Comunicado do Superior Geral da Fraternidade São Pio X a respeito do Sínodo da Amazônia.


Menzingen, 28 de Outubro de 2019

Na festa dos santos Simão e Judas, Apóstolos

Caros membros da Fraternidade,
O recente sínodo para a Amazônia foi teatro de cenas execráveis, onde a abominação de ritos idólatras adentrou o santuário de Deus de uma maneira nova e impensável. Por sua parte, o documento final desta tumultuosa assembléia atacou a santidade do sacerdócio católico, pressionando tanto pela abolição do celibato eclesiástico quanto pelo estabelecimento de um diaconato feminino. Verdadeiramente, as sementes de apostasia que nosso venerável Fundador, Dom Marcel Lefebvre, identificou como operando desde os primeiros dias no Concílio continuam a dar frutos com eficácia renovada.

Em nome da inculturação, os elementos pagãos estão sendo integrados cada vez mais ao culto divino e podemos ver, uma vez mais, como a liturgia que seguiu ao Concílio Vaticano II se presta perfeitamente a isso.

Diante de tal situação, convocamos a todos os membros da Fraternidade e aos terciários a uma jornada de oração e penitência reparadora, já que não podemos permanecer indiferentes diante destes ataques à santidade da Igreja, nossa mãe. Pedimos que um jejum seja observado em todas as nossas casas no Sábado, dia 9 de Novembro. Convidamos todos os fiéis a se unirem a isso e também encorajamos as crianças a oferecerem orações e sacrifícios.

No Domingo, 10 de Novembro de 2019, cada sacerdote da Fraternidade celebrará uma missa em reparação e em cada capela serão cantadas ou recitadas as Ladainhas de Todos os Santos, retiradas da liturgia das Rogações, para pedir a Deus que proteja à Sua Igreja e A preserve de todos os castigos que tais atos não podem deixar de atrair. Instamos que façam o mesmo todos os amigos sacerdotes, assim como todos os católicos que amam à Igreja.

Tal é devido à honra da Santa Igreja Católica Romana, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, que não é nem idólatra nem panteísta.

Padre Davide Pagliarani
Superior Geral

“O que aconteceu com o sacerdote, aquele majestoso e misterioso representante de Deus?”


Por Peter Kwasniewski, LifeSiteNews.com | Tradução: João Pedro de Oliveira, FratresInUnum.com – No meio do que parece ser uma interminável e inextirpável crise de abusos sexuais, alguns católicos se sentirão tentados a jogar a culpa de tudo isso na concepção tradicional de sacerdócio, que eles mal entendem.

Na minha opinião, o problema não é que tenhamos o clero em alta conta, mas sim que rebaixamos o ofício sacerdotal a um trabalho meramente humano, ao invés de enxergá-lo como uma missão sagrada paraa qualalguns homens são chamados e consagrados por Deus.

A solução para os abusos não é descartar o ideal, mas enfatizá-lo uma vez mais, purificando-o de quaisquer vícios que ele possa ter adquirido em um certo período da história. Nosso período atual é manchado pela Revolução Sexual de 1968, como observou recentemente o Papa Bento XVI em sua carta sobre a crise dos abusos. Poder-se-ia acrescentar que nosso período também é manchado pelo igualitarismo, pelo horizontalismo e pelo secularismo — uma mistura diabólica que, bebida pelos sacerdotes, impede-os de sonharem e se alegrarem com a plenitude da nobreza espiritual e do autossacrifício exigidos por sua vocação.

A figura do padre, tal como se conhece no Ocidente há quase dois mil anos, tem sido gradativamente reduzida nas últimas décadas a algo que dificilmente se pode reconhecer como “oficial”, quanto mais como algo sagrado ou sacerdotal. A maioria dos sacerdotes que conheci na minha juventude passava a imagem de administradores cuidando de relações públicas, almoços, arrecadação de fundos e coisas semelhantes, entregando aos leigos as responsabilidades pelo “planejamento litúrgico” e até mesmo a distribuição da Sagrada Comunhão, para a qual as mãos do padre foram ungidas. O que aconteceu com o sacerdote, aquele majestoso e misterioso representante de Deus?

