Frutos do “Livre Exame” Protestante


          

Pra quem não sabe, o livre exame, é uma das teses do herege Lutero, que o mesmo inventou em sua revolta contra a Igreja de Jesus Cristo. Dentre outras teses, e resumidamente falando sobre esta (o livre exame), ele ensina que todo cristão é inspirado pelo Espírito Santo ao ler a Sagrada Escritura, e que não precisa de ninguém que o oriente e que cada interpretação dali retirada é válida (pelo fato deste estar “inspirado” pelo Espírito Santo). Ora, sabemos que o Espírito Santo não se contradiz (isso é impossível para Deus), então por que será que cada denominação protestante (pra dizer seita protestante mesmo) tem sua própria interpretação da Bíblia e cada uma diferente das outras? Será que o Espírito Santo se contradiz, ou será que o espírito que anima a interpretação dos protestantes não é o Santo? E se não é o Espírito Santo, de quem é o espírito que gera dúvidas, erros e divisões?

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Graça de Deus


Diocese de Iguatú – Ce
Paróquia de São João Batista, Cedro – Ce.
Pastoral do Batismo
Palestrante: Moisés Gomes de Lima, catequista.

§1996 Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna.

§1997 A graça é uma participação na vida divina; introduz-nos na intimidade da vida trinitária. Pelo Batismo, o cristão tem parte na graça de Cristo, cabeça da Igreja. Como “filho adotivo”, pode doravante chamar a Deus de “Pai”, em união com o Filho único. Recebe a vida do Espírito, que nele infunde a caridade e forma a Igreja.

§1998 Esta vocação para a vida eterna é sobrenatural. Depende integralmente da iniciativa gratuita de Deus, pois apenas Ele pode se revelar e dar-se a si mesmo. Esta vocação ultrapassa as capacidades da inteligência e as forças da vontade do homem, como também de qualquer criatura.

§1999 A graça de Cristo é o dom gratuito que Deus nos faz de sua vida infundida pelo Espírito Santo em nossa alma, para curá-la do pecado e santificá-la; trata-se da graça santificante (…), recebida no Batismo. Em nós, ela é a fonte da obra santificadora:

“Se alguém está em Cristo, é nova criatura. Passaram-se as coisas antigas; eis que se fez uma realidade nova. Tudo isto vem de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo” (2Cor 5,17-18).

§2000 A graça santificante é um dom habitual, uma disposição estável e sobrenatural para aperfeiçoar a própria alma e torná-la capaz de viver com Deus, agir por seu amor. Deve-se distinguir a graça habitual, disposição permanente para viver e agir conforme o chamado divino, e as graças atuais, que designam as intervenções divinas, quer na origem da conversão, quer no decorrer da obra da santificação.

Graça do Batismo

§1262 Os diferentes efeitos do Batismo são significados pelos elementos sensíveis do rito sacramental. O mergulho na água faz apelo ao simbolismo da morte e da purificação, mas também da regeneração e da renovação. Os dois efeitos principais são, pois, a purificação dos pecados e o novo nascimento no Espírito Santo.

§1263 Pelo batismo, todos os pecados são perdoados: o pecado original e todos os pecados pessoais, bem como todas as penas do pecado. Com efeito, naqueles que foram regenerados não resta nada que os impeça de entrar no Reino de Deus: nem o pecado de Adão, nem o pecado pessoal, nem as seqüelas do pecado, das quais a mais grave é a separação de Deus.

§1264 No batizado, porém, certas conseqüências temporais do pecado permanecem, tais como os sofrimentos, a doença, a morte ou as fragilidades inerentes à vida, como as fraquezas de caráter etc., assim como a propensão ao pecado, que a Tradição chama de concupiscência ou, metaforicamente, o “incentivo do pecado” (fomes peccati”): “Deixada para os nossos combates, a concupiscência não é capaz de prejudicar aqueles que, não consentindo nela, resistem com coragem pela graça de Cristo. Mais ainda: ‘um atleta não recebe a coroa se não lutou segundo as regras’ (2Tm 2,5).

§1265 O batismo não somente purifica de todos os pecados, mas também faz do neófito “uma criatura nova”, um filho adotivo de Deus que se tornou “participante da natureza divina”, membro de Cristo e co-herdeiro com ele, templo do Espírito Santo.

§1266 A Santíssima Trindade dá ao batizado a graça santificante, a graça da justificação, a qual:

* torna-o capaz de crer em Deus, de esperar nele e de amá-lo por meio das virtudes teologais;

* concede-lhe o poder de viver e agir sob a moção do Espírito Santo por seus dons;

* permite-lhe crescer no bem pelas virtudes morais.

Assim, todo o organismo da vida sobrenatural do cristão tem sua raiz no santo Batismo.

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Oração pelos Mortos? Frei Rojão responde!


padre, tenho muitas dúvidas. uma delas é sobre como seremos julgados após a nossa passagem: o juízo é imediato? se sim, é verdade que nós mesmos decidiremos? e como ficam as missas em favor dos mortos [as de corpo presente, 7º dia]?

Frei Rojão responde

 

Farejo um herege adventista a vinte léguas de distância… Mas a tática é velha. Leram meia dúzia de bobagens e mentiras contra a Igreja, e nunca lêem a Bíblia, ai vem nos sites católicos como “supostamente com dúvidas” quando na verdade luciferinamente querem nos fazer cair em contradição. Nunca conseguem, mas tentam. Vejam a linguagem macia, melíflua, feito o Cramulhão tentando. Católico não és. O Católico ama a Igreja, porque sabe que até a Bíblia que tem em mãos – e ama e lê a Bíblia – tem autoridade porque a Igreja testemunha e segue a Bíblia. E se fosse católico também saberia que missa de corpo presente é mais difícil de se ver que cabeça de bacalhau. Como cita, não deve conhecer a Igreja nem seus hábitos. E não conhece a Igreja porque é protestante, porque quem conhece a Santa Igreja é arrastado imediatamente no torvelinho do amor de Deus para seu seio.

 

Explicarei para que os católicos, o rebanho de Jesus Cristo, tenham algum aproveitamento.

 

Filho, o julgamento particular ocorre a todo momento, porque o Altíssimo, que vê mancha até nos seus anjos, sabe se você é ovelha ou bode. Na hora da morte, seu destino está decidido, você vai ficar no estado em que o “ladrão entrou na casa sem o dono saber”, quando a morte, a grande ladra, vier te visitar.

 

Porém não se esqueça o Altíssimo é onisciente e acima do tempo. Portanto as orações que foram feitas por um homem que morreu há vinte séculos atrás são tão eficazes quanto as feitas sete dias após sua morte. Deus está acima do tempo. Os espíritos estão fora do tempo, porque o tempo é próprio da criação material. O que Deus fazia antes da criação? Fazia nada, porque fazer pressupõe tempo, e o tempo só existe na criação material. Não é também o que os adoráveis amalucados físicos, crentes e descrentes, dizem da tal expansão do universo? 

As orações dos santos, juntos da glória de Deus (ainda que apenas espíritos, esperando a ressurreição da carne) são também atemporais. E de todas as orações que o Altíssimo ouve, nenhuma é mais grata que aquela que ele trouxe em corpo e alma, a gloriossississississima Mãe de Deus e Nossa, Maria de Nazaré. Por isso os verdadeiros cristãos rezam “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte“. Que a virgem reze agora compreende-se. Espíritos interagem com o mundo físico, e agem de acordo com o tempo deste mundo. Mas rezar na hora da morte? Sim. É uma maneira humana de expressar a passagem da alma, antes ligada ao tempo, porque animava um corpo material, para o reino espiritual atemporal. Toda oração rompe o tempo, porque a oração é maior que o tempo, é a expressão das criaturas como retribuição ao amor eterno de Deus. Uma Ave-Maria dura mais que as pirâmides egípcias ou que a estrela mais velha no céu.

 

Não podemos deixar de compreender que aqueles que morreram sem merecer o Inferno, mas ainda ligados ao pecado e as suas conseqüências, merecem uma purificação antes de ver a glória imaculada do Altíssimo. Dai os cristãos desde a época apostólica, confiantes no ensinamento de Jesus Cristo, entenderam o purgatório, doutrina santa e bíblica, que os hereges ímpios protestantes, enganados pelo Pai da Mentira, negam. No purgatório não se passa “tempo”, porque o tempo como disse é um conceito da matéria. No purgatório passa-se o equivalente a um processo de purga da alma do apego ao Mal, poderíamos dizer que é um “tempo intelectual” dos espíritos, na passagem por sucessivos estados de purga e aproximação de Deus. É um processo espiritual, o termo “tempo” não é exato aqui, mas é a maneira que o homem tem para expressar. As orações dos vivos tem grande ajuda neste processo de purga, rogando a Deus pelos falecidos, para que este processo se “acelere” (ainda que acelerar pressuponha velocidade, tempo e distância – como disse, é a maneira humana de dizer ).

 

Pode ser que oremos por alguém que está condenado, irremediavelmente, por seus atos. Ainda assim tudo se aproveita, aproveita-se para as outras almas que se purgam, aproveita-se para a edificação da Igreja, aproveita-se para a santificação do orante. Se há algo que só tem benefícios e nenhuma contra-indicação é a oração.

 

Não obstante o julgamento particular, um belo dia, as trombetas soarão e os mortos ressuscitarão. Os santos se unirão a seus corpos, corpos agora gloriosos, e estarão no céu “de corpo e alma”. Os ímpios também ressuscitarão. E seus corpos, agora também imortais, serão atirados – corpo e alma – no Inferno. De onde nunca sairão, até porque sair pressupõe mudança de estado, e mudança pressupõe tempo.

 

Sendo assim, é obra louvável e de grande piedade rezar pelos mortos. Não é a toa que os primeiros cristãos nas catacumbas oravam pelos falecidos. Quem reza pelo perdão dos pecados dos falecidos em muito alcança o perdão de seus próprios pecados.

Fonte: http://freirojao.blogspot.com/2010/06/e-quando-amanhecer-o-dia-eterno-plena.html

Discurso aos bispos dos Regionais Sul 3 e 4 da CNBB


Venerados Irmãos no Episcopado,

Dou as boas-vindas e saúdo a todos e cada um de vós, ao receber-vos colegialmente no quadro da vossa visita ad limina. Agradeço a Dom Murilo Krieger as expressões de devotada estima que me dirigiu em nome de todos vós e do povo confiado aos vossos cuidados pastorais nos Regionais Sul 3 e 4, expondo também os seus desafios e esperanças. Ouvindo estas coisas, sinto elevarem-se do meu coração ações de graças ao Senhor pelo dom da fé misericordiosamente concedido às vossas comunidades eclesiais e por elas zelosamente conservado e arduamente transmitido, em obediência ao mandato que Jesus nos deixou de levar a sua Boa Nova a toda a criatura, procurando impregnar de humanismo cristão a cultura atual.

Referindo-me à cultura, o pensamento dirige-se para dois lugares clássicos onde a mesma se forma e comunica – a universidade e a escola –, fixando a atenção principalmente nas comunidades acadêmicas que nasceram à sombra do humanismo cristão e nele se inspiram, honrando-se do nome «católicas». Ora «é precisamente na referência explícita e compartilhada de todos os membros da comunidade escolar – embora em graus diversos – à visão cristã que a escola é “católica”, já que nela os princípios evangélicos tornam-se normas educativas, motivações interiores e metas finais» (Congr. para a Educação Católica, Doc. A escola católica, n. 34). Possa ela, numa convicta sinergia com as famílias e com a comunidade eclesial, promover aquela unidade entre fé, cultura e vida que constitui a finalidade fundamental da educação cristã.

Entretanto também as escolas estatais, segundo diversas formas e modos, podem ser ajudadas na sua tarefa educativa pela presença de professores crentes – em primeiro lugar, mas não exclusivamente, os professores de religião católica – e de alunos formados cristãmente, assim como pela colaboração das famílias e pela própria comunidade cristã. Com efeito, uma sadia laicidade da escola não implica a negação da transcendência, nem uma mera neutralidade face àqueles requisitos e valores morais que se encontram na base de uma autêntica formação da pessoa, incluindo a educação religiosa.

A escola católica não pode ser pensada nem vive separada das outras instituições educativas. Está ao serviço da sociedade: desempenha uma função pública e um serviço de pública utilidade, não reservado apenas aos católicos, mas aberto a todos os que queiram usufruir de uma proposta educativa qualificada. O problema da sua paridade jurídica e econômica com a escola estatal só poderá ser corretamente impostado se partirmos do reconhecimento do papel primário das famílias e subsidiário das outras instituições educativas. Lê-se no artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos do Homem: «Os pais têm direito de prioridade na escolha do gênero de educação a ser ministrada aos próprios filhos». O empenho plurissecular da escola católica situa-se nesta direção, impelido por uma força ainda mais radical, ou seja, a força que faz de Cristo o centro do processo educativo.

Este processo, que tem início nas escolas primária e secundária, realiza-se de modo mais alto e especializado nas universidades. A Igreja foi sempre solidária com a universidade e com a sua vocação de conduzir o homem aos mais altos níveis do conhecimento da verdade e do domínio do mundo em todos os seus aspectos. Apraz-me tributar aqui a mais viva gratidão eclesial às diversas congregações religiosas que entre vós fundaram e suportam renomadas universidades, lembrando-lhes, porém, que estas não são uma propriedade de quem as fundou ou de quem as freqüenta, mas expressão da Igreja e do seu patrimônio de fé.

Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55). Que, no âmbito dos entes e comunidades eclesiais, o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz.

Venerados Irmãos no episcopado, na união a Cristo precede-nos e guia-nos a Virgem Maria, tão amada e venerada nas vossas dioceses e por todo o Brasil. Nela encontramos, pura e não deformada, a verdadeira essência da Igreja e assim, através dela, aprendemos a conhecer e a amar o mistério da Igreja que vive na história, sentimo-nos profundamente uma parte dela, tornamo-nos por nossa vez «almas eclesiais», aprendendo a resistir àquela «secularização interna» que ameaça a Igreja e os seus ensinamentos.

Enquanto peço ao Senhor que derrame a abundância da sua luz sobre todo o mundo brasileiro da escola, confio os seus protagonistas à proteção da Virgem Santíssima e concedo a vós, aos vossos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, aos leigos empenhados, e a todos os fiéis das vossas dioceses paterna Bênção Apostólica.

Decência no vestuário


Fonte: A dignidade da mulher católica 

    «Deseja São Paulo que as mulheres devotas (e o mesmo se diga dos homens) se vistam com decoro e se adornem com decência e sobriedade. Nesse sentido, a decência no vestuário e nos ornamentos depende da matéria, da forma e da limpeza.
    Quanto à limpeza, esta há-de ser sempre a mesma nas nossas roupas, nas quais, na medida do possível, não haveremos de tolerar nenhuma mancha ou negligência.
    A limpeza exterior é, de certo modo, o reflexo da honestidade interior. O próprio Deus deseja a decência corporal dos que se aproximam do altar e dos que têm principalmente a seu cargo a devoção.
    Relativamente à matéria e à forma do vestuário, a decência há-de ser avaliada segundo as diversas circunstâncias de tempo, de idade, de condição, de companhias, de ocasiões. Ordinariamente, estamos acostumados a vestirmo-nos melhor nos dias festivos, segundo a importância da solenidade que se celebra; em tempos de penitência, como na Quaresma, vestimo-nos com mais simplicidade; para os casamentos, levamos trajes nupciais, alegres; nos actos fúnebres, empregam-se roupas de luto; diante dos príncipes, é necessário dar maior realce ao vestuário, realce que diminui na presença dos próprios familiares.
    A mulher casada pode e deve adornar-se diante do seu esposo; se o faz quando está longe dele, então cabe perguntar a que olhos quer agradar com esse cuidado singular. Às donzelas são permitidas maiores atenções com a aparência, porque podem licitamente pretender agradar a muitos, ainda que não seja mais do que para conquistar um só, para o Santo Matrimónio. Também não é reprovável que as viúvas que querem casar-se de novo se adornem discretamente, com tal que não se mostrem levianas, pois, tendo já sido mães de família e tendo já passado pelas tristezas da viuvez, considera-se que o seu espírito é mais maduro e sensato. Mas, quanto às verdadeiras viúvas que o são não só de corpo mas também de coração, nenhum adorno é mais adequado que o da humildade, o da modéstia e o da devoção; pois, se querem dar amor aos homens, não são verdadeiras viúvas e, se o não querem dar, para quê tantos enfeites? O que não deseja hóspedes, tem de tirar o anúncio da sua casa.
    Rimo-nos sempre dos mais velhos, quando querem vangloriar-se. E porquê? Porque isso é uma insensatez, unicamente tolerável na juventude.
    Sejas correcta, filoteia; Que não haja em ti negligência nem desleixo: isso seria desprezar aqueles com quem convives, apresentando-te diante deles com roupas ofensivas; mas guarda-te cuidadosamente da afectação, vaidades, curiosidades e frivolidades. Inclina-te, sempre que te seja possível, para o lado da simplicidade e da modéstia, que são indubitavelmente o mais precioso ornamento da beleza e a melhor escusa da fealdade. São Pedro alerta, de modo particular, às donzelas que não usem os cabelos ondulados. Os homens que são tão fracos ao ponto de se deleitarem nestas superficialidades são chamados, em toda a parte, hermafroditas; e as mulheres que se envaidecem por isso, são tidas por negligentes e pouco respeitosas da castidade; se a guardam, não é o que demonstram, no meio de tantas trivialidades e miudezas. Dizem que o fazem sem pensar mal, mas eu digo que o demónio pensa sempre mal.
    Gostaria que o meu devoto ou devota fosse sempre a pessoa mais bem vestida de uma reunião mas que, ao mesmo tempo, fosse a menos pomposa e afectada; e, como se lê nos provérbios, estivesse ornada de graça, modéstia e dignidade. Diz brevemente São Luís que cada um há-de vestir-se segundo o seu estado, de modo que os discretos e modestos não possam dizer «é demasiado», nem os jovens «é muito pouco». E, se estes últimos [os jovens] não quiserem alegrar-se e resignar-se com a decência, haverá que inclinar-se ao parecer de alguém prudente.»
(São Francisco de Sales, “Filoteia ou introdução à vida devota”, parte III, capítulo XXV).

Santo Agostinho nos ensina:

Bispo de Quixadá sofre calúnias de Movimentos da Igreja e Politicagem na região


O Bispo Diocesano de Quixadá, D. Angelo Pignole, têm sofrido calúnias e pressão por parte de movimentos simpatizantes do seu predecessor, D. Adélio Tomasim, e movimentos políticos partidários aproveitam para atacar também. Veja a seguir resposta do Bispo Reinante às acusações, retirada de uma repostagem do site da Revista Central:

 

“A  VERDADE  VOS  LIBERTARÁ!”

Aos fiéis católicos e pessoas de boa vontade desta Diocese: Graça e Paz da parte de Deus nosso Pai e de Jesus nosso Salvador.

 

1. A Santa Igreja de Deus, tal como a barca de Pedro no lago de Genesaré, sempre foi batida por ventos tempestuosos que a sacodem sem jamais destruí-la. Nossa querida Diocese de Quixadá, povo de Deus peregrino neste Sertão Central do Ceará, não escapa a estas vicissitudes. “Fere o Pastor, que as ovelhas sejam dispersadas!” (Zc 13, 7), já profetizou Zacarias no Antigo Testamento. Esta continua sendo a permanente tática que o “Príncipe das trevas” e “mentiroso desde o início” emprega, através da história, para impedir o crescimento do Reino de Deus e é o que eu e o nossos fiéis temos assistido há tempo, tornando-se insistente nesses últimos dias em nossa Igreja diocesana, contra seu legítimo e único Pastor.

 

2. Mantive até agora um silêncio humilde. Mas não desejo que sua continuação seja considerada como timidez ou omissão indevida do Bispo diocesano. Por isso, frente às manifestações injuriosas e caluniosas desses dias, usando dos meios de comunicação contra minha pessoa e o modo como venho dirigindo a Diocese de Quixadá, faço pública esta mensagem, esperando levar luz e paz às pessoas que amam a verdade.

 

3. Fui nomeado Bispo da Igreja Católica e designado como Sucessor dos Apóstolos para a porção do rebanho de Cristo que está na Diocese de Quixadá, pelo Papa Bento XVI, e tomei posse desta Diocese aos 25 de março de 2007. Aqui exerço a função de “governar, ensinar e santificar” o povo de Deus, construindo o Seu Reino e pregando o Evangelho, sem nenhum interesse que não a salvação das almas, que é o bem supremo da Igreja. O poder do Bispo é espiritual e, por isso, sua autoridade tem origem divina, de tal modo que a ele perfeitamente se aplicam as palavras de Jesus dirigidas aos Apóstolos: “quem vos recebe, a mim recebe, e quem me recebe, recebe Aquele que me enviou” (Mt 10, 40).

 

4. Desde os inícios da Igreja a cada comunidade orgânica de católicos é dado um único Sucessor dos Apóstolos, como Bispo e Pastor, centro e fundamento visível da unidade da Igreja particular, colaborando com ele os presbíteros que são fiéis à sua vocação. Sucedo assim a Dom Adélio Tomasin, que, por sua vez, sucedeu a Dom Joaquim Rufino do Rego, numa clara demonstração da continuidade dinâmica da Santa Igreja, que, desde Jesus Cristo e os Apóstolos e até o fim dos tempos, age e continuará agindo, através de seus ministros.

 

5. Conhecido e amado, Dom Adélio é grande benfeitor do Sertão Central e merece nossa gratidão e reconhecimento pela doação de sua vida e pelos serviços prestados, tanto no campo espiritual, quanto social. Por isto, por merecida deferência, como um de meus primeiros atos, a ele transferi a função honrosa de Chanceler da Faculdade Católica, continuando, porém, eu a exercer a função irrenunciável de Presidente da Mantenedora, com as relevantes tarefas que regimentalmente me cabem, associadas à responsabilidade de Bispo diocesano.

 

6. A estrutura orgânica da Diocese de Quixadá, constando de paróquias, do seminário, do santuário e das obras educativas e sociais, exige de mim, principal responsável perante Deus e perante os homens, um permanente acompanhamento, sempre em vista da clareza e transparência, tanto perante as leis civis, quanto para com a Santa Sé Apostólica. Entre nossas instituições educativas emerge, pelo vulto e importância regional, a Faculdade Católica, na qual estudam nossos futuros padres e que, com numerosos cursos, presta relevante serviço cívico ao Nordeste, sem perder seu caráter expressamente católico.

 

7. A Diocese de Quixadá é uma organização religiosa, sem fins lucrativos e imune de impostos, mas que no seu balanço anual ultrapassa os limites econômicos de uma instituição de pequeno porte, exatamente por causa de nossa Faculdade Católica. Esta, por sua dimensão e complexidade, chama-me a permanente e preocupada atenção, despertando-me o maior zelo e cuidado.

 

8. Administrar e supervisionar, nos tempos hodiernos, são atividades complexas, a exigirem permanente conhecimento da realidade. Para que, portanto, como responsável maior da Faculdade Católica, eu possa cumprir meu dever de alta direção, contínuo acompanhamento e supervisão, é necessário ter uma percepção mais exata e objetiva, da sua situação estática e dinâmica. Ora, cheguei à convicção de não ser possível conseguir esta visão clara, complexiva e fundamentada da realidade da Faculdade, apenas através de eventuais contatos e relatórios. Precisamos de algo mais amplo e profundo. Fundamentado nisso tudo, eu, como Presidente da Mantenedora da Faculdade e dentro da competência de Bispo diocesano, que deve supervisionar as entidades da Diocese, ou a ela sujeitas, decidi contratar uma empresa especializada, para realizar uma auditoria independente na Faculdade, a fim de obter uma visão completa, atualizada e autorizada da Católica.

 

9. É supérfluo relevar que tal decisão não significa desconfiança de ninguém. Trata-se de uma medida de acompanhamento e controle, legítima e normal numa administração moderna. Valer-se, pois, dos recursos da ciência e da tecnologia para melhor conhecer, acompanhar e avaliar a Faculdade Católica é medida previdente, que nos orientará os passos no futuro de sua administração.

 

10. Nesta circunstância, é preciso que os projetos extraordinários da Faculdade fiquem suspensos temporariamente, até que tenhamos pleno conhecimento da situação. Esta decisão não é arbitrária: foi tomada em conjunto com o Núncio Apostólico, representante do Santo Padre no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, que de cada passo que dou está informado. Por isto, é incompreensível e surpreendente a celeuma que imediatamente se criou, o barulho que se fez, usando de falsidades, calúnias ou meias-verdades, querendo jogar a autoridade maior e legítima do Pastor da Diocese contra seus padres, o Bispo emérito e a Faculdade Católica, esquecendo-se daquela grave advertência da Escritura: “não toqueis nos meus ungidos!” (1Cr 16, 22).

 

11. Nenhum aluno ou professor nutra receios de que a Faculdade Católica venha a fechar suas portas. Esta possibilidade não existe. Os cursos em andamento continuarão a funcionar na sua plena normalidade. As atividades ordinárias dos campi terão seu andamento inalterado. A Faculdade Católica não diminuirá e vai crescer, por graça de Deus. Não se deve dar ouvidos, portanto, a quem semeia tempestades e maledicências.

 

12. Movimentos cujas lideranças ostentam a bandeira de um catolicismo bastante duvidoso (“as minhas ovelhas conhecem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem” – Jo 10, 27) e cujo bordão comum é uma pretensa solidariedade a Dom Adélio, mas que por trás têm uma clara intenção política, dirigem a mim os mais absurdos adjetivos, as mais mentirosas e desrespeitosas afirmações. Tais afirmações precisariam ser provadas, dadas a gravidade e celeuma que estão provocando.

 

13. Não é verdade que estou expulsando Dom Adélio de Quixadá. A hipótese de sua partida seria decisão pessoal dele. Além disso, esse “terrorismo psicológico”, prognosticando um eventual fechamento da Faculdade Católica, é mentira triste, digna do mais veemente repúdio. Lamento a tentativa de manobrar o corpo docente e discente da instituição, por parte de pessoas inescrupulosas, que procuram semear o terror na mente e no coração de professores e alunos, da maneira mais grotesca possível. O que não podemos admitir é que a Faculdade Católica venha a ser indevidamente utilizada para plataforma política de quem quer que seja, nem para interesses pessoais ou de grupos, já que é um patrimônio eclesial, para o bem de todos, edificado com a generosidade e o espírito de sacrifício de tantos.

 

14. Igualmente é falso afirmar que o patrimônio da Diocese de Quixadá está sendo destruído por mim. Se algum bem foi até então vendido, é preciso entender que “venda” significa transformação de bens móveis ou imóveis em capital e não necessariamente “dilapidação”. O único imóvel vendido, uma pequena casa, teve seu valor aplicado na reforma da Catedral. Por outro lado, a Diocese herdou diversos encargos financeiros que ela precisa saldar. Para exemplificar, a Rádio Cultura de Quixadá (que não foi vendida, nem arrendada a ninguém, mas continua sob pleno domínio e administração da diocese através da contratação de novos funcionários) ainda pena para pagar multa eleitoral na monta de mais de R$ 150.000,00 que nos foi deixada. A maternidade vive cotidianamente em apuros financeiros, fruto do atraso no repasse de verbas de convênios, como também de dívidas contraídas em administrações anteriores.

 

15. No entanto, temos a alegria de ver pronta a nova ala do Seminário Pio XII, assim como de noticiar que já estamos com os recursos para a construção da sede apropriada da Cúria Diocesana. A reforma da Catedral está quase concluída. Assim, é caluniosa a afirmação de que o patrimônio da Diocese está sendo destruído ou, como foi dito em emissoras de rádio, “vem sendo roubado pelo Bispo diocesano”. Triste e sintomático é o silêncio daqueles que podiam e até deviam sair em defesa do Pastor legítimo da Diocese e não estão fazendo.

 

16. Não condizente com a verdade é a afirmação de que persigo os padres da Diocese. Visando preservar aqui a fama das pessoas envolvidas, limito-me a afirmar que, algumas vezes, recebo lamentos de fieis leigos, preocupados com atitudes de alguns sacerdotes que precisariam ser alertados quanto à sua conduta e, em caso de contumácia, ser punidos na forma da lei canônica, para o bem do próprio povo de Deus. Outros sacerdotes estão se ausentando da Diocese por motivos de estudo ou por motivos pessoais. Infelizmente, porém, acontece que uns falam mal do Bispo se este não toma medida e outros falam mal, quando se¬¬ tomam medidas sofridas, com relação a algum sacerdote, cujo comportamento desedifica a Santa Igreja.

 

17. Evidentemente, na ausência de provas e perante tamanhas afrontas, ações judiciais poderiam ser movidas contra pessoas e grupos bem identificáveis, seja no âmbito criminal, seja no âmbito civil da legislação brasileira, não excluídas medidas penais do direito canônico, especificamente quando diz que seja punido com a pena de interdito ou outras justas penas quem excita publicamente aversão ou ódio dos súditos contra o Bispo diocesano, em razão de algum ato de poder ou de ministério eclesiástico, ou incita os súditos à desobediência a ele (cf. cânon 1373). Esta determinação da lei eclesiástica é menos uma ameaça e mais um alerta aos fieis para não se deixarem enganar por falsos profetas de calamidades.

 

18. Por fim, faço um veemente apelo a que nenhum partido e nenhum político interfiram indevidamente nos assuntos reservados à autoridade diocesana de Quixadá. Estou pronto ao diálogo franco e respeitoso, à colaboração leal. Tal intromissão indevida comprometeria as sadias relações entre Igreja e Estado, independentes e harmoniosas, cada qual no seu campo, como, aliás, se estabelece, no Acordo recentemente feito entre o Governo e a Santa Sé. Faço também uma advertência ao povo de Deus para o risco da manipulação velada que corre.

 

19. Reitero aqui a informação de que as decisões tomadas até então e agora publicadas oficialmente foram tratadas com os meus superiores hierárquicos, a saber, o Santo Padre, o Papa, por meio dos Dicastérios Romanos (departamentos de governo da Igreja), em recente visita a Roma, e o Senhor Núncio Apostólico no Brasil, aos quais devo prestar contas. Este tem pleno conhecimento e dá total apoio a tudo o que nesta mensagem está expressa, a bem da verdade.

 

Certo de que o Espírito de Deus iluminará as mentes e os corações de todos e fará reinar a unidade em nosso meio, “a fim de que todos sejam um… para que o mundo creia” (Jo 17, 21), subscrevo-me paternalmente,

 

Quixadá, 23 de novembro de 2009.

Angelo Pignoli
Bispo diocesano de Quixadá.

Carta do Secretário da Congregação para o Clero sobre Obediência


A seguir carta do secretário da Congregação para o Clero aos Presbíteros.

Que ouçam os desobedientes a S.S. Bento XVI e à Doutrina Católica, tanto os Presbíteros quanto os Bispos, principalmente os da Teologia da Libertação e seguidores do Boff.

 

“Prometes filial respeito e obediência a mim e aos meus sucessores?”

(Pontificale Romanum De Ordinatione Episcopi, presbyterorum et diaconorum,

editio typica altera, Typis Polyglottis Vaticanis 1990).

Caríssimos irmãos no sacerdócio

         Ainda que não estejam vinculados pelo voto solene de obediência, os ordinandos fazem a promessa de “filial respeito e obediência” ao próprio Bispo e aos seus sucessores. Se, por um lado, é diferente o estatuto teológico entre um voto e uma promessa, idêntico é o compromisso moral definitivo e total, idêntica é a oferta da própria vontade à vontade de um Outro: à vontade Divina, eclesialmente mediada.

         Num tempo como o nosso, fortemente marcado pelo relativismo e pelo democratismo, com vários autonomismos e libertarismos, parece ser sempre mais incompreensível uma tal promessa de obediência. Normalmente é concebida como uma diminutio da liberdade humana, como um perseverar em formas obsoletas, típicas de uma sociedade incapaz da autêntica emancipação.

         Nós, que vivemos a obediência autêntica, bem sabemos que não é assim. A obediência na Igreja não é contrária à dignidade e ao respeito da pessoa e não deve ser concebida como uma subtração de responsabilidade ou como uma alienação.

         O Ritual latino utiliza um adjetivo fundamental para a justa compreensão de tal promessa. Define a obediência somente depois de ter inserido o “respeito”, devidamente adjetivado com “filial”. Ora, o termo “filho” em todas as línguas é um nome relativo, que implica a relação entre o pai e o filho. Justamente neste contexto relacional deve ser compreendida a obediência que um dia prometemos. O pai, neste contexto, é chamado a ser realmente pai, e o filho, a reconhecer a própria filiação e a beleza da paternidade que lhe é doada. Tal como informa a lei natural, ninguém escolhe o próprio pai e, da mesma forma, ninguém escolhe os próprios filhos. Somos, portanto, todos chamados – pais e filhos – a ter uma visão sobrenatural, de grande misericórdia recíproca e de grande respeito. Trata-se de ter a capacidade de olhar ao outro tendo presente o Mistério bom que o gerou e que sempre, ultimamente, o constitui. O respeito é, em linha de máxima, simplesmente este: olhar a alguém tendo presente a um Outro!

         Só em um contexto de “respeito filial” é que se torna possível uma autêntica obediência, que não será apenas formal, mera execução de ordens, mas apaixonada, completa, atenta e capaz de gerar frutos de conversão e de “vida nova” naquele que a vive.

         A promessa é feita ao Bispo do tempo da Ordenação e aos seus “sucessores”, justamente porque a Igreja procura evitar os excessos personalistas. Coloca no centro a pessoa, mas não os subjetivismos que desvinculam da força e da beleza – histórica e teológica – da Instituição. Também na Instituição, que é de origem divina, habita o Espírito Santo. A instituição é, por sua própria natureza, carismática e, neste sentido, estar livremente ligada a ela, no tempo (sucessores) significa poder “permanecer na verdade”, permanecer n’Ele, presente e operante no seu corpo vivo que é a Igreja, na beleza da continuidade temporal, no passar dos séculos, que nos une indivisivelmente a Cristo e aos Apóstolos.

         Peçamos à Ancilla Domini – que é a obediência por excelência, Aquela que também na fatiga exultou dizendo: “Eis-me aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra” – a graça de uma obediência filial, plena, alegre e pronta; uma obediência que nos livre de todo protagonismo e que possa mostrar ao mundo que é realmente possível doar tudo a Cristo e ser plenamente realizados e autenticamente homens.

 

 

 

 

X Mauro Piacenza

Arcebispo tit. de Victoriana

Secretário

De: Papa S. Gregório/Para: RCC


Sermão do Papa São Gregório Magno. 

Eis os sinais que acompanharão aqueles que terão acreditado: em meu nome, eles expulsarão os demônios, eles falarão em línguas novas, eles pegarão em serpentes, e se tiverem bebido algum veneno mortal, ele não lhes fará nenhum mal. Eles imporão suas mãos aos doentes e estes serão curados” (São Marcos, XVI,16).
 
Será que, meus caros irmãos, pelo fato de que vós não fazeis nenhum destes milagres, é sinal de que vós não tendes nenhuma fé?
Estes sinais foram necessários no começo da Igreja. Para que a Fé crescesse, era preciso nutri-la com milagres. Também nós, quando nós plantamos árvores, nós as regamos até que as vemos bem implantadas na terra. Uma vez que elas se enraizaram, cessamos de regá-las.
Eis porque São Paulo dizia:”O dom das línguas é um milagre não para os fiéis, mas para os infiéis” (I Cor, XIV,22). Continue lendo »

Os Pais da Igreja também ensinam


O DOM DAS LÍNGUAS NÃO É BLÁ BLÁ BLÁ
O VERDADEIRO DOM DAS LÍNGUAS (TEXTO ATUALIZADO)

A virgem Santíssima e o dom das línguas
Questão IV: Se a Virgem recebeu o dom de línguas, chamado por alguns “glossolalia”.
a) “Afirmativamente, porque recebeu este dom com os apóstolos no dia dePentecostes, e, como disse Santo Alberto Magno: A Virgem estava com eles quando apareceram as línguas repartidas como de fogo, logo recebeu o dom das línguas com eles” (Mariale, q. CXVII); b) Ademais, ainda que não tivesse de ir pregar o Evangelho as diversas nações e gentes, todavia, no principio da Igreja nascente se concedia com freqüência este dom aos fiéis, ainda a aqueles a quem não se havia conferido o ministério de pregar e propagar o Evangelho como consta (At, XIX, 6); c) E assim convinha, porque acudindo Maria muitos fiéis de diversas nações, já por piedade filial, e que buscavam de instruções, devia conhecer seus idiomas para entendê-los e instruí-los plenamente nas coisas da fé. d) Finalmente, Suarez julga provável que ainda antes dePentecostes, Maria já tivesse usado desta graça, caso a necessidade ou a ocasião tivesse exigido, como quando Cristo foi adorado pelos magos, é de crer que Mariaentendeu a sua linguagem, como é também crível que, quando foi ao Egito, entendia e falava a língua dos egípcios. (In 3, disp. XX) – (ALASTRUEY, Gregório. Tratado de la Virgen Santíssima. Madrid: BAC, 1945, p. 350-351) Continue lendo »

Fábio de Melo, fala de mel


Fonte: http://blog.veritatis.com.br/

por Maite Tosta

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(arte: Emerson H. Oliveira, sobre pintura de Caravaggio)

A entrevista de Fábio de Melo – o chamo assim, já que seu site o faz, omitindo o título “padre” – no programa do Jô Soares na sexta-feira (dia 22) tem criado polêmica na blogosfera católica, não sem motivo.

O motivo da controvérsia é o grande número de declarações contrárias à doutrina feitas pelo “padre pop”, bem como sua incompetência para defender a Igreja de acusações feitas pelo apresentador, embora não tenha sido pego de surpresa, uma vez que faz parte de suas exigências para entrevistas que todas as perguntas sejam aprovadas previamente por sua assessoria… Isso sem contar o terninho de grife, o relógio Diesel, as sombrancelhas feitas, a testa paralisada de botox… vaidade das vaidades, tudo é vaidade…

Mais lamentável, no entanto, do que o discurso açucarado e carregado de relativismo do showman eclesiástico são as justificativas que seus defensores usam para defendê-lo. Continue lendo »

São João da Cruz e Santa Tereza de Jesus nos ensinam


SÃO JOÃO DA CRUZ

Ora, importa saber que, não obstante poderem ser obras de Deus os efeitos extraordinários que se produzem nos sentidos corporais, é necessário que as almas não queiram admitir nem ter segurança neles; antes é preciso fugir inteiramente de tais coisas, sem querer examinar se são boas ou más. Porque quanto mais exteriores e corporais, menos certo é que são de Deus. Com efeito, é mais próprio de Deus comunicar-se ao espírito, e nisto há para a alma mais segurança e lucro, do que ao sentido, fonte de freqüentes erros e numerosos perigos. O sentido corporal, nessas circunstâncias, faz-se juiz e apreciador das graças espirituais julgando-as tais como sente. No entanto, há tanta diferença entre a sensibilidade e a razão como entre o corpo e a alma, e na realidade, o sentido corporal é tão ignorante das coisas espirituais como um jumento o é das coisas racionais, e mais ainda.” (JOÃO DA CRUZ. Subida ao Monte Carmelo. Livro II, capítulo XI, 2. Rio de Janeiro: Vozes, 1998, p. 217) Continue lendo »

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Santos: Obras-Primas do Espírito Santo


SANTOS: OBRAS-PRIMAS DO ESPÍRITO SANTO

Autor: Prof. Daniel André

A Igreja é “a casa da santidade”
(João Paulo II, Acta Apostolicae Sedis, vol. XCIV, 3 de Maio de 2002, n. 5).

05beaunA sociedade atual despreza a santidade, ama o vício. É escrava das paixões, inimiga da santidade. A árvore má do protestantismo também rejeita os santos. Desdenha, pois sua árvore má não dá bons frutos, é estéril.

Sabemos que os católicos progressistas também perderam todo interesse pelos santos, e não raras vezes dão mostras de uma hostilidade cheia de ressentimentos para com eles, adoram os revolucionários. Os católicos de estatística do IBGE também não ligam para que é santo, tomam superstições por coisas santas, e só vão às festas dos santos para diversão. Nada de imitar as virtudes dos santos. Nada de santidade.

Na verdade, tais coisas são apenas mais um dos sintomas de decadência espiritual e de perda do senso do sobrenatural que se difundiu na sociedade contemporânea e atingiu os católicos.

Para muitos fiéis, incluindo parte considerável do clero, as atividades humanitárias e sociais exercem maior atração do que a santidade. Tornaram-se cegos à Luz de Cristo. Perderam o sentido cristão da existência. “Aquele que se preocupa mais com as prosperidades terrenas da humanidade que a sua santificação perdeu a visão Cristã do universo” disse Dietrich Von Hildebrand, e perderam mesmo. Não enxergam mais o mundo com olhos cristãos, vêem como pagãos. Esqueceram-se de que “qualquer santo glorifica mais a Deus do que todos os melhoramentos de bem-estar terrestres” (HILDEBRAND, Dietrich Von. Cavalo de Tróia na Cidade de Deus. Agir, p. 224). Continue lendo »

Para a RCC: Falar em línguas hoje – é de Deus?


Autor: Emerson de Oliveira
Fonte: http://www.veritatis.com.br/article/5517/falar-em-linguas-hoje-e-de-deus

“AS ESCRITURAS ensinam que o batismo do espírito, evidenciado pelo falar em línguas, é para a verdadeira igreja hoje”, afirma o ministro pentecostal Marvin A. Hicks.

“A doutrina básica do falar em línguas é antibíblica e errada”, contende o Dr. W. A. Criswell, da Primeira Igreja Batista de Dallas, EUA. Ele acrescenta: “Se essa for a fé cristã, então eu não sou cristão.”

