se fazer alguns esclarecimentos, porque o Concílio é tão grande que você pode encontrar algumas coisas boas, mas esta não é a essência do Concílio. “

O bispo lefebvriano durante a conferência pronunciou palavras muito duras: “Não se pode ceder em plena batalha, não tentaremos o armistício [N.T.: trégua] enquanto a gerra seb enfurece: com Assis 3º ou 4º no ano passado; com a beatificação de um falso beato, o Papa João Paulo II. Uma coisa falsa, uma falsa beatificação. E com a exigência ,constantemente lembrada pelo Papa Bento XVI, de aceitar o Concílio e as reformas do magistério pós-conciliar. “

Tissier de Mallerais também disse que “a colegialidade, que destrói o poder do Papa, que já não se atreve a resistir às conferências epicscopais”; destrói “o poder dos bispos, que não ousam a resistir às conferências”. Acrescentou ainda que o ecumenismo “defende os valores da salvação de falsas religiões e do protestantismo, coisas que são falsas”, enquanto a liberdade religiosa “deixa de boa vontade construir livremente mesquitas em nossos países.”

“Obviamente – disse o bispo lefebvriano – estas questões não se pode assinar. Sobre este ponto não há acordo e não haverá acordo”. E não obstante a insistência da “Roma modernista”, Tissier assegura: “Pessoalmente, eu não vou assinar nunca estas coisas, é claro. Eu nunca vou dizer que a Missa Nova é legítima ou legal, vou dizer que muitas vezes é inválida, nas palavras do Arcebispo Lefebvre. Eu nunca vou dizer: ‘O Conícilio, se o interpreta-se bem, talvez fosse possível corresponder com a Tradição, se poderia encontrar um sentido aceitável’.”

Depois de definir como “mentiroso” o texto do preâmbulo doutrinal apresentado em 12 de junho pelo Cardeal William Levada para Fellay, o bispo lefebvriano disse que o Capítulo Geral da Sociedade reunido em julho passado tomou “decisões muito doce, suave”, de modo a “apresentar a Roma os obstáculos de Roma que ninguém se atreve a importunar”, dispondo de “condições praticamente impossíveis de impedir que nos leve a novas propostas. Mas o diabo é mau, e eu acho que eles vão voltar para o ataque e eu me preparo com cuidado também para proteger e defender a Fraternidade “.

FSSPX - Portugal

Tudo por amor a Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Movimento Magistrados para a Justiça

"Uma visão conservadora de temas relacionados ao Direito"

O Legado d'O Andarilho

opiniões, considerações políticas e religiosas.

Roberta Acopiara's Blog

Just another WordPress.com weblog

Blog do Curso Técnico em Informática do IFCE - Campus Iguatu

Blog do Curso Técnico em Informática do IFCE - Campus Iguatu

pregarevangelho

Só mais um site WordPress.com

:.:Paródias da Professora Décia:.:

Paródias de uma professora cedrense!

Fratres in Unum.com

Ecce quam bonum et quam jucundum habitare fratres in unum.

Compartilhar é preciso.

Sinta-se livre para conhecer, aprender e compartilhar

§|Olhar Católico|§

Um Olhar Católico sobre o mundo!

Pacientes na tribulação

Apologética católica

Grupo S. Domingos de Gusmão

Fiéis Católicos de Maringá

Missa Tridentina em Brasília

Santa Missa no Rito Romano Tradicional

Vida, dom de Deus

Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

%d blogueiros gostam disto: