A verdade sobre o dom de línguas


“Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua. Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam? Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em… nossa própria língua materna? Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia, a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos, judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!” (At 2, 2-11)

Seria falar línguas estrangeiras REALMENTE EXISTENTES ou seriam sons aleatórios (como fazem os pentecostais)? Seriam talvez os dois ao mesmo tempo?
Como saber a verdade se existem tantas opiniões contrárias? Isso seria ou não uma legítima prática católica?
Eis o método:
1 – Analisar o que os primeiros cristãos e os reconhecidos historiadores disseram sobre o fenômeno.
2 – “QUOD UBIQUE, QUOD SEMPER, QUOD AB OMNIBUS – o que em toda parte, sempre e por todos foi ensinado, isso é católico”. São Vicente Lérins (Séc V) Comonitório.

Santo Agostinho, no século IV, disse que foi um fenômeno daquela época apenas, mas que passou!

"[…]Quem em nossos dias, espera que aqueles a quem são impostas as mãos para que recebam o Espírito Santo, devem portanto falar em línguas , saiba que esses sinais foram necessários para aquele tempo. Pois eles foram dados com o significado de que o Espírito seria derramado sobre os homens de todas as línguas, para demonstrar que o Evangelho de Deus seria proclamado em todas as línguas existentes sobre a Terra. Portanto o que aconteceu, aconteceu com esse significado e passou[…]”
Santo Agostinho (Séc IV) -Homilias em 1 Joao 6 10; NPNF2, v. 7, pp. 497-498.

Santo Agostinho ainda diz mais… Que aquelas línguas eram sinal da Igreja que estava nascendo, e que falaria todas as línguas:

“[…] Aquele vento purificava os corações da palha da carne. Aquele fogo consumia o fogo da velha concupiscência. Aquelas línguas faladas pelos que estavam repletos do Espírito Santo prefiguravam a futura Igreja, que haveria de estar entre as línguas de todos os povos[…]”. Santo Agostinho (Séc IV ) Sermao 271

São João Crisóstomo diz algo que indica serem realmente línguas existentes, faladas:

“[…] e justamente ‘no dia de Pentecostes estavam todos reunidos no mesmo lugar’ (At 2, 1) – e sofreram uma transformação radical: repentinamente tomaram consciência da Palavra de Deus em seu seio e puseram-se a comunicar em todas as línguas as maravilhas de Deus.Sao Joao Crisostomo (Sec IV) Homilia sobre 1 Corintios

Eusébio de Cesaréia, também do século IV, fala de um fenômeno onde "falavam linguas estranhas"…

“[…] um dos novos crentes, chamado Montano, quando Grato era procônsul da Ásia, deu acesso ao inimigo, levado pela ambição imoderada de ocupar os primeiros lugares. Como um possesso, em falso êxtase, pôs-se a falar em seus excessos, a proferir palavras estranhas e a profetizar de forma inteiramente oposta ao uso tradicional conservado pela antiga tradição da Igreja[…]” Eusebio, Bispo de Cesaréia (Séc IV) Historia Eclesiastica 5,16,6

Contudo, já no século II, Santo Irineu de Lião já defendia que que tratava-se de línguas faladas, pois referia-se à "raças" e "povos" quando comenta sobre este dom:

“[…] E ainda este Espírito que Lucas nos diz ter descido, depois da ascensão do Senhor, sobre os discípulos no dia de Pentecostes, com o poder de falar em todas as línguas dos povos e abrir-lhes um novo testamento. Eis por que, na harmonia de todas as línguas, cantavam hinos a Deus, enquanto o Espírito Santo reunia na unidade as raças diferentes e oferecia ao Pai as primícias de todas as nações.[…]” Irineu de Lião (Sec II) Contra as Heresias 3,17,2

Santo Tomás de Aquino, no século XIII, disse que o dom de línguas foi necessário para que pudessem pregar o evangelho aos povos no começo da Igreja, logo… deveria ser uma língua de verdade ao invés de gemidos:

“[…] Porquanto o dom de línguas devemos saber que como na Igreja primitiva eram poucos os consagrados para ensinar pelo mundo a fé de Cristo, a fim de que mais facilmente e a muitos anunciassem a palavra de Deus, o Senhor deu-lhes o dom de línguas, para que a todos ensinassem, não de modo que falando uma só língua fossem entendidos por todos, como alguns dizem, mas sim, bem literalmente, de maneira que nas línguas dos diversos povos, falassem as de todos. Pelo qual disse o Apóstolo: Dou graças a Deus porque falo as línguas de todos vós (1Co 14,18)[…]". Santo Tomás de Aquino (Séc XIII) Comentário à Primeira Carta aos Coríntios

“[…] Além disso, os discípulos enviados eram pobres e sem poder; eles não teriam encontrado facilmente, desde o começo, intérpretes fiéis para traduzir suas palavras ou lhes explicar as dos outros, principalmente por terem sido enviados a povos infiéis. Por esta razão, era necessário que Deus lhes viesse em socorro com o dom das línguas […]
Santo Tomás de Aquino (Séc XIII) Summa Teologica 2-2. Q176

Áh, um tal de TANQUEREY, muito respeitado na Igreja Católica, quando comenta sobre os ‘tipos de graça’, dons, carismas… diz que esse tipo de fenômeno é raro, não é ordinário, é extraordinario.. e transitório.

“[…] já os carismas são “as graças gratuitamente dadas”, são-no principalmente para a utilidade dos outros. São, efetivamente, dons gratuitos extraordinários e transitórios[…]” TANQUEREY, Adolf. Compendio de Teologia Mistica e Ascetica, pg 716

Finalizando com o Papa Leão XIII:

“Posto isso, não é, absolutamente, admissível excogitar-se ou guardar uma segunda, mais ampla e fecunda ‘aparição ou revelação do Espírito Divino’; a que atualmente se efetua na Igreja é deveras perfeita, e nela permanecerá incessantemente até que a Igreja militante, após o percurso do seu período de lutas, seja transplantada para as alegrias da Igreja triunfante no céu” Papa Leao XIII, Enciclica Divinun Illud Múnus, n.10

Presidente do PT estréia programa na Canção Nova


do Vida sim, aborto não! de Wagner Moura

“Estive em Roma e conversei com Dom Cláudio Maria Celli – bispo do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais – e ele nos pediu um programa sobre doutrina social da Igreja… Assim surgiu o programa Justiça e Paz, que será apresentado por esse amigo, Edinho [presidente do PT São Paulo]!” – Eto Jardim, administrador da Fundação João Paulo II, TV Canção Nova

“Muito obrigado, Eto! Você sabe que esse programa só está no ar por seu incentivo, por você ser uma pessoa visionária!” – Edinho Silva, presidente do PT São Paulo, um dos homens que agiu para que a Polícia Federal apreendesse DOCUMENTOS da CNBB Sul 1, em 2010.


Recordar é viver: tudo o que o PT fez para silenciar a Igreja nas eleições de 2010

No dia 03 de novembro, data de abertura do II Congresso pela Verdade e pela Vida que contou com a participação de pelo menos 8 bispos católicos, a TV Canção Nova estreou novo programa em sua grade televisiva. A novidade foi destaque no site pessoal do presidente do PT no estado de São Paulo, deputado estadual Edinho Silva:

O presidente do PT no estado de São Paulo é o mesmo que, em 2010, promoveu diretamente a caça ao DOCUMENTO da CNBB Sul 1, a carta que pedia aos católicos para não votarem em políticos pró-aborto como a presidente Dilma Rousseff. Por meio dos advogados do PT, o presidente foi à Justiça Eleitoral para impedir a continuidade da impressão dos documentos. Após apreenderem as cópias do documento, em uma gráfica, em Guarulhos, o Ministério Público Federal declarou a apreensão ilegal.

NÃO HOUVE CRIME ELEITORAL ao contrário do que alardearam os petistas, na época.

Os petistas promoveram perseguição ao catolicismo como nunca antes na história desse país. Católicos foram presos e intimidados por denunciarem o que não é segredo para ninguém: que o PT aprova em seus estatutos a legalização do aborto e expulsa do partido políticos que se opõem a essa meta e defendem, assim, a vida humana, como foi o caso do deputado Bassuma.

Mas como o presidente de um partido declaradamente ABORTISTA vai parar na TV Canção Nova para conduzir um programa? Veja bem… Ele não foi convidado para um debate, ele não deu uma entrevista a um programa jornalístico, ele não apareceu tão “simplesmente” em uma missa… Ele tem o aval institucional da Fundação João Paulo II, na pessoa do senhor Eto Jardim, para estar ali como mais um dos muitos apresentadores da emissora de viés carismático!

Edinho, claro, é apoiado por um bispo… Se esse bispo tem a fama de ser maçom, se esse bispo faz vista grossa para a parceria “social” da Cáritas Brasileira com movimentos abortistas como a Marcha das Mulheres, se esse bispo divide a Igreja no Brasil e imputa crime eleitoral às ações católicas de outro bispo, isso pouco importa!

O que eu queria saber mesmo é o que Pe. José Augusto pensa disso. Onde estará Pe. José Augusto? Esta foi a última imagem que tive dele:

O que, afinal, é dito nesse programa chamado “Justiça e Paz” (!!!): são expostas as iniciativas das pastorais sociais da Igreja Católica… Mas é claro! Quer melhor exemplo de Doutrina Social da Igreja?

Haja coração. Possa o Espírito Santo de Deus vir em auxílio desse momento de terrível fraqueza da Canção Nova, na pessoa do senhor Eto Jardim, especialmente. Haja peneira para tapar esse sol, viu? Haja peneira!

Para divulgar o novo programa junto a um público de alto gabarito, seguem e-mails dos seguintes formadores de opinião:

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Canção Nova oferta programa a deputado gayzista que perseguiu a Igreja nas eleições


DEPOIS DISSO VOCÊ AINDA VAI CONTINUAR SENDO SÓCIO DESTA ASSOCIAÇÃO?

do Fratres in Unum.com de G. M. Ferretti

A TV Canção Nova acaba de lançar seis novos programas. Assim informa o seu próprio sítio: “Segundo o diretor artístico da emissora, Gilberto Maia, as produções terão formato diferenciado e serão inovadoras no estilo e no conteúdo, com o intuito de atender a todos os públicos“.

Todos os públicos mesmo. Ao lado de um “conservador” “Pergunte e responderemos”, do sempre passivo Felipe Aquino, foi lançado, entre outros, o programa “Justiça e Paz“, que vai ao ar nas quintas-feiras, das 23:30 à meia-noite.

E quem são as grandes estrelas do novo show?

Deixemos que fale a assessoria de imprensa da Canção Nova: “O bispo de Jales (SP), Dom Demétrio Valentini e o sociólogo Edinho Silva vão discutir temas sociais a partir da doutrina social da Igreja, contida no Catecismo da Igreja Católica. Entrarão em pauta assuntos como democracia, saúde [ndr:
aborto? afinal, para eles é questão de saúde publica…], educação, greves, sindicatos e liberdade religiosa“.

O Epíscopo-vermelho de Jales todos conhecem. Do ignóbio episcopado brasileiro, é o que há de mais abjeto. Mas, quem é Edinho Silva?

Um leitor de Araraquara, conterrâneo do sociólogo, informa: Edinho Silva é Deputado Estadual em São Paulo pelo PT. E continua: “Quando prefeito de Araraquara, iniciou a revolução homossexual com a semana do orgulho homossexual com palestras e passeatas” [Prova disso está na página da web do Deputado].

Em sua biografia estão suas raízes ideológicas: “Como cristão engajou-se nas pastorais da Igreja Católica e seguindo os passos da Teologia da Libertação“. Não é a toa que conseguiu no bispo de Jales um companheiro de programa a seu nível.

No entanto, caro leitor, se tudo isso é ruim, lembre-se que, tratando-se da Canção Nova, pode ficar ainda pior.

Você se recorda da apreensão de folhetos do Regional Sul 1 da CNBB em uma gráfica de São Paulo, no ápice da campanha eleitoral de 2010?

De acordo com o Estado de São Paulo, “a ação da Polícia Federal obedeceu a uma representação do PT acolhida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.

O presidente do PT-SP na época? Edinho Silva, a estrela da Canção Nova, cujo nome vemos na Folha de Sâo Paulo em 16/10/2010: “Segundo o presidente do PT paulista, Edinho Silva, os advogados da campanha irão à Justiça Eleitoral para impedir a continuidade da impressão“. Edinho foi reeleito em 2010 e permanece até hoje presidente do Partido da Morte no estado de São Paulo.

É estarrecedor, mas não surpreendente: a Canção Nova, cujo departamento de jornalismo realizou há menos de uma semana uma excelente cobertura do Congresso pela Verdade e pela Vida, está promovendo o que há de mais descarado e escrachado da “cultura de morte”! Socialismo e seus filhos gayzismo e abortismo numa tacada só!

O primeiro programa “Justiça e Paz” teve como convidados, segundo o sítio do Deputado Edinho, “Gilberto de Carvalho, Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Wellington da Silva Jardim, mais conhecido como Eto, presidente da Canção Nova, Gabriel Chalita, deputado federal, professor e apresentador do programa Papo Aberto, também da Rede Canção Nova e Eros Biondini, deputado federal e apresentador do programa Mais Brasil”.

Como não ver nessa gama de convidados e no programa em si uma nova demonstração dos brumosos interesses políticos da Canção Nova?

O “amigo Professor Edinho”, que está “entrando na equipe Canção Nova”, recebeu as boas-vindas e a aprovação do sr. Eto [aquele mesmo senhorzinho ignorante, autor de livrecos de auto-ajuda dos mais
chinfrins, que, arrogando a si um poder eclesiástico, pretendeu calar o Padre José Augusto depois deste
sacerdote ter se indignado com a postura política de certos católicos,
numa clara insinuação à própria Canção Nova
]:

Trata-se simplesmente da consolidação do diabólico flerte da Canção Nova com o socialismo petista. Da instrumentalização da Fé Católica, a despeito das ingênuas aprovações eclesiásticas. E com um forte odor de troca de benefícios políticos e econômicos.

Com o nosso caro leitor indignado, a quem agredecemos, concluímos: “É pela Canção Nova que este deputado vai ser catapultado, utilizando-se do eleitorado católico cujo catecismo vê o aborto e o homossexualismo pecado que brada aos céus e a Deus por vingança”.

* * *

Aos leitores que solicitaram os endereços para denúncia às autoridades eclesiásticas:

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Como orar em línguas?


“Como orar em línguas?” – Este é o termo motor de buscas que mais aparece e dá fluxo a este pequeno, quase desconhecido blog. E ele aponta para um post onde faço uma simples brincadeira que muitos protestantes e carismáticos (irmãos siameses) não gostam muito. Bem, a intenção não era agradar mesmo, mas creio que fiquei no raso, e sinto que há a necessidade de se esclarecer algo mais sobre o assunto. Longe de ser um “expert” no assunto e tampouco ter qualquer autoridade, contribuo apenas com minha humilde conclusão baseada no que se segue, a qual sujeito à inteira correção da Mãe e Mestra Santa Igreja. Vamos lá.

O orar em línguas é um dom do Espírito Santo, mas não é um dom qualquer. A Igreja ensina que os dons do Espírito Santo se dividem em categorias diferentes, a saber:

a) Graça santificante ou habitual;

b) Graça atual;

c) Graça sacramental;

d) Graça especial ou carisma.

Estas podem ser conferidas no novo Catecismo da Igreja Católica entre os parágrafos 1999 e 2004.

O dom de línguas está entre a graça especial, ou carisma: “graças especiais, chamadas também ‘carismas’, segundo a palavra grega empregada por S. Paulo e que significa favor, dom gratuito, benefício. Seja qual for seu caráter, às vezes extraordinário, como o dom dos milagres ou das línguas, os carismas se ordenam à graça santificante e têm como meta o bem comum da Igreja” (Catecismo da Igreja Católica, 2003 – negritos meus).

Deste parágrafo, já podemos chegar à conclusão que o termo “como orar em línguas” se quer poderia existir caso o verdadeiro dom de línguas fosse bem compreendido. Ora, se é um dom gratuito, um benefício, então não se tem como aprender a orar em línguas e não há quem possa ensinar.[Este link apontava para o então padre, hoje monsenhor, Jonas Abib em vídeo ensinando como orar em línguas. Curiosamente foi retirado do ar, e em pesquisas na internet encontramos agora somente as imagens sem o áudio do tal ensinamento]

Outro detalhe importante é que assim como o dom de milagres, o das línguas também é extraordinário. Ou seja, não é algo que acontece normalmente ou a todo instante, ou ainda quando aperto um botãozinho ou alguém começa a “ministrar” um louvor. É extraordinário.

Resumindo, podemos concluir que a) o dom de línguas é um “dom” e b) que é extraordinário. Agora, será que estou falando do mesmo dom que você viu em algum lugar e está querendo aprender? Isto são cenas dos próximos capítulos…

Moisés Gomes

A concórdia não é uniformidade de opiniões, mas concordância de vontades” (S. Tomas de Aquino).

O abominável carismatismo


via São Pio V

O CARISMATISMO SUPER-EMOTIVO

1 – O atual Carimastimo protestante e superemotivo das seitas teve sua origem, no começo do século passado, nos Estados Unidos. Uma estudante protestante afirmou ter sentido, de repente, uma sensação de paz e de gozo, e começou a falar, como disse, em “línguas desconhecidas”. Ela atribuiu esses fenômenos a Cristo. Passados alguns dias, em toda a comunidade se davam as mesmas manifestações que foram interpretadas como sendo um “batismo no Espírito”. Assim nascia o movimento pentecostal, cuja característica é pretender provocar artificialmente, em clima superemotivo, os carismas extraordinários concedidos pelo Espírito Santo aos Apóstolos no dia de Pentecostes.

2 – Esta atitude já estava implícita na “fé-sentimento-de-confiança”, de Lutero, com seu descaso inato pela precisão doutrinária das verdades a crer que são de natureza radicalmente racionais (Cf. Fol. Cat., n° 15). São reveladas por Deus e propostas pela Igreja à nossa fé como necessárias de se crer para a salvação. Devemos, pois, prestar-lhes um assentimento da mente. Não pode resvalar para um exacerbado sentimento religioso, como acontece no carismatismo das seitas.

3 – “Pentecostes” é palavra de origem grega que significa “quinquagésimo dia”, porque foi 50 dias após a sua Ressurreição que Jesus enviou o Espírito Santo sobre os Apóstolos, como lhes havia prometido. Para isso, ao subir ao Céu, ordenou-lhes que permanecessem reunidos na cidade, pois “sereis, disse-lhes, batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias.” (Atos 1, 4-5) “Batizados” aqui, significa, “inundados”, “cheios”. Não é, pois, um outro batismo diverso do Sacramento do Batismo, mas a graça especial da vinda do Espírito Santo, com a abundância de seus dons extraordinários, com seus efeitos tanto interiores, como exteriores visando a edificação da Igreja.

4 – A abundância de dons extraordinários do dia de Pentecostes visava, pois, socorrer a Igreja, sobretudo nos seus difíceis começos em que devia aplicar-se a converter judeus endurecidos e pagãos idólatras. Eram dons da ordem dos carismas, os quais – quando verdadeiros – não se destinam diretamente ao bem da pessoa que os recebe, mas ao da comunidade dos fiéis.

Para o bem pessoal da santificação e salvação de cada fiel em particular, Jesus já havia instituído na sua Igreja os S. Sacramentos como canais ou meios normais e permanentes de comunicação da graça e dos dons divinos.

5 – São Paulo encontrou em certas comunidades uma prática especial, chamada “glossolália”, ou “fala em línguas estranhas” – não confundir com o “dom das línguas” do dia de Pentecostes (At. 2,4) – e procurou regular o seu exercício, cercando-o de precauções para que não se transformasse em descontrolada explosão do sentimento religioso. Para isso exigiu necessariamente um intérprete (1 Cor. 14, 27). Trata-se de alguém com o encargo de vigilante da fé, pois, São Paulo submete também à vigilância da autoridade o exercício dos carismas proféticos (1 Cor. 14, 37). A “glossolália” teve duração transitória. Não ultrapassou à Igreja primitiva e desapareceu cedo.

6 – O atual Carismatismo das seitas, em seu livre curso, expõe os fiéis a serem iludidos com a esperança de estarem recebendo graças especiais, quando se trata freqüentemente de manifestações naturais do sentimento religioso. Além disso, o demônio pode servir-se desses estados de superexaltação para produzir certos fenômenos extraordinários com aparência de carismas, para enganar e perder a muitos.

7 – Eis o que, nesse sentido, nos ensina o grande doutor da Igreja, São Francisco de Sales (Trat. do Amor de Deus, t.2, c. IV):

Tem-se visto em nossa época, muitas pessoas que crêem que foram muito freqüentemente raptadas em êxtases; e ao cabo, descobria-se que o fato não passava de ilusões diabólicas. Assim, certo sacerdote, no tempo de Santo Agostinho, punha-se em êxtase sempre que queria, cantando ou fazendo cantar uma ária lúgubre; (…). O admirável é que seu êxtase ia tão longe, que não sentia o fogo que se lhe aplicava, a não ser depois de ter voltado a si…, e ficava sem respirar”. E o santo adverte-nos ainda que o maligno pode transformar-se em espírito de luz, operar êxtases e outras coisas extraordinárias para confundir e perder as almas.

E São João da Cruz afirma: “Quando a alma procura estas comunicações carismáticas, abre a porta ao demônio”.

8 – O Carismatismo das seitas repete ainda o erro de Lutero que pretendeu uma comunicação do Espírito Santo e da graça divina, por meios livres, que não os Santos Sacramentos estabelecidos para esse fim específico por Nosso Senhor. Daí ter Lutero supresso quase todos os Santos Sacramentos. E nos meios católicos influenciados pelo carismatismo protestante, em geral, nota-se um certo descaso para com a admirável obra sacramentária de Nosso Senhor.

Ouve-se dizer que católicos estão imitando o carismatismo superemotivo protestante. Para eles vale o que foi dito. Seria o caso de dizer-lhes com São Paulo “Não tentemos o Espírito Santo” com posturas emotivas estranhas, a ver se Ele produz em nós algum efeito extraordinário; nem “O injuriemos” atribuindo-Lhe tantas coisas estranhas!

9 – No entanto, a prática constante da Igreja vê na administração correta dos Santos Sacramentos, efeitos autenticamente carismáticos de transformação espiritual. Podemos dizer que Jesus instituiu aí um verdadeiro “Carismatismo Católico”: “Quem não renascer pela água e pelo Espírito Santo, não entrará no Reino dos Céus” (Jo 3, 5). “Ide… e pregai o Evangelho a toda criatura, ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinai-as a observar tudo o que vos mandei”; “quem crer e for batizado será salvo, quem não crer será condenado.” (Mt 25, 19-20; Mc 16, 15-16)

10 – De fato, a comunicação normal da alma com o Espírito Santo se faz pela graça do Sacramento do Batismo que a transforma em templo da Santíssima Trindade. Por isso, já em Pentecostes, o que os Apóstolos, cheios do Espírito Santo, julgavam mais necessário fazer para cumprir a ordem do Divino Mestre, foi batizar os primeiros convertidos (At 2, 38).

11 – Mas, também os outros Sacramentos, embora de modo diverso, operam no sentido de garantir a permanência do Espírito Santo, do Pai e o Filho, na alma do fiel, ou no sentido de recuperar nela a sua habitação, quando vier perder essa divina habitação pelo pecado grave.

12 – Para os católicos que crêem no valor divino dos Santos Sacramentos e da admirável Ação do Espírito Santo em nossas almas através deles, e para outros de boa vontade, eis aqui uma bela página de verdadeira renovação carismática:

O que fizeram os Apóstolos antes de tudo, senão batizar? Eles comunicaram o Espírito Santo a todos os que tinham fé, a todos os que criam em Nosso Senhor Jesus Cristo.

É assim que a Igreja, sob a influência de Cristo, sempre comunica o Espírito Santo. Todos nós O recebemos em nosso Batismo. [E se não O perdemos pelo pecado mortal, Ele continua a operar em nós através de seus dons e frutos as maravilhas de suas dádivas]. Devemos meditar com mais atenção a grande realidade de nosso Batismo que nos tornou templos de Deus e moradas do Espírito Santo. A recepção desse Sacramento opera nas almas uma grande transformação de ordem sobrenatural.

Os outros Sacramentos vêm completar esta efusão do seu Espírito Santo, operada em nosso Batismo. Assim, o Sacramento da Confirmação nos comunica também, com uma maior profusão, os dons do Espírito Santo, pois temos necessidade deles para alimentar e bem exercer a nossa vida espiritual e cristã.

Mas não é tudo. Com efeito, Nosso Senhor quis que dois Sacramentos, em particular, intensifiquem em nós a comunicação do seu Espírito com a efusão de seus dons, de forma freqüente. São os Sacramentos da Penitência e da Eucaristia. A Penitência reforça a graça que recebemos em nosso Batismo e purifica nossa alma de seus pecados. Pois não podemos pensar em receber abundantes graças do Espírito Santo, se O estamos contristando pelo pecado. Este Sacramento restitui, pois, a força do Espírito Santo e o poder da graça.

E que direi do Sacramento da Eucaristia que nos é dado pela celebração do Santo Sacrifício da Missa, que renova a oblação sacrifical de Cristo, e nos aplica os frutos da Redenção? (…) Na Eucaristia recebemos ao mesmo tempo a santificação de nossas almas, que nos afasta do pecado, e a união com N. S. Jesus Cristo, bem como a força do Espírito Santo.

Os Sacramentos do Matrimônio e da Ordem santificam a sociedade. O primeiro, santifica as famílias. O segundo, a Ordem é verdadeiro carisma. É concedido para comunicar precisamente o Espírito Santo a todas as famílias cristãs, a todas as almas.

Por fim, o Sacramento da Extrema-Unção nos prepara para receber a verdadeira, plena e definitiva efusão do Espírito Santo, quando receberemos a nossa recompensa no Céu.” (Renovation Carismática – [Instrução de Dom Lefebvre] – fev/1998)

13 – Portanto, supliquemos todos os dias as luzes e a força do Espírito Santo, e os seus outros dons divinos, para que Ele nos ilumine e nos fortaleça todos os dias e momentos de nossa vida, nos santifique e salve. Enfim, para que o Divino Espírito exerça em nossas almas seus verdadeiros carismas santificadores, sobretudo através dos seus Santos Sacramentos.

Dom Licínio Rangel
Campos/RJ

Fonte: Tradição Católica ES

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RCC–Breve histórico


"Damos por suposta uma continuidade entre neo Pentecostalismo católico e Pentecostalismo protestante dos anos 1900, bem como entre este e o revivalismo americano do século XIX. Esta continuidade é verificável e declarada". (Claude Gérest, A Hora dos Carismas, in R. Laurentin, E. Dussel L. Boros, C. Duquoc et Allii, Os Carismas, Revista Concilium 129, 1977/1979, editora Vozes, Petrópolis, p.16).

O resumo a seguir objetiva mostrar a ‘herança’ protestante do Movimento Carismático. Informações normalmente omitidas nos históricos encontrados em sites como o da Comunidade Shalom e Canção Nova. Para obter estas informações, basta procurar nos sites acima citados os nomes de todos os personagens importantes do nascimento da RCC, listá-los e fazer uma busca individual no google sobre eles.

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A Renovação Carismática, inicialmente conhecida como movimento católico pentecostal, ou católicos pentecostais, surgiu em 1966, quando Steve Clark, da Universidade de Duquesne em Pittsburgh, Pensilvânia, Estados Unidos, durante o Congresso Nacional de "Cursilhos de Cristandade", mencionou o livro "A Cruz e o Punhal", do pastor John Sherril, sobre o trabalho do pastor David Wilkerson com os drogados de Nova York, falando que era um livro que o inquietava e que todos deveriam lê-lo.

Em 1966, católicos da Universidade de Duquense reuniam-se para oração e conversas sobre a fé. Estavam insatisfeitos com a sua experiência religiosa. Querendo vivenciar a experiência com o Espírito, foram ao encontro de William Lewis, sacerdote da Igreja Episcopal Anglicana, que por sua vez os levou até Betty de Shomaker, que fazia em sua casa uma reunião de oração pentecostal.

Em 13 de janeiro de 1967, Ralph Keiner, sua esposa Pat, Patrick Bourgeois e Willian Storey vão à casa de Flo Dodge, paroquiana Anglicana de William Lewis, para assistir a reunião. Em 20 de janeiro assistem mais uma reunião e suplicam que se ore para que eles recebam o "Batismo no Espírito Santo". Ralph recebe o dom de línguas (fenômeno chamado no meio acadêmico de glossolalia ou xenoglossalia.). Na semana seguinte, a fevereiro de 1967, Ralph impõe as mãos para que os quatro recebam o batismo no Espírito.

Em janeiro de 1967, Bert Ghezzi comunica a universitários de Notre Dame, South Bend, Indiana o que teria ocorrido em Pittsburgh. Em fevereiro, antes do retiro de Duquesne, Ralph Keifer vai a Notre Dame e conta suas experiências. Incitando o interesse de vários líderes entre os estudantes e professores que também estavam interessados na renovação espiritual da igreja.

Depois de alguma investigação e cepticismo inicial, mais ou menos nove estudantes católicos se reuniram no apartamento de Bert Ghezzi e foram batizados no Espírito Santo. Eles, porém, não manifestaram nenhum dom espiritual evidente. Para solicitar ajuda, contataram Ray Bullard, um membro das Assembléias de Deus e presidente da Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno de South Bend. Ghezzi descreve como este grupo de intelectuais católicos recebeu o dom de línguas.

Em quatro de março, este grupo de estudantes se reúne na casa de Kevin e Doroth Ranaghan. Um professor de Pittsburgh partilha a experiência de Duquesne, e em 5 de março, ainda em 1967, o grupo pede a imposição de mãos para receber o Espírito Santo. Vejamos o relato:

"Fomos a casa de Ray na semana seguinte e nos reunimos em seu porão com onze ministros pentecostais de toda a Indiana, acompanhados de suas esposas. Eles passaram a noite tentando persuadir-nos de que se tivéssemos sido batizados no Espírito teríamos falado em línguas. Nós os deixamos cientes de que estávamos abertos para falar em línguas, mas ficamos firmes em nossa convicção de que já havíramos sido batizados no Espírito, porque podíamos ver isto em nossas vidas. O problema ficou resolvido porque nós estávamos querendo falar em outras línguas desde que isto não fosse visto como uma necessidade teológica para ser batizado no Espírito. A certa altura, dissemos que estávamos dispostos a fazer uma experiência, e um homem explicou-nos as implicações disto. Bem tarde naquela noite, passando da meia-noite, lá embaixo, naquele porão, os irmãos nos alinharam em um lado do cômodo e os ministros se colocaram do outro lado. Então começaram a orar em línguas e a caminhar em nossa direção com as mãos estendidas. Antes de eles nos alcançarem, muitos de nós começaram a falar e cantar em línguas"

Na medida que esses católicos oravam até alcançar o Pentecostes, muitas coisas semelhantes aos dos pentecostais clássicos começaram a ocorrer. Alguns riam incontrolavelmente "no Espírito", enquanto um jovem rolava pelo chão em êxtase. Gritar louvores ao Senhor, chorar e falar em línguas caracterizaram o início do movimento. Não é à toa que foram chamados de "Católicos Pentecostais" pelo público e imprensa, quando as notícias sobre os estranhos eventos em Pittsburgh se espalharam.

Enfim, resumindo… Naqueles primeiros tempos de euforia pós-Vaticano II, uma época agitada pelo frenesi ecumênico, esses estudantes da Universidade de Duquesne em Pittsburg (USA) começaram a se expor às influências pentecostais devido à sua aridez espiritual. Eles conviviam em meio aos seus muitos amigos protestantes de "vidas modificadas" e decidiram então orar pedindo graças idênticas. Uma espécie de retiro de fim de semana, sem nenhum acompanhamento realizado em 1967, foi a chave providencial para os seus questionamentos.

Após seu nascimento, o movimento carismático segue com fortes influências pentecostais em seus encontros, como por exemplo:

· O livro "A Cruz e o Punhal", influente na formação do movimento, foi escrito pelo Pastor John Sherril, sobre o trabalho do pastor David Wilkerson [os protestantes foram oficialmente tidos por hereges no Concílio (Dogmático) de Trento, e isso não
foi revogado], que também pregou em um dos primeiros Congressos da RCC nos Estados Unidos;

· Padre Tomas Forrest, liderança internacional da RCC no início do Movimento, teve sua experiência do ‘Batismo’ no Espírito Santo num retiro da Renovação Carismática Católica dos EUA pregado por dois padres, uma freira e dois evangélicos Metodistas.

· Parte considerável das músicas do livro "Louvemos ao Senhor" e outras populares no movimento, têm origem no protestantismo, tais como “Buscai primeiro o Reino de Deus” e “Glorificarei teu nome, oh Deus”, "Pelo Senhor marchamos sim…”, “A alegria está no coração…”, “Posso pisar uma tropa…”, “Eu navegarei…”, “Espírito (…) vem controlar todo o meu ser…”, “Espírito, enche a minha vida, enche-me com teu poder…”, “Assim como a corsa…”, “Deus enviou seu filho amado…”, “Se as águas do mar da vida…”, “Eu sou feliz por que meu Cristo quer…”, “Levanta-te, levanta-te Senhor… fujam diante de ti teus inimigos”, “Venho Senhor minha vida oferecer", “Meu pensamento vive em você…”, “Se acontecer um barulho perto de você…”, “Celebrai a Cristo, celebrai…”. “E ainda se vier, noites traiçoeiras…” Entre outras.

Por volta de 1990, o movimento já contava com cerca de 72 milhões de seguidores no mundo inteiro e organizações oficiais em mais de 120 países. Várias pessoas se aproximaram de vários ministros protestantes, leigos e grupos de oração protestantes; e todos receberam o tal "batismo no Espírito" e “repouso no Espírito” depois de terem tido mãos heréticas impostas sobre eles em oração [repito que os protestantes foram oficialmente tidos por hereges no Concílio (Dogmático) de Trento, e isso não foi revogado].

A importância dessa ação não deve ser subestimada. Esses Católicos se submeteram a um rito não católico de caráter quase sacramental obviamente uma desvirtuação do Sacramento da Confirmação, onde realmente o Espírito Santo “guardado desde o batismo”, age de forma poderosa dando ao fiel a autoridade de assumir por conta própria a responsabilidade de sua caminhada e toda a vibração emocional proporcionada por esse pecado (objetivamente falando, naturalmente) convenceu-os da santidade da inteira experiência. Eles saíram dali como "Católicos Carismáticos" e sua influência se espalhou igual fogo selvagem por todo o país, primeiramente nos campus de colégios e depois pelo mundo inteiro.

Se existe um bom argumento para se ouvir a Igreja, esse é um deles. A Igreja por quase 2000 anos, sempre alertou seus filhos para manterem distância de "cultos" heréticos, porque Ela sabe muito bem as consequências de tal pecado, tanto para os indivíduos envolvidos como para o Corpo Místico como um todo. Apesar disso a RCC não só admite como impertubavelmente louva, suas raízes ecumênicas e protestantes.

A conclusão tácita é que a Igreja – O Corpo de Cristo – perdeu a maior parte da Fé* a vida no Espírito Santo, enquanto o Espírito Santo manteve essa mesma fé dentro do Protestantismo. Portanto, os protestantes é que estariam restaurando à Igreja o seu patrimônio perdido. Esse é um posicionamento tão falso quanto audacioso, o que claramente cai em contradição com dois Dogmas de Fé: extra ecclesiam nulla salus = fora da Igreja não há salvação, e a indefectibilidade da Igreja.

*“A Renovação Carismática como diz a própria palavra, é reviver a experiência de Pentecostes” (…) “É restituir à Igreja sua verdadeira face que é a carismática” (S. Falvo, A Hora do Espírito Santo, Paulinas , São Paulo, p. 105).

"Veja bem a data: estávamos em 1975. Fazia apenas oito anos que Deus começara a derramar o seu Espírito de maneira nova sobre a Igreja Católica" (Padre Jonas Abib, A Bíblia no meu dia-a-dia, p. 14. O negrito é meu).

Como observamos, segundo o Padre Abib, Deus só começou a derramar o Espírito Santo e seus dons sobre a Igreja – de maneira nova – na década de 1960. E até essa data, como Deus deixara a Igreja?

Em 1975, os Bispos dos Estados Unidos lançaram um documento chamado "Declaração sobre a Renovação Carismática Católica", o qual se definia como um documento "de cunho pastoral no tom e no conteúdo" e não como um "estudo exaustivo". Esse documento reconhece alguns dos perigos inerentes ao Movimento: elistismo, fundamentalismo bíblico, exagero na importância dos dons, indiscriminado ecumenismo e as assim chamadas "pequenas comunidades de fé".

Já no ano de 1994, os Bispos do Brasil lançaram outro documento chamado: “Orientações Pastorais sobre a Renovação Carismática Católica” documento 53 da CNBB. Dentre outros direcionamentos, podemos citar:

“Evite-se na RCC a utilização de termos já consagrados na linguagem comum da Igreja e que na RCC assumem significado diferente, tais como pastor, pastoreio, ministério, evangelizador e outros” (§29)

“A experiência religioso-cristã não se realiza em mera experiência subjetiva” (§46)

“A fé não pode ser reduzida a uma busca de satisfação de exigências íntimas e de resposta às necessidades imediatas”(§47)

“Por isso, evite-se alimentar um clima de exaltação da emoção e do sentimento, que enfatiza apenas a dimensão subjetiva da experiência da fé”(§49)

“A palavra ‘batismo’ significa tradicionalmente o sacramento da iniciação cristã. Por isso, será melhor evitar o uso da expressão ‘batismo no espírito’, ambígua, por sugerir uma espécie de sacramento”(§55)

“… não se incentive a chamada oração em línguas…”(§63)

“Evite-se a prática do assim chamado ‘repouso no Espírito’”(§66)

“Quanto ao ‘poder do mal’, não se exagere a sua importância (…) O exorcismo só pode ser exercido de acordo com o que estabelece o Código de Direito canônico (Cân. 1172). Por isso, seja afastada a prática, onde houver, do Exorcismo exercido por conta própria.”(§68)

Ora, assim como não se dá um conselho sobre “como fugir das drogas” a alguém que só apresenta problemas familiares, a CNBB não iria dar estes direcionamentos à Renovação Carismática se não fossem práticas comuns do movimento.

De qualquer modo, podemos dizer que um dos frutos positivos da total crise de autoridade na qual os católicos de hoje encontram-se imersos, é a sede saudável por conhecer mais sobre a história da Igreja e estudar os documentos de seu Magistério.

Para finalizar…
Para citar como exemplo o tipo de formação dada pelo pastor David Wilkerson, tão elogiado na obra “A cruz e o punhal”, observemos um trecho de uma de suas pregações:

“… Este é o conceito apostólico do reino de Cristo. Difere muito dos que ensinam que Cristo comissionou a igreja para administrar o reino na Sua ausência, e levar todas as nações à obediência – e fazê-lO retornar como Rei a um mundo onde os inimigos já estão todos postos sob os Seus pés. Ensinam que Cristo só voltará depois que todas as nações crerem nEle e que a justiça e a paz encherem toda a terra. Esta é uma divergência radical do que os apóstolos ensinaram.

Roma desenvolveu esta doutrina do domínio há alguns séculos atrás. Ela foi formulada por Agostinho em sua "Cidade de Deus". A igreja então reivindicou governar em nome de Cristo na ausência dEle. Completaram o ensino chegando à sua conclusão lógica declarando a supremacia absoluta do seu bispo – o Papa.

Martinho Lutero e outros pregadores da Reforma ensinaram que Babilônia era a Igreja Católica, e o Papa, a besta. Muitos crentes naquele tempo foram martirizados por deixar a igreja – multidões foram assassinadas por ordem do Papa. Qualquer pessoa que conheça a história da igreja pode verificar que a Igreja Católica no passado ficou manchada pelo sangue de muitas almas piedosas. Mas os protestantes também mataram católicos – como acontece hoje na Irlanda. Estão se matando como loucos.”

Estas são palavras do pastor que inspirou a a fundação daquele movimento que leva o nome de “católica” em sua sigla. Nada mais se pode esperar de um pastor protestante do que estas palavras. E da R.C.C.?

Redemptionis Sacramentum em pílulas para os “inovadores” da Liturgia


1ª dráguea:

 

todos os fiéis cristãos gozam do direito de celebrar uma liturgia verdadeira, especialmente a celebração da santa Missa, que seja tal como a Igreja tem querido e estabelecido, como está prescrito nos livros litúrgicos e nas outras leis e normas. Além disso, o povo católico tem direito a que se celebre por ele, de forma íntegra, o santo Sacrifício da Missa, conforme toda a essência do Magistério da Igreja. Finalmente, a comunidade católica tem direito a que de tal modo se realize para ela a celebração da Santíssima Eucaristia, que apareça verdadeiramente como sacramento de unidade, excluindo absolutamente todos os defeitos e gestos que possam manifestar divisões e facções na Igreja.” (Redemptionis Sacramentum, nº. 12)