Aborto: dados reais

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Gilberto Carvalho, suposto cristão, petista de coração, é contrariado por estudantes em Minas Gerais

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Curtas sobre o aborto: duas opiniões em dois jornais


Na Folha de São Paulo quem opina é Luiz E. Garcez Leme, professor da Faculdade de Medicina da USP: Para todos aqueles que têm interesse por ética de pesquisa e bioética, alguns temas são familiares. A questão do aborto é típica.

A favor do aborto (ou de seus sinônimos adocicados) esgrime-se com o pacote de argumentos dos direitos de autonomia da mulher, sem se conceder direitos ao embrião; da imaginada impessoalidade do embrião, sem explicar o que seriam então essas curiosas células que se desenvolvem e estruturam com um genoma distinto do da mãe; da conveniência social e de saúde pública. Continue lendo.

Na Gazeta do Povo de Paraná quem opina é Jônatas Dias Lima, repórter desta: Desde o fim de 2012 a Irlanda enfrenta pressões tremendas para legalizar o aborto. O lobby da descriminalização instrumentalizou o caso de Savita Halappanavar, uma dentista indiana que morreu devido, supostamente, a complicações na gestação. Enfatizo o “supostamente”, porque esse foi o mote das pressões abortistas que tomaram a hipótese como fato. Foi assim pelo menos até a semana passada, quando uma comissão médica, responsável por investigar as causas da morte de Savita, concluiu que o motivo era uma septicemia (infecção generalizada) agravada por erro médico. Continue lendo.

 

Boa leitura 😉

Bebês nascidos vivos depois de aborto chocam e são relatados por enfermeiras


PorSarah Curty | Correspondente do The Christian Post

Diversos abortos terminam em bebês que chegam a nascer mas são deixados à mercê à espera da morte. Em certos casos o próprio abortista mata a criança nascida e em algumas ocasiões eles recebem a oportunidade de serem cuidados.

  • feto
    A enfermeira Kathleen Malloy, de Jacksonville, na Flórida, contou ao Live Action News sua experiência em um hospital que praticava o aborto na cidade. Ela afirma que muitos bebês, mesmo após o processo de aborto, saem do ventre de suas mães ainda vivos e morrem em berços no hospital, sem nenhum cuidado.

Ela conta que uma noite, quando trabalhava no turno da madrugada, se deparou com uma recém-nascida em um berço fora do berçário. “Essa menina parecia que tinha sido mergulhada em uma bacia de água fervente. Nenhum médico, nenhuma enfermeira, nenhum parente para confortar essa criança queimada e machucada”, lembra Kathleen.

As queimaduras no corpo do bebê, lembra Kathleen, são efeitos de um tipo de aborto praticado na década de 1970, no qual o médico inseria uma solução salina no líquido amniótico da gestante. O bebê, já no sexto mês de gestação, ingere a solução, que queima seus pulmões, sua pele e força o trabalho de parto. A mãe entra em trabalho de parto e dá à luz a uma criança morta ou moribunda.

Joan S. Smith, outra enfermeira, conta que recebeu das mãos de uma médica um bebê de 22 semanas que ainda estava vivo. O bebê estava envolto em papel toalha e, sem saber o que fazer, Joan pediu ajuda a um médico. Ele disse a ela que ocupasse seu tempo com outra coisa enquanto esperava o bebê morrer.

“Eu estava lá, rodeada de tecnologia, e nada estava disponível para aquela criancinha (…) Aquilo ali era toda a vida que aquele bebê conheceria. Ele nunca saberia o que é um abraço de mãe. Ninguém nunca celebraria seu aniversário. Ele nunca teria um nome”, lembra Joan.

Segundo a escritora Linda Bird Francke, que escreveu o livro “Ambivalência do Aborto”, muitas mulheres se arrependem do aborto não só pelo que causa à mãe, mas, especialmente, pelo sofrimento que causa ao bebê.

Outra que deu seu depoimento foi Hannah Smith. Hannah conta que, quando descobriu que estava grávida, sua vida mudou de rumo. O namorado e a família viraram as costas para Hannah e ela decidiu abortar. Alguns anos mais tarde, Hannah se casou e escondeu o aborto do marido.

Ela afirma que leu em uma revista um depoimento sobre uma experiência de quase-morte na qual um homem se viu prestes a ser lançado no inferno. O motivo teria sido por ter escolhido amar e servir a si mesmo em vez dos que tinham sido colocados em sua vida por Deus.

Hannah lembra que a história a comoveu muito e viu que a responsabilidade pelo aborto de anos antes era toda dela. No entanto, ela acredita que seu filho que não teve a oportunidade de nascer está ao lado de Deus no céu.

Ela agora espera que um dia possa se unir ao filho, quando Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Apocalipse 21:4).

Os médicos entrevistados pelo site acreditam que, quando um bebê consegue sobreviver, ainda que por pouco tempo, após o aborto, fica óbvio que é o assassinato de um ser humano. 

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Senador João Costa realiza pronunciamento contra o aborto e justifica motivos


Conexão Tocantins 18/04/2013 – O senador João Costa Ribeiro Filho (PPL-TO) realizou pronunciamento na tarde desta quinta-feira, 18, na tribuna do Senado, sobre a criminalização do aborto.

Atualmente, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei nº 236, de 2012, conhecido como Anteprojeto do futuro Código Penal que, nos artigos 125 a 127, cria quatro formas de criminalização do aborto e, no artigo 128, sete formas de exclusão desse crime.

Frente às questões sociais inerentes ao tema e a responsabilidade do legislador, ao exigir exatidão conceitual e principiológica do texto do Projeto de Lei em estudo, o senador João Costa solicitou aos Professores Hélcio Maciel França Madeira, da Universidade de São Paulo, e Pierangelo Catalano, da Universidade de Roma La Sapienza, pareceressobre os direitos do nascituro à luz do sistema do Direito Romano atual e do ordenamento jurídico brasileiro.

“O aborto é a interrupção da gravidez com a morte do nascituro, assim considerado o ser humano que está por nascer e que aguarda seu nascimento no ventre materno. Essa interrupção pode ser feita de forma espontânea ou induzida, por meio do uso de medicamentos ou da realização de cirurgias. A gravidez  começa com a fecundação de um óvulo pelo espermatozoide e termina com o nascimento da criança. No aborto, o bem jurídico tutelado é a vida do ser humano em formação, e, quando for provocado por terceiro, a incolumidade pública. É uma agressão não só contra aquele que está por nascer, em todos os casos, mas também contra a gestante,  quando realizado sem o seu consentimento. Nesse ponto, a sociedade também é alvo dessa agressão, em face de seu dever em proteger a vida do ser humano em formação no útero materno”, considera João Costa. 

Em seu pronunciamento, o senador destacou que no sistema jurídico romano, o direito do nascituro à vida se construiu autonomamente – “não como questão religiosa, biológica, científica ou filosófica”.

“A vida daquele que está por nascer indica a existência de um ser humano em formação, e para o Direito, onde houver vida, exige-se, no mínimo, respeito, defesa e proteção. Por maior que seja a dependência afetiva, física ou nutricional que o nascituro tenha da gestante, de remédios ou de recursos decorrentes dos avanços tecnológicos, cabe ao jurista defender os direitos fundamentais dele, especialmente o direito à vida e à integridade física”, afirmou.

João Costa aponta que, após criterioso exame dos direitos do nascituro, os Professores Hélcio Madeira e Pierangelo Catalano foram unânimes ao consignar, em seus Pareceres, que a vida começa com a concepção, e o nascituro é titular de inúmeros direitos.

“O ordenamento jurídico brasileiro é explícito com relação a existência de vida e de direitos a partir da concepção: primeiro, o Código Civil, em seu art. 2º, que adotou a teoria concepcionista, deixando claros e a salvo não só esses direitos, como o momento em que eles têm origem; segundo, a Constituição Federal, no art. 5º, XXXVIII, ‘d’, que incluiu o aborto entre os crimes dolosos contra a vida; terceiro, o atual Código Penal e o próprio Projeto de Lei nº 236, de 2012, que incluíram o aborto entre os crimes praticados contra a pessoa, de maneira especial na subclasse dos crimes dolosos contra a vida , ao lado do homicídio, da indução, instigação ou auxílio ao suicídio, bem como do infanticídio”, considera o senador.

O pepelista ainda destacou durante seu discurso que “a toda evidência, ao definirem o crime de aborto, o Código Penal e o citado Projeto de Lei não se referiram ao aborto como um crime doloso” contra a morte ou contra um objeto ou coisa – “Ao contrário, admitiram, expressamente, que o aborto é um crime doloso contra a vida do nascituro, até porque caracteriza a prática de crime impossível matar alguém sem vida”, garante.

Os direitos do Nascituro

João Costa considera que no exame ao Anteprojeto do futuro Código Penal nota-se a consideração aos direitos do nascituro: 1) direito à vida e proibição do aborto (CF, art. 5º, caput, e art. 5º, inciso XXXVIII,‘d’); 2) outros direitos da personalidade, quando compatíveis com a condição de nascituro, como: direito à integridade física, à imagem e à honra; 3) direito à filiação e ao reconhecimento da paternidade (CC, arts.1596, 1597 e 1609); 4) direito à curatela (CC, art.1779); 5) direito à sucessão (CC, art. 1798); 6) direito à posse dos bens herdados (CPC, art. 878); 7) direito a receber a doação (CC, art. 542); 8) direito a alimentos; 9) direito de consumidor; 10) direitos tributários .

“Não há dúvida de que a vida é pressuposto dos demais direitos do nascituro. Logo, ao se subtrair dele a origem de seus direitos, retira-se-lhe, a um só tempo, os demais, seus frutos. Já ao se lhe assegurar o direito à vida, não se está garantindo apenas o direito dele, que está por nascer, mas também os direitos da família e os da república”, atesta João Costa e complementa, “O aborto é um crime contra a continuidade e a integridade de uma estirpe, pois ele não destrói, apenas, uma vida indefesa; toda uma geração é assassinada brutalmente (filhos, netos, bisnetos etc).  Por isso, só defendem o aborto aqueles que tiveram o direito de nascer”.

O senador também destacou que enquanto o art. 125 do citado Projeto de Lei faz referência ao aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento, que comina com pena de seis meses a dois anos, o art. 126 descreve o aborto consensual provocado por terceiro, cuja pena de prisão é de seis meses a dois anos, e o art. 127 indica o aborto provocado por terceiro, sem o consentimento da gestante, tendo como pena a prisão de quatro a dez anos.

“Note-se que das quatro formas apresentadas, em apenas uma delas o aborto é feito sem o consentimento da gestante: a do art. 127; nas demais, ela consente ou provoca o aborto em si mesma. Se os art. 125 a 127 do Projeto de Lei nº 236 qualificam quatro condutas como criminosas, o art. 128, do mesmo Projeto de Lei, se encarrega de afastá-las com as respectivas causas de exclusão. Com o reconhecimento e a aplicação de uma das formas que exclui o aborto, a conduta antes considerada criminosa ou abortiva deixa de ser considerada crime. As excludentes do crime de aborto representam uma clara influência dos pandectistas”, afirmou da tribuna. 

Causas de Exclusão /Aborto / Crime

João Costa ainda relacionou hipóteses relacionadas às causas de exclusão desse crime. O art. 128 do Anteprojeto do novo Código Penal apresenta indica sete hipóteses que afastam da conduta tida como criminosa a característica de crime. São elas: I) se houver risco à vida ou II) à saúde da gestante; III) se a gravidez resultar da violação da dignidade sexual ou IV) de emprego não consentido de técnica de reprodução assistida; V) se comprovada a anencefalia, atestada por 2 médicos ou VI) quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida extrauterina, fato atestado por 2 médicos; VII) se por vontade da gestante, até a 12ª semana da gestação, quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade.

“É como se com uma mão se criasse o crime de aborto e a um só tempo, com a outra, esse crime fosse desfeito. Aparentemente, restou apenas o crime de aborto previsto no art. 127, caracterizado como provocar aborto sem o consentimento da gestante. Isso porque, ao dispensar o consentimento da gestante ou de seu representante legal, se ela não puder se manifestar, o parágrafo único do art. 128 do Projeto de Lei do Senado nº 236 desfaz a forma de aborto do art. 127. Ou seja, na hipótese de risco à vida da gestante, o autor do aborto não será penalizado, ainda que o faça sem o consentimento dela ou de seu representante legal”, registrou.

O senador ainda considerou que de acordo com o atual Código Penal e com o Projeto de Lei nº 236, todos os crimes – exceto o aborto – se submetem às mesmas formas de exclusão do fato criminoso, também chamadas excludentes de ilicitude ou de antijuridicidade (arts. 23 e 28, respectivamente). A conduta deixa de ser ilícita ou criminosa quando o crime é praticado: I) no estrito cumprimento do dever legal; II) no exercício regular de direito; III) em estado de necessidade; IV) em legítima defesa.

“A pergunta que se faz, então, é a seguinte: por que somente o aborto não se submete às excludentes de ilicitude indicadas no art. 23 do atual Código Penal e no art. 28 do Projeto de Lei nº 236? Por que alguém que mata outrem fora do útero materno (criança ou adulto, não importa), de maneira hedionda, ignóbil e mesquinha, se submete a tais excludentes, e o autor ou autora do crime de aborto se submete às excludentes especiais do art. 128 do atual Código Penal, as quais estão sendo ampliadas pelo art. 128 do Projeto de Lei 236? Por que um peso e duas medidas?”, questionou João Costa.

Para o senador,a resposta é “singela”: “se os autores do crime de aborto se submetessem, apenas, às excludentes do art. 23 do Código Penal e do artigo 28 do Projeto de Lei 236, somente o estado de necessidade excluiria a ilicitude do crime de aborto. Assim, só na hipótese de risco à vida da gestante o direito excluiria o crime; nas demais, não. Por isso é que, nesse caso, a excludente é chamada de aborto necessário, uma vez que é realizado em decorrência do estado de necessidade. As outras excludentes de ilicitude –  estrito cumprimento do dever legal, exercício regular de direito e legítima defesa – são incompatíveis com crime de aborto”.

Gravidez em decorrência de Violência Sexual

Com relação à gravidez decorrente de violência sexual, João Costa ressaltou que o princípio de Direito Romano, “que poderia resolver o impasse”, é objetivo, concreto e fundamental: Calamitas matris non potest nocere ei qui in ventre est (“A calamidade da mãe não pode prejudicar aquele que está no seu ventre”) e opõe-se à excludente do crime de aborto – afirmou.

João Costa considera que, no Brasil, a criação de novas causas excludentes da ilicitude do crime de aborto é a prova de que os ativistas pró-aborto buscam, a exemplo do que tem sido feito em outros países, “uma aproximação da cultura da morte e consequente afastamento da cultura da vida; da política que apregoa a morte no lugar da vida e o sangue no lugar da paz”.

Interrupção / Gravidez

No entendimento do senador João Costa, a interrupção da gravidez, ainda que realizada por um especialista, em um bom hospital, não deixa de representar uma séria e grave intervenção no organismo da gestante. 

“A garantia de acesso à informação e aos serviços de assistência à saúde reprodutiva, bem como iniciativas de conscientização contrárias ao abortamento voltadas para gestantes que, num primeiro momento, estão decididas a interromper a gravidez, representa uma forma de proteção à vida e à saúde da própria gestante. Em inúmeros casos, a criação de alternativas e opções pelos governos, para abrigar, proteger as crianças após o nascimento e assegurar o sigilo da gravidez, pode defender a vida e evitar a morte, riscos, consequências e complicações, causados por abortamentos realizados em condições precárias de higiene, por pessoas não qualificadas e com o emprego de métodos perigosos”, finalizou. (Assessoria de Imprensa)

Diga sim a vida

Conselho Federal de Medicina a favor do crime


Por Reinaldo Azevedo, da Veja.

A cultura da morte avança. Leio na Folha o seguinte título: “Médicos defendem aborto até 12ª semana de gestação”. Indaguei cá comigo o óbvio: “Quais médicos?” Segundo informa Johanna Nublat, “o entendimento foi aprovado pela maioria dos conselheiros federais de medicina e dos presidentes dos 27 CRMs (Conselhos Regionais de Medicina) reunidos em Belém (PA) no início do mês.”  O texto não informa de quanto é essa “maioria” dos conselheiros federais nem quais são os conselhos regionais que a endossam. Ficamos sabendo que um terço dos CRMs não concordou —  entre eles, o de Minas. Se conseguir detalhes, informo aqui.  Vamos lá.

Entre os defensores da legalização do aborto até a 12ª semana está o próprio presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D´Ávila. “Defendemos o caminho da autonomia da mulher. Precisávamos dizer ao Senado a nossa posição”. Uma boa forma de esconder o fato de que o aborto implica a morte do feto é falar em “autonomia da mulher” — afinal, quem pode ser contra essa autonomia? Doutor D’Ávila é médico. Salvar vidas é a essência do compromisso ético de sua profissão. Das duas uma: ou ele não concorda com isso, ou acha que u feto não vive. Não há uma terceira hipótese.

“Precisávamos dizer isso ao Senado”, afirma ele. Ao Senado? Ele está se referindo àquele projeto aloprado de reforma do Código Penal, elaborado por uma comissão formada pelo senador José Sarney (PMDB-PA), que tramita na Casa. É aquele texto que considera mais grave abandonar um cachorro do que abandonar uma criança. É aquele texto que, ao definir uma quantidade que caracterizaria tráfico de drogas, acaba, na prática, por legaliza-lo. É aquele texto que banaliza a eutanásia (parece que doutor D’Ávila nada tem a dizer a respeito). É aquele texto que reconhece como legítimas ações terroristas praticadas por movimentos sociais. É aquele texto que quer mandar para a cadeia quem desfaz um ninho de passarinho, mas deixa sem punição quem mata fetos humanos. Donde se conclui que, para seus formuladores — e, desconfio, também para o doutor D’Ávila — existe uma hierarquia entre o ovo do pardal e o ovo de gente…

Dr. D’Ávila perfila-se, assim, com um texto eticamente asqueroso. Mas, como ele confessa, “precisávamos (eles) dizer isso ao Senado”. Ok, doutor, está dito! O senhor também acha que ovo de pardal é superior a ovo de gente. Está plenamente compreendido. Só não queira escapar imune à lógica, doutor. Não tentarei lhe prova que o feto é vida porque essa aula quem deveria me dar é Vossa Senhoria. O senhor prefere, no entanto, ignorar essa evidência em nome da, como é mesmo?, “autonomia da mulher”. Então o senhor não seja intelectualmente covarde e defenda o aborto na sua plenitude.

Se é a autonomia da mulher que conta, até que o feto não seja expulso do ventre materno ou de lá não seja retirado por uma cesariana, quem tem o comando é a mãe. Por que, então, essa história de “12 semanas”?  Seja corajoso, doutor; faça como aqueles dois acadêmicos italianos que defenderam o assassinato também de recém-nascidos. Afinal, também o feto que acaba de sair do útero é um nada, certo? Ousados, eles escreverem um artigo intitulado “After-birth abortion: why should the baby live?“ – literalmente: “Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?” O texto asqueroso foi publicado no “Journal of Medical Ethics”. Escrevi um post a respeito no dia 2 de março do ano passado. O casal é potencialmente homicida, mas lhe assiste certa razão prática: os motivos evocados para justificar o aborto não são muito distintas dos evocados por eles para justificar o assassinato de recém-nascidos. Doutor D´Ávila deve saber que, assim como não existe meia gravidez, também não existe meia vida humana, não é mesmo? Se o feto não é coisa, então é vida. Dia desses tentaram me convencer que, até o limite de 12 semanas, o feto não sente dor. Uma galinha sente dor quando abatida, suponho, e não defendo a criminalização da morte de galinhas. Não é a existência da dor que define uma vida humana.

Na Folha, Claúdia Collucci escreve um artigo apoiando o CFM — há um outro crítico. Afirma ela: “A decisão do CFM (Conselho Federal de Medicina) de apoiar a proposta de descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação é corajosa, mas tende a enfrentar resistência no próprio quintal -entre os médicos.” Ai, ai… “Corajosa” por quê? Corajosa contra quem? O que há de corajoso em interromper a vida? Não sei. A propósito: defender a posição contrária também entra na categoria da coragem ou aí já seria covardia?

Segundo a autora, nos países em que há descriminação do aborto, há menos ocorrências do que naqueles em que ele é proibido. Reproduzo trecho:
“A favor dos que defendem a descriminalização, estão pesquisas recentes mostrando que as mais altas taxas de aborto estão justamente em regiões com leis restritivas.
Um estudo publicado na revista médica “The Lancet” no ano passado analisou dados de 1995 a 2008 e revelou que na América Latina, onde a maioria dos países criminaliza a interrupção da gravidez, estão concentradas os maiores números.
Em 2008, uma média de 32 entre 1.000 mulheres latino-americanas (entre 15 e 44 anos) abortaram. No mesmo ano, a taxa na África foi de 29. Na Europa Ocidental, onde a lei é mais permissiva, o número é de 12 a cada 1.000.”

Esse tipo de raciocínio é fabuloso! Ainda que esses números sejam verdadeiros, apontem uma só razão, uma só implicação racional e lógica, para que se façam menos abortos em países onde a prática é descriminada. Muito provavelmente, há menos ocorrências na Europa Ocidental porque há mais educação, mais saúde, mais renda… Para que a hipótese fosse ao menos examinada, seria preciso comparar países em igual estágio de desenvolvimento e com condições sociais semelhantes, mas com legislações distintas. E, ainda assim, seria preciso ver a coisa com cuidado porque há fatores de outra natureza, como os culturais e religiosos.

É uma sandice, uma estupidez — e se costuma fazer o mesmo raciocínio falacioso em relação à descriminação das drogas — sugerir que uma legislação que facilita determinada prática concorre para a sua diminuição. Sei que o argumento enfurece muita gente, mas não há como evitá-lo: leis que descriminassem a pedofilia e o estupro poderiam ter o efeito positivo de provocar a diminuição de ocorrências, ou esse raciocínio especioso só vale para o aborto e as drogas ilegais? “Ah, são coisas diferentes”. Claro que são! Eu estou é me ocupando do princípio que sustenta a tese.

O texto volta à ladainha de que há, por ano, um milhão de abortos provocados n o Brasil. Bem, isso é chute militante. Se alguém me disser de onde sai esse número, qual é a fonte, aí começo a examinar a questão. Hospitais públicos e privados não dispõem de um formulário, ficha ou algo assim que informe: “curetagem decorrente de aborto provocado”. Essa é mais uma das mentiras que se espalham por aí, como aquela, que circulava até outro dia, que sustentava que 200 mil mulheres morriam por ano vítimas de abortos clandestinos.

Segundo uma pesquisa do Instituto do Coração, da USP, entre 1995 e 2007, a curetagem depois do procedimento de aborto foi a cirurgia mais realizada pelo SUS: 3,1 milhões de registros. Observem: 3,1 milhões de procedimentos em 13 anos. E é impossível saber o que é aborto provocado e o que é aborto espontâneo. Aquele milhão é número mágico, militante, sem base na realidade.

Os defensores do aborto têm de deixar de ser covardes e de defender o seu ponto de vista sem ficar apelando para falsas questões. Este blog aguarda, e publicará com destaque, um texto demonstrando por que a legalização ou descriminação de uma determinada prática implicaria a diminuição de sua incidência.

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