Youcat x Catecismo Romano


Apesar de não concordar com todo o conteúdo do texto, que pende muito para o sedevacantismo, achei interessante estas comparações feitas pelo Carlos Nougué entre o Youcat e a Doutrina de Sempre. Confiram:

(…)
a1) Youcat sobre as Sagradas Escrituras: “Como pode a Sagrada Escritura ser ‘Verdade’, se nem tudo o que nela se encontra está correto? […] Também os autores [das Escrituras] eram filhos de seu tempo. Eles partilhavam as concepções culturais de seu ambiente, em cujos erros, por vezes, estavam presos. [Isso porque] a Bíblia não caiu do céu feita, nem Deus a ditou [senão] a verdadeiros autores”.
a2) Catecismo Maior sobre as Sagradas Escrituras: Não pode haver erro na Sagrada Escritura? Na Sagrada Escritura não pode haver erro algum, porque, sendo toda inspirada, o Autor de todas as suas partes é o próprio Deus.[1] Isso não obsta a que nas cópias e traduções da mesma Sagrada Escritura se tenha dado algum engano ou dos copistas ou dos tradutores” [destaque nosso].
b1) Youcat sobre o inferno: O que é o inferno? A nossa fé designa por ‘inferno’ o estado do definitivo distanciamento de Deus. […] Dito à nossa maneira, ele é mais frio que quente”.
b2) Catecismo Romano sobre o inferno: “A expressão ‘infernos’ designa os ocultos receptáculos em que são detidas as almas que não conseguiram a bem-aventurança do céu. […] Um [desses receptáculos] é a horrenda e tenebrosa prisão em que as almas réprobas são atormentadas num fogo eterno e inextinguível, juntamente com os espíritos imundos. Chama-se também ‘geena’ e ‘abismo’. É o inferno propriamente dito”.
c1) Youcat sobre o pecado original: “O que temos nós a ver com a ‘queda’ de Adão e Eva? A expressão ‘pecado original’ refere, portanto, não o pecado pessoal, mas o estado nocivo da humanidade em que nasce o indivíduo…”
c2) Catecismo Maior sobre o pecado original: “Que é o pecado original? O pecado original é aquele com que todos nascemos, exceto a Santíssima Vigem Maria, e que contraímos pela desobediência de nosso primeiro pai, Adão” [e que, portanto, foi um pecado pessoal deste].
(…)

[1] Enquanto tal, com efeito, o escritor sagrado humano é instrumento de Deus, e não “verdadeiro autor” como quer fazer crer o Youcat. Cf. o magnífico La causalité instrumentale dans l’ordre surnaturel (T. R. P. Edouard Hugon, Paris, Pierre Tequi Libraire-Editeur, 1924).

“Será que é esse povo que vai pagar as fraldas dos meus filhos?”


“Procura-se obstetra católico”

Este foi um anúncio postado em um jornal por uma católica de Campo Grande. Em sintonia com o que ensina a Doutrina da Igreja ela postou este anúncio por estar insatisfeita com os atendimentos que vem recebendo, onde a contracepção e o controle de natalidade são os dogmas pregados pela religião antropocêntrica que permeia nossa sociedade.

De fato este trecho da doutrina católica tem sido esquecido, omitido, e até mesmo contradito pelos senhores Bispos brasileiros. Que diremos dos Padres?Então esperar isto de médicos é mais “absurdo” ainda, por mais que não seja realmente absurdo, visto que estamos em um país católico.

A senhora em questão tem 28 anos e já espera seu terceiro filho e tem a grande vantagem de ter um marido que compactua com os ensinamentos da Santa Madre Igreja. Eu faço 25 anos no dia 28 próximo e ainda estou na minha primeira filhinha, mas minha esposa, com o apoio de minha mãe (vejam só! que raiva!) se contrapõe a idéia de já gerarmos nosso segundo bebê. Não que ela não queira ter mais filhos… Mas é que não quer agora. Qual o método que ela usa? O mesmo que eu: abstinência. O que quero dizer é que bom que ambos têm a mesma mentalidade!

Agora, o mais “interessante” é ler os comentários que tem na notícia. Me surpreende que haja gente elogiando! Mas é claro há sempre os bocós que dizem “como você vai criar?” ou ainda “que fanática doidona” ou ainda “que irresponsável”. Na própria entrevista ela esclarece: “Será que é esse povo que vai pagar as fraldas dos meus filhos?” Traduzindo: VÃO SE CATAR BANDO DE CRISTIANOFÓBICOS E DEIXEM MINHA VIDA EM PAZ!

Frutos do “Livre Exame” Protestante


          

Pra quem não sabe, o livre exame, é uma das teses do herege Lutero, que o mesmo inventou em sua revolta contra a Igreja de Jesus Cristo. Dentre outras teses, e resumidamente falando sobre esta (o livre exame), ele ensina que todo cristão é inspirado pelo Espírito Santo ao ler a Sagrada Escritura, e que não precisa de ninguém que o oriente e que cada interpretação dali retirada é válida (pelo fato deste estar “inspirado” pelo Espírito Santo). Ora, sabemos que o Espírito Santo não se contradiz (isso é impossível para Deus), então por que será que cada denominação protestante (pra dizer seita protestante mesmo) tem sua própria interpretação da Bíblia e cada uma diferente das outras? Será que o Espírito Santo se contradiz, ou será que o espírito que anima a interpretação dos protestantes não é o Santo? E se não é o Espírito Santo, de quem é o espírito que gera dúvidas, erros e divisões?

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Oração pelos Mortos? Frei Rojão responde!


padre, tenho muitas dúvidas. uma delas é sobre como seremos julgados após a nossa passagem: o juízo é imediato? se sim, é verdade que nós mesmos decidiremos? e como ficam as missas em favor dos mortos [as de corpo presente, 7º dia]?

Frei Rojão responde

 

Farejo um herege adventista a vinte léguas de distância… Mas a tática é velha. Leram meia dúzia de bobagens e mentiras contra a Igreja, e nunca lêem a Bíblia, ai vem nos sites católicos como “supostamente com dúvidas” quando na verdade luciferinamente querem nos fazer cair em contradição. Nunca conseguem, mas tentam. Vejam a linguagem macia, melíflua, feito o Cramulhão tentando. Católico não és. O Católico ama a Igreja, porque sabe que até a Bíblia que tem em mãos – e ama e lê a Bíblia – tem autoridade porque a Igreja testemunha e segue a Bíblia. E se fosse católico também saberia que missa de corpo presente é mais difícil de se ver que cabeça de bacalhau. Como cita, não deve conhecer a Igreja nem seus hábitos. E não conhece a Igreja porque é protestante, porque quem conhece a Santa Igreja é arrastado imediatamente no torvelinho do amor de Deus para seu seio.

 

Explicarei para que os católicos, o rebanho de Jesus Cristo, tenham algum aproveitamento.

 

Filho, o julgamento particular ocorre a todo momento, porque o Altíssimo, que vê mancha até nos seus anjos, sabe se você é ovelha ou bode. Na hora da morte, seu destino está decidido, você vai ficar no estado em que o “ladrão entrou na casa sem o dono saber”, quando a morte, a grande ladra, vier te visitar.

 

Porém não se esqueça o Altíssimo é onisciente e acima do tempo. Portanto as orações que foram feitas por um homem que morreu há vinte séculos atrás são tão eficazes quanto as feitas sete dias após sua morte. Deus está acima do tempo. Os espíritos estão fora do tempo, porque o tempo é próprio da criação material. O que Deus fazia antes da criação? Fazia nada, porque fazer pressupõe tempo, e o tempo só existe na criação material. Não é também o que os adoráveis amalucados físicos, crentes e descrentes, dizem da tal expansão do universo? 

As orações dos santos, juntos da glória de Deus (ainda que apenas espíritos, esperando a ressurreição da carne) são também atemporais. E de todas as orações que o Altíssimo ouve, nenhuma é mais grata que aquela que ele trouxe em corpo e alma, a gloriossississississima Mãe de Deus e Nossa, Maria de Nazaré. Por isso os verdadeiros cristãos rezam “Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte“. Que a virgem reze agora compreende-se. Espíritos interagem com o mundo físico, e agem de acordo com o tempo deste mundo. Mas rezar na hora da morte? Sim. É uma maneira humana de expressar a passagem da alma, antes ligada ao tempo, porque animava um corpo material, para o reino espiritual atemporal. Toda oração rompe o tempo, porque a oração é maior que o tempo, é a expressão das criaturas como retribuição ao amor eterno de Deus. Uma Ave-Maria dura mais que as pirâmides egípcias ou que a estrela mais velha no céu.

 

Não podemos deixar de compreender que aqueles que morreram sem merecer o Inferno, mas ainda ligados ao pecado e as suas conseqüências, merecem uma purificação antes de ver a glória imaculada do Altíssimo. Dai os cristãos desde a época apostólica, confiantes no ensinamento de Jesus Cristo, entenderam o purgatório, doutrina santa e bíblica, que os hereges ímpios protestantes, enganados pelo Pai da Mentira, negam. No purgatório não se passa “tempo”, porque o tempo como disse é um conceito da matéria. No purgatório passa-se o equivalente a um processo de purga da alma do apego ao Mal, poderíamos dizer que é um “tempo intelectual” dos espíritos, na passagem por sucessivos estados de purga e aproximação de Deus. É um processo espiritual, o termo “tempo” não é exato aqui, mas é a maneira que o homem tem para expressar. As orações dos vivos tem grande ajuda neste processo de purga, rogando a Deus pelos falecidos, para que este processo se “acelere” (ainda que acelerar pressuponha velocidade, tempo e distância – como disse, é a maneira humana de dizer ).

 

Pode ser que oremos por alguém que está condenado, irremediavelmente, por seus atos. Ainda assim tudo se aproveita, aproveita-se para as outras almas que se purgam, aproveita-se para a edificação da Igreja, aproveita-se para a santificação do orante. Se há algo que só tem benefícios e nenhuma contra-indicação é a oração.

 

Não obstante o julgamento particular, um belo dia, as trombetas soarão e os mortos ressuscitarão. Os santos se unirão a seus corpos, corpos agora gloriosos, e estarão no céu “de corpo e alma”. Os ímpios também ressuscitarão. E seus corpos, agora também imortais, serão atirados – corpo e alma – no Inferno. De onde nunca sairão, até porque sair pressupõe mudança de estado, e mudança pressupõe tempo.

 

Sendo assim, é obra louvável e de grande piedade rezar pelos mortos. Não é a toa que os primeiros cristãos nas catacumbas oravam pelos falecidos. Quem reza pelo perdão dos pecados dos falecidos em muito alcança o perdão de seus próprios pecados.

Fonte: http://freirojao.blogspot.com/2010/06/e-quando-amanhecer-o-dia-eterno-plena.html

Dez países apoiam a Itália e o crucifixo perante o Tribunal Europeu


 

Por Jesús Colina

ESTRASBURGO, terça-feira, 8 de junho de 2010 (ZENIT.org). Pela primeira vez na história do Tribunal Europeu de Direitos Humanos (TEDH), dez Estados membros, entre eles a Rússia, foram declarados como amicus curiae (quer dizer, terceira parte) perante a sentença proferida contra o Estado italiano que proíbe o crucifixo nas salas de aula das escolas e que será analisada pelo corte superior daquele Tribunal em 30 de junho.

O Tribunal comunicou, na semana passada, o European Centre For Law And Justice, ECLJ, com a lista dos membros que saíram em defesa da Itália: Armênia, Bulgária, Chipre, Grécia, Lituânia, Malta, Mônaco, San Marino, Romênia e a Federação Russa.

Estes dez Estados, que fazem parte das 47 nações do Conselho da Europa, pediram formalmente ao Tribunal que os apresente oficialmente como “terceira parte” quando o caso for levado perante a Câmara. A condição de “terceira parte” permite aos Estados se converterem oficialmente em parte em um caso e apresentar ao Tribunal suas observações escritas e orais.

Além desses dez Estados membros, outros Estados pronunciaram-se contra a sentença de 3 de novembro de 2009, como é o caso da Áustria e da Polônia, que emitiram os pronunciamentos políticos, respectivamente, em 19 de novembro e 3 de dezembro de 2009.

“Trata-se de um precedente importante para a vida do Tribunal, pois, em geral, os Estados membros privam-se de intervir ou intervêm somente quando o caso afeta um cidadão de seu Estado”, explica para ZENIT Gregor Puppinck, diretor do Centro Europeu para o Direito e a Justiça.

“O ‘caso do Crucifixo’ é único e não tem precedentes. Dez Estados decidiram explicar à Corte qual é o limite de sua jurisdição, qual o limite de sua capacidade para criar novos ‘direitos’ contra a vontade dos Estados membros. Pode-se ver em tudo isso um contra-balanço do poder”, acrescenta Puppinck.

O caso Lautsi, ou “o caso do crucifixo”, foi remetido à Grande Câmara do Tribunal depois que o governo italiano apelou, no último 28 de janeiro, contra a sentença emitida pela Segunda Seção do Tribunal em 3 de novembro de 2009.

Nesta primeira decisão, o Tribunal determinou que a presença do crucifixo nas salas de aula é “contrária ao direito dos pais de educar suas crianças na linha de suas próprias convicções e ao direito das crianças à liberdade religiosa”, porque os estudantes italianos sentir-se-iam “educados em um ambiente escolar marcado por uma certa religião”.

O Tribunal continuou afirmando que a presença do crucifixo poderia ser “emocionalmente perturbadora” para os filhos da senhora Lautsi (a demandante) e, o mais importante, que sua exibição não poderia “incentivar o pensamento crítico nos estudantes” nem “servir ao pluralismo educacional” para preservar uma “sociedade democrática”.

O Tribunal concluiu que isto havia sido uma violação do artigo 2 do Protocolo número 1 (Direito à educação), assim como do artigo 9 (liberdade religiosa) da Convenção.

Esta decisão foi duramente criticada por peritos políticos e juristas de vários Estados europeus como uma imposição do “laicismo”. Concretamente, foi reafirmado que a Convenção Europeia de Direitos Humanos nunca requereu que o Estado deve “observar a neutralidade confessional no contexto da educação pública” ou de qualquer outro setor público.

Na realidade, vários Estados membros do Conselho da Europa são “Estados confessionais” com uma religião oficial ou um reconhecimento de Deus em suas leis e constituições.

Ao conceder, no último dia 2 de março, a remissão perante a Grande Câmara da decisão de novembro, o Tribunal reconheceu que a decisão de novembro traz graves problemas legais e deve ser reconsiderada pela formação do Tribunal.

No último dia 29 de abril, o Governo italiano apresentou seu memorando ao Tribunal explicando que os juízes de Estrasburgo não têm competência para impor o laicismo a um país, em particular para a Itália, nação caracterizada por sua majoritária prática religiosa e identidade católica.

A decisão do Tribunal, após a audiência pública da Grande Sala que acontecerá dia 30 de junho, será publicada ao término de ano.

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Flotilha disfarçada é defendida pela Turquia


Fonte: http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/oriente-medio/11139-flotilha-disfarcada-e-defendida-pela-turquia.html

A Turquia, país esmagadoramente muçulmano com um longo histórico de derramamento de sangue cristão, ficou histérica com as ações de Israel, que desmascarou o humanitarismo disfarçado.

O governo turco está se mobilizando para que as autoridades israelenses sejam julgadas pela Corte Criminal Internacional em Haia, na Holanda, porque Israel “ousou” inspecionar navios “humanitários” destinados aos árabes palestinos. Os navios, que saíram da Turquia, continham também armamento escondido. Afinal, como é que os árabes palestinos conseguirão prosseguir seus ataques contra Israel sem a ajuda “humanitária” de armas?

A Turquia, país esmagadoramente muçulmano que tem um longo histórico de derramamento de sangue cristão, ficou histérica com as ações de Israel, que desmascarou o humanitarismo disfarçado. Os “pacifistas” enfrentaram os inspetores militares israelenses com extrema violência. E receberam o devido tratamento e resposta.

Desde quando armamento para uso contra cidadãos israelenses é ajuda “humanitária”? Se, num ousado cenário oposto, uma flotilha com semelhante “ajuda” fosse destinada à minoria separatista curda da Turquia, os turcos reagiriam com delicadeza? Aliás, a mesma Turquia que exige de Israel um estado para os árabes palestinos também persegue a minoria curda na Turquia, por querer um estado! Os bondosos turcos estão determinados a exterminar o desejo dos curdos.

Para os turcos, pode haver perseguição e derramamento de sangue à vontade, desde que não seja contra sua religião muçulmana, favorita. Esse é o motivo por que a Turquia condena as tentativas da ONU de condenar o Sudão, cujo governo muçulmano assassinou aproximadamente meio milhão de sudaneses que não são muçulmanos. A maioria dos massacrados são cristãos.

No Conselho de Segurança da ONU – onde há décadas Israel é condenado sistematicamente por pressão dos países islâmicos -, o Sudão é protegido de toda condenação. Mesmo que seis milhões de judeus estivessem sendo assassinados hoje, por pura pressão ideológica a ONU acabaria dando um jeito de condenar Israel e inocentar o Sudão.

O primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdog disse: “Não é possível um muçulmano cometer genocídio. É por isso que estamos à vontade [com a visita do presidente islâmico do Sudão à Turquia]”.

A Turquia não tem motivo nenhum para reconhecer e se opor a genocídios cometidos por islâmicos. Logo antes da 1ª Guerra Mundial, o governo islâmico da Turquia assassinou a sangue frio centenas de milhares de homens, mulheres e crianças armênios cristãos. Até hoje, a Turquia não tolera quando alguém diz que esse massacre de inocentes foi genocídio.

A Turquia fala a partir da posição de quem cometeu genocídio e de quem hoje defende o governo genocida islâmico do Sudão.

Israel responde a partir da posição de quem sofreu o genocídio de mais de 6 milhões de judeus durante a 2ª Guerra Mundial. Com essa trágica experiência, Israel nunca pode descuidar da defesa de suas famílias, mesmo quando um carregamento de armas vem disfarçado em “inocentes” navios de ativistas esquerdistas da paz trazendo bombons e remédios.

Quanto à Corte Criminal Internacional, que tal a Turquia e o Sudão prestarem contas por suas atrocidades contra populações inocentes?

 

A televisão me deixou burro, muito burro demais…


Um amigo meu, ao ler uma reportagem que afirmava que na Itália, segundo recente pesquisa, uma criança em cada três trocaria seu pai ou sua mãe por um apresentador de TV, comentou que acabou tirando a TV de casa, para evitar sua má influência.

Dei-lhe meus parabéns; afinal, eu também não tenho um palquinho para o capeta falar absurdos na minha sala.

Outro dia eu estava na casa de uma amiga, e comentei isso com ela. Ela, com a TV ligada permanentemente, disse que não era bem assim, que era só trocar de canal…

Por acaso (ou mais exatamente pela Providência, já que não há coincidência…), neste exato momento olhei para a tela da sua TV e havia um grupo de rapazes estuprando uma moça. Disse eu então: “Olha só, eles estão estuprando a moça dentro da sala da senhora. O que a senhora vai fazer a respeito?”…

A televisão é um problema em si; afinal a sua forma de atuar impede, ou pelo menos dificulta extremamente, o raciocínio. É muito difícil pensar e ver TV ao mesmo tempo.

Com isso, a pessoa que vê TV está um pouco com em uma daquelas câmaras de privação sensorial que agora voltaram à moda. A diferença é que na câmara de privação sensorial a pessoa não tem nenhum estímulo externo, o que faz com que ela passe a ter alucinações, enquanto na TV o nosso juízo consciente do que é exibido é suspenso e a informação entra e fica gravada em nosso subconsciente, sem que tenha sido julgada.

O resultado daí vemos todos os dias: coisas que nunca seriam aceitas normalmente agora o são, apenas por terem sido vistas um grande número de vezes na TV.

Um exemplo disso é a obscenidade da dança da garrafa. Se há alguns anos um candidato a cargo eleitoral exibisse meninas de cinco anos de idade seminuas rebolando para introduzir uma garrafa em suas partes pudendas, ele seria linchado em praça pública.

Mas exatamente isso aconteceu em minha cidade, e o sujeito foi eleito. Qual a razão? Uma súbita queda no padrão moral?

Não. As pessoas, ao ver aquele absurdo, reconheciam aquilo que havia sido visto muitas vezes na telinha, e seu cérebro não registrava nenhum sinal de alarme. Ao ver a barbárie cometida, eles simplesmente pensavam “Ah, já vi isso no Faustão”.

A TV é simplesmente uma máquina de hipnotizar! No livro “Admirável Mundo Novo” (quem não leu, leia!), o autor descreveu um sistema pelo qual as crianças e adultos eram constantemente hipnotizados; eles ouviam incessantemente gravações com frases-feitas, que acabavam se marcando em seu espírito ao serem ouvidas durante o sono.

Mas isso traz um problema: como mudar as frases? Se a pessoa ouve sempre aquela frase, como fazer para que creia que aquela não é mais válida e deve ser substituída por outra? Afinal, a transitoriedade é própria da mentira, e tal necessidade é constante.

A solução não foi inventada em um romance, ela está presente: a TV hipnotiza as pessoas de um modo que permite (na verdade até incentiva) a mudança da mensagem.

Poderíamos então perguntar: será que não seria melhor fazer uma TV que apresentasse uma mensagem positiva?

A resposta é um claro “não”. Pelas próprias limitações do meio (som de pouca amplitude, imagem de baixa resolução, falta de concentração do espectador, etc.), é praticamente impossível tratar de amor ou ternura na TV. Por outro lado, a ira e o ódio são facilmente expressos, bem como a vaidade, o orgulho, a luxúria, a preguiça, a cobiça…

Vejamos as razões disso:

1 – A própria natureza do meio (TV), requer uma simplificação do discurso, que passa a ser construído sobre o visual (mais exatamente sobre o sensório, já que o som também influi) e não mais sobre o lógico. Com isso há uma “in-formação”, no sentido latino da palavra: a TV dá forma àquilo que transmite e ao receptor. É por isso que as pessoas raramente pensam “vou assistir a tal e tal coisa”, mas sim “vou assistir TV”. O meio é a mensagem.

2 – Como qualquer fenômeno hipnótico, a sua repetição constante favorece o seu efeito. Assim, ver um documentário uma vez por semana ou mês não o deixará tão hipnotizado quanto deixar a TV ligada o tempo todo.

É por isso que aqueles que não assistem TV cotidianamente têm normalmente uma reação muito diferente da que têm os que a assistem cotidianamente à presença de uma TV ligada. Em uma sala de espera ou restaurante, por exemplo, a TV passa “despercebida” (conscientemente) pela maior parte dos presentes, que por serem viciados desligam imediatamente o seu juízo crítico ao ouvir o característico som da TV.

Aqueles que não são viciados, contudo, se sentem frequentemente incomodados pela presença da TV. Ela chama mais a sua atenção, pois o seu juízo crítico não foi desligado.

Para que a TV seja suportável, é necessário que a cada vez que o nosso cérebro esteja “acostumado” ao que se está passando, aconteça algo que dê ao cérebro a impressão de que algo mudou; se isso não acontecesse, entraria em ação o nosso senso crítico, e desligaríamos a TV.

Isto é feito através dos chamados “eventos técnicos”, como as alterações de câmera, zoom, mudanças de volume, etc. É por isso que os vídeos caseiros são insuportáveis: não há nenhum tipo de interrupção, o que faz com que o cérebro não receba esta “tapeação”, e passe a ponderar as coisas exibidas.

Exatamente o contrário ocorre na publicidade. É só ver a diferença de tempo entre um acontecimento técnico na publicidade (pode ser até mais de uma vez por segundo!) e em um filme ou noticiário. Mesmo no noticiário sempre acaba sendo necessário usar zoom, troca de locutor, etc.

Ou seja: mesmo que a programação da TV seja boa (EWTN, Rede Vida, etc.), nunca devemos deixar a TV ligada ou assistir todos os dias; isso nos torna mais vulneráveis à sua ação, e a TV na sala de espera do dentista vai ser capaz de entrar na cabeça da gente sem pedir licença.

3 – A programação da TV, a não ser que haja um controle muito forte (o que hoje em dia é anátema), só tende a piorar e tornar-se mais e mais escandalosa e abusiva. É da natureza do meio.

A TV francesa era uma TV de alto nível; quando foi privatizada, começou a sua decadência, já que apenas o IFOP – ibope de lá – passou a ditar o que deve ser exibido. Hoje não há mais os programas de literatura que havia, mas em compensação está cheio de apresentadores de auditório e sexo explícito. Foi só deixar o controle nas mãos do mercado, que dançou tudo.

Se a TV tivesse, entretanto um controle forte para evitar este tipo de coisa, como ocorria na França antes da privatização das emissoras, talvez ela não tivesse efeitos imediatos tão maléficos. Infelizmente isso só aconteceria se o Estado fizesse uma censura forte e eficaz, o que dificilmente seria feito hoje, quando a contestação é considerada uma virtude.

Como a própria natureza do meio televisivo impede que seja feito um juízo crítico daquilo que é assistido, a única maneira de fazer com que os viciados continuem a se interessar (e o ibope aumente) é apresentar os incentivos ao pecado, desculpem, as “atrações”, de maneira cada vez mais crua e selvagem. Só assim as consciências embotadas e anestesiadas pela TV podem prestar alguma atenção. E dá-lhe de ver gente comendo sushi sobre mulheres nuas (o que se for repetido o suficiente acabará por ser considerado uma modalidade aceitável da gastronomia…), concursos de maior ou mais belo traseiro, crianças órfãs e aleijadas sendo espezinhadas, humilhações de pessoas comuns, etc.

Para que a pessoa tenha capacidade de resistir ao hipnotismo televisivo, ela deve ter desenvolvido o seu raciocínio lógico (linear…) e seu senso crítico. Ora, isso só pode ser feito sem TV, pois a sua hipnose é mais forte que a lógica da maior parte das pessoas, vitimada exatamente pelo pensamento cubista que a TV infunde. – A visão cubista da realidade é uma noção desenvolvida pelo teórico da comunicação Marshall McLuhan; segundo ele, a televisão, por não apresentar de maneira sequencial o acontecimento, transmitindo apenas partes fragmentadas e desconexas dele, proporciona uma visão da realidade que ele chama de cubista, em analogia à arte cubista, em que o nariz é visto de lado, a boca de frente, a orelha de cima…

Os efeitos deste vício – posto que a TV vicia, e muito! – são extremamente perniciosos. Ela é, como a cachaça, uma forma de não pensar. A diferença é que a droga chamada TV não apenas embota o raciocínio como as outras, mas também insere diretamente ao subconsciente mensagens totalmente contrárias à própria Lei Natural. Seus efeitos, portanto, são muito graves, na medida em que em geral assistir TV é um vício comum a toda a família.

Famílias inteiras não mais conversam, apenas ouvem o capeta falando em sua sala. As crianças constantemente expostas à TV não desenvolvem ou desenvolvem de maneira atrofiada o raciocínio lógico, o que é causado pela própria visão cubista da realidade que é inerente à TV.

Vejo isso claramente nos meus alunos de escola, que são em sua imensa maioria incapazes de formular uma frase longa e coerente. Eles falam aos arrancos: “Sabe, ele, o cara, ele foi, no mercado não, ele foi lá, é, na padaria que ele foi, que a mãe dele, sabe, a mãe dele que queria ir lá, e ele foi no lugar dela”. Na verdade eles não expressam idéias, apenas concordam com o que lhes é apresentado. O que escrevem é mais ou menos a mesma coisa, só que com uma profusão de palavras cujo significado eles não conhecem bem; afinal, como eles não lêem, consideram que a característica essencial do texto escrito é a presença de palavras “esquisitas”.

Quando eu tinha cinco anos de idade a minha mãe, que Deus a tenha em Sua santa glória, jogou fora a TV. Até hoje sou-lhe agradecido por isso. Minha avó me deu uma TV de presente quando eu cheguei à adolescência. Um dia eu me dei conta de que a TV estava ligada no Bozo havia mais de meia hora! No mesmo dia a troquei por uma garrafa de mergulho, e foi um dos melhores negócios que já fiz.

Depois disso já tive TVs sem antena, ligadas ao videocassete. Pelo menos assim posso exercer um controle maior sobre o que entra em minha casa. Hoje não tenho nem um nem outro. Afinal, estou morando em uma região onde a TV pega bem mesmo sem antena, e eu tenho crianças em casa. TV e criança na mesma casa não são uma combinação saudável (aliás, nem TV, nem cocaína, nem nenhuma outra droga perigosa).

Autor: Carlos Ramalhete – Livre cópia e difusão do texto em sua íntegra com menção do autor.

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