Veritatis: Dom de Línguas


Ótimo livro publicado pelo pessoal do Veritatis Splendor sobre o dom de línguas. Vale a pena ler para desfazer as confusões geradas pelos erros carismáticos.

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Montfort: O Dom de Línguas


PERGUNTA

Nome:
Fábio


Querido Professor Orlando, como vai?

Espero que esteja tudo bem! É com grande satisfação que venho lhe enviar esse e-mail.
Recebi esse texto, sobre o Dom de Línguas, e gostaria que o senhor analisasse.
Um grande abraço, e fique com Deus!
Fábio

Um dom chamado Línguas Neste primeiro estudo, você fica conhecendo o dom de Línguas. Para que serve? Como Recebê-lo?
Existe muita confusão na mente das pessoas a respeito do dom das línguas. Muitos pensam que falar em línguas significa ter o dom de ensinar a palavra de Deus em linguagem humana não aprendida anteriormente, como aconteceu em Pentecostes (At 2). Outros tiram do contexto certos textos de São Paulo e afirmam que Paulo desencoraja o uso deste dom. Embora provavelmente bem intencionadas, estas pessoas se enganam, porque um estudo discernido da Escritura vai mostrar-nos que há três aspectos no dom de línguas: em alguns casos é um sinal (miraculoso), freqüentemente é uma mensagem normal de Deus à assembléia, e na maioria dos casos é um belo dom de oração. Além disso, longe de menosprezar o dom, Paulo o tinha em alta consideração por seus vários usos.
Uso público A maioria dos conselhos de Paulo sobre as línguas, na 1a Carta aos Coríntios, fala sobre o uso disciplinado das línguas nas reuniões públicas dos discípulos para oração e partilha. Ao dar este conselho, Paulo estava indo ao encontro das necessidades da Igreja de Corinto e respondendo às perguntas que lhe faziam (1Cor 7,1;11,18;12,1). Longe de desencorajar o uso das línguas, Paulo estava encorajando a usá-las com propriedade, para beneficio comum. No contexto público, duas funções possíveis eram preenchidas por este carisma: mensagem e sinal. Quando o dom é usado para levar uma mensagem, o que é falado à assembléia em línguas, deve ser inteligível. Dai Paulo aconselhar sobre a necessidade do carisma de interpretação (1Cor 14,5 e 27). Interpretação não é tradução, pois quem interpreta não compreende os sons estranhos pronunciados. Mas o intérprete é inspirado pelo Espírito a partilhar na fé a intuição ou a idéia do que seja a mensagem; nisto, é semelhante à operação da profecia. Paulo encoraja aquele que fala em línguas a pedir para si mesmo o poder de interpretá-las (1Cor 14,13).
O dom pode, também, servir de sinal: os sons estranhos articulados são, às vezes, inteligíveis por si mesmos, miraculosamente, sem a necessidade de interpretação. Neste caso, a pessoa para quem, o sinal é dirigido (1Cor 14,22) poderá compreender os sinais, porque eles são verdadeiramente linguagem humana de seu conhecimento. Isto é o que parece ter acontecido no dia de Pentecostes e, talvez, na conversão de Cornélio (At 2,4-12; At 10,45-46; ver também Mc 16,47). Vemos também os exemplos atuais disto.
O uso na oração pessoal "Aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus: ninguém o entende, pois fala coisas misteriosas, sob a ação do Espírito… (1Cor 14,2). Se eu oro em virtude do dom das línguas, o meu espírito ora, mas o meu entendimento fica sem fruto. (Outra tradução: minha mente não contribui em nada) (1Cor 14,14)".
"Outrossim, o Espírito vem em auxílio de nossa fraqueza, porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis." (Rm 8,26).
As línguas são uma ajuda à oração, feita para aqueles que em várias ocasiões se sentem "enfraquecidos" e incapazes de orar bem da maneira comum. É uma oração que não se baseia em conceitos. Daí, poder ajudar uma pessoa a orar a qualquer hora, mesmo quando estiver distraída, cansada ou ocupada em trabalho mecânico. Dá descanso à atividade frenética da mente, um valor apreciado pelos mestres espirituais de todas as tradições.
Tem muita semelhança com a oração de Jesus e com a oração de silêncio que é descrita no livro "The Cloud of Unknowing" (A Nuvem do Desconhecimento). Embora não seja conceitualmente compreendida por quem a usa, Paulo nos afirma que Deus, a quem a oração é dirigida, a compreende (Rm 8,27).
Podemos ver quão pura é esta oração. Em outras formas de oração, usamos pensamentos e imagens como meios de chegar a Deus. Nesta oração, vamos além deles, deixamos que eles fiquem para trás, à medida que nós chegamos ao próprio Deus. É um ato de fé muito puro. Talvez, nesta oração, pela primeira vez nós realmente agimos em "pura" fé. Muitas vezes nossa fé está apoiada em conceitos e imagens da fé. Aqui vamos, além deles, ao objeto da fé, deixando todos os conceitos e imagens para trás.
Também podemos notar quão cristã é esta oração. Pois realmente morremos para nós mesmos, ao nosso ser mais superficial, ao nível dos pensamentos, imagens e sentimentos, para podermos viver para Cristo. "Morremos" para os nossos pensamentos e imaginações, não importa quão bonitos sejam ou quão úteis possam ser. Deixamos que fiquem todos para trás, pois queremos um contato imediato com o próprio Deus, e não um pensamento, uma imagem ou visão dele somente a experiência de fé em Deus.
O dom é para uso no louvor a Deus, quando uma pessoa fica sem palavras ou idéias, e na oração de intercessão. Quando não se sabe o que pedir ou para quem orar, o Espírito está pronto para interceder através de nossos sons articulados (Rm 8,26).
A experiência dos que estão na Renovação Carismática diz que esta oração é eficaz e frutífera.
O dom é também útil como um meio de entrar na oração de contemplação, como têm testemunhado monges beneditinos e Trapistas, e também para combater eficazmente na batalha espiritual (Ef 6,10-11 e 18). Paulo nos lembra que estamos todos engajados na batalha espiritual. Nossa batalha continua não é com realidades humanas, mas com forças sobre-humanas contra as quais somos incapazes por nós mesmos. Daí nossa necessidade de usar toda a armadura de Deus e nos apoiar totalmente em seus dons e em seu poder. Este poder atingimos pela fé.
A experiência de Paulo e a experiência atual dos que estão na Renovação Carismática nos dizem que usar o dom das línguas é um bom meio de lutar contra o inimigo efetivamente devastador, e de vencer suas tentações.
Não é para menos que tantas vezes sejamos tentados pelo mentiroso a minimizar este dom e a deixar de usá-lo.
Uma Oração de Fé Pelo fato de construir a nossa fé, o dom das línguas é, muitas vezes, chamado de porta de entrada para os outros dons – "o carisma limiar".
Para receber e usar todos os carismas, como a profecia, a cura, a palavra de ciência, e os demais, a pessoa precisa ter uma fé ativa e expressa.
Receber – entregar-se – ao dom das línguas dá à pessoa a experiência do que isto significa. Desta forma é o limiar para os outros dons.
No entanto, entregar-se ao dom das línguas não é pré-requisito para receber os outros dons. "Aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo… ora, desejo que todos faleis em línguas" (1Cor 14,4-5). Edificar significa construir, fazer firme e forte. Orar em línguas é um modo importante de construir nossa fé. Como exercitamos nossa fé, usando-a, seu uso freqüente torna-a mais forte. Quanto mais regularmente usamos o dom, rejeitando todas as tentações de dúvida e cansaço, mais nossa fé é edificada e construída. Por isso Paulo, cuja fé era tremenda, podia proclamar publicamente: "Graças a Deus que possuo o dom de línguas, superior a todos vós" (1Cor 14,18).
Naturalmente, orar em línguas é apenas uma das muitas formas de oração. Os que estão na Renovação Carismática também usam muito a oração litúrgica, a Eucaristia, o oficio divino e outras formas tradicionais de devoção pública e particular. Paulo encoraja isto também, dizendo: "Orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento (1Cor 14,15)".
A oração em línguas não pode ser julgada por si mesma. Porque vai além do pensamento, além da imagem, nada fica pelo qual ela possa ser julgada. Na oração ativa conceitual podemos fazer alguns julgamentos depois que oramos: "Tive umas sensações boas", ou "Tive muitas distrações". Mas tudo isto é irrelevante a esta oração. Portanto, nada fica pelo qual ela possa ser julgada.
Existe, porém, uma forma que permite ao que é bom nesta oração ser confirmado para nós. Nosso Senhor disse: "Podeis julgar a árvore por seus frutos". Se formos fiéis a esta forma de oração, tornando-a uma parte regular do nosso dia, rapidamente iremos discernir o amadurecimento dos frutos do Espírito em nossas vidas.
Experimentei isto em minha própria vida e vejo-o sempre na vida dos outros.
Como receber o Dom Este dom, em seus três aspectos, é um meio e uma oportunidade de nos entregarmos totalmente mesmo o nosso intelecto! – ao senhorio de Jesus. "Se alguém tiver sede, venha a mim e beba, quem crê em mim, como diz a Escritura:"Do seu interior manarão rios de água viva" (Jo 7,37-38).
Se queremos receber este dom, devemos: l. ANSIAR PELO DOM Reflita sobre as Escrituras e esteja convencido, na mente e no coração, de que este dom é de Deus, dado à Igreja hoje, e à disposição dos fiéis. Lembre-se das palavras de Paulo: "Aspirai igualmente aos dons espirituais… desejo que todos faleis em línguas… graças a Deus, que possuo o dom de línguas superior a todos vós… aquele que fala em línguas não fala aos homens, senão a Deus… aquele que fala em línguas edifica-se a si mesmo… orarei com o espírito, mas orarei também com o entendimento… orai o tempo todo no Espírito" (1Cor 14,15; Ef 6,18).
2. VIR A JESUS E PEDIR O DOM DA ORAÇÃO.
Conte-lhe o desejo de seu coração. Peça com amor e fé.
3. ACEITAR O DOM DE JESUS NA FÉ E COMEÇAR A USÁ-LO.
Saiba que Deus ouviu sua oração. (Lc 11,13) Fale deliberadamente em sons ininteligíveis enquanto sua atenção se concentra inteiramente em Deus.
Deve-se ter a intenção de que estes sons sejam para oração de louvor ou de intercessão. Inicialmente o dom pode ser muito rudimentar – as mesmas duas ou três silabas repetidas sempre. Mas o uso regular e persistente do dom – digamos uns quinze minutos todos os dias – levará em poucos dias a uma língua mais desenvolvida e satisfatória.
Nossa base para este método é a fé expectante tantas vezes ilustrada e encorajada na Escritura; por exemplo, em Jo 2,7-1 O; Lc 17,12-16; Mt 14,22-31. Aqui, as pessoas envolvidas tinham que dar o primeiro passo. Elas tinham que agir, sem levar em consideração o risco de que nada pudesse acontecer, e apoiando-se inteiramente na bondade de Deus e no desejo de agir. E porque acreditaram e agiram nesta fé, descobriram, para sua felicidade, que haviam realmente sido abençoadas "Tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado" (Mc 11,24).
4. CONTINUAR A CRER E USAR ESTE DOM PARA ORAÇÃO.
Não há provas humanas possíveis para encorajarnos a esta entrega ao dom. No entanto, seremos convencidos pela evidência que se seguirá ao seu uso constante. Por seus frutos em nossa vida, seremos capazes de julgar seu valor e sua autenticidade.
Fio Mascarenhas Revista Jesus Viva e é o Senhor

RESPOSTA

Prezado Fábio, salve Maria.
Você me propõe que examine um texto a respeito do "dom de línguas". Embora se diga que o texto é de um grupo da chamada Renovação Carismática Católica, infelizmente não fica claro no que esse texto se diferencia de um texto carismático protestante. E essa confusão já mostra o mal desse carismatismo: ele é tão semelhante ao protestantismo que praticamente se identifica com ele.
De fato, o que mais diferencia o catolicismo do protestantismo é a fé, e esta se expressa em conceitos e verdades claras. Ora, o autor do artigo demonstra que coloca o carisma acima da fé.
Por exemplo, o pretenso dom de línguas, tal como é descrito nesse texto que você me envia, se declara mais além das verdades conceituais: "Muitas vezes nossa fé está apoiada em conceitos e imagens da fé. Aqui vamos, além deles, ao objeto da fé, deixando todos os conceitos e imagens para trás."
Recusando uma linguagem conceitual, recusam-se as verdades que são expressas pelos conceitos. Fica então patente que esse pretenso carismatismo é algo que se coloca fora da fé, fora da verdade, fora da religião tal como Deus a fundou.
E se não há mais uma verdade que fundamente a religião, todas as religiões podem se misturar à vontade. Cai-se no indiferentismo religioso. Os protestantes que alegam ter carismas e o dom das línguas serão vistos, então, como tão cristãos quanto os católicos. Por que, então, não freqüentar a Assembléia de Deus, ou a Congregação Cristã Brasil, nas quais se afirma haver também o dom das línguas?
O que importaria, desse modo, seria falar um blá blá blá que nem mesmo numa câmara de vereadores — a matriz do blá blá blá — se entende. Funda-se uma Nova Igreja: a Igreja do Blá-Blá-Blá, ou do Nhã-nhã-nhã.
E depois, como se distingue o "dom de línguas", proveniente de Deus, de uma possessão diabólica na qual o demônio se alegra exatamente em demonstrar seu conhecimento linguístico, soltando grunhidos ininteligíveis pela boca do possesso? Ora, a Igreja sempre apresentou como sinal de possessão o falar uma língua estranha ou pronunciar sons ininteligíveis.
No texto que você me manda, se afirma ainda que: " duas funções possíveis eram preenchidas por este carisma: mensagem e sinal. Quando o dom é usado para levar uma mensagem, o que é falado à assembléia em línguas, deve ser inteligível." Uma mensagem para a assembléia para quê?
Deus já não revelou à Igreja tudo o que era necessário para nossa salvação?
Se Deus precisa nos mandar mensagens através desse meio esquisito, então a a Igreja fica desnecessária.
Para que o Papa e os Bispos, se o Espírito Santo nos fala diretamente?
Para que ir à Igreja, se temos o dom de línguas a domicílio, numa espécie de sistema de "delivery" espiritual?
A Sagrada Escritura nos diz que é preciso obedecer antes a Deus do que aos homens. Ora, se o Espírito Santo fala pela boca de qualquer um, para que ouvir o Papa? Ouve-se o Espírito Santo diretamente sintonizado por cada um.
O carismatismo destrói a Igreja como instituição, substituindo-a por um agregado de pretensos alumbrados. Por isso, a Igreja sempre condenou os movimentos carismáticos que se colocam como intermediários normais entre Deus e os homens. Deus fundou a Igreja para nos ensinar a sua revelação e administrar os sacramentos pelos quais Ele, normalmente, nos dá as suas graças.
Você veja, meu caro Fábio, como o autor do artigo despreza a Fé tal como a Igreja a apresenta — conjunto de verdades reveladas por Deus e confirmadas pela Igreja em que somos obrigados a acreditar — pois ele escreve: "Podemos ver quão pura é esta oração. Em outras formas de oração, usamos pensamentos e imagens como meios de chegar a Deus. Nesta oração, vamos além deles, deixamos que eles fiquem para trás, à medida que nós chegamos ao próprio Deus. É um ato de fé muito puro. Talvez, nesta oração, pela primeira vez nós realmente agimos em "pura" fé. Muitas vezes nossa fé está apoiada em conceitos e imagens da fé. Aqui vamos, além deles, ao objeto da fé, deixando todos os conceitos e imagens para trás." Repare, mais uma vez, como o carismatismo pretende ir além dos conceitos, isto é, além das verdades que constituem o tesouro da Fé. Uma fé sem conceitos é uma fé sem conteúdo. É uma fé vazia e sem nenhum valor. No carismatismo, tal como é exposto nesse artigo, a pessoa já não crê naquilo que Deus ensinou, mas acredita apenas que, por nós mesmos, "chegamos ao próprio Deus".
Isso é falso.
Se chegamos ao próprio Deus, por nós mesmos, recebendo diretamente os carismas, para que existe a Igreja?
Depois da revelação de Cristo e da instituição da Igreja sobre Pedro, chegamos a Deus, normalmente, apenas por meio da Igreja. Embora, excepcionalmente, Deus possa conceder a alguém o conhecimento da Fé por modo milagroso, através de uma graça especial, isso não é a lei normal instituída por Cristo. O meio normal é chegar a Deus pela Igreja, pelos sacramentos. O carismatismo crê que é normal chegar a Deus pelos carismas, tornando a Igreja desnecessária.
O autor apresenta ainda o dom de línguas como uma forma de oração que não se fundamenta em conceitos, em verdades. Diz ele textualmente: "É uma oração que não se baseia em conceitos.". De novo, a renúncia ao conceito, à verdade.
Uma oração sem conceitos é uma oração sem amor, porque só podemos amar o que conhecemos, e o conhecimento se exprime em conceitos. Se não tenho conceito para quem oro, ou o que oro, estarei só fazendo barulho com a boca, como um simples animal faz.
Deus porém nos disse: ‘Amará o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento, e com todas as tuas forças" (Marc. XII, 30). Devemos amar a Deus com toda a nossa inteligência, isto é, compreendendo o que fazemos ao amá-Lo ou quando rezamos para Ele.
A pretensão de unir-se imediatamente a Deus, dispensando qualquer meio — portanto dispensando a Igreja, os sacramentos e a graça sacramental — fica evidente na seguinte frase desse artigo que você me envia.
"queremos um contato imediato com o próprio Deus, e não um pensamento, uma imagem ou visão dele somente a experiência de fé em Deus". Os carismáticos pretendem ter não uma crença em verdades, mas sim — e somente — uma experiência de fé. Como os hereges modernistas, e como todos os hereges gnósticos, o autor afirma que a fé é uma experiência, e coloca a experiência pessoal acima da fé: "A experiência dos que estão na Renovação Carismática diz que esta oração é eficaz e frutífera".
Para os carismáticos, então, o fundamento não está na fé, mas numa experiência interior.
Daí o autor do artigo escrever: "A experiência de Paulo e a experiência atual dos que estão na Renovação Carismática nos dizem que usar o dom das línguas é um bom meio de lutar contra o inimigo efetivamente devastador, e de vencer suas tentações". Embora o autor afirme que "Para receber e usar todos os carismas, como a profecia, a cura, a palavra de ciência, e os demais, a pessoa precisa ter uma fé ativa e expressa", ele afirma , logo em seguida, que o carismatismo é uma experiência que se fundamenta em sua própria experiência e não na Fé. Por isso diz o autor que analisamos: "Receber – entregar-se – ao dom das línguas dá à pessoa a experiência do que isto significa".
Portanto, para o autor, a "fé" não é a crença em verdades reveladas por Deus e confirmadas pela Igreja, verdades que se exprimem conceitualmente, mas a "fé" seria a crença numa experiência, crer em si mesmo, no que se experimentou, e não em Deus e na Igreja. Isso é Modernismo, heresia que foi condenada na encíclica Pascendi de São Pio X.
Por colocar a "experiência da fé" acima dos conceitos e das verdades, o autor assevera que o carismatismo não pode ser julgado à luz da doutrina, de um modo conceitual, porque ela vai além do pensamento, só pode ser experimentada: "A oração em línguas não pode ser julgada por si mesma. Porque vai além do pensamento, além da imagem, nada fica pelo qual ela possa ser julgada. Na oração ativa conceitual podemos fazer alguns julgamentos depois que oramos: "Tive umas sensações boas", ou "Tive muitas distrações". Mas tudo isto é irrelevante a esta oração. E repare que o autor não tem clara a distinção entre sensações e conceitos.
Para praticar o carisma de línguas, o autor recomenda que se fale de maneira ininteligível, louca, sem sabedoria: "Fale deliberadamente em sons ininteligíveis enquanto sua atenção se concentra inteiramente em Deus". Enfim, o artigo declara que "Não há provas humanas possíveis para encorajarnos a esta entrega ao dom. No entanto, seremos convencidos pela evidência que se seguirá ao seu uso constante". Portanto a fé deixaria de ser um obséquio racional, para ser um fideísmo completo, uma "crença" irracional.
Isso é o contrário do que sempre ensinou a Igreja.
Esperando tê-lo ajudado, me despeço.
in Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Os Pais da Igreja também ensinam


O DOM DAS LÍNGUAS NÃO É BLÁ BLÁ BLÁ
O VERDADEIRO DOM DAS LÍNGUAS (TEXTO ATUALIZADO)

A virgem Santíssima e o dom das línguas
Questão IV: Se a Virgem recebeu o dom de línguas, chamado por alguns “glossolalia”.
a) “Afirmativamente, porque recebeu este dom com os apóstolos no dia dePentecostes, e, como disse Santo Alberto Magno: A Virgem estava com eles quando apareceram as línguas repartidas como de fogo, logo recebeu o dom das línguas com eles” (Mariale, q. CXVII); b) Ademais, ainda que não tivesse de ir pregar o Evangelho as diversas nações e gentes, todavia, no principio da Igreja nascente se concedia com freqüência este dom aos fiéis, ainda a aqueles a quem não se havia conferido o ministério de pregar e propagar o Evangelho como consta (At, XIX, 6); c) E assim convinha, porque acudindo Maria muitos fiéis de diversas nações, já por piedade filial, e que buscavam de instruções, devia conhecer seus idiomas para entendê-los e instruí-los plenamente nas coisas da fé. d) Finalmente, Suarez julga provável que ainda antes dePentecostes, Maria já tivesse usado desta graça, caso a necessidade ou a ocasião tivesse exigido, como quando Cristo foi adorado pelos magos, é de crer que Mariaentendeu a sua linguagem, como é também crível que, quando foi ao Egito, entendia e falava a língua dos egípcios. (In 3, disp. XX) – (ALASTRUEY, Gregório. Tratado de la Virgen Santíssima. Madrid: BAC, 1945, p. 350-351) Continue lendo »

Para a RCC: Falar em línguas hoje – é de Deus?


Autor: Emerson de Oliveira
Fonte: http://www.veritatis.com.br/article/5517/falar-em-linguas-hoje-e-de-deus

“AS ESCRITURAS ensinam que o batismo do espírito, evidenciado pelo falar em línguas, é para a verdadeira igreja hoje”, afirma o ministro pentecostal Marvin A. Hicks.

“A doutrina básica do falar em línguas é antibíblica e errada”, contende o Dr. W. A. Criswell, da Primeira Igreja Batista de Dallas, EUA. Ele acrescenta: “Se essa for a fé cristã, então eu não sou cristão.”

Diante de tal controvérsia sobre a prática do falar em línguas, você talvez se pergunte: ‘O que dizem as Escrituras sobre o dom de línguas? Faz isto parte do cristianismo hoje?’ Para obtermos as respostas, será de proveito entender por que foi concedido o dom de línguas aos primitivos cristãos.

POR QUE FOI CONCEDIDO O DOM

Em primeiro lugar, o apóstolo Paulo explica em Hebreus 2.2-4 que os dons milagrosos, que incluiriam o dom de línguas, foram concedidos aos cristãos do primeiro século para confirmar que o favor de Deus havia-se transferido do antigo arranjo judaico de adoração para a recém-estabelecida Igreja cristã. A transferência do favor divino ficou bem firmada por volta da última parte do primeiro século, enquanto alguns dos apóstolos de Jesus Cristo ainda viviam.

Que o dom de línguas também serviu para outro propósito, pode-se ver nas palavras de Jesus aos seus discípulos, pouco antes de sua ascensão ao céu em 33. Ele disse: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (Atos 1:8) O pequeno grupo de discípulos não incluía pessoas que falavam as línguas de toda a parte da terra. Mas, em harmonia com a promessa de Jesus, cerca de 10 dias depois, no dia festivo de Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado sobre cerca de 120 de seus discípulos reunidos num quarto de andar superior, em Jerusalém. Qual foi o resultado? “Principiaram a falar em línguas diferentes”, e assim puderam começar a executar imediatamente a obra designada de dar testemunho. — Atos 2.1-4. Continue lendo »

Resposta a um Filho do Céu


Amigos leitores, paras os que não sabem, um dia fui membro da RCC e dela saí pelos motivos que abaixo trancrevo. Copio abaixo uma resposta que dei a um certo Filho do Céu, assim ele se identifica, quando ele vem me falar das “belezas” da RCC. São apenas três páginas, é um pouco comprida, mas vale a pena conferir:
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Prezado “filho de céu”, a paz de Jesus e o amor de Maria!Como você não se identificou, e pelo seu tom de conversa e seu péssimo português, suspeito saberquem você é, mas vou me dirigir a você como “filho do céu”, não sei se aquele que foi decaído de lá.Desde já me desculpo pelo tamanho da resposta, mas peço que leia cada linha, pois foram todas necessárias.
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1Você me diz: Estou te escrevendo só para te informar que a Renovação Carismatica é100% católica, pois naceu em pentecoste com os carismas, dons e ministérios com a finalidade delevar o povo de DEUS a uma intimidade maior entre o Pai e o Filho, através do Espírito Santo. Suasobras de fé e miligres são motivo de força maior para nos levar a um mergulho maior na ciência esabedoria Divína; pois tudo é exercido através da fé e da aceitação do Senhorio de JESUS.
Caro filho do Céu, a RCC não é 100% católica. Se você não sabe, ela nasceu do herético pentecostalismo protestante, e isso os seus próprios líderes admitem, leia esta citação:”Damos por suposta uma continuidade entre neo Pentecostalismo católico e Pentecostalismo protestante dos anos 1900, bem como entre este e o revivalismo americano do século XIX. Estacontinuidade é verificável e declarada“. (Claude Gérest, A Hora dos Carismas, in R. Laurentin, E.Dussel L. Boros, C. Duquoc et Allii, Os Carismas, Revista Concilium 129, 1977/1979, editora Vozes,Petrópolis, p.16). Então, é publicamente admitido e declarado que a RCC vem do Protestantismo. Como você sabe Nosso Senhor disse que a árvore má não pode dar bom fruto (cf. Mt7, 17-18). O protestantismo é árvore má, porque é heresia condenada pela Igreja no Concílio infalível de Trento. Logo, o Pentecostalismo é mau fruto dessa árvore má. Como pode, então, os católicos pretenderem colherbom fruto da árvore protestante? Como podem os católicos bem se alimentar de um fruto venenosode uma árvore má? A RCC é fruto de uma árvore má. Logo, a RCC é má, e está errada. Por isso, oscatólicos que comem do fruto pentecostal carismático protestante estão sendo envenenados de protestantismo. E para que fique bem provado que isso é reconhecido pelos autores carismáticos dou-lhe outra citação de outro autor:”O novo Pentecostes, ou melhor, o despertar carismático, como fenômeno de massa, para arenovação da Igreja no clima de Pentecostes, nasceu nos Estados unidos, e fora da Igreja católica” (S.Falvo, A Hora do Espírito Santo, Paulinas, São Paulo, 1986, p. 25 – o sublinhado é meu).
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2Você me diz: Resalto que sem a fé é impossível agradar a DEUS(Heb:11,1)e tudo o queacontece na Santa Liturgia é razão de fé. Nisto vimos que a RCC é e sempre será uma obra de DEUS,para a IGREJA e para o povo de DEUS, pois a igreja já admite verbalmente que sem a unção doEspírito Santo é impossível vé na igreja obra de DEUS.
Você vem me falar de fé? Os Carismáticos, você sabe, reconhecem que têm pouca doutrina. Pelo menos falam muito pouco de suas doutrinas para os membros de seu movimento, tanto que você não sabia que ela nascera do protestantismo. Por outro lado, é patente que nas reuniões carismáticas há um clima emocional muito intenso, como gritos, danças, convulsões, risos, e até com latidos e grunhidos. Não sou eu que digo isso, apesar de já ter presenciado, são os próprios carismáticos que o reconhecem e que atribuem esse emocionalismo à ação do Espírito Santo. Como prova disso, cito o que confessa um autor carismático, Claude Gérest, sobre o que ocorria nas manifestações do pentecostalismo do “revival” protestante, da qual veio o pentecostalismo católico e com manifestações do mesmo tipo: “No meio ‘revivalista’, é de suma importância que a conversão seja provocada (embora venhade Deus) e também que seja reconhecida. Reconhecida pelo convertido, pois deve ser experiência sentida; reconhecida pela assembléia, pois lhe é o princípio sociológico. O reconhecimento é dado ‘pelo testemunho interior do Espírito Santo’, segundo toda uma tradição protestante e mística. Faz-se também e por toda sorte de manifestações de emotividade. As menos inquietantes são os choros, asaclamações, o transbordamento de entusiasmo. Mas existem outras mais estranhas: comoções catalépticas, latidos, convulsões e cambalhotas (fala-se hoje de ‘holly rollers’)” (Claude Gérest, AHora dos Carismas, in Os Carismas, Formas Sociais do caráter imprevisível da Graça, in OsCarismas, Revista Concilium 129, 1977/1979, editora Vozes, Petrópolis, p.24.).E caro filho do céu, espírito que se manifesta dessa maneira não é O Santo, confira Mateus,capítulo VIII versículos 30 e seguintes.
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3Você me diz: A canção nova por exemplo: nasceu da rcc, caminha com a rcc e com elaajuda a igreja dá seus passos de fé, nisto reconhecemos os trabalhode Pe.Jonas Abib, pois foi emvirtude disso que a nossa autoridade maior o elejeu Mansenhor Jonas Abib, um titulo do tamanho do coração da RCC.
E é exatamente por ter nascido da RCC que a Canção Nova, que só canta velho protestantismo, não ajuda em nada a Igreja, mas escandalosamente ensina doutrinas anti-católicas, como porexemplo, (de muitos outros que eu poderia citar) a seguinte afirmação do agora mons. Jonas Abib em sua mensagem de Natal: “(…) Jesus assumiu sobre si todos os meus e todos os seus pecados e os levou em si para a cruz e alios encravou definitivamente. Há ainda outra pergunta muito mais séria do que as anteriores: se é assim,por que é que o mundo continua como está e por que é que as pessoas continuam como são? É porque anossa salvação, que já aconteceu, precisa ser assumida por cada um de nós. É só assumir.”. De padre, o líder da Canção Nova passou para Monsenhor. Mas de idéias não mudou: continua protestante. É como a serpente que troca de pele, mas não de veneno. Ou como os lobos, que trocamde pelo, mas não de vício. Para Lutero, bastava crer estar salvo e se poderia pecar à vontade, porque crendo na salvação, automaticamente se estava salvo. Com efeito, o princípio fundamental da heresia luterana foi: “Crê firmemente e peca à vontade“. Monsenhor Jonas Abib ainda não ensina que se pode pecar, mas já ensina a primeira parte do credo luterano: quem acredita -quem “assume” que está salvo, já fica salvo, sem precisar fazer mais nada. É o que se lê nesse artigo repetitivo do protestante Monsenhor Jonas Abib, da Canção Nova.
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4Você me diz: De que irei eu mim orgulhar? a palavra de Deus diz que aquele que quiser seorgulhar que se orgulhe no Senhor(Tig:4ss), entou eu posso mim orgulhar de ser filho de Deus, serimangem e semelhança do seu ser, de ter um salvador e libertador, JESUS, que morreu e ressucitoupor mim, E DE AGORA, NA PLENITUDE DOS TEMPOS RECEBER O PENHODO ESPÍRITO, PARA ORAR EMLINGUAS, INTERPRETALAS, PROFETIZAR, CURAR, LIBERTAR em nome de JESUS, cuja fé nósprofessamos que ressucitou dos mortos. Somos filhos da luz, portadores da graça, autenticos e araltosdo EVANGELHO. Temos uma missão: DE BATIZAR EM NOME DE JESUS E PARA A GLORIA DE DEUS,TODOS OS QUE SE ACHAREM DIGNOS DE SE CHAMAREM CRISTÃOS, E ACEITAREM A SALVAÇÃO QUEDESCE DO CÉU.
Você lê a Bíblia como um protestante. Interpretando-a ao seu bel prazer, e mal sabe que a Igreja Católica em seu Magistério é que possui a verdadeira interpretação da Palavra. Sobre os carismas é inegável que às vezes Deus concede graças verdadeiramente sensíveis, até mesmo fenômenos extraordinários a certas pessoas. Os verdadeiros carismas presentes na Igreja Primitiva é um claro exemplo desses fenômenos extraordinários. Um dos maiores erros da RCC certamente é querert ransformar algo extraordinário em ordinário e até necessário para todos, provocando assim uma exacerbação do misticismo, que nada tem de santidade ou espiritualidade católica, como vão atestar os santos. É interessante notar que São Tomás de Aquino nunca se refere aos carismas como sendoum fenômeno contemporâneo. Ele fala sobre eles apenas com referência aos tempos Apostólicos. Para uma explicação mais profunda sobre esses fenômenos, aconselho que se leiam seus escritos. Basicamente, os verdadeiros carismas foram dons que capacitaram a Igreja primitiva a se espalhar rapidamente até os confins do mundo até então conhecido e tornar-se bem estabelecida antes da morte dos Apóstolos. Como já foi dito antes e como bem elucidou São Paulo na sua II Epístola aos Coríntios, o propósito dos dons era a edificação da Igreja e não a santificação daqueles a quem eles eram conferidos. O dom das línguas foi dado para permitir que o Evangelho fosse pregado a todos os ouvintes independente de seus idiomas. Profecia, curas, milagres, etc. foram dados para provar a veracidade das pregações da Igreja e para promover conversões. Com a conquista de uma Universalidade Moral pela Igreja, a necessidade de tais fenômenos cessou por várias razões. Primeiramente, por causa da presença de povos de tudo quanto é nacionalidade dentro do Corpo da Igreja e em segundo lugar, por causa do comprovado estabelecimento da Igreja como Verdadeira Religião em um curto espaço de tempo. O mesmo argumento pode ser feito hoje contra a presença contemporânea dos carismas. Uma vez que a Igreja é agora tanto moralmente quanto fisicamente Universal, abrigando pessoas – mesmo do Clero – de tudo quanto é nação e língua, que necessidade haveria da glossolalia para aevangelização? Uma vez que a Igreja já possui quase dois mil anos de existência comprovada como Verdadeira Religião, que necessidade ela teria dos carismas para provar sua Doutrina? Como declara Santo Agostinho: “Uma vez que mesmo agora quando o Espírito Santo é recebido, ninguém fala nas línguas de todasas nações, é porque a própria Igreja já fala na língua de todas as nações: Já que quem quer que seja quenão está dentro da Igreja, não recebeu ainda o Espírito Santo” (Santo Agostinho, Tratado de XXXII sobre João). É bem sabido que o Diabo e seus demônios podem produzir prodígios que a princípio parecem milagres para os mais desavisados, como na história do Mago Simão e sua “milagrosa levitação” desbancada por São Paulo. Portanto é extremamente perigoso ir aceitando de cara, qualquer fenômeno extraordinário como sendo de origem divina. O grande místico e doutor da Igreja, São João da Cruz, tão freqüentemente citado e tão mal compreendido pelos “gurus” espirituais modernos, tinha o seguinte a dizer, concernente à supostas “revelações pessoais” vindas de Deus e que foram experimentadas por alguns de seus contemporâneos: “E eu temo muitíssimo pelo que está acontecendo nesses nossos tempos: se qualquer alma, seja láqual for depois de um pouquinho de meditação, tiver em suas recordações uma dessas locuções,imediatamente “batizá-las” como vindas de Deus e com tal suposição disser: “Deus me disse”, “Deus merespondeu”. Ainda que não seja exatamente assim, mas, como já dissemos, essas pessoas sãofreqüentemente os autores de suas próprias locuções“. (São João da Cruz – A Subida do Monte Carmelo). “Através do desejo de aceitá-las, eles abrem as portas para o demônio. O demônio pode entãoenganá-los usando outras comunicações espertamente fingidas e disfarçadas como genuínas. Naspalavras do Apóstolo, ele pode transformar-se em “anjo de luz” (II Cor. 11:14) [“e você diz:’{Somosfilhos da luz}(sic)”]… Independentemente da causa dessas apreensões, é sempre bom para um homemrejeitá-las de olhos fechados. Se ele fracassa em assim fazer, ele acabará por dar espaço para aquelasque tem origem diabólica e dará poder ao demônio para que se aposse de suas próprias comunicações. Enão é só isso, as representações diabólicas se multiplicarão enquanto aquelas que vem de Deusgradualmente cessarão, de forma que dali a pouco todas virão do demônio e nenhuma delas de Deus.Isso tem ocorrido com muitos incautos e não-instruídos“. (S. João da Cruz – A Subida do Monte Carmelo). De fato, Nosso Senhor Jesus Cristo adverte a Igreja dos perigos de aceitar de cara supostos milagres: porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres e prodígios a ponto de seduzir se isto fosse possível até mesmo os escolhidos. (Mt 24,24). Mais estarrecedor ainda é sua advertência: “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz avontade do meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nósem vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? E, noentanto, eu lhes direi: nunca vos conheci. Retirem-vos de mim, operários maus!” (Mt 7,21-23).
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5Você me diz: Não os que andam por aí com vergonha desse titulo,e BLASFÊMAM públicamenteas obras do SANTO ESPÌRITO, estes sim são os verdadeiros espíritos de porcos, homens indolentes,que despresam as obrs do eterno. Como diz a escritura: (Porque aqueles que foram uma veziluminados saborearam o dom celestial, participaram dos dons do Espírito Santo, experimentaram adoçura da palavra de Deus e as maravilhas do mundo vindouro e, apesar disso, caíram na apostasia, éimpossível que se renovem outra vez para a penitência, visto que, da sua parte, crucificaram de novoo Filho de Deus e publicamente o escarneceram. HEB:6,4-6).
Bom, quanto a estas suas afirmações, creio eu já tê-las explicados em refutas anteriores, principalmente a dos espíritos de porcos. Não sei, porém de qual título você fala. Pude entender quem é você exatamente neste parágrafo. Por seu tom acusador deu pra perceber que você é a cobrinha criada de seu irmão. Mas estou ciente e de consciência tranqüila de que nunca blasfemei contra o Espírito Santo, pois o espírito que denuncio é o que faz você orar em línguas que ninguém entende,que nem mesmo você entende. Veja o que diz Santo Agostinho: “Quem em nossos dias, espera que aqueles a quem são impostas as mãos para que recebam oEspírito Santo, devem portanto falar em línguas , saiba que esses sinais foram necessários para aqueletempo. Pois eles foram dados com o significado de que o Espírito seria derramado sobre os homens detodas as línguas, para demonstrar que o Evangelho de Deus seria proclamado em todas as línguasexistentes sobre a Terra. Portanto o que aconteceu, aconteceu com esse significado e passou“. E ainda lhe digo o que é blasfêmia: é o uso pejorativo do nome de Deus, de Nosso Senhor, deNossa Senhora ou dos Santos e Anjos. Exemplo de blasfêmia é amaldiçoar o nome de Deus, (coisa que,felizmente, nossa língua portuguesa, diferentemente de outras, praticamente desconhece), contarpiadas indecentes com Deus ou os Santos, imprecar contra a Divina Providência, etc.
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6Você me diz: Meu amado e Estimo Irmão em Cristo Jesus, acaso não sabéis que o Senhorquando se revestiu de tal glória, quis derramar sobre todos nós os mistérios, dons e serviços doEspirito Santo para o crescimento de sua Igreja, coluna e sustentaculo da fé. Veja o que diz a Palavra:A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para oaperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo,até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmoso estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. Para que não continuemos crianças aosabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens ede seus artifícios enganadores.(Efe:4,11-14).
Você mesmo se deixou levar, assim como eu um dia me deixei também, por esse sopro de doutrina humana e protestante, como já expliquei anteriormente. Sobre a diversidade dos dons e carismas também expliquei acima a sua necessidade para a Igreja.
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7Você me diz: Caro Amigo, é bém verdade que nela a muitos erros como á també na própriaigreja, mais o que nos move é a fé.
Você acerta em cheio ao afirmar que na RCC há muitos erros, mas erra feio ao afirmar que na Igreja também há. Meu caro, a Igreja é Una e Santa, Católica (universal), Apostólica e Romana, forada qual não há salvação. Afirmando isso que você diz teríamos de mudar o Símbolo Apostólico e o Nicenoconstantinopolitano que afirmam a mesma profissão de Fé. Mostre-me algum documento,citação, etc., da Santa Sé afirmando: “a Igreja Católica não é Santa, não é Una, não é Católica, nem Apostólica e nem Romana” que eu comerei os meus sapatos em sua frente e serei protestante! Para provar o contrário dessa aberração que você afirmou cito o Papa Bonifácio VIII:”Uma, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que aensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não hásalvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: “Uma só é minha pomba semdefeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou” (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cujacabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo. Nela existe “um só Senhor, uma só fé e um só batismo” (Ef4,5)” ( Bula Unam Sanctam, papa Bonifácio VIII). Você acha por acaso que Cristo tem defeitos, erros? Como então seu Corpo Místico apresentar erros? Isso fere a nossa razão, pois a Igreja é o próprio Cristo, sendo assim PERFEITA.
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Que Deus te abençoe e Maria te guarde!
Moisés Gomes de Lima
Catequista da paróquia de S. João Batista, Cedro – Ce.
“Sou chamado a ser Ministro da Esperança” (cf. Spe Salvi, Papa Bento XVI)

 

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