A Comunhão sacrílega


De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem.(1 Cor 11, 27-30)
 
Santo António Maria Claret
Santo António Maria Claret
Não há praticamente nenhum crime que mais ofende a Deus que a comunhão sacrílega. Os Santos Padres o demonstram em palavras e exemplos extraordinários. O comungante em pecado mortal comete um crime maior que Herodes, diz Santo Agostinho, mais assustador do que Judas, diz São João Crisóstomo, mais terrível do que o cometido pelos judeus, crucificando o Salvador, dizem outros santos.E a tudo isso, acrescenta São Paulo, será réu do Corpo e Sangue de Cristo, que diz a Glosa: a ser punido como se, com as suas mãos, tivesse morto o Filho de Deus.
A comunhão sacrílega é um crime tão grande que Deus não espera para o punir no inferno. Ele já começa neste mundo a indignar-se com tamanho crime, permitindo a doença e a morte. No tempo dos Apóstolos, segundo São Paulo, muitos dos males de alguns derivaram de comunhões sacrílegas, sofrendo ferimentos muito graves e outros morreram. São Cipriano refere que alguns de seu tempo, não sendo dignos de receber a Sagrada Comunhão, depararam-se com uma dor intolerável nas entranhas e às portas da morte. São João Crisóstomo conhecia muitos possuídos por demónios por causa deste crime. O Papa São Gregório assegura que, em Roma, houve grandes estragos devido à peste que apareceu, por se terem continuado as diversões imorais e os espectáculos de impurezas após a Comunhão pascal.
Lemos na vida de um monge de São Bernardo se atreveu a comungar em pecado mortal. Algo terrível! Logo que o Santo lhe deu a Sagrada Hóstia, rebentou como Judas e como ele foi condenado eternamente.
Segundo o famoso P. Arbiol, havia uma senhora que, num evento solene foi à confissão e o confessor, a encontrando numa ocasião próxima de pecado, ele disse que não poderia absolver a menos que primeiro se afastasse da ocasião, e disse-lhe ainda que naquele dia não podia receber a Sagrada Comunhão. Mas ela quis receber o Corpo de Jesus, independentemente do que o confessor lhe tinha dito, e imediatamente tomou a Hóstia Sagrada na garganta, engasgada, caindo morta na mesma igreja, na presença de muitas pessoas.
Um grande número de casos desta natureza poderia referir-se não só antigo mas igualmente à idade moderna, mas isso não acontece muito, porque, creio eu, que os bons, com santo temor, se retraem de frequentar os Santos Sacramentos e Jesus, pelo amor que nos tem para o nosso bem, obviamente prefere deixar impune o sacrilégio e receber os bons muitas vezes, estes que não se atrevem a tomá-lo, assustados com a punição dos pecadores.
Mas se a estes últimos pecadores não os pune de forma visível, já o está a fazer invisivelmente: com a cegueira de entendimento, dureza de coração, do seu abandono neste mundo, e em seguida, no outro, com o castigo eterno do Inferno. Encomendemo-nos à Santíssima Virgem Maria, para que alcancemos a ajuda que precisamos para receber com frequência e dignamente os Sacramentos.
E para que conheçamos o quanto convém receber dignamente os Sacramentos e os diferentes efeitos causados por eles, um outro caso que li na vida dos Santos Padres:
Houve um Bispo muito virtuoso, que, tendo sido avisado duas pessoas que viviam de maneira ilegal aos olhos de Deus, suplicou ao Senhor que se dignasse a manifestar o pecado na consciência de cada um deles. Deus ouviu suas preces, e um dia depois de ter distribuído a Sagrada Comunhão a uma grande multidão, viu que cada um tinha seu rosto negro como o carvão, outros olhos brilhantes, e outros muito elegantes, vestidos de branco. O bom bispo repetiu a súplica, para que Deus lhe manifestasse aquele mistério. Naquele instante, apareceu um anjo, e disse: “Fica sabendo que os que têm a cara preta são impuros e desonestos, os olhos brilham outros são avarentos, usurários e vingativos, e aqueles que parecem tão bonitos, vestidos brancos são aqueles que estão adornados de graça e de virtudes.” Aproximaram-se então as duas pessoas acusadas de viverem em pecado e o Bispo também as viu bonitas e resplandecentes. O santo bispo pensou que fora enganado, mas o Anjo disse-lhe que de facto era verdade o que se dizia deles, mas tendo-se afastado do pecado e fazendo uma boa confissão, eles foram perdoados de todos os seus pecados.
Portanto irmão, amado em Jesus Cristo, eu imploro e peço para não receberes a Sagrada Comunhão em pecado mortal, mas não te preocupes se te encontras nesse tão miserável estado. Confessa-telogo que possas, exercita e pratica fervorosamente muitos actos de humildade, confiança e de amor a Deus e,com esta disposição, colherás grandes frutos celestiais que nos são dados na Sagrada Eucaristia, para aqueles que A recebem dignamente.
Os frutos principais da Sagrada Comunhão dignamente recebida:
1.º Aumenta a graça.
2.º Dá luz à alma para distinguir o bem do mal, para segui-lo e evitá-lo, respectivamente.
3.º Aviva fé e esperança.
4.º Estimula a caridade.
5.º Modera a raiva e outras paixões, preservando-nos do pecado.
6.º Estamos unidos com Jesus Cristo.
7.º Dá – nos dá um espírito manso.
8.º Repele os demónios, para que não nos tentem tantas vezes.
9.º Acalma o remorso da consciência.
10.º Dá-nos uma grande confiança em Deus, na hora da morte.
11.º Dá força e alimenta a alma.
12.º Finalmente, dá-nos uma ajuda especial para perseverar no bem e chegar à glória eterna, sendo penhor de salvação.
Fonte: Blog A Saúde da Alma

Sacramento da Eucaristia


Catequese retirada do Catecismo de São Pio X:

Qual é o maior de todos os Sacramentos?

O maior de todos os Sacramentos é o Sacramento da Eucaristia, porque contém não só a graça, mas também ao mesmo Jesus Cristo, autor da graça e dos Sacramentos.

Que é o Sacramento da Eucaristia?

A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento, espiritual.

Está na Eucaristia o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na terra, da Santíssima Virgem?

Sim, na Eucaristia está verdadeiramente o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na terra, da Santíssima Virgem Maria.

Por que acreditais que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente Jesus Cristo?

Eu acredito que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente presente Jesus Cristo, porque Ele mesmo o disse, e assim no-lo ensina a Santa Igreja.

Que é a hóstia antes da consagração?

A hóstia antes da consagração é pão de trigo.

Depois da consagração, que é a hóstia?

Depois da consagração, a hóstia é o verdadeiro Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, debaixo das espécies de pão.

Que está no cálice antes da consagração?

No cálice, antes da consagração, está vinho com algumas gotas de água.

Depois da consagração, que há no cálice?

Depois da consagração, há no cálice o verdadeiro Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, debaixo das espécies de vinho.

Quando se faz a mudança do pão no Corpo, e do vinho no Sangue de Jesus Cristo?

A conversão do pão no Corpo, e do vinho no Sangue de Jesus Cristo, faz-se precisamente no ato em que o sacerdote, na santa Missa, pronuncia as palavras da consagração.

Que é a consagração?

A consagração é a renovação, por meio do sacerdote, do milagre operado por Jesus Cristo na última Ceia, quando mudou o pão e o vinho no seu Corpo e no seu Sangue adorável, por estas palavras: Isto é o meu Corpo; este é o meu Sangue.

Como é chamada pela Igreja a miraculosa conversão do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo?

A miraculosa conversão, que todos os dias se opera sobre os nossos altares é chamada pela Igreja transubstanciação.

Quando Jesus está na hóstia, deixa de estar no Céu?

Quando Jesus está na hóstia, não deixa de estar no Céu, mas encontra-se ao mesmo tempo no Céu e no Santíssimo Sacramento.

Quando instituiu Jesus Cristo o Sacramento da Eucaristia?

Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Eucaristia na última ceia que celebrou com seus discípulos, na noite que precedeu sua Paixão.

Por que instituiu Jesus Cristo a Santíssima Eucaristia?

Jesus Cristo instituiu a Santíssima Eucaristia, por três razões principais:

1º para ser o sacrifício da nova lei;

2º para ser alimento da nossa alma;

3º para ser um memorial perpétuo da sua Paixão e Morte, e um penhor precioso do seu amor para conosco e da vida eterna.

Que efeitos produz em nós a Santíssima Eucaristia?

Os principais efeitos que a Santíssima Eucaristia produz em quem a recebe dignamente são estes:

1º conserva e aumenta a vida da alma, que é a graça, como o alimento material sustenta e aumenta a vida do corpo;

2º perdoa os pecados veniais e preserva dos mortais; produz consolação espiritual.

Quantas coisas são necessárias para fazer uma comunhão bem feita?

Para fazer uma comunhão bem feita, são necessárias três coisas:

1º estar em estado de graça;

2º estar em jejum desde uma hora antes da comunhão;

3º saber o que se vai receber e aproximar-se da sagrada Comunhão com devoção.

Que quer dizer: comungar com devoção?

Comungar com devoção quer dizer: aproximar-se da sagrada Comunhão com humildade e modéstia, tanto na própria pessoa como no vestir, e fazer a preparação antes e a ação de graças depois da Comunhão.

Em que consiste a preparação antes da Comunhão?

A preparação antes da Comunhão consiste em nos entretermos algum tempo a considerar quem é Aquele que vamos receber e quem somos nós; e em fazer atos de fé, de esperança, de caridade, de contrição, de adoração, de humildade e de desejo de receber a Jesus Cristo.

Em que consiste a ação de graças depois da Comunhão?

A ação de graças depois da Comunhão consiste em nos conservarmos recolhidos a honrar a presença do Senhor dentro de nós mesmos, renovando os atos de fé, de esperança, de caridade, de adoração, de agradecimento, de oferecimento e de súplica, pedindo sobretudo aquelas graças que são mais necessárias para nós e para aqueles por quem somos obrigados a orar, sobretudo licença especial em razão de moléstia

Como devemos apresentar-nos no ato de receber a sagrada Comunhão?

No ato de receber a sagrada Comunhão devemos estar de joelhos, com a cabeça medianamente levantada, com os olhos modestos e voltados para a sagrada Hóstia, com a boca suficientemente aberta e com a língua um pouco estendida sobre o lábio inferior. Senhoras e meninas devem estar com a cabeça coberta.

Se a sagrada Hóstia se pegar ao céu da boca, que se deve fazer?

Se a sagrada Hóstia se pegar ao céu da boca, é preciso despegá-la com a língua, nunca porém com os dedos.

Deve considerar-se a Eucaristia só como Sacramento?

A Eucaristia não é somente um Sacramento; é também o sacrifício permanente da

Nova Lei, que Jesus Cristo deixou à Igreja, para ser oferecido a Deus pelas mãos dos seus sacerdotes.

Como se chama este sacrifício da Nova Lei?

Este sacrifício da Nova Lei chama-se a santa Missa.

Que é então a santa Missa?

A santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, oferecido sobre os nossos altares, debaixo das espécies de pão e de vinho, em memória do sacrifício da Cruz.

É o Sacrifício da Missa o mesmo que o da Cruz?

O Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes seus ministros, sobre os nossos altares.

Para que fins se oferece o Santo Sacrifício da Missa?

Oferece-se a Deus o Santo Sacrifício da Missa para quatro fins:

1º para honrá-Lo como convém, e sob este ponto de vista o sacrifício é latrêutico;

2º para Lhe dar graças pelos seus benefícios, e sob este ponto de vista o sacrifício é eucarístico;

3º para aplacá-Lo, dar-Lhe a devida satisfação pelos nossos pecados, para sufragar as almas do Purgatório, e sob este ponto de vista o sacrifício é propiciatório;

4º para alcançar todas as graças que nos são necessárias, e sob este ponto de vista o sacrifício é impetratório.

Quantas coisas são necessárias para ouvir bem e com fruto a santa Missa?

Para ouvir bem e com fruto a santa Missa são necessárias duas coisas: 1º modéstia exterior; 2º devoção interior.

Terminada a Missa, que se deve fazer?

Terminada a Missa, devemos dar graças a Deus por nos ter concedido a graça de assistir a este grande sacrifício e pedir-Lhe perdão das faltas cometidas enquanto a assistíamos.

Não é lícito negar a comunhão na boca


É isso mesmo pessoal!

Negar comunhão na boca é ÍLICITO!

Deus perdoe e tenha mizericórdia do Padre que me negou a comunhão na boca com o pretexto de que, segundo ele “é orientação da igreja”, devido a Gripe Suína.

Ele só não disse de que igreja era esta orientação, pois a Católica Apostólica Romana, Única e Verdadeira de Nosso Senhor Jesus Cristo, fora da qual não há Salvação ensina que não é LÍCITO negar a comunhão na boca.

Já a igreja do Boff e do Betto…

É só clicar neste link para acessar a carta da Congregação para o Culto Divino para um fiel da Grã Bretanha, e logo após a tradução. Este mesmo fiel teve a comunhão negada como eu.

Que o Senhor Jesus, por intercessão de São João Maria Vianey, nos conceda Sacerdotes santos e fiéis a Igreja.

 
 
 
 
A paz de Jesus e o amor de Maria!
Moisés Gomes de Lima
Catequista, por Misericórdia do Senhor!
Paróquia de S. João Batista – Cedro/CE
Diocese de S. José – Iguatu/CE
blog.olharcatolico@gmail.com
moisesgomeslima@gmail.com
“A concórdia não é uniformidade de opiniões, mas concordância de vontades” (S. Tomas de Aquino).

A comunhão na mão


Um bispo auxiliar do Cazaquistão adverte os bispos alemães que não apenas se alegrem com a Comunhão na boca e de joelhos. Os pastores supremos precisam dissuadir de maneira ativa os fiéis de comungarem na mão.

Mons. Athanasius Schneider(Kreuz.net) No que tange à Santa Comunhão, impera uma grande necessidade na Igreja. Assim esclareceu o Bispo Auxiliar – descendente de alemães – de Karaganda, no Cazaquisão, Mons. Athanasius Schneider (48), em uma entrevista para o canal de TV católico ‘Kephas-TV’. O filme será exibido várias vezes nessa semana.

O recebimento da comunhão é o encontro com Deus, “perante o qual os anjos se prostram” – esclareceu o Bispo Auxiliar. Deve ficar claro durante o recebimento da comunhão que esse é um momento sagrado. Para os fiéis o mais natural seria ficar de joelhos diante da majestade divina: “Esse é o mínimo que devemos ao Senhor.”

O ser humano consiste de alma e corpo e também precisa mostrar reverência perante o Senhor. Quanto à distribuição da Comunhão hoje em dia, o Bispo Auxiliar disse que é de chorar “quando a observamos.”

Os bispos devem se alegrar sobre a Comunhão na boca

Durante a Comunhão na mão e de pé não haveria mais quase nenhum sinal externo de adoração: “Isso é simplesmente um movimento em série, que transcorre de maneira bastante rápida, em que se recebe o Senhor na forma de pão rapidamente e se coloca na boca por si mesmo.”

Mons. Schneider adverte o clero também: “Precisamos todos nos alegrar – também os bispos e sacerdotes – quando os fiéis se ajoelham diante do Senhor.”

Contra o Concílio Pastoral

Na entrevista o Bispo Auxiliar enfatiza ainda que o apelo da Comunhão na mão no Concílio Pastoral Vaticano Segundo é um “puro mito”. O Concílio não teria dito nada a respeito disso. A Comunhão na mão não teria passado pela cabeça dos padres conciliares.

Implementada de maneira ilegal

A Comunhão na mão na forma atual teria sido inicialmente introduzida de maneira ilegítima na Holanda – eclesialmente morta nesse meio tempo. O Papa Paulo VI († 1978) teria “legitimado” a Comunhão na mão pela primeira vez  posteriormente. O Bispo Auxiliar Schneider está convencido de que esse Papa não desejaria a Comunhão na mão. No ano de 1968, o Papa indagou o episcopado mundial sobre o tema. Dois terços dos bispos negaram a Comunhão na mão. Eles exigiram que a forma tradicional de recebimento da Comunhão fosse mantida. Mons. Schneider esclareceu também que: Os bispos daquela época reconheciam ainda o perigo de que partículas da hóstia caíssem no chão e que a reverência dos fiéis se perdesse.

A Comunhão na mão é fortemente proibida no Cazaquistão

O Bispo Auxiliar Schneider reporta que no Cazaquistão nunca existiu a Comunhão na mão: “Para os fiéis, ajoelhar-se é uma necessidade espontânea. Não se precisa ensinar-lhes de modo algum. A fé interior exige um gesto exterior dos joelhos.”

Também turistas, diplomatas e executivos precisam receber a Comunhão na boca no Cazaquistão: “Há dois anos a nossa Conferência Episcopal tomou a decisão unânime de que somente a Comunhão na boca e de joelhos seria permitida em todas as dioceses do Cazaquistão – também para os estrangeiros. A Santa Sé concordou com essa norma.”

Um magistério prático

Mons. Schneider ficou “bastante admirado” quando o Santo Padre começou a distribuir a Comunhão somente na boca e de joelhos: “Eu considerei isso como um Magistério prático que o Santo Padre nos dá.” Especialmente os bispos deveriam ser muito gratos ao Santo Padre por seu exemplo e imitá-lo.

O Bispo Auxiliar sugere que os bispos diocesanos recomendem e esclareçam sobre a Comunhão na boca e de joelhos, se recordando de alguns bispos que já fizeram isso. Ele menciona o Prefeito para a Congregação da Liturgia, o Cardeal Antonio Cañizares. Na Quinta-feira Santa o Cardeal exigiu que os fiéis na Catedral de sua arquidiocese anterior, Toledo, recebessem a Comunhão na boca de joelhos. “Na Comunhão todos os fiéis receberam a Santa Comunhão de joelhos e na boca  – embora ele só tivesse aconselhado.”

Ajudar os fiéis em seu direito

O Bispo Auxiliar Schneider criticou ainda a retirada das mesas da comunhão das igrejas nos anos 70 do último século: “Isso foi como uma avalanche.” Esse fato será encarado como “iconoclasmo” na História da Igreja. O Bispo Auxiliar considera a reintrodução das mesas da comunhão também por razões práticas bastante úteis.

Os fiéis teriam o direito de se ajoelharem para a Comunhão. Contudo, sem as mesas da comunhão, esses fiéis – sobretudo, os idosos – seriam afetados de maneira adversa. Isso seria uma injustiça.

Além disso, Mons. Schneider considera a mesa da comunhão como um símbolo. Ela se revela como um armário que fica atrás de algo sagrado – “próximo ao Sacrário, onde o próprio Jesus está verdadeiramente presente”.

As mesas da comunhão teriam existido já nos primeiros séculos:

“Quando quisermos nos voltar aos padres da Igreja, às origens, então, deveríamos pelo menos reintroduzir as mesas da comunhão.”

2º "torpedo" de Bento XVI à Teologia da Libertação no Brasil.


“É na diversidade essencial entre sacerdócio ministerial e sacerdócio comum que se entende a identidade específica dos fiéis ordenados e leigos. Por essa razão é necessário evitar a secularização dos sacerdotes e a clericalização dos leigos. Nessa perspectiva, portanto, os fiéis leigos devem empenhar-se em exprimir na realidade, inclusive através do empenho político, a visão antropológica cristã e a doutrina social da Igreja. Diversamente, os sacerdotes devem permanecer afastados de um engajamento pessoal na política, a fim de favorecerem a unidade e a comunhão de todos os fiéis e assim poderem ser uma referência para todos. É importante fazer crescer esta consciência nos sacerdotes, religiosos e fiéis leigos, encorajando e vigiando para que cada um possa sentir-se motivado a agir segundo o seu próprio estado(DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL DOS BISPOS DO BRASIL DO REGIONAL NORDESTE 2 EM VISITA “AD LIMINA APOSTOLORUM” Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009 – Destaque em vermelho feitos por mim).

 

não é a falta de presbíteros que justifica uma participação mais ativa e numerosa dos leigos” (idem)

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Papa: nutrir-se do Pão da vida eterna


Palavras ao rezar o Angelus com os peregrinos neste domingo

CASTEL GANDOLFO, domingo, 16 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI rezou o Angelus com os peregrinos ao meio-dia deste domingo, no pátio interno do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo. Estas foram as palavras do Papa na introdução da oração mariana.

* * * 

Queridos irmãos e irmãs! 

Ontem nós comemoramos a grande festa da Assunção de Maria ao Céu, e hoje lemos no Evangelho estas palavras de Jesus: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu” (Jo 6, 51). Não se pode ficar indiferente a esta correspondência, que gira em torno do símbolo do “céu”: Maria foi “assunta” ao local de que seu filho tinha “descido”. Evidentemente, esta linguagem, que é bíblica, expressa em termos figurados coisas que não entram completamente no mundo dos nossos conceitos e da nossa imaginação. Mas vamos parar um momento para refletir! Jesus se apresenta como o “pão vivo”, ou seja, alimento que contém a própria vida de Deus e é capaz de comunicá-la a quem d’Ele se alimenta, o verdadeiro nutrimento que dá a vida, nutre realmente em profundidade. Jesus diz: “Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”. Bem, de quem o Filho de Deus tomou esta sua “carne”, a sua humanidade concreta e verdadeira? Da Virgem Maria. Deus recebeu d’Ela o corpo humano para entrar na nossa condição mortal. A sua vez, no fim da existência terrena, o corpo da Virgem foi assunto ao céu por Deus e entrou na condição celeste. É uma espécie de intercâmbio, no qual Deus tem sempre a plena iniciativa, mas, como vimos em outras ocasiões, tem também necessidade de Maria, do “sim” da criatura, da sua carne, da sua existência concreta, para preparar a matéria do seu sacrifício: o corpo e o sangue, a ser oferecido na Cruz como instrumento de vida eterna e, no sacramento da Eucaristia, como alimento e bebida espirituais. Leia o resto deste post »

Os Pais da Igreja também ensinam


O DOM DAS LÍNGUAS NÃO É BLÁ BLÁ BLÁ
O VERDADEIRO DOM DAS LÍNGUAS (TEXTO ATUALIZADO)

A virgem Santíssima e o dom das línguas
Questão IV: Se a Virgem recebeu o dom de línguas, chamado por alguns “glossolalia”.
a) “Afirmativamente, porque recebeu este dom com os apóstolos no dia dePentecostes, e, como disse Santo Alberto Magno: A Virgem estava com eles quando apareceram as línguas repartidas como de fogo, logo recebeu o dom das línguas com eles” (Mariale, q. CXVII); b) Ademais, ainda que não tivesse de ir pregar o Evangelho as diversas nações e gentes, todavia, no principio da Igreja nascente se concedia com freqüência este dom aos fiéis, ainda a aqueles a quem não se havia conferido o ministério de pregar e propagar o Evangelho como consta (At, XIX, 6); c) E assim convinha, porque acudindo Maria muitos fiéis de diversas nações, já por piedade filial, e que buscavam de instruções, devia conhecer seus idiomas para entendê-los e instruí-los plenamente nas coisas da fé. d) Finalmente, Suarez julga provável que ainda antes dePentecostes, Maria já tivesse usado desta graça, caso a necessidade ou a ocasião tivesse exigido, como quando Cristo foi adorado pelos magos, é de crer que Mariaentendeu a sua linguagem, como é também crível que, quando foi ao Egito, entendia e falava a língua dos egípcios. (In 3, disp. XX) – (ALASTRUEY, Gregório. Tratado de la Virgen Santíssima. Madrid: BAC, 1945, p. 350-351) Leia o resto deste post »

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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