Na calada da noite a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprova duas sugestões legislativas nada democráticas


Então é Natal… E o que você fez… O ano termina… E nasce outra vez…

Enquanto você cantarolava estas musiquinhas de fim-de-ano a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado aprovava, na surdina, duas sugestões legislativas nada democráticas. Uma que permite a plantação de maconha e outra que torna crime o ainda mal definido termo “homofobia”.

Descriminalização do cultivo de maconha

Esta ideia teve o apoio de nada mais, nada menos, de 28.198 assinantes mas como sugestão legislativa que virou,  já consta atualmente com pelo menos 126.366 apoiadores contra apenas 13.892 discordantes.

A malfadada sugestão teve parecer negativo pelo senador Sérgio Petecão (PSD-AC) e contou inclusive com uma moção de repúdio da Câmara Municipal de Conceição dos Ouros, de Minas Gerais. Mas não teve jeito. A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), a frente de tudo quanto não presta, ingressou com voto em separado pela aprovação da sugestão. Infelizmente foi acompanhada e saiu vitoriosa, sendo o parecer do sen. Sérgio Petecão rejeitado.

Crime de Homofobia

Esta ideia foi apoiada por 49.227 pessoas e como sugestão legislativa conta com apoio de 2.681 votantes contra 1.095 discordantes.

Para o cara que teve esta ideia, já não basta haver no nosso Código Penal a punição para todo e qualquer tipo de agressão a qualquer pessoa. Não, para ele o fato da pessoal sentir prazer na fricção anal lhe faz uma pessoal especial a ponto de ter crimes cometidos contra ele uma categoria especial de punição. Esta sugestão absurda cria uma casta especial de pessoas.

É óbvio que somos contra qualquer tipo de agressão praticada contra qualquer pessoa, independente de sexo, cor, religião. Mas havendo esta agressão a pessoa deve ser punida por ter agredido uma… PESSOA!

Esta sugestão teve o parecer da senadora Regina Sousa (PT-PI) aprovado e segue seu trâmite para as outras Comissões do senado.

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Política: de uma tacada só, senadora de extrema-esquerda e presidente do PT investigada pela PF rejeita duas sugestões legislativas do povo brasileiro.


A senadora de extrema-esquerda investigada pela Polícia Federal, ré na Lava-Jato e atual presidente do Partido dos Trabalhadores, a senadora Gleisi Hoffman, foi designada como relatora de duas Sugestões Legislativas no mínimo polêmicas.

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A primeira é a SUG0007/2017 que torna a falsa acusação de estupro crime hediondo e inafiançável. Apesar de no seu relatório a senadora reconhecer que crime hediondo é uma “conduta delituosa revestida de excepcional gravidade” e que quem o pratica “revela amplo desprezo pela vítima e mostra-se insensível ao sofrimento físico ou moral a que a submete“, ignorando os que sofrem nos presídios aqueles que são acusados de estupro, falsamente ou não, a senadora arremata que lhe “parece excessivo (a falsa acusação de estrupro) qualificá-la como conduta hedionda, especialmente considerando que não envolve violência“, rejeitando, portanto, tal sugestão.

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A segunda é a SUG0011/2017 que anistia o deputado federal, pre-candidato à presidência da República, representante de maior destaque da direita e dos valores conservadores, como a ética, moral e honestidade na politica, e que já figura em alguns estados como o primeiro em intenções de votos, Jair Messias Bolsonaro (desbancando inclusive o presidente de honra do partido da senadora em questão, o Lula que também é réu em pelo menos cinco processos – e, recentemente também no mensalão). O deputado Jair Bolsonaro sofre ação no STF por ter cometido o suposto “crime” de afirmar que uma mulher não merece ser estuprada ao ser acusado primeiro por esta mesma mulher de ser um estuprador. A mulher em questão é a colega de partido da senadora, a conhecida defensora de “direitos humanos” de estupradores, Maria do Rosário. Como era de se esperar, a senadora também rejeitou esta sugestão do povo brasileiro.

Agora as duas sugestões devem entrar em pauta na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa para terem seus respectivos pareceres apreciados pelos senadores que a compõem.

Começou: terroristas no Brasil!

Rede Vida o canal da… Família?

Romaria da Terra: a romaria parasita.


No dia 02 de agosto próximo realizar-se-á a 17ª Romaria da Terra (e 1ª Romaria das Águas do Ceará) na Diocese de Tianguá, em Viçosa do Ceará, no Noroeste Cearense (mais precisamente na região da Ibiapaba). A mesma é realizada pela Comissão Pastoral da Terra, CPT, do Ceará.

RT

Num folheto contendo um “tríduo preparatório” para a tal romaria podemos encontrar o ritmo que ela terá, tal como uma ridícula oração que dirige-se a Deus por “Pai e Mãe” e compara de forma descabida o êxodo vivido pelo povo hebreu com a luta de classes socialista que a CPT quer implantar no Brasil. Como sempre o agronegócio está entre os grandes inimigos, ou segundo eles “dragões perseguidores”, mesmo sendo este o setor responsável por produzir boa parte do alimento que temos em nossa mesa e estar sempre alavancando a balança comercial do nosso País para cima. Ainda nesta mesma oração encontro um trecho perturbador que precede o sincrético “amém! axé! awere! aleluia!”:

“Que aos pés de Nossa Senhora da Assunção, sob a proteção da Senhora Santana, de São José e pelo sangue dos Mártires da terra, sejamos animados na esperança e alegria, para prática do evangelho da justiça e da boa nova da primavera eclesial que se anuncia agora e possa permanecer para sempre.”

RT_Oração

Quem seriam esses “mártires da terra”? Os criminosos invasores da propriedade alheia que pecam contra o quinto, o sétimo e o décimo mandamento? Mas o que me perturba mesmo é a tal “primavera eclesial”. O que seria tal “primavera”? Acredito saber o que venha a ser. E se tal “primavera” é considerada “boa nova” por setores que, como a CPT, promovem a luta de classes, o comunismo e o socialismo, o aborto, o “casamento” homossexual, e toda atrocidade desde que seja contrária a Doutrina Católica, esta tal “primavera” com certeza não é tão “boa nova” assim. Pelo menos para os católicos.

O povo nordestino é característico por ser pacato e valente, devoto e obediente. São estas as virtudes que forjaram e forjam os seguidores de Antonio Conselheiro, de Frei Damião, de Padre Cícero e de outros homens santos que pisaram nesta terra. Ouso citar o desconhecido Monsenhor Costa de minha querida Cedro. A devoção dessa gente, da qual faço parte, é responsável pelo erguer de cidades como Canindé, Crato e Juazeiro do Norte, onde movimentam milhares, talvez milhões, de pessoas em romarias. Pessoas comuns, simples, humildes, devotas, crentes, sem tantos conhecimentos teológicos mas que reconhecem o Extraordinário quando O vêem. O que a CPT faz com a Romaria das Terras é aproveitar-se destas virtudes do povo nordestino, da sua devoção, para infiltrar todo o veneno marxista da luta de classes e outros males do comunismo nesta população e arrebanhar multidões para os seus erros. Ela se aproveita de todo um aparato burocrático eclesial das Dioceses, já há muito aparelhadas também, para promover uma falsa romaria. Uma romaria não pela devoção a um santo, mas em adoração, idolátrica mesmo, à terra – que em sua oração recebe o nome de “mãe terra”. Apoiada por uma tal FASTENOPFER, aparente instituição católica da Suíça (a mesma Suíça dos encontros secretos) e pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE (uma organização ecumênica que tem o selo Boff de aprovação – por aí já se dá para ter noção do que é)  a CPT é como um parasita que se apossa do hospedeiro e corrói tudo aquilo que ele têm de bom, manchando-o e deixando pra trás apenas suas fezes. É isto que a Romaria da Terra é: uma romaria parasita.

Seis bispos alemães saem em defesa da fé católica


Mons. Stefan Oster, bispo de Passau (Alemanha), recebeu o apoio público de outros cinco bispos alemães para a sua resposta à tese herética do Comitê Central dos Católicos Alemães, que solicitou que a Igreja abençoe uniões civis de ambos os divorciados como as uniões homossexuais. Mons. Oster lembra que a fé e a Escritura se “baseiam na revelação, no próprio Cristo. Ele não é um ‘valor’, mas a Palavra de Deus” e pergunta “por que justo nestes temas cruciais relativos ao casamento e sexualidade hão mudar a vontade de Jesus após dois mil anos”.

Publicado por InfoCatólica | Tradução: §|Olhar Católico|§: O prelado parte do seguinte texto da agência de notícias católica KNA:

O Comité Central dos Católicos Alemães (ZdK) exige que se criem formulários para a bênção tanto de casais do mesmo sexo como de casais separado. Para isso se deveriam desenvolver ritos litúrgicos, de acordo com um documento aprovado no sábado passado em Würzburg por unanimidade da assembleia geral, em vistas ao sínodo dos bispos do próximo outono. Além disso, seria necessário alcançar uma “aceitação incondicional da coabitação de casais divorciados ​​do mesmo sexo, bem como uma posição clara contra a marginalização, ainda existente, dos homossexuais”. O comitê dos católicos salienta que também em outras formas de vida em comum se podem dar os valores do matrimônio, como o “sim” inabalável em direção a outra pessoa ou a constante vontade de reconciliação. “Essas formas de vida familiar devem ser valorizadas expressamente embora não correspondam a forma de um casamento sacramental” (KNA).

Mons. Oster adverte que “se alguém quiser obter informações mais detalhadas sobre o que diz a fé de nossa Igreja sobre o casal, a família e a sexualidade, se alguém quiser formar a sua consciência na fé da Igreja e quer saber o quê, do ponto de vista da fé, temos nestas questões sobre o que é certo ou errado”, deve contestar as exigências da ZdK.

O prelado recordou que “a Igreja acredita, baseada na Revelação, que o gozo da prática sexual encontra a sua verdadeira e, em definitivo, o único lugar legítimo no casamento entre um homem e uma mulher, em que ambos são abertos à transmissão da vida e pelo que se contrai uma união indissolúvel até a morte de um dos dois”.

Mons. Oster explica que “do ponto de vista das Escrituras, qualquer outra forma de efetivação da prática sexual fora do casamento é considerado fornicação e adultério, com consequências dramáticas para aqueles que se aventuram na mesma”.

Ele acrescenta:

“Se agora se exige que outras formas de convivência entre as pessoas sejam reconhecidas porque neles se vive a fidelidade, a vontade de reconciliação e o compromisso mútuo, é de se supor, então, que esta exigência da ZdK inclui a prática sexual e não a exclui, porque, caso contrário estaríamos falando sobretudo das relações de amizade e não de casais. Na minha opinião não há nenhum problema em reconhecer que a Igreja tem visto sempre com bons olhos e até mesmo abençoando a autêntica amizade. Em vez disso, o que vemos, estas questões que estamos discutindo dizem respeito essencialmente ao sexo entre duas pessoas”, pelo qual apela a total coerência com ZdK para incluir “abertamente a exigência de que também abençoemos a prática da sexualidade nas relações fora do casamento”.

O Bispo argumenta que, se “temos de organizar celebrações litúrgicas para abençoar relações de todo tipo diferentes do matrimônio sacramental, me vêm a mente a pergunta: por que apenas dois? Se, por exemplo, três ou mais pessoas, de sexos iguais ou distintos, uma vez que compartilham a mesma cama querem formar um lar acolhedor e confiável para as crianças, por que não abençoamos também esta união?”

“A fé e as Escrituras”, recorda o bispo “não se baseiam de forma primária em  valores, mas sim na Revelação, no próprio Cristo. Ele não é um “valor”, mas a Palavra de Deus, é aquele que ama o homem pessoalmente, o toca, o capacita para alcançar outra vida e, sobretudo, para um amor e uma fidelidade que o homem não possui em si mesmo, senão por meio de Cristo. Agora, se o critério é o mesmo Cristo, e se através da Escritura, da Tradição e do Magistério temos tido conhecimento confiável da Sua vontade (ver por exemplo, 1 Cor 7, 10-11), então, na minha opinião, necessitaríamos de uma explicação muito maior que as simples apelações a valores, que nos argumentem de maneira conclusiva por que é justo que estes temas cruciais relativos ao matrimônio e a sexualidade tenham que mudar a vontade de Jesus depois de 2000 anos”.

Quanto ao argumento dos “sinais dos tempos”, o prelado alemão pergunta: “Quem decide quais são estes sinais e por que precisamente nesta área deve produzir novos resultados?”

“Em minha opinião”, escreve o bispo, “o que propõe o ZdK com esta declaração é deixar abandonar aspectos essenciais da imagem bíblica do homem e do conhecimento bíblico da revelação. E acho que é realmente alarmante que, aparentemente, se aventurou por esse caminho com o apoio da imensa maioria dos seus representantes”.

Ele adverte que “as forçadas referências constantes ao Papa Francisco que sustentariam este novo programa não justificam de modo algum a dramática mudança de rumo que se quer levar a cabo”. Além disso, ele acredita que “há uma alta probabilidade de que o próximo sínodo no mostre que tanto o nome quanto o programa do Papa Francisco foram instrumentalizadas aqui em favor da própria agenda política, que não é bíblica, do ZdK”.

Mons. Oster concluiu assegurando que “o fato de que muitos católicos, depois de ler artigos como este, não se sentem representados pela ZdK, não acho que seja culpa destes católicos”.

Apoio de cinco bispos alemães

Poucos dias após a publicação do texto de Mons. Stefan Oster, cinco bispos alemães mostraram-lhe o seu apoio através da carta a seguir:

S.E. Reverendíssimo Senhor Bispo

Dr. Stefan Oster

Passau

16 de maio de 2015

Reverendo Bispo de Oster, querido irmão Stefan:

Agradecemos a sua tomada de posição contra o documento aprovado pela assembleia de primavera do grupo ZdK intitulada: “Construindo pontes entre o magistério e a realidade da vida – a família e a Igreja no mundo de hoje”. Nós aderimos totalmente e em seu conjunto a seu argumento acerca do Magistério sobre a visão cristã da pessoa e sua relação com o significado que tem o ser mulher e o ser homem e, sobretudo, o significado que tem para o matrimónio cristão. Sua argumentação está fundamentada nos ensinamentos de Jesus, na Escritura e na Tradição da Igreja.

Na Alemanha vivemos agora em uma sociedade altamente secularizada. Isso não deve desencorajar-nos nem levar-nos a buscar uma acomodação com a corrente dominante (mainstream), mas deve ser entendido como uma oportunidade para redescobrir a singularidade da vocação cristã no mundo de hoje. O anúncio franco e aberto do ensinamento de Jesus no Evangelho e o acesso a uma relação com ele como riqueza para a nossa vida, tal com exposto na sua resposta, constituem uma condição indispensável para ele.

Portanto, estamos convencidos de que muitos fiéis também estão enormemente agradecidos por suas palavras claras.

Em solidariedade fraterna te saúdam aos Bispos de

Augsburg: Dr. Konrad Zdarsa

Eichstätt Gregor M. Hanke OSB

Görlitz: Wolfgang Ipolt

Regensburg: Dr. Rudolf Voderholzer

Würzburg: Dr. Friedhelm Hofmann

Sinais do tempo: “Reunião confidencial para manobrar Sínodo a aceitar uniões do mesmo sexo”


Cerca de 50 participantes, entre bispos, teólogos e representantes da mídia, participaram do encontro realizado na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Por EDWARD PENTIN, NC REGISTER | Tradução §|Olhar Católico|§ | ROMA – Uma reunião de estudo de um dia – aberta apenas a um seleto grupo de indivíduos – teve lugar na Pontifícia Universidade Gregoriana, na segunda-feira, com o objetivo de incitar “inovações pastorais” no próximo Sínodo dos Bispos sobre a Família em Outubro.

Cerca de 50 participantes, entre bispos, teólogos e representantes da mídia, participaram do encontro a convite dos presidentes das conferências Alemã, Suíça e Francesa dos bispos – Cardial Reinhard Marx, bispo Markus Büchel e Arcebispo Georges Pontier.

Um dos principais tópicos discutidos na reunião a portas-fechadas foi como a Igreja poderia melhor acolher aqueles que estão em uniões estáveis do mesmo sexo, e que supostamente “ninguém” se opõe que sejam reconhecidas como válidas pela Igreja.

Os participantes também falaram da necessidade de “desenvolver” o ensinamento da Igreja sobre a sexualidade humana, diferenciando de uma teologia do corpo, como a famosa ensinada por São João Paulo II, mas o desenvolvimento de uma “teologia do amor”.

Um padre suíço discutiu a “importância do instinto sexual humano”, enquanto outro participante, falando sobre a Santa Comunhão para os divorciados recasados, perguntou: “como podemos negá-lo, como se fosse um castigo para as pessoas que falharam  e encontraram um novo parceiro com quem começará uma nova vida?”

Marco Ansaldo, um repórter de jornal diário italiano La Repubblica, que estava presente na reunião, disse que as palavras pareciam “revolucionárias, expressadas por clérigos”.

Biblicista francesa Anne-Marie Pelletier elogiou o diálogo que teve lugar entre os teólogos e bispos como um verdadeiro “sinal dos tempos”. Segundo La Stampa, outro jornal diário italiano, Pelletier disse que a Igreja precisa entrar em “uma dinâmica de escuta recíproca”, no qual o magistério continua a guiar consciências, mas ela acredita que ele só pode efetivamente fazê-lo se ele “ecoa as palavras para o batizado”.

A reunião teve o “risco do novo, na fidelidade a Cristo”, afirmou ela. O artigo também citou um participante dizendo que o sínodo seria um “fracasso” se ele simplesmente continuar a afirmar o que a Igreja sempre ensinou.

A reunião a portas-fechadas, idealizada pelos bispos da conferência alemã sob a liderança do Cardeal Marx, foi proposto pela primeira vez na reunião anual dos chefes das três conferências episcopais, realizada em janeiro, em Marselha, França.

O dia de estudo teve lugar poucos dias depois de o povo da Irlanda ter referendado apoio ao “casamento” de pessoas do mesmo sexo e no mesmo dia em que o Conselho Ordinário do Sínodo dos Bispos reuniu-se em Roma. Alguns observadores não veem este timing como uma coincidência.

O Conselho do Sínodo é o responsável para elaboração do Instrumentum Laboris para o Sínodo de Outubro sobre a Família. Junto ao documento estarão as respostas ao questionário enviado aos leigos de todo o mundo. Essas respostas, particularmente da Suíça e Alemanha, aparentam ser esmagadoramente a favor da Igreja adaptar seus ensinamentos ao mundo secular.

Por que a falta de publicidade?

Ninguém sabe por que este dia de estudo se deu confidencialmente. Tão confidencial que nem mesmo jesuítas proeminentes da Faculdade Gregoriana ficaram sabendo completamente dele. The Register descobriu por um vazamento de Jean-Marie Guénois em uma história no Le Figaro.

Em declarações ao The Register, após a reunião, o Cardeal Marx insistiu que o dia de reunião não era secreto. Mas ficou irritado quando pressionado sobre por que ele não foi anunciado, dizendo que ele tinha simplesmente que vir a Roma para “assuntos privados” e que tinha todo o direito de fazê-lo. Próximo do papa Francisco e membro do conselho de nove cardeais, ele é conhecido por ser especialmente ansioso para reformar a abordagem da Igreja aos homossexuais. Durante a homilia de Pentecostes, domingo passado, o cardeal Marx falou de uma “cultura de acolhimento” na Igreja para os homossexuais, dizendo que “não são as diferenças que contam, mas o que nos une”.

Cardeal Marx também não é o único entre os participantes da reunião a pressionar por mudanças radicais para a vida da Igreja. O chefe dos bispos suíços, o bispo Büchel, tem falado abertamente em favor da ordenação de mulheres, dizendo em 2011 que a Igreja deveria “orar para que o Espírito Santo nos permita ler os sinais dos tempos”. Arcebispo Pontier, chefe dos bispos franceses, também é conhecido por ter tendências heterodoxas.

Os organizadores da reunião não estavam dispostos a revelar os nomes de todos os que participaram, mas o The Register obteve a lista completa dos participantes. Entre eles incluíam-se o padre jesuíta Hans Langendörfer, secretário-geral da Conferência Episcopal Alemã e na figura principal por trás da recente reforma das leis trabalhistas da Igreja alemã a controversa que permite que divorciados recasados e casais homossexuais trabalhem em instituições da Igreja.

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