Diante de tal controvérsia sobre a prática do falar em línguas, você talvez se pergunte: ‘O que dizem as Escrituras sobre o dom de línguas? Faz isto parte do cristianismo hoje?’ Para obtermos as respostas, será de proveito entender por que foi concedido o dom de línguas aos primitivos cristãos.

POR QUE FOI CONCEDIDO O DOM

Em primeiro lugar, o apóstolo Paulo explica em Hebreus 2.2-4 que os dons milagrosos, que incluiriam o dom de línguas, foram concedidos aos cristãos do primeiro século para confirmar que o favor de Deus havia-se transferido do antigo arranjo judaico de adoração para a recém-estabelecida Igreja cristã. A transferência do favor divino ficou bem firmada por volta da última parte do primeiro século, enquanto alguns dos apóstolos de Jesus Cristo ainda viviam.

Que o dom de línguas também serviu para outro propósito, pode-se ver nas palavras de Jesus aos seus discípulos, pouco antes de sua ascensão ao céu em 33. Ele disse: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (Atos 1:8) O pequeno grupo de discípulos não incluía pessoas que falavam as línguas de toda a parte da terra. Mas, em harmonia com a promessa de Jesus, cerca de 10 dias depois, no dia festivo de Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado sobre cerca de 120 de seus discípulos reunidos num quarto de andar superior, em Jerusalém. Qual foi o resultado? “Principiaram a falar em línguas diferentes”, e assim puderam começar a executar imediatamente a obra designada de dar testemunho. — Atos 2.1-4. Continue lendo »

Bento XVI apresenta São João Damasceno


Queridos irmãos e irmãs: 

Hoje quero falar de João Damasceno, um personagem de primeira categoria na história da teologia bizantina, um grande doutor na história da Igreja universal. É sobretudo uma testemunha ocular da passagem da cultura grega e siríaca, compartilhada na parte oriental do Império bizantino, à cultura do Islã, que ganhou espaço com suas conquistas militares no território reconhecido habitualmente como Médio ou Próximo Oriente. João, nascido em uma rica família cristã, ainda jovem assumiu o cargo – talvez ostentado também por seu pai – de responsável econômico do califado. Bem cedo, contudo, insatisfeito pela vida da corte, amadureceu a escolha monástica, entrando no mosteiro de São Sabas, perto de Jerusalém. Era por volta do ano 700. Não se afastando nunca do mosteiro, dedicou-se com todas as forças à ascese e à atividade literária, sem desdenhar uma certa atividade pastoral, da qual dão testemunho sobretudo suas numerosas Homilias. Sua memória litúrgica se celebra em 4 de dezembro. O Papa Leão XIII o proclamou Doutor da Igreja universal em 1850. 

Dele se recordam no Oriente sobretudo os três Discursos contra quem calunia as imagens santas,  que foram condenados, após sua morte, pelo Concílio iconoclasta de Hieria (754). Estes discursos, contudo, foram o principal motivo de sua reabilitação e canonização por parte dos Padres ortodoxos convocados no II Concílio de Niceia (787), sétimo ecumênico. Nestes textos é possível encontrar os primeiros intentos teológicos importantes de legitimação da veneração das imagens sagradas, unindo a estas o mistério da Encarnação do Filho de Deus no seio da Virgem Maria. Continue lendo »

A volta à magia…


Autor: Dom Aloísio Roque Oppermann, SCJ
Fonte:http://www.catolicanet.com/?system=news&action=read&id=51508&eid=301

Visionário é alguém que baseia seus objetivos em cima de supostas revelações. É alguém que argumenta que teve visões, e nelas lhe foi desvendado este e aquele segredo. Jesus foi o oposto de um visionário. As suas parábolas e ensinamentos pegam o chão da realidade. Nunca falou a ninguém: “em oração durante esta noite, tive uma visão, na qual me foi revelado que todos devem amar o seu próximo”. Nele o racional tinha forte presença, e a vida era encarada dentro de um sadio realismo. Entre nós, apesar de estarmos vivendo numa época de positivismo (sem a lógica da metafísica), e estarmos voltados para os fenômenos “científicos”, existe uma ampla camada da população que acredita em forças mágicas e misteriosas. E é claro, desacredita no resultado do esforço pessoal, e muito menos se abre para os auxílios da graça do Pai Celeste. É um apelo para entregar-se ao irracional, e desculpar-se da falta de ideal. É crer em forças ocultas. É adorar deuses falsos, porque admite que existem realidades que escapam ao poder de Deus. É uma idolatria. “Tendes visões inúteis e adivinhações erradas” (Ez 13, 7). Vamos apreciar dois casos exemplares.

A força dos números. Se alguém nasce no dia tal, é sabido que ele vai ser um azarado, um assassino, ou um intelectual, ou uma pessoa caridosa. Por que não se escolheu então o dia da concepção? É tudo fantasia, pura imaginação. Analisam-se artistas, escritores, políticos, e se quer mostrar por números (espertamente escolhidos), que isso tudo foi destino. Tudo já estava embutido nestes e naqueles números. Não há mais espaço para o livre arbítrio, e muito menos para a educação, provinda dos pais ou da escola. Esses pouca influência tem, pois o acaso dos números tudo já determinou. Então, o número da besta tem ibope total…Outra extravagância na categoria das bobagens é a força do nome. Acha-se que se alguém recebeu o nome de Augusto, vai ser uma pessoa dominadora; se foi chamada Aurora, será uma mulher alegre, que desperta a esperança. Cada pessoa poderia ser analisada a partir do significado de seu nome. E essa seria a sua sina. Os nomes, sem dúvida, podem expressar detalhes: Nonato, Rosa. Mas, em vez de revelarem o destino, podem revelar programas e ideais. Longe de nós essa ditadura do significado do nome: Urbano; Regina. Nunca devemos abdicar de tomar conta do nosso futuro. Nós, com autoconfiança, e a ajuda do Pai Celeste, desenharemos o nosso futuro. A magia é o refúgio de quem nada decide.

Fonte: Dom Aloísio Roque Oppermann, scj – Arcebispo de Uberaba, MG
Local:Uberaba (MG)

Oração para antes das refeições


Oração para antes das refeições

O Senhor nos ensina que nem só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus! 

Oremos: Senhor nosso Deus, damo-vos graças por este alimento sobre nossa mesa, louvamo-Vos pela Vossa Providência, e Vos pedimos que ele venha nos fortalecer em nossa missão, para que sejamos perfeitos instrumentos na mão do Vosso Espírito, trabalhando com a fé a esperança e o amor de Maria, para que todos tenham o alimento necessário para alma e para o corpo, amém!

 São José, providenciai!

 Após a refeição: Bendigamos ao Senhor, demos graças a Deus!

 

Resposta do Papa


Prezados visitantes do Olhar Católico publicamos a seguir fortes e verdadeiras palavras de S.S. Papa Bento XVI quanto a reação do levantamento da excomunhão dos bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Alegro-me por tais palavras e manifesto minha total servidão e submissão ao Vigário de Cristo na terra. Que Deus abençoe e Maria guarde o Papa. Viva o Papa! Viva a Igerja!

CARTA DE SUA SANTIDADE BENTO XVI
AOS BISPOS DA IGREJA CATÓLICA
A PROPÓSITO DA REMISSÃO DA EXCOMUNHÃO
AOS QUATRO BISPO CONSAGRADOS 
PELO ARCEBISPO LEFEBVRE

 

Amados Irmãos no ministério episcopal!

remissão da excomunhão aos quatro Bispos, consagrados no ano de 1988 pelo Arcebispo Lefebvre sem mandato da Santa Sé, por variadas Continue lendo »

A Missa degenerada em show, por Bento XVI


por Joseph Ratzinger

O ex prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé fala sobre a reforma litúrgica

Um jovem sacerdote disse-me recentemente: “Hoje precisamos de um novo movimento litúrgico”. Era a expressão de um desejo que, nos nossos dias, só espíritos voluntariamente superficiais poderiam descartar. Para aquele sacerdote, o importante não era a conquista de liberdades novas e audaciosas: nós já não tomamos todas essas liberdades? Ele entendeu que nós precisamos de um novo começo, que nasça no íntimo da liturgia, como queria o movimento litúrgico quando estava no apogeu de sua verdadeira natureza e não se preocupava em fabricar textos, inventar gestos e formas, mas em redescobrir o centro vivo, penetrar no tecido propriamente dito da liturgia, para que a sua realização nascesse da substância da liturgia. A reforma litúrgica, na sua realização concreta, afastou-se dessa origem. O resultado não foi uma reanimação mas uma devastação. De um lado, temos uma liturgia que se degenerou em show, com a tentativa de fazer com que a religião seja interessante com a ajuda de tolices da moda e de máximas morais sedutoras, que fazem sucesso momentâneo no grupo de fabricantes litúrgicos, e leva a uma atitude de fechamento ainda mais pronunciada entre aqueles que procuram na liturgia não um show-master espiritual mas o encontro com o Deus vivo diante do qual o “fazer” se torna insignificante, porque só esse encontro é capaz de nos possibilitar o acesso às verdadeiras riquezas do ser.

Do outro lado, há a conservação das formas rituais cuja grandeza comove ainda hoje, mas que, levado ao extremo, manifesta um isolamento obstinado e no fim só produz tristeza. Certamente, existem entre esses extremos sacerdotes e paroquianos que celebram a nova liturgia com respeito e solenidade, mas eles são contestados pela contradição entre os dois extremos, e a falta de unidade interna na Igreja faz com que a sua fidelidade pareça, erradamente em muitos casos, como uma simples variação pessoal do neoconservadorismo. Em vista dessa situação, é necessário um novo impulso espiritual para que a liturgia seja novamente para nós uma atividade comunitária da Igreja e para que ela seja arrancada da arbitrariedade dos párocos e das suas equipes de liturgia.

Não podemos “fabricar” um movimento litúrgico desse tipo – como não podemos “fabricar” nada vivo – mas podemos contribuir para o seu desenvolvimento, esforçando-nos para assimilar novamente o espírito da liturgia e defendendo publicamente o que recebemos. Esse novo início precisa de “pais” que sejam modelos e não se contentem em indicar o caminho a seguir. Quem hoje procura esses “pais” encontrará sem dúvida a pessoa de monsenhor Klaus Gamber, que infelizmente nos deixou cedo demais, mas que pode ser, justamente pela sua partida, realmente presente com toda a força das perspectivas que nos abriu. Partindo, ele evita a querela dos partidos e pode, nesta hora de dificuldade, ser o “pai” em um novo começo. Gamber atuou de coração a esperança do antigo movimento litúrgico. Sem dúvida, visto que provinha de uma escola estrangeira, sempre foi um outsider no cenário alemão, onde não quisemos admiti-lo. Recentemente, um jovem pesquisador teve dificuldades na sua tese porque ousou citar Gamber abundantemente e com muita benevolência. Mas pode ser que esse ostracismo seja providencial, porque forçou Gamber a seguir o seu caminho e evitou o peso do conformismo.

È difícil dizer em poucas palavras aquilo que, na querela dos liturgistas, é realmente essencial e o que não é. Pode ser a indicação seguinte seja útil. J. A. Jungmann, um dos grandes liturgistas do nosso século, definiu a liturgia como a entendemos no Ocidente, sobretudo através das pesquisas históricas, como uma “liturgia fruto de um desenvolvimento”, provavelmente para contrastar a noção oriental que não vê na liturgia um devir e um crescimento histórico mas só o reflexo da liturgia eterna, na qual a luz, através da função sacra, ilumina o nosso tempo e o reveste com a sua beleza e grandeza imutáveis. As duas concepções são legítimas e não inconciliáveis. O que aconteceu depois do Concílio foi muito diferente: em lugar de uma liturgia fruto de um desenvolvimento contínuo, surgiu uma liturgia fabricada. Saímos do processo vivo de crescimento e de devir para entrar na fabricação. Não quisemos prosseguir o devir e o amadurecimento orgânico do que vive através dos séculos, e o substituímos – como na produção técnica – por uma fabricação, um produto banal do instante. Gamber, com a vigilância de um autêntico profeta e a coragem de um testemunha, opôs-se a essa falsificação e nos ensinou incansavelmente a plenitude viva de uma liturgia verdadeira, graças ao seu grande conhecimento. Como homem que conhecia e amava a história, ele nos mostrou as múltiplas formas do devir e do caminho da liturgia; como homem que via a história por dentro, ele viu nesse desenvolvimento o reflexo intocável da liturgia eterna, que não é objeto da nossa ação mas pode continuar maravilhosamente a amadurecer e a afirmar-se se nós nos unimos intimamente ao seu mistério. A morte desse homem e sacerdote eminente deve nos estimular; a sua obra pode nos ajudar a tomar novo impulso.

(Prefácio do livro La réforme liturgique em question, de Klaus Gamber, Editions Sainte-Madeleine)

 

"Dialogando" com o protestantismo


Virgem Maria
Prezados leitores, publicamos a seguir os comentários de uma protestante feito ao post “Virgindade de Maria“. Logo após seu comentário vem a nossa resposta. Reparem que quando derrotada em um assunto, logo muda-se de assunto. 

Protestante:

A PAz Irmão,
Você acha que essa discussão vale a pena? Quando na verdade só desviam o foco do principal personagem bíblico Jesus? O Espírito Santo que habitou em Paulo é o Mesmo que habita em mim, o Espírito Santo que habitou em Pedro é o mesmo que habita em mim. (por isso afirmo que posso ser uma simples pescadora, ou “pedreiro” e mesmo assim ler a bíblia e pedindo em oração que o Espírito do Senhor me dê discernimento eu interprete da maneira que deseja o Senhor) Apos ler e aprender… Eu posso cumprir o mandamento que diz: Ide e pregai o evangelho a toda Criatura da maneira que o Senhor através do Espírito Santo tem me ensinado, mesmo sendo uma simples pescadora ou preciso ser doutora da lei?
Caro irmão em Cristo, se Maria teve ou não outros filhos após Jesus, não importa, de verdade não importa, pois o Foco e a essência de nossa vida é Jesus Cristo.     Continue lendo »
PSL Cedro

Deus acima de tudo e Cedro para todos!

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Tudo por amor a Jesus Cristo, Nosso Senhor.

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opiniões, considerações políticas e religiosas.

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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