“A Virgem participou do mistério pascal, no sofrimento, estando de pé junto à cruz”


Palavras do Bispo Diocesano de Iguatu, D. Edson de Castro sobre o mês de maio.

Nossa_Senhora

Diocese de Iguatu |O mês de maio é dedicado a Maria pela devoção popular por gestos de piedade filial como a recitação do rosário, a ladainha e a coroação de sua imagem. Convém inserir tais atos no tempo pascal como faz a saudação mariana, recitada no lugar do Angelus: “Rainha dos céus, alegrai-vos, aleluia! Pois o Senhor que merecestes trazer em vosso seio, aleluia, ressuscitou como disse, aleluia. Rogai a Deus por nós, aleluia”.

A Virgem participou do mistério pascal, no sofrimento, estando de pé junto à cruz, e na alegria das aparições, acolhendo o testemunho dos discípulos, dos apóstolos e especialmente das discípulas, que “voltaram do túmulo, anunciaram tudo isso aos Onze, bem como a todos os outros” (Lc 24,9). Ela vivenciou esse clima das aparições, inserida na Igreja nascente.

As Escrituras não dizem que Jesus Ressuscitado apareceu a sua Mãe. É possível supor, pois, que apareceu a vários não nomeados (1Cor 15, 5-8). No entanto, Santo Inácio de Loyola pôs na quarta semana dos seus Exercícios Espirituais como primeira contemplação: como Cristo nosso Senhor apareceu a Nossa Senhora em primeiro lugar. A imaginação criativa iluminada pela fé extasia-se no encontro da Mãe com o Filho. Excelente e proveitosa meditação!

Envolvida pelas alegrias pascais, a Virgem permaneceu junto aos apóstolos e discípulas, reunidos em oração no domingo de Pentecostes (At 1, 13-14). Aguardavam a promessa do Pai, o batismo com o Espírito Santo (At 1, 4-5). Com uma graça especial de intimidade com o Ressuscitado e com a nova recepção do Espírito Santo, ela conheceu de modo pleno o significado de tudo o que aconteceu em sua vida (cf. Jo 14, 26). Pode, agora, realizar sua solicitude materna em relação aos membros da Igreja recebidos como filhos e filhas.

Além de tudo, a verdade da Assunção afirma a glorificação de Maria em Cristo. Pio XII declarou que ”a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, depois de terminar o curso de sua vida terrena, foi elevada em corpo e alma à glória do céu”. Participa, portanto, da plenitude da Páscoa da ressurreição e reina com Cristo na glória.

O corpo de Maria é glorificado à semelhança do corpo de Jesus Ressuscitado. Para seu corpo feminino, vale o emprego das imagens, utilizadas por Paulo, para exprimir a novidade e a peculiaridade de todo corpo, transformado ou transfigurado: incorruptível, reluzente de glória, cheio de força, espiritual (1Cor 15, 42-44).

Celebrar a Páscoa de Cristo com a Páscoa de Maria é louvar a ambos e expressar o desejo da nossa “esperança da glória de Deus” (Rm 5, 2), sobre a qual Santo Irineu se referia nos seguintes termos: “a glória de Deus é que o homem viva, e a vida do homem é a visão de Deus”. Segue-se que tudo que fazemos e sofremos em Cristo contribuirá para nossa glorificação quando estivermos face a face ao Mistério.

Neste tempo pascal, pedimos ao Deus que alegrou o mundo com a ressurreição de seu Filho: “concedei-nos, por sua mãe, a Virgem Maria, o júbilo da vida eterna”. Com efeito, nossa esperança não é só para este mundo –que tenhamos dias melhores-  pois, o horizonte se alarga à perspectiva celeste, prêmio e dom, da visão beatífica de Deus.

Diferença de culto–dulia, hiperdulia e latria


Alguns protestantes confundem o culto que os católicos tributam aos santos com o culto que se deve a Deus. Para introduzir o assunto da intercessão dos santos é necessário esclarecer a diferença que existe entre os cultos de "dulia", "hiperdulia" e "latria".
Em grego, o termo "douleuo" significa "honrar" e não "adorar".
No sentido verbal, adorar (ad orare) significa simplesmente orar ou reverenciar a alguém.
A Sagrada Escritura usa o termo "adorar" em várias acepções, tanto no sentido de douleuo como de latreuo, como demonstrarei através da "Vulgata", Bíblia católica original e escrita em latim.
"Tu adorarás o teu Deus" (Mt 4, 10)
"Abraão, levantando os olhos, viu três varões em pé, junto a ele. Tanto que ele os viu, correu da porta da tenda a recebê-los e prostrando em terra os adorou" (Gn. 18,2).
Eis os dois sentidos bem indicados pela própria Bíblia: adoração suprema, devida só a Deus; adoração de reverência, devida a outras pessoas.
A Igreja católica, no seu ensino teológico, determina tudo isso com uma exatidão matemática.

A adoração, do lado de seu objeto, divide-se em três classes de culto:


1.
culto de latria (grego: "latreuo") quer dizer adorar – É o culto reservado a Deus
2. culto de dulia (grego: "douleuo") quer dizer honrar.


3.
culto de hiperdulia (grego: hyper, acima de; douleuo, honra) ou acima do culto de honra, sem atingir o culto de adoração.
A latria é o culto que se deve somente a Deus e consiste em reconhecer nele a divindade, prestando uma homenagem absoluta e suprema, como criador e redentor dos homens. Ou seja, reconhecer que ele é o Senhor de todas as coisas e criador de todos nós, etc.
O culto de dulia é especial aos santos, como sendo amigos de Deus.
O culto de hiperdulia é o culto especial devido a Maria Santíssima, como Mãe de Deus.
Alguns protestantes protestam dizendo que toda a "inclinação", "genuflexão", etc, é um ato eminentemente de "adoração", só devido à Deus.
Já demonstramos, com o trecho do Gênesis, que isso não procede. Todavia, para deixar mais claro o problema, devemos recordar que o culto de "latria" (ou de "dulia") é um ato interno da alma.

A adoração é, eminentemente, um ato interior do homem, que pode se manifestar de formas variadas, conforme as circunstâncias e as disposições de alma de cada um.
Os atos exteriores – como genuflexão, inclinação, etc -, são classificados tendo em vista o "objeto" a que se destinam. Se é aos santos que se presta a inclinação, é claro que se trata de um culto de dulia. Se é a Deus, o culto é de latria.
Aliás, a inclinação pode ser até um ato de agressão, como no caso dos soldados de Pilatos que, zombando de Nosso Senhor, "lhe cuspiram no rosto e, prostrando-se de joelhos, o adoraram" (Mc 15, 19).
A objeção protestante, dessa forma, cai por terra. Ou eles teriam que afirmar que havia uma "adoração" por parte dos soldados de Pilatos, o que é absurdo! Eles simulavam uma adoração (ou veneração ao "Rei dos Judeus), através de atos exteriores, mas seu desejo era de zombaria.

 

Fonte: http://arquidiocesedecampogrande.org.br/arq/formacao-igreja/fe-catolica/2988-diferenca-de-culto-latria-dulia-e-hiperdulia-.html

Frutos do “Livre Exame” Protestante


          

Pra quem não sabe, o livre exame, é uma das teses do herege Lutero, que o mesmo inventou em sua revolta contra a Igreja de Jesus Cristo. Dentre outras teses, e resumidamente falando sobre esta (o livre exame), ele ensina que todo cristão é inspirado pelo Espírito Santo ao ler a Sagrada Escritura, e que não precisa de ninguém que o oriente e que cada interpretação dali retirada é válida (pelo fato deste estar “inspirado” pelo Espírito Santo). Ora, sabemos que o Espírito Santo não se contradiz (isso é impossível para Deus), então por que será que cada denominação protestante (pra dizer seita protestante mesmo) tem sua própria interpretação da Bíblia e cada uma diferente das outras? Será que o Espírito Santo se contradiz, ou será que o espírito que anima a interpretação dos protestantes não é o Santo? E se não é o Espírito Santo, de quem é o espírito que gera dúvidas, erros e divisões?

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O “crente” que foi pro céu


O “crente” que foi pro céu (cordel)

 

“Tem um “crente” aqui no céu!!!”
E a confusão se deu,
todos perguntavam: “Onde???”
O alerta se ascendeu,
a milícia foi chamada
pra ver onde se escondeu.

 

Logo o Anjo Gabriel,
deu a ordem de prisão,
e a busca e captura
foi em toda direção,
a primeira testemunha
deu-lhes esta descrição:

 

“Ele era baixo e gordo,
tinha um paletó lascado”.
Logo o anjo desenhista
fez um retrato falado,
e no céu distribuiu
com a cara do safado.

 

E os anjos comentavam,
fazendo especulação:
“será o  Edir Macedo?
Ou a bispa Sônia, então?
Ou R.R. Soares,
com a sua enganação?”
Era grande o comentário
no meio da multidão.

 

Disse o apóstolo Paulo:
“aqui não pode entrar
os que são de divisão,
é bom deles se afastar,
esses não servem a Cristo,
existem pra dispersar”. …………………..(Rm 16,17-18)

 

Pedro disse: ”esses indoutos
de Escrituras na mão
pegam os pontos difíceis
fazem deles confusão
distorcendo as Escrituras
pra a própria perdição.” ———(2 Pd 3,16) Continue lendo »

Protestante reconhece a grandeza de Nossa Senhora – MONTFORT


Nome: Simone
Enviada em: 07/11/2003
Local: Recife – PE,
Religião: Protestante
Idade: 22 anos
Escolaridade: 2.o grau concluído

Olá Orlando a paz.

Estive conversando com um amigo meu que é católico, e ele disse algo interessante. Veja: a bíblia fala de muitas pessoas que cometeram erros. Até mesmo de Pedro, quando ele foi repreendido por Paulo por temer os da circuncisão.

Mas, a bíblia não fala sobre erros que maria possa ter vindo a cometer. Fala de muitos, mas com relação a Maria não vemos um registro sequer. Nas igrejas evangélicas fala-se muito nos apóstolos e coisas e tal, mas de maria fala-se pouco. Ela que foi uma mulher maravilhosa, exemplo de serva do Senhor. Um exemplo a ser seguido por todo cristão. Já vi muitas pessoas falarem mas não muuuuito. Ela sempre é lembrada, mas não tanto como outros. Sabe, aborreço-me quando falam que ela foi uma pessoa como outra qualquer. Ela foi especial!

Queria só deixar registrado aqui meu comentário, pois acho que os protestantes deveriam dar mais atenção a uma pessoa tão importante assim.

Fique na santa paz do Senhor.

Simone

RESPOSTA
Muito prezada Simone, salve Maria!Só posso louvá-la por sua carta que revela sua admiração por Nossa Senhora, a Mãe de Deus, e sempre Virgem Maria.

Você veja como o Evangelho conta que o anjo a saudou “Ave cheia de graça, o Senhor é contigo” (Luc., I,28). e note, prezada Simone, que essa e a única vez que um anjo saúda um ser humano. Normalmente, é claro, são os homens que saúdam os anjos, como você sabe que fez Abraão (Gen. XVIII).

E quando Maria foi visitar Isabel, esta a saudou dizendo-lhe:

“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto. Donde me vem esta dita que a Mãe de meu Senhor venha ter comigo” (Luc. I,43).

Por isso lhe digo, cara Simone, que a Mãe do Senhor, um dia, vá também até você.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Discurso aos bispos dos Regionais Sul 3 e 4 da CNBB


Venerados Irmãos no Episcopado,

Dou as boas-vindas e saúdo a todos e cada um de vós, ao receber-vos colegialmente no quadro da vossa visita ad limina. Agradeço a Dom Murilo Krieger as expressões de devotada estima que me dirigiu em nome de todos vós e do povo confiado aos vossos cuidados pastorais nos Regionais Sul 3 e 4, expondo também os seus desafios e esperanças. Ouvindo estas coisas, sinto elevarem-se do meu coração ações de graças ao Senhor pelo dom da fé misericordiosamente concedido às vossas comunidades eclesiais e por elas zelosamente conservado e arduamente transmitido, em obediência ao mandato que Jesus nos deixou de levar a sua Boa Nova a toda a criatura, procurando impregnar de humanismo cristão a cultura atual.

Referindo-me à cultura, o pensamento dirige-se para dois lugares clássicos onde a mesma se forma e comunica – a universidade e a escola –, fixando a atenção principalmente nas comunidades acadêmicas que nasceram à sombra do humanismo cristão e nele se inspiram, honrando-se do nome «católicas». Ora «é precisamente na referência explícita e compartilhada de todos os membros da comunidade escolar – embora em graus diversos – à visão cristã que a escola é “católica”, já que nela os princípios evangélicos tornam-se normas educativas, motivações interiores e metas finais» (Congr. para a Educação Católica, Doc. A escola católica, n. 34). Possa ela, numa convicta sinergia com as famílias e com a comunidade eclesial, promover aquela unidade entre fé, cultura e vida que constitui a finalidade fundamental da educação cristã.

Entretanto também as escolas estatais, segundo diversas formas e modos, podem ser ajudadas na sua tarefa educativa pela presença de professores crentes – em primeiro lugar, mas não exclusivamente, os professores de religião católica – e de alunos formados cristãmente, assim como pela colaboração das famílias e pela própria comunidade cristã. Com efeito, uma sadia laicidade da escola não implica a negação da transcendência, nem uma mera neutralidade face àqueles requisitos e valores morais que se encontram na base de uma autêntica formação da pessoa, incluindo a educação religiosa.

A escola católica não pode ser pensada nem vive separada das outras instituições educativas. Está ao serviço da sociedade: desempenha uma função pública e um serviço de pública utilidade, não reservado apenas aos católicos, mas aberto a todos os que queiram usufruir de uma proposta educativa qualificada. O problema da sua paridade jurídica e econômica com a escola estatal só poderá ser corretamente impostado se partirmos do reconhecimento do papel primário das famílias e subsidiário das outras instituições educativas. Lê-se no artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos do Homem: «Os pais têm direito de prioridade na escolha do gênero de educação a ser ministrada aos próprios filhos». O empenho plurissecular da escola católica situa-se nesta direção, impelido por uma força ainda mais radical, ou seja, a força que faz de Cristo o centro do processo educativo.

Este processo, que tem início nas escolas primária e secundária, realiza-se de modo mais alto e especializado nas universidades. A Igreja foi sempre solidária com a universidade e com a sua vocação de conduzir o homem aos mais altos níveis do conhecimento da verdade e do domínio do mundo em todos os seus aspectos. Apraz-me tributar aqui a mais viva gratidão eclesial às diversas congregações religiosas que entre vós fundaram e suportam renomadas universidades, lembrando-lhes, porém, que estas não são uma propriedade de quem as fundou ou de quem as freqüenta, mas expressão da Igreja e do seu patrimônio de fé.

Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55). Que, no âmbito dos entes e comunidades eclesiais, o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz.

Venerados Irmãos no episcopado, na união a Cristo precede-nos e guia-nos a Virgem Maria, tão amada e venerada nas vossas dioceses e por todo o Brasil. Nela encontramos, pura e não deformada, a verdadeira essência da Igreja e assim, através dela, aprendemos a conhecer e a amar o mistério da Igreja que vive na história, sentimo-nos profundamente uma parte dela, tornamo-nos por nossa vez «almas eclesiais», aprendendo a resistir àquela «secularização interna» que ameaça a Igreja e os seus ensinamentos.

Enquanto peço ao Senhor que derrame a abundância da sua luz sobre todo o mundo brasileiro da escola, confio os seus protagonistas à proteção da Virgem Santíssima e concedo a vós, aos vossos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, aos leigos empenhados, e a todos os fiéis das vossas dioceses paterna Bênção Apostólica.

Belo artigo do prof. Orlando – Montfort


Do gol de bicicleta à onipotência suplicante

Orlando Fedeli
 
“La gloria di Colui Che tutto move,
Per l ‘universo penetra e risplende
in una parte più e meno altrove”
 
(Dante, Divina Commedia, Paradiso I, 1-3).
              
“A glória dAquele que tudo move,
pelo universo penetra e resplandece,
numa parte mais e menos noutra”.
 
Esse magnífico terceto com que Dante inicia o primeiro canto de seu Paradiso é um dos mais belos da Divina Comédia e é prenhe de sabedoria. Com efeito, Deus, ato puro, move todas as coisas criadas, concedendo-lhes participação em graus e formas diversas em suas qualidades, fazendo-as passar de potência a ato.
 
Tudo o que se move, isto é, todas as criaturas compostas de ato e potência só podem se mover por uma ação de Deus, ato puro e, por isso mesmo, onipotente, que lhes permite passar de potência de uma qualidade para a posse daquela mesma qualidade em ato, normalmente por meio de uma causa eficiente segunda ou, por vezes, pela ação direta de Deus, causa eficiente primeira.
 
Parece haver uma contradição ao dizer que Deus, ato puro sem potência alguma, é também onipotente. Isto, porém, é correto porque, em Deus, não há potência passiva. Deus não pode receber qualidade alguma, porque possui todas as qualidades em ato e, portanto, tem todas as qualidades em grau máximo, não podendo perdê-las, nem aumentá-las e nem tê-las diminuídas.
 
E como Ele tem todas as qualidades em ato, Ele é capaz de transmitir essas qualidades a outros seres, que tenham potência para recebê-las, em forma e medida variada. Todo ser que tem uma qualidade em ato é capaz de atuar, passando a qualidade que possui em ato a outro ser que tenha potência de recebê-la. Assim, o fogo é quente em ato, e a panela tem potência de ser aquecida. Desse modo, o fogo aquece a panela passando-lhe calor, na medida e na forma em que a panela é capaz de receber essa qualidade.
 
Deus, tendo todas as qualidades em ato em grau absoluto, tem toda potência ativa de transmitir essas qualidades. Por isso Ele é onipotente ativo.
 
Portanto, temos que distinguir potência passiva de potência ativa.
 
Deus não tem nenhuma potência passiva. Deus tem toda potência ativa. Por isso, o Ato puro é Onipotente.
 
Toda potência, por assim dizer, deseja ser atualizada. E o ato, por assim dizer, deseja transmitir sua qualidade ao que está em potência para ela.
 
Ato e potência desejam-se mutuamente. Pode-se dizer, analogicamente, é claro, que o ato ama a potência, querendo passar-lhe um bem, e a potência deseja ser atualizada pelo ato.
 
Assim, é o amor que tudo move.
 
Por isso, o mesmo Dante finaliza a Divina Comédia, dizendo em seu último verso: “Amor che move Il Sol e le altre stelle”.
 
”Amor que move o Sol e as outras estrelas” (Dante, Divina Commedia, Paradiso, XXXIII, 143).
 
É o amor de Deus que tudo move.
 
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