José Mayer, goleiro Bruno, Dilma: todos culpam “a sociedade”. É porque são de esquerda


Por Flávio Morgenstern

José Mayer admitiu um caso de assédio, em que uma cinegrafista afirma que o galã da Rede Globo teria dito frases como “Fico olhando a sua bundinha e imaginando seu peitinho”, perguntando “Você nunca vai dar para mim?”, e ainda tocou sua genitália, diante de outras mulheres que apenas riram da situação.

José Mayer veio a público após post da cinegrafista relatando sua situação no Facebook, que desencadeou uma campanha de hashtag contra o assédio. Em sua defesa, o ator global admitiu o erro, dizendo que é “fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas”. Em sua, a culpa não é sua, e sim da sua geração, do ano em que nasceu, do mundo que ainda não havia mudado e do “machismo”. José Mayer é praticamente o passivo da relação.

O goleiro Bruno transou com a atriz pornô Eliza Samudio, a engravidou e, após exigências da moça sobre um reconhecimento de paternidade, contratou um assassino de aluguel para matá-la. Esquartejada, suas mãos foram dadas a cães Rottweiller. De acordo com um primo de Bruno, o filho de Eliza Samudio e do goleiro, Bruninho, na época com apenas 4 meses, viu a mãe ser enterrada.

O goleiro Bruno saiu da cadeia no modelo de coitadismo penal brasileiro, em que se crê que a cadeia não serve primordialmente para punir um criminoso, e sim para “reeducá-lo” para a sociedade. Assim que o goleiro Bruno saiu da cadeia, foi disputado por diversos times e rapidamente já estava empregado. Fãs fazem fila para conseguir um autógrafo do ídolo.

Dilma Rousseff foi julgada em processo técnico, jurídico e político por ter maquiado contas para se reeleger, escondendo a grave situação de crise financeira na qual hoje se encontra o país. Também tinha proximidade com figuras hoje presas, ou investigadas até a medula por roubos gigantescos. Também fez acordos bizarros, como a indefensável compra da refinaria de Pasadena. O TCU fez votação histórica por unanimidade, rejeitando suas contas de campanha. Sua chapa inteira, incluindo o destino de Michel Temer, seu vice, ainda será julgada pelo TSE, por uso de caixa 2, conforme ainda relatado em delação premiada por Marcelo Odebrecht (Dilma nega que tenha sido alertada, obtemperado que tinha ido despachar com o ministro Barroso).

Dilma Rousseff alegou que não fez caixa 2 e nem pedaladas fiscais, e também que todos praticaram caixa 2 e pedaladas fiscais, e que sua meta de gastos não foi declarada, mas quando se atingisse tal meta, iria-se dobrar a meta, portanto as contas públicas do país estavam em ordem e a culpa definitivamente é da crise de 2008, a famosa “marolinha”.

José Mayer, goleiro Bruno e Dilma Rousseff são todos frutos da mesma cultura: não da “cultura machista” ou outros moinhos de vento modernos, mas da ideologia de esquerda.

Uma das principais diferenças entre direita e esquerda não é a economia, o tamanho do Estado ou costumes conservadores ou progressistas: boa parte disso é conseqüência de uma diferença de pensamento mais profunda, que subjaz escondida no debate político moderno: uma diferença de visão sobre o mal.

Para a direita, caudatária da cultura judaico-cristã, do pecado original e da idéia de uma alma dividida entre bem e mal, todo crime é fruto de uma decisão individual, de uma moral desligada da graça que não resiste à tentação de atalhos mais fáceis e violentos. O Direito Penal nasce como base da sociedade, que só pode suportar um Estado se este for pequeno e sempre controlado pela população civil. Seus modelos penais podem ser analisados em personagens como Hamlet ou Raskólnikov.

Para a esquerda, subserviente à ideologia da sociedade moldando o homem, todo crime é culpa antes de um coletivo, seja um constructo genérico (a sociedade), uma estatística econômica (a desigualdade), uma época ou, como é mais freqüente nestes dias, um costume ou suposta ideologia (o machismo). O Direito Penal é corretor não do encarcerado, mas um instrumento de reforma ou revolução, em que o criminoso deve ser reintegrado à sociedade com nova educação, pois sua ação não é livre, mas apenas reativa a um tecido social que determina seus atos. Seus modelos penais são os criminosos que culpam o sistema, como os capitães da areia de Jorge Amado, ou assassinos com “causas sociais”, como Lampião.

Mesmo no caso de crimes brutais, em que a maldade individual transpareça, a esquerda tende a se cegar para a “obscurantista” idéia de bem e mal e apenas acentua caracteres sociais.

Quando a jovem Liana Friedenbach foi seqüestrada, estuprada e assassinada a faca fria poelo frio assassino Champinha, esquerdistas como Túlio Vianna trataram o horrendo homicídio como uma perseguição da mídia contra pobres da periferia:

“Liana e Felipe (…) foram vítimas da desigualdade brutal que tanto os distanciavam de Champinha, seu suposto algoz e atual personificação do demônio segundo a mídia-urubu que a cada dia infesta nossos noticiários”.

Marilene Felinto, da Caros Amigos, comentou o mesmo caso tripudiando da menina “loirinha”:

“O caso de Liana Friedenbach reúne todos os elementos da hipocrisia da elite paulista – esta de nomes estrangeirados, pronta para impor-se, para humilhar e esmagar sob seus pés os espantados ‘silvas’, ‘sousas’, ‘costas’ e outros nomezinhos portugueses e ‘afro-escravos’.”

Nada mais natural, portanto, que José Mayer, o “Champinha” do caso atual (guardadas as devidas proporções gritantemente distintas), também apele à terceirização da culpa: é apenas um “suposto algoz”, e quem deve ser reformado é o “machismo”. Sobretudo daqueles que nunca apalparam a genitália de nenhuma mulher, e que justamente por usarem uma moral para refrear seu apetite sexual puro, são chamados de “machistas”. Afinal, é a sociedade (ou uma generalização, como “os homens”) que são culpados. Nunca foi um homem que escolheu o mal no lugar do bem: são todos os homens, incluindo os que escolheram o bem, que devem ser sacrificados no altar josémayeriano.

É algo que um direitista nunca faria. Mas, graças à esquerda, tal comportamento pode ser justificado. Até mesmo ser considerado “feminista”.

O goleiro Bruno, então, é show de bola (pun intended) para a esquerda: pobre e mulato, pode ser facilmente acusado de vítima de preconceito e racismo. Assassino por conta de disputa sobre paternidade, poderia até mesmo virar garoto-propaganda de uma campanha a favor do aborto. E se conseguiu a liberdade, foi exatamente pelo pensamento de esquerda: a cadeia não serve pra punir, deve reeducar, ele já está pronto para ser reintegrado à sociedade.

Como crimes são coisas sociais, é preciso reformar não o goleiro Bruno, mas a sociedade: saca-se de novo a palavra “machismo” para equiparar padres que não ordenam sacerdotes mulheres e a falta de mulheres em cursos de Física experimental com o goleiro que mandou esquartejar a atriz pornô que engravidou.

Nada melhor do que sua reabilitação à sociedade como prova do sucesso esquerdista. Infelizmente, é exatamente quando um caso concreto surge à tona, consubstanciando todo o belo discurso progressista e “pelos oprimidos” da ideologia de esquerda, que todo o palavrório se revela um canto de sereia, e se vê que a culpa na terceira pessoa do plural, ou em coletivos, ou abstrações, ou palavas malemolentes, só causa uma injustiça real.

Por fim, há Dilma Rousseff. Se Dilma Rousseff é inocente e vítima de um “golpe” porque está sendo punida, após julgamento, por crimes que cometeu (mas são culpa do sistema, todos os outros cometeram, foi a crise-marolinha de 2008, eu estava ocupada tirando a moréia da caverna etc), é porque Dilma e seus acólitos são os que permitem que casos como o de José Mayer e do goleiro Bruno existam.

Basta pensar em qualquer um dos casos por um segundo para perceber: fossem pessoas de direita, com a tal “moral conservadora” tão criticada, e nenhuma teria como cometer seus crimes, muito menos justificá-los e sair por cima.

Se a esquerda quer tanto lembrar que a vítima nunca é culpada em caso de estupro, deveria lembrar de aplicar a mesma regra a todos os outros crimes – e saber que foi seu próprio pensamento contraditório que inventou tal desculpa, e não a noção de bem e mal firmemente delimitados e separados do pensamento conservador.

Entenda a estratégia usada para legalizar o aborto no Brail


Hoje lhe escrevo para falar sobre um vídeo que trata de um tema muito importante: a legalização do aborto no Brasil.

Por favor, reserve 11 minutos do seu tempo (sei que parece muito, pois todos estamos sempre muito atarefados) para assistir ao vídeo e compreender a estratégia ardilosa que os promotores da Cultura da Morte estão utilizando para implantar o assassinato de bebês em nosso país.

Por que temos de nos preocupar tanto com esse tema? Um país que aceita o assassinato de bebês mata seu próprio futuro. Se os mais frágeis (os nascituros) não são protegidos e respeitados, por que as outras pessoas deveriam ser respeitadas? A legalização do aborto sintetiza a ruína de todo o edifício moral. É o mais injusto dos crimes, a maior das aberrações morais que podem existir numa sociedade.

Portanto, Moises, ajude-nos a enfrentar a Cultura da Morte. Assista ao vídeo e o compartilhe com o maior número possível de pessoas.

clique na imagem para assistir ao vídeo

Em breve enviarei outro e-mail para falar da campanha que faremos sobre esse tema.

Desde já agradeço seu apoio.

Atenciosamente,

Guilherme Ferreira e toda a equipe da CitizenGO

CitizenGO é uma plataforma de participação cidadã que trabalha para defender a vida, a família e as liberdades fundamentais em todo o mundo. Para saber mais sobre CitizenGO, clique aqui,ou siga-nos via Facebook ou Twitter.

CRIACIONISMO E EVOLUCIONISMO


Dom Fernando Arêas Rifan*

A Pastoral da Educação da nossa Administração Apostólica promoveu, nesse mês de março, um simpósio sobre Criacionismo e Evolucionismo, uma série de quatro palestras e apresentação de vários filmes, com debates sobre o assunto, para os professores dessa área específica. De tudo o que foi apresentado nesse simpósio, poderíamos resumidamente dizer:
A Igreja Católica não é contra a ciência. Os erros que ocorreram na história foram pessoais e ocasionais, e não implicam em uma orientação perene da Igreja. E se houve deslizes, foram corrigidos depois. A Igreja não deixou de “deplorar certas atitudes de espírito que não faltaram entre os mesmos cristãos, por não reconhecerem suficientemente a legítima

autonomia da ciência e que, pelas disputas e controvérsias a que deram origem, levaram muitos espíritos a pensar que a fé e a ciência eram incompatíveis” (Gaudium et Spes, 36). Vale lembrar que 70 membros da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano são ganhadores do Prêmio Nobel.
O papel da Igreja não é intervir nos debates científicos, mesmo se ela encoraja seus fiéis a promover a ciência e a colaborar largamente com os homens de ciência. Ela saúda os esforços de todos dentre eles que procuram penetrar a questão do mistério da aparição das espécies vivas, e reconhece o interesse das teorias da evolução sobre esse assunto. Mas ela distingue cuidadosamente o que diz respeito à ciência e o que, às vezes, em nome da ciência, é em realidade uma tomada de posição filosófica e teológica.
Há que se distinguir entre teoria da evolução, defensável e aceitável, e o evolucionismo, ideologia materialista que ensina a evolução total com a ausência do Criador (Marx e Engels utilizaram a teoria da evolução de Darwin para propagar o materialismo ateu do comunismo). Também é necessário distinguir o criacionismo, ideologia que defende erroneamente a interpretação literal da Bíblia como parâmetro da ciência e que, portanto, não é conforme ao ensinamento católico, da doutrina da Criação, verdade que a Igreja defende e ensina.
A Igreja rejeita toda forma de fundamentalismo que mistura os domínios e reivindica uma leitura literalista da Bíblia, não levando em conta nem sua natureza nem seus condicionamentos históricos.
A propósito do homem em particular, ela recusa uma visão materialista que o reduziria a seus componentes materiais. Ela afirma primeiramente sobre o plano filosófico que há uma alma imaterial imediatamente criada por Deus, o que não impede de modo algum que o corpo do primeiro homem seja o fruto de uma evolução a partir de espécies vivas anteriores.
O Papa Francisco afirmou, em discurso de 27/10/2014, que “a evolução na natureza não contrasta com a noção de criação, porque a evolução pressupõe a criação dos seres que evoluem”. Deus, continua ele, “criou os seres e deixou que se desenvolvessem segundo as leis internas que Ele deu a todos, para que se desenvolvessem, para que chegassem à sua plenitude. Ele deu autonomia aos seres do universo ao mesmo tempo em que assegurou Sua presença contínua, dando o ser a toda a realidade”. Ou seja, Deus criou o mundo e o acompanha com as leis que Ele criou. É o que chamamos a Divina Providência.

*Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Artigo Follha 681 II CRIACIONISMO E EVOLUCIONISMO.docx

O CARNAVAL


Dom Fernando Arêas Rifan*

Semana próxima é o Carnaval. Como todos os anos, aproveitamos a ocasião para uma reflexão de ordem histórica e espiritual.
Segundo uma teoria, a origem da palavra “carnaval” vem do latim “carne vale”, “adeus à carne”, pois no dia seguinte começava o período da Quaresma, tempo em que os cristãos se abstêm de comer carne, por penitência. Daí que, ao se despedirem da carne na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas, se fazia uma boa refeição, com carne evidentemente, e a ela davam adeus. Tudo isso, só explicável no ambiente cristão, deu origem a uma festa nada cristã. Vê-se como o sagrado e o profano estão bem próximos, e este pode contaminar aquele. Como hoje acontece com as festas religiosas, quando o profano que nasce em torno do sagrado, acaba abafando-o e profanando-o. Isso ocorre até no Natal e nas festas dos padroeiros das cidades e vilas. O acessório ocupa o lugar do principal, que fica prejudicado, esquecido e profanado.
O Carnaval poderia até ser considerado uma festa pitoresca de marchinhas engraçadas, de desfiles ornamentados, um folguedo popular, uma brincadeira de rua, uma festa quase inocente, uma diversão até certo ponto sadia, onde o povo extravasa sua alegria. Mas, infelizmente, tornou-se também uma festa totalmente profana e nada edificante, onde campeia o despudor, as orgias e festas mundanas, cheias de licenciosidade, onde se pensa que tudo é permitido, onde a imoralidade é favorecida até pelas autoridades, com a farta distribuição de preservativos, preocupadas apenas com a saúde física e não com a moral.
A grande festa cristã é a festa da Páscoa, antecedida imediatamente pela Semana Santa, para a qual se prepara com a Quaresma, que tem início na Quarta-Feira de Cinzas, sinal de penitência. Por isso, é a data da Páscoa que regula a data do Carnaval, que precede a Quarta-Feira de Cinzas, caindo sempre este 47 dias antes da Páscoa.
Devido à devassidão que acontece nesses dias de folia, muitos cristãos preferem se retirar do tumulto e se entregar ao recolhimento e à oração. É o que se chama “retiro de Carnaval”, altamente aconselhável para quem quer se afastar do barulho e se dedicar um pouco a refletir no único necessário, a salvação eterna. É tempo de se pensar em Deus, na própria alma, na missão de cada um, na necessidade de estar bem com Deus e com a própria consciência. “O barulho não faz bem e o bem não faz barulho”, dizia São Francisco de Sales.
Já nos advertia São Paulo: “Não vos conformeis com esse século” (Rm 12,2); “Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso, apreciam só as coisas terrenas” (Fl 3, 18-19); “Os que se servem deste mundo, não se detenham nele, pois a figura deste mundo passa” (cf. 1 Cor 7, 31).
Passemos, pois, este tempo na tranquilidade do lar, em algum lugar mais calmo ou, melhor ainda, participando de algum retiro espiritual. Bom descanso e recolhimento para todos!

*Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Artigo folha 678 II O CARNAVAL.doc

FELIZ ANO NOVO DE PAZ!


Dom Fernando Arêas Rifan*

Em sua mensagem para o 50º dia mundial da Paz, que se celebra no próximo dia 1º de janeiro, sob o título “A não-violência: estilo de uma política para a paz”, o Santo Padre, o Papa Francisco, formula seus votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil, rezando para que “a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa”, insistindo que “sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta dignidade mais profunda e façamos da não violência ativa o nosso estilo de vida”.
“Desejo deter-me na não-violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz. Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas”.
A guerra e a vingança não são a solução: “A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos, porque grandes quantidades de recursos são destinadas a fins militares e subtraídas às exigências do dia-a-dia dos jovens, das famílias em dificuldade, dos idosos, dos doentes, da grande maioria dos habitantes da terra. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos”.
“O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: ‘Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos’ (Mc 7,

21). Mas, perante esta realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou os seus discípulos a amar os inimigos (cf. Mt 5, 44) e a oferecer a outra face (cf. Mt 5, 39). Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. Jo 8, 1-11) e na noite antes de morrer, quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mt 26, 52), Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Ef 2, 14-16). Por isso, quem acolhe a Boa Nova de Jesus, sabe reconhecer a violência que carrega dentro de si e deixa-se curar pela misericórdia de Deus, tornando-se assim, por sua vez, instrumento de reconciliação, como exortava São Francisco de Assis: A paz que anunciais com os lábios, conservai-a ainda mais abundante nos vossos corações”.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

artigo folha 670 II FELIZ ANO NOVO DE PAZ.doc

NATAL PERENE!


Dom

Fernando Arêas Rifan*

“Transcorridos muitos séculos desde que Deus criou o mundo e fez o homem à sua imagem; – séculos depois de haver cessado o dilúvio, quando o Altíssimo fez resplandecer o arco-íris, sinal de aliança e de paz; – vinte e um séculos depois do nascimento de Abraão, nosso pai; – treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés; – cerca de mil anos depois da unção de Davi, como rei de Israel; – na septuagésima quinta semana da profecia de Daniel; – na nonagésima quarta Olimpíada de Atenas; – no ano 752 da fundação de Roma; – no ano 538 do edito de Ciro, autorizando a volta do exílio e a reconstrução de Jerusalém; – no quadragésimo segundo ano do império de César Otaviano Augusto, enquanto reinava a paz sobre a terra, na sexta idade do mundo: JESUS CRISTO DEUS ETERNO E FILHO DO ETERNO PAI, querendo santificar o mundo com a sua vinda, foi concebido por obra do Espírito Santo e se fez homem; transcorridos nove meses, nasceu da Virgem Maria, em Belém de Judá. Eis o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a natureza humana. Venham, adoremos o Salvador! Ele é Emanuel, Deus Conosco”. Este é o solene anúncio oficial do Natal, feito pela Igreja na primeira Missa da noite de Natal!
O Natal é a primeira festa litúrgica, o recomeçar do ano religioso, como a nos ensinar que tudo recomeçou ali. O nascimento de Jesus foi o princípio da revelação do grande mistério da Redenção que começava a se realizar e já tinha começado na concepção virginal de Jesus, o novo Adão. Deus queria que o seu projeto para a humanidade fosse reformulado num novo Adão, já que o primeiro Adão havia falhado por não querer se submeter ao seu Senhor,

desejando ser o senhor de si mesmo e juiz do bem e do mal. Assim, Deus enviou ao mundo o seu próprio Filho, o Verbo eterno, por quem e com quem havia criado todas as coisas. Esse Verbo se fez carne, incarnou-se no puríssimo seio da Virgem, por obra do Espírito Santo, e começou a ser um de nós, nosso irmão, Jesus. Veio ensinar ao homem como ser servo de Deus. Por isso, sendo Deus, fez-se em tudo semelhante a nós, para que tivéssemos um modelo bem próximo de nós e ao nosso alcance. Jesus é Deus entre nós, o “Emanuel – Deus conosco”, a face da misericórdia do Pai.
São Francisco de Assis inventou o presépio, a representação iconográfica do nascimento de Jesus, para que refletíssemos nas grandes lições desse maior acontecimento da história da humanidade, seu marco divisor, fonte de inspiração para pintores e místicos.
Que tal se fizéssemos um Natal contínuo, pensando mais no divino Salvador, na sua doutrina, no seu amor, nas virtudes que nos ensinou, unindo-nos mais a ele pela oração e encontro pessoal com ele, imitando o seu exemplo, praticando as obras de misericórdia, convivendo melhor com nossa família…

Desse modo a mensagem do Natal vai continuar durante todo o Ano Novo, que assim será abençoado e feliz. FELIZ NATAL E ABENÇOADO ANO NOVO!

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

artigo folha 669 II NATAL PERENE.doc

ESPERANDO O NATAL


Dom Fernando Arêas Rifan*

Depois de amanhã começaremos a Novena de preparação para o Santo Natal. Nas Vésperas dos dias que antecedem a grande festa natalina, cantam-se as belíssimas antífonas latinas que começam com a exclamação de desejo “Ó!”: Ó Sabedoria, Ó Adonai, Ó Raiz de Jessé, Ó Chave de Davi, Ó Oriente, Ó Rei das Nações, Ó Emanuel, palavras das antigas profecias bíblicas, referentes ao Salvador cujo nascimento celebraremos no Natal.
O modelo para nós de expectativa do Messias é a sua Mãe, Maria Santíssima. Por causa dessas antífonas da expectação, o povo deu a ela o título de Nossa Senhora do Ó. É uma devoção muito antiga, surgida na Espanha e em Portugal. Aqui no Brasil, em São Paulo, por exemplo, temos a “Freguesia (paróquia) do Ó”, bairro, onde se encontra a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Expectação do Ó, cuja construção começou em 1610.
A devoção a Nossa Senhora é inata no povo católico. Enquanto os teólogos, durante séculos, discutiam a base teológica da Imaculada Conceição da Virgem Maria – o dogma de fé só foi proclamado por Pio IX no dia 8 de dezembro de 1864 -, o povo católico já a cultuava por toda a parte. Desde os primeiros séculos, os cristãos já honravam essa prerrogativa de Maria. No século VIII, o culto foi autorizado nas igrejas. A partir do século XII, espalhou-se a celebração dessa festa. Clemente XI, em 1708, elevou-a a festa de preceito. A imagem de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Basílica do mesmo nome em Salvador BA, foi trazida por Tomé de Souza e a primeira capela em seu louvor, foi construída a mando do então governador.
Celebramos dia 12 Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina. Sob diversos nomes, Maria Santíssima é patrona de muitos países do Novo Mundo, e sua devoção está no coração de todos. O Documento de Aparecida exalta “o papel tão nobre e orientador que a religiosidade popular desempenha, especialmente a devoção mariana, que contribuiu para nos tornar mais conscientes de nossa comum condição de filhos de Deus” (37). Mas, reconhece que “no entanto, devemos admitir que essa preciosa tradição começa a diluir-se… Nossas tradições culturais já não se transmitem de uma geração à outra…” (39). “Observamos que o crescimento percentual da Igreja não segue o mesmo ritmo que o crescimento populacional… Verificamos, deste modo, uma mentalidade relativista no ético e no religioso…. Nas últimas décadas vemos com preocupação, que numerosas pessoas perdem o sentido transcendental de suas vidas e abandonam as práticas religiosas…”. “Tal como manifestou o Santo Padre no Discurso Inaugural de nossa Conferência: ‘Percebe-se certo enfraquecimento da vida cristã no conjunto da sociedade e da própria pertença à Igreja Católica’.” (100).
Rezemos mais, pois estamos em “um novo período da história, caracterizado pela desordem generalizada…, pela difusão de uma cultura distante e hostil à tradição cristã e pela emergência de variadas ofertas religiosas que tratam de responder, à sua maneira, muitas vezes errônea, à sede de Deus que nossos povos manifestam” (DocAp 10).

*Bispo da

Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

artigo folha 668 II ESPERANDO O NATAL.doc

FSSPX - Portugal

Tudo por amor a Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Movimento Magistrados para a Justiça

"Uma visão conservadora de temas relacionados ao Direito"

O Legado d'O Andarilho

opiniões, considerações políticas e religiosas.

Roberta Acopiara's Blog

Just another WordPress.com weblog

Blog do Curso Técnico em Informática do IFCE - Campus Iguatu

Blog do Curso Técnico em Informática do IFCE - Campus Iguatu

pregarevangelho

Só mais um site WordPress.com

:.:Paródias da Professora Décia:.:

Paródias de uma professora cedrense!

Fratres in Unum.com

Ecce quam bonum et quam jucundum habitare fratres in unum.

Compartilhar é preciso.

Sinta-se livre para conhecer, aprender e compartilhar

§|Olhar Católico|§

Um Olhar Católico sobre o mundo!

Pacientes na tribulação

Apologética católica

Grupo S. Domingos de Gusmão

Fiéis Católicos de Maringá

Missa Tridentina em Brasília

Santa Missa no Rito Romano Tradicional

Vida, dom de Deus

Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

%d blogueiros gostam disto: