Tempos difíceis, que já duram demais.


“Tempos difíceis, especialmente marcados pelo relativismo moral, pela busca irresponsável de uma inculturação litúrgica, que rebaixa o Mistério aos níveis de um reles sincretismo, pela confusão doutrinal, fundada na aceitação tácita de que a Fé cristã é uma entre tantas outras válidas, pela pura e simples adoção de princípios ideológicos incompatíveis com a visão cristã do homem e do mundo”

Escuta-se de tudo neste mundo. Cada vez mais, cada um diz o que bem entende e ai de quem contradizer aqueles que julgando estar na verdade, arvoram-se em critério do mundo.
A Igreja também tem tipos assim…: leigos, religiosos, sacerdotes e até bispos, não se assustem nem se escandalizem.
Pontificam com um “magisteriozinho” pessoal, fundamentando-se em suas opiniões, ou no que os outros gostam, ou no que a maioria faz, ou no que disse tal e qual “teólogo” (sempre aqueles que contradizem o que o Magistério oficial da Igreja ensina). Enfim, alguns estribam-se até mesmo em alguns documentos de determinadas Conferencias Episcopais, escritos em épocas de confusão, com linguagem dúbia, contradizendo o “sensus fidei”, alguns deles autenticas aberrações. Quem os contradiz, é imediatamente considerado e tachado de fundamentalista. Tempos difíceis, especialmente marcados pelo relativismo moral, pela busca irresponsável de uma inculturação litúrgica, que rebaixa o Mistério aos níveis de um reles sincretismo, pela confusão doutrinal, fundada na aceitação tácita de que a Fé cristã é uma entre tantas outras válidas, pela pura e simples adoção de princípios ideológicos incompatíveis com a visão cristã do homem e do mundo. Tempos difíceis, que já duram demais. Talvez falte-nos ainda a firmeza que não se contrapõe à caridade: antes, a promove na Verdade. Caridade sem Verdade, no máximo, é pura benemerência humana, superficial, que não muda nem melhora nada. Pobre Igreja, se lhe fazem pregar a Caridade sem a Verdade… Corre o risco de tornar-se, como alertou o atual Papa Francisco, em uma ONG….

D. Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo Diocesano de Frederico Westphalem – Rio Grande do Sul em seu perfil no Facebook.

Bispo de Aracaju fala sobre “facilitar as coisas para atrair as multidões” e suas consequências


Dom Henrique Soares - Foto do perfil do Facebook

“O futuro da Igreja não está em facilitar as coisas, mas em encantar, apresentando Jesus com toda Sua inteireza de doçura, beleza, simplicidade, radicalidade, verdade, exigências e retidão”

Pense um pouco:
Que engano tão nocivo achar que temos que facilitar as coisas para atrair as multidões: facilitar a liturgia, fazendo dela um show de futilidades e criatividades; facilitar a moral cristã, escondendo e adocicando as exigências do Evangelho; facilitar a fé católica, escondendo seus pontos mais difíceis para a mentalidade atual. Não são as facilidades que atraem; o que atrai é o amor! Quando as pessoas amam, são atraídas e sentem prazer e alegria em renunciar e fazer sacrifícios por Aquele ao qual amam. O futuro da Igreja não está em facilitar as coisas, mas em encantar, apresentando Jesus com toda Sua inteireza de doçura, beleza, simplicidade, radicalidade, verdade, exigências e retidão. Talvez não venham multidões. Não há nenhum problema! O que importa é que, os que vierem, sejam tão apaixonados, estejam tão prontos a dar a vida, a perder tudo por Aquele que nos encanta, que causem espanto e admiração nos que estão fora! Somente assim o cristianismo será crível. Fora disso, existem somente truques ilusórios, que não encherão nem as igrejas nem os corações. É tempo de acordar, é tempo de ter juízo, é tempo de voltar ao essencial, é tempo de ser fiel novamente, sendo cristão de corpo inteiro e católico sem meias palavras!
Somente para ilustrar isto, tomo a palavra do mais jovem participante do Sínodo dos Bispos sobre a Evangelização, ocorrido em Roma, no ano passado. Com santa ousadia, Tommaso Spinelli, catequista de jovens na cidade de Roma, 23 anos, falando com veemência, pediu que a catequese tenha “substância”, que os padres sejam guias fortes, audazes, sólidos em sua vocação e identidade. “Infelizmente há padres que perderam a identidade, a cultura e o carisma… Não gostamos de padres que querem se trasvestir de jovens ou, pior ainda, adotar as incertezas e o estilo de vida de jovens… A mesma coisa quando na liturgia, tentando ser originais, caem no ridículo… Eu lhes peço que tenham a coragem de ser vocês mesmos… Não tenham medo de nos propor as verdades da fé… Temos fome infinita de algo de eterno e de verdadeiro”. E o moço terminou pedindo três coisas: (1) Aumentar a formação dos padres, não só espiritual, mas também cultural, pois nunca terá credibilidade junto aos jovens o padre que não souber dar razões daquilo que diz; (2) Redescobrir o Catecismo da Igreja Católica, principalmente em suas primeiras secções, que falam sobre a fé e os sacramentos, e são as mais lindas; (3) Cuidar mais da Liturgia: nós jovens não queremos celebrações simplificadas, aguadas, dessacralizadas, mas bem realizadas, dignas, que traduzam nossa identidade cristã!
Chato, não? Verdadeiro que dói…

Dom Henrique Soares, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju/SE em seu Facebook.

Não bula no que não é seu…


Não bula no que não é seu…

… É o que nos ensina nossa mãe desde pequenos: não bula no que é seu. Pra quem não é nordestino, mais precisamente cearense, bulir é o mesmo que malinar 🙂 . Não sabe o que malinar? É mexer, cutucar, modificar. 😉

Ora, a Santa Missa não é minha, não é sua e não é nossa. Ela é para mim, para você e para todos nós. Mas ela, a Santa Missa, pertence a Santa Igreja, e é somente Ela que pode bulir na Missa:

O Mistério da Eucaristia é demasiado grande «para que alguém possa permitir tratá-lo ao seu arbítrio pessoal, pois não respeitaria nem seu caráter sagrado, nem sua dimensão universal». Quem age contra isto, cedendo às suas próprias inspirações, embora seja sacerdote, atenta contra a unidade substancial do Rito romano, que se deve cuidar com decisão,e realiza ações que, de nenhum modo, correspondem com a fome e a sede do Deus Vivo, que o povo de nossos tempos experimenta, nem a um autêntico zelo pastoral, nem serve à adequada renovação litúrgica, mas sim defrauda o patrimônio e a herança dos fiéis com atos arbitrários que não beneficiam a verdadeira renovação e sim lesionam o verdadeiro direito dos fiéis à ação litúrgica, à expressão da vida da Igreja, de acordo com sua tradição e disciplina. (Instrução Redemptionis Sacramentum, nº. 11)

Mas mesmo assim, ainda há partes na Liturgia que nem mesmo a Igreja pode malinar:

A mesma Igreja não tem nenhum poderio sobre aquilo que tem sido estabelecido por Cristo, e que constitui a parte imutável da Liturgia. Posto que, caso seja rompido este vínculo que os sacramentos têm com o mesmo Cristo que os tem instituído e com os acontecimentos que a Igreja tem sido fundada, seria nada vantajoso aos fiéis, mas sim poderia ser gravemente danoso. De fato, a sagrada Liturgia está estreitamente ligada com os princípios doutrinais, por que o uso de textos e ritos que não têm sido aprovados leva a uma diminuição ou desaparecimento do nexo necessário entre a lex orandi e a lex credendi. (Instrução Redemptionis Sacramentum, nº. 10)

Então você, senhor Zé Mané, que gosta de por firulas e mais firulas na Santa Missa: PRESTENÇÃO RAPÁ! Se nem a Igreja pode mudar algumas partes da Santa Missa, quanto mais tu que quer se apresentar pro povo da paróquia!!! Deixe de ser um menino barrigudo e pare de bulir naquilo que não é seu! Já que não obedece a Igreja, obedeça pelo menos a sua mãe.

Homilia longa…

Quando o homem torna-se o centro…


Deus é deixado de lado:

"Encenação" absurda em uma Missa há alguns anos atrás quando eu era membro da RCC de Cedro - CE.

“(..) a decadência [da liturgia] chega quando o culto divino é submetido ao sentimentalismo e ao ativismo pessoais de clérigos e leigos que, penetrando-o, transformam-no em obra humana e entretenimento espetacular: um sintoma hoje é, por exemplo, o aplauso na Igreja, que sublinha indistintamente o batismo de um recém-nascido e a saída de um caixão em um funeral.” (Pe. Nicola Bux, consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, em entrevista a Zenit)

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A Comunhão sacrílega


De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem.(1 Cor 11, 27-30)
 
Santo António Maria Claret
Santo António Maria Claret
Não há praticamente nenhum crime que mais ofende a Deus que a comunhão sacrílega. Os Santos Padres o demonstram em palavras e exemplos extraordinários. O comungante em pecado mortal comete um crime maior que Herodes, diz Santo Agostinho, mais assustador do que Judas, diz São João Crisóstomo, mais terrível do que o cometido pelos judeus, crucificando o Salvador, dizem outros santos.E a tudo isso, acrescenta São Paulo, será réu do Corpo e Sangue de Cristo, que diz a Glosa: a ser punido como se, com as suas mãos, tivesse morto o Filho de Deus.
A comunhão sacrílega é um crime tão grande que Deus não espera para o punir no inferno. Ele já começa neste mundo a indignar-se com tamanho crime, permitindo a doença e a morte. No tempo dos Apóstolos, segundo São Paulo, muitos dos males de alguns derivaram de comunhões sacrílegas, sofrendo ferimentos muito graves e outros morreram. São Cipriano refere que alguns de seu tempo, não sendo dignos de receber a Sagrada Comunhão, depararam-se com uma dor intolerável nas entranhas e às portas da morte. São João Crisóstomo conhecia muitos possuídos por demónios por causa deste crime. O Papa São Gregório assegura que, em Roma, houve grandes estragos devido à peste que apareceu, por se terem continuado as diversões imorais e os espectáculos de impurezas após a Comunhão pascal.
Lemos na vida de um monge de São Bernardo se atreveu a comungar em pecado mortal. Algo terrível! Logo que o Santo lhe deu a Sagrada Hóstia, rebentou como Judas e como ele foi condenado eternamente.
Segundo o famoso P. Arbiol, havia uma senhora que, num evento solene foi à confissão e o confessor, a encontrando numa ocasião próxima de pecado, ele disse que não poderia absolver a menos que primeiro se afastasse da ocasião, e disse-lhe ainda que naquele dia não podia receber a Sagrada Comunhão. Mas ela quis receber o Corpo de Jesus, independentemente do que o confessor lhe tinha dito, e imediatamente tomou a Hóstia Sagrada na garganta, engasgada, caindo morta na mesma igreja, na presença de muitas pessoas.
Um grande número de casos desta natureza poderia referir-se não só antigo mas igualmente à idade moderna, mas isso não acontece muito, porque, creio eu, que os bons, com santo temor, se retraem de frequentar os Santos Sacramentos e Jesus, pelo amor que nos tem para o nosso bem, obviamente prefere deixar impune o sacrilégio e receber os bons muitas vezes, estes que não se atrevem a tomá-lo, assustados com a punição dos pecadores.
Mas se a estes últimos pecadores não os pune de forma visível, já o está a fazer invisivelmente: com a cegueira de entendimento, dureza de coração, do seu abandono neste mundo, e em seguida, no outro, com o castigo eterno do Inferno. Encomendemo-nos à Santíssima Virgem Maria, para que alcancemos a ajuda que precisamos para receber com frequência e dignamente os Sacramentos.
E para que conheçamos o quanto convém receber dignamente os Sacramentos e os diferentes efeitos causados por eles, um outro caso que li na vida dos Santos Padres:
Houve um Bispo muito virtuoso, que, tendo sido avisado duas pessoas que viviam de maneira ilegal aos olhos de Deus, suplicou ao Senhor que se dignasse a manifestar o pecado na consciência de cada um deles. Deus ouviu suas preces, e um dia depois de ter distribuído a Sagrada Comunhão a uma grande multidão, viu que cada um tinha seu rosto negro como o carvão, outros olhos brilhantes, e outros muito elegantes, vestidos de branco. O bom bispo repetiu a súplica, para que Deus lhe manifestasse aquele mistério. Naquele instante, apareceu um anjo, e disse: “Fica sabendo que os que têm a cara preta são impuros e desonestos, os olhos brilham outros são avarentos, usurários e vingativos, e aqueles que parecem tão bonitos, vestidos brancos são aqueles que estão adornados de graça e de virtudes.” Aproximaram-se então as duas pessoas acusadas de viverem em pecado e o Bispo também as viu bonitas e resplandecentes. O santo bispo pensou que fora enganado, mas o Anjo disse-lhe que de facto era verdade o que se dizia deles, mas tendo-se afastado do pecado e fazendo uma boa confissão, eles foram perdoados de todos os seus pecados.
Portanto irmão, amado em Jesus Cristo, eu imploro e peço para não receberes a Sagrada Comunhão em pecado mortal, mas não te preocupes se te encontras nesse tão miserável estado. Confessa-telogo que possas, exercita e pratica fervorosamente muitos actos de humildade, confiança e de amor a Deus e,com esta disposição, colherás grandes frutos celestiais que nos são dados na Sagrada Eucaristia, para aqueles que A recebem dignamente.
Os frutos principais da Sagrada Comunhão dignamente recebida:
1.º Aumenta a graça.
2.º Dá luz à alma para distinguir o bem do mal, para segui-lo e evitá-lo, respectivamente.
3.º Aviva fé e esperança.
4.º Estimula a caridade.
5.º Modera a raiva e outras paixões, preservando-nos do pecado.
6.º Estamos unidos com Jesus Cristo.
7.º Dá – nos dá um espírito manso.
8.º Repele os demónios, para que não nos tentem tantas vezes.
9.º Acalma o remorso da consciência.
10.º Dá-nos uma grande confiança em Deus, na hora da morte.
11.º Dá força e alimenta a alma.
12.º Finalmente, dá-nos uma ajuda especial para perseverar no bem e chegar à glória eterna, sendo penhor de salvação.
Fonte: Blog A Saúde da Alma

Assistir ou participar da Missa?


Chegou-me a seguinte mensagem:
——————————
“Gostaria de ter um respaldo maior sobre a questão assistir a missa ou
participar da missa.
Vejo em muitas paroquianos dizendo que vai assitir.
Eu sei que a igreja nos convida a participar, até porque o ato de comungar é
a a maior participação.
Estou certo?”
——————————
Ao que respondi:

Bom, o problema maior é na verdade uma confusão entre os vários significados das palavras. *Assistir* e participar podem querer dizer coisas diferentes; “assistir” pode ser “ajudar” (como um “assistente”) e pode ser “ver passivamente”, e “participar” pode ser compreendido como uma ação ativa (“participo de um time de futebol”) ou como receber uma perfeição (a cerveja gelada “participa” do gelo, sem ser gelo; a palavra “gelada” é aliás o “particípio” do verbo “gelar”).
A Igreja nos chama à participação no sentido de receber uma perfeição, e é neste sentido que receber o Santíssimo Sacramento é a maior participação. Estamos assim participando de Cristo, ou seja, recebendo d’Ele uma perfeição. Esta participação pode (mas não precisa) ser expressa exteriormente (o primeiro sentido que dei desta palavra). Assim, por exemplo, não é necessário responder na *Missa*. É melhor participar silenciosamente que responder alto e não participar verdadeiramente, por exemplo. O sujeito que está cantando aos brados pode perfeitamente não estar participando, por não estar somando o seu sacrifício ao de Cristo na Cruz.
Já *assistir* como quem assiste passivamente a um jogo de futebol não é ao que a Igreja nos chama, mas *assistir* como “assistente”, ou seja, somando o nosso sacrifício ao de Cristo, que é oferecido pelo sacerdote, é o “assistir” que a Igreja nos pede e recomenda.

Assim, não se trata de uma escolha entre *assistir* passivamente e participar fisicamente. É na verdade – como aliás em quase tudo – uma escolha muito mais sutil, em que o caminho certo é o do meio.
Em uma extremidade temos a “participação” meramente física, meramente ativa ou emocional; nele não há assistência, não há participação verdadeira. Só atos contam (levantar, sentar, ajoelhar, cantar, chorar, comungar). Não é isso que a Igreja nos pede e recomenda.
Na outra extremidade, oposta àquela, temos a “assistência”, igualmente falsa, que é meramente passiva. É ir para a *Missa* e responder ou não, cantar ou não, comungar ou não, mas ficar pensando em outra coisa ou simplesmente tendo fruição estética, vendo se a casula do padre tem furos de traça ou deliciando-se a música, etc., sem somar o sacrifício individual ao de Cristo na Cruz. Tampouco é isso que a Igreja nos pede e recomenda.
O que a Igreja nos pede e recomenda é que assistamos, em silêncio ou não, cantando ou não, mas ativos *em nossa disposição interior de somar o nosso sacrifício pessoal ao de Cristo na Cruz*, e que assim participemos, em silêncio ou não, cantando ou não, recebendo de Cristo a perfeição de sermos santos, sendo santificados (particípio) pelo que é Santo.
Cabe ainda lembrar que o preceito da Igreja é ouvir *Missa* inteira todo domingo e dia santo. Assim, se a pessoa só vai fisicamente, ela não está pecando (apesar de não estar tendo tantos méritos, etc.), mas pecaria se ficasse em casa sob o pretexto de não conseguir participar.

Do mesmo modo, o preceito é de comungar uma vez por ano, no tempo da Páscoa. Se a pessoa está em pecado mortal (ou seja, se depois de sua última confissão ela faltou a uma *missa* dominical ou ferial, se ela mentiu, se ela roubou, se ela fornicou, se ela cometeu adultério – ainda que em pensamento -, se ela blasfemou, se ela assistiu a pornografia…) ela não pode nem deve comungar. Nesse caso, a comunhão não seria comunhão, isto é, não seria participação em Cristo; seria, nas palavras de São Paulo, “comer e beber a sua própria condenação”.

http://www.luisguilherme.net/HSJOnline/assistirouparticipar.html

Para os “donos” da Liturgia V


Monsenhor Nicola Bux

 

“A idéia de uma liturgia frutuosa e criativa inevitavelmente perde o sentido do sagrado e, portanto, nos aliena de Deus e nos leva ao pecado (…) Celebrar Missas criativas é uma profanação do sentido de sagrado porque isso nos afasta de Deus. O ministro do culto nunca deve ser um ator, mesmo um ator medíocre e uma fonte de escândalo, mas ele deveria pensar que seu dever principal é servir a Deus, nunca o seu próprio desejo irrefreado de representar o protagonista” (Fonte: http://rorate-caeli.blogspot.com/2010/04/creative-liturgy-alienates-us-from-god.html, através de http://fratresinunum.com/2010/04/14/%e2%80%9cliturgia-criativa%e2%80%a6-nos-aliena-de-deus-e-nos-conduz-ao-pecado-%e2%80%9d/).

 

Para os “donos” da Liturgia IV


“(..) a decadência [da liturgia] chega quando o culto divino é submetido ao sentimentalismo e ao ativismo pessoais de clérigos e leigos que, penetrando-o, transformam-no em obra humana e entretenimento espetacular: um sintoma hoje é, por exemplo, o aplauso na Igreja, que sublinha indistintamente o batismo de um recém-nascido e a saída de um caixão em um funeral.” (Pe. Nicola Bux, consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice, em entrevista a Zenit)

O machado de Dom Ranjith sobre os movimentos de “renovação”: um basta nas danças, palmas, arbitrariedades na liturgia, “louvor e adoração”.


Colombo (Sri Lanka), Dom Ranjith declara guerra aos desvios litúrgicos dos Neocatecumenais [e dos Carismáticos] : “Vetados os cantos e danças durante a missa, obrigatória a comunhão de joelhos”

CIDADE DO VATICANO (Petrus) – Dom Malcolm Ranjith é alguém que entende de Liturgia. Foi, de fato, Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos antes de Bento XVI nomeá-lo, no ano passado, arcebispo de Colombo, no Sri Lanka. O Papa confia muito nele, a tal ponto que deve criá-lo Cardeal no próximo consistório. Dom Ranjith (na foto) se tornou muito admirado nos seus anos de serviço no Vaticano pela nobre defesa da gloriosa tradição litúrgica da Igreja, uma batalha que retomou energicamente em sua nova diocese, proibindo extravagância e improvisações durante a celebração da Eucaristia e “recomendando” a administração da Comunhão apenas sobre a língua e aos fiéis ajoelhados, como já é o caso durante a missa presidida pelo Pontífice. Mas aqui está o texto completo, rico em muitíssimos elementos, enviado pelo arcebispo de Colombo a seus sacerdotes e fiéis, com particular referência àqueles pertencentes aos movimentos (entre os quais recai seguramente o Caminho Neocatecumenal, mas Dom Ranjith não o cita explicitamente) que, habitualmente, se aproximam da Eucaristia de um modo diferente do estabelecido pela Igreja ou participam da missa com cantos e danças em torno do altar, permitindo, contudo, a pregação por leigos durante a celebração:

“Queridos irmãos e irmãs,

Recentemente, algumas pessoas e movimentos católicos de renovação desenvolveram muitos exercícios para-litúrgicos não previstos pelo calendário paroquial ordinário. Apreciando as numerosas conversões, o valor do testemunho, o entusiasmo renovado pela oração, a participação dinâmica e a sede da Palavra de Deus, como bispo diocesano e administrador geral dos mistérios de Deus na igreja local a mim confiada, sou o moderador, o promotor e o guardião da vida litúrgica da arquidiocese de Colombo. Como tal, vos convido a refletir sobre os aspectos litúrgicos e eclesiológicos relacionados a esta nova situação e vos peço insistentemente que respeiteis as diretrizes enunciadas na presente circular de efeito imediato. A Eucaristia é a celebração do mistério pascal por excelência dado à Igreja pelo próprio Jesus Cristo. Jesus Cristo é o princípio de toda liturgia na Igreja e por esta razão toda liturgia é essencialmente de origem divina. Ela é o exercício da Sua função sacerdotal e, portanto, não é certamente um simples empreendimento humano ou uma inovação piedosa. Na verdade, é incorreto definí-la uma simples celebração da vida. É muito mais do que isso. É a fonte e o ápice do qual todas as graças divinas enchem a igreja. Este sagrado mistério foi confiado aos apóstolos pelo Senhor e a Igreja cuidadosamente preservou a celebração ao longo dos séculos, dando vida à tradição sagrada e a uma teologia que não cedem à interpretação individual ou privada. Nenhum padre, conseqüentemente, diocesano ou religioso que seja, proveniente de uma outra arquidiocese ou mesmo do exterior, está autorizado a modificar, adicionar ou suprimir qualquer coisa no rito sagrado da missa. Não se trata de uma novidade, mas de uma decisão tomada em 1963 pela Constituição “Sacrosanctum Concilium” (22, 3), a Constituição Dogmática sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II, posteriormente reiterada várias vezes em documentos como “Sacramentum Caritatis”, de Sua Santidade Bento XVI, e “Ecclesia de Eucharistia” do Papa João Paulo II, de venerada memória. A este respeito, convém mencionar explicitamente alguns elementos: os sacerdotes não estão autorizados a modificar ou improvisar a Oração Eucarística ou outras orações imutáveis da Missa — mesmo quando se trata de dar detalhes sobre um elemento já presente — cantando respostas ou explicações diferentes. Devemos compreender que a liturgia da Igreja é estreitamente ligada à sua fé e sua tradição: “Lex orandi, lex credendi”, a regra da oração é a regra de fé! A liturgia nos foi dada somente pelo Senhor, ninguém mais, portanto, tem o direito de mudá-la; as manifestações do tipo “Praise and Worship” (literalmente “louvor e adoração”, mas aqui diz respeito a uma corrente musical de estilo gospel, NdT) não são permitidos no rito da Missa. A música desordenada e ensurdecedora, as palmas, os longos discursos e os gestos que perturbam a sobriedade da celebração não são autorizados. É muito importante que compreendamos a sensibilidade cultural e religiosa do povo do Sri Lanka. A maioria dos nossos compatriotas são budistas e por este motivo estão habituados a um culto profundamente sóbrio; por sua vez, nem os muçulmanos nem os hindus criam agitação em sua oração. Em nosso país, além do mais, há uma forte oposição às seitas cristãs fundamentalistas e nós, como católicos, nos esforçamos para fazer compreender que os católicos são diferentes dessas seitas. Alguns destes chamados exercícios de louvor e adoração se assemelham mais aos exercícios religiosos fundamentalistas que a um culto católico romano. Que seja permitido respeitar a nossa diversidade cultural e a nossa sensibilidade; a Palavra de Deus prescrita não pode ser alterada aleatoriamente e o Salmo responsorial deve ser cantado e não substituído por cantos de meditação. A dimensão contemplativa da Palavra de Deus é de suma importância. Em alguns serviços para-litúrgicos as pessoas hoje têm a tendência a se tornar extremamente faladoras e tagarelas. Deus fala e nós devemos escutá-Lo; para ouvir bem, o silêncio e a meditação são mais necessários que a exuberância cacofônica; os sacerdotes devem pregar a Palavra de Deus sobre os mistérios litúrgicos celebrados. É expressamente proibido aos leigos pregar durante as celebrações litúrgicas; a Santíssima Eucaristia deve ser administrada com extremo cuidado e máximo respeito, e exclusivamente por aqueles autorizados a fazê-lo. Todos os ministros, ordinários e extraordinários, devem estar revestidos dos ornamentos litúrgicos apropriados. Recomendo a todos os fiéis, inclusive religiosos, receber a comunhão com reverência, de joelhos e na boca. A prática da auto-comunhão é proibida e pediria humildemente a cada sacerdote que a permite que suspendesse imediatamente esta prática; todos os sacerdotes devem seguir o rito da missa como determinado, de modo a não dar espaço a comparações ou opor as Missas celebradas por alguns sacerdotes às outras Missas ditas pelo resto dos sacerdotes; as bênçãos litúrgicas são reservadas exclusivamente aos ministros da liturgia: bispos, sacerdotes e diáconos. Todos podem rezar uns pelos outros. Recomenda-se insistentemente, entretanto, não usar gestos que podem provocar fantasias, confusões ou uma interpretação errônea”.

 

Fonte: Fratres in Unum http://fratresinunum.com/2010/03/04/o-machado-de-dom-ranjith-sobre-os-movimentos-de-renovacao-nao-as-dancas-palmas-arbitrariedades-na-liturgia-louvor-e-adoracao/>

A dança nunca fez parte da Liturgia II


Dança na Liturgia – Card. Joseph Ratzinger

A dança não é uma forma de expressão cristã. Já no século II, os círculos gnósticos-docéticos tentaram introduzi-la na Liturgia. Eles consideravam a crucificação apenas como uma aparência: segundo eles, Cristo nunca abandonou o corpo, porque nunca chegou a encarnar antes de Sua paixão; consequentemente, a dança podia ocupar o lugar da Liturgia da Cruz, tendo a cruz sido apenas uma aparência.

As danças cultuais das diversas religiões são orientadas de maneiras variadas: invocação, magia analógica, êxtase místico; porém, nenhuma dessas formas corresponde à orientação interior da Liturgia do "sacrifício da Palavra". É totalmente absurdo, na tentativa de tornar a Liturgia "mais atraente", recorrer a espetáculos de pantominas de dança, possivelmente com grupos profissionais que, muitas vezes, terminam em aplauso.

Sempre que haja aplauso pelos aspectos humanos da Liturgia, é sinal de que a sua natureza se perdeu inteiramente, tendo sido substituída por diversão de gênero religioso.

Joseph Ratzinger, Introdução ao Espírito da Liturgia

A Dança nunca fez parte da Liturgia

Para os “donos” da Liturgia III


“A liturgia não vive de surpresas “simpáticas”, de intervenções “cativantes”, mas de repetições solenes (…) Também por isso ela deve ser “predeterminada”, “imperturbável”, porque através do rito se manifesta a santidade de Deus. Ao contrário, a revolta contra aquilo que foi chamado “a velha rigidez rubricista”, (…) arrastou a liturgia ao vórtice do “faça-você-mesmo”, banalizando-a, porque reduzindo-a à nossa medíocre medida” (Cardeal Ratzinger, A Fé em crise; 1985).

Para os “donos” da Liturgia II


“Atualmente também deveria ser redescoberta e valorizada a obediência às normas litúrgicas como reflexo e testemunho da Igreja, una e universal, que se torna presente em cada celebração da Eucaristia. O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram de modo silencioso mas expressivo o seu amor à Igreja. (…) A ninguém é permitido aviltar este mistério que está confiado às nossas mãos: é demasiado grande para que alguém possa permitir-se de tratá-lo a seu livre arbítrio, não respeitando o seu caráter sagrado nem a sua dimensão universal.” (Papa João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, n. 52)

Para os "donos" da Liturgia


Cesse a prática reprovável de que sacerdotes, ou diáconos, ou mesmo os fiéis leigos, modificam e variem, à seu próprio arbítrio, aqui ou ali, os textos da sagrada Liturgia que eles pronunciam. Quando fazem isto, trazem instabilidade à celebração da sagrada Liturgia e não raramente adulteram o sentido autêntico da Liturgia” (cf. Redemptionis Sacramentum, nº. 59).

O velho e o novo


Nada há de novo debaixo do sol, diz a Bíblia Sagrada. A verdade é uma: não muda e não pode mudar. E os erros, apesar de múltiplos, se repetem sempre.

Deus é sempre o mesmo, sempre novo: “

A verdade, por ser o reflexo de Deus imutável, não muda: é sempre antiga e sempre nova. Assim ensina São Paulo: “

Por outro lado, os erros humanos são sempre repetidos, recopiados. Já disse alguém que o diabo não tem muita originalidade, repete-se sempre. Que foi a tentação e queda dos nossos primeiros pais senão a repetição do gesto orgulhoso de Lúcifer, recusando-se a servir a Deus? Que foram as heresias do passado e a moderna religião do homem senão a iteração da antiga pretensão humana de se fazer deus? E a moderníssima teologia da libertação que é senão a reedição do saduceísmo dos tempos de Cristo? E os erros ditos progressistas, como o liberalismo, o ecumenismo, que são senão doutrinas errôneas antigas já condenadas pelos Papas e Concílios da Igreja, maquiladas e reapresentadas como ultra-modernas? A própria Missa Nova não é senão uma cópia da liturgia anglicana de Cramer do século XVI, mesclada de outras modificações que datam do tempo da reforma protestante! E a contínua retomada de erros antigos em filosofia, sociologia, economia, etc.?! 19

Ironicamente perguntava-se Bertrand Russel por que os homens insistem em repetir erros antigos, havendo tantos erros novos a escolher (!).

A solução para os problemas novos que surgem, sejam eles econômicos, morais, sociais ou religiosos, são os ensinamentos eternos de Nosso Senhor.

Aliás, já disse um grande sociólogo:

A verdade não muda com os tempos. Não é torcermos o Evangelho de Cristo para adaptá-lo ao homem moderno. É o homem moderno – que no fundo é igual aos seus ancestrais – que deve se adaptar aos ensinamentos eternos de Cristo. Só assim será livre e feliz.

Não nos iludamos: a crise em que se debate o mundo não é sobretudo social ou econômica; é principalmente uma crise moral e religiosa.

Deixemos o pecado! Voltemos para Deus! Vida nova! Feliz Ano Novo para todos, sem a repetição de velhos erros!

 

 

Estas coisas perecerão, mas Tu permanecerás, e todas envelhecerão como um vestido… Tu porém és sempre o mesmo, e os teus anos não têm fim” (Salmo 101, 27). Jesus Cristo é sempre o mesmo ontem e hoje; Ele o será também por todos os séculos. Não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas” (Hebr. 13, 8-9). Por isso a verdade não tem idade nem época. O que era verdadeiro no tempo de Cristo, é verdade hoje e o será sempre. E o que era pecado no tempo de Cristo, foi na Idade Média, é hoje e o será sempre. “Não seriam necessárias muitas leis para a sociedade. Bastam os 10 mandamentos da Lei de Deus: observando-os tudo estaria resolvido”.

Retirado do livro “Quer agrade quer desagrade”, Padre Fernando Arêas Rifan 

 

Cardeal Ratzinger sobre a Liturgia


É totalmente absurdo, na tentativa de tornar a Liturgia “mais atraente”, recorrer a espetáculos de pantominas de dança, possivelmente com grupos profissionais, que muitas vezes, terminam em aplauso. Sempre que haja aplauso pelos aspectos humanos na Liturgia, é sinal de que a sua natureza se perdeu inteiramente, tendo sido substituída por diversão de gênero religioso.” (RATZINGER, Joseph. Introdução ao Espírito da Liturgia. Paulinas: Prior Velho (Portugal), 2006, p.147)

Papa: nutrir-se do Pão da vida eterna


Palavras ao rezar o Angelus com os peregrinos neste domingo

CASTEL GANDOLFO, domingo, 16 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI rezou o Angelus com os peregrinos ao meio-dia deste domingo, no pátio interno do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo. Estas foram as palavras do Papa na introdução da oração mariana.

* * * 

Queridos irmãos e irmãs! 

Ontem nós comemoramos a grande festa da Assunção de Maria ao Céu, e hoje lemos no Evangelho estas palavras de Jesus: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu” (Jo 6, 51). Não se pode ficar indiferente a esta correspondência, que gira em torno do símbolo do “céu”: Maria foi “assunta” ao local de que seu filho tinha “descido”. Evidentemente, esta linguagem, que é bíblica, expressa em termos figurados coisas que não entram completamente no mundo dos nossos conceitos e da nossa imaginação. Mas vamos parar um momento para refletir! Jesus se apresenta como o “pão vivo”, ou seja, alimento que contém a própria vida de Deus e é capaz de comunicá-la a quem d’Ele se alimenta, o verdadeiro nutrimento que dá a vida, nutre realmente em profundidade. Jesus diz: “Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo”. Bem, de quem o Filho de Deus tomou esta sua “carne”, a sua humanidade concreta e verdadeira? Da Virgem Maria. Deus recebeu d’Ela o corpo humano para entrar na nossa condição mortal. A sua vez, no fim da existência terrena, o corpo da Virgem foi assunto ao céu por Deus e entrou na condição celeste. É uma espécie de intercâmbio, no qual Deus tem sempre a plena iniciativa, mas, como vimos em outras ocasiões, tem também necessidade de Maria, do “sim” da criatura, da sua carne, da sua existência concreta, para preparar a matéria do seu sacrifício: o corpo e o sangue, a ser oferecido na Cruz como instrumento de vida eterna e, no sacramento da Eucaristia, como alimento e bebida espirituais. Continue lendo »

Até quando?


DESABAFO

 Por Rafael Vitola Brodbeck

Até quando teremos que aturar padres sem batina ou sem clergyman? Sacerdotes que, em vez de ostentar sua incorporação a Cristo pelo sacramento da Ordem, escondem-se do povo, disfarçando-se de leigos?

 

Até quando teremos que aturar Missas que em nada nos indicam seu caráter ontologicamente sacrifical? Palmas ritmadas acompanhando músicas de melodia, harmonia e ritmo absolutamente inadequados, com uma pobreza infantil nas letras? Manifestações desmedidas de alegria quase profana durante a atualização do Calvário? Padres que não vestem os paramentos corretos, sem casula, sem cíngulo, sem amito, substituindo-os por um simplório conjunto de túnica e estola? Clérigos, até Bispos, que desprezam o latim, o canto gregoriano, a polifonia sacra, o órgão, o incenso? Que identificam “Missa em latim” com o rito antigo? Que, ademais, têm como que um ódio mortal a esse rito antigo, e mesmo ao novo celebrado de acordo com as rubricas? Sacerdotes e fiéis que preferem as passageiras e profanas novidades às sadias tradições? Que rechaçam as normas que chegam de Roma, e desobedecem descaradamente, fazendo celebrar a Missa do jeito que querem?

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Bento XVI apresenta patriarca Germano de Constantinopla


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Queridos irmãos e irmãs: 

O patriarca Germano de Constantinopla, de quem quero falar hoje, não pertence às figuras mais representativas do mundo cristão oriental e, contudo, seu nome aparece com certa solenidade na lista dos grandes defensores das imagens sagradas, redigida no II Concílio de Niceia, VII ecumênico (787). A Igreja grega celebra sua festa na liturgia de 12 de maio. Ele teve um papel significativo na complexa história da luta pelas imagens, durante a chamada crise iconoclasta: soube resistir validamente às pressões de um imperador iconoclasta, ou seja, adversário dos ícones, Leão III. 

Durante o patriarcado de Germano (715-730), a capital do império bizantino – Constantinopla – sofreu um perigosíssimo assédio por parte dos sarracenos. Naquela ocasião (717-718), organizou-se uma solene procissão na cidade com a exposição da imagem da Mãe de Deus, a Theotokos, e da relíquia da Santa Cruz, para invocar do Alto a defesa da cidade. De fato, Constantinopla foi libertada do assédio. Os adversários decidiram desistir para sempre da ideia de estabelecer sua capital na cidade-símbolo do império cristão e o reconhecimento pela ajuda divina foi extremamente grande no povo.  Continue lendo »

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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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