O Deus sem Religião


Examinando a “Sola Scriptura”

Alessandro Lima

 Hoje em dia ainda é muito comum vermos protestantes acusando católicos de idólatras, adoradores de imagens e acusando a Igreja Católica a ensinar tais práticas. Quem conhece o Catolicismo sabe quão absurdas são estas acusações. É bem verdade que a religiosidade popular comete muitos abusos que infelizmente contam com o apoio de seus padres e bispos. É certo acusar uma mãe de ladra, aliciadora de crianças se por acaso seu filho pequeno for pego com um brinquedo de seu amiguinho? Neste caso, pensaríamos que é a Mãe uma ladra e aliciadora de crianças ou pensaríamos que foi a criança que não correspondeu à educação dada pela mãe? O mesmo caso aplica-se à Igreja Católica. Da mesma forma que nem sempre vemos pessoas que se dizem cristãs possuindo atitudes cristãs, isso leva a crer que é o Cristianismo o incentivador dos erros de seus filhos?

O mesmo engano cometeu o monge agostiniano Martinho Lutero. Em seu tempo alguns bispos distorceram a disciplina das Indulgências. Isto levou Lutero a crer que era a doutrina da Igreja que estava errada. Para ele, era a tradição que havia errado, por isso ele supôs que se a Igreja utilizasse somente a Bíblia (“Sola Scriptura”) como norma de fé e prática, Ela jamais cairia no erro.

Uma suposição é algo que concebemos no início, normalmente sem consciência. Quando a suposição é válida, tudo acaba bem, mas uma suposição errada conduz inevitavelmente às falsas conclusões. A pessoa que tem esperança de chegar a uma conclusão utilizando uma suposição falsa, deve perguntar a si mesmo onde está o erro. Os protestantes que estão dispostos a avaliar o estado do atual mundo protestante de maneira honesta, devem perguntar se a Sola Scriptura, ensinamento fundamental do Protestantismo vem de Deus, pois esta suposição resultou em mais de vinte mil grupos discrepantes que não concordam em assuntos básicos da Bíblia, ou o que significa ser um Cristão? Por que (se somente a Bíblia é suficiente, sem a Santa Tradição) batistas, testemunhas de Jeová e metodistas reivindicam que acreditam no que a Bíblia diz, mas nenhum deles concorda em o que a Bíblia diz? Obviamente, aqui está uma situação na qual os protestantes devem achar que estão errados. Infelizmente, a maioria dos protestantes estão dispostos a colocar a culpa deste problema em qualquer coisa— qualquer coisa menos no problema que é a raiz. A ideia da Sola Scriptura é fundamental para o Protestantismo tanto que para eles nega-la é questionar Deus. Como disse Nosso Senhor: “Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos” (Mateus 7:17). Se julgarmos a Sola Scriptura pelos seus frutos, chegaremos a conclusão de que esta árvore deve ser cortada, e lançada ao fogo (Mateus 7:19).

Vejamos agora as falsas suposições sobre as quais está fundamentada a Sola Scriptura:

1º Falsa Suposição: A Bíblia deve ser entendida como última palavra sobre a fé, piedade e louvação.

a) É o ensinamento da Escritura “totalmente suficiente”?

A suposição mais óbvia pôr de trás da doutrina da Sola Scriptura é a de que a bíblia possui tudo o que é preciso para a vida do Cristão — tudo o que é necessário para a verdadeira fé, prática, devoção e louvação. O trecho mais citado para apoiar esta suposição é:

… e desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra” (II Timóteo 3:15-17).

Os que usam esta passagem para defender a Sola Scriptura, afirmam toda a “autossuficiência” da Bíblia, porque “Somente a Bíblia Sagrada pode fazer o homem piedoso e perfeito… a perfeição pode ser atingida sem a necessidade da tradição.”

Mas o que pode ser realmente dito baseando-se nesta passagem? Para os iniciantes, devemos perguntar sobre o que o apóstolo Paulo está falando quando ele fala a Timóteo sobre ele conhecer a Bíblia desde criança. Devemos estar seguros de que Paulo não está falando sobre o Novo Testamento, pois o Novo Testamento ainda não havia sido escrito quando Timóteo ainda era uma criança —na realidade, ele ainda não estava pronto quando Paulo escreveu esta Epístola a Timóteo, e muitos menos o Cânon do Novo Testamento como o que conhecemos hoje. Obviamente, na maioria das referências da Bíblia encontrada no Novo Testamento, vemos que Paulo está falando do Velho Testamento e assim, se esta passagem for usada para fixar os limites da autoridade inspirada, não só a Tradição fica excluída, mas também todo o Novo Testamento.

Em segundo lugar, se Paulo pretendesse excluir a tradição por ser algo não benéfico, deveríamos saber por qual motivo Paulo utilizou no mesmo capítulo tradições orais que não estavam na Bíblia. Os nomes de Janes e Jambres não aparecem no Velho Testamento, contudo, em II Timóteo 3:8 Paulo os chama de adversários de Moisés. Paulo utiliza a tradição oral para falar o nome dos dois mágicos mais proeminentes do Egito, que aparecem durante o Êxodo (7:8). [2] E este não é a única fonte não-bíblica utilizada no Novo Testamento — outro exemplo mais conhecido aparece na Epístola de São Judas que cita o Livro de Enoque (Judas 14:15 c.f. Enoque 1:9).

Quando a Igreja canonizou os livros da Bíblia oficialmente, o principal propósito era estabelecer uma lista de livros autorizados, para proteger a Igreja dos livros espúrios que reivindicavam autoria apostólica, mas que eram na verdade, trabalhos de hereges (v.g. o Evangelho de Tomé). Os grupos heréticos não conseguiam basear seus ensinamentos na Santa Tradição, pois seus ensinamentos eram criados fora da Igreja, então a única maneira que possuíam para autorizar suas heresias era distorcendo o significado da Bíblia, além de forjar novos livros, apóstolos, ou santos do Velho Testamento. A Igreja sempre se defendeu contra os ensinamentos heréticos reivindicando as origens apostólicas da Santa Tradição (provando-as pela Sucessão Apostólica, c.f. o fato de que seus bispos e professores possuem uma descendência histórica e direta dos Apóstolos), e também reivindicando a universalidade da Fé Católica (c.f. o fato de que a Fé Católica é a mesma fé que os Cristãos católicos sempre aceitaram ao longo da história e do mundo). A Igreja se defendeu contra os livros espúrios e heréticos estabelecendo uma lista autorizada de Livros Sagrados, que foram recebidos pela Igreja como Divinamente inspirados, tanto os do Velho Testamento como os de origem apostólica.

Estabelecendo a lista canônica da Bíblia Sagrada, a Igreja não pretende insinuar que toda a Fé Cristã e toda a informação necessária para a louvação e regra da Igreja está contida apenas na Bíblia. [3] Uma coisa que está além dos debates sérios é sobre a questão de quando a Igreja concluiu os Cânones dos Livros Sagrados em fé e louvação, assim como a discussão se a fé e a louvação atuais são as mesmas das do período primitivo — isto é uma verdade histórica. Como na estrutura da autoridade da Igreja, os bispos católicos em vários Concílios resolveram a questão do Cânon — e na Igreja Católica é assim até hoje quando qualquer pergunta sobre a doutrina ou a disciplina deve ser resolvida.

b) Qual o propósito dos escritos do Novo Testamento?

É ensinado nos estudos bíblicos protestantes (e penso que neste caso eles ensinam corretamente) que quando você estuda a Bíblia, entre muitas outras considerações, você deve primeiro considerar o gênero (ou tipo literário) de literatura que você está lendo em uma passagem particular, pois livros diferentes possuem gêneros diferentes. Outra consideração a ser tomada é sobre qual o assunto ou o propósito do livro que está sendo estudado. No Novo Testamento temos quatro tipos de gêneros literários: evangelho, narração histórica (Atos), epístola e apocalíptica ou profética (Revelação). Os Evangelhos foram escritos para testemunhar a vida de Cristo, sua morte e ressurreição. As narrativas contam a história de pessoas e figuras significativas e mostra a magnífica providência Divina agindo em tudo. Diversas epístolas foram escritas para responder perguntas específicas que surgiram em várias Igrejas, assim, muitos problemas não foram relatados com detalhes. Assuntos doutrinais eram discutidos para resolver problemas doutrinais e assuntos sobre louvação só eram discutidos quando aparecia algum problema relacionado (c.f. Coríntios 11:14). Os escritos apocalípticos (Revelação) foram escritos para mostrar o triunfo de Deus na história.

Notamos que não há referências literárias à louvação no Novo Testamento, e nem detalhes de como era a louvação na Igreja. No Velho Testamento há detalhes (e até exaustivos) sobre a louvação do povo de Israel (v.g. Levítico e Salmos) — no Novo Testamento há apenas sugestões escassas sobre a louvação dos cristãos primitivos. Mas qual o motivo? Certamente que não foi por não existir ordem em seus serviços religiosos — os historiadores litúrgicos afirmam que os cristãos primitivos continuavam firmemente na mesma louvação judaica herdada dos Apóstolos. Porém, até mesmo as parcas referências do Novo Testamento em relação à louvação da Igreja primitiva, nos mostra que eles estavam bem longe dos selvagens grupos “Carismáticos,” os cristãos do Novo Testamento possuíam as mesmas louvações litúrgicas de seus pais: observavam as horas de oração (Atos 3:1), louvavam no Templo (Atos 2:46; 3:1; 21:26), além da louvação nas Sinagogas (Atos 18:4).

Nós também precisamos notar que nenhum dos tipos presentes da literatura do Novo Testamento tem o propósito de dar uma instrução doutrinal inclusiva — não há um catecismo ou uma teologia sistemática. Se a Bíblia é tudo que precisamos como cristãos, por que não há nenhuma declaração doutrinária inclusiva nela? Imagine como todas as controvérsias pudessem ter sido resolvidas se a Bíblia respondesse a todas as perguntas doutrinais claramente. Isso seria muito conveniente, mas tais coisas não são encontradas nos livros da Bíblia.

Que ninguém entenda mal a observação feita aqui. Nada disso deprecia a importância da Bíblia Sagrada — Deus proíbe tal coisa! Na Igreja Católica, a Bíblia é tida como totalmente inspirada por Deus, inerrante e autoritária, mas o fato é que a Bíblia não contém o ensinamento para todo assunto importante da Igreja. Como já declaramos, o Novo Testamento dá apenas um breve detalhe sobre como louvar — e isto não é de pequena importância. Além de que, a mesma Igreja que nos passou a Bíblia Sagrada, é a mesma que preservou os padrões de louvação que recebemos. Se nós desconfiamos da fidelidade desta Igreja em preservar a adoração Apostólica, também temos que desconfiar de sua fidelidade em preservar a Bíblia.

c) É a Bíblia, na prática, “totalmente suficiente” para os protestantes?

Os protestantes frequentemente reivindicam que “acreditam apenas na Bíblia,” mas várias perguntas aparecem quando a pessoa tenta examinar o atual uso que eles fazem da Bíblia. Por exemplo, por que os protestantes escrevem tantos livros sobre doutrina e a vida Cristã, se eles necessitam apenas da Bíblia? Se a Bíblia fosse o suficiente para entendê-la, por que eles simplesmente não utilizam apenas a Bíblia? E se ela é “totalmente suficiente,” por que isto não produz resultados suficientes, por exemplo: por que os protestantes não acreditam na mesma coisa? Por que há tantos estudos bíblicos protestantes, se eles precisam apenas da Bíblia? Por que eles buscam outras áreas e materiais? Por que eles ensinam a bíblia ao povo — ao invés de apenas ler as Escrituras para as pessoas? A resposta eles nunca admitirão, mas os protestantes sabem que a Bíblia não pode ser entendida por si só. E na verdade, toda seita protestante possui seu corpo de tradições, mas nunca admitem ou a chamam disso. Não é por acaso que as Testemunhas de Jeová acreditam nas mesmas coisas que os Batistas do Sul, mas não é por acaso que eles não acreditam nas mesmas coisas enfaticamente. Os Testemunhas de Jeová e os Batistas do Sul não propõem individualmente cada uma de suas idéias sobre a Bíblia, mas ensinam a crença de um certo modo — com uma tradição. Então a questão não é em acreditar ou não na tradição — a pergunta correta é qual a tradição que devermos usar para interpretar a Bíblia? Em qual tradição podemos confiar, na Tradição Apostólica da Igreja, ou na confusa e moderna tradição do Protestantismo, que não possui nenhuma raiz além do advento da Reforma Protestante?

2º Falsa Suposição: A Bíblia era a base da Igreja primitiva, e que a Tradição é apenas uma “corrupção” humana muito posterior.

É especialmente entre Evangélicos e Carismáticos que a palavra “tradição” é considerada um termo depreciativo, a tradição é rotulada como algo “carnal,” “espiritualmente morta,” “destrutiva,” “legalista.” Para o protestante que lê o Novo Testamento, a Bíblia condena a tradição como algo oposto à Bíblia. A imagem que eles têm dos cristãos primitivos é de que eles eram como os Evangélicos ou Carismáticos do século XX! Para eles é inconcebível que os cristãos primitivos possuíssem uma louvação litúrgica, ou que eles tinham adquirido qualquer tradição — acreditam que isso ocorreu somente após a Igreja ter sido “corrompida,” é assim que imaginam que tais coisas entraram na Igreja. É um sopro de vida para estes protestantes (assim como para mim) quando eles estudam a Igreja primitiva e os escritos dos primeiros Padres, e começam a sentir algo diferente do que sempre imaginaram ou foram conduzidos a pensar. Por exemplo, os cristãos primitivos não levavam suas Bíblias para a Igreja em cada domingo de estudo da Bíblia, devido ao longo tempo para se fazer uma cópia, e poucos possuíam suas próprias cópias da Bíblia. Ao invés disso, as cópias da Bíblia eram mantidas por pessoas designadas pela Igreja, que ficavam num local da Igreja destinado à louvação. Além de que, os cristãos não possuíam cópias do Velho Testamento, e muito menos do Novo Testamento (que não foi terminado antes do final do Primeiro Século, e não em sua forma canônica até o Quarto Século). Isto não é o mesmo que dizer que os cristãos primitivos não estudavam a Bíblia — eles estudavam, mas como um grupo, e não individualmente. E em grande parte do Primeiro Século, os cristãos estavam limitados em estudar apenas o Velho Testamento. Assim, como eles sabiam dos Evangelhos, dos ensinamentos de Cristo, de como louvar, em que acreditar sobre a natureza de Cristo, etc.? Eles possuíam apenas a Tradição Oral dos Apóstolos, os ensinamentos dos Apóstolos, especialmente durante a virada do primeiro século. Depois as gerações futuras tiveram acesso às Escrituras dos Apóstolos pelo Novo Testamento, mas a Igreja primitiva foi totalmente dependente da Tradição Oral para ter conhecimento da Fé Cristã.

Esta dependência da Tradição é descrita em vários lugares do Novo Testamento. Por exemplo, quando São Paulo exorta os Tessalonicenses: “Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai as tradições que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa” (II Tessalonicenses 2:15).

A palavra traduzida como “tradição” é a palavra grega “paradosis” — que é traduzida de maneira diferente em algumas Bíblias protestantes, mas é a mesma palavra que os Ortodoxos Gregos usam para falar da Tradição, e poucos estudantes competentes da Bíblia discutiram seu significado. A própria palavra significa literalmente “meio por qual algo é transmitido,” sendo a mesma palavra utilizada negativamente para os falsos ensinamentos dos Fariseus (Marcos 7:3-8) e referida também para a autoridade de um Cristão para ensinar (I Coríntios 11:2. II Tessalonicenses 2:15). Qual a diferença entre a tradição dos Fariseus e a Tradição aprovada pela Igreja? A Fonte! Cristo deixou bem claro qual era a fonte das tradições dos Fariseus, quando a chamou de “tradição dos homens” (Marcos 7:8). São Paulo faz outras referências às tradições: “Eu vos felicito, porque em tudo vos lembrais de mim, e guardais as minhas tradições (paradoseis), tais como eu vo-las transmiti” (I Coríntios 11:2), mas onde ele adquiriu estas tradições anteriores? “Eu recebi do Senhor o que vos transmiti (paredoka): que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão” (I Coríntios 11:23). Assim a Igreja Católica recorre ao falar da Tradição Apostólica: “entregue (paradotheise) de uma vez para sempre aos santos” (Judas 3). Sua fonte é o Cristo, que a entregou diretamente aos Apóstolos, com tudo aquilo que Ele disse e fez, como o que está escrito: “nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever” (João 21:25). Os Apóstolos entregaram este conhecimento para toda a Igreja, e a Igreja, tornou-se a “coluna e sustentáculo da verdade” (I Timóteo 3:15).

O testemunho do Novo Testamento é claro neste ponto: os cristãos primitivos receberam as Tradições escritas e orais pelos Apóstolos de Cristo. Da Tradição escrita eles possuíam apenas fragmentos — uma igreja local possuía uma Epístola, outra um Evangelho. Os escritos foram reunidos gradualmente, e colocados no livro que se tornou o Novo Testamento. E como os cristãos primitivos sabiam quais eram os livros autênticos e quais não eram — já que havia numerosas epístolas e evangelhos espúrios reivindicados por hereges como escritos dos Apóstolos? Foi a Tradição Apostólica oral que ajudou a Igreja nesta tarefa.

Se a Igreja perder a pura Tradição Apostólica, a Verdade deixa de ser a Verdade — pois a Igreja é a coluna e o sustentáculo da Verdade (I Timóteo 3:15). A crença protestante sobre a história da Igreja, de que a Igreja caiu em apostasia durante o período de Constantino até a Reforma, deixou estes e muitos outros trechos da Bíblia sem sentido. Se a Igreja deixa de existir, mesmo que por um dia, os portões do inferno a venceram naquele dia. Se o caso fosse este, Cristo teria descrito de maneira diferente a Igreja na parábola da semente de mostarda (Mateus 13:31-32), Ele deveria ter falado que no lugar da semente uma nova semente teria brotado mais tarde — mas ao invés disso, Ele usou a figura de uma semente de mostarda que começa pequena, mas cresce continuamente e se torna a maior planta do jardim.

Sobre esta posição, deveria ter existido algum grupo verdadeiro de fiéis protestantes, que sobreviveram durante mil anos nas cavernas, mas onde está a evidência deles? Os Waldensianos, que são apontados como seus precursores por todas as seitas, dos Pentecostais às Testemunhas de Jeová, não existiam antes do século XII. Eles dizem que estes verdadeiros fiéis sofreram valentemente as ferozes perseguições dos romanos e que se esconderam nas colinas até quando o Cristianismo tornou-se uma religião legal. E isso pode até parecer possível, se comparado com a noção de que um grupo tenha sobrevivido por mil anos sem deixar nenhum rastro de evidência histórica sobre sua existência!

A Sola Scriptura é uma grande avalanche iniciada pela Reforma Protestante e que ao longo do tempo por onde passa (onde é aceita) vai destruindo os principais fundamentos do Cristianismo Apostólico. Ela caminha para a destruição total da Fé. Para atestar isso basta compararmos a grande diferença entre a fé Reformada e a fé Pentecostal, por exemplo. Os Reformadores tinham catecismos, criam na necessidade dos sacramentos, batizavam as crianças, reconheciam Santa Maria como Mãe de Deus. E hoje será que é possível encontrar tal credo entre os Pentecostais? O protestantismo ao abandonar a Eclesiologia Apostólica (conceito que crê que a Igreja de Cristo é Visível, possui Governo, que é Mãe e Mestra dos Cristãos, que surge de Deus e vem até os fiéis, etc.) colocou em seu lugar o relativismo. Não é sem motivo que muitos protestantes estão a caminho do fenômeno então chamado “A Fé sem Religião” ou “Deus sem Religião”.

Você pode imaginar que o sistema de crenças Protestante tem como sua principal doutrina a teoria de que somente a Bíblia possui autoridade em assuntos de Fé, buscando provar que esta doutrina tem seus próprios critérios. A pessoa provavelmente espera que os protestantes mostrem diversos textos da Bíblia que prove esta doutrina — que é a base de toda a doutrina protestante. A pessoa espera dois ou três textos sólidos, que apresentam claramente esta doutrina — dizem eles da Bíblia: “Pelo depoimento de duas ou três testemunhas se resolve toda a questão” (II Coríntios 13:1). Contudo, como o menino da fábula que teve que mostrar que o Imperador estava nu, tenho que mostrar que não há um único verso na Bíblia em sua totalidade que comprove a doutrina da Sola Scriptura. Não há nada que comprove isso. Ah sim, há inúmeros lugares da Bíblia que falam de sua inspiração, autoridade e utilidade — mas não há um lugar da Bíblia que ensine que somente a Bíblia é autorizada a seus fiéis. Se tal ensinamento estivesse pelo menos implícito, os Pais da Igreja teriam seguramente ensinado esta doutrina, mas qual Santo Padre ensinou tal coisa? Por isso que o ensinamento fundamental do Protestantismo é autodestrutivo, contradiz a si mesmo.

A doutrina da Sola Scriptura não é apenas não ensinada pela Bíblia —ela contradiz a Bíblia especificamente (já discutimos isso), que ensina que a Santa Tradição também está ligada ao Cristianismo (II Tessalonicenses 2:15; I Coríntios 11:2).

Talvez a Bíblia Sagrada seja o ápice da Santa Tradição da Igreja, mas a grandiosidade da elevada altura em que a Bíblia subiu depende da grande montanha em que ela está firmada. Retirada de seu contexto, da Santa Tradição, a pedra sólida da Bíblia torna-se uma mera bola de barro, que pode ser moldada facilmente por qualquer modelador que assim desejar. Não é nada honroso distorcer e abusar da Bíblia, mesmo que isso seja feito em nome de sua autoridade.

Alessandro Lima
Fonte: Veritatis Splendor

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Indefectibilidade da Igreja, Santa Inquisição, Reforma Protestante… Tudo isso em uma só acusação. Ou: um comentário cheio de erros.


Abaixo segue o comentário de um leitor no post “Três dicas para orar em línguas“, que é o post de maior acesso do blog, e em seguida minha resposta.

Rogério|Enviado em 19/09/2012 as 8:27 pm 

“Ela é e sempre foi santa, sem nenhuma mancha?” Você realmente acredita nisso que disse? E a inquisição? e a cobrança de indulgências que culminaram com a reforma protestante? E quanto aos inúmeros queimados vivos por contrariarem interesses de uma elite que se dizia voz de Deus? Amigo, eu sei que você tem seus motivos para discordar da oração em línguas, mas cuidado para, na sua “boa intenção”, não acabar falando mal do Espírito Santo! A igreja, na sua caminhada cometeu erros, inclusive reconhecidos pelos papas João XXIII e Bento XVI… E se cremos na soberania de Deus, porque Ele permitiu a reforma? Outra coisa, Lutero só não é considerado santo porque “aqueles que escolhem” quem será santo não dariam esta honra ao cara que ousou reformar a igreja! Repense seus exageros e rancores… Deixe Deus ser Deus e aceite o fato de que nem todas as coisas você vai compreender com a razão e sim com a fé!

Resposta

Olá Rogério, a paz de Jesus e o amor de Maria!
Sim, a Igreja é Santa e sem mácula sim. Do contrário não rezaria “creio na Santa Igreja Católica”. E isto não é tão difícil de se conceber. Sendo a Igreja o Corpo Místico de Cristo[1], e Cristo sendo Deus[2], e Deus sendo Perfeito[3], consequentemente sua Igreja também será perfeita visto que a Sua Santa Cabeça, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, a santifica e mantém Santa com o auxílio do Espírito Santo[4]. Seriam incompetentes, Nosso Senhor e o Espírito Santo, se não fossem capazes de manterem Santa e Imaculada Sua Santa Igreja, e, convenhamos, para Deus nada é impossível[5], logo, a Santa Igreja Católica é sim Santa e santificadora.
A Santa Inquisição, caro leitor, ainda hoje existe, só que com outro nome: Congregação para a Doutrina da Fé. E engana-se o senhor que ela tenha sido isto que é pintado para você. Saiba que:

“Hoje em dia, os historiadores já não utilizam o tema da inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja. Diferentemente do que antes sucedia, o debate se encaminhou para o ambiente histórico com estatísticas sérias” (Historiador Agostinho Borromeo, presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos: AS, 1998).[6]

Quais são suas fontes históricas para basear suas afirmações Rogério?
Nunca nem um papa reconheceu erro algum da Igreja, e mais uma vez você carece de citar fontes ou citações. Aqui não tem espaço para mentira senhor Rogério. Já sua interrogação “afirmativa” sobre a permissão de Deus para que a Reforma Protestante existisse estaria incluída na mesma questão de por que Deus permite que exista maldade no mundo. Uma das razões seriam para provar a fé dos bons, e o primeiro que caiu foi Lutero, que não tem nada de santo coisíssima nenhuma.
Ele sempre foi partidário da mentira:

“Que mal pode causar se um homem diz uma boa e grossa mentira por uma causa meritória e para o bem da Igreja (luterana).” (Grisar, Hartmann, S.J., Martin Luther, His life & work, The Newman Press, 1960- pág 522)[7]

“Eu fui monge, eu queria seriamente ser piedoso. Ao invés, eu me afundava sempre mais: eu era um grande trapaceiro e homicida” (WAW, 29, 50, 18)[8]

“Eu aqui me encontro insensato, e endurecido, ocioso e bêbado de manhã à noite… Em suma, eu que devia ter fervor de espírito, tenho fervor da carne, da lascívia, da preguiça e da sonolência”[8]

É esse o cara que você quer canonizar? Ainda bem que “aqueles que escolhem” não pensam como você.
Sinceramente Rogério, repense seus exageros e rancores, deixe Deus ser Deus e não ser seu umbigo. Lembre-se que razão e fé sempre andam juntas:

“Porém, ainda que a fé esteja acima da razão, não poderá jamais haver verdadeira desarmonia entre uma e outra, porquanto o mesmo Deus que revela os mistérios e infunde a fé dotou o espírito humano da luz da razão; e Deus não poderia negar-se a si mesmo, nem a verdade jamais contradizer a verdade.” (Catecismo da Igreja Católica §159)

___________________
[1]”pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador”. (Ef 5,23)
[2]”Eu e o Pai somos um”. (Jo 10,30)
[3]”Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito”. (Mt 5,48)
[4]”E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco”. (Jo 14,16)
“Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito”. (Jo 14,26)
“Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim”. (Jo 15,26)
[5] “porque a Deus nenhuma coisa é impossível”. (Lc 1,37)
[6] A Inquisição exterminou 30 milhões de pessoas?
[7] Lutero: um campeão da verdade!
[8] Martinho Lutero, homicida e suicida

A história do protestantismo


Hoje vamos revelar o que é o Protestantismo,

de onde vem, quem o fundou, o que alguns tem escondido,

restaurando a verdade que a má fé tem distorcido.

 

Foi no século 16 que essa fé apareceu,

em terras da Alemanha onde cresce o povo ateu,

que fez duas grandes guerras e matou muito judeu.

 

Lutero, monge católico
antes de se rebelar,
viu que um monge safado
cobrava pra perdoar
desobedecendo o Papa,
querendo avacalhar.

 

Lutero fez umas teses para o Papa defender,

o cobrador foi punido, de desgosto foi morrer,

Lutero ficou famoso,começou aparecer. 

 

Juntou-se com os burgueses, ia pra devassidão,

pegou doença venérea,bebia que só o Cão.

Começou zombar do Papa fazendo agitação.

 

Por dois anos foi chamado pra disso ter o perdão,

mas queimou em arruaça toda essa convocação

e fundou por conta própria a sua religião.

Era o Protestantismoa fé que ele inventou,

pra dividir a de Cristo que numa cruz suspirou.

Era a vez de um cachaceiro se passar por redentor.

Dizia, nessa eu mato quantas pessoas quiser,

mesmo assim eu estou salvo porque só basta ter fé.

Quem quiser se batizar luterano agora é.
 

Dos mandamentos de Deus tirou o “não matarás”.

Só falava em matar à espada seus rivais,

sempre a pronunciar o nome do Satanás.

Foi Lutero quem botou na cuca dos alemães

que judeu tem que morrer, lhe tomar a possessões.

Mais tarde veio o Nazismo dizimando seis milhões.

Aliado a devassos príncipes da região,

Lutero roubou igrejas para fazer pregação

e casou-se com uma freira que não valia um tostão.

Tanto insultou o Papa que findou excomungado.

Insuflou os camponeses, fez um fuzuê danado,

que os burgueses seus amigos ficaram desconfiados.

 

Ele então pra corrigir a confusão que criou,

ordenou que dizimassem quem de trabalhar parou,

mataram mais de 100 mil porque Lutero mandou.

A Bíblia ele pegou fez a sua tradução

distorceu três mil palavras, em meio a profanação,

ele tirou sete livros negando a inspiração.

Já a carta de Tiago ele cogitou tirar,

o livro de Apocalipse vivia à criticar,

até pros dez Mandamentos ele disse é bom cegar.

Vez em quando ele pensava: “Será que tô com razão?

Ou será que tô levando pro inferno a multidão?”

E seguiu plantando ódio e fazendo divisão.

E já tendo seis esposas começou a ter visão,

Satanás aparecia sempre lhe dando instrução,

dizendo tire a Missa da sua religião.

Num debate teológico Johann Eck o derrotou;

Erasmo de Roterdã de falsário lhe tachou;

seus escritos, disse Zwinglio, foi Satanás que ditou.

Certa vez ele cansado de escrever tanta instrução

jogou o vidro de tinta justo na cara do Cão,

a parede foi melada guardando a comprovação.

Ele chamava “Reforma” a igreja que inventou.

Se reforma o que existe, no seu caso ele criou.

Com esse papo malandro muito tolo ele enganou.

Chamou Cristo de “adultero” e de Deus fez gozação.

Disse que Deus era “estúpido” e Jesus um beberrão.

Ansiava morrer logo pra ir viver com o Cão.

Lutero, Melanchton, e Bucero, protestantes,

só para satisfazer príncipes simpatizantes

pregaram a poligamia que Jesus proibira antes.

O jurista Carpzov que era seu seguidor,

pegou vinte mil mulheres e na fogueira queimou

dizendo que eram bruxas e disso se orgulhou.

O Calvino e o Zwinglio começaram se afastar

pra fundar suas igrejas e cada vez dispersar.

O líder anabatista Lutero mandou matar.

Luteranos incitados pela sua pregação

fizeram um saque a Roma matando a população,

estupraram, esfaquearam de criança a ancião.

Quando o rei Henrique oitavo quis de novo se casar

já tendo sido casado viu o Papa lhe barrar,

correu pra ser protestante, outra igreja foi fundar.

E mandou matar os padres na fogueira ou enforcado,

obrigou todo católico ser protestante forçado,

se apoderou das igrejas sobre o sangue derramado.

Um milhão morreu de fome no exílio que ele impôs.

Na Escócia quem foi padre não podia ser depois

e os bispos da Suécia mandou degolar os dois.

 

Calvino matou quinhentos em Genebra, cozinhados.

O Dr. Miguel Servet por ele morreu tostado

e proibiu jogo e dança dizendo que era pecado.

A fogueira protestante não teve comparação,

na Inglaterra queimaram as bruxas de multidão.

Na Suécia até criança queimaram sem dar perdão.

No Brasil, os Calvinistas chegando pra esse lado,

encontrando os Jesuítas matou tudo degolado,

Inácio de Azevedo morreu rezando espetado.

Também em Canguaretama e São Gonçalo do Amarante,

houve uma grande chacina feita pelos protestantes,

dizimaram cem católicos, dois padres e seus orantes.

Zwinglio disse que Lutero é boca de Satanás.

Lutero odiava Zwinglio, a Calvino e tem mais:

o rei Henrique oitavo os via como rivais.

Lutero desesperado vendo a coisa desandar

previu que cada cabeça uma igreja ia fundar.

Vendo a sua esvaziar-se começou a praguejar.

E a fraqueza de Lutero começava dar sinais,

sua igreja de areia caía nos vendavais,

a vida de excomungado já não agradava mais.

 

Após se embriagar lamentando seu destino,

Lutero morreu botando pra fora os intestinos,

foi assim que teve fim esse blasfemo assassino.

 

Os protestantes herdaram dele a dissimulação,

hoje vendem suas mortes como da Inquisição,

pondo a culpa na Igreja fazendo uma distorção.

Inquisição não é morte, era uma indagação

feita somente a católico com fé em contradição.

A Igreja ou perdoava ou lhe dava excomunhão.

Hoje o Protestantismo é quem mais produz ateu.

Onde ele liderava A Igreja o bateu.

Os países miseráveis por enquanto é ninho seu.

Durkheim diz: entre os credos do mundo e por região,

na taxa de suicídio o protestante é campeão.

O cordel aqui termina com essa revelação.

 

Fim.
.
Fontes pesquisadas:

1. Funk Brentano,Conversas a Mesa Martim Lutero, Casa Editora Vecchi – 1956 – R.J.- Propôs de Tables – no. 1472, ed. De Weimar II.107

2. Why the Jews? The reason for anti-Semitism [Por que os Judeus: A causa do anti-semitismo] (Nova York: Simon & Shuster, 1983), p. 107.)

3. Benedict Carpzov, Practica Nova Rerum Criminalium Imperialis Saxonica in Tres
Partes Divisão, Wittenberg, 1635.

4. ( Westminster Review, Tomo LIV, p. 453 )

5. (Carta a Melanchthon, 1 de agosto de 1521 (American Edition, Luther’s Works, vol. 48, pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963).

6. A Reforma Protestante, Pgna 203, 7ª edição, em IRC. 1958.

7. B. Bekker, De betoverde wereld, Amsterdã, p. 576-587; trad.: Le monde enchaté, 6 vols. Paris, 1964.

8. Pfanneri. Hist. Pacis Westph. Tomo I e seguintes, 42 apud Doellinger Kirche und Kirchen, p. 55.

9. Luigi Giovannini e M. Sgarbossa in Il santo del giorno, 4ª ed. E.P, pg 224, 1978.

10. “História do anti-semitismo”, de Leon Poliakov.

11. VEIT, Valentim, História Universal, Livraria Martins Editoras, SP, 1961, Tomo II, pp. 248-249.

12. Henry Charles Léa, A History of the inquisition of the Middle Ages, 3 vols. Nova Yorque, Happer, 1888, principalmente vol. I, pp. 137ss; tradução de Salomon Reinach, Historie de L’Inquisition au Moyen-Áge. Ouvrage traduit sur l’exemplaire revu et corrigé de l’auter, 3 vols., Paris, 1900-2 vol. 3.

13. Durkheim, 1982:115
http://www.webartigos.com/articles/3752/1/suicidio/pagina1.html

Resposta a [Frutos do “Livre Exame” Protestante]


Queridos leitores, a paz de Jesus e o amor de Maria!

Publicamos os comentários feitos por um leitor protestante ao post Frutos do “Livre Exame” Protestante, e logo após a nossa resposta.

 

LEITOR PROTESTANTE

Caríssimo Moisés,você manifestou sua opinião acerca dos protestantes e eu gostaria de lhe fazer algumas perguntas acerca do assunto.A primeira: Quem lhe disse que a única instituição que tem Continue lendo »

Frutos do “Livre Exame” Protestante


          

Pra quem não sabe, o livre exame, é uma das teses do herege Lutero, que o mesmo inventou em sua revolta contra a Igreja de Jesus Cristo. Dentre outras teses, e resumidamente falando sobre esta (o livre exame), ele ensina que todo cristão é inspirado pelo Espírito Santo ao ler a Sagrada Escritura, e que não precisa de ninguém que o oriente e que cada interpretação dali retirada é válida (pelo fato deste estar “inspirado” pelo Espírito Santo). Ora, sabemos que o Espírito Santo não se contradiz (isso é impossível para Deus), então por que será que cada denominação protestante (pra dizer seita protestante mesmo) tem sua própria interpretação da Bíblia e cada uma diferente das outras? Será que o Espírito Santo se contradiz, ou será que o espírito que anima a interpretação dos protestantes não é o Santo? E se não é o Espírito Santo, de quem é o espírito que gera dúvidas, erros e divisões?

Continue lendo »

Devemos pregar Jesus e não Igreja! O que tem de verdade nesta frase?


Autor: JESUS, Leandro Martins de. Apostolado Veritatis Splendor: LEITOR PERGUNTA SOBRE “PREGAR JESUS” E NÃO IGREJA… . Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5384. Desde 24/12/2008.

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Gostaria de saber o que significa esse termo, Já que alguns protestantes dizem que não pregam religião e sim a Bíblia (Jesus Cristo).

Devo seguir religião ou Igreja? Gostaria de uma explicação sobre os dois temas, já que por diversas vezes escuto os nossos irmãos separados dizer eu prego a bíblia não religião. Eu anuncio Jesus Cristo e não sigo doutrinas de homens. Também queridos irmãos, tenho um amigo que se diz católico e que falou que a Igreja é muito dogmática, ele disse não concordar com isso. Gostaria de poder fazê-lo entender a questão dos dogmas; para isso preciso da vossa ajuda. Peço que envie algum material de estudo para que eu possa apresentar a ele.

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Caro Brito,

Que a graça e a paz de Nosso Senhor e salvador Jesus Cristo esteja conosco!

Os protestantes tem uma visão distorcida da realidade da Igreja. Para eles, a Igreja é uma mera comunidade de cristãos, sem caráter sacramental, dessa forma, para justificar essa multiplicidade de comunidades (igrejas), eles afirmam não pregar uma religião, igreja, mas Jesus Cristo.

É de se notar que os protestantes estão em tremenda contradição!     Continue lendo »

Martinho Lutero, homicida e suicida


Martinho Lutero, homicida e suicida

 

Eis alguns dados históricos da triste vida do fundador do protestantismo, e do fim trágico de seu fim trágico, depois de uma de suas muitas bebedeiras serestais com príncipes amigos.

Martinho Lutero nasceu em Eisleben, na Saxônia (Alemanha) em 1483, e pôs fim à próprio vida em 1546, cerca de 25 anos após a sua revolta contra a Igreja de Nosso Senhor. Sua mãe Margarida foi muito religiosa, porém, muito supersticiosa e dada a bruxarias e encantamentos, o que influiu muito no comportamento do filho. O jovem Lutero, depois de seus estudos de humanidades nas escolas locais de Mansfeld, foi estudar filosofia e direito na Universidade de Erfurt, onde se formou, no ano de 1505. Em junho deste ano entrou para o Convento dos Agostinianos, “não por vocação, mas por medo da morte”. Ele mesmo falou várias vezes desse “medo da morte” que determinou a sua entrada na religião, como o veremos.

LUTERO HOMICIDA

O Dr. Dietrich Emme, em seu livro: “Martinho Lutero – sua juventude e os seus anos de estudos, entre 1483 e 1505”, Bonn, 1983, afirma que Lutero entrou no Convento só para não ser submetido à justiça criminal, cujo resultado teria sido, provavelmente, a pena de morte, por ter matado em duelo um seu colega de estudos chamado Jerônimo Buntz. Daí o seu “medo da morte” ao qual se referia freqüentemente. Então um amigo o aconselhou a se refugiar no Convento dos Eremitas de Santo Agostinho, que então gozava do direito civil de asilo, que o colocava ao abrigo da justiça. Foi aí que se tornou monge e padre agostiniano.

Lutero parecia ter-se convertido. Mas não. Sempre perturbado e contraditório, ele se declara réu confesso em uma prédica em 1529: “Eu fui monge, eu queria seriamente ser piedoso. Ao invés, eu me afundava sempre mais: eu era um grande trapaceiro e homicida” (WAW, 29, 50, 18). E um discurso transcrito por Veit Dietrich, afirma: “Eu me tornei monge por um desígnio especial de Deus, a fim de que não me prendessem; o que teria sido muito fácil. Mas não puderam porque a Ordem se ocupava de mim” (isto é, os superiores do Convento o protegiam) (WA Tr 1, 134, 32). Portanto, Lutero foi réu de um homicídio que cometeu quando era estudante em Erfurt. E segundo os seus biógrafos, o motivo teria sido despeito por ter o seu colega obtido melhor nota nos exames.

LUTERO ÉBRIO E ÍMPIO

Ele o confessa: “Eu aqui me encontro insensato, e endurecido, ocioso e bêbado de manhã à noite… Em suma, eu que devia ter fervor de espírito, tenho fervor da carne, da lascívia, da preguiça e da sonolência”. No entanto, chamava o Papa de “asno”.

Sobre a oração dizia: “Eu não posso rezar, mas posso amaldiçoar. Em lugar de dizer ‘santificado seja o vosso nome’, direi: ‘maldito e injuriado seja o nome dos papistas…, que o papado seja maldito, condenado e exterminado’. Na verdade é assim que rezo todos os dias sem descanso”.

Sobre os mandamentos, dizia: “Todo o Decálogo deve ser apagado de nossos olhos, de nossa alma e de nos outros tão perseguidos pelo diabo… Deves beber com mais abundância, e cometer algum pecado por ódio e para molestar ao demônio…”. Lutero não só afirmava que as boas obras nada valem para a salvação como as amaldiçoava.

Mas sobre o pecado, ele dizia: “Sê pecador e peca fortemente, mas crê com mais força e alegra-te com Cristo vencedor do pecado e da morte… Durante a vida devemos pecar”.

Sobre a castidade, Lutero incentivou os monges, sacerdotes e religiosas a saírem de seus Conventos e se casarem. “O celibato – dizia – é uma invenção maldita”“Do mesmo modo que não posso deixar de ser homem, assim não posso viver sem mulher”.

Sobre a Virgem Maria, “a caneta” recusa a escrever as blasfêmias que proferiu contra a sua pureza (originalmente este texto foi publicado em forma de folheto, Nota do Editor).

Sobre Jesus Cristo, afirma que “cometeu adultério com a samaritana no poço de Jacó, com a mulher adúltera que perdoou…, e com Madalena…”.

Sobre Deus: “Certamente Deus é muito grande e poderoso, bom e misericordioso…, mas é muito estúpido; é um tirano”.

Seu último sermão em Wittenberg, em maio de 1546, foi um furioso ataque contra o Papa, o sacrifício da Missa e o culto a Nossa Senhora.

LUTERO SUICIDA

Lutero tinha um temperamento extremamente mórbido e neurótico. Depois de sua revolta contra a Igreja, a sua neurose atingiu os limites extremos. Estudos especializados lhe atribuem uma “neurose de angústia gravíssima”, do tipo que leva ao suicídio (Roland Dalbies, em “Angústia de Lutero”).

O suicídio de Lutero é afirmado tanto por católicos como por protestantes. Eis o depoimento do seu criado, Ambrósio Kudtfeld, que mais tarde se tornou médico:

“Martinho Lutero, na noite que antecedeu a sua morte, se deixou vencer por sua habitual intemperança, e com tal excesso, que fomos obrigados a carregá-lo totalmente embriagado, e colocá-lo em seu leito. Depois nos retiramos ao nosso aposento sem pressentir nada de desagradável. Pela manhã voltamos ao nosso patrão para ajudá-lo a vestir-se, como de costume. Mas, que dor! Vimos o nosso patrão Martinho pendurado de seu leito e estrangulado miseramente.

“Tinha a boca torta e a parte direita do rosto escura; o pescoço roxo e deformado. Diante de tão horrendo espetáculo, fomos tomados de grande terror. Corremos sem demora aos príncipes, seus convidados da véspera, para anunciar-lhes aquele execrável fim de Lutero. Eles ficaram aterrorizados como nós. E logo se empenharam com mil promessas e juramentos, que observássemos, sobre aquele acontecimento, eterno silêncio, e que colocássemos o cadáver de Lutero no seu leito, e anunciássemos ao povo que o ‘Mestre Lutero’ tinha improvisamente abandonado esta vida”.

Este relato do suicídio de Lutero foi publicado em Anversa, no ano de 1606, pelo sensato Sedúlius. Dois médicos comprovaram os sintomas de suicídio relatados pelo seu doméstico Kudtfeld. Foram eles Cester e Lucas Fortnagel. As informações desse último foram publicadas pelo escritor J. Maritain, em seu livro: “Os Três Reformadores”. Nesse livro o autor oferece ainda uma impressionante lista de amigos e companheiros de Lutero que se suicidaram.

Portanto, irmãos separados da Igreja Católica por esse falso e ébrio reformador, abram os olhos, e voltem à verdadeira Igreja de Jesus Cristo. É fácil de reconhecê-la. Está claro nos Santos Evangelhos que a verdadeira Igreja de Cristo é uma só (Mt. 16, 16). E o que aí lemos: “Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja. (Cf “Folhetos Católicos” – nº 1).

Inútil imaginar que Cristo apontava para Si quando falava a Pedro. Sabemos que Cristo é a “Pedra Angular” principal da sua Igreja. Mas Ele tornou a Pedro participante dessa sua condição. Suas palavras “são palavras de vida e de verdade”. Só Ele, como único Mediador “de Redenção” (1 Tim 2, 5-6), pôde fundar, e realmente fundou a sua única e verdadeira Igreja tendo também por fundamento visível, neste mundo, a Pedro e seus sucessores, os Papas. Como há um só Senhor, uma só Fé, um só batismo (E.F. 4, 5), também uma só tem que ser a Igreja desse único Senhor. É a Igreja dos primeiros cristãos, é a Igreja dos mártires, é a Igreja católica de sempre, a única que é Apostólica, porque é a única que vem desde os Apóstolos.

É a única que existiu desde Cristo e dos Apóstolos até Lutero, e até hoje, e que existirá “até o fim dos séculos” (Mt 28, 28-30). Ao passo que as dos protestantes são “uma legião”. Elas começaram a partir desse falso reformador, no ano 1521, que foi o primeiro a se atrever a fazer o que só Deus pode fazer: fundar uma religião. A 1ª das religiões dessa “legião” de igrejas chamou-se igreja luterana. Mas, já no tempo de Lutero, alguns luteranos imitaram o seu mau exemplo.

Assim, Calvino fundou o calvinismo em Genebra. Logo surgiram os anabatistas, os anglicanos, os batistas, os metodistas, etc.etc. (Cf. “Folhetos Católicos”, nº 14). Calcula-se hoje em vários milheiros o número de seitas oriundas dos erros luteranos. E hoje a sua nova versão, com as suas “Lojas da bênção”, praticando um verdadeiro curandeirismo de Bíblias na mão. A má semente semeada pelo ébrio e neurótico monge continua a produzir seus maus frutos.

Mas a tentação de se pretender reformar a irreformável obra de Nosso Senhor Jesus Cristo, a sua Igreja, continua. E até nos meios católicos ditos progressistas, se está pretendendo reformar, não os homens da Igreja, mas a própria Igreja. Eles se assemelham hoje aos “católicos reformados” dos tempos de Lutero, com a sua falsa reforma. No entanto, a Bíblia afirma que a única Igreja de Cristo, em si mesma, “é… santa e imaculada” (Ef. 5, 27).

Nota: Os dados desse folheto são de “Martinho Lutero, homicida e suicida”, Pe. Luigi Villa, rev. “Chiesa Viva”, nº 258, Brescia, Itália; e de “Lutero”, Pe. Pedro de I. Muños, rev. “Tradicion Católica”, nº 137, Barcelona, Espanha.

Dom Licínio Rangel

Campos/RJ

Avulsos “Fé íntegra”, nº 09.

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