Crisma seguida de Missa Pontifical é realizada em Brasília na Festa da Santíssima Trindade


Teve lugar ontem, em Brasília, celebração do sacramento do Santo Crisma em concordância com os livros litúrgicos reformados por S. João XXIII seguida por Missa Pontifical também pelo Missal de S. João XXIII, dito mais propriamente de São Pio V – ou, para ser mais preciso, na forma extraordinária do Rito Romano.

A frente da festiva celebração esteve o Bispo Auxiliar de Brasília S. Exa. D. José Aparecido Gonçalves que a realizou na Capela Nossa Senhora das Dores administrada pelo zeloso padre do Instituto do Bom Pastor (IBP) o reverendo padre Daniel Pinheiro. É o que informa o site Missa Tridentina em Brasília.

No site afirma-se que “Após a curta, mas profunda e frutuosa cerimônia de Crisma, tivemos a graça excelsa de mais uma Missa Pontifical Solene no Faldistório. Que coisa tremenda ver o céu se abrir diante dos nossos olhos, como se já estivéssemos na liturgia que os anjos e santos tributam a Deus na vida eterna.

Em tom de agradecimento a publicação do ocorrido encerra-se da seguinte maneira:

Agradecemos a Dom José Aparecido, bispo auxiliar de Brasília, e a Dom Sérgio, nosso Arcebispo. Por obra da providência, é hoje também o dia Dedicação da Catedral de Brasília, o que nos obriga a cumprir com mais afinco o dever de rezar pela Arquidiocese e pelos seus pastores.

Fotos publicadas retiradas do site Missa Tridentina em Brasília.

Padre Claude Barthe: “fazer frutificar a liturgia tridentina para a missão da Igreja”


Fonte: Associação Cultural Montfort

Padre Claude Barthe (foto: Radio Courtoisie)

Peregrinação Summorum Pontificum, difusão do Motu Proprio e o papel da Liturgia Tridentina no pontificado de Francisco na entrevista à Montfort, concedida pelo Padre Barthe.

Padre Barthe, como capelão da Peregrinação do Povo Summorum Pontificum deste ano de 2013, poderia nos falar de suas impressões sobre esse evento? Quais seriam os pontos positivos e negativos a serem considerados? Podemos contar com a sua realização também para o próximo ano?

A finalidade dessa peregrinação era conduzir a Roma, ao Túmulo do Apóstolo e junto do Sucessor de Pedro, os representantes de todos esses, padres, seminaristas, fiéis, que no mundo praticam a liturgia tradicional, chamada forma extraordinária do rito romano a partir do Motu Proprio Summorum Pontificum. Eles conhecem, para si mesmos e para a Igreja, a importância dessa liturgia no que concerne a expressão da Fé, a estruturação espiritual dos fiéis, a fecundidade em obras cristãs e em vocações sacerdotais e religiosas. Eles queriam dar graças a Deus e testemunhar: tratava-se portanto de uma manifestação de piedade, de um ato de presença, de uma expressão de vitalidade que aspira apenas a se estender para a maior glória de Deus. Essa peregrinação de 25 a 27 de outubro de 2013 foi a segunda. Ela aconteceu quase mais facilmente do que a de 2012, sob Bento XVI, com toda espécie de facilidades que nos concederam as autoridades romanas do Papa Francisco. A liturgia foi muito bonita, a música vocal, de grande qualidade. Da piedade dos fiéis, Deus é o único juiz. Como ponto negativo, seria preciso prevenir uma informação insuficiente. Embora houvesse ao menos tantos participantes quanto no ano passado, menos anglo-saxões mas mais italianos, é importante que o programa seja estabelecido com antecedência suficiente para anunciar melhor a peregrinação e permitir a todos preparar a viagem. No momento, para responder a sua questão sobre o futuro: se Deus quiser, haverá outra peregrinação em 2014.

2. Na situação atual, que recomendações o senhor daria para aqueles que trabalham para aumentar o conhecimento da Missa Antiga, conforme o desejo expresso por Bento XVI?

Eu recomendaria rezar muito, agir com paciência, e não negligenciar nenhuma oportunidade que nos oferece a Divina Providência. Entre a reforma litúrgica de 1979 [na verdade de 1969], que parecia ter eliminado a Missa tradicional e o Motu Proprio de 2009 [de 2007], que devolveu a ela, sob certas condições, seu pleno direito de cidadania, passaram-se [mais de] trinta anos, ou seja, um pouco mais de uma geração. O tesouro ela constitui não é mais visto hoje como era no fim dos anos 70: não se trata mais apenas de salvar um patrimônio de culto e de doutrina vital, mas de fazê-lo frutificar para a missão da Igreja em uma paisagem devastada pela secularização. O que representa essa liturgia é, igualmente, mais difícil a perceber para nossos contemporâneos hoje e, ao mesmo tempo, no deserto onde eles se encontram, um instrumento excepcional da graça, de crescimento espiritual e de catequese. Eu sempre me espanto de ver o número de fiéis  e de padres das novas gerações, que não conheceram nada do “antes” litúrgico, que descobriram a tradição litúrgica romana como uma novidade, que, por vezes, se converteram graças a ela, e que vivem dela. Um padre francês, que se tornou bispo, que celebrava uma e outra liturgia, fazia notar que nessa missa não há nada de isolado: há a missa e “tudo o que a acompanha”, ou seja, catecismo, obras de juventude, formação sacerdotal estruturada etc. Na obra de longo fôlego na qual nós devemos participar, a difusão da missa tradicional deveria, por exemplo, sempre ser seguida do estabelecimento de um curso de catecismo para adultos e adolescentes.

3. Vários setores, sobretudo aqueles ligados à esquerda católica, apresentam o Papa Francisco como alinhado ideologicamente à Teologia da Libertação. Essa visão corresponde à realidade?

Continua difícil entender bem o Papa Francisco. Mas é absolutamente certo que ele é, como mostra sua história pessoal, um inimigo da Teologia da Libertação. Suas origens políticas, sua vida muito difícil no seio da Companhia de Jesus no tempo do Padre Arrupe, sua nomeação ao episcopado e sua elevação à frente da Igreja da Argentina sob João Paulo II, mostram isso claramente. Não é de forma alguma um “progressista”, no sentido histórico do termo. É verdade que prelados “avançados”, como o Cardeal franciscano Claudio Hummes, estiveram entre seus grandes eleitores, e é certo que o Papa não tem uma sensibilidade “restauracionista”. Não se pode nunca esquecer que ele foi eleito na sequencia à demissão de Bento XVI, que foi entendida, especialmente pelos cardeais eleitores, como a constatação do fracasso, não de um pontificado, mas de um certo estilo de pontificado. Pontificado no decorrer do qual o Papado se tornou uma espécie de cidadela sitiada. Mas nada indica que esse Papa, que tem outro estilo pastoral, possa e mesmo queira responder diferentemente às questões profundas que coloca a situação da Igreja nesse começo de Século XXI. A resposta “restauracionista” do pontificado anterior era, aliás, suficiente? O cisma “mole” que aflige a Igreja há décadas parece arrastá-la para um irresistível despedaçamento à moda anglicana, cada um tendo seu próprio credo. A menos que se diagnostique, ao invés disso, o surgimento de uma religião mais sentimental que doutrinária, onde o dogma é secundário e a moral, especialmente a moral do casamento, não é realmente obrigatória. Mas os elementos de renascimento estão mais vivos do que nunca. Deus dirige todas as coisas, sem que, por outro lado, cesse de ser necessária a cooperação dos pastores, dos quais a Igreja espera que tomem com a mão firme o timão magisterial.

5. Recentemente, o Cardeal Castrillón Hoyos declarou que o Papa não tem nenhum problema em relação ao rito antigo nem tampouco com os grupos de leigos que o promovem. O senhor acredita que essas afirmações representam convenientemente a posição do Papa Francisco?

Eu acredito. De fato, me parece que não se deve examinar em detalhes as palavras pronunciadas pelo Papa Francisco, vírgula por vírgula, como se podia fazer com as de Bento XVI. Não há também do que se espantar nele com eventuais hesitações conforme os tempos e os momentos. É preciso, portanto, lembrar-se também de que ele tinha dito em sua entrevista às revistas jesuíticas: “A maneira de ler o Evangelho, atualizando-o, que foi própria ao Concílio, é absolutamente irreversível. Há, em seguida, questões particulares como a liturgia segundo o Vetus Ordo. Eu penso que a escolha do Papa Bento foi prudencial, ligada à ajuda de pessoas que tinham essa sensibilidade particular. O que é preocupante é o rico de ideologização do Vetus Ordo, sua instrumentalização”. E entre essas reflexões muito distantes e as palavras ao Cardeal Castrillón, havia essa resposta dada por ocasião de uma visitaad limina dos bispos da Puglia, em maio passado: esses bispos se queixavam da “obra de divisão criada no seio da Igreja pelos campeões da missa no antigo rito”. O Papa lhes respondeu que era preciso “estar vigilantes sobre o extremismo de certos grupos tradicionalistas, mas também se apoiar sobre a tradição e fazê-la viver dentro da Igreja ao mesmo tempo em que a inovação”. No total, pode-se notar no Papa uma espécie de crescimento positivo em seu julgamento diante da missa tradicional e dos grupos que a promovem. Sobretudo se se acrescenta a mensagem muito favorável endereçada à Fraternidade São Pedro, por ocasião de seu 25º. aniversário, mensagem que não foi evidentemente redigida pelo Papa, mas que foi assumida por ele. Entretanto, se o reconhecimento pelo Papa da liberdade da missa tradicional é uma coisa importantíssima, o problema mais grave para a Igreja ainda é que sua liturgia “de todos os dias” é uma liturgia profundamente ferida.

III Peregrinação ao Cristo Redentor – Rio


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Prezados Participantes especialmente os cariocas e fluminenses

peregrinação ao Cristo Redentor

No próximo dia 27 de outubro acontecerá, no Rio de Janeiro, a III Peregrinação Nacional Tradicional ao Cristo Redentor (RJ), em honra a Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

A caminhada começará na praça Afonso Viseu as 09h00.

Fará parte do evento a celebração da Santa Missa segundo o Rito de São Pio V, pelo padre Jonathan Romanoski da Fraternidade Sacerdotal São Pedro (FSSP).

Acesse o site oficial para obter todas as informações necessárias:
http://www.peregrinosdecristorei.com.br/

Atenciosamente
Diogo Waki
Coordenador Nacional de O Brasil pela Vida

Brasilpelavida.org

Mons. Williamson expulso da FSSPX?


O blog francês “Les Intransigeants” noticia que Monsenhor Williamsom, um dos bispos ordenados por Monsenhor Lefebvrbe, tenha recebido um ultimato do Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Monsenhor Bernard Fellay, para que cesse a difusão de seus “Comentários Eleison” e envie uma carta de desculpas pela confusão que os mesmos causaram entre os fiéis e sacerdotes da FSSPX, sob pena de expulsão da Fraternidade, em um prazo de dez dias.

Ainda de acordo com o blog tal ultimato havia sido dado em 04 de outubro ultimo. Consequentemente hoje este prazo já estaria estourado, no entanto até o momento nada foi noticiado pelo orgão oficial da Fraternidade, o DICI, e muito menos pelos sites da FSSPX do Brasil e da América Latina.

Tudo indica que não passe apenas de boatos. Esta “estratégia” tem sido, infelizmente, patente nos meios que se dizem tradicionais. Muitos boatos e conversas de internet serviram apenas para acalorar os ânimos a acentuar uma rachadura que há na Fraternidade entre “acordistas” e “anti-acordistas”. O fato é que o acordo não foi feito, e aparentemente não o será. Mas mesmos assim “anti-acordistas” insistem em suas redes de boatos. Isso é triste pois divide a tradição e torna seu crescente fortalecimento mais lento.

De minha parte, espero que isto não passe de um boato. Espero que os bispos da Fraternidade estejam juntos, unidos. Espero que um dia retornem à Roma. Espero que eles, estando de volta canonicamente à Igreja, iniciem um processo de restauração e amenização da crise de fé que abala toda  a Barca de Pedro. E enquanto isso não aconteça, que um acordo não seja buscado a qualquer custo sob pena de amordaçar e impedir a Fraternidade de ser o que ela é.

Que eu alcance a salvação de minha alma neste deserto onde vivo no interior do Ceará rodeado por Teologia da Libertação e carismatismo sentimantalista, sem falar nas outras tentações de fora que tentam me impedir de alcançar a salvação.

[Atualização em 24/10/2012, 07:50 – O boato não era boato e infelizmente se confirmou:]

Por DICI | Tradução: Fratres in Unum.com

Dom Richard Williamson, tendo se distanciado da direção e do governo da FSSPX há vários anos, e negando-se a manifestar o respeito e a obediência devidos aos seus superiores legítimos, foi declarado expulso da FSSPX por decisão do Superior Geral e do Conselho, em 4 de outubro de 2012. Um último prazo lhe havia sido concedido para se conformar ao disposto, ao termo do qual anunciou a difusão de uma “carta aberta” pedindo ao Superior Geral que renunciasse.

Esta dolorosa decisão se fez necessária em atenção ao bem comum da Fraternidade São Pio X e de seu governo, em conformidade com o que Dom Lefebvre denunciava: “É a destruição da autoridade. Como se pode exercer a autoridade se é necessário que ela peça a todos os membros que participem do exercício da autoridade?” (Ecône, 29 de junio de 1987).

Dado em Menzingen, 24 de outubro de 2012.

Superior do distrito alemão da FSSPX: “Se quiser chegar a uma acordo Roma tem que mudar suas exigências”


Por Andrea Tornielli – Vatican Insider | Tradução: §|Olhar Católico|§

 

FRANZ SCHMIDBERGERFranz Schmidberger, superior do distrito alemão da Fraternidade São Pio X e primeiro sucessor de Dom Lefebvre na guia dos lefebvrianos, explicou o estado da questão sobre as relações com a Santa Sé, e revelou alguns detalhes sobre a carta que Bento XVI enviou ao bispo Bernard Fellay em junho deste ano. A entrevista de 18 de setembro é esta aqui.

Schmidberger insistiu sobre as exigências feitas pela Fraternidade para chegar à normalização das relações com Roma: "Acima de tudo, que haja a permissão para continuar a denunciar certos erros do Concílio Vaticano II, ou seja, para falar abertamente. Segundo, que concordem em não usar os livros litúrgicos de 1962, incluindo o missal. Em terceiro lugar, que sempre haja um bispo na hierarquia da Fraternidade, escolhido em seu interior."

O superior do distrito alemão, próximo de Fellay e representante da ala mais aberta ao diálogo da Fraternidade, também falou na entrevista de uma "mudança" que teriam ocorrido em 13 de junho, durante a última reunião entre Fellay e o Cardeal William Levada, então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. "Nos apresentou um documento doutrinário novo que, por um lado, concorda com o texto proposto pelo bispo Fellay, mas por outro lado, contém algumas mudanças significativas que nos colocam em um problema real: Isto criou uma situação nova."

Franz Schmidberger confirmou ademais que a carta de Bento XVI à Fellay é "uma resposta a uma pergunta que havíamos formulado ao Papa". E, pela primeira vez, revela o conteúdo desta pergunta: "Nós queríamos saber se estes novos requisitos foram adicionados com a sua aprovação, se provinha realmente dele ou se, em vez disso, provinha de algum de seus colaboradores". O Papa, afirmou o religioso tradicionalista, "assegurou-nos que era sua vontade que tivéssemos de aceitar essas novas demandas".

Schmidberger também criticou o novo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Ludwig Müller, que seria "hostil" à fraternidade. Ele expressou o seu apreço pelo vice-presidente da Comissão Ecclesia Dei, Dom Augustine Di Noia, com quem a Fraternidade está em contato constante. Também atacou o novo secretário da Congregação para o Culto Divino, Dom Arthur Roche, dizendo que era um dos que se opuseram ao motu proprio que havia liberalizado a Missa Antiga.

O lefebvriano acrescentou que não acha que uma nova excomunhão acontecerá no caso da FSSPX responder negativamente a dois pontos (sobre a validade da Missa Nova e continuidade da doutrina) exigidos no preâmbulo: "O Papa, em 2009, retirou a excomunhão que pesava sobre os quatro bispos da Fraternidade", sendo assim uma nova excomunhão "representaria uma falta de coerência entre o seu pensamento e suas ações… Visto que a Fraternidade é, de certa forma, a coluna vertebral, o ponto de referência para todos que apoiam a tradição da Igreja", uma nova excomunhão "seria um desastre". Não tanto para a Fraternidade, "mas para a igreja".

“Não se pode ceder em plena batalha”: Bispo Tissier de Mallerais da FSSPX revela existência de carta do Papa Bento XVI enviada ao Superior da Fraternidade puco antes do Capítulo


Existência de carta de Bento XVI é revelada durante conferência do bispo lefebvriano Tissier de Mallerais, que havia dado como impossível o acordo com a Santa Sé.

Por Andrea Tornielli – Vatican Insider | Tradução: §|Olhar Católico|§

Em 30 de junho, poucos dias antes do capítulo geral da Sociedade de São Pio X, Bento XVI escreveu uma carta ao superior lefrebvista, o bispo Bernard Fellay. A existência da carta foi revelada por Dom Bernard Tissier de Mallerais, um dos quatro bispos da Fraternidade de posições conhecidas contrárias ao acordo com Roma, durante uma conferência realizada em 16 de setembro, na França, Priorado St. Louis- . Maria Grignon de Montfort traduzida em italiano aqui.

O bispo disse que: “Em 30 de junho de 2012 – é um segredo que irá revelar, mas que será tornado público – o Papa escreveu de próprio punho uma carta ao nosso Superior Geral, monsenhor Fellay: ‘Lhe confirmo efetivamente que, para serem realmente reintegrados na Igreja precisa aceitar realmente o Concílio Vaticano II e do magistério pós-conciliar’”

“Trata-se propriamente – disse Tissier de Mallerais – de um ponto de parada, porque para nós não é aceitável, e não podemos assinar uma coisa dessas. Pode-se fazer alguns esclarecimentos, porque o Concílio é tão grande que você pode encontrar algumas coisas boas, mas esta não é a essência do Concílio. “

O bispo lefebvriano durante a conferência pronunciou palavras muito duras: “Não se pode ceder em plena batalha, não tentaremos o armistício [N.T.: trégua] enquanto a gerra seb enfurece: com Assis 3º ou 4º no ano passado; com a beatificação de um falso beato, o Papa João Paulo II. Uma coisa falsa, uma falsa beatificação. E com a exigência ,constantemente lembrada pelo Papa Bento XVI, de aceitar o Concílio e as reformas do magistério pós-conciliar. “

Tissier de Mallerais também disse que “a colegialidade, que destrói o poder do Papa, que já não se atreve a resistir às conferências epicscopais”; destrói “o poder dos bispos, que não ousam a resistir às conferências”. Acrescentou ainda que o ecumenismo “defende os valores da salvação de falsas religiões e do protestantismo, coisas que são falsas”, enquanto a liberdade religiosa “deixa de boa vontade construir livremente mesquitas em nossos países.”

“Obviamente – disse o bispo lefebvriano – estas questões não se pode assinar. Sobre este ponto não há acordo e não haverá acordo”. E não obstante a insistência da “Roma modernista”, Tissier assegura: “Pessoalmente, eu não vou assinar nunca estas coisas, é claro. Eu nunca vou dizer que a Missa Nova é legítima ou legal, vou dizer que muitas vezes é inválida, nas palavras do Arcebispo Lefebvre. Eu nunca vou dizer: ‘O Conícilio, se o interpreta-se bem, talvez fosse possível corresponder com a Tradição, se poderia encontrar um sentido aceitável’.”

Depois de definir como “mentiroso” o texto do preâmbulo doutrinal apresentado em 12 de junho pelo Cardeal William Levada para Fellay, o bispo lefebvriano disse que o Capítulo Geral da Sociedade reunido em julho passado tomou “decisões muito doce, suave”, de modo a “apresentar a Roma os obstáculos de Roma que ninguém se atreve a importunar”, dispondo de “condições praticamente impossíveis de impedir que nos leve a novas propostas. Mas o diabo é mau, e eu acho que eles vão voltar para o ataque e eu me preparo com cuidado também para proteger e defender a Fraternidade “.

As palavras do Papa João Paulo I sobre Lefebvre


Andrea Tornielli | Tradução: Olhar Católico.

Sacri Palazzi, 25 de agosto – Até o Papa Luciani se preocupava com a reconciliação com o arcebispo tradicionalista Marcel Lefebvre. Foi o que revelou ao diretor do TV2000, Dino Boffo, o secretário de João Paulo I, Don Diego Lorenzi, em uma entrevista por ocasião do centenário do nascimento do “Papa sorridente”, que será transmitido amanhã [foi ontem] às 18h30 no TV2000. “O problema de Lefebvre – disse Lorenzi – que ainda está na ordem do dia, já estava nos pensamentos e preocupações do Papa João Paulo I”. O secretário do Pontífice disse que, referindo-se a história de Lefebvre, João Paulo I lhe dissera: “O manto intocado da Igreja Católica Romana tem um buraco.” “E desejava – conclui Don Lorenzi – que esta emenda viesse a ser recomposta o mais rápido possível (…)”.

Em sua recente biografia do Papa João Paulo I (publicado pela editora San Paolo), escrito por Marco Roncalli, esta tarde, novamente reforçada com a publicação de trechos do L’Osservatore Romano, vem reconstruir o pensamento e a preocupação do futuro Papa num confronto contra os  lefebvrianos. Uma preocupação que remonta aos anos antes da eleição, e que por ele foi visto como uma emergência (…).

Quem diria Canção Nova!


Pois é… Missa Tridentina na Canção Nova. Quem diria? Eu, confesso, nunca diria. Mas aconteceu.

No entanto, elogiar a Canção Nova é como elogiar bandeirinha ou juiz de futebol antes do jogo acabar. É um perigo!

Mas tenho que correr o risco: parabéns Canção Nova!

Agora só falta que acabem os grunhidos que ninguém entende, as dancinhas e “espetáculos” nas outras Missas, os desmaios tresloucados atribuídos ao Santo Espírito, etc.

A volta dos que não foram…


É com grande alegria que, via Fratres in Unum, podemos anunciar que em breve a FSSPX estará de volta à Santa Igreja. De onde nunca saiu 🙂

Como se volta de onde nunca saiu? – Perguntar-me-ia o nobre e raro leitor deste blog. Pois é, eu não sei, só sei que foi assim 😉

Na minha humilde e desautorizada opinião nunca estiveram fora aqueles que sempre declararam obediência ao Santo Papa e a Doutrina Católica que SEMPRE foi ensinada, ao contrário de muitos “católicos” que há por aí.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

E que Nosso Senhor Jesus Cristo se compadeça da FSSPX e do Santo Padre, o Papa Bento XVI, pois a ira dos lobos cairá sobre suas cabeças.

Fazendo uma previsão dos próximos noticiários poderemos ter:

-Papa readmite ultra-conservadores à Igreja Católica;

-Depois de retirar excomunhão de bispo negacionista, Papa o readmite na Igreja;

-Levrevistas que negam o Concílio Vaticano II, que renovou e atualizou a Igreja com o mundo, são readmitidos na Igreja;

-Teólogo e ex-colega do Papa Bento XVI, Hans Kung pede renúncia do Papa;

-No seu sétimo ano de pontificado o Papa Bento XVI entra em nova polêmica: readmite bispo negacionista na Igreja;

Então caros (e raros!) leitores, qual das opções acima vocês acham que mais vão, como se diz aqui no Ceará, virviar nos noticiários?

Se vocês acham que faltou alguma, indiquem nos comentários…

O Tradicionalismo é uma Afirmação.


Por Irmão André Marie | Tradução: Fratres in Unum.com

A pequena aldeia de Villatalla, na diocese italiana de Albenga-Imperia, onde os Beneditinos da Imaculada vivem e onde o pequeno campanário ainda convoca as pessoas para assistir à Missa Tradicional em Latim.

Uma das coisas mais importantes que uma pessoa tem é a identidade. Isso explica porque os nomes são tão importantes para nós. Adão recebeu poder para designar as coisas no Jardim do Édem, mostrando que ele tinha domínio sobre o restante da criação, incluindo Eva, a quem nomeou. Quando uma criança descobre que um grande animal de olhar estranho tem um nome, ela encontra conforto neste fato, e se o papai pode identificá-lo, a coisa não deve ser tão terrível. Ela é conhecida.

Os católicos tradicionais, ou tradicionalistas, designam a si mesmos dessa forma por causa de sua adesão às tradições da Igreja; uma vez que eles o fazem em vista do abandono em larga escala daquelas tradições por parte da hierarquia, assim como clero e fiéis, este é o motivo pelo qual a expressão “católicos” nem sempre é suficiente, embora devesse ser. Além desse conceito muito genérico do que é o tradicionalismo, há compreensões múltiplas e discrepantes do que exatamente define a identidade do tradicionalista. Evitando um dogmatismo rígido onde a Igreja não nos deu ainda uma definição dogmática — precisamos estar preparados para morrer pelo dogma católico, porém não por nossas próprias opiniões — gostaria de considerar o que o tradicionalismo é em sua essência.

O contraste clareia a mente, então começarei com o que o tradicionalismo não é. O tradicionalismo não é uma negação. Ele não é uma recusa. Ele não é um apontar de dedos seguido de “você está errado!”. Existe um nome para essa ideologia: protestantismo. O protestantismo não é um conteúdo, mas sim um anti-conteúdo. Ele não é uma afirmação, mas sim uma negação.

Certamente, o católico deve concordar com as condenações da Igreja, bem como com as suas definições, mas uma existência de condenação é contingente a duas coisas: a verdade que veio primeiro, e um erro que nega a verdade. Em outras palavras, uma condenação, embora boa e necessária, somente surge porque algum vilão (talvez o próprio Satanás) elaborou uma negação da verdade de Deus. Mas a verdade de Deus chegou primeiro.

Os textos do Concílio de Trento nos dão uma ilustração disso. Trento afirma a verdade católica em seus decretos, que são textos comparativamente longos que explicam a doutrina católica em detalhes. Ao final daqueles decretos de rico conteúdo, em seguida, o Concílio condena os diversos erros em seus breves cânones.

Assim, a curta resposta à pergunta referente à identidade do tradicionalista é que ele é um católico que afirma as verdades dogmáticas, os ensinamentos morais e às tradições litúrgicas da Igreja. Isso é substancial e primário. O fato de agir assim em face de oposição, não somente do mundo, mas de outras pessoas que se chamam católicos, é secundário e acidental. Não vamos inverter a ordem, se não permitiremos que o inimigo imponha a nossa identidade.

Uma palavra sobre a busca por uma identidade: acredito que isso seja algo muito moderno, um produto da falta de raízes da cultura moderna, que nos serve a partir de nossas tradições, nossa terra e nossa gente. A modernidade nos homogeneíza, efetivamente desenraizando costumes e culturas locais. O católico é um membro da Igreja universal, mas ele não é um cidadão do universo por causa disso. Ele está localizado, e seu encontro com a Fé está no contexto de lugar, idioma e costume. Um católico do século quatorze na França e seu correligionário do quarto século no Egito possuíam a mesma fé, moral e religião (com padres, bispos, Missa, sacramentos, etc.), mas a variedade de idioma, ritual e costume era grande.

Isso é como deveria ser. Recebemos a fé em nível local. Nós a vivemos em nossas famílias. Nós a pronunciamos em nossos idiomas. Nós a praticamos no prédio daquela igreja, com as pessoas daquela comunidade. (A noção italiana de campanirismo e a concepção Carlista de fueros são expressões culturais e políticas dessa realidade.) A vivência da fé verdadeira é o que produz uma cultura católica, e essa cultura é o que deve impressionar por si mesma nossos jovens, formando as suas convicções, inspirando as suas ações, comandando as suas reações. Uma identidade – genuína, em todo caso – é formada dessa maneira orgânica. Nós não as colocamos e retiramos como um aluno de faculdade indeciso faz com sua carreira universitária. Isso é o que o homem moderno, sem raízes e sem descanso, faz, e essa é uma das causas de sua insanidade.

Em nossos dias, é claro, a Fé não está sendo vivida em lugares onde habitualmente estava. Os campanários italianos, que proporcionam àqueles que os ouvem um sentido de lar, ainda soam, mas freqüentemente anunciam o oferecimento de uma liturgia bizarra, a pregação de uma doutrina aguada e uma religiosidade de conformidade aos padrões do mundo. Assim, o campanirismo, “espírito do campanário”, não representa totalmente o que fazia outrora. E isso vale para outros lugares na Igreja universal. Assim, essa é a razão pela qual os tradicionalistas viajam, às vezes grandes distâncias, para ouvir uma Missa tradicional, com a catequese e a cultura que a acompanham.

Mas ainda podemos fazer muito para viver a Fé em nossas famílias e nossas comunidades. Ao fazê-lo, devemos resistir à tentação de transformar o tradicionalismo em uma ideologia, uma reação ou uma negação do que as outras pessoas fazem. O tradicionalismo é aquilo que somos, aquilo que sabemos, e aquilo que fazemos. Aqui, então, catalogaremos algumas das coisas que os tradicionalistas afirmam ou devem afirmar:

Afirmamos o credo católico em toda a sua integridade.

Afirmamos que a Igreja Católica é a única esposa de Cristo, e que a sua Fé e a sua religião são os únicos caminhos divinamente revelados para se acreditar e servir ao Deus vivo. Conseqüentemente, a Igreja Católica é o único caminho para a salvação.

Afirmamos que a verdade divina é atacada por inimigos da Igreja de Deus, e que os fiéis devem “pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos.” (Judas 1, 3).

Afirmamos a constituição sobrenatural da Igreja, a hierarquia natural da família e o domínio de Cristo Rei na sociedade. Na medida de nossas possibilidades, trabalharemos para preservar ou restaurar essas coisas em nossas próprias famílias e comunidades; porque o mundo, a carne e o demônio estão minando esta ordem estabelecida por Deus.

Afirmamos que o louvor público de Deus pela Igreja e sua liturgia nos foram entregues com grande cuidado por nossos pais na Fé. Isso foi feito em uma bela variedade de ritos. É errôneo jogar fora esses tesouros de séculos de desenvolvimento cuidadoso sob a proteção do Espírito Santo. Assim, nós os praticaremos, honraremos, amaremos e ensinaremos aos nossos filhos.

A resposta autêntica ao mal é uma vida de virtude e santidade cristã, que nada mais é do que a resposta fiel à vocação básica (o chamado batismal à santidade), vivida de acordo com o modo da “vocação secundária” (ou seja, sacerdócio, vida religiosa, matrimônio, o celibato no mundo).

Há muita coisa obscura e má na vida, mas se optarmos por permitir a nós mesmos sermos consumados por essas coisas, então, que vergonha. São Paulo observa que o que perdemos em Adão é muitíssimo superado por aquilo que ganhamos em Cristo (cf. Romanos 5: 15 seg.). Não é necessário ter Fé para ver a maldade e o desespero; eles são óbvios demais aos sentidos. A grande maravilha é a quantidade de bem que realmente existe, e para ver isso é necessário ter Fé: a água regenerando pecadores como filhos de Deus e herdeiros do Céu, o Próprio Deus descendo em nossos altares nas aparências de pão e vinho, o Evangelho sendo pregado aos pobres.

E o próprio Evangelho, Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo! Esta é a “Boa Nova”: Boa, porque procede do bom Deus, e nova, porque precisa ser dita.

Temos um tesouro na liturgia tradicional da Igreja. Também temos grandes comentários sobre ela, nenhum melhor do que o Ano Litúrgico de Dom Gueranger. Também temos a Sagrada Escritura, os escritos dos Padres e Doutores, e os grandes monumentos intelectuais e artísticos da cultura católica que nasceram com as sociedades cristãs. Tudo o que temos, mais o Próprio Deus, os Anjos, os Santos, e a promessa de glória futura se perseverarmos! E não nos esqueçamos que temos Nossa Senhora, a Causa de Toda a nossa Alegria.

Se, com tudo isso, precisarmos sair em busca de uma identidade, ou defini-la em termos puramente negativos contra alguma outra classe de pessoas, então, realmente, não temos idéia alguma sobre o que seja a Tradição.

“Chegou a hora”, pelo “retorno da verdadeira liturgia da Igreja”


Desejo expressar, primeiramente, minha gratidão a todos vós pelo zelo e entusiasmo com que promoveis a causa da restauração das verdadeiras tradições litúrgicas da Igreja.

Como sabeis, é a liturgia que aperfeiçoa a fé e sua heróica realização na vida. Ela é o meio com que os seres humanos são elevados ao nível do transcendente e do eterno: o lugar de um profundo encontro entre Deus e o homem.

A liturgia, por esta razão, nunca pode ser criada pelo homem. Pois se rezamos da forma como queremos e ajustamos as normas a nós mesmos, corremos, então, o risco de recriar o bezerro de ouro de Aarão. Devemos constantemente insistir na liturgia enquanto participação naquilo que o próprio Deus faz, correndo o risco, de outra forma, de cair na idolatria. O simbolismo litúrgico nos ajuda a nos elevarmos acima do que é humano, em direção ao divino. A esse respeito, é minha firme convicção de que o Vetus Ordo representa em grande extensão e de maneira mais satisfatória aquele chamado místico e transcendente a um encontro com Deus na liturgia. Portanto, chegou para nós a hora de não só renovarmos, por mudanças radicais, o conteúdo da nova Liturgia, mas de também encorajarmos mais e mais o retorno do Vetus Ordo, como um caminho para uma verdadeira renovação da Igreja, que foi o que os Padres da Igreja assentados no Concílio Vaticano II tanto desejaram.

A cuidadosa leitura da Constituição Conciliar sobre a Sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, demonstra que as imprudentes mudanças introduzidas posteriormente na Liturgia nunca estiveram nas mentes dos Padres do Concílio.

Assim, chegou a hora de sermos corajosos no trabalho por uma verdadeira reforma da reforma e também pelo retorno da verdadeira liturgia da Igreja, que se desenvolveu por sua história bimilenar em um contínuo fluxo. Desejo e rezo para que isso ocorra.

Possa Deus abençoar os vossos esforços com sucesso.

+Malcolm Cardeal Ranjith

Arcebispo de Colombo

24/8/2011

Carta do Cardeal Ranjith à 20ª Assembléia Geral da Foederatio Internationalis Una Voce, ocorrida em 5 e 6 de novembro de 2011, em Roma. Tradução: Fratres in Unum.com

Atenciosamente,

Moisés Gomes.

Depto. de Distribuição Centro-Sul

Centro de Serviço de Icó, Projetos e Obras
Fone: (88) 3561-1894 Ramal: 833-2207.

moises

“Onde os sentidos são senhores as almas são escravas, e a escravidão da alma é a pior das calamidades” (H. Colas).

Como ir a Missa e não perder a Fé


Mons. Nicola Bux, consultor de vários dicastérios da Cúria Romana (Doutrina da Fé, Causa dos Santos, Ofício para as Celebrações Litúrgicas Pontifícias e, há poucos dias, Culto Divino) e autor de vários livros (o último foi “A reforma de Bento XVI. A Liturgia entre inovação e tradição”) publicou nestes dias um novo livro sobre a questão litúrgicas que se intitula “Como ir à missa e não perder a fé”. Ofereceremos nossa tradução da entrevista que o autor concedeu ao sítio Rinascimento Sacro.

Monsenhor, este segundo livro é ainda mais explícito que o primeiro, “A reforma de Bento XVI. A liturgia entre inovação e tradição”. O que mudou desde então?

Também nesta época de escândalos, o Papa insiste no fato de que o mal vem de dentro da Igreja. Por isso, continua sendo o tempo daquela grave crise que o Cardeal Ratzinger indicava culpada em grande parte pelo colapso da liturgia, aquele “faça por conta própria” que já não a faz “sagrada” e que faria qualquer um perder a fé. Não mudou muito: “liturgicamente, em nossos dias a Igreja é um grande enfermo”, porque a liturgia teria perdido seu sentido, estaria sem regras, esquecida do direito de Deus.

O direito de Deus… Em tudo isso, o senhor, de fato, propõe como eixo da nova reforma litúrgica o redescobrimento de um conceito poderoso e fascinante, o ius divinum. O que isso significa?

O conceito é muito simples. O Cardeal Ratzinger diz em Introdução ao espírito da liturgia, no primeiro capítulo, que a liturgia não existe se Deus não se mostra, isto é, em poucas palavras, se Ele não revela Seu Rosto. Mais ainda, em Jesus de Nazaré, em certa altura, ele diz que a liturgia é a continuação da Revelação; portanto, se Deus se mostra, indica quem é e que rosto tem, diz também como quer ser adorado, como quer que se lhe renda culto.

A antítese é a célebre história do bezerro de ouro, ou seja, do homem que inventa Deus e inventa a liturgia: uma dança vazia em torno do bezerro de ouro que somos nós mesmos. Deus tem um direito no Antigo Testamento, quando disse como devia ser celebrada a Páscoa, e falou de prescrições e mandamentos. Assim é também no Novo. Noutras palavras, a liturgia não é manipulável.

A liturgia não é manipulável pelo homem, mas a arte é obra do homem. Para a arte sagrada, que atravessa um período de decadência estrutural extremamente semelhante, o que se pode dizer?

A arte é o mesmo! A representação de Deus, tanto para a Igreja do Oriente como para a do Ocidente, sempre esteve submetida aos cânones. O mesmo vale para a disciplina da música sacra. O princípio é sempre o mesmo: não somos nós quem decidimos, com base num comichão que temos na cabeça, como se deve pintar o Senhor, ou como se deve compor um canto, ou qual canto deve haver na liturgia. A Igreja estabeleceu os cânones para que pudessem estar em consonância com o culto divino, para que não se desse uma imagem ou uma idéia distorcida e deformada de Deus. Entre liturgia, arte e música há uma unidade profunda que não permite encará-los separadamente.

O Santo Padre o nomeou recentemente também como consultor para o Culto Divino, sinal da atenção e da competência de seu trabalho. Nos diga: se há três anos Summorum Pontificum revolucionou a “questão litúrgica”, trazendo de volta ao plano da discussão elementos “incômodos” e essenciais como a liturgia gregoriana, o que devemos esperar, no futuro próximo, deste novo movimento litúrgico que está nascendo?

Em primeiro lugar, falar de “novo movimento litúrgico” não quer dizer necessariamente que estamos falando de outro movimento relacionado ao conhecido com um certo fruto no século XX. A Igreja é semper reformanda: a quem desagrada o termo reforma da reforma, fale também de continuação do movimento litúrgico, mas saiba que se trata sempre “da renovação na continuidade do único sujeito-Igreja, que o Senhor nos deu”, como disse Bento XVI. Com o motu proprio foram colocadas as bases do trabalho: temos confiança de logo ter novos impulsos. Este Papa, manso e  resoluto, quer ir adiante e nós estamos com ele. Com a mesma mansidão e a mesma firmeza.

Fonte: Rinascimento Sacro via La Buhardila de Jerónimo

Canção Nova e a Missa Tridentina: nem uma amizade


Vejam a imagem abaixo (ou clique na mesma).

Demonstra o “interesse” que a Canção Nova têm pelo Motu Proprio Summorum Pontificum de S.S. Papa Bento XVI. E fazem questão de exclamar que estão com a Igreja, que o Papa os aprova! Pode até ser que o Papa os reconheça… Mas eles não seguem o Papa.

Três anos se passaram após o Motu Proprio Summorum Pontificum e somente agora eles noticiaram algo depois de sua publicação.

Nada de promovê-lo, de praticá-lo, de obedecê-lo ou de seguí-lo. Pelo contrário, continuam os gemidos que ninguém entende e as aberrações em suas Missas.

Clique na imagem para ir para a página

 

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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