Considere por um momento como as tendências antitradicionais, cujos frutos amargos ainda estamos colhendo, afetam o papel do sacerdote na paróquia e a própria percepção que ele tem dos deveres de seu ofício. Não pode haver dúvida de que os padres devem ser pastores, mestres e líderes, à imitação de seu modelo divino, assim como não há dúvida de que pessoas em todas as épocas precisam ser pastoreadas, ensinadas e guiadas. Os meios mais importantes para o exercício desse tríplice ofício são o confessionário, onde o sacerdote pode perdoar aos pecadores e levá-los à santidade, e a sagrada liturgia, através da qual ele pode unir os fiéis aos maravilhosos e vivificantes mistérios de Cristo.

Contudo, a falsa concepção da liturgia como um encontro de canto e socialização desvaloriza tudo o que o sacerdote é chamado a ser, transformando-o em um mero “facilitador” das atividades paroquiais programadas para um domingo de manhã. Não há razão para que qualquer outra pessoa não possa “facilitar” essas mesmas tarefas simples: basta ler o que está impresso em uma página presa a um fichário. Esse reducionismo utilitarista é parte da razão pela qual alguns católicos falam tanto de “diaconisas”. Eu aposto que se as tais diaconisas tivessem de se envolver em liturgias latinas solenes com várias horas de duração, elas não ficariam clamando por esse trabalho.

Quando os mistérios da fé e a adoração de Deus recuam para o segundo plano, quando a doutrina de Cristo e de sua Igreja mal recebe um momento de atenção, quando o confessionário está vazio, o sacerdote perde a sua razão de ser. Se os homens não são de fato pecadores, por que eles precisariam mesmo da absolvição sacramental? Se os homens não são realmente chamados a trabalhar em sua salvação com temor e tremor, por que precisariam receber o Pão da Vida — ou mesmo sentir fome desse pão? Não é de se admirar que os padres achem os seus dias monótonos. Afinal, eles deixaram de reger, curar e nutrir as almas com o Deus Encarnado.

Foi depois de assistir, certa manhã, a uma rápida e insípida Missa paroquial, que eu fui me dar conta da razão pela qual, em algumas partes do mundo, o sacerdócio está beirando a irrelevância: o padre não é mais uma autoridade, um mestre, um homem que santifica as outras pessoas. Sua principal razão de existir — oferecer o sacrifício a Deus em favor do povo — está se esvaindo. À medida que os católicos adotam uma visão protestante de “ministério” (n.d.t.: como se os padres fossem equivalentesaos pastores evangélicos), a única base para uma hierarquia sacerdotal e um sacerdócio ordenado é solapada. Se, como dizem os liturgistas progressistas, é a congregação o verdadeiro celebrante e o sacerdote não passa de um representante que trabalha em seu nome, o que se torna o padre, senão um leigo agraciado com a oportunidade invejável de se sentar em um trono de madeira e usar um casaco “dos sonhos”, cheio de efeitos e cores? É óbvio, também, que ninguém se sente atraído por ser um celibatário no centro dos holofotes em uma época na qual as coisas boas são medidas pelo conforto carnal que oferecem. Na ausência de aspirações espirituais genuínas, então, os apetites sensoriais impõem-se a si mesmos — e não surpreende que ouçamos o clamor incessante por um clero casado.

Não nos enganemos sobre a razão mais profunda por que os protestantes rejeitaram tão  prontamente o celibato no século XVI. Se o sacerdócio não foi instituído por Cristo a fim de que o mundo seja preenchido com “outros Cristos”, homens separados para levar adiante o ofício sagrado do Sumo e Eterno Sacerdote, então não há absolutamente base alguma, nem para qualquer distinção entre os leigos e o padre, nem para que o sacerdote leve um modo de vida diferente. Os protestantes sabiam desde o início que uma compreensão “congregacionalista” da Igreja anulava tanto a hierarquia quanto o sacrifício; em uma sociedade igualitária de crentes, cada membro se governa e se santifica por uma comunicação pessoal com o Espírito Santo.

A crise dos abusos e a campanha contra o celibato, apesar de sua oposição superficial, são, na verdade, duas faces da mesma moeda: ambas resultam do abandono da identificação mística do sacerdote com Cristo, e da marginalização do heroísmo e do gênio desse modo de vida, favorecido de modo especial para ser uma bênção para toda a Igreja. Se queremos bons e santos sacerdotes, e muitos deles, a única coisa que devemos fazer é recuperar um catolicismo que, em fidelidade à Tradição, compreenda a dignidade e as exigências do sacerdócio. Qualquer solução que pretenda menos do que isso só o que irá produzir são mais abusos, sejam eles criminosos ou subliminares.

A Igreja está “cega pelo mistério da iniquidade”, afirma Cardeal Sarah em novo livro.


Por LifeSiteNews, 19 de março de 2019 | Tradução: FratresInUnum.comEm seu último livro,  Le soir approche et déjà le soir baisse (“Já é tarde e a noite vem chegando”, citação do episódio dos peregrinos de Emaus, no Evangelho de São Lucas), o Cardeal Robert Sarah decidiu “se manifestar” para os “católicos desorientados” atingidos pela profunda crise pela qual passa a Igreja.

Sarah

“Não consigo mais ficar em silêncio. Eu não posso mais ficar em silêncio”, escreveu o Cardeal Sarah em seu parágrafo inicial. Ele fez uma análise ampla da “noite escura” da Igreja e de que ela “está envolvida e cega pelo mistério da iniquidade”.

Diante antes da publicação do livro na França, em 20 de março, uma introdução foi publicada online, dando o aperitivo de um texto verdadeiramente arrebatador que aborda os problemas atuais de frente: abusos sexuais, mas também relativismo doutrinal, ativismo social e falta de oração, falsas acusações de homossexualidade e hipocrisia generalizadas, e as dúvidas dos fiéis que vêem os inimigos da Igreja em seu próprio meio.

O Cardeal Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, não oferece estratégias, diz ele. Pelo contrário, ele anuncia as respostas atemporais sem as quais todos os esforços são inúteis — uma vida profundamente arraigada de oração, fidelidade ao ensinamento transmitido pela Igreja, ao invés de subestimar a doutrina católica como “muitos pastores” estão fazendo, caridade fraterna e amor a Pedro.

Mas as suas palavras não são, de forma alguma, do suplício pelo qual a Igreja está passando.

O Cardeal Sarah não hesita em falar — nas palavras de Paulo VI — da “fumaça de Satanás” que invadiu a Igreja, apontando abertamente os “traidores” que, como Judas Iscariotes, tornaram-se “agentes do Mal”. “Eles buscaram profanar as puras almas dos pequeninos. Humilharam a imagem de Cristo presente em cada criança”, ao mesmo tempo em que humilharam e traíram a tantos padres fiéis, escreveu.

“A Igreja está passando pelo mistério da flagelação” pelas mãos daqueles que “deveriam amá-la e protege-lá”, advertiu o Cardeal.

Mas a causa do escândalo dos abusos sexuais, ele acrescentou, só pode ser encontrada em traições anteriores: “A crise pela qual o clero, a Igreja e o mundo estão passando é radicalmente uma crise espiritual, uma crise de fé”.

O cardeal africano recorda que o “mistério de Judas” — palavras tomadas do Papa Francisco — reside em se distanciar do ensinamento de Jesus, e pode, portanto, ser comparado ao mistério do mal em nosso tempo.

“Jesus o chamou tal como os outros apóstolos. Jesus o amava! Ele o enviou para anunciar a Boa Nova. Mas, pouco a pouco, o coração de Judas foi sendo tomado pelas dúvidas. Sem perceber, ele começou a julgar o ensinamento de Jesus. Ele disse a si mesmo: esse Jesus é muito exigente, e não eficiente o bastante. Judas queria fazer o reino de Deus vir à terra imediatamente, por meios humanos e de acordo com seus planos pessoais”. Ele deixou de rezar com Jesus e “buscou refúgio nas coisas do mundo, provavelmente murmurando em seu coração ‘não servirei’ quando Jesus lavou seus pés na última ceia”, escreveu o Cardeal Sarah.

“Ele recebeu a comunhão quando seus planos já estavam completos. Foi a primeira comunhão sacrílega da história. E ele traiu”.

Segundo o Cardeal Sarah, as mesmas faltas, as mesmas traições, são cometidas hoje: “Nós abandonamos a oração. O mal do ativismo eficiente se infiltrou em todo lugar. Nós buscamos imitar a organização das grandes empresas. Esquecemo-nos que só a oração é o sangue que irriga o coração da Igreja… Aquele que não reza já traiu. Já está preparado para toda concessão ao mundo. Ele segue os passos de Judas”.

O cardeal tem palavras duras quanto ao abandono da doutrina católica. Eis onde ele vê a causa dos atuais escândalos de abusos sexuais:

“Nós toleramos qualquer questionamento. A doutrina católica é desafiada e, em nome de posturas pretensamente intelectuais, teólogos sentem prazer em desconstruir o dogma e em esvaziar a moral de seu conteúdo profundo. O relativismo é a máscara de Judas disfarçada de intelectual. Como podemos nos surpreender de que tantos padres rompem os seus compromissos? Nós depreciamos o significado do celibato, nós exigimos o direito a uma vida privada, o que é oposto à missão sacerdotal. Alguns vão tão longe, a ponto de reivindicar o direito ao ato homossexual. Um escândalo segue o outro, envolvendo padres e bispos”.

O Cardeal Sarah prossegue, advertindo seus irmãos padres de que todos serão prejudicados por acusações que são verdadeiras apenas para uma minoria. Mas “não se inquiete os seus corações”, acrescentou, recordando que o próprio Cristo foi atingido pelas palavras “Crucifica-O!” e pede-lhes que não se inquietem por “investigações tendenciosas” que apresenta os pastores no topo da Igreja como “clérigos irresponsáveis com uma vida interior anêmica”.

“Padres, bispos e cardeais sem moral não vão, de maneira alguma, manchar o testemunho luminoso de mais de 400 mil padres no mundo que, todos os dias, leal, alegre e santamente servem ao Senhor. Apesar da violência dos ataques que ela suporta, a Igreja não morrerá. Esta é a promessa do Senhor, e Sua palavra é infalível”.

Dirigindo-se especificamente aos católicos que são levados à duvidas, ele falou do “sutil veneno de Judas” da traição. O demônio “quer nos ver (a Igreja) como uma organização humana em crise” quando ela é “Cristo perpetuando-Se”. Satanás leva os fiéis à divisão e ao cisma “ao nos fazer crer que a Igreja traiu”. “Mas a Igreja não trai. A Igreja, cheia de pecadores, é, ela mesma, sem pecado. Sempre haverá luz suficiente nela para aqueles que buscam a Deus”.

O Cardeal Sarah advertiu os fiéis católicos contra a tentação de “resolver as coisas com nossas próprias mãos” — uma tentação que levaria à divisão através da crítica e divisão. “Não hesitemos (…) em denunciar o pecado, a começar pelos nossos próprios”.

“Eu tremo com a ideia de que a túnica inconsútil de Cristo possa uma vez mais ser despedaçada. Jesus sofreu a agonia ao ver antecipadamente as divisões dos cristãos. Não O crucifiquemos novamente”, implorou o cardeal.

Sarah não está procurando popularidade ou sucesso, ele insistiu. “Este livro é um pranto de minha alma! Um pranto de amor a Deus e a meus irmãos. Eu devo a vós, cristãos, a única verdade que salva. A Igreja está morrendo porque os pastores têm medo de falar com toda a verdade e clareza. Estamos com medo da mídia, da opinião pública, de nossos próprios irmãos. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas”.

Aos católicos confusos a quem se dirige, o Cardeal Sarah exorta, especialmente aos padres, à oração: “Quem não reza se condena”, escreveu, citando Santo Afonso. “Não é uma questão de acumular devoções. É uma questão de guardar silêncio e adorar, de estar de joelhos, de entrar com temor e respeito na liturgia. É a obra de Deus, não um teatro”.

E ele prossegue sua meditação: “Caros amigos, querem colocar a Igreja em seu devido lugar? Caiam de joelhos! É o único caminho! Se fizer diferente, o que fizer não será de Deus (…) Se não encostarmos nossas cabeças, como São João, no Coração de Cristo, não teremos forças para segui-lO até a Cruz. Se não tivermos tempo de ouvir as batidas do Coração de nosso Deus, nós O abandonaremos, nós O trairemos como os apóstolos fizeram”.

Junto com as orações, na atual crise, é necessária a fidelidade à doutrina. O Cardeal Sarah está claramente consciente das razões da confusão dos dias de hoje. “Como podemos aceitar que conferências episcopais contradigam uma a outra? Onde reina a confusão, Deus não está!, escreveu.

“A unidade de fé supõe a unidade do magistério no espaço e no tempo. Quando um novo ensinamento nos é dado, deve ser sempre interpretado em coerência com o ensinamento que o precedeu. Se nós introduzimos rupturas e revoluções, rompemos a unidade que governa a Santa Igreja pelos séculos”, insistiu. “Aqueles que bradam em voz alta a mudança e ruptura são falsos profetas. Eles não procuram o bem do rebanho”.

Fidelidade à verdade significa aceitar a Cruz, escreveu o Cardeal Sarah, acrescentando que Cristo exige aquela fidelidade mais uma vez.

“Ele nos olha diretamente nos olhos e pergunta a cada um de nós: você me abandonará? Você renunciará o ensinamento da fé em toda sua plenitude? Terá coragem de pregar minha presença real na Eucaristia? Terá coragem de convidar os jovens à vida consagrada? Quando você terá força para dizer que sem a confissão frequente, a comunhão sacramental corre o risco de perder seu sentido? Você terá a audácia de recordar a verdade sobre a indissolubilidade do matrimônio? Terá a caridade de fazer o mesmo àqueles que ameaçam culpá-lo por isso? Você prefere o sucesso ou me seguirá? Queira Deus que respondamos com São Pedro, cheios de amor a humildade, ‘Senhor, a quem iremos? Só vós tendes palavras de vida eterna’. (João 6:68).”

Tudo isso exige “amor a Pedro”, escreveu o Cardeal Sarah. “O mistério de Pedro é um mistério de fé. Jesus escolheu confiar sua Igreja a um homem. Não nos esqueçamos, Ele permitiu a este homem trair três vezes à frente de todos, antes de lhe entregar as chaves de Sua Igreja. Nós sabemos que a barca da Igreja não foi confiada a um homem por causa de suas habilidades extraordinárias. Mas sabemos que este homem seria sempre assistido pelo Divino Pastor, a fim de guardar a regra da fé”.

Essa é a razão pela qual não devemos ter medo, acrescentou, falando do “fio de ouro das definições infalíveis dos pontífices, sucessores de Pedro” em oposição ao “fio negro dos atos humanos e imperfeitos dos Papas, sucessores de Simão”, nos quais ainda “sentimos a pequena agulha guiada pela mão invisível de Deus”.

Na mesma direção de sua introdução, Sarah deixou claro que não se espera que os católicos sejam cegos:

“Queridos amigos, os seus pastores estão cobertos de faltas e imperfeições. Mas não é desprezando esse fato que se construirá a unidade da Igreja. Não tenham medo de pedir a eles a fé católica, os sacramentos da vida divina. Lembrem-se das palavras de Santo Agostinho: ‘Quando Pedro batiza, é Jesus que batiza. Quando Judas batiza, ainda é Jesus que batiza!”.

E prosseguiu: “Se você pensa que seus padres e bispos não são santos, seja santo por eles. Faça penitência, jejum para reparar as faltas e covardia. É a única maneira de carregar o fardo do outro”.

A quarta exortação do cardeal é sobre a “caridade fraterna”, refletindo sobre a Igreja como mãe que abre seus braços a nós: “Em seu seio, nada pode nos ameaçar. Cristo abriu Seus braços de uma vez por todas na Cruz para que a Igreja pudesse abrir os seus a fim de nos reconciliar com ela, com Deus e conosco mesmo”, um chamado contra a divisão que “persegue a Jesus”.

Em resumo, o Cardeal Sarah está chamando os fiéis a reconhecer “a grandeza e a transcendência de Deus”, a quem devemos amar até a morte — a única condição que pode nos permitir ouvir as palavras ditas por São Francisco de Assis: “Vai e reconstrói a minha Igreja”. Ainda afirmou o Cardeal: “Vai, reconstrói pela sua fé, esperança e caridade. Vai e reconstrói pela sua o oração e fidelidade. Graças a você, minha Igreja novamente se tornará minha casa”.

Essas palavras foram assinadas em 22 de fevereiro, durante o encontro sobre abusos sexuais no Vaticano, no momento em que acusações horríveis começaram a se acumular contra a Igreja, especialmente contra aqueles membros mais fiéis a seu ensinamento perene.

Conflito de interesse ideológico


Por Raphael Câmara Medeiros Parente, retirado de Gazeta do Povo.

No momento polarizado ideologicamente em que o mundo se encontra, não é de causar espanto que isso também se reflita no mundo científico. As pessoas tendem a se preocupar somente com situações que envolvam aspectos econômicos, tais como: financiamentos de laboratórios ou trabalho para algum ente interessado. Mas existem outros importantes aspectos que também podem influenciar, dentre esses, o ideológico.

Conflito de interesse, de acordo com a definição clássica de Thompson, é um conjunto de condições nas quais o julgamento de um profissional a respeito de um interesse primário tende a ser influenciado indevidamente por um interesse secundário. Dependendo da área temática, talvez esse seja um problema maior do que o conflito econômico. Esta questão é aflorada em pesquisas que chamam interesse da mídia, tais como: agrotóxicos (como imaginar alimentar sete bilhões de pessoas sem eles?), mudanças climáticas, violência (estudos que relatam um suposto genocídio de pretos jovens e pobres sem nem sequer citarem que o mesmo estrato também é o que mais comete crimes violentos), dentre muitos outros.

Seria inimaginável uma revista científica conceituada aceitar para publicação um estudo que não mostre os motivos óbvios para estes achados, salvo haja um “afrouxamento” no rigor da submissão pelo conflito ideológico favorável de revisores e editores. Por outro lado, é muito mais difícil ter aceito um trabalho se ele for contra o viés ideológico dos editores por melhor que seja o trabalho. Como sou médico ginecologista-obstetra, conheço bastante os problemas ideológicos envolvidos em pesquisas relacionadas ao aborto e à via de parto.

É notória uma dominância de pensamento de esquerda e progressista nas universidades públicas brasileiras. E estou absolutamente convicto de que este pensamento muitas vezes afeta todas as etapas das pesquisas que envolvam estes temas. E é importante que encontremos formas de mitigar este problema.

É muito difícil ter aceito um trabalho se ele for contra o viés ideológico dos editores por melhor que seja o trabalho

Participei recentemente da audiência pública mais concorrida da história do STF que versou sobre a liberação do aborto numa proporção aproximada de dois expositores favoráveis à liberação para um contrário. Em mínimos 20 minutos, consegui mostrar diversas mentiras usadas pelos defensores da liberação do aborto que estão disponíveis em diversos vídeos com minha apresentação no STF que viralizaram, além de fraquezas gigantescas de estudos brasileiros sobre o tema que não são mostradas.

É fundamental que, doravante, haja um escrutínio com lupa destes estudos e das verbas públicas que os financiaram. Estudos esses que norteiam impressionantemente a discussão sobre aborto no Brasil. Eu me coloquei à disposição para ajudar. Chama extrema atenção como os estudos publicados em revistas científicas brasileiras que embasam e regem a discussão sobre o aborto são sofríveis do ponto de vista metodológico e, com resultados, ao meu ver, muitas das vezes, absolutamente descartáveis. Esta mesma situação ocorre em estudos relacionados à via de parto que quase que, invariavelmente, concluem que a culpa por tantas cesarianas é dos obstetras, colocando-nos como vilões e ignorando as outras dezenas de variáveis que impactam este desfecho, sendo a principal a saúde pública brasileira sofrível em todos os níveis.

O que causa mais preocupação e deveria chamar a atenção da mídia e da sociedade é que estas pesquisas custam milhares e, frequentemente, milhões de reais dos nossos cofres públicos e para nada servem seus resultados que não seja o de obnubilar nossa visão para uma real solução dos problemas. No caso do aborto, podemos citar os números completamente inventados que surgiram de publicações científicas e inundaram as matérias jornalísticas e, temos como exemplos, o número inventado de 11.000 mortes maternas por aborto ao ano e de 1,1 milhão de abortos clandestinos anuais que foram divulgados por uma revista de circulação nacional hebdomadária em editorial recente de junho de 2018 escrito por renomado professor de urologia, quando os dados oficiais mostram menos de 70 mortes anuais causadas por qualquer tipo de aborto e cerca de 100 a 200 mil abortos de qualquer espécie (legal, ilegal e natural) por ano.

Em questões de via de parto, os grupos que mais publicam no Brasil sobre o tema geralmente concluem que a taxa aumentada de cesarianas é uma das maiores causas da mortalidade materna vergonhosa do Brasil culpando os obstetras por isso. Em texto recente n’O Globo, mostrei baseado em dados oficiais que a mortalidade materna galopante na cidade do Rio de Janeiro estava correlacionada com a falta de obstetras e associada até a uma diminuição de cesarianas.

Como de nada serve detectar o problema sem sugerir soluções, proponho o início de um debate em que todos os aspectos relacionados ao problema sejam revisados. A responsabilidade de lidar com os conflitos de interesses na publicação científica é dividida entre autores, revisores, editores e leitores. Além disso, quem participa da elaboração de editais, liberação de verbas para pesquisa e gestores também devem estar atentos. Proponho que as pesquisas sejam categorizadas por possibilidade de conflito ideológico. Caso sejam passíveis, diversos passos devem ser seguidos. Não há de se imaginar que a caracterização da morfologia da orelha de um morcego seja sujeita a este problema. Portanto, foquemos naqueles que são suscetíveis.

Os editais para liberação de verbas para projetos devem exigir que, em pesquisas sensíveis a este problema, seja necessária a participação de pesquisadores de diferentes matizes ideológicas na mesma pesquisa ou liberação para grupos de pensamentos dissonantes. Há pesquisas sobre via de parto com todos os diversos pesquisadores tendo exatamente a mesma visão de mundo, a chamada “bolha” em nossos tempos maniqueístas. O que se nota é que, muitas das vezes, os grupos vencedores dos editais são sempre os mesmos e isso desestimula surgimento de novos grupos de pesquisa que em muito poderiam enriquecer o debate.

Necessário também que os estudos não sejam enviados para periódicos da mesma instituição de origem dos pesquisadores para que haja uma avaliação criteriosa de possíveis problemas metodológicos. Por mais que seja sério o processo de submissão, há uma possibilidade de conflito. Fundamental que haja, assim como existe no conflito econômico, a obrigatoriedade de o pesquisador declarar seu “lado”. Exemplo, em pesquisas sobre o aborto, deve estar clara sua posição contrária ou favorável à liberação e se recebe dinheiro de alguma instituição defensora ou contrária à liberação. O mesmo deve ocorrer na avaliação dos artigos para publicação, devendo ser ele avaliado por editores e revisores de ideologias diferentes para evitar o aceite de um artigo sem merecimento e a rejeição de um ótimo estudo, mas com o “pecado” de não ser do agrado do pensamento de editores e revisores. Todos sabemos que isso existe. É hora de resolver!

Sem ser minha intenção esgotar este tema em poucas linhas, clamo pelo início deste debate. Em muito poderá acrescentar para a melhora da qualidade de nossas pesquisas e publicações e para um melhor gasto de nosso já parco financiamento.

Raphael Câmara Medeiros Parente, especialista em Gestão em Saúde, mestre em Saúde Pública e doutor em Ginecologia, é médico ginecologista da UFRJ.

Justiça


Mais uma vez a Bíblia se revela como fonte de Palavras fiéis e verdadeiras.

Há duas injustiças que o SENHOR abomina: que o inocente seja condenado e que o culpado seja colocado em plena liberdade como justo. Provérbios 17;15

QUANDO EU VI O LULA…EU DISSE A DEUS…

Quando eu vi o Lula apoiar o Aborto de inocentes, eu disse a Deus: “Faz Justiça, Senhor!”;

Quando eu vi o Lula levantar a Bandeira LGBT e apoiar Casamento Gay, eu disse a Deus: “Faz Justiça, Senhor!”;

Quando eu vi o Lula apoiar a Marcha da Maconha e a liberação das drogas, eu disse a Deus: “Faz Justiça, Senhor!”;

Quando eu vi o Lula ameaçar prender Pastores e Padres por não aceitar as práticas homoativistas, eu disse a Deus: “Faz Justiça, Senhor!”;

Quando eu vi o Lula liberar 300 milhões para “paradas gays”, enquanto dizia não ter recurso para saúde, segurança e educação, eu disse a Deus: “Faz Justiça, Senhor!”;

Quando eu vi o Lula vingativamente prejudicar policiais e beneficiar bandidos, eu disse a Deus: “Faz Justiça, Senhor!”;

Quando eu vi o Lula apoiar o avanço dos Muçulmanos anti-cristãos no Brasil, eu disse a Deus: “Faz Justiça, Senhor!”;

Quando eu vi o Lula apoiar a Ditadura genocida na Venezuela, eu disse a Deus: “Faz Justiça, Senhor!”;

Quando eu vi o Lula ir a Israel e se negar a honrar à memória dos judeus do Holocausto mas, colocou flores para os palestinos terroristas, eu disse a Deus: “Faz Justiça, Senhor!”;

Quando eu vi o Lula abraçar o Presidente do Irã Armadinejah, inimigo declarado de Israel, eu disse a Deus: “Faz Justiça, Senhor!”;

Quando eu vi o Lula acabar com o Brasil com o Comunismo, eu disse a Deus: “Faz Justiça, Senhor!”;

Quando eu vi o Lula se comparar a Jesus, eu disse a Deus: “APRESSA tua Justiça, Senhor!”.

E hoje, quando vi Lula preso na Polícia Federal, meus olhos se encheram de lágrimas e lembrei do que disse Jesus em Mateus 5 “Bem-aventurados os que tem fome e sede de Justiça, porque eles serão fartos”. E assim eu disse:

“Obrigado Senhor, por tua Justiça, reto Juiz dos Juízes.”

Engana-se quem acha que a Lava-jato começou em Curitiba. A Lava-jato começou no Céu de Justiça Plena!

Ricardo Ribeiro

Jornalista Cristão da AJESP – Associação de Jornalistas do Estado de São Paulo

Na calada da noite a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprova duas sugestões legislativas nada democráticas


Então é Natal… E o que você fez… O ano termina… E nasce outra vez…

Enquanto você cantarolava estas musiquinhas de fim-de-ano a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado aprovava, na surdina, duas sugestões legislativas nada democráticas. Uma que permite a plantação de maconha e outra que torna crime o ainda mal definido termo “homofobia”.

Descriminalização do cultivo de maconha

Esta ideia teve o apoio de nada mais, nada menos, de 28.198 assinantes mas como sugestão legislativa que virou,  já consta atualmente com pelo menos 126.366 apoiadores contra apenas 13.892 discordantes.

A malfadada sugestão teve parecer negativo pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC) e contou inclusive com uma moção de repúdio da Câmara Municipal de Conceição dos Ouros, de Minas Gerais. Mas não teve jeito. A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), a frente de tudo quanto não presta, ingressou com voto em separado pela aprovação da sugestão. Infelizmente foi acompanhada e saiu vitoriosa, sendo o parecer do sen. Sérgio Petecão rejeitado.

Crime de Homofobia

Esta ideia foi apoiada por 49.227 pessoas e como sugestão legislativa conta com apoio de 2.681 votantes contra 1.095 discordantes.

Para o cara que teve esta ideia, já não basta haver no nosso Código Penal a punição para todo e qualquer tipo de agressão a qualquer pessoa. Não, para ele o fato da pessoal sentir prazer na fricção anal lhe faz uma pessoal especial a ponto de ter crimes cometidos contra ele uma categoria especial de punição. Esta sugestão absurda cria uma casta especial de pessoas.

É óbvio que somos contra qualquer tipo de agressão praticada contra qualquer pessoa, independente de sexo, cor, religião. Mas havendo esta agressão a pessoa deve ser punida por ter agredido uma… PESSOA!

Esta sugestão teve o parecer da senadora Regina Sousa (PT-PI) aprovado e segue seu trâmite para as outras Comissões do senado.

Política: de uma tacada só, senadora de extrema-esquerda e presidente do PT investigada pela PF rejeita duas sugestões legislativas do povo brasileiro.


A senadora de extrema-esquerda investigada pela Polícia Federal, ré na Lava-Jato e atual presidente do Partido dos Trabalhadores, a senadora Gleisi Hoffman, foi designada como relatora de duas Sugestões Legislativas no mínimo polêmicas.

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A primeira é a SUG0007/2017 que torna a falsa acusação de estupro crime hediondo e inafiançável. Apesar de no seu relatório a senadora reconhecer que crime hediondo é uma “conduta delituosa revestida de excepcional gravidade” e que quem o pratica “revela amplo desprezo pela vítima e mostra-se insensível ao sofrimento físico ou moral a que a submete“, ignorando os que sofrem nos presídios aqueles que são acusados de estupro, falsamente ou não, a senadora arremata que lhe “parece excessivo (a falsa acusação de estrupro) qualificá-la como conduta hedionda, especialmente considerando que não envolve violência“, rejeitando, portanto, tal sugestão.

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A segunda é a SUG0011/2017 que anistia o deputado federal, pre-candidato à presidência da República, representante de maior destaque da direita e dos valores conservadores, como a ética, moral e honestidade na politica, e que já figura em alguns estados como o primeiro em intenções de votos, Jair Messias Bolsonaro (desbancando inclusive o presidente de honra do partido da senadora em questão, o Lula que também é réu em pelo menos cinco processos – e, recentemente também no mensalão). O deputado Jair Bolsonaro sofre ação no STF por ter cometido o suposto “crime” de afirmar que uma mulher não merece ser estuprada ao ser acusado primeiro por esta mesma mulher de ser um estuprador. A mulher em questão é a colega de partido da senadora, a conhecida defensora de “direitos humanos” de estupradores, Maria do Rosário. Como era de se esperar, a senadora também rejeitou esta sugestão do povo brasileiro.

Agora as duas sugestões devem entrar em pauta na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa para terem seus respectivos pareceres apreciados pelos senadores que a compõem.

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