Em carta circular, bispo de Iguatu, CE, proíbe Missas e eventos de “cura e libertação”, orações em línguas e “repouso” no Espírito.

Padre Marcelo Rossi: “Estamos voltando à Idade Média, o período mais terrível e negro da igreja”


O padre Marcelo Rossi quase nunca fala algo que se aproveite, mas quando fala alguma coisa que preste sempre vem acompanhado de algo pra melar o que disse. Acabo de ler aqui algumas declarações suas sobre a malfadada tentativa da CNBB (ou CNB do B como diria alguns 🙂 ) de revitalizar as moribundas CEB’s. Ao se referir sobre a participação de clérigos na disputa de cargos políticos solta a pérola que intitula este post.

Acho que o padre entende muito de como engordar, emagrecer, educação física, etc. e tal. Mas de História da Igreja anda muito desinformado e “fora de forma”. Acho que ele precisa de uma bela aula de introdução à Idade Média além da leitura de alguns livros sobre o assunto que não sejam seus “Ágape e agapinho” e verificar que a Idade Média não é isso que ele pinta ou lhe pintaram. Haveria muito mais o que falar sobre a Idade Média, aqui, aqui e aqui. Deixo estes poucos exemplos nestes link’s ao leitor para que se deliciem e talvez possa aparecer um discípulo do padre dos “animaizinhos subiram de dois-em-dois” e possa repassar para ele.

Abaixo a tal notícia:

Sacerdote católico mais famoso do país, o padre Marcelo Rossi, 45 anos, se mostrou contra o incentivo às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e à candidatura de representantes religiosos a cargos políticos. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, padre Marcelo declarou que as CEBs – que tiveram seu auge nos anos 1980 combinando princípios cristãos a uma visão social de esquerda – apresentam o risco de estimular a “tentação à política”.

Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a igreja quer incentivar as CBEs para recuperar espaço em áreas pobres. “Nas CEBs, acaba se tornando mais política do que social. É mais perigoso a pessoa ter a tentação à política na CEB”, disse o religioso.

Sobre o uso da igreja como plataforma política, o padre fez uma crítica ao que os evangélicos começaram a fazer com a candidatura de pastores. “A Igreja Católica é apartidária, pelo menos deve ser. Os evangélicos, às vezes, determinam em quem votar. Estamos voltando à Idade Média, o período mais terrível e negro da igreja”, disse.

Marcelo Rossi  também se posicionou contra a presença do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara. “Ele nem deveria estar lá, na minha opinião. A partir do momento em que se diz um pastor, não dá para ser ao mesmo tempo um líder político. Acho importante ter uma bancada católica, como existe a evangélica. Mas não acho correto padre, bispo, pastor se candidatarem, porque aí estou transformando um púlpito num palanque”, falou.

RCC: a guardiã dos carismas


“temos que ser os guardiões da chama para que ela permaneça sempre acesa”

RCC: a guardiã do castelo de grayskull

Ela tem o poder!

Não, não é a Santa Igreja Católica que recebeu do próprio Nosso Senhor Jesus Cristo o Espírito Santo Paráclito (Jo14, 26).

Não, não é o Santo Padre, sucessor de São Pedro a quem Nosso Senhor Jesus Cristo confiou as chaves da Igreja (Mt16, 19).

Não, não é nem um cardeal ou bispo, Sucessor dos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo (At1, 24-26).

É a velha pretensão da renovação carismática pseudocatólica de ser a guardiã e depositária dos carismas do Santo Espírito. Dela, da RCC, é que depende a permanência acessa da existência dos carismas. E sabe como eles chegaram a esta conclusão? Ora, através de algumas “moções proféticas reveladas pelo Senhor durante a última reunião do Conselho Nacional”. Isso mesmo senhores. Eles têm lá as “visage” deles, como se diz aqui no nordeste, e atribuem este negócio ao Senhor Jesus! Colocam palavras na boca de Nosso Senhor Jesus Cristo! Já não bastassem os grunhidos que se sabe lá quem põe na boquinha deles, pois o Espírito Santo com certeza não é, agora querem que Nosso Senhor Jesus Cristo reze na cartilhinha deles! “Foi o Senhor que disse”, “foi o Senhor que falou”, “o Senhor mandou fazer assim”, “o Senhor mandou fazer assado”… Essa é de lascar! Eu disse que “agora” querem fazer assim, apenas por força de expressão, mas é evidente que esta é uma prática velha da tal renovadora dos carismas.

Eu não preciso de uma renovadora: Cristo já fez nova todas as coisas (Ap21, 5).

Eu não preciso de uma guardiã dos carismas: Nosso Senhor Jesus Cristo nos deu a Sua Igreja (Mt16, 19).

Eu não preciso de “moções proféticas reveladas pelo Senhor”: Deus se revelou ao homem por completo desde a morte do ultimo Apóstolo (e revelações particulares só com aprovação da Igreja).

De onde estou tirando esta notícia? Pois é, andei dando uma olhada neste negócio aqui: http://www.rccbrasil.org.br/espiritualidade-e-formacao/index.php/artigos/896-palavras-profeticas-para-a-renovacao-carismatica-catolica-do-brasil

Não sei se D. Alberto estava presente no momento destas pseudorevelações, mas é triste que não oriente estes pobres coitados de que esta prática da RCC já há muito foi desencorajada pela, quem diria!, própria CNBB.

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Carnaval com Cristo! Carnaval com Cristo?


Por Fábio Botto do portal: http://www.catolicismoromano.com.br

O que podemos dizer sobre o dito “Carnaval com Cristo”, onde muitos protestantes e carismáticos fazem questão de associar o nome Santo de Cristo com a festa pagã e profana que é o carnaval. É uma verdadeira blasfêmia e heresia, muitas paróquias católicas dedicarem seus ditos ministérios para danças e encenações.

O VERDADEIRO CATÓLICO, faz do carnaval, uma preparação para a Quaresma que deve ser realizada com muita oração, penitência e caridade.

O carnaval não é uma festa católica. Era uma festa pagã que os romanos realizavam em fevereiro, as februália.

Como os cristãos iam passar quarenta dias sem comer carne, o nome carnaval se entendeu como “carne vale”, isto é, os últimos dias em que se podia comer carne antes da Quaresma.

O Carnaval é uma festa profana (contrário ao respeito devido às coisas sagradas) mais antiga que se tem registro, provavelmente há mais de três mil anos. As suas raízes mais remotas encontram-se na Grécia Antiga, no culto a Dionísio, o deus da vinha, do êxtase, também conhecido como o deus do Baco, mais tarde celebrado em Roma, espalhando-se para os países de cultura neolatina. Ele (Dionísio), era representado como uma figura humana, só que de chifres, barbas, pés de bode e um olhar meio embriagado. Segundo o que verificamos na história, os primeiros seguidores do deus Dionísio foram as mulheres, isso há mais de três mil anos atrás, que viam nesses dias que lhe eram dedicados um momento para escapar da vigilância dos maridos, irmãos e pais, para poderem cair na folia, nas danças e gritos de júbilos. Os homens não demoraram a aderir as “procissões” das mulheres. A festança que se estendia por

Três dias, encerravam-se com uma bebedeira coletiva.

Nos primórdios do culto a Dionísio, as autoridades (a corte, os sacerdotes e os ricos) não gostavam nada daqueles festejos. Uma de suas razões é porque eram vítimas das sátiras.

Os festejos além de serem uma teatralização coletiva da inversão de tudo, serviam de um acerto de contas do povo com os seus governantes. O povo (pobre) vestia-se de rei, o libertino como guia religiosa, a prostituta local posava como donzela e homens reconhecidos como tal, vestiam-se de mulheres.

No século VI ªC, Pisístrato, o tirano de Atenas, oficializou homenagens a Dionísio. Construiu-lhe um templo (teatro Dionísio) na Acrópole, que está lá até hoje. Aí, começou a ter concursos de peças cômicas ou dramáticas para celebrá-lo no palco, iniciando assim em Atenas a política do amparo as artes cênicas pelo Estado. Nessa época, a subversão dos costumes, fazia com que as pessoas ficassem soltas pelos campos provocando “loucuras”. O povo caía na desordem e no deboche às autoridades, eles usavam essa festa da colheita dedicada ao deus Dionísio, como um subterfúgio para fazerem tudo aquilo que lhes eram prazeroso. Quando o carnaval foi trazido pelos portugueses para o Brasil no século XVII, o povo colonizado rapidamente aderiu como a maior festa popular brasileira, como um imperdível momento de inverter, ainda que simbolicamente, as dificuldades em que viviam pela ganância da Coroa. Todos os festejos giravam em torno do Rei Momo (deus pagão, que presidia os festejos carnavalescos em Roma).

A partir de 1935 começaram a sufocar essa festa popular, submetendo os desfiles populares a regulamentos, horários e trajetos a serem cumpridos a risca. Ë a ordem da desordem! Com isso houve uma troca da contestação divertida para a sensualidade exposta.

Quem diria Canção Nova!


Pois é… Missa Tridentina na Canção Nova. Quem diria? Eu, confesso, nunca diria. Mas aconteceu.

No entanto, elogiar a Canção Nova é como elogiar bandeirinha ou juiz de futebol antes do jogo acabar. É um perigo!

Mas tenho que correr o risco: parabéns Canção Nova!

Agora só falta que acabem os grunhidos que ninguém entende, as dancinhas e “espetáculos” nas outras Missas, os desmaios tresloucados atribuídos ao Santo Espírito, etc.

Resposta a um comentário sobre oração em linguas


Rodrigo diz:
27/01/2010 às 1:00 am

Prezado Moises,

Conforme respostas anteriores pudi perceber que há uma certa revolta em não aceitar o dom de Línguas, que de fato é o menor dos dons.
Em Atos dos Apóstolos 19,1-8, Paulo percebe que aquele povo tinha necessidade de ser batizado no Espírito Santo. Eram pessoas boas, queriam acertar, mas lhes faltava o Espírito Santo. Paulo explicou isso a eles, impôs-lhes as mãos e sobre eles desceu a terceira Pessoa da Trindade. Começaram, a partir daí, a falar em línguas e a profetizar.
Quando nos falta palavras de adoração, oração e louvor ao nosso Deus devemos pedir que o Espírito Santo venha em nosso auxílio para que ele possa orar em nós, para que possa falar por nós, tudo aquilo que que já não conseguimos expressar para Deus em palavras, com isso na oração em línguas é o Espírito Santo que vem em soccorro a nossa fraqueza, pois com certeza Ele sabe o que é bom para nós e para nossa família, Ele já conhece a nossa dor e nossas alegrias.

Está na hora de deixarmos os preconceitos e a indgnação de lado, pois o mundo precisa de um novo pentencostes, a todo momento.

Moises observei que você enfantizou um pouco a questão de entender e/ou interpretar o que se fala ao orar em línguas, em Rm 8,26
“O Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis”

Enfim, a oração em línguas é o cumprimento da palavra: “falarão novas línguas” (Mc 16,17b), que o próprio Senhor Jesus proferiu aos onze discípulos após ressuscitar.

Amado uma coisa é certa, podemos perceber que o dom de línguas é plenamente uma inspiração dada pelo Espírito Santo. É uma forma de chegarmos a Deus, pois para orarmos e louvarmos em línguas é preciso que estejamos abertos a ação do Espírito Santo.

Fique com a paz do Nosso Senhor Jesus Cristo e não se limite para ação do Espírito Santo em sua vida, e em todos os momentos de sua vida em que não terás forças ou até mesmo palavras para louvar e bendizer ao nosso Deus, experimente essas força do alto, pois QUANDO O ESPÍRITO SANTO DE DEUS AGE, ELE SURPREENDE.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Moisés Gomes diz:
29/01/2010 às 12:28 pm

Prezado Rodrigo, a paz de Jesus e o amor de Maria.

Não, eu não me revolto com o verdadeiro falar em línguas, ocorrido em Pentecostes, onde todos os que estavam naquele acontecimento compreendiam o que os Apóstolos falavam.

Este dom caro Rodrigo é extraordinário, e não ordinário como o falso dom da RCC e que ninguém entende nada.

Rodrigo, para que o Espírito Santo interceda por nós junto a Deus não se faz necessário que Ele o faça em nosso ser, e grunhindo línguas ininteligíveis. Não. Deus se revela ao homem através de sua razão, e Deus não fere a nossa razão.

O que São Paulo diz na passagem citada (Rm8, 26) é que o Espírito Santo intercede junto ao Pai (pois Ele é o Nosso Advogado) por coisas que nem nós sabemos pedir, necessidades que nem nós sabemos que temos. Mas isto é um colóquio entre Duas Pessoas da Santíssima Trindade, não um punhado de gemidos ininteligíveis que nem Deus entende.
Ou seja, estes “gemidos inexprimíveis” (e não ininteligíveis) não são os “gemidos espremidos” (e ininteligíveis) praticados nas seitas neopentecostais, como na RCC, e sim um diálogo eterno e infinito entre o Espírito Santo e Deus Pai. Grunhidos ininteligíveis são sinais sim de possessão demoníaca (ou safadeza e fingimento mesmo) e não presença do Santo Espírito.

Recomendo-lhe a leitura destes post’s:
De: Bento XVI Para: os que oram em línguas ININTELIGÍVEIS
Enciclopédia Canção Nova x Bíblia: com quem ficar?
De: Papa S. Gregório/Para: RCC
Os Pais da Igreja também ensinam
Para a RCC: Falar em línguas hoje – é de Deus?

Frei Rojão: Mentes insanas em corpos sanos


Acima vai um dos meus mais lacônicos, porém mais importantes, posts ironizando uma das figuras cuja atitude é uma das mais deletérias jamais surgidas na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra de Santa Cruz, o padre Fábio de Melo. Considero sua vida em muito diferente dos grandes santos dos tempos de outrora… e dos nossos, porque Jesus continua tendo muitos santos em sua Igreja. Não critico apenas seu ensinamento aguado, porque sua psicologia barata é tão rala que nem para levar ao Inferno serve. Eu me refiro ao ensinamento do exemplo mesmo, com uma vida de popstar que esconde o sacerdócio, canta músicas mundanas e em tons prenhes de luxúria e vaidade.

E como a má árvore não pode dar bons frutos, como crème de la crème Fábio de Melo admite que votou na abortista Dilma Rousseff. Com sacerdotes assim, para que a Igreja precisa de inimigos, não? Curioso é que em demagogia barata ele diz que colocaria todas as mulheres no poder. Hum… Até a idólatra rainha Jezabel, que quis degolar Elias? A golpista rainha Atalia de Judá que massacrou a casa de Davi? A princesa Salomé que pediu a cabeça de Batista? A falsa profetisa da igreja de Tiatira (Ap 2,20) ? Finalmente, a prostituta Babilônia, embrigada com a sangue dos cristãos?

Um aspecto que me escandaliza pessoalmente é justamente a aparência do Fabio de Melo. Aquela foto foi especialmente auspiciosa. O Tórax. Oh meu Jesus cujo peito foi maltratado pelos tormentos da Paixão, aquilo é tórax de um sacerdote? Aquilo foi cuidadosamente cultivado. Foi exercitado. Levou tempo. E tempo de um sacerdotes são almas salvas!

E cultivado para quê? Os peitorais desenvolvidos de Fabio de Melo são para amar melhor a Nosso Senhor Jesus Cristo? É para melhor acolher os pobres em seu seio? É para amamentar os órfãos? É para caber um coração inchado pelas dores da Paixão de Cristo?

Para que servem peitorais bem definidos na vida cristã? Para nada de bom, só servem para alimentar a vaidade masculina, mal que neste século até aos filhos de Adão atinge.

São Tomás de Aquino, obeso que era, deveria ter peitões bem brancos e caídos. São Jerônimo deveria ter peitos fundos, de tanto estar curvado sobre as Escrituras. São Francisco, que mal tinha outra roupa senão seu hábito surrado, tinha as chagas de Cristo impressas ao lado do peito. Santo Antão do Egito nem peitos deveria ter, magros de jejuns e vigílias que era. São Clemente teve um peito inchado de afogado, atirado ao mar que foi. São Lourenço teve o peito cozido. São Bento deveria ter cicatrizes horrendas em seus peitos, por haver se jogado nu num espinheiro, para espantar a tentação de uma lembrança de uma mulher… Eu me pergunto o que São Bento acharia de cantar num palco músicas mundanas e ter fãs jogadas aos pés. Bento se atirou aos espinheiros, Fábio se atira aos palcos.

Culto ao Corpo é uma porcaria. Para que gastar tempo e esforço com algo que virará comida dos vermes? Triste destino tem nosso corpo, ou será devorado pelas minhocas, ou vai ser incinerado feito lixo (alguém já se interessou para saber a fortuna de gás que se gasta num crematório? Nossos defuntos não são “carbono-zero”).

(Alias, academias de Ginástica pululam. E se chamam apenas “Academias”! Ora bolas, a Academia de Atenas era puxação de ferro? )

Manter a saúde é bom? É justo e nobre. Mas no devido limite. Ninguém quer estragar sua saúde assim como ninguém quer dirigir e estragar seu carro. O desejo de fugir da morte é universal

Porém o argumento da saúde é um belo esconderijo para a vaidade do culto ao corpo. Até hoje não se achou correlação nenhuma entre o que se chama de fitness e longevidade. Volta e meia, fugindo da curva normal da expectativa de vida, acha-se um centenário. Estes centenários ora fumam feito chaminés, ora vivem feito anacoretas. Não tem regra. É aleatório. Ninguém descobriu ainda quem controla o dado de Matusalém, que demorou muito, mas teve sua cova. É irônico que o salmo 89 continua atual após quinze séculos, poucos passam dos oitenta. Mais pessoas chegam aos setenta, mas parece que o velho relógio continua desligando na batida fatal do “Se comeres do fruto, morrerás”. E se morre mesmo! Não se achou quem tenha fugido a esta regra (salvo Henoc, Elias, e, de acordo com algumas leituras do Dogma da Assunção, a Virgem Maria. Mesmo assim três pessoas em bilhões e bilhões de homens estatisticamente não vale muito, não?)

É verdade que não cai um pardal sem que permita Deus. Mas admitamos, caem pardais velhos e despenados, caem pardais na flor da idade, caem pardaizinhos, caem até ovos com o ninho e tudo. Uma coisa é fato, os pardais cairão mais cedo ou mais tarde. E cairão também as águias e os urubus! Enfim, adianta se esforçar por manter algo que vai se acabar em algumas décadas, que é nosso corpo? A beleza então é mais fugidia, passaram os trinta e cinco e já era, nos tornamos caricaturas. E passando dos setenta e poucos, como diria a grande Emília, a Marquesa de Rabicó, viramos hipótese… Parodiando o salmo 48:

Morrem os personal trainers e os atletas igualmente

Morrem os gordos e também os sedentários

E deixam tudo o que possuem aos estranhos…

Pode-se gastar o que quiser nas Academias (não a de Atenas). Uma bala ou um acidente de carro matam hoje em dia quase tanto quanto um belo infarto. Um avião despencando do céu mata os saudáveis e doentes, não importa o colesterol, os triglicérides, a massa muscular, o índice de gordura corporal… Na trincheira da vida, não sobrevive o soldado mais bravo nem mais forte, mas aquele a quem a granada esporádica da fatalidade não chegou.

Deus deu nosso belo cérebro e nossa alma não para sermos fortes feito ursos, ou rápidos feito leopardos. É para sermos espertos feito homens. Tantos cuidam do corpo e esquecem a mente. Mentes insanas abundam em corpos sanos. E quantos mais esquecem da alma… e nada como um belo jejum ou uma bela disciplina no corpo rebelde para domar a alma também… E se para um leigo o culto ao corpo é perigoso, quanto mais a um sacerdote que deveria mais ainda ter obrigação de mortificar e domar sua carne…

Se te olho te leva a pecar, corte-o fora. Se seu corpo sarado te leva a pecar, engorde!

A verdade sobre o dom de línguas


“Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em… nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!” (At 2, 2-11)

Seria falar línguas estrangeiras REALMENTE EXISTENTES ou seriam sons aleatórios (como fazem os pentecostais)? Seriam talvez os dois ao mesmo tempo?
Como saber a verdade se existem tantas opiniões contrárias? Isso seria ou não uma legítima prática católica?
Eis o método:
1 – Analisar o que os primeiros cristãos e os reconhecidos historiadores disseram sobre o fenômeno.
2 – “QUOD UBIQUE, QUOD SEMPER, QUOD AB OMNIBUS – o que em toda parte, sempre e por todos foi ensinado, isso é católico”. São Vicente Lérins (Séc V) Comonitório.

Santo Agostinho, no século IV, disse que foi um fenômeno daquela época apenas, mas que passou!

"[…]Quem em nossos dias, espera que aqueles a quem são impostas as mãos para que recebam o Espírito Santo, devem portanto falar em línguas , saiba que esses sinais foram necessários para aquele tempo. Pois eles foram dados com o significado de que o Espírito seria derramado sobre os homens de todas as línguas, para demonstrar que o Evangelho de Deus seria proclamado em todas as línguas existentes sobre a Terra. Portanto o que aconteceu, aconteceu com esse significado e passou[…]”
Santo Agostinho (Séc IV) -Homilias em 1 Joao 6 10; NPNF2, v. 7, pp. 497-498.

