Tatuagens, moral e a Bíblia – Prof. Carlos Ramalhete


Alguns hoje, para condenar as tatuagens, citam Lv 19,28. Isso entra naquela
questão de leis morais e leis cerimoniais?

Evidentemente. Os próprios judeus reconhecem isso, aliás. O sábio judeu Maimônides (freqüentemente citado por S. Tomás como autoridade em assuntos judaicos, aliás; S. Tomás o chama “Rabi Moisés”, por ser seu nome hebraico Moisés Ben-Maimon) escreveu no Livro das Leis sobre a Idolatria da Mishné Torá (editada em português pela Imago, ISBN 85-312-0226-4; os números de página se referem a esta edição):

“É proibido seguir os costumes dos não-judeus ou imitá-los (…), como está escrito: ‘Não seguireis os costumes das nações’ (Lc 20,23), ‘Não seguireis suas leis’ (Lv 18,3), e ‘Acautela-te para que não te deixes seduzir a segui-los'(Dt 12,30). Todos estes textos referem a um tema e alertam contra a sua imitação. O judeu, ao contrário, deve diferenciar-se deles e ser reconhecido pelo modo de se trajar e por suas outras atividades, assim como está separado deles por seu conhecimento e seus princípios. E assim está escrito: ‘E Eu vos separei de todos os povos (Lv 20,26).” (XI,1, p. 248)

“A tatuagem, mencionada na Torá (Lv 19:28) (…) era o costume dos ateus que costumavam marcar a si mesmos para a idolatria, e dizer que o tatuado era um escravo vendido ao ídolo e marcado para o seu serviço.” (XII,11 – p. 254)

Esta lei cerimonial, como aliás todas elas, tem um sentido simbólico: ela serve para evitar que se confunda o judeu com um idólatra. O seu equivalente hoje em dia seria, por exemplo, uma proibição às católicas de andar vestida de mãe-de-santo, com turbante, roupas brancas e colares coloridos de  “guias”.

Mesmo isso, contudo, não existe. Não existe por uma razão muito simples: a
Lei de Moisés é uma lei preparatória, uma lei que serve para conduzir a Cristo, que já veio! Na Nova Aliança não temos este tipo de lei, pois o seu papel (ensinar que há diferença entre o Deus verdadeiro e os ídolos, etc.) já foi mais que cumprido. Querer cumprir este tipo de lei preparatória é como querer que motocicletas tenham rodinhas do lado, como as bicicletas de criança.

Além da falta de senso da Fé de quem sequer cogita seguir uma “proibição”  dessas “porque tá na Bíblia” (uma Bíblia não deveria jamais ser deixada ao alcance de alguém assim despreparado, aliás), isso pode levar a um pecado gravíssimo: o puritanismo.

O puritanismo moderno é oriundo de algumas seitas inglesas (que perturbaram tanto a paciência de seus conterrâneos que foram expulsos para a América; são os “peregrinos” que chegaram aos EUA no barco Mayflower), mas a tendência ao puritanismo é uma tendência comum de nossa natureza marcada pelo Pecado Original, e deve ser duramente combatida. O puritano acha que é “santo”, que tem “as regras”, e não só segue estas regras à letra (a mesma “letra que mata”, aliás), como fica atazanando a paciência de quem não as segue e acusando de pecado tudo o que, em seu puritanismo, ele resolve que é. Os puritanos modernos tendem a ser anti-tabagistas e anti-álcool, mas qualquer coisa vagamente mal-vista (ou vagamente divertida ou bonita… Mencken dizia que o puritano é alguém que fica roxo de raiva só de pensar que alguém, em algum lugar, está se divertindo…) pode ser alvo deste tipo de fanático perigoso. Este erro é especialmente perigoso por ser ao mesmo tempo um pecado pessoal gravíssimo e um incentivo ao pecado nos outros. O puritano não se cansa enquanto não faz os outros se sentirem culpados por coisas que não são em absoluto pecaminosas (o que já é meio caminho andado para tornar-se outro puritano), e se compraz em sua idéia de ser mais santo que os outros.

Recomendo, aliás, ler o excelente artigo de Chesterton sobre a moral americana (leia-se puritanismo). Segue um excerto e sua tradução:

===

The standard of abstract right and wrong apparently is this. That a girl by smoking a cigarette makes herself one of the company of the fiends of hell. That such an action is much the same as that of a sexual vampire. That a young man who continues to drink fermented liquor must necessarily be ‘evil’ and must deny the very existence of any difference between right and wrong.
That is the ‘standard of abstract right and wrong’ that is apparently taught in the American home. And it is perfectly obvious, on the face of it, that it is not a standard of abstract right or wrong at all. That is exactly what it is not. That is the very last thing any clear-headed person would call it. It is not a standard; it is not abstract; it has not the vaguest notion of what is meant by right and wrong. It is a chaos of social and sentimental accidents and associations, some of them snobbish, all of them provincial, but, above all, nearly all of them concrete and connected with a materialistic prejudice against particular materials. To have a horror of tobacco is not to have an abstract standard of right; but exactly the opposite. It is to have no standard of right whatever; and to make certain local likes and dislikes as a substitute.

Eis aparentemente o padrão abstrato de certo e de errado: que uma mocinha que fuma um cigarro faz-se parte das hostes infernais, que tal ação é praticamente a mesma de uma vampira sexual; que um rapazote que continua bebendo bebidas quentes deve necessariamente ser “mau” e negar a própria existência de qualquer diferença entre certo e errado. Este é o “padrão abstrato de certo e errado” que aparentemente é ensinado em uma casa americana. É perfeitamente óbvio, quando o vemos, que não se trata de padrão de certo ou errado algum; isto é exatamente do que não se trata, é a última coisa que qualquer um que tenha a cabeça no lugar diria que isso seja. Não é um padrão, não é abstrato e não tem a mais vaga noção do que signifiquem certo e errado. É uma bagunça de associações e acidentes sentimentais e sociais, alguns esnobes, todos provincianos, mas, acima de tudo, praticamente todos concretos e ligados a um preconceito materialista contra alguns materiais particulares. Ter horror a tabaco não é um padrão abstrato do que é certo, mas exatamente o oposto; é não ter padrão algum do que seja certo, e usar alguns gostos e repulsas em seu lugar.

===

É exatamente isto o que ocorre com tatuagens, também, ou com qualquer outra maluquice que os puritanos vejam com maus olhos (como, sei lá, cabelos pintados de azul). Os judeus não tinham tatuagens por uma razão muito simples: eles estavam aprendendo a separar certo e errado, estavam aprendendo a não ser idólatras em um mundo em que o monoteísmo só existia ali, com eles. Os idólatras usavam tatuagens? Então os judeus não usavam. Os idólatras usavam cavanhaque? Então os judeus não aparavam os cantos da barba. Os idólatras faziam isso ou aquilo? Então os judeus não.

Não se tratava de atos maus em si, apenas de atos que traziam um significado
diferente aos olhos de quem estava em torno (“tatuagem é coisa de idólatra; este tatuado é judeu, logo é possível ser idólatra e judeu ao mesmo tempo”). É exatamente a mesma coisa que faz com que nenhum de nós, por exemplo, se precisar jogar fora algumas velas, pratos de barro e restos de comida, não
vai fazer uma obra de arte moderna na encruzilhada: todo mundo que passar
vai ter certeza de que o que se está fazendo é macumba!

No caso dos judeus, eles estavam aprendendo o que para nós parece óbvio (ou alguém aqui anda vestido de mãe-de-santo só porque acha chique o turbantão branco?), e por isso Deus precisou especificar uma montoeira de regrinhas,  que se fossem hoje incluiriam não usar turbante branco com colares coloridos. Tomar isso fora de contexto para substituir gostos e repulsas por um padrão do que é certo ou errado é um erro gravíssimo.

Como explicar isso de forma mais completa para os que condenam tatuagens?

Mande-os guardar a Bíblia no fundo do fundo do fundo mais fundo de uma gaveta trancada e não chegar perto de novo antes de ter lido, estudado e entendido o Catecismo inteiro mais todos os documentos citados nas notas de pé de página e a Suma Teológica inteira. Ah, e um bom tratado de Teologia Moral. Alguém capaz de condenar tatuagens em nome de Deus, mais ainda apelando a uma tremenda incompreensão da Sagrada Escritura, seus fins, sua história e seu uso, decididamente não é católico. Colocar uma Bíblia nas mãos de alguém assim é como dar uma coleção de giletes a uma criança pequena.

©Professor Carlos Ramalhete – livre cópia na íntegra com menção do autor

"Arapuca" Maçônica


 ALGUNS DOS PRINCIPAIS ERROS FILOSÓFICOS DA MAÇONARIA  

1) Racionalismo – Doutrina que privilegia a razão como fonte única de conhecimento verdadeiro. Não há síntese possível entre a doutrina católica e a doutrina da Maçonaria racionalista ou com a de uma Maçonaria que se diga espiritualista. O iluminismo, quer em sua forma racionalista, deísta e laicista, defensora da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, quer em sua forma espiritualista gnóstica, defensora de que há no homem uma centelha, ou semente, divina, é essencialmente errado e absolutamente inaceitável. (Cfr. Sobre os dois tipos de iluminismo : Antoine Faivre, L´Ésotérisme au XVIII éme Siècle en France et en Allemagne, Seghers, Paris, 1973).

2) Deísmo – Doutrina que defende que Deus criou o Mundo e dotou-o de leis de modo a que perdure, mas não intervém no seu funcionamento. A Maçonaria sempre afirmou, e continua a afirmar, a prioridade absoluta da razão natural como fundamento da verdade, da moralidade e da própria crença em Deus. A Maçonaria não é um ateísmo, pois admite um “deus da razão”. Exclui qualquer revelação sobrenatural, fonte de verdades superiores ao homem, porque têm a sua fonte em Deus, não aceitando a objetividade da verdade que a revelação nos comunica, caindo na relatividade da verdade a que cada razão individual pode chegar, fundamentando aí o seu conceito de tolerância. O deísmo maçônico pode desembocar no agnosticismo e materialismo. “O deísmo é a crença na existência de Deus, sem revelação nem culto. É a religião da razão.” (RAGON, J-M. Ritual do Aprendiz Maçom. Pensamento, p.51)

3) Relativismo religioso – nega-se, a validade perene da verdade. Afirmam que o que era verdade numa época, pode já não sê-lo noutra. A validade perene da verdade fica subjugada ao tempo e lugar. Nega-se a validade da verdade que pela sua real sabedoria consegue superar as fronteiras do espaço e do tempo. Assim, como dissemos, relativizando a verdade, o certo e o errado, caímos na fossa, porque eliminada a culpa, não há arrependimento, sem arrependimento, não há reparação. Tudo se torna permitido, porque o que é certo para uns, podem não ser para outros, o que é errado para uns pode não ser para outros. Se seguirmos a ideologia relativista, não poderíamos julgar ninguém por nada, já que o que se considera errado agora poderia tornar-se certo no futuro! Ora, neste sentido não haveria verdade para ninguém, o que é um absurdo e contraproducente. Neste sentido, o infanticídio não é objetivamente um bem ou um mal; pelo contrário, é um bem numa sociedade que o aprove e um mal numa sociedade onde não obtenha aprovação, já que a moral é um produto da cultura e não se tem meios claros para resolver as diferenças, bastando para tal ser tolerantes com outras culturas e não olhá-las como estando erradas, mas como sendo diferentes. Admitir o relativismo implica que a intolerância e o racismo sejam um “bem” se a sociedade o aprovar como um “bem”. Se todas as coisas são aparentes e relativas, então podemos afirmar que não existe nada de verdadeiro, livre e absoluto entre as pessoas. Em outras palavras, se todas as pessoas negam a verdade absoluta e estabelecem verdades relativas unicamente provindas de suas experiências, então tudo é aparente ao indivíduo. Perguntamos: partindo dessa premissa, como então poderá alguém julgar o que é realmente certo ou errado, verdade ou mentira? Mas sabemos que quando temos idéia de um ser que corresponde ao que ele é, então possuímos a verdade sobre aquele ser. Verdade é a correspondência entre a idéia que se tem de um ser e o próprio ser conhecido. A verdade não depende do que cada um acha, mas depende do objeto. A Verdade é objetiva. Ainda que todo o mundo dissesse que sol é frio, ele continuaria quente. A verdade não depende do que achamos e nem do que a maioria acha. O próprio postulado relativista muito em voga atualmente afirma irracionalmente que a verdade não existe. Ora, a sentença “a verdade não existe” é contraditória, porque :

a) ou essa tese é correta

b) ou é falsa.

Se a tese é correta, então eis aí a única coisa de que o homem pode ter certeza, a única tese realmente segura, a única verdade: a de que a verdade não existe. Aí está a verdade. Portanto, a verdade existe. Se a tese afirmada é falsa, então a afirmação oposta é certa. E a verdade então existe. Portanto, as duas pontas do dilema levam à conclusão de que a verdade existe. As verdades cujo prazo de validade se esgota em alguns anos são mentiras camufladas, manipulação da linguagem, arremedos de verdade que, como tais, causam medo, e não alegria. “Os homens não criam verdades, apenas constatam” (Santo Agostinho, A doutrina cristã, Iib, 33, 50.); “Não é o ato de reflexão que cria as verdades. Ele somente as constata” (Santo Agostinho, A verdadeira religião, VI, 40, 74.)

4) Livre-pensamento ou doutrina do juízo privado – “Aqueles que, abandonando os ditados das verdades e da moral religiosa da Revelação Tradicional, e não aceitando nenhum ensinamento dogmático no terreno da autoridade, baseiam suas crenças apenas em sua própria razão. O Renascimento, Reforma e o Iluminismo plasmaram o indivíduo ocidental moderno, que não é oprimido por fardos exteriores, como autoridade e a tradição. As pessoas estão menos inclinadas a se submeter a juízos “oficiais”. Com este culto do homem, a religião sai da esfera comunitária e é conduzida à esfera do privado, o que prepara o terreno para a “sacralização” do eu, do indivíduo, e dos valores individuais em detrimento dos valores comuns. Pierre Collin sustenta que ‘no fundo, o homem moderno é o homem antigo, o homem anterior ao cristianismo, que pretende não depender senão da natureza e da razão’. ‘Pois bem, no mesmo momento em que o Renascimento proclamava esta soberania dos direitos da natureza e da razão, o Protestantismo, de seu lado, estabelecia o princípio da livre interpretação das Sagradas Escrituras, e o substituía, em matéria de doutrina, ao dogma da autoridade da Igreja’ (Pierre Collin, op. cit. p. 46). O livre pensador é o homem que não reconhece outra autoridade religiosa sobre ou fora dele mesmo, que retira da sua própria consciência a verdade religiosa da qual ele vive: o homem moderno é aquele que entende não depender senão de si mesmo, dito de outro modo, aquele que é Deus por si mesmo. De um lado e do outro, Vós o vedes, chega-se à doutrina da autonomia e da glorificação pessoal do homem. Este é o espírito moderno, tal qual ele,hoje, nos aparece constituído, e ele é radicalmente contrário ao espírito cristão’ (M. Baudrillart, discurso citado, apud. Pierre Collin, op. cit., p. 46.).

5) Crença no progresso contínuo (fetiche do progresso) – Na História da Humanidade encontramos progressos e retrocessos, numas áreas e noutras. Haverá bases suficientes para se poder afirmar, em rigor, que a humanidade progride sempre, sem parar? Faz sentido, a crença moderna no progresso contínuo produto da sociedade industrial? Não servirá esta idéia gratuita do progresso absoluto uma arma de arremesso do laicismo materialista (agora dominante) contra a intelectualidade do passado (considerada “caduca” ou “primitiva”, ou ainda “antiquada”)?

Muito conveniente são as palavras do Papa Bento XVI a esse respeito: “No século XIX, já existia uma crítica à fé no progresso. No século XX, Teodoro W. Adorno formulou, de modo drástico, a problematicidade da fé no progresso: este, visto de perto, seria o progresso da funda à megabomba. Certamente, este é um lado do progresso que não se deve encobrir. Dito de outro modo: torna-se evidente a ambiguidade do progresso. Não há dúvida que este oferece novas potencialidades para o bem, mas abre também possibilidades abissais de mal – possibilidades que antes não existiam. Todos fomos testemunhas de como o progresso em mãos erradas possa tornar-se, e tornou-se realmente, um progresso terrível no mal. Se ao progresso técnico não corresponde um progresso na formação ética do homem, no crescimento do homem interior (cf. Ef 3,16; 2 Cor 4,16), então aquele não é um progresso, mas uma ameaça para o homem e para o mundo. Antes de mais, devemos constatar que um progresso por adição só é possível no campo material. Aqui, no conhecimento crescente das estruturas da matéria e correlativas invenções cada vez mais avançadas, verifica-se claramente uma continuidade do progresso rumo a um domínio sempre maior da natureza. Mas, no âmbito da consciência ética e da decisão moral, não há tal possibilidade de adição, simplesmente porque a liberdade do homem é sempre nova e deve sempre de novo tomar as suas decisões. Nunca aparecem simplesmente já tomadas em nossa vez por outros – neste caso, de facto, deixaríamos de ser livres. A liberdade pressupõe que, nas decisões fundamentais, cada homem, cada geração seja um novo início.”(Carta Encíclica Spe Salvi, Papa Bento XVI)

6) Laicismo – Trata-se de um esvaziamento, desencantamento do mundo ou perda de relevância do religioso no mundo.

 

 

 

Fonte: Adversus Hæreses

 

Por que eu sou Católico?


G. K. Chesterton

A dificuldade em explicar “Por que eu sou Católico” é que há dez mil razões para isso, todas se resumindo a uma única: o catolicismo é verdadeiro. Eu poderia preencher todo o meu espaço com sentenças separadas, todas começando com as palavras, “É a única coisa que …” Como, por exemplo, (1) É a única coisa que previne um pecado de se tornar um segredo. (2) É a única coisa em que o superior não pode ser superior; no sentido da arrogância e do desdém. (3) É a única coisa que liberta o homem da escravidão degradante de ser sempre criança. (4) É a única coisa que fala como se fosse a verdade; como se fosse um mensageiro real se recusando a alterar a verdadeira mensagem. (5) É o único tipo de cristianismo que realmente contém todo tipo de homem; mesmo o respeitável. (6) É a única grande tentativa de mudar o mundo desde dentro; usando a vontade e não as leis; etc. Leia o resto deste post »

Para a RCC: Falar em línguas hoje – é de Deus?


Autor: Emerson de Oliveira
Fonte: http://www.veritatis.com.br/article/5517/falar-em-linguas-hoje-e-de-deus

“AS ESCRITURAS ensinam que o batismo do espírito, evidenciado pelo falar em línguas, é para a verdadeira igreja hoje”, afirma o ministro pentecostal Marvin A. Hicks.

“A doutrina básica do falar em línguas é antibíblica e errada”, contende o Dr. W. A. Criswell, da Primeira Igreja Batista de Dallas, EUA. Ele acrescenta: “Se essa for a fé cristã, então eu não sou cristão.”

Diante de tal controvérsia sobre a prática do falar em línguas, você talvez se pergunte: ‘O que dizem as Escrituras sobre o dom de línguas? Faz isto parte do cristianismo hoje?’ Para obtermos as respostas, será de proveito entender por que foi concedido o dom de línguas aos primitivos cristãos.

POR QUE FOI CONCEDIDO O DOM

Em primeiro lugar, o apóstolo Paulo explica em Hebreus 2.2-4 que os dons milagrosos, que incluiriam o dom de línguas, foram concedidos aos cristãos do primeiro século para confirmar que o favor de Deus havia-se transferido do antigo arranjo judaico de adoração para a recém-estabelecida Igreja cristã. A transferência do favor divino ficou bem firmada por volta da última parte do primeiro século, enquanto alguns dos apóstolos de Jesus Cristo ainda viviam.

Que o dom de línguas também serviu para outro propósito, pode-se ver nas palavras de Jesus aos seus discípulos, pouco antes de sua ascensão ao céu em 33. Ele disse: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (Atos 1:8) O pequeno grupo de discípulos não incluía pessoas que falavam as línguas de toda a parte da terra. Mas, em harmonia com a promessa de Jesus, cerca de 10 dias depois, no dia festivo de Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado sobre cerca de 120 de seus discípulos reunidos num quarto de andar superior, em Jerusalém. Qual foi o resultado? “Principiaram a falar em línguas diferentes”, e assim puderam começar a executar imediatamente a obra designada de dar testemunho. — Atos 2.1-4. Leia o resto deste post »

"Não há quem chore pelas criancinhas"


Fonte: http://www.permanencia.org.br/revista/atualidades/aborto.htm

Não há quem chore pelas criancinhas

Dom Lourenço Fleichman OSB

Bastou um bispo agir segundo a lei da Igreja e o mundo desabou numa enxurrada de blasfêmias e xingamentos. A mídia com sua supremacia apresenta a coisa com essa presunção típica de quem se acha todo-poderosa. Dom José Sobrinho virou carrasco, quando o crime foi cometido por terceiros.

Eis o quadro que se apresenta a qualquer pessoa de bom senso:


1- O bispo que confirmou a excomunhão automática por aborto era a autoridade competente para emitir essa sentença?
Constata-se que a pena de excomunhão ou a declaração dela é da competência do pastor eclesiástico das pessoas envolvidas. Nesse caso, o bispo diocesano ou o seu superior direto, o papa. Como é do conhecimento geral que Dom Sobrinho é o Arcebispo de Recife-Olinda, estamos, sim, diante da autoridade competente.


2- O ato praticado pelas pessoas ora declaradas excomungadas é, de fato, passível dessa grave pena, ou foi invenção do bispo?
De fato, o Direito da Igreja, chamado Direito Canônico, aplica a excomunhão automática, também chamada latae setentiae, para as pessoas que praticam ou que colaboram diretamente no ato de aborto.

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"Dialogando" com o protestantismo


Virgem Maria
Prezados leitores, publicamos a seguir os comentários de uma protestante feito ao post “Virgindade de Maria“. Logo após seu comentário vem a nossa resposta. Reparem que quando derrotada em um assunto, logo muda-se de assunto. 

Protestante:

A PAz Irmão,
Você acha que essa discussão vale a pena? Quando na verdade só desviam o foco do principal personagem bíblico Jesus? O Espírito Santo que habitou em Paulo é o Mesmo que habita em mim, o Espírito Santo que habitou em Pedro é o mesmo que habita em mim. (por isso afirmo que posso ser uma simples pescadora, ou “pedreiro” e mesmo assim ler a bíblia e pedindo em oração que o Espírito do Senhor me dê discernimento eu interprete da maneira que deseja o Senhor) Apos ler e aprender… Eu posso cumprir o mandamento que diz: Ide e pregai o evangelho a toda Criatura da maneira que o Senhor através do Espírito Santo tem me ensinado, mesmo sendo uma simples pescadora ou preciso ser doutora da lei?
Caro irmão em Cristo, se Maria teve ou não outros filhos após Jesus, não importa, de verdade não importa, pois o Foco e a essência de nossa vida é Jesus Cristo.     Leia o resto deste post »

Bento XVI condena a gnose e o panteísmo


Fonte: Montfort

Na audiência geral de 3 de Dezembro de 2008, o Papa Bento XVI fez importante pronunciamento doutrinário ao tratar do pecado original e da Redenção de Cristo.

Inicialmente, comentando textos de São Paulo, o Papa mostrou como a tendência para o mal moral, patente em nossa natureza, coloca o problema do pecado e o do mal. O Papa salienta que o problema do pecado original – dogma da Fé católica — está ligado a outro dogma: o da Redenção de Cristo.
O pecado de Adão afetou profundamente a natureza humana, inclinando-nos ao erro e ao pecado.
Deus tudo fez bom. No Gênesis, se lê que a cada coisa que Deus criava, Deus afirmava que essa coisