Seis bispos alemães saem em defesa da fé católica


Mons. Stefan Oster, bispo de Passau (Alemanha), recebeu o apoio público de outros cinco bispos alemães para a sua resposta à tese herética do Comitê Central dos Católicos Alemães, que solicitou que a Igreja abençoe uniões civis de ambos os divorciados como as uniões homossexuais. Mons. Oster lembra que a fé e a Escritura se “baseiam na revelação, no próprio Cristo. Ele não é um ‘valor’, mas a Palavra de Deus” e pergunta “por que justo nestes temas cruciais relativos ao casamento e sexualidade hão mudar a vontade de Jesus após dois mil anos”.

Publicado por InfoCatólica | Tradução: §|Olhar Católico|§: O prelado parte do seguinte texto da agência de notícias católica KNA:

O Comité Central dos Católicos Alemães (ZdK) exige que se criem formulários para a bênção tanto de casais do mesmo sexo como de casais separado. Para isso se deveriam desenvolver ritos litúrgicos, de acordo com um documento aprovado no sábado passado em Würzburg por unanimidade da assembleia geral, em vistas ao sínodo dos bispos do próximo outono. Além disso, seria necessário alcançar uma “aceitação incondicional da coabitação de casais divorciados ​​do mesmo sexo, bem como uma posição clara contra a marginalização, ainda existente, dos homossexuais”. O comitê dos católicos salienta que também em outras formas de vida em comum se podem dar os valores do matrimônio, como o “sim” inabalável em direção a outra pessoa ou a constante vontade de reconciliação. “Essas formas de vida familiar devem ser valorizadas expressamente embora não correspondam a forma de um casamento sacramental” (KNA).

Mons. Oster adverte que “se alguém quiser obter informações mais detalhadas sobre o que diz a fé de nossa Igreja sobre o casal, a família e a sexualidade, se alguém quiser formar a sua consciência na fé da Igreja e quer saber o quê, do ponto de vista da fé, temos nestas questões sobre o que é certo ou errado”, deve contestar as exigências da ZdK.

O prelado recordou que “a Igreja acredita, baseada na Revelação, que o gozo da prática sexual encontra a sua verdadeira e, em definitivo, o único lugar legítimo no casamento entre um homem e uma mulher, em que ambos são abertos à transmissão da vida e pelo que se contrai uma união indissolúvel até a morte de um dos dois”.

Mons. Oster explica que “do ponto de vista das Escrituras, qualquer outra forma de efetivação da prática sexual fora do casamento é considerado fornicação e adultério, com consequências dramáticas para aqueles que se aventuram na mesma”.

Ele acrescenta:

“Se agora se exige que outras formas de convivência entre as pessoas sejam reconhecidas porque neles se vive a fidelidade, a vontade de reconciliação e o compromisso mútuo, é de se supor, então, que esta exigência da ZdK inclui a prática sexual e não a exclui, porque, caso contrário estaríamos falando sobretudo das relações de amizade e não de casais. Na minha opinião não há nenhum problema em reconhecer que a Igreja tem visto sempre com bons olhos e até mesmo abençoando a autêntica amizade. Em vez disso, o que vemos, estas questões que estamos discutindo dizem respeito essencialmente ao sexo entre duas pessoas”, pelo qual apela a total coerência com ZdK para incluir “abertamente a exigência de que também abençoemos a prática da sexualidade nas relações fora do casamento”.

O Bispo argumenta que, se “temos de organizar celebrações litúrgicas para abençoar relações de todo tipo diferentes do matrimônio sacramental, me vêm a mente a pergunta: por que apenas dois? Se, por exemplo, três ou mais pessoas, de sexos iguais ou distintos, uma vez que compartilham a mesma cama querem formar um lar acolhedor e confiável para as crianças, por que não abençoamos também esta união?”

“A fé e as Escrituras”, recorda o bispo “não se baseiam de forma primária em  valores, mas sim na Revelação, no próprio Cristo. Ele não é um “valor”, mas a Palavra de Deus, é aquele que ama o homem pessoalmente, o toca, o capacita para alcançar outra vida e, sobretudo, para um amor e uma fidelidade que o homem não possui em si mesmo, senão por meio de Cristo. Agora, se o critério é o mesmo Cristo, e se através da Escritura, da Tradição e do Magistério temos tido conhecimento confiável da Sua vontade (ver por exemplo, 1 Cor 7, 10-11), então, na minha opinião, necessitaríamos de uma explicação muito maior que as simples apelações a valores, que nos argumentem de maneira conclusiva por que é justo que estes temas cruciais relativos ao matrimônio e a sexualidade tenham que mudar a vontade de Jesus depois de 2000 anos”.

Quanto ao argumento dos “sinais dos tempos”, o prelado alemão pergunta: “Quem decide quais são estes sinais e por que precisamente nesta área deve produzir novos resultados?”

“Em minha opinião”, escreve o bispo, “o que propõe o ZdK com esta declaração é deixar abandonar aspectos essenciais da imagem bíblica do homem e do conhecimento bíblico da revelação. E acho que é realmente alarmante que, aparentemente, se aventurou por esse caminho com o apoio da imensa maioria dos seus representantes”.

Ele adverte que “as forçadas referências constantes ao Papa Francisco que sustentariam este novo programa não justificam de modo algum a dramática mudança de rumo que se quer levar a cabo”. Além disso, ele acredita que “há uma alta probabilidade de que o próximo sínodo no mostre que tanto o nome quanto o programa do Papa Francisco foram instrumentalizadas aqui em favor da própria agenda política, que não é bíblica, do ZdK”.

Mons. Oster concluiu assegurando que “o fato de que muitos católicos, depois de ler artigos como este, não se sentem representados pela ZdK, não acho que seja culpa destes católicos”.

Apoio de cinco bispos alemães

Poucos dias após a publicação do texto de Mons. Stefan Oster, cinco bispos alemães mostraram-lhe o seu apoio através da carta a seguir:

S.E. Reverendíssimo Senhor Bispo

Dr. Stefan Oster

Passau

16 de maio de 2015

Reverendo Bispo de Oster, querido irmão Stefan:

Agradecemos a sua tomada de posição contra o documento aprovado pela assembleia de primavera do grupo ZdK intitulada: “Construindo pontes entre o magistério e a realidade da vida – a família e a Igreja no mundo de hoje”. Nós aderimos totalmente e em seu conjunto a seu argumento acerca do Magistério sobre a visão cristã da pessoa e sua relação com o significado que tem o ser mulher e o ser homem e, sobretudo, o significado que tem para o matrimónio cristão. Sua argumentação está fundamentada nos ensinamentos de Jesus, na Escritura e na Tradição da Igreja.

Na Alemanha vivemos agora em uma sociedade altamente secularizada. Isso não deve desencorajar-nos nem levar-nos a buscar uma acomodação com a corrente dominante (mainstream), mas deve ser entendido como uma oportunidade para redescobrir a singularidade da vocação cristã no mundo de hoje. O anúncio franco e aberto do ensinamento de Jesus no Evangelho e o acesso a uma relação com ele como riqueza para a nossa vida, tal com exposto na sua resposta, constituem uma condição indispensável para ele.

Portanto, estamos convencidos de que muitos fiéis também estão enormemente agradecidos por suas palavras claras.

Em solidariedade fraterna te saúdam aos Bispos de

Augsburg: Dr. Konrad Zdarsa

Eichstätt Gregor M. Hanke OSB

Görlitz: Wolfgang Ipolt

Regensburg: Dr. Rudolf Voderholzer

Würzburg: Dr. Friedhelm Hofmann

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Sinais do tempo: “Reunião confidencial para manobrar Sínodo a aceitar uniões do mesmo sexo”


Cerca de 50 participantes, entre bispos, teólogos e representantes da mídia, participaram do encontro realizado na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Por EDWARD PENTIN, NC REGISTER | Tradução §|Olhar Católico|§ | ROMA – Uma reunião de estudo de um dia – aberta apenas a um seleto grupo de indivíduos – teve lugar na Pontifícia Universidade Gregoriana, na segunda-feira, com o objetivo de incitar “inovações pastorais” no próximo Sínodo dos Bispos sobre a Família em Outubro.

Cerca de 50 participantes, entre bispos, teólogos e representantes da mídia, participaram do encontro a convite dos presidentes das conferências Alemã, Suíça e Francesa dos bispos – Cardial Reinhard Marx, bispo Markus Büchel e Arcebispo Georges Pontier.

Um dos principais tópicos discutidos na reunião a portas-fechadas foi como a Igreja poderia melhor acolher aqueles que estão em uniões estáveis do mesmo sexo, e que supostamente “ninguém” se opõe que sejam reconhecidas como válidas pela Igreja.

Os participantes também falaram da necessidade de “desenvolver” o ensinamento da Igreja sobre a sexualidade humana, diferenciando de uma teologia do corpo, como a famosa ensinada por São João Paulo II, mas o desenvolvimento de uma “teologia do amor”.

Um padre suíço discutiu a “importância do instinto sexual humano”, enquanto outro participante, falando sobre a Santa Comunhão para os divorciados recasados, perguntou: “como podemos negá-lo, como se fosse um castigo para as pessoas que falharam  e encontraram um novo parceiro com quem começará uma nova vida?”

Marco Ansaldo, um repórter de jornal diário italiano La Repubblica, que estava presente na reunião, disse que as palavras pareciam “revolucionárias, expressadas por clérigos”.

Biblicista francesa Anne-Marie Pelletier elogiou o diálogo que teve lugar entre os teólogos e bispos como um verdadeiro “sinal dos tempos”. Segundo La Stampa, outro jornal diário italiano, Pelletier disse que a Igreja precisa entrar em “uma dinâmica de escuta recíproca”, no qual o magistério continua a guiar consciências, mas ela acredita que ele só pode efetivamente fazê-lo se ele “ecoa as palavras para o batizado”.

A reunião teve o “risco do novo, na fidelidade a Cristo”, afirmou ela. O artigo também citou um participante dizendo que o sínodo seria um “fracasso” se ele simplesmente continuar a afirmar o que a Igreja sempre ensinou.

A reunião a portas-fechadas, idealizada pelos bispos da conferência alemã sob a liderança do Cardeal Marx, foi proposto pela primeira vez na reunião anual dos chefes das três conferências episcopais, realizada em janeiro, em Marselha, França.

O dia de estudo teve lugar poucos dias depois de o povo da Irlanda ter referendado apoio ao “casamento” de pessoas do mesmo sexo e no mesmo dia em que o Conselho Ordinário do Sínodo dos Bispos reuniu-se em Roma. Alguns observadores não veem este timing como uma coincidência.

O Conselho do Sínodo é o responsável para elaboração do Instrumentum Laboris para o Sínodo de Outubro sobre a Família. Junto ao documento estarão as respostas ao questionário enviado aos leigos de todo o mundo. Essas respostas, particularmente da Suíça e Alemanha, aparentam ser esmagadoramente a favor da Igreja adaptar seus ensinamentos ao mundo secular.

Por que a falta de publicidade?

Ninguém sabe por que este dia de estudo se deu confidencialmente. Tão confidencial que nem mesmo jesuítas proeminentes da Faculdade Gregoriana ficaram sabendo completamente dele. The Register descobriu por um vazamento de Jean-Marie Guénois em uma história no Le Figaro.

Em declarações ao The Register, após a reunião, o Cardeal Marx insistiu que o dia de reunião não era secreto. Mas ficou irritado quando pressionado sobre por que ele não foi anunciado, dizendo que ele tinha simplesmente que vir a Roma para “assuntos privados” e que tinha todo o direito de fazê-lo. Próximo do papa Francisco e membro do conselho de nove cardeais, ele é conhecido por ser especialmente ansioso para reformar a abordagem da Igreja aos homossexuais. Durante a homilia de Pentecostes, domingo passado, o cardeal Marx falou de uma “cultura de acolhimento” na Igreja para os homossexuais, dizendo que “não são as diferenças que contam, mas o que nos une”.

Cardeal Marx também não é o único entre os participantes da reunião a pressionar por mudanças radicais para a vida da Igreja. O chefe dos bispos suíços, o bispo Büchel, tem falado abertamente em favor da ordenação de mulheres, dizendo em 2011 que a Igreja deveria “orar para que o Espírito Santo nos permita ler os sinais dos tempos”. Arcebispo Pontier, chefe dos bispos franceses, também é conhecido por ter tendências heterodoxas.

Os organizadores da reunião não estavam dispostos a revelar os nomes de todos os que participaram, mas o The Register obteve a lista completa dos participantes. Entre eles incluíam-se o padre jesuíta Hans Langendörfer, secretário-geral da Conferência Episcopal Alemã e na figura principal por trás da recente reforma das leis trabalhistas da Igreja alemã a controversa que permite que divorciados recasados e casais homossexuais trabalhem em instituições da Igreja.

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A bússola e a biruta


por Percival Puggina em 05 de fevereiro de 2007 

Freqüentemente se ouve que a Igreja perde fiéis por não se adequar às tendências da modernidade: é contra o divórcio, contra o aborto, contra o casamento de homossexuais, condiciona o exercício do sacerdócio ao celibato, não ordena mulheres, se opõe a diversas práticas de controle da natalidade e por aí afora. Fico imaginando o pleno atendimento dessas reivindicações: a Igreja reinstituindo a carta de divórcio (explicitamente abolida por Jesus, num visível erro de apreciação), aconselhando as mães a abortar e os médicos a aprimorarem as técnicas de aborto, as igrejas celebrando casamentos entre homens, entre mulheres, bem como outras uniões extravagantes que se sabe existir por aí, sacerdotes e sacerdotisas distribuindo “camisinhas” nas missas dos jovens, e por aí afora.

Chocante? Ridículo? Por quê? Não é exatamente o que parecem desejar que a Igreja faça para adequar-se aos ventos da opinião pública e da permissiva cultura contemporânea? Quantos cristãos parecem crer que, de fato, a Igreja “precisa atualizar-se” nestas coisas?

Existe nos aeroportos um instrumento colocado próximo à pista, formado por uma haste metálica na qual é fixado um tubo de pano. É chamado “biruta” e serve para sinalizar o sentido e a direção dos ventos de superfície. Em todas as aeronaves existe também um outro aparelho, chamado bússola, que sinaliza o norte magnético e é um dos mais antigos e utilizados instrumentos para orientação de navegadores em terra, mar e ar.

Felizmente, a Igreja não comete a insensatez de confundir a “biruta” com a bússola porque se assim procedesse acabaria tão extraviada quanto ficaria o piloto que olhando para o tubo de pano junto à pista do aeroporto, confundisse aquilo com uma bússola e seguisse o vento, pensando tomar o rumo do norte. Não! A Igreja e o Cristianismo cumprem através da história esse papel de bússola, indicando firmemente o norte apesar dos ventos da superfície, aos quais conhece, mas aos quais não segue. Ao agir assim, procede como Cristo, que denunciou os padrões de conduta de seus contemporâneos.

E foi à cruz por causa disso! Não tivesse agido assim teria conseguido mais seguidores em seu tempo, mas ninguém o seguiria hoje. E nenhum seguidor de Cristo pode deixar de ser sinal de contradição. A Igreja não é a bússola e não é o Norte. Ela é apenas a agulha imantada pelo Norte da Revelação, que de Deus recebeu e que não pode deslocar ou recondicionar.

 

Decência no vestuário


Fonte: A dignidade da mulher católica 

    «Deseja São Paulo que as mulheres devotas (e o mesmo se diga dos homens) se vistam com decoro e se adornem com decência e sobriedade. Nesse sentido, a decência no vestuário e nos ornamentos depende da matéria, da forma e da limpeza.
    Quanto à limpeza, esta há-de ser sempre a mesma nas nossas roupas, nas quais, na medida do possível, não haveremos de tolerar nenhuma mancha ou negligência.
    A limpeza exterior é, de certo modo, o reflexo da honestidade interior. O próprio Deus deseja a decência corporal dos que se aproximam do altar e dos que têm principalmente a seu cargo a devoção.
    Relativamente à matéria e à forma do vestuário, a decência há-de ser avaliada segundo as diversas circunstâncias de tempo, de idade, de condição, de companhias, de ocasiões. Ordinariamente, estamos acostumados a vestirmo-nos melhor nos dias festivos, segundo a importância da solenidade que se celebra; em tempos de penitência, como na Quaresma, vestimo-nos com mais simplicidade; para os casamentos, levamos trajes nupciais, alegres; nos actos fúnebres, empregam-se roupas de luto; diante dos príncipes, é necessário dar maior realce ao vestuário, realce que diminui na presença dos próprios familiares.
    A mulher casada pode e deve adornar-se diante do seu esposo; se o faz quando está longe dele, então cabe perguntar a que olhos quer agradar com esse cuidado singular. Às donzelas são permitidas maiores atenções com a aparência, porque podem licitamente pretender agradar a muitos, ainda que não seja mais do que para conquistar um só, para o Santo Matrimónio. Também não é reprovável que as viúvas que querem casar-se de novo se adornem discretamente, com tal que não se mostrem levianas, pois, tendo já sido mães de família e tendo já passado pelas tristezas da viuvez, considera-se que o seu espírito é mais maduro e sensato. Mas, quanto às verdadeiras viúvas que o são não só de corpo mas também de coração, nenhum adorno é mais adequado que o da humildade, o da modéstia e o da devoção; pois, se querem dar amor aos homens, não são verdadeiras viúvas e, se o não querem dar, para quê tantos enfeites? O que não deseja hóspedes, tem de tirar o anúncio da sua casa.
    Rimo-nos sempre dos mais velhos, quando querem vangloriar-se. E porquê? Porque isso é uma insensatez, unicamente tolerável na juventude.
    Sejas correcta, filoteia; Que não haja em ti negligência nem desleixo: isso seria desprezar aqueles com quem convives, apresentando-te diante deles com roupas ofensivas; mas guarda-te cuidadosamente da afectação, vaidades, curiosidades e frivolidades. Inclina-te, sempre que te seja possível, para o lado da simplicidade e da modéstia, que são indubitavelmente o mais precioso ornamento da beleza e a melhor escusa da fealdade. São Pedro alerta, de modo particular, às donzelas que não usem os cabelos ondulados. Os homens que são tão fracos ao ponto de se deleitarem nestas superficialidades são chamados, em toda a parte, hermafroditas; e as mulheres que se envaidecem por isso, são tidas por negligentes e pouco respeitosas da castidade; se a guardam, não é o que demonstram, no meio de tantas trivialidades e miudezas. Dizem que o fazem sem pensar mal, mas eu digo que o demónio pensa sempre mal.
    Gostaria que o meu devoto ou devota fosse sempre a pessoa mais bem vestida de uma reunião mas que, ao mesmo tempo, fosse a menos pomposa e afectada; e, como se lê nos provérbios, estivesse ornada de graça, modéstia e dignidade. Diz brevemente São Luís que cada um há-de vestir-se segundo o seu estado, de modo que os discretos e modestos não possam dizer «é demasiado», nem os jovens «é muito pouco». E, se estes últimos [os jovens] não quiserem alegrar-se e resignar-se com a decência, haverá que inclinar-se ao parecer de alguém prudente.»
(São Francisco de Sales, “Filoteia ou introdução à vida devota”, parte III, capítulo XXV).

Homossexualidade e o totalitarismo das minorias


Fonte: Mídia Sem Máscara

Não se está querendo dizer aqui que o componente homossexual seja o elemento central desses grupos. Na verdade, o componente central da organização revolucionária é a completa distorção do sentido de compreender a realidade tal como ela é. O que move milhões de pessoas nessas agremiações é a frustração existencial, a incapacidade de aceitar os fatos como eles são.

 

A primeira coisa que me vem à cabeça quando eu observo as características fundamentais do movimento negro, feminista e homossexual, é que eles são praticamente idênticos aos modos, expressões, cacoetes verbais, sectarismos e formas de organização do Partido Nazista ou de quaisquer agremiações de natureza totalitária, como o Partido Comunista. Em particular, a tropa de choque do Partido Nazista, a chamada SA (SturmAibtelung), era infestada de homossexuais. A camaradagem era uma sutil forma de homoerotismo, associada ao culto narcísico da raça, dentro do Partido. Tais práticas eram, inclusive, discretamente incentivadas. O principal chefe deles e seu financiador, o capitão Ernst Röhm, era um homossexual assumido, e sob sua direção, a ala radical do Partido Nazista era uma confraria de pederastas, unidos pela lealdade espiritual e sexual.

Há de se compreender uma questão que não parece muito óbvia: os chamados “movimentos sociais” de cunho feminista, homossexual ou negro são organizações de massa criadas pelo Partido Comunista. A diferença é que se inverteu o culto grupal de classe do marxismo clássico, para o culto da raça, do sexo, da sexualidade ou de qualquer outro conceito arrebanhador. A esquerda revolucionária mudou o foco da questão. A luta de classes é agora transformada em luta de raças, de sexos, de comportamentos sexuais, enfim, de qualquer coisa. Eles guardam todo o sentido de seita religiosa, mesclado com o narcisismo coletivo de suas características particulares. E como é inevitável, a homossexualidade é um elemento fortíssimo na mensagem traduzida nas exigências destes grupos. Continue lendo »

Viva Portugal!


Portugal: presidente veta lei sobre uniões de fato

Não promulgação agradou Conferência Episcopal

LISBOA, terça-feira, 25 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, decidiu ontem não promulgar a lei que pretendia equiparar no país a união entre duas pessoas do mesmo sexo ao matrimônio.

O presidente –segundo refere Agência Ecclesia– alertou para o “risco de uma tendencial equiparação entre duas realidades distintas”, o casamento e as uniões de fato, “se converter, no fim de contas, na criação de dois tipos de casamento ou, melhor dizendo, de transformar a união de fato num «para-casamento», num «proto-casamento» ou num «casamento de segunda ordem»”. Continue lendo »

Por que eu sou Católico?


G. K. Chesterton

A dificuldade em explicar “Por que eu sou Católico” é que há dez mil razões para isso, todas se resumindo a uma única: o catolicismo é verdadeiro. Eu poderia preencher todo o meu espaço com sentenças separadas, todas começando com as palavras, “É a única coisa que …” Como, por exemplo, (1) É a única coisa que previne um pecado de se tornar um segredo. (2) É a única coisa em que o superior não pode ser superior; no sentido da arrogância e do desdém. (3) É a única coisa que liberta o homem da escravidão degradante de ser sempre criança. (4) É a única coisa que fala como se fosse a verdade; como se fosse um mensageiro real se recusando a alterar a verdadeira mensagem. (5) É o único tipo de cristianismo que realmente contém todo tipo de homem; mesmo o respeitável. (6) É a única grande tentativa de mudar o mundo desde dentro; usando a vontade e não as leis; etc. Continue lendo »

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Vida, dom de Deus

Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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