Santo Agostinho ainda diz mais… Que aquelas línguas eram sinal da Igreja que estava nascendo, e que falaria todas as línguas:

“[…] Aquele vento purificava os corações da palha da carne. Aquele fogo consumia o fogo da velha concupiscência. Aquelas línguas faladas pelos que estavam repletos do Espírito Santo prefiguravam a futura Igreja, que haveria de estar entre as línguas de todos os povos[…]”. Santo Agostinho (Séc IV ) Sermao 271

São João Crisóstomo diz algo que indica serem realmente línguas existentes, faladas:

“[…] e justamente ‘no dia de Pentecostes estavam todos reunidos no mesmo lugar’ (At 2, 1) – e sofreram uma transformação radical: repentinamente tomaram consciência da Palavra de Deus em seu seio e puseram-se a comunicar em todas as línguas as maravilhas de Deus.Sao Joao Crisostomo (Sec IV) Homilia sobre 1 Corintios

Eusébio de Cesaréia, também do século IV, fala de um fenômeno onde "falavam linguas estranhas"…

“[…] um dos novos crentes, chamado Montano, quando Grato era procônsul da Ásia, deu acesso ao inimigo, levado pela ambição imoderada de ocupar os primeiros lugares. Como um possesso, em falso êxtase, pôs-se a falar em seus excessos, a proferir palavras estranhas e a profetizar de forma inteiramente oposta ao uso tradicional conservado pela antiga tradição da Igreja[…]” Eusebio, Bispo de Cesaréia (Séc IV) Historia Eclesiastica 5,16,6

Contudo, já no século II, Santo Irineu de Lião já defendia que que tratava-se de línguas faladas, pois referia-se à "raças" e "povos" quando comenta sobre este dom:

“[…] E ainda este Espírito que Lucas nos diz ter descido, depois da ascensão do Senhor, sobre os discípulos no dia de Pentecostes, com o poder de falar em todas as línguas dos povos e abrir-lhes um novo testamento. Eis por que, na harmonia de todas as línguas, cantavam hinos a Deus, enquanto o Espírito Santo reunia na unidade as raças diferentes e oferecia ao Pai as primícias de todas as nações.[…]” Irineu de Lião (Sec II) Contra as Heresias 3,17,2

Santo Tomás de Aquino, no século XIII, disse que o dom de línguas foi necessário para que pudessem pregar o evangelho aos povos no começo da Igreja, logo… deveria ser uma língua de verdade ao invés de gemidos:

“[…] Porquanto o dom de línguas devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para ensinar pelo mundo a fé de Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos anunciassem a palavra de Deus, o Senhor deu-lhes o dom de línguas, para que a todos ensinassem, não de modo que falando uma só língua fossem entendidos por todos, como alguns dizem, mas sim, bem literalmente, de maneira que nas línguas dos diversos povos, falassem as de todos. Pelo qual disse o Apóstolo: Dou graças a Deus porque falo as línguas de todos vós (1Co 14,18)[…]". Santo Tomás de Aquino (Séc XIII) Comentário à Primeira Carta aos Coríntios

“[…] Além disso, os discípulos enviados eram pobres e sem poder; eles não teriam encontrado facilmente, desde o começo, intérpretes fiéis para traduzir suas palavras ou lhes explicar as dos outros, principalmente por terem sido enviados a povos infiéis. Por esta razão, era necessário que Deus lhes viesse em socorro com o dom das línguas […]
Santo Tomás de Aquino (Séc XIII) Summa Teologica 2-2. Q176

Áh, um tal de TANQUEREY, muito respeitado na Igreja Católica, quando comenta sobre os ‘tipos de graça’, dons, carismas… diz que esse tipo de fenômeno é raro, não é ordinário, é extraordinario.. e transitório.

“[…] já os carismas são “as graças gratuitamente dadas”, são-no principalmente para a utilidade dos outros. São, efetivamente, dons gratuitos extraordinários e transitórios[…]” TANQUEREY, Adolf. Compendio de Teologia Mistica e Ascetica, pg 716

Finalizando com o Papa Leão XIII:

“Posto isso, não é, absolutamente, admissível excogitar-se ou guardar uma segunda, mais ampla e fecunda ‘aparição ou revelação do Espírito Divino’; a que atualmente se efetua na Igreja é deveras perfeita, e nela permanecerá incessantemente até que a Igreja militante, após o percurso do seu período de lutas, seja transplantada para as alegrias da Igreja triunfante no céu” Papa Leao XIII, Enciclica Divinun Illud Múnus, n.10

Presidente do PT estréia programa na Canção Nova


do Vida sim, aborto não! de Wagner Moura

“Estive em Roma e conversei com Dom Cláudio Maria Celli – bispo do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais – e ele nos pediu um programa sobre doutrina social da Igreja… Assim surgiu o programa Justiça e Paz, que será apresentado por esse amigo, Edinho [presidente do PT São Paulo]!” – Eto Jardim, administrador da Fundação João Paulo II, TV Canção Nova

“Muito obrigado, Eto! Você sabe que esse programa só está no ar por seu incentivo, por você ser uma pessoa visionária!” – Edinho Silva, presidente do PT São Paulo, um dos homens que agiu para que a Polícia Federal apreendesse DOCUMENTOS da CNBB Sul 1, em 2010.


Recordar é viver: tudo o que o PT fez para silenciar a Igreja nas eleições de 2010

No dia 03 de novembro, data de abertura do II Congresso pela Verdade e pela Vida que contou com a participação de pelo menos 8 bispos católicos, a TV Canção Nova estreou novo programa em sua grade televisiva. A novidade foi destaque no site pessoal do presidente do PT no estado de São Paulo, deputado estadual Edinho Silva:

O presidente do PT no estado de São Paulo é o mesmo que, em 2010, promoveu diretamente a caça ao DOCUMENTO da CNBB Sul 1, a carta que pedia aos católicos para não votarem em políticos pró-aborto como a presidente Dilma Rousseff. Por meio dos advogados do PT, o presidente foi à Justiça Eleitoral para impedir a continuidade da impressão dos documentos. Após apreenderem as cópias do documento, em uma gráfica, em Guarulhos, o Ministério Público Federal declarou a apreensão ilegal.

NÃO HOUVE CRIME ELEITORAL ao contrário do que alardearam os petistas, na época.

Os petistas promoveram perseguição ao catolicismo como nunca antes na história desse país. Católicos foram presos e intimidados por denunciarem o que não é segredo para ninguém: que o PT aprova em seus estatutos a legalização do aborto e expulsa do partido políticos que se opõem a essa meta e defendem, assim, a vida humana, como foi o caso do deputado Bassuma.

Mas como o presidente de um partido declaradamente ABORTISTA vai parar na TV Canção Nova para conduzir um programa? Veja bem… Ele não foi convidado para um debate, ele não deu uma entrevista a um programa jornalístico, ele não apareceu tão “simplesmente” em uma missa… Ele tem o aval institucional da Fundação João Paulo II, na pessoa do senhor Eto Jardim, para estar ali como mais um dos muitos apresentadores da emissora de viés carismático!

Edinho, claro, é apoiado por um bispo… Se esse bispo tem a fama de ser maçom, se esse bispo faz vista grossa para a parceria “social” da Cáritas Brasileira com movimentos abortistas como a Marcha das Mulheres, se esse bispo divide a Igreja no Brasil e imputa crime eleitoral às ações católicas de outro bispo, isso pouco importa!

O que eu queria saber mesmo é o que Pe. José Augusto pensa disso. Onde estará Pe. José Augusto? Esta foi a última imagem que tive dele:

O que, afinal, é dito nesse programa chamado “Justiça e Paz” (!!!): são expostas as iniciativas das pastorais sociais da Igreja Católica… Mas é claro! Quer melhor exemplo de Doutrina Social da Igreja?

Haja coração. Possa o Espírito Santo de Deus vir em auxílio desse momento de terrível fraqueza da Canção Nova, na pessoa do senhor Eto Jardim, especialmente. Haja peneira para tapar esse sol, viu? Haja peneira!

Para divulgar o novo programa junto a um público de alto gabarito, seguem e-mails dos seguintes formadores de opinião:

NUNCIATURA APOSTÓLICA – DOM LORENZO BALDISSERI

Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones: (61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
Fax: (61) 3224 – 9365
E-mail: nunapost@solar.com.br

SECRETARIA DE ESTADO DA SANTA SÉ:

Eminência Reverendíssima Dom Tarcisio Cardeal Bertone
Palazzo Apostolico Vaticano
00120 Città Del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088
1ª Seção Tel. 06.6988-3014
2ª Seção Tel. 06.6988-5364
e-mail: vati026@relstat-segstat.va; vati023@genaff-segstat.va ; vati032@relstat-segstat.va

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Eminência Reverendíssima Dom William J. Levada
Palazzo del Sant’Uffizio, 00120 Città del Vaticano
E-mail: cdf@cfaith.va – Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088

CONSELHO PONTIFÍCIO PARA OS LEIGOS

Eminência Reverendíssima Dom Stanislaw Rylko
Pontificio Consiglio per il Laici
Piazza San Calisto, 16
00153 Roma Itália
Tel. 00390669887322/7141/7396/7333
Fax 00390669887214
vati089@laity.va;youth@laity.va

CONGREGAÇÃO PARA O CLERO

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Canção Nova oferta programa a deputado gayzista que perseguiu a Igreja nas eleições


DEPOIS DISSO VOCÊ AINDA VAI CONTINUAR SENDO SÓCIO DESTA ASSOCIAÇÃO?

do Fratres in Unum.com de G. M. Ferretti

A TV Canção Nova acaba de lançar seis novos programas. Assim informa o seu próprio sítio: “Segundo o diretor artístico da emissora, Gilberto Maia, as produções terão formato diferenciado e serão inovadoras no estilo e no conteúdo, com o intuito de atender a todos os públicos“.

Todos os públicos mesmo. Ao lado de um “conservador” “Pergunte e responderemos”, do sempre passivo Felipe Aquino, foi lançado, entre outros, o programa “Justiça e Paz“, que vai ao ar nas quintas-feiras, das 23:30 à meia-noite.

E quem são as grandes estrelas do novo show?

Deixemos que fale a assessoria de imprensa da Canção Nova: “O bispo de Jales (SP), Dom Demétrio Valentini e o sociólogo Edinho Silva vão discutir temas sociais a partir da doutrina social da Igreja, contida no Catecismo da Igreja Católica. Entrarão em pauta assuntos como democracia, saúde [ndr:
aborto? afinal, para eles é questão de saúde publica…], educação, greves, sindicatos e liberdade religiosa“.

O Epíscopo-vermelho de Jales todos conhecem. Do ignóbio episcopado brasileiro, é o que há de mais abjeto. Mas, quem é Edinho Silva?

Um leitor de Araraquara, conterrâneo do sociólogo, informa: Edinho Silva é Deputado Estadual em São Paulo pelo PT. E continua: “Quando prefeito de Araraquara, iniciou a revolução homossexual com a semana do orgulho homossexual com palestras e passeatas” [Prova disso está na página da web do Deputado].

Em sua biografia estão suas raízes ideológicas: “Como cristão engajou-se nas pastorais da Igreja Católica e seguindo os passos da Teologia da Libertação“. Não é a toa que conseguiu no bispo de Jales um companheiro de programa a seu nível.

No entanto, caro leitor, se tudo isso é ruim, lembre-se que, tratando-se da Canção Nova, pode ficar ainda pior.

Você se recorda da apreensão de folhetos do Regional Sul 1 da CNBB em uma gráfica de São Paulo, no ápice da campanha eleitoral de 2010?

De acordo com o Estado de São Paulo, “a ação da Polícia Federal obedeceu a uma representação do PT acolhida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.

O presidente do PT-SP na época? Edinho Silva, a estrela da Canção Nova, cujo nome vemos na Folha de Sâo Paulo em 16/10/2010: “Segundo o presidente do PT paulista, Edinho Silva, os advogados da campanha irão à Justiça Eleitoral para impedir a continuidade da impressão“. Edinho foi reeleito em 2010 e permanece até hoje presidente do Partido da Morte no estado de São Paulo.

É estarrecedor, mas não surpreendente: a Canção Nova, cujo departamento de jornalismo realizou há menos de uma semana uma excelente cobertura do Congresso pela Verdade e pela Vida, está promovendo o que há de mais descarado e escrachado da “cultura de morte”! Socialismo e seus filhos gayzismo e abortismo numa tacada só!

O primeiro programa “Justiça e Paz” teve como convidados, segundo o sítio do Deputado Edinho, “Gilberto de Carvalho, Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Wellington da Silva Jardim, mais conhecido como Eto, presidente da Canção Nova, Gabriel Chalita, deputado federal, professor e apresentador do programa Papo Aberto, também da Rede Canção Nova e Eros Biondini, deputado federal e apresentador do programa Mais Brasil”.

Como não ver nessa gama de convidados e no programa em si uma nova demonstração dos brumosos interesses políticos da Canção Nova?

O “amigo Professor Edinho”, que está “entrando na equipe Canção Nova”, recebeu as boas-vindas e a aprovação do sr. Eto [aquele mesmo senhorzinho ignorante, autor de livrecos de auto-ajuda dos mais
chinfrins, que, arrogando a si um poder eclesiástico, pretendeu calar o Padre José Augusto depois deste
sacerdote ter se indignado com a postura política de certos católicos,
numa clara insinuação à própria Canção Nova
]:

Trata-se simplesmente da consolidação do diabólico flerte da Canção Nova com o socialismo petista. Da instrumentalização da Fé Católica, a despeito das ingênuas aprovações eclesiásticas. E com um forte odor de troca de benefícios políticos e econômicos.

Com o nosso caro leitor indignado, a quem agredecemos, concluímos: “É pela Canção Nova que este deputado vai ser catapultado, utilizando-se do eleitorado católico cujo catecismo vê o aborto e o homossexualismo pecado que brada aos céus e a Deus por vingança”.

* * *

Aos leitores que solicitaram os endereços para denúncia às autoridades eclesiásticas:

NUNCIATURA APOSTÓLICA – DOM LORENZO BALDISSERI

Av. das Nações, Quadra 801 Lt. 01/ CEP 70401-900 Brasília – DF
Cx. Postal 0153 Cep 70359-916 Brasília – DF
Fones: (61) 3223 – 0794 ou 3223-0916
Fax: (61) 3224 – 9365
E-mail: nunapost

SECRETARIA DE ESTADO DA SANTA SÉ:

Eminência Reverendíssima Dom Tarcisio Cardeal Bertone
Palazzo Apostolico Vaticano
00120 Città Del Vaticano – ROMA
Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088
1ª Seção Tel. 06.6988-3014
2ª Seção Tel. 06.6988-5364
e-mail: vati026; vati023 ; vati032

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

Eminência Reverendíssima Dom William J. Levada
Palazzo del Sant’Uffizio, 00120 Città del Vaticano
E-mail: cdf – Tel. 06.6988-3438 Fax: 06.6988-5088

CONSELHO PONTIFÍCIO PARA OS LEIGOS

Eminência Reverendíssima Dom Stanislaw Rylko
Pontificio Consiglio per il Laici
Piazza San Calisto, 16
00153 Roma Itália
Tel. 00390669887322/7141/7396/7333
Fax 00390669887214
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Como orar em línguas?


“Como orar em línguas?” – Este é o termo motor de buscas que mais aparece e dá fluxo a este pequeno, quase desconhecido blog. E ele aponta para um post onde faço uma simples brincadeira que muitos protestantes e carismáticos (irmãos siameses) não gostam muito. Bem, a intenção não era agradar mesmo, mas creio que fiquei no raso, e sinto que há a necessidade de se esclarecer algo mais sobre o assunto. Longe de ser um “expert” no assunto e tampouco ter qualquer autoridade, contribuo apenas com minha humilde conclusão baseada no que se segue, a qual sujeito à inteira correção da Mãe e Mestra Santa Igreja. Vamos lá.

O orar em línguas é um dom do Espírito Santo, mas não é um dom qualquer. A Igreja ensina que os dons do Espírito Santo se dividem em categorias diferentes, a saber:

a) Graça santificante ou habitual;

b) Graça atual;

c) Graça sacramental;

d) Graça especial ou carisma.

Estas podem ser conferidas no novo Catecismo da Igreja Católica entre os parágrafos 1999 e 2004.

O dom de línguas está entre a graça especial, ou carisma: “graças especiais, chamadas também ‘carismas’, segundo a palavra grega empregada por S. Paulo e que significa favor, dom gratuito, benefício. Seja qual for seu caráter, às vezes extraordinário, como o dom dos milagres ou das línguas, os carismas se ordenam à graça santificante e têm como meta o bem comum da Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, 2003 – negritos meus).

Deste parágrafo, já podemos chegar à conclusão que o termo “como orar em línguas” se quer poderia existir caso o verdadeiro dom de línguas fosse bem compreendido. Ora, se é um dom gratuito, um benefício, então não se tem como aprender a orar em línguas e não há quem possa ensinar.[Este link apontava para o então padre, hoje monsenhor, Jonas Abib em vídeo ensinando como orar em línguas. Curiosamente foi retirado do ar, e em pesquisas na internet encontramos agora somente as imagens sem o áudio do tal ensinamento]

Outro detalhe importante é que assim como o dom de milagres, o das línguas também é extraordinário. Ou seja, não é algo que acontece normalmente ou a todo instante, ou ainda quando aperto um botãozinho ou alguém começa a “ministrar” um louvor. É extraordinário.

Resumindo, podemos concluir que a) o dom de línguas é um “dom” e b) que é extraordinário. Agora, será que estou falando do mesmo dom que você viu em algum lugar e está querendo aprender? Isto são cenas dos próximos capítulos…

Moisés Gomes

A concórdia não é uniformidade de opiniões, mas concordância de vontades” (S. Tomas de Aquino).

O abominável carismatismo


via São Pio V

O CARISMATISMO SUPER-EMOTIVO

1 – O atual Carimastimo protestante e superemotivo das seitas teve sua origem, no começo do século passado, nos Estados Unidos. Uma estudante protestante afirmou ter sentido, de repente, uma sensação de paz e de gozo, e começou a falar, como disse, em “línguas desconhecidas”. Ela atribuiu esses fenômenos a Cristo. Passados alguns dias, em toda a comunidade se davam as mesmas manifestações que foram interpretadas como sendo um “batismo no Espírito”. Assim nascia o movimento pentecostal, cuja característica é pretender provocar artificialmente, em clima superemotivo, os carismas extraordinários concedidos pelo Espírito Santo aos Apóstolos no dia de Pentecostes.

2 – Esta atitude já estava implícita na “fé-sentimento-de-confiança”, de Lutero, com seu descaso inato pela precisão doutrinária das verdades a crer que são de natureza radicalmente racionais (Cf. Fol. Cat., n° 15). São reveladas por Deus e propostas pela Igreja à nossa fé como necessárias de se crer para a salvação. Devemos, pois, prestar-lhes um assentimento da mente. Não pode resvalar para um exacerbado sentimento religioso, como acontece no carismatismo das seitas.

3 – “Pentecostes” é palavra de origem grega que significa “quinquagésimo dia”, porque foi 50 dias após a sua Ressurreição que Jesus enviou o Espírito Santo sobre os Apóstolos, como lhes havia prometido. Para isso, ao subir ao Céu, ordenou-lhes que permanecessem reunidos na cidade, pois “sereis, disse-lhes, batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias.” (Atos 1, 4-5) “Batizados” aqui, significa, “inundados”, “cheios”. Não é, pois, um outro batismo diverso do Sacramento do Batismo, mas a graça especial da vinda do Espírito Santo, com a abundância de seus dons extraordinários, com seus efeitos tanto interiores, como exteriores visando a edificação da Igreja.

4 – A abundância de dons extraordinários do dia de Pentecostes visava, pois, socorrer a Igreja, sobretudo nos seus difíceis começos em que devia aplicar-se a converter judeus endurecidos e pagãos idólatras. Eram dons da ordem dos carismas, os quais – quando verdadeiros – não se destinam diretamente ao bem da pessoa que os recebe, mas ao da comunidade dos fiéis.

Para o bem pessoal da santificação e salvação de cada fiel em particular, Jesus já havia instituído na sua Igreja os S. Sacramentos como canais ou meios normais e permanentes de comunicação da graça e dos dons divinos.

5 – São Paulo encontrou em certas comunidades uma prática especial, chamada “glossolália”, ou “fala em línguas estranhas” – não confundir com o “dom das línguas” do dia de Pentecostes (At. 2,4) – e procurou regular o seu exercício, cercando-o de precauções para que não se transformasse em descontrolada explosão do sentimento religioso. Para isso exigiu necessariamente um intérprete (1 Cor. 14, 27). Trata-se de alguém com o encargo de vigilante da fé, pois, São Paulo submete também à vigilância da autoridade o exercício dos carismas proféticos (1 Cor. 14, 37). A “glossolália” teve duração transitória. Não ultrapassou à Igreja primitiva e desapareceu cedo.

6 – O atual Carismatismo das seitas, em seu livre curso, expõe os fiéis a serem iludidos com a esperança de estarem recebendo graças especiais, quando se trata freqüentemente de manifestações naturais do sentimento religioso. Além disso, o demônio pode servir-se desses estados de superexaltação para produzir certos fenômenos extraordinários com aparência de carismas, para enganar e perder a muitos.

7 – Eis o que, nesse sentido, nos ensina o grande doutor da Igreja, São Francisco de Sales (Trat. do Amor de Deus, t.2, c. IV):

Tem-se visto em nossa época, muitas pessoas que crêem que foram muito freqüentemente raptadas em êxtases; e ao cabo, descobria-se que o fato não passava de ilusões diabólicas. Assim, certo sacerdote, no tempo de Santo Agostinho, punha-se em êxtase sempre que queria, cantando ou fazendo cantar uma ária lúgubre; (…). O admirável é que seu êxtase ia tão longe, que não sentia o fogo que se lhe aplicava, a não ser depois de ter voltado a si…, e ficava sem respirar”. E o santo adverte-nos ainda que o maligno pode transformar-se em espírito de luz, operar êxtases e outras coisas extraordinárias para confundir e perder as almas.

E São João da Cruz afirma: “Quando a alma procura estas comunicações carismáticas, abre a porta ao demônio”.

8 – O Carismatismo das seitas repete ainda o erro de Lutero que pretendeu uma comunicação do Espírito Santo e da graça divina, por meios livres, que não os Santos Sacramentos estabelecidos para esse fim específico por Nosso Senhor. Daí ter Lutero supresso quase todos os Santos Sacramentos. E nos meios católicos influenciados pelo carismatismo protestante, em geral, nota-se um certo descaso para com a admirável obra sacramentária de Nosso Senhor.

Ouve-se dizer que católicos estão imitando o carismatismo superemotivo protestante. Para eles vale o que foi dito. Seria o caso de dizer-lhes com São Paulo “Não tentemos o Espírito Santo” com posturas emotivas estranhas, a ver se Ele produz em nós algum efeito extraordinário; nem “O injuriemos” atribuindo-Lhe tantas coisas estranhas!

9 – No entanto, a prática constante da Igreja vê na administração correta dos Santos Sacramentos, efeitos autenticamente carismáticos de transformação espiritual. Podemos dizer que Jesus instituiu aí um verdadeiro “Carismatismo Católico”: “Quem não renascer pela água e pelo Espírito Santo, não entrará no Reino dos Céus” (Jo 3, 5). “Ide… e pregai o Evangelho a toda criatura, ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinai-as a observar tudo o que vos mandei”; “quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado.” (Mt 25, 19-20; Mc 16, 15-16)

10 – De fato, a comunicação normal da alma com o Espírito Santo se faz pela graça do Sacramento do Batismo que a transforma em templo da Santíssima Trindade. Por isso, já em Pentecostes, o que os Apóstolos, cheios do Espírito Santo, julgavam mais necessário fazer para cumprir a ordem do Divino Mestre, foi batizar os primeiros convertidos (At 2, 38).

11 – Mas, também os outros Sacramentos, embora de modo diverso, operam no sentido de garantir a permanência do Espírito Santo, do Pai e o Filho, na alma do fiel, ou no sentido de recuperar nela a sua habitação, quando vier perder essa divina habitação pelo pecado grave.

12 – Para os católicos que crêem no valor divino dos Santos Sacramentos e da admirável Ação do Espírito Santo em nossas almas através deles, e para outros de boa vontade, eis aqui uma bela página de verdadeira renovação carismática:

O que fizeram os Apóstolos antes de tudo, senão batizar? Eles comunicaram o Espírito Santo a todos os que tinham fé, a todos os que criam em Nosso Senhor Jesus Cristo.

É assim que a Igreja, sob a influência de Cristo, sempre comunica o Espírito Santo. Todos nós O recebemos em nosso Batismo. [E se não O perdemos pelo pecado mortal, Ele continua a operar em nós através de seus dons e frutos as maravilhas de suas dádivas]. Devemos meditar com mais atenção a grande realidade de nosso Batismo que nos tornou templos de Deus e moradas do Espírito Santo. A recepção desse Sacramento opera nas almas uma grande transformação de ordem sobrenatural.

Os outros Sacramentos vêm completar esta efusão do seu Espírito Santo, operada em nosso Batismo. Assim, o Sacramento da Confirmação nos comunica também, com uma maior profusão, os dons do Espírito Santo, pois temos necessidade deles para alimentar e bem exercer a nossa vida espiritual e cristã.

Mas não é tudo. Com efeito, Nosso Senhor quis que dois Sacramentos, em particular, intensifiquem em nós a comunicação do seu Espírito com a efusão de seus dons, de forma freqüente. São os Sacramentos da Penitência e da Eucaristia. A Penitência reforça a graça que recebemos em nosso Batismo e purifica nossa alma de seus pecados. Pois não podemos pensar em receber abundantes graças do Espírito Santo, se O estamos contristando pelo pecado. Este Sacramento restitui, pois, a força do Espírito Santo e o poder da graça.

E que direi do Sacramento da Eucaristia que nos é dado pela celebração do Santo Sacrifício da Missa, que renova a oblação sacrifical de Cristo, e nos aplica os frutos da Redenção? (…) Na Eucaristia recebemos ao mesmo tempo a santificação de nossas almas, que nos afasta do pecado, e a união com N. S. Jesus Cristo, bem como a força do Espírito Santo.

Os Sacramentos do Matrimônio e da Ordem santificam a sociedade. O primeiro, santifica as famílias. O segundo, a Ordem é verdadeiro carisma. É concedido para comunicar precisamente o Espírito Santo a todas as famílias cristãs, a todas as almas.

Por fim, o Sacramento da Extrema-Unção nos prepara para receber a verdadeira, plena e definitiva efusão do Espírito Santo, quando receberemos a nossa recompensa no Céu.” (Renovation Carismática – [Instrução de Dom Lefebvre] – fev/1998)

13 – Portanto, supliquemos todos os dias as luzes e a força do Espírito Santo, e os seus outros dons divinos, para que Ele nos ilumine e nos fortaleça todos os dias e momentos de nossa vida, nos santifique e salve. Enfim, para que o Divino Espírito exerça em nossas almas seus verdadeiros carismas santificadores, sobretudo através dos seus Santos Sacramentos.

Dom Licínio Rangel
Campos/RJ

Fonte: Tradição Católica ES

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RCC–Breve histórico


"Damos por suposta uma continuidade entre neo Pentecostalismo católico e Pentecostalismo protestante dos anos 1900, bem como entre este e o revivalismo americano do século XIX. Esta continuidade é verificável e declarada". (Claude Gérest, A Hora dos Carismas, in R. Laurentin, E. Dussel L. Boros, C. Duquoc et Allii, Os Carismas, Revista Concilium 129, 1977/1979, editora Vozes, Petrópolis, p.16).

O resumo a seguir objetiva mostrar a ‘herança’ protestante do Movimento Carismático. Informações normalmente omitidas nos históricos encontrados em sites como o da Comunidade Shalom e Canção Nova. Para obter estas informações, basta procurar nos sites acima citados os nomes de todos os personagens importantes do nascimento da RCC, listá-los e fazer uma busca individual no google sobre eles.

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A Renovação Carismática, inicialmente conhecida como movimento católico pentecostal, ou católicos pentecostais, surgiu em 1966, quando Steve Clark, da Universidade de Duquesne em Pittsburgh, Pensilvânia, Estados Unidos, durante o Congresso Nacional de "Cursilhos de Cristandade", mencionou o livro "A Cruz e o Punhal", do pastor John Sherril, sobre o trabalho do pastor David Wilkerson com os drogados de Nova York, falando que era um livro que o inquietava e que todos deveriam lê-lo.

Em 1966, católicos da Universidade de Duquense reuniam-se para oração e conversas sobre a fé. Estavam insatisfeitos com a sua experiência religiosa. Querendo vivenciar a experiência com o Espírito, foram ao encontro de William Lewis, sacerdote da Igreja Episcopal Anglicana, que por sua vez os levou até Betty de Shomaker, que fazia em sua casa uma reunião de oração pentecostal.

Em 13 de janeiro de 1967, Ralph Keiner, sua esposa Pat, Patrick Bourgeois e Willian Storey vão à casa de Flo Dodge, paroquiana Anglicana de William Lewis, para assistir a reunião. Em 20 de janeiro assistem mais uma reunião e suplicam que se ore para que eles recebam o "Batismo no Espírito Santo". Ralph recebe o dom de línguas (fenômeno chamado no meio acadêmico de glossolalia ou xenoglossalia.). Na semana seguinte, a fevereiro de 1967, Ralph impõe as mãos para que os quatro recebam o batismo no Espírito.

Em janeiro de 1967, Bert Ghezzi comunica a universitários de Notre Dame, South Bend, Indiana o que teria ocorrido em Pittsburgh. Em fevereiro, antes do retiro de Duquesne, Ralph Keifer vai a Notre Dame e conta suas experiências. Incitando o interesse de vários líderes entre os estudantes e professores que também estavam interessados na renovação espiritual da igreja.

Depois de alguma investigação e cepticismo inicial, mais ou menos nove estudantes católicos se reuniram no apartamento de Bert Ghezzi e foram batizados no Espírito Santo. Eles, porém, não manifestaram nenhum dom espiritual evidente. Para solicitar ajuda, contataram Ray Bullard, um membro das Assembléias de Deus e presidente da Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno de South Bend. Ghezzi descreve como este grupo de intelectuais católicos recebeu o dom de línguas.

Em quatro de março, este grupo de estudantes se reúne na casa de Kevin e Doroth Ranaghan. Um professor de Pittsburgh partilha a experiência de Duquesne, e em 5 de março, ainda em 1967, o grupo pede a imposição de mãos para receber o Espírito Santo. Vejamos o relato:

"Fomos a casa de Ray na semana seguinte e nos reunimos em seu porão com onze ministros pentecostais de toda a Indiana, acompanhados de suas esposas. Eles passaram a noite tentando persuadir-nos de que se tivéssemos sido batizados no Espírito teríamos falado em línguas. Nós os deixamos cientes de que estávamos abertos para falar em línguas, mas ficamos firmes em nossa convicção de que já havíramos sido batizados no Espírito, porque podíamos ver isto em nossas vidas. O problema ficou resolvido porque nós estávamos querendo falar em outras línguas desde que isto não fosse visto como uma necessidade teológica para ser batizado no Espírito. A certa altura, dissemos que estávamos dispostos a fazer uma experiência, e um homem explicou-nos as implicações disto. Bem tarde naquela noite, passando da meia-noite, lá embaixo, naquele porão, os irmãos nos alinharam em um lado do cômodo e os ministros se colocaram do outro lado. Então começaram a orar em línguas e a caminhar em nossa direção com as mãos estendidas. Antes de eles nos alcançarem, muitos de nós começaram a falar e cantar em línguas"

Na medida que esses católicos oravam até alcançar o Pentecostes, muitas coisas semelhantes aos dos pentecostais clássicos começaram a ocorrer. Alguns riam incontrolavelmente "no Espírito", enquanto um jovem rolava pelo chão em êxtase. Gritar louvores ao Senhor, chorar e falar em línguas caracterizaram o início do movimento. Não é à toa que foram chamados de "Católicos Pentecostais" pelo público e imprensa, quando as notícias sobre os estranhos eventos em Pittsburgh se espalharam.

Enfim, resumindo… Naqueles primeiros tempos de euforia pós-Vaticano II, uma época agitada pelo frenesi ecumênico, esses estudantes da Universidade de Duquesne em Pittsburg (USA) começaram a se expor às influências pentecostais devido à sua aridez espiritual. Eles conviviam em meio aos seus muitos amigos protestantes de "vidas modificadas" e decidiram então orar pedindo graças idênticas. Uma espécie de retiro de fim de semana, sem nenhum acompanhamento realizado em 1967, foi a chave providencial para os seus questionamentos.

Após seu nascimento, o movimento carismático segue com fortes influências pentecostais em seus encontros, como por exemplo:

· O livro "A Cruz e o Punhal", influente na formação do movimento, foi escrito pelo Pastor John Sherril, sobre o trabalho do pastor David Wilkerson [os protestantes foram oficialmente tidos por hereges no Concílio (Dogmático) de Trento, e isso não
foi revogado], que também pregou em um dos primeiros Congressos da RCC nos Estados Unidos;

· Padre Tomas Forrest, liderança internacional da RCC no início do Movimento, teve sua experiência do ‘Batismo’ no Espírito Santo num retiro da Renovação Carismática Católica dos EUA pregado por dois padres, uma freira e dois evangélicos Metodistas.

· Parte considerável das músicas do livro "Louvemos ao Senhor" e outras populares no movimento, têm origem no protestantismo, tais como “Buscai primeiro o Reino de Deus” e “Glorificarei teu nome, oh Deus”, "Pelo Senhor marchamos sim…”, “A alegria está no coração…”, “Posso pisar uma tropa…”, “Eu navegarei…”, “Espírito (…) vem controlar todo o meu ser…”, “Espírito, enche a minha vida, enche-me com teu poder…”, “Assim como a corsa…”, “Deus enviou seu filho amado…”, “Se as águas do mar da vida…”, “Eu sou feliz por que meu Cristo quer…”, “Levanta-te, levanta-te Senhor… fujam diante de ti teus inimigos”, “Venho Senhor minha vida oferecer", “Meu pensamento vive em você…”, “Se acontecer um barulho perto de você…”, “Celebrai a Cristo, celebrai…”. “E ainda se vier, noites traiçoeiras…” Entre outras.

Por volta de 1990, o movimento já contava com cerca de 72 milhões de seguidores no mundo inteiro e organizações oficiais em mais de 120 países. Várias pessoas se aproximaram de vários ministros protestantes, leigos e grupos de oração protestantes; e todos receberam o tal "batismo no Espírito" e “repouso no Espírito” depois de terem tido mãos heréticas impostas sobre eles em oração [repito que os protestantes foram oficialmente tidos por hereges no Concílio (Dogmático) de Trento, e isso não foi revogado].

A importância dessa ação não deve ser subestimada. Esses Católicos se submeteram a um rito não católico de caráter quase sacramental obviamente uma desvirtuação do Sacramento da Confirmação, onde realmente o Espírito Santo “guardado desde o batismo”, age de forma poderosa dando ao fiel a autoridade de assumir por conta própria a responsabilidade de sua caminhada e toda a vibração emocional proporcionada por esse pecado (objetivamente falando, naturalmente) convenceu-os da santidade da inteira experiência. Eles saíram dali como "Católicos Carismáticos" e sua influência se espalhou igual fogo selvagem por todo o país, primeiramente nos campus de colégios e depois pelo mundo inteiro.

Se existe um bom argumento para se ouvir a Igreja, esse é um deles. A Igreja por quase 2000 anos, sempre alertou seus filhos para manterem distância de "cultos" heréticos, porque Ela sabe muito bem as consequências de tal pecado, tanto para os indivíduos envolvidos como para o Corpo Místico como um todo. Apesar disso a RCC não só admite como impertubavelmente louva, suas raízes ecumênicas e protestantes.

A conclusão tácita é que a Igreja – O Corpo de Cristo – perdeu a maior parte da Fé* a vida no Espírito Santo, enquanto o Espírito Santo manteve essa mesma fé dentro do Protestantismo. Portanto, os protestantes é que estariam restaurando à Igreja o seu patrimônio perdido. Esse é um posicionamento tão falso quanto audacioso, o que claramente cai em contradição com dois Dogmas de Fé: extra ecclesiam nulla salus = fora da Igreja não há salvação, e a indefectibilidade da Igreja.

*“A Renovação Carismática como diz a própria palavra, é reviver a experiência de Pentecostes” (…) “É restituir à Igreja sua verdadeira face que é a carismática” (S. Falvo, A Hora do Espírito Santo, Paulinas , São Paulo, p. 105).

"Veja bem a data: estávamos em 1975. Fazia apenas oito anos que Deus começara a derramar o seu Espírito de maneira nova sobre a Igreja Católica" (Padre Jonas Abib, A Bíblia no meu dia-a-dia, p. 14. O negrito é meu).

Como observamos, segundo o Padre Abib, Deus só começou a derramar o Espírito Santo e seus dons sobre a Igreja – de maneira nova – na década de 1960. E até essa data, como Deus deixara a Igreja?

Em 1975, os Bispos dos Estados Unidos lançaram um documento chamado "Declaração sobre a Renovação Carismática Católica", o qual se definia como um documento "de cunho pastoral no tom e no conteúdo" e não como um "estudo exaustivo". Esse documento reconhece alguns dos perigos inerentes ao Movimento: elistismo, fundamentalismo bíblico, exagero na importância dos dons, indiscriminado ecumenismo e as assim chamadas "pequenas comunidades de fé".

Já no ano de 1994, os Bispos do Brasil lançaram outro documento chamado: “Orientações Pastorais sobre a Renovação Carismática Católica” documento 53 da CNBB. Dentre outros direcionamentos, podemos citar:

“Evite-se na RCC a utilização de termos já consagrados na linguagem comum da Igreja e que na RCC assumem significado diferente, tais como pastor, pastoreio, ministério, evangelizador e outros” (§29)

“A experiência religioso-cristã não se realiza em mera experiência subjetiva” (§46)

“A fé não pode ser reduzida a uma busca de satisfação de exigências íntimas e de resposta às necessidades imediatas”(§47)

“Por isso, evite-se alimentar um clima de exaltação da emoção e do sentimento, que enfatiza apenas a dimensão subjetiva da experiência da fé”(§49)

“A palavra ‘batismo’ significa tradicionalmente o sacramento da iniciação cristã. Por isso, será melhor evitar o uso da expressão ‘batismo no espírito’, ambígua, por sugerir uma espécie de sacramento”(§55)

“… não se incentive a chamada oração em línguas…”(§63)

“Evite-se a prática do assim chamado ‘repouso no Espírito’”(§66)

“Quanto ao ‘poder do mal’, não se exagere a sua importância (…) O exorcismo só pode ser exercido de acordo com o que estabelece o Código de Direito canônico (Cân. 1172). Por isso, seja afastada a prática, onde houver, do Exorcismo exercido por conta própria.”(§68)

Ora, assim como não se dá um conselho sobre “como fugir das drogas” a alguém que só apresenta problemas familiares, a CNBB não iria dar estes direcionamentos à Renovação Carismática se não fossem práticas comuns do movimento.

De qualquer modo, podemos dizer que um dos frutos positivos da total crise de autoridade na qual os católicos de hoje encontram-se imersos, é a sede saudável por conhecer mais sobre a história da Igreja e estudar os documentos de seu Magistério.

Para finalizar…
Para citar como exemplo o tipo de formação dada pelo pastor David Wilkerson, tão elogiado na obra “A cruz e o punhal”, observemos um trecho de uma de suas pregações:

“… Este é o conceito apostólico do reino de Cristo. Difere muito dos que ensinam que Cristo comissionou a igreja para administrar o reino na Sua ausência, e levar todas as nações à obediência – e fazê-lO retornar como Rei a um mundo onde os inimigos já estão todos postos sob os Seus pés. Ensinam que Cristo só voltará depois que todas as nações crerem nEle e que a justiça e a paz encherem toda a terra. Esta é uma divergência radical do que os apóstolos ensinaram.

Roma desenvolveu esta doutrina do domínio há alguns séculos atrás. Ela foi formulada por Agostinho em sua "Cidade de Deus". A igreja então reivindicou governar em nome de Cristo na ausência dEle. Completaram o ensino chegando à sua conclusão lógica declarando a supremacia absoluta do seu bispo – o Papa.

Martinho Lutero e outros pregadores da Reforma ensinaram que Babilônia era a Igreja Católica, e o Papa, a besta. Muitos crentes naquele tempo foram martirizados por deixar a igreja – multidões foram assassinadas por ordem do Papa. Qualquer pessoa que conheça a história da igreja pode verificar que a Igreja Católica no passado ficou manchada pelo sangue de muitas almas piedosas. Mas os protestantes também mataram católicos – como acontece hoje na Irlanda. Estão se matando como loucos.”

Estas são palavras do pastor que inspirou a a fundação daquele movimento que leva o nome de “católica” em sua sigla. Nada mais se pode esperar de um pastor protestante do que estas palavras. E da R.C.C.?

Redemptionis Sacramentum em pílulas para os “inovadores” da Liturgia


1ª dráguea:

 

todos os fiéis cristãos gozam do direito de celebrar uma liturgia verdadeira, especialmente a celebração da santa Missa, que seja tal como a Igreja tem querido e estabelecido, como está prescrito nos livros litúrgicos e nas outras leis e normas. Além disso, o povo católico tem direito a que se celebre por ele, de forma íntegra, o santo Sacrifício da Missa, conforme toda a essência do Magistério da Igreja. Finalmente, a comunidade católica tem direito a que de tal modo se realize para ela a celebração da Santíssima Eucaristia, que apareça verdadeiramente como sacramento de unidade, excluindo absolutamente todos os defeitos e gestos que possam manifestar divisões e facções na Igreja.” (Redemptionis Sacramentum, nº. 12)

De quem é a Missa? Ou: a RCC pode “mecher” na Liturgia?


A resposta à primeira perguntra do título deste post é: com certeza não é da R.C.C., nem de nem uma pastoral ou de qualquer padre que se arrogue. A resposta à segunda é óbvia: NÃO!

Por quê de citar a R.C.C. neste post? Ora, por que eu não gosto dela 🙂 [momento brincadeirinha, é claro]

Na verdade é por que a R.C.C. é famosa e patente em abusos e desrespeitos com relação a Sagrada Liturgia, apesar de [infelizmente] não ser a única. Mas também por que fiquei “encucado” com o comentário de um leitor do blog.

Neste comentário, mole, sem nexo, pé ou cabeça, como a maioria dos comentários carismáticos aqui postados, o cara diz que a T.L.”torna da liturgia algo totalmente maleável, como se não houver valor algum toda a tradição catolica” mas que a R.C.C. não! Não a R.C.C.! Ela que é o baluarte da Tradição Católica não faz isso! A R.C.C. “não visa nenhuma mudança, mas alguns acrescimos quanto a momentos que não existe nenhuma restrição de acrescimentos, tais como comentarios e momentos de oração em comunidade“.

Não preciso nem dizer que isto é um absurdo. E a minha resposta a tal comentário (e olha que tem comentários que nem respondo, apago logo!, pois não tenho tempo pra isso) é simplesmente: nem a R.C.C. nem a T.L. têm permissão para alterar a Sagrada Liturgia, pois não pertencem a elas!

E não sou eu que o digo, é a Igreja:

(…) a autoridade eclesiástica regule a sagrada Liturgia de forma plena e eficaz, para que nunca seja considerada a liturgia como «propriedade privada, nem do celebrante, nem da comunidade em que se celebram os Mistérios»” (Redemptionis Sacramentum, nº. 18 )

Ou seja, quem diz o que deve o que não deve ter na Sagrada Liturgia é a autoridade eclsiástica e não a R.C.C. ou a T.L. ou quem quer que seja. Não me venha com negocinho de “acrescimos onde não existe restrição” que isso não existe! É coisa protestantóide pra protestantizar a Missa.

Ora, se “cada Bispo e a mesma Conferência não têm nenhuma capacidade para permitir experimentos sobre os textos litúrgicos ou sobre outras coisas que se indicam nos livros litúrgicos” (cf. Redemptionis Sacramentum, nº. 27 ), quanto mais a R.C.C. fazer “acrescimos onde não existe restrição”.

Então para novidadezinhas protestantóides carismáticas ou para celbraçõezinhas comuno-libertacionistas nota ZERO!

Padre Fábio de Melo a favor dos Gays?

Veritatis: Dom de Línguas

Montfort: O Dom de Línguas


PERGUNTA

Nome:
Fábio


Querido Professor Orlando, como vai?

Espero que esteja tudo bem! É com grande satisfação que venho lhe enviar esse e-mail.
Recebi esse texto, sobre o Dom de Línguas, e gostaria que o senhor analisasse.
Um grande abraço, e fique com Deus!
Fábio

Um dom chamado Línguas Neste primeiro estudo, você fica conhecendo o dom de Línguas. Para que serve? Como Recebê-lo?
Existe muita confusão na mente das pessoas a respeito do dom das línguas. Muitos pensam que falar em línguas significa ter o dom de ensinar a palavra de Deus em linguagem humana não aprendida anteriormente, como aconteceu em Pentecostes (At 2). Outros tiram do contexto certos textos de São Paulo e afirmam que Paulo desencoraja o uso deste dom. Embora provavelmente bem intencionadas, estas pessoas se enganam, porque um estudo discernido da Escritura vai mostrar-nos que há três aspectos no dom de línguas: em alguns casos é um sinal (miraculoso), freqüentemente é uma mensagem normal de Deus à assembléia, e na maioria dos casos é um belo dom de oração. Além disso, longe de menosprezar o dom, Paulo o tinha em alta consideração por seus vários usos.
Uso público A maioria dos conselhos de Paulo sobre as línguas, na 1a Carta aos Coríntios, fala sobre o uso disciplinado das línguas nas reuniões públicas dos discípulos para oração e partilha. Ao dar este conselho, Paulo estava indo ao encontro das necessidades da Igreja de Corinto e respondendo às perguntas que lhe faziam (1Cor 7,1;11,18;12,1). Longe de desencorajar o uso das línguas, Paulo estava encorajando a usá-las com propriedade, para beneficio comum. No contexto público, duas funções possíveis eram preenchidas por este carisma: mensagem e sinal. Quando o dom é usado para levar uma mensagem, o que é falado à assembléia em línguas, deve ser inteligível. Dai Paulo aconselhar sobre a necessidade do carisma de interpretação (1Cor 14,5 e 27). Interpretação não é tradução, pois quem interpreta não compreende os sons estranhos pronunciados. Mas o intérprete é inspirado pelo Espírito a partilhar na fé a intuição ou a idéia do que seja a mensagem; nisto, é semelhante à operação da profecia. Paulo encoraja aquele que fala em línguas a pedir para si mesmo o poder de interpretá-las (1Cor 14,13).
O dom pode, também, servir de sinal: os sons estranhos articulados são, às vezes, inteligíveis por si mesmos, miraculosamente, sem a necessidade de interpretação. Neste caso, a pessoa para quem, o sinal é dirigido (1Cor 14,22) poderá compreender os sinais, porque eles são verdadeiramente linguagem humana de seu conhecimento. Isto é o que parece ter acontecido no dia de Pentecostes e, talvez, na conversão de Cornélio (At 2,4-12; At 10,45-46; ver também Mc 16,47). Vemos também os exemplos atuais disto.
O uso na oração pessoal "Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito… (1Cor 14,2). Se eu oro em virtude do dom das línguas, o meu espírito ora, mas o meu entendimento fica sem fruto. (Outra tradução: minha mente não contribui em nada) (1Cor 14,14)".
"Outrossim, o Espírito vem em auxílio de nossa fraqueza, porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis." (Rm 8,26).
As línguas são uma ajuda à oração, feita para aqueles que em várias ocasiões se sentem "enfraquecidos" e incapazes de orar bem da maneira comum. É uma oração que não se baseia em conceitos. Daí, poder ajudar uma pessoa a orar a qualquer hora, mesmo quando estiver distraída, cansada ou ocupada em trabalho mecânico. Dá descanso à atividade frenética da mente, um valor apreciado pelos mestres espirituais de todas as tradições.
Tem muita semelhança com a oração de Jesus e com a oração de silêncio que é descrita no livro "The Cloud of Unknowing" (A Nuvem do Desconhecimento). Embora não seja conceitualmente compreendida por quem a usa, Paulo nos afirma que Deus, a quem a oração é dirigida, a compreende (Rm 8,27).
Podemos ver quão pura é esta oração. Em outras formas de oração, usamos pensamentos e imagens como meios de chegar a Deus. Nesta oração, vamos além deles, deixamos que eles fiquem para trás, à medida que nós chegamos ao próprio Deus. É um ato de fé muito puro. Talvez, nesta oração, pela primeira vez nós realmente agimos em "pura" fé. Muitas vezes nossa fé está apoiada em conceitos e imagens da fé. Aqui vamos, além deles, ao objeto da fé, deixando todos os conceitos e imagens para trás.
Também podemos notar quão cristã é esta oração. Pois realmente morremos para nós mesmos, ao nosso ser mais superficial, ao nível dos pensamentos, imagens e sentimentos, para podermos viver para Cristo. "Morremos" para os nossos pensamentos e imaginações, não importa quão bonitos sejam ou quão úteis possam ser. Deixamos que fiquem todos para trás, pois queremos um contato imediato com o próprio Deus, e não um pensamento, uma imagem ou visão dele somente a experiência de fé em Deus.
O dom é para uso no louvor a Deus, quando uma pessoa fica sem palavras ou idéias, e na oração de intercessão. Quando não se sabe o que pedir ou para quem orar, o Espírito está pronto para interceder através de nossos sons articulados (Rm 8,26).
A experiência dos que estão na Renovação Carismática diz que esta oração é eficaz e frutífera.
O dom é também útil como um meio de entrar na oração de contemplação, como têm testemunhado monges beneditinos e Trapistas, e também para combater eficazmente na batalha espiritual (Ef 6,10-11 e 18). Paulo nos lembra que estamos todos engajados na batalha espiritual. Nossa batalha continua não é com realidades humanas, mas com forças sobre-humanas contra as quais somos incapazes por nós mesmos. Daí nossa necessidade de usar toda a armadura de Deus e nos apoiar totalmente em seus dons e em seu poder. Este poder atingimos pela fé.
A experiência de Paulo e a experiência atual dos que estão na Renovação Carismática nos dizem que usar o dom das línguas é um bom meio de lutar contra o inimigo efetivamente devastador, e de vencer suas tentações.
Não é para menos que tantas vezes sejamos tentados pelo mentiroso a minimizar este dom e a deixar de usá-lo.
Uma Oração de Fé Pelo fato de construir a nossa fé, o dom das línguas é, muitas vezes, chamado de porta de entrada para os outros dons – "o carisma limiar".
Para receber e usar todos os carismas, como a profecia, a cura, a palavra de ciência, e os demais, a pessoa precisa ter uma fé ativa e expressa.
Receber – entregar-se – ao dom das línguas dá à pessoa a experiência do que isto significa. Desta forma é o limiar para os outros dons.
No entanto, entregar-se ao dom das línguas não é pré-requisito para receber os outros dons. "Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo… ora, desejo que todos faleis em línguas" (1Cor 14,4-5). Edificar significa construir, fazer firme e forte. Orar em línguas é um modo importante de construir nossa fé. Como exercitamos nossa fé, usando-a, seu uso freqüente torna-a mais forte. Quanto mais regularmente usamos o dom, rejeitando todas as tentações de dúvida e cansaço, mais nossa fé é edificada e construída. Por isso Paulo, cuja fé era tremenda, podia proclamar publicamente: "Graças a Deus que possuo o dom de línguas, superior a todos vós" (1Cor 14,18).
Naturalmente, orar em línguas é apenas uma das muitas formas de oração. Os que estão na Renovação Carismática também usam muito a oração litúrgica, a Eucaristia, o oficio divino e outras formas tradicionais de devoção pública e particular. Paulo encoraja isto também, dizendo: "Orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento (1Cor 14,15)".
A oração em línguas não pode ser julgada por si mesma. Porque vai além do pensamento, além da imagem, nada fica pelo qual ela possa ser julgada. Na oração ativa conceitual podemos fazer alguns julgamentos depois que oramos: "Tive umas sensações boas", ou "Tive muitas distrações". Mas tudo isto é irrelevante a esta oração. Portanto, nada fica pelo qual ela possa ser julgada.
Existe, porém, uma forma que permite ao que é bom nesta oração ser confirmado para nós. Nosso Senhor disse: "Podeis julgar a árvore por seus frutos". Se formos fiéis a esta forma de oração, tornando-a uma parte regular do nosso dia, rapidamente iremos discernir o amadurecimento dos frutos do Espírito em nossas vidas.
Experimentei isto em minha própria vida e vejo-o sempre na vida dos outros.
Como receber o Dom Este dom, em seus três aspectos, é um meio e uma oportunidade de nos entregarmos totalmente mesmo o nosso intelecto! – ao senhorio de Jesus. "Se alguém tiver sede, venha a mim e beba, quem crê em mim, como diz a Escritura:"Do seu interior manarão rios de água viva" (Jo 7,37-38).
Se queremos receber este dom, devemos: l. ANSIAR PELO DOM Reflita sobre as Escrituras e esteja convencido, na mente e no coração, de que este dom é de Deus, dado à Igreja hoje, e à disposição dos fiéis. Lembre-se das palavras de Paulo: "Aspirai igualmente aos dons espirituais… desejo que todos faleis em línguas… graças a Deus, que possuo o dom de línguas superior a todos vós… aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus… aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo… orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento… orai o tempo todo no Espírito" (1Cor 14,15; Ef 6,18).
2. VIR A JESUS E PEDIR O DOM DA ORAÇÃO.
Conte-lhe o desejo de seu coração. Peça com amor e fé.
3. ACEITAR O DOM DE JESUS NA FÉ E COMEÇAR A USÁ-LO.
Saiba que Deus ouviu sua oração. (Lc 11,13) Fale deliberadamente em sons ininteligíveis enquanto sua atenção se concentra inteiramente em Deus.
Deve-se ter a intenção de que estes sons sejam para oração de louvor ou de intercessão. Inicialmente o dom pode ser muito rudimentar – as mesmas duas ou três silabas repetidas sempre. Mas o uso regular e persistente do dom – digamos uns quinze minutos todos os dias – levará em poucos dias a uma língua mais desenvolvida e satisfatória.
Nossa base para este método é a fé expectante tantas vezes ilustrada e encorajada na Escritura; por exemplo, em Jo 2,7-1 O; Lc 17,12-16; Mt 14,22-31. Aqui, as pessoas envolvidas tinham que dar o primeiro passo. Elas tinham que agir, sem levar em consideração o risco de que nada pudesse acontecer, e apoiando-se inteiramente na bondade de Deus e no desejo de agir. E porque acreditaram e agiram nesta fé, descobriram, para sua felicidade, que haviam realmente sido abençoadas "Tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado" (Mc 11,24).
4. CONTINUAR A CRER E USAR ESTE DOM PARA ORAÇÃO.
Não há provas humanas possíveis para encorajarnos a esta entrega ao dom. No entanto, seremos convencidos pela evidência que se seguirá ao seu uso constante. Por seus frutos em nossa vida, seremos capazes de julgar seu valor e sua autenticidade.
Fio Mascarenhas Revista Jesus Viva e é o Senhor

RESPOSTA

Prezado Fábio, salve Maria.
Você me propõe que examine um texto a respeito do "dom de línguas". Embora se diga que o texto é de um grupo da chamada Renovação Carismática Católica, infelizmente não fica claro no que esse texto se diferencia de um texto carismático protestante. E essa confusão já mostra o mal desse carismatismo: ele é tão semelhante ao protestantismo que praticamente se identifica com ele.
De fato, o que mais diferencia o catolicismo do protestantismo é a fé, e esta se expressa em conceitos e verdades claras. Ora, o autor do artigo demonstra que coloca o carisma acima da fé.
Por exemplo, o pretenso dom de línguas, tal como é descrito nesse texto que você me envia, se declara mais além das verdades conceituais: "Muitas vezes nossa fé está apoiada em conceitos e imagens da fé. Aqui vamos, além deles, ao objeto da fé, deixando todos os conceitos e imagens para trás."
Recusando uma linguagem conceitual, recusam-se as verdades que são expressas pelos conceitos. Fica então patente que esse pretenso carismatismo é algo que se coloca fora da fé, fora da verdade, fora da religião tal como Deus a fundou.
E se não há mais uma verdade que fundamente a religião, todas as religiões podem se misturar à vontade. Cai-se no indiferentismo religioso. Os protestantes que alegam ter carismas e o dom das línguas serão vistos, então, como tão cristãos quanto os católicos. Por que, então, não freqüentar a Assembléia de Deus, ou a Congregação Cristã Brasil, nas quais se afirma haver também o dom das línguas?
O que importaria, desse modo, seria falar um blá blá blá que nem mesmo numa câmara de vereadores — a matriz do blá blá blá — se entende. Funda-se uma Nova Igreja: a Igreja do Blá-Blá-Blá, ou do Nhã-nhã-nhã.
E depois, como se distingue o "dom de línguas", proveniente de Deus, de uma possessão diabólica na qual o demônio se alegra exatamente em demonstrar seu conhecimento linguístico, soltando grunhidos ininteligíveis pela boca do possesso? Ora, a Igreja sempre apresentou como sinal de possessão o falar uma língua estranha ou pronunciar sons ininteligíveis.
No texto que você me manda, se afirma ainda que: " duas funções possíveis eram preenchidas por este carisma: mensagem e sinal. Quando o dom é usado para levar uma mensagem, o que é falado à assembléia em línguas, deve ser inteligível." Uma mensagem para a assembléia para quê?
Deus já não revelou à Igreja tudo o que era necessário para nossa salvação?
Se Deus precisa nos mandar mensagens através desse meio esquisito, então a a Igreja fica desnecessária.
Para que o Papa e os Bispos, se o Espírito Santo nos fala diretamente?
Para que ir à Igreja, se temos o dom de línguas a domicílio, numa espécie de sistema de "delivery" espiritual?
A Sagrada Escritura nos diz que é preciso obedecer antes a Deus do que aos homens. Ora, se o Espírito Santo fala pela boca de qualquer um, para que ouvir o Papa? Ouve-se o Espírito Santo diretamente sintonizado por cada um.
O carismatismo destrói a Igreja como instituição, substituindo-a por um agregado de pretensos alumbrados. Por isso, a Igreja sempre condenou os movimentos carismáticos que se colocam como intermediários normais entre Deus e os homens. Deus fundou a Igreja para nos ensinar a sua revelação e administrar os sacramentos pelos quais Ele, normalmente, nos dá as suas graças.
Você veja, meu caro Fábio, como o autor do artigo despreza a Fé tal como a Igreja a apresenta — conjunto de verdades reveladas por Deus e confirmadas pela Igreja em que somos obrigados a acreditar — pois ele escreve: "Podemos ver quão pura é esta oração. Em outras formas de oração, usamos pensamentos e imagens como meios de chegar a Deus. Nesta oração, vamos além deles, deixamos que eles fiquem para trás, à medida que nós chegamos ao próprio Deus. É um ato de fé muito puro. Talvez, nesta oração, pela primeira vez nós realmente agimos em "pura" fé. Muitas vezes nossa fé está apoiada em conceitos e imagens da fé. Aqui vamos, além deles, ao objeto da fé, deixando todos os conceitos e imagens para trás." Repare, mais uma vez, como o carismatismo pretende ir além dos conceitos, isto é, além das verdades que constituem o tesouro da Fé. Uma fé sem conceitos é uma fé sem conteúdo. É uma fé vazia e sem nenhum valor. No carismatismo, tal como é exposto nesse artigo, a pessoa já não crê naquilo que Deus ensinou, mas acredita apenas que, por nós mesmos, "chegamos ao próprio Deus".
Isso é falso.
Se chegamos ao próprio Deus, por nós mesmos, recebendo diretamente os carismas, para que existe a Igreja?
Depois da revelação de Cristo e da instituição da Igreja sobre Pedro, chegamos a Deus, normalmente, apenas por meio da Igreja. Embora, excepcionalmente, Deus possa conceder a alguém o conhecimento da Fé por modo milagroso, através de uma graça especial, isso não é a lei normal instituída por Cristo. O meio normal é chegar a Deus pela Igreja, pelos sacramentos. O carismatismo crê que é normal chegar a Deus pelos carismas, tornando a Igreja desnecessária.
O autor apresenta ainda o dom de línguas como uma forma de oração que não se fundamenta em conceitos, em verdades. Diz ele textualmente: "É uma oração que não se baseia em conceitos.". De novo, a renúncia ao conceito, à verdade.
Uma oração sem conceitos é uma oração sem amor, porque só podemos amar o que conhecemos, e o conhecimento se exprime em conceitos. Se não tenho conceito para quem oro, ou o que oro, estarei só fazendo barulho com a boca, como um simples animal faz.
Deus porém nos disse: ‘Amará o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento, e com todas as tuas forças" (Marc. XII, 30). Devemos amar a Deus com toda a nossa inteligência, isto é, compreendendo o que fazemos ao amá-Lo ou quando rezamos para Ele.
A pretensão de unir-se imediatamente a Deus, dispensando qualquer meio — portanto dispensando a Igreja, os sacramentos e a graça sacramental — fica evidente na seguinte frase desse artigo que você me envia.
"queremos um contato imediato com o próprio Deus, e não um pensamento, uma imagem ou visão dele somente a experiência de fé em Deus". Os carismáticos pretendem ter não uma crença em verdades, mas sim — e somente — uma experiência de fé. Como os hereges modernistas, e como todos os hereges gnósticos, o autor afirma que a fé é uma experiência, e coloca a experiência pessoal acima da fé: "A experiência dos que estão na Renovação Carismática diz que esta oração é eficaz e frutífera".
Para os carismáticos, então, o fundamento não está na fé, mas numa experiência interior.
Daí o autor do artigo escrever: "A experiência de Paulo e a experiência atual dos que estão na Renovação Carismática nos dizem que usar o dom das línguas é um bom meio de lutar contra o inimigo efetivamente devastador, e de vencer suas tentações". Embora o autor afirme que "Para receber e usar todos os carismas, como a profecia, a cura, a palavra de ciência, e os demais, a pessoa precisa ter uma fé ativa e expressa", ele afirma , logo em seguida, que o carismatismo é uma experiência que se fundamenta em sua própria experiência e não na Fé. Por isso diz o autor que analisamos: "Receber – entregar-se – ao dom das línguas dá à pessoa a experiência do que isto significa".
Portanto, para o autor, a "fé" não é a crença em verdades reveladas por Deus e confirmadas pela Igreja, verdades que se exprimem conceitualmente, mas a "fé" seria a crença numa experiência, crer em si mesmo, no que se experimentou, e não em Deus e na Igreja. Isso é Modernismo, heresia que foi condenada na encíclica Pascendi de São Pio X.
Por colocar a "experiência da fé" acima dos conceitos e das verdades, o autor assevera que o carismatismo não pode ser julgado à luz da doutrina, de um modo conceitual, porque ela vai além do pensamento, só pode ser experimentada: "A oração em línguas não pode ser julgada por si mesma. Porque vai além do pensamento, além da imagem, nada fica pelo qual ela possa ser julgada. Na oração ativa conceitual podemos fazer alguns julgamentos depois que oramos: "Tive umas sensações boas", ou "Tive muitas distrações". Mas tudo isto é irrelevante a esta oração. E repare que o autor não tem clara a distinção entre sensações e conceitos.
Para praticar o carisma de línguas, o autor recomenda que se fale de maneira ininteligível, louca, sem sabedoria: "Fale deliberadamente em sons ininteligíveis enquanto sua atenção se concentra inteiramente em Deus". Enfim, o artigo declara que "Não há provas humanas possíveis para encorajarnos a esta entrega ao dom. No entanto, seremos convencidos pela evidência que se seguirá ao seu uso constante". Portanto a fé deixaria de ser um obséquio racional, para ser um fideísmo completo, uma "crença" irracional.
Isso é o contrário do que sempre ensinou a Igreja.
Esperando tê-lo ajudado, me despeço.
in Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Enquanto Nosso Senhor agoniza carismáticos festajam. De que lado eles estão?

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Gustavo Corção: “Novo Pentecostes”


É a última espetacular novidade religiosa que se espalha com grande sucesso no mundo inteiro. Num recorte recente de “Le Monde” lemos a notícia desse movimento cujo sucesso se contrapõe, na pena de Henri Fesquet, “ao declínio das grandes Igrejas” mais ou menos institucionalizadas. Esse movimento de origem protestante, nascido antes do século, cresceu agora rapidamente. O número de “Assembléias de Deus” que era de 264 em 1963 ultrapassa o número de 400 em 1972. Calcula-se em dez milhões o número de praticantes no mundo inteiro”, diz “Le Monde”; e como era de esperar anuncia que o movimento já entusiasmou o mundo católico onde ganha o nome de “renovação carismática” e até reclama o mais ousado título de “novo pentecostes”.

Em Junho reuniu-se na Universidade Notre Dame, nos Estados Unidos, um “congresso de renovação carismática” com o comparecimento de 25.000 participantes entre os quais figuravam muitos padres, Bispos, e o Cardeal Suhenens, Primaz da Bélgica.

Que dizem de si mesmos esses católicos empenhados em tal movimento? Várias publicações, entre as quais destaco a do jovem casal americano Kevin e Dorothy Ranaghan, num livro traduzido em francês com o título “Le Retour de l’Esprit”, apresentam o movimento pura e simplesmente como uma descontinuidade explosiva surgida na História do Cristianismo e produzida, nem mais nem menos, por uma nova descida do Espírito Santo sobre os milhares de adeptos que recebem, por imposição das mãos de outros, o “batismo do Espírito” e subitamente se convertem, mudam de vida, passam da mais profunda depressão à mais jubilosa exaltação, e começam a “falar em línguas”, como os cristãos da Igreja nascente, e como os apóstolos no dia de Pentecostes (At 2, 1)

Uma as características do estado de espírito produzido nas assembléias carismáticas é a predominância da exteriorização sobre a interiorização, e a marcada emotividade que leva os adeptos a sentirem a presença do Espírito Santo, e a declararem essa convicção com uma espontaneidade — cada um contando sua experiência própria — que se liberta de qualquer compromisso de submissão à aprovação da Igreja. Continue lendo »

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