Youcat x Catecismo Romano


Apesar de não concordar com todo o conteúdo do texto, que pende muito para o sedevacantismo, achei interessante estas comparações feitas pelo Carlos Nougué entre o Youcat e a Doutrina de Sempre. Confiram:

(…)
a1) Youcat sobre as Sagradas Escrituras: “Como pode a Sagrada Escritura ser ‘Verdade’, se nem tudo o que nela se encontra está correto? […] Também os autores [das Escrituras] eram filhos de seu tempo. Eles partilhavam as concepções culturais de seu ambiente, em cujos erros, por vezes, estavam presos. [Isso porque] a Bíblia não caiu do céu feita, nem Deus a ditou [senão] a verdadeiros autores”.
a2) Catecismo Maior sobre as Sagradas Escrituras: Não pode haver erro na Sagrada Escritura? Na Sagrada Escritura não pode haver erro algum, porque, sendo toda inspirada, o Autor de todas as suas partes é o próprio Deus.[1] Isso não obsta a que nas cópias e traduções da mesma Sagrada Escritura se tenha dado algum engano ou dos copistas ou dos tradutores” [destaque nosso].
b1) Youcat sobre o inferno: O que é o inferno? A nossa fé designa por ‘inferno’ o estado do definitivo distanciamento de Deus. […] Dito à nossa maneira, ele é mais frio que quente”.
b2) Catecismo Romano sobre o inferno: “A expressão ‘infernos’ designa os ocultos receptáculos em que são detidas as almas que não conseguiram a bem-aventurança do céu. […] Um [desses receptáculos] é a horrenda e tenebrosa prisão em que as almas réprobas são atormentadas num fogo eterno e inextinguível, juntamente com os espíritos imundos. Chama-se também ‘geena’ e ‘abismo’. É o inferno propriamente dito”.
c1) Youcat sobre o pecado original: “O que temos nós a ver com a ‘queda’ de Adão e Eva? A expressão ‘pecado original’ refere, portanto, não o pecado pessoal, mas o estado nocivo da humanidade em que nasce o indivíduo…”
c2) Catecismo Maior sobre o pecado original: “Que é o pecado original? O pecado original é aquele com que todos nascemos, exceto a Santíssima Vigem Maria, e que contraímos pela desobediência de nosso primeiro pai, Adão” [e que, portanto, foi um pecado pessoal deste].
(…)

[1] Enquanto tal, com efeito, o escritor sagrado humano é instrumento de Deus, e não “verdadeiro autor” como quer fazer crer o Youcat. Cf. o magnífico La causalité instrumentale dans l’ordre surnaturel (T. R. P. Edouard Hugon, Paris, Pierre Tequi Libraire-Editeur, 1924).

Resposta a [Frutos do “Livre Exame” Protestante]


Queridos leitores, a paz de Jesus e o amor de Maria!

Publicamos os comentários feitos por um leitor protestante ao post Frutos do “Livre Exame” Protestante, e logo após a nossa resposta.

 

LEITOR PROTESTANTE

Caríssimo Moisés,você manifestou sua opinião acerca dos protestantes e eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas acerca do assunto.A primeira: Quem lhe disse que a única instituição que tem Continue lendo »

Frutos do “Livre Exame” Protestante


          

Pra quem não sabe, o livre exame, é uma das teses do herege Lutero, que o mesmo inventou em sua revolta contra a Igreja de Jesus Cristo. Dentre outras teses, e resumidamente falando sobre esta (o livre exame), ele ensina que todo cristão é inspirado pelo Espírito Santo ao ler a Sagrada Escritura, e que não precisa de ninguém que o oriente e que cada interpretação dali retirada é válida (pelo fato deste estar “inspirado” pelo Espírito Santo). Ora, sabemos que o Espírito Santo não se contradiz (isso é impossível para Deus), então por que será que cada denominação protestante (pra dizer seita protestante mesmo) tem sua própria interpretação da Bíblia e cada uma diferente das outras? Será que o Espírito Santo se contradiz, ou será que o espírito que anima a interpretação dos protestantes não é o Santo? E se não é o Espírito Santo, de quem é o espírito que gera dúvidas, erros e divisões?

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Ludibriando os católicos


Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 18 de outubro de 2010

"Não espanta que a própria entidade que personifica esse catolicismo ante o público seja, ela própria, uma fraude publicitária: a CNBB fala em nome da Igreja e posa, ante os fiéis, como expressão suma da autoridade eclesiástica, mas não é sequer uma entidade da Igreja, é uma simples sociedade civil sem lugar nem função na hierarquia católica. Os bispos, individualmente, têm autoridade para falar em nome da Igreja. A CNBB, não."

Ao ver que ia perdendo o apoio da Igreja à sua protegida Dilma Roussef, cujo abortismo radical e persistente nem os desmentidos de última hora, nem as abjetas e blasfematórias encenações de fé católica da candidata puderam camuflar, o sr. Presidente da República, em desespero, decidiu recorrer ao crime eleitoral explícito: usando o Estado como instrumento de chantagem, ameaçou romper a concordata do governo brasileiro com o Vaticano caso o eleitorado católico se recuse a continuar sendo otário do PT, como o foi servilmente durante tantas décadas por obra e graça de comunistas vestidos de bispos.

O próprio Lula, algum tempo atrás, reconheceu que devia sua carreira política ao eleitorado católico, que aqueles bispos e a mídia cúmplice haviam logrado enganar cinicamente, encobrindo o programa comunista e abortista do PT com a imagem beatificada e perfumada de “Lulinha Paz e Amor”.

O fim da farsa, embora tardio e parcial, não só privou Dilma Roussef da anunciada vitória no primeiro turno, mas serviu para desmascarar a autoridade religiosa postiça de tantos sacerdotes e prelados que só entraram na carreira eclesiástica para aí realizar o programa estratégico de Antonio Gramsci: esvaziar a Igreja de todo o seu conteúdo espiritual e usá-la como dócil instrumento da política comunista. A Teologia da Libertação é o braço mais ativo desse programa e, como ninguém ignora, o catolicismo de Lula – e do PT em geral – é o da Teologia da Libertação. Não o de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não deixa de ser útil lembrar que a Igreja, desde sua fundação, teve de lutar menos contra os seus inimigos ostensivos do que contra os seus falsificadores. Tal é, aliás, a definição de “heresia”, palavra que hoje tantos usam sem conhecer-lhe o significado: não qualquer doutrina anticatólica, ou não católica, e sim a falsa doutrina católica oferecida indevidamente em nome da Igreja. Lembrem-se disso quando algum professorzinho aparecer alardeando que a Igreja “perseguia doutrinas adversas”. Heresia não é divergência de idéias, é crime de fraude. Da Antigüidade até hoje, gnósticos, arianistas etutti quanti jamais hesitaram em fingir-se de católicos para vender, sob roupagem inocente, as idéias mais opostas e hostis aos ensinamentos de Cristo. Com freqüência, obtiveram nesse empreendimento sucessos espetaculares, embora passageiros. Ainda no século XIX praticamente todos os seminários da França e da Alemanha ensinavam, com o nome de teologia católica, uma pasta confusa de idéias cartesianas, iluministas e românticas, na qual os jovens aprendizes, iludidos pelos prestígios intelectuais do dia, não enxergavam nada de maligno. Foi só a decisiva intervenção do Papa Leão XIII que acabou com a palhaçada, mediante a bula “Aeterni Patris” (1879), que restaurou o ensino da teologia católica tradicional. Se quiserem uma boa resenha desses fatos, leiam a obra em quatro volumes de Etienne Couvert, “De la Gnose à l’Ecumenisme” (Éditions de Chiré, 1989).

No século XX, à medida que o movimento neotomista inaugurado por Leão XIII reconquistava o prestígio intelectual da Igreja, os eternos falsários abdicaram temporariamente da propaganda aberta e voltaram-se, em massa, para a estratégia da infiltração discreta, praticada em escala industrial a partir da década de 30 graças à iniciativa da KGB (leiam o depoimento de Bella Dodd em “School of Darkness”: há cópias circulando pela internet). Foi só em 1963, no Concílio Vaticano II, que, sentindo-se protegidos pela atmosfera de mudança, voltaram a vender impunemente, ao público geral, seus simulacros de cristianismo.

A fundação do PT e toda a sua carreira de crimes inigualáveis não foram senão a extensão remota desses fatos a um país periférico. O PT sempre foi a encarnação viva de um catolicismo de fancaria, concebido para ludibriar os fiéis e induzi-los a trabalhar pelo avanço do comunismo.

Não espanta que a própria entidade que personifica esse catolicismo ante o público seja, ela própria, uma fraude publicitária: a CNBB fala em nome da Igreja e posa, ante os fiéis, como expressão suma da autoridade eclesiástica, mas não é sequer uma entidade da Igreja, é uma simples sociedade civil sem lugar nem função na hierarquia católica. Os bispos, individualmente, têm autoridade para falar em nome da Igreja. A CNBB, não. Quando a CNBB repreende um bispo, ela falsifica e inverte a hierarquia. Está na hora de os fiéis, em massa, tomarem consciência disso.

O que está por trás dos ataques a Ratzinger?


ZENIT: O que você acha que está por trás dos ataques ao Papa?

Andrea Tornielli: Não acho que os ataques venham de uma só direção nem que seja um complô. Acho que são vários grupos, várias realidades soltas e diferentes entre si, que têm um interesse comum: transformar a Igreja em uma seita protestante qualquer, porque os ensinamentos da Igreja incomodam.

Não me refiro somente – como muitos poderiam pensar – aos temas da ética ou da sexualidade, mas também aos temas da globalização, do desenvolvimento, da defesa do ambiente, da política multilateral, entre outros. Esses grupos não necessariamente agem usando uma única orientação, mas é claro que criticam publicamente e que atacam o Papa. Penso que têm todo um interesse em enfatizar os problemas da Igreja, como, por exemplo, o escândalo da pedofilia.

ZENIT: Por que o atacam? Por que o impediram de falar na Universidade Sapienza de Roma em janeiro de 2008?

Andrea Tornielli: Certas campanhas mediáticas são determinadas pela “fome” negativa do preconceito consolidado e não correspondem à realidade exposta primeiro pelo cardeal Ratzinger e depois pelo Papa Bento XVI. Querem que ele seja visto como um retrógrado conservador, antiliberal e antidemocrático.

O caso da Sapienza é exemplar porque não foi causado só por minúsculos grupos de estudantes ideologizados, mas também por pesquisadores e professores que “julgaram” Ratzinger, partindo da base de uma citação errada que foi tomada da Wikipédia – aliás, isso deveria nos dizer algo sobre o nível das nossas universidades.

O poder secularizado teme o anúncio de uma verdade irredutível; há lobbies e grupos de poder para os quais a moral cristã e o ensinamento ético da Igreja são incômodos. Em certas situações, a voz da Igreja permanece como o único baluarte de uma consciência não anestesiada.

ZENIT: Você diz que há ataques externos. Acha que também existem ataques internos?

Andrea Tornielli: Claro que sim! Isso é determinado por um fenômeno que nós chamamos de dissidência interna da Igreja, ou seja, teólogos e inclusive bispos que criticam abertamente alguns aspectos do magistério de Bento XVI. O fim último não são os ataques inconscientes, porque são queridos por alguma maquinaria curial, que facilita algumas crises que poderiam ter sido evitadas, mas que, no entanto, cresceram e se converteram em um problema maior.

ZENIT: Continuando com o tema, durante o voo a Portugal, em 11 de maio, o Papa disse que “hoje vemos isso de maneira realmente assustadora: a maior perseguição da Igreja não procede dos inimigos de fora, mas nasce do pecado da Igreja”. Quais são estes pecados aos quais o Papa se refere e quais são os grupos e pessoas que criam inimizades no interior da Igreja?

Andrea Tornielli: A pergunta foi formulada com referência explícita aos escândalos de pedofilia que dizem respeito a expoentes do clero. A resposta do Papa foi dramática. Bento XVI explicou que o ataque mais forte acontece no interior, é o pecado da Igreja. No fundo, a história nos ensina que, nos ataques externos à Igreja, sempre existe no final uma saída reforçada, talvez depois de longos períodos de dificuldade ou de perseguição. Já o ataque interno a destrói.

Agora, não são somente os gigantes, inclusive os “espantosos” episódios do abominável crime da pedofilia. Existe também o crescimento de um pensamento não-católico no interior da Igreja Católica: uma realidade denunciada com extrema lucidez desde o Papa Paulo VI, que hoje infelizmente ainda persiste. Fiquei surpreso, por exemplo, com certas reações contra a decisão de Bento XVI de liberar a Missa antiga. Reações públicas, vindas inclusive de bispos. Os exemplos seriam muitos.

ZENIT: O Papa, na homilia da Missa que encerrou o Ano Sacerdotal, no dia 11 de junho, falou num tom muito específico sobre heresias e sobre a necessidade de usar o cajado contra os lobos que querem afugentar o rebanho. A que ele se referia?

Andrea Tornielli: No nosso livro, analisamos a crise dos primeiros cinco anos do pontificado do Papa Ratzinger, não fazemos uma lista de possíveis heresias. Eu gostaria de recordar que, infelizmente, hoje se difundem – de maneira mais ou menos subterrânea – ideias ou interpretações que acabam destruindo a fé das pessoas simples.

Neste sentido, como explicava o então cardeal Ratzinger no começo do seu mandato como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Magistério tem o dever de proteger a fé dos simples, daqueles que não escrevem nos jornais nem vão falar na televisão.

O Magistério tem um dever – dizia ele – “democrático”. Acho que uma mudança radical que o Papa pede a todos é a de ser conscientes de que a Igreja não foi “feita” por nós, não pode ser considerada uma empresa, nem tudo pode ser reduzido a reivindicações sobre funções e ministérios, sua vida não pode estar planificada somente com estratégias pastorais. Se aprendêssemos desse constante apelo do Papa, talvez muitos opositores abertos e ocultos compreenderiam que o Papa não é um monarca absoluto, mas alguém que obedece Jesus Cristo na transmissão do depositum fidei.

Fonte: http://www.zenit.org/article-26088?l=portuguese

Jornada Cristã: Ping-pong com mais um palpiteiro de plantão


Cacetada, quem deixou a porta da estrebaria aberta?

Não vi o post cujo rapaz tão repudiado neste comentou, mas se o dono do blog é formado em história tudo isso descrito acima soa como sendo de um autor que também não conhece muita coisa.

Oba! Tem alguém aqui que sabe mais do que eu! Já chegou botando banca, de que sou o tipo do cara que “também não conhece muita coisa”. Que ótimo, adoro aprender coisas novas. Ele está se referindo ao post imediatamente abaixo, em que respondo a um rapaz que veio aqui me amolar. Vamos ver então o que o valentão tem pra me ensinar.

A palavra de Deus pode até não mudar, mas dizer que ele deixou um livro prontinho aqui no mundo com toda a sua verdade é hilário, foi afirmado também que o antigo testamento não serve de base pois seus escritores tiveram o pano de fundo de suas sociedades, é lógico que os que escreveram os livros que mais tarde foram escolhidos e modificados pela igreja para formar o novo testamento também tiveram seu pano de fundo inclusos nos mesmos, ou seja sua fundamentação é muito falha e sem complemente histórico, por mais que tivesse sido reunido exatamente os livros com inspiração divina porque eles foram modificados por monges copistas por exemplo.

Hum… Que ducha de água fria. Pensei que o começo do texto, cheio de empáfia, anunciaria uma argumentação clara, elegante e direta contra o que escrevi. Mas olha que coisa linda: antes de mais nada, o erudito aí não sabe que não é recomendável escrever períodos muito longos, tornando a frase interminável? Que coisa chata de se ler, hein! Ah, tá bem, é um comentário em um blog, às vezes o cara estava com pressa. Vá lá. Se a forma é terrível, vamos ver se o conteúdo se salva…

A palavra de Deus pode até não mudar, mas dizer que ele deixou um livro prontinho aqui no mundo com toda a sua verdade é hilário…

Ih. Pronto. Ele acha hilária a própria ignorância. Quem falou que toda a verdade está contida na Bíblia? Quem fala isso são os senhores protestantes, vai discutir com eles. Olha, se você não sabe a diferença entre católicos e protestantes (ou evangélicos), entre uma alfafa e um exemplar do Catecismo da Igreja Católica, as coisas vão ficar difíceis por aqui… Bem, você é ao menos alfabetizado, embora sua redação não seja lá grandes coisas.

Para a Igreja Católica, a Verdade está contida na Bíblia, no Magistério (a interpretação das escrituras e os ensinamentos da Igreja determinados nos Concílios e nos pronunciamentos papais Ex-cathedra) e na Tradição Oral da Igreja. Exemplo: a Bíblia não nos revela a Imaculada Conceição de Maria, isso a Igreja Católica ensina através da assistência do Espírito Santo, que auxilia a Igreja na interpretação da Revelação. Foram realizados até hoje 22 Concílios Ecumênicos (contando com o de Jerusalém), e alguns deles trataram de questões não explicitadas na Bíblia, como por exemplo o dogma da Santíssima Trindade.

…foi afirmado também que o antigo testamento não serve de base pois seus escritores tiveram o pano de fundo de suas sociedades, é lógico que os que escreveram os livros que mais tarde foram escolhidos e modificados pela igreja para formar o novo testamento também tiveram seu pano de fundo inclusos nos mesmos, ou seja sua fundamentação é muito falha e sem complemente histórico, por mais que tivesse sido reunido exatamente os livros com inspiração divina porque eles foram modificados por monges copistas por exemplo.

Ugh. Deixa eu tentar traduzir isso aqui. Ele diz que “foi afirmado também que o antigo testamento não serve de base pois seus escritores tiveram o pano de fundo de suas sociedades”. Base pra quê? Bem, vamos tentar adivinhar. Presumindo que o sujeito aí tentou dizer “servir de base às leis morais, imutáveis”, onde é que afirmei que o Antigo Testamento não serviria de base  por ter sido escrito em determinado contexto histórico, se eu estou citando os Dez Mandamentos como exemplo, e Deus revela os Dez Mandamentos a Moisés no Livro do Êxodo, que fica no… Antigo Testamento? Confira Êxodo, capítulo 20. Podemos verificar que, além de não saber redigir, o anarfa aí também não é capaz de interpretar um texto.

O resto da frase eu sinceramente não entendi direito, deve ter sido escrito num idioma inacessível para os pobres mortais ignorantes como eu, só os gênios conseguem extrair a sabedoria contida nesses versos. O que deu pra entender foi que o vagabundo aí repetiu o que os seus parentes de quatro patas urram vez ou outra: que os textos bíblicos foram modificados, alterados “por monges copistas”. Chuck Norris, me ajuda!

Eu ouço essa mesma lorota desde que comecei a estudar o assunto, há quase vinte anos. E depois, ainda tem gente que vem e me diz “ai, como você é agressivo, como você é violento…”  Mas é claro que tem que partir para a ignorância, porque só o porrete verbal é capaz de impor respeito contra gente desse tipo. Eu desafio que me mostrem as provas: provem que a Bíblia foi adulterada. Provem que a Igreja manipulou textos bíblicos, tirando e acrescentando “o que fosse de seu interesse”. A maior prova de autenticidade da Bíblia são os manuscritos antigos, exatamente iguais aos textos bíblicos que temos em nossos dias, encontrando-se neles apenas diferenças ocasionais de tradução. São milhares de cópias, e todas são semelhantes no conteúdo, sem interpolações, adulterações ou inserções. Alguns desses manuscritos completos datam de mil e seiscentos anos, época anterior aos monges copistas da Idade Média que, segundo as lendas disseminadas pelos experts no assunto, fizeram um mutirão e trocaram o conteúdo de todos os textos bíblicos existentes naquele tempo em toda a Europa (não sobrou nenhum inteiro, todos os exemplares da Bíblia foram alterados, que coisa!), modificando o livro sagrado de comum acordo, agindo conforme o interesse da Igreja, que era o de enganar todo mundo.

É óbvio, é evidente, meus alunos de catecismo sabem: os livros da Bíblia foram escritos em um ambiente histórico e social particular, e esta realidade ficou impregnada nessas obras. Quando a Bíblia, no Antigo Testamento, legisla sobre costumes, ela o faz tendo como pano de fundo aquela contingência histórica, pois aqueles costumes são relativos àquele povo. No entanto, quando a Bíblia legisla sobre moral, também no Antigo Testamento, ela revela uma ordem de Deus para toda a humanidade, ainda que anunciada primeiramente ao povo de Israel. Posteriormente, Jesus Cristo, a plenitude da revelação Divina, vai afirmar o seguinte:

Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus (Mateus 5, 17-19).

Jesus se refere aos Mandamentos da Lei de Deus, que hoje chamamos popularmente de “Dez Mandamentos”. Ele confirma a validade das leis referentes à moralidade, que foram reveladas ao povo de Israel no Antigo Testamento; essas leis são eternas e imutáveis, foram reveladas em um contexto social e histórico (é claro, quem está negando isso?!), mas não dependem de contingências: são atemporais e têm a humanidade inteira como destinatária. Jesus confirma a lei e os profetas, fazendo reparos necessários às leis relacionadas aos costumes daquele povo, como a santificação do sábado (“O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado“, ver Marcos 2, 27), e concedendo à Igreja a autoridade (“Tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu“, ver Mateus 18,18) para realizar outros reparos que fossem necessários.

Esses reparos foram feitos no Primeiro Concílio Ecumênico da História da Igreja, o Concílio de Jerusalém, que é narrado nos Atos dos Apóstolos, capítulo 15. Este Concílio foi convocado para resolver a questão: pagãos convertidos à fé cristã teriam que ser obrigados a seguir as tradições judaicas, entre elas a circuncisão e a abstinência de carne de porco? Pedro, o primeiro líder da Igreja, assim discursou:

Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e lhes disse: Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a seu respeito, dando-lhes o Espírito Santo, da mesma forma que a nós. Nem fez distinção alguma entre nós e eles, purificando pela fé os seus corações. Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Nós cremos que pela graça do Senhor Jesus seremos salvos, exatamente como eles (Atos 15,7-11).

O que a Igreja fez, exercendo a autoridade que lhe foi dada pelo próprio Jesus Cristo? Aboliu a obrigatoriedade do cumprimento das leis culturais previstas no Antigo Testamento. Essas leis dizem respeito a costumes de determinado povo, sendo portanto geográfica e historicamente restritas.

Entretanto, as leis morais não foram abolidas! Os Dez Mandamentos continuam aí, firmes e fortes, porque nem mesmo a Igreja tem autoridade para revogá-los! Essas leis são eternas, imutáveis e universais, conforme nos garante o próprio Jesus Cristo: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição” (Mateus 5, 17).

Em síntese: o contexto histórico e social em que a Bíblia foi escrita determina as leis culturais, civis e disciplinares sobre hábitos e os costumes daquele povo, e essas leis são transitórias e mutáveis; mas não determina de forma alguma as leis morais, porque são Divinas e refletem a essência de seu Legislador.

Quanto a São Thomas de Aquino também foi utilizado porque sua época exigia que a “palavra de Deus” precisava de uma roupagem nova para segurar os fiéis que debandavam para o protestantismo deixando de lado a antiga filosofia de Santo Agostinho que não abrangia o tema: infreno.

Hum? Hein? Cuma? Peraí: São Tomás de Aquino viveu no século XIII (1225 — 1274). A revolução protestante de Lutero começou em 1517. Na época de São Tomás, obviamente, não existia protestantismo. Como sou bondoso demais da conta, estou custando a crer que o comentarista utilizou o pronome possessivo “sua” tendo o santo como referência, já que ele viveu duzentos e cinqüenta anos antes do acontecimento mencionado – a debandada de fiéis para o protestantismo. Então, obviamente, a “época” de São Tomás não é a mesma época em que esses fatos aconteceram. Só não me pergunte a quem esse “sua” se refere… Aqui, temos um festival de barbaridades: a filosofia de São Tomás jamais, nunca, em momento algum, “deixou de lado a antiga filosofia de Santo Agostinho.” Agora, quanto à filosofia de Santo Agostinho não abordar o tema “infreno”, ops, inferno, vamos ver o que ele diz em sua obra “A Natureza do Bem”:

Cap. 39 – Diz-se que o fogo é eterno não porque o seja como Deus, mas porque não tem fim.

O fogo é eterno, mas não do mesmo modo como o é Deus; pois, conquanto não acabe nunca, teve porém princípio, e Deus não o teve. Além do mais, a sua natureza está sujeita à mudança, apesar de ter sido destinado a servir de castigo perpétuo para os pecadores. A verdadeira eternidade é a verdadeira imortalidade, ou seja, a suprema imutabilidade, que é atributo exclusivo de Deus, o qual é absolutamente imutável.

Uma coisa é não mudar, apesar da possibilidade de mudança, e outra, muito diferente, é não poder mudar. Diz-se, assim, que um homem é bom, conquanto não como a bondade de Deus, de Quem se disse: “ninguém é bom senão Deus só” (Mc X, 18); e diz-se que a nossa alma é imortal, mas não como o é Deus, de Quem se disse: “é o único que possui a imortalidade” (1Tm VI, 16); e diz-se que o homem é sábio, mas não como o é Deus, de Quem se disse: “a Deus, que é só o sábio” (Rm XVI, 27) – e também se diz que o fogo do inferno é eterno, mas não como o é Deus, cuja imortalidade é a verdadeira eternidade (confira citação aqui).

Se a filosofia de Santo Agostinho não aborda o inferno, este texto acima retrata qual assunto? Deve ser algum tema esotérico, só para iniciados.

Talvez esse rapaz não tenha argumentos válidos, mas não está seguindo uma moda cegamente acredito eu, pois isso indica que ele tem um espírito crítico e que aprendeu a não ter a sua verdade como única e se o faz é porque alguma bagagem ele tem e não consegue engulir qualquer coisa e passar a vomitar a mesma sem ponderar, embora sua esperança é de que todos sejam tão burros quanto muitos e recolham todos os seus pontos de vista como deles.

Eu não consigo engolir, além do estilo tosco do comentarista, é o seu pensamento primário sobre slogans da moda do tipo “espírito crítico” e “verdade como única”. Então se um esquizofrênico se recusa a aceitar que duendes não existem e que o céu é azul e não cor-de-rosa como ele supõe, ele tem “espírito crítico”? Quando é que as pessoas vão se mancar que dois mais dois são quatro, e isso pouco importando a nossa singela opinião a respeito? Você simplesmente não aceitar as coisas como elas são quer dizer que tem “alguma bagagem”? Só se for titica de galinha na cabeça. Claro que o mané que escreveu isso aí não tem a menor possibilidade de entender o problema, mas a ruptura do conhecimento com a realidade é a grande responsável pela profusão de idéias ridículas e completamente absurdas que assolam as ciências humanas hoje em dia. O importante é “não engulir (sic) qualquer coisa”, é mais notável ter uma idéia própria, ainda que totalmente equivocada, do que seguir a Verdade, eterna e imutável.

Complementando,

Ai, meu Deus! Ainda tem mais!!!! Será que eu agüento tanta sabedoria?

A verdade da igreja e do homem mudam não a de Deus hehe

É mesmo, sabidão? Quem te disse isso, hein? Se a verdade que a Igreja apresenta é diferente da Verdade de Deus, para quê serve a Igreja? Já afirmei aqui: a missão da Igreja não é criar ou inventar uma Verdade, mas ensiná-la aos seres humanos. A Verdade foi revelada aos Apóstolos pelo próprio Deus em pessoa – Jesus Cristo. E sobre um destes Apóstolos, Pedro, o próprio Cristo fundou a Sua Igreja, prometendo que as portas do inferno não prevaleceriam sobre ela (Mateus 16, 18). Cristo transmitiu à Sua Igreja autoridade para ensinar, não para fabricar verdades alternativas.

E quanto a familia, esse termo históricamente tem muitas conotações diferentes e sempre a anterior repudia a nova dizendo que esta estará destruindo a anterior, mas com o tempo elas passam a conviver normalmente e serem vistas como as fórmulas de se viver, ou seja as novas só vêem como um complemente para aqueles que não conseguiam se encaixar nas formas arcaicas, não é o tema sugerido pelo post, mas devo deixar aqui como sugestão, pois o homossexual é uma dessas novas maneiras de se formar uma familia dois homens duas mulheres com alguma criança adotiva que não vai nem mexer nas antigas estruturas muito menos destruir-las apenas vêem a complementar.

Pela moral cristã, está claro: o casamento entre homossexuais é impossível, pois duas pessoas do mesmo sexo não formam “uma só carne”.

Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne (Mateus 19, 4b-6a).

Jesus não prevê outra coisa a não ser a união entre homem e mulher, capaz de gerar filhos e constituir família. Como se pode ter tanta certeza de que o “casamento” homossexual não vai mexer com as antigas estruturas ou destruí-las? Um casal de homossexuais não é capaz de gerar filhos, e é a procriação a garantia de continuidade da estabilidade de uma população. Ora, se a base da sociedade é a família tradicional, a alteração do conceito de família vai mexer com a estrutura da sociedade, sim.

Pois é, o cara não sabe nem escrever direito e tenta dar um ar de intelectualidade a bobagens que, quando muito, não passam de palpites de boteco de quem assiste muito ao “Fantástico”. Escrever besteiras é muito fácil pra ele, mas escrevê-las em um português minimamente decente parece ser tarefa impossível…

Jornada Cristã: Incapacidade mental não merece meu respeito


Fonte: Blog Jornada Cristã (http://www.jornadacrista.org/?p=1896)

Um sujeito me mandou uma penca de comentários, veio com discurso de fanático, de que não sei nada de sociologia jurídica, que eu sou um fundamentalista e blá, blá, blá. Não sei se eu rio ou se eu choro.

Olha, como o cara disse que vai seguir meu conselho e não vai mais acessar meu blog (aaaaahhhhhh, nem vou dormir essa noite de tanta tristeza), eu posso então dizer que não passa de um idiota metido a culto, ele não vai se importar mesmo, já que não vai ler. Então deixa eu descer o malho no sujeitinho (não vou ofendê-lo, né, ele não está sabendo).

Eu não entendo mesmo de sociologia jurídica. Mas eu não finjo que entendo. E outra coisa: não é isso que estou discutindo. As leis humanas mudam (e devem mudar) conforme uma série de fatores contingenciais. A questão não é essa: é se as leis divinas devem se modificar conforme as transformações da sociedade, para que a Igreja aceite então o homossexualismo, o aborto, o divórcio, todas essas coisas maravilhosas – entre outras que os modernosos adoram.

A Bíblia, no Antigo Testamento, proíbe o consumo de carne de porco, proíbe que se façam tatuagens e que uma mulher menstruada seja tocada, para citar alguns exemplos. Essas leis não se aplicam aos cristãos. Por que? Porque dizem respeito a uma realidade cultural diversa, são leis que regulamentam costumes relativos no tempo e no espaço. Essas leis foram endereçadas ao povo de Israel, e foram muito importantes na formação da identidade cultural desse povo, são circunstanciais, podendo ser modificadas. Entretanto, os Dez Mandamentos são imutáveis, não estão condicionados ao tempo, ao lugar, são leis que objetivam reger a moral de todos seres humanos, e essas leis foram dadas pelo próprio Deus. A moral, para o cristianismo, não é relativa; ela é imutável, porque o próprio Deus assim o É. Deus não muda em sua essência e não muda de idéia sobre as coisas que ensina. A Bíblia condena o homossexualismo: é pecado grave contra a castidade. Não se trata apenas de um costume a ser repreendido, mas de um hábito que vai contra a moral, contra a castidade, contra a família tradicional, base da sociedade. Dito isso, interrompo para um desabafo.

A incapacidade mental de sair do seu mundinho, do seu universo mental, e ir até o pensamento do seu oponente para tentar compreendê-lo é algo terrível, é uma verdadeira doença que já se apossou da mente de muitas pessoas “cultas” e “estudadas”. É desesperador o cenário, muito pior do que eu pensava antes de começar a escrever para este blog. Esse é o retrato da classe universitária brasileira, gente bocó, um bando de moleques, que pensa que sabe alguma coisa, sem saber da regra primordial de um debate, que é saber do que se está falando. Pronto, já desabafei. Voltemos.

Em primeiro lugar, como já frisei por aqui, a Igreja não é a favor da criminalização do homossexualismo. Mas é contra a promoção deste comportamento e não considera sua prática legítima. Por que a Igreja deveria mudar seu ensinamento a respeito? Para agradar à sociedade? O que Igreja tem a ver com modernização, com “dinâmica social”? Se a Igreja ensina a Palavra de Deus, qual a Sua autoridade para modificar ensinamentos que não foi Ela quem os inventou, mas recebeu do próprio Deus, através da inspiração do Espírito Santo, conforme o prometido por Nosso Senhor Jesus Cristo?

O mané não sabe nada de teologia, história da Igreja, doutrina católica, não tem a menor idéia da complexidade das relações entre Igreja e modernidade, nem sonha em conhecer o conceito de Deus segundo São Tomás de Aquino, muito menos o que o Doutor da Igreja ensina sobre Deus ser eterno e imutável. Se Deus é eterno e imutável, o que Ele ensina sobre moral assim o é. Deus não muda de idéia conforme as vontades de um estudantezinho universitário metidinho à besta.

Ora bolas, se Deus se revela na Bíblia como sendo imutável, porque a Tradição da Igreja, em seu Magistério, deveria mudar o que Ele ensinou? Ele não muda, seus ensinamentos não mudam! Sua essência permanece a mesma! A missão confiada à Igreja é ensinar às nações tudo aquilo que Jesus ensinou (ver Mateus 28, 16-20). A Igreja não tem autoridade para modificar os ensinamentos de Deus; sua autoridade se limita a ensinar.

Caramba, será que é tão difícil assim entender? Deus não muda, suas idéias não mudam, portanto a Verdade está além de mudanças sociais! E o carinha ainda vem com picuinha de que é um absurdo a Igreja proibir a camisinha? Vai estudar, boboca, pra compreender no quê se fundamenta o argumento do seu adversário!

E daí vem a tática de sempre: me acusa de fundamentalista, berra que a Igreja vai ficar pra trás porque a pesquisa com células-tronco e blá, blá, blá… Meu Deus, eu escuto isso todos os dias de gente ignorante. Será que ele pensa que está abafando? Isso não passa de disco riscado, discurso de militante, de gente atôa, de gente que leu dois ou três livros, um do Michel Foucault, outro do Marcuse, e sai por aí arrotando que sabe tudo, não é possível! É claro que um carinha desses não tem a menor condição de ler São Tomás de Aquino – quando chegar à página sete da Súmula contra os gentios é capaz de ter uma concussão cerebral.

Rapazinho, vai ver se eu estou na esquina… Vai estudar, tenha vergonha de ser tão burro, de ser tão incapaz de lidar com uma linha de pensamento oposta, muito mais complexa do que você imagina, cuja divergência está na base: o raciocínio da Igreja Católica não se baseia em contingências históricas, em relativismos culturais, o que a Igreja Católica ensina está baseado em princípios imutáveis. É por isso que o ensinamento não muda, porque está atrelado a uma lógica perene, atemporal, espiritual.

Portanto, as leis morais para o Cristianismo são outra coisa, não são como leis humanas que norteiam costumes e relações sociais, apenas: são eternas e absolutas, não admitem mudanças, ou então entrariam em contradição com a essência do legislador – no caso, o próprio Deus.

Você devia se candidatar a aparecer nesses debates no Superpop ou no sofá do Progama da Hebe, algo que condiz com seu nível intelectual, pra dar uma de gostosão, de gente que sabe pra caramba, não venha a se meter a besta comigo. Eu sou um bom professor de história, sou um bom psicólogo (embora não exerça a profissão) e ainda sou caridoso o suficiente para perder tempo com um bocó como você.

Quanto a ficar sozinho, falando com as paredes, não tem problema: Santo Atanásio já dizia, “se o mundo for contra a verdade, Atanásio será contra o mundo”. Dentro da sua cabecinha oca, certamente o que é verdade e o que é certo ou errado é definido pela vontade da maioria, não é mesmo?

Olha, vai ser burrinho assim lá na PUC que o pariu…

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