"Arapuca" Maçônica


 ALGUNS DOS PRINCIPAIS ERROS FILOSÓFICOS DA MAÇONARIA  

1) Racionalismo – Doutrina que privilegia a razão como fonte única de conhecimento verdadeiro. Não há síntese possível entre a doutrina católica e a doutrina da Maçonaria racionalista ou com a de uma Maçonaria que se diga espiritualista. O iluminismo, quer em sua forma racionalista, deísta e laicista, defensora da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, quer em sua forma espiritualista gnóstica, defensora de que há no homem uma centelha, ou semente, divina, é essencialmente errado e absolutamente inaceitável. (Cfr. Sobre os dois tipos de iluminismo : Antoine Faivre, L´Ésotérisme au XVIII éme Siècle en France et en Allemagne, Seghers, Paris, 1973).

2) Deísmo – Doutrina que defende que Deus criou o Mundo e dotou-o de leis de modo a que perdure, mas não intervém no seu funcionamento. A Maçonaria sempre afirmou, e continua a afirmar, a prioridade absoluta da razão natural como fundamento da verdade, da moralidade e da própria crença em Deus. A Maçonaria não é um ateísmo, pois admite um “deus da razão”. Exclui qualquer revelação sobrenatural, fonte de verdades superiores ao homem, porque têm a sua fonte em Deus, não aceitando a objetividade da verdade que a revelação nos comunica, caindo na relatividade da verdade a que cada razão individual pode chegar, fundamentando aí o seu conceito de tolerância. O deísmo maçônico pode desembocar no agnosticismo e materialismo. “O deísmo é a crença na existência de Deus, sem revelação nem culto. É a religião da razão.” (RAGON, J-M. Ritual do Aprendiz Maçom. Pensamento, p.51)

3) Relativismo religioso – nega-se, a validade perene da verdade. Afirmam que o que era verdade numa época, pode já não sê-lo noutra. A validade perene da verdade fica subjugada ao tempo e lugar. Nega-se a validade da verdade que pela sua real sabedoria consegue superar as fronteiras do espaço e do tempo. Assim, como dissemos, relativizando a verdade, o certo e o errado, caímos na fossa, porque eliminada a culpa, não há arrependimento, sem arrependimento, não há reparação. Tudo se torna permitido, porque o que é certo para uns, podem não ser para outros, o que é errado para uns pode não ser para outros. Se seguirmos a ideologia relativista, não poderíamos julgar ninguém por nada, já que o que se considera errado agora poderia tornar-se certo no futuro! Ora, neste sentido não haveria verdade para ninguém, o que é um absurdo e contraproducente. Neste sentido, o infanticídio não é objetivamente um bem ou um mal; pelo contrário, é um bem numa sociedade que o aprove e um mal numa sociedade onde não obtenha aprovação, já que a moral é um produto da cultura e não se tem meios claros para resolver as diferenças, bastando para tal ser tolerantes com outras culturas e não olhá-las como estando erradas, mas como sendo diferentes. Admitir o relativismo implica que a intolerância e o racismo sejam um “bem” se a sociedade o aprovar como um “bem”. Se todas as coisas são aparentes e relativas, então podemos afirmar que não existe nada de verdadeiro, livre e absoluto entre as pessoas. Em outras palavras, se todas as pessoas negam a verdade absoluta e estabelecem verdades relativas unicamente provindas de suas experiências, então tudo é aparente ao indivíduo. Perguntamos: partindo dessa premissa, como então poderá alguém julgar o que é realmente certo ou errado, verdade ou mentira? Mas sabemos que quando temos idéia de um ser que corresponde ao que ele é, então possuímos a verdade sobre aquele ser. Verdade é a correspondência entre a idéia que se tem de um ser e o próprio ser conhecido. A verdade não depende do que cada um acha, mas depende do objeto. A Verdade é objetiva. Ainda que todo o mundo dissesse que sol é frio, ele continuaria quente. A verdade não depende do que achamos e nem do que a maioria acha. O próprio postulado relativista muito em voga atualmente afirma irracionalmente que a verdade não existe. Ora, a sentença “a verdade não existe” é contraditória, porque :

a) ou essa tese é correta

b) ou é falsa.

Se a tese é correta, então eis aí a única coisa de que o homem pode ter certeza, a única tese realmente segura, a única verdade: a de que a verdade não existe. Aí está a verdade. Portanto, a verdade existe. Se a tese afirmada é falsa, então a afirmação oposta é certa. E a verdade então existe. Portanto, as duas pontas do dilema levam à conclusão de que a verdade existe. As verdades cujo prazo de validade se esgota em alguns anos são mentiras camufladas, manipulação da linguagem, arremedos de verdade que, como tais, causam medo, e não alegria. “Os homens não criam verdades, apenas constatam” (Santo Agostinho, A doutrina cristã, Iib, 33, 50.); “Não é o ato de reflexão que cria as verdades. Ele somente as constata” (Santo Agostinho, A verdadeira religião, VI, 40, 74.)

4) Livre-pensamento ou doutrina do juízo privado – “Aqueles que, abandonando os ditados das verdades e da moral religiosa da Revelação Tradicional, e não aceitando nenhum ensinamento dogmático no terreno da autoridade, baseiam suas crenças apenas em sua própria razão. O Renascimento, Reforma e o Iluminismo plasmaram o indivíduo ocidental moderno, que não é oprimido por fardos exteriores, como autoridade e a tradição. As pessoas estão menos inclinadas a se submeter a juízos “oficiais”. Com este culto do homem, a religião sai da esfera comunitária e é conduzida à esfera do privado, o que prepara o terreno para a “sacralização” do eu, do indivíduo, e dos valores individuais em detrimento dos valores comuns. Pierre Collin sustenta que ‘no fundo, o homem moderno é o homem antigo, o homem anterior ao cristianismo, que pretende não depender senão da natureza e da razão’. ‘Pois bem, no mesmo momento em que o Renascimento proclamava esta soberania dos direitos da natureza e da razão, o Protestantismo, de seu lado, estabelecia o princípio da livre interpretação das Sagradas Escrituras, e o substituía, em matéria de doutrina, ao dogma da autoridade da Igreja’ (Pierre Collin, op. cit. p. 46). O livre pensador é o homem que não reconhece outra autoridade religiosa sobre ou fora dele mesmo, que retira da sua própria consciência a verdade religiosa da qual ele vive: o homem moderno é aquele que entende não depender senão de si mesmo, dito de outro modo, aquele que é Deus por si mesmo. De um lado e do outro, Vós o vedes, chega-se à doutrina da autonomia e da glorificação pessoal do homem. Este é o espírito moderno, tal qual ele,hoje, nos aparece constituído, e ele é radicalmente contrário ao espírito cristão’ (M. Baudrillart, discurso citado, apud. Pierre Collin, op. cit., p. 46.).

5) Crença no progresso contínuo (fetiche do progresso) – Na História da Humanidade encontramos progressos e retrocessos, numas áreas e noutras. Haverá bases suficientes para se poder afirmar, em rigor, que a humanidade progride sempre, sem parar? Faz sentido, a crença moderna no progresso contínuo produto da sociedade industrial? Não servirá esta idéia gratuita do progresso absoluto uma arma de arremesso do laicismo materialista (agora dominante) contra a intelectualidade do passado (considerada “caduca” ou “primitiva”, ou ainda “antiquada”)?

Muito conveniente são as palavras do Papa Bento XVI a esse respeito: “No século XIX, já existia uma crítica à fé no progresso. No século XX, Teodoro W. Adorno formulou, de modo drástico, a problematicidade da fé no progresso: este, visto de perto, seria o progresso da funda à megabomba. Certamente, este é um lado do progresso que não se deve encobrir. Dito de outro modo: torna-se evidente a ambiguidade do progresso. Não há dúvida que este oferece novas potencialidades para o bem, mas abre também possibilidades abissais de mal – possibilidades que antes não existiam. Todos fomos testemunhas de como o progresso em mãos erradas possa tornar-se, e tornou-se realmente, um progresso terrível no mal. Se ao progresso técnico não corresponde um progresso na formação ética do homem, no crescimento do homem interior (cf. Ef 3,16; 2 Cor 4,16), então aquele não é um progresso, mas uma ameaça para o homem e para o mundo. Antes de mais, devemos constatar que um progresso por adição só é possível no campo material. Aqui, no conhecimento crescente das estruturas da matéria e correlativas invenções cada vez mais avançadas, verifica-se claramente uma continuidade do progresso rumo a um domínio sempre maior da natureza. Mas, no âmbito da consciência ética e da decisão moral, não há tal possibilidade de adição, simplesmente porque a liberdade do homem é sempre nova e deve sempre de novo tomar as suas decisões. Nunca aparecem simplesmente já tomadas em nossa vez por outros – neste caso, de facto, deixaríamos de ser livres. A liberdade pressupõe que, nas decisões fundamentais, cada homem, cada geração seja um novo início.”(Carta Encíclica Spe Salvi, Papa Bento XVI)

6) Laicismo – Trata-se de um esvaziamento, desencantamento do mundo ou perda de relevância do religioso no mundo.

 

 

 

Fonte: Adversus Hæreses

 

Anúncios

Natal pagão ou cristão


Dies Natalis Solis. Substituiu-se a festa do deus sol pela comemoração do Natal do verdadeiro Sol do mundo, Nosso Senhor Jesus Cristo.

É preciso recristianizar o Natal.

Foi numa noite fria, há cerca de 1999 anos que nasceu, pobrezinho, o Salvador do mundo, para nos salvar e ensinar o caminho de volta para Deus que o homem havia perdido.

Embora não se saiba o dia exato do nascimento de Cristo (os judeus seguiam o calendário lunar) a Igreja escolheu o dia 25 de Dezembro para celebrar o Natal de Cristo, a fim de cristianizar uma grande festa pagã que se fazia em Roma neste dia:

Com a neo-paganização do mundo e o conseqüente esquecimento do verdadeiro Deus e idolatria dos novos deuses da sociedade, o prazer e o dinheiro, o contrário vai se verificando: a paganização do Natal, a substituição da festa cristã por comemorações onde reinam o mercantilismo, a sensualidade, as bebedeiras e até carnaval.

Recristianizemos o Natal.

Que o nosso Natal seja o Natal cristão do nascimento de Cristo, onde aprendemos as sábias lições deste Divino Mestre Infante.

Do seu trono, o presépio de palhas. Ele nos ensina a humildade e a simplicidade de coração.

Dali Ele nos ensina a necessidade de seguirmos o seu único caminho para alcançarmos a salvação: chamou, através de uma estrela, os Magos do Oriente para arrancá-los das trevas da idolatria e ensinar-lhes a Fé católica: ali já ficava condenado o ecumenismo que tenta parificar as religiões.

Dali, do seu palácio real, a gruta-estrebaria, ele nos ensina que os bens deste mundo, o dinheiro e as riquezas, não são a felicidade. Lição para os ricos e para os pobres: que os ricos aprendam a caridade e o desapego desses bens passageiros; e os pobres aprendam a liberar o coração da inveja e da ambição.

Dali nos ensina a verdadeira fraternidade cristã. Ali não se prega a luta de classes. Lá estão os pobres – os pastores – e os ricos – os Reis Magos. Todos têm o seu lugar no coração do Menino Jesus. Deus não quer nem a exploração nem a ganância, nem a revolta nem a inveja. Quer a harmonia, a justiça e a caridade entre todos.

Sigamos as lições deste Mestre Menino, e o nosso Natal – nossa vida e nosso mundo – será feliz.

Feliz Natal para todos, Natal Cristão!

Até quando?


DESABAFO

 Por Rafael Vitola Brodbeck

Até quando teremos que aturar padres sem batina ou sem clergyman? Sacerdotes que, em vez de ostentar sua incorporação a Cristo pelo sacramento da Ordem, escondem-se do povo, disfarçando-se de leigos?

 

Até quando teremos que aturar Missas que em nada nos indicam seu caráter ontologicamente sacrifical? Palmas ritmadas acompanhando músicas de melodia, harmonia e ritmo absolutamente inadequados, com uma pobreza infantil nas letras? Manifestações desmedidas de alegria quase profana durante a atualização do Calvário? Padres que não vestem os paramentos corretos, sem casula, sem cíngulo, sem amito, substituindo-os por um simplório conjunto de túnica e estola? Clérigos, até Bispos, que desprezam o latim, o canto gregoriano, a polifonia sacra, o órgão, o incenso? Que identificam “Missa em latim” com o rito antigo? Que, ademais, têm como que um ódio mortal a esse rito antigo, e mesmo ao novo celebrado de acordo com as rubricas? Sacerdotes e fiéis que preferem as passageiras e profanas novidades às sadias tradições? Que rechaçam as normas que chegam de Roma, e desobedecem descaradamente, fazendo celebrar a Missa do jeito que querem?

  Continue lendo »

Feliz e Verdadeira Páscoa 2009!


Aos amigos e colegas de trabalho,

 

Desde a Criação o homem foi preparado para passar (fazer sua páscoa) para a Eternidade, e desde então ele aspira esta Eternidade, pois foi feito à “imagem e semelhança” (Cf. Gn1, 26) de Seu Eterno Criador.

E isto não foi mudado, ele continua destinado à Eternidade, no entanto houve um gravíssimo erro de utilização de um dos muitos presentes recebidos, o Livre Arbítrio. O homem decidiu por sir só rejeitar a Verdade negando a sua existência, negando e esquecendo a Sua Palavra para escutar uma palavra estranha: “Oh, não! – tornou a serpente – vós não morrereis (…) e sereis como deuses” (Cf. Gn3, 4-5).

Pior ainda o homem quis se tornar “a” Verdade e é por isso que A nega. Mas como disse, apesar disso, a Eternidade é o seu destino, e logo após o seu pecado vem a grande promessa: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar” (Gn3, 15), a única inimizade louvável é a entre os seguidores da geração da serpente e os seguidores da Geração da Mulher, pois dela veio O que esmagará a cabeça da serpente mentirosa que ensina o homem a querer ser como Deus e a negar a Verdade.

Durante séculos a serpente feriu o homem, e os sacrifícios ofertados a Deus não o agradavam e nem remiam a Primeira Culpa. Mas Deus não se esquece de Suas promessas e de uma Mulher, a Nova Eva, nasce o Novo Adão (Cf. ICor15, 21-22), aquele que aceita a Verdade e não se revolta contra Ela, pois assim como a Nova Eva que diz: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc1, 38) o Novo Adão reafirma: “Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!” (Mt26, 42). Ele por amor a Sua Criação se doou por inteiro: “sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou” (Jo13, 1).

A Paixão e Morte de Jesus na Cruz e sua Ressurreição é a VERDADEIRA PÁSCOA! Mas infelizmente ainda hoje o homem, os da geração da serpente, continua a negar esta Verdade: “[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo1, 9-11). Desvirtuam a Páscoa como tempo disso e daquilo, de “sentimentos” bons, com coelhinhos de chocolate para enganar crianças e marmanjos, ocultando o nome da Verdade, pois não a suportam! Bebedeiras de vinho, festas intituladas de “aleluia”, com as velhas e falsas promessas da serpente! Tudo para quê? Para não receber a Verdade!

E você, caro colega de trabalho, amigo, conhecido, irmão…? E você? A qual geração você pertence? À geração que reconhece a Bem-Aventurada (Cf. Lc1, 48) e com ela segue a Cristo desde seu nascimento, passando pela Cruz á glória da Ressurreição? Ou à geração que nega a Verdade, que prefere o bem bom do sentimentalismo religioso, ou do ateísmo materialista,ou ainda da presunção iluminista com sua falsa “liberdade, igualdade e fraternidade”?

Não caiamos em sopros de doutrinas que pregam uma busca constante e infinita da verdade, que apesar de admitir sua existência, nega a possibilidade de alcançá-la. Caros colegas, a Verdade existe e é palpável: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo14, 6), e negá-la é cair no Primeiro Erro, não busca-la e ocultá-la, também é. Não existe um tal arquiteto “projetista do mundo” que não está nem aí pra nós, tampouco nós não somos capazes de sozinhos tudo fazer. Pelo contrário, há Um Único Deus em substância, em Três Pessoas infinitamente Santas, sob o véu do Mistério da Santíssima Trindade, Nele tudo podemos e fora Dele nada fazemos, pois Neste é que está a verdadeira liberdade de servos/escravos de Deus, igualdade de submissão a Ele, e fraternidade por sermos filhos adotivos do Pai Criador, conquistados pelo Filho Redentor e auxiliado pelo Espírito Santificador.

É, pois com estas palavras que desejo a todos uma Santa, Feliz e Verdadeira Páscoa, Passagem da Morte para a Vida, em Cristo Nosso Senhor!

Que Deus os abençoe e Maria nos guarde!

A todos desejo a paz de Jesus e o amor de Maria!

Atenciosamente, 

 Moisés Gomes de Lima

“A concórdia não é uniformidade de opiniões, mas concordância de vontades” (S. Tomas de Aquino).

 

Resposta do Papa


Prezados visitantes do Olhar Católico publicamos a seguir fortes e verdadeiras palavras de S.S. Papa Bento XVI quanto a reação do levantamento da excomunhão dos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Alegro-me por tais palavras e manifesto minha total servidão e submissão ao Vigário de Cristo na terra. Que Deus abençoe e Maria guarde o Papa. Viva o Papa! Viva a Igerja!

CARTA DE SUA SANTIDADE BENTO XVI
AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA
A PROPÓSITO DA REMISSÃO DA EXCOMUNHÃO
AOS QUATRO BISPO CONSAGRADOS 
PELO ARCEBISPO LEFEBVRE

 

Amados Irmãos no ministério episcopal!

remissão da excomunhão aos quatro Bispos, consagrados no ano de 1988 pelo Arcebispo Lefebvre sem mandato da Santa Sé, por variadas Continue lendo »

Papa anula excomunhão de bispos ordenados por D. Lefebvre


DECRETO DA CONGREGAÇÃO PELOS BISPOS
 

Por meio da carta do dia 15 de dezembro de 2008, dirigida à Sua Eminência, Cardeal Dario Castrillón Hoyos, o presidente da Comissão Pontifical Ecclesia Dei, Dom Bernard Fellay em nome próprio e em nome dos outros três bispos sagrados no dia 30 de junho de 1988, solicitava novamente o levantamento da excomunhão latae sententiae formalmente declarada pelo Decreto do Prefeito desta mesma Congregação para os Bispos na data de 1 de julho de 1988. Na carta anteriormente mencionada, Dom Fellay afirmava, entre outras coisas: “Nós estamos também aferrados à vontade de permanecer católicos e de pôr todas as nossas forças a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Apostólica Romana. Nós aceitamos seus ensinamentos filialmente. Nós cremos firmemente no Primado de Pedro e nas suas prerrogativas e é por isso que a situação atual nos faz sofrer tanto”.Sua Santidade Bento XVI – paternalmente sensível ao mal estar espiritual manifestado pelos interessados por causa da sanção de excomunhão e confiando no compromisso expressado por eles na carta citada de não poupar nenhum esforço para aprofundar nas necessárias conversações com as Autoridades da Santa Sé sobre as questões ainda abertas, e de poder deste modo chegar rapidamente à uma plena e satisfatória solução do problema posto na origem – decidiu reconsiderar a situação canônica dos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta relativa à sua sagração episcopal.

Este ato expressa o desejo de consolidar as relações recíprocas de confiança, de intensificar e de tornar estáveis as relações da Fraternidade São Pio X com a Sé Apostólica. Este dom de paz, no fim das celebrações do Natal, quer ser também um sinal para promover a unidade na caridade da Igreja Universal e, deste modo, retirar o escândalo da divisão.

Desejando que este passo seja seguido sem demora da pela comunhão com a Igreja de toda a Fraternidade São Pio X, em testemunho de uma verdadeira fidelidade e de um verdadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa pela prova de uma unidade visível.

Conforme as faculdades que me foram expressamente concedidas pelo Santo Padre o Papa Bento XVI, em virtude do presente Decreto, eu levanto aos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta a censura de excomunhão latae sententiae declarada por esta Congregação no dia 1 de julho de 1988, do mesmo modo que declaro sem efeitos jurídicos, a partir de hoje, o Decreto publicado naquela época.

Roma, da Congregação para os Bispos, dia 21 de janeiro de 2009

 

 .
Card. Giovanni Battista Re

Prefeito da Congregação pelos Bispos

[00145-01.02] [Texto original: Italiano, traduçao DICI http://www.dici.org ]

[Fonte: site do Vaticano em http://212.77.1.245/news_services/bulletin/news/23251.php?index=23251&lang=it ]

Discípulos e Missionários de Jesus Cristo na fraternidade e na partilha, gerando a nova sociedade


Festa de Santo Afonso Maria de Ligório.

8ª. Noite de Novena – 31/07/2008

Tema: “Discípulos e Missionários de Jesus Cristo na fraternidade e na partilha, gerando a nova sociedade“.

 

Amados irmãos que celebram durante estas nove noites a vida de santidade e serviço de Santo Afonso de Ligório, que a paz de Jesus e o amor de Maria estejam com todos nós!

É com alegria que pela segunda vez me faço presente nessa festa, e com alegria também falo de S. Afonso. Para os que não lembram, no ano passado falei para vocês sobre o tema ser discípulos e missionários de Jesus Cristo com S. Afonso.

Como ser discípulos e missionários, nós entendemos que devemos “beber” da Graça que a Santa Igreja nos oferece através dos Sacramentos e também ser fonte de graças (cf. Jo4, 14) para aqueles que ainda não conhecem a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde, segundo o Santo Padre, o Papa Bonifácio VIII, fora Dela não há Salvação.

E também lembro que falei sobre o vosso padroeiro, este Doutor da Igreja, fiel discípulo da Mãe de Deus, o que dá no mesmo de ser discípulo do Filho, pois como afirma S. Luiz de Monfort: “Jesus é tudo em Maria, e Maria é tudo em Jesus, antes se apartaria do sol a luz do que separar Maria de Jesus“, portanto, um curto caminho para sermos verdadeiros discípulos/missionários de Jesus Cristo é sermos totalmente de Sua Mãe, assim como Santo Afonso é.

E para entrarmos no tema propriamente dito, vamos falar da fraternidade, da partilha e da nova sociedade.

  • Þ Fraternidade: não devemos confundir a fraternidade cristã com a fraternidade do ideal maçônico imposto na Revolução Francesa, e que até hoje infelizmente tentam “enfiar” nas nossas cabeças nas escolas. Sobre esses ideais vejamos o que fala o papa Leão XIII citando a Ordem Terceira de S. Francisco como exemplo de Fraternidade em sua encíclica que condena a maçonaria, Humanum Genus: “essa Associação é uma verdadeira escola de Liberdade, de Fraternidade, de Igualdade, não segundo a maneira absurda como os mações entendem estas coisas, porém tais como com elas Jesus Cristo quis enriquecer o gênero humano, e como S. Francisco pôs em prática. Falamos, pois, aqui da liberdade dos filhos de Deus, em nome da qual recusamos obedecer a senhores iníquos que se chamam Satanás e as más paixões. Falamos da fraternidade que Nos prende a Deus como ao Criador e Pai de todos os homens. Falamos da igualdade que, estabelecida sobre os fundamentos da justiça e da caridade, não sonha com suprimir toda a distinção entre os homens, mas excele em fazer da variedade das condições e dos deveres da vida uma harmonia admirável e uma espécie de concerto maravilhoso com que naturalmente aproveitam os interesses e a dignidade da vida civil.”
  • Þ Partilha: esta fraternidade que nos prende a Deus é a que nos leva consequentemente a partilhar os sofrimentos e angústias do nosso próximo. Já paramos pra pensar como vai o meu irmão? Tenho partilhado meu tempo com ele? Como posso partilhar minha vida com Deus que não vejo sem antes partilhar com o meu irmão que vejo? Como discípulos e missionários de Jesus Cristo nós somos chamados a exercer a partilha na caridade, pois “Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é capaz de contribuir, mediante a compaixão, para fazer com que o sofrimento seja compartilhado e assumido mesmo interiormente é uma sociedade cruel e desumana. A sociedade, porém, não pode aceitar os que sofrem e apoiá-los no seu sofrimento, se os próprios indivíduos não são capazes disso mesmo” (Spe Salvi, 38; Papa Bento XVI)
  • Þ Gerar uma nova sociedade: mais uma vez também não podemos confundir a geração de uma nova sociedade com a Nova Ordem desejada pelas Sociedades Ocultas. Por nós mesmos, nós não somos capazes de nada, pois “O homem é um apoio falaz” (Sl115, 2). Acreditar que o homem pode por si só gerar uma sociedade perfeita é utopia, é sonho antigo, que a própria história da humanidade provou e continua provando que isto não é possível. No entanto “Tudo posso naquele que me conforta.” (Fl4, 13), ou seja, com Deus é que conseguiremos alcançar a Pátria Celeste, só Deus é quem pode gerar uma nova sociedade, pois Ele mesmo diz “eu vou criar novos céus, e uma nova terra” (Is65, 17a), não um novo céu e uma nova terra material como andam pregando por aí os Testemunhas de Jeová, mas sim novo céu e nova terra espiritual onde contemplaremos a Deus Face a face.

Para finalizar convido a todos, para como Santo Afonso Maria de Ligório nós sermos fraternos sabendo que temos a Deus como Criador e Pai, tenhamos compaixão do nosso próximo e clamemos a Deus que venha a nós o Vosso Reino!

Louvado seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo!

E que para sempre seja louvado, e Nossa Mãe, Maria Santíssima! Amém

 

Que Deus nos abençoe e Maria nos guarde!

 

FSSPX - Portugal

Tudo por amor a Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Movimento Magistrados para a Justiça

"Uma visão conservadora de temas relacionados ao Direito"

O Legado d'O Andarilho

opiniões, considerações políticas e religiosas.

Roberta Acopiara's Blog

Just another WordPress.com weblog

Blog do Curso Técnico em Informática do IFCE - Campus Iguatu

Blog do Curso Técnico em Informática do IFCE - Campus Iguatu

pregarevangelho

Só mais um site WordPress.com

:.:Paródias da Professora Décia:.:

Paródias de uma professora cedrense!

Fratres in Unum.com

Ecce quam bonum et quam jucundum habitare fratres in unum.

Compartilhar é preciso.

Sinta-se livre para conhecer, aprender e compartilhar

§|Olhar Católico|§

Um Olhar Católico sobre o mundo!

Pacientes na tribulação

Apologética católica

Grupo S. Domingos de Gusmão

Fiéis Católicos de Maringá

Missa Tridentina em Brasília

Santa Missa no Rito Romano Tradicional

Vida, dom de Deus

Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

%d blogueiros gostam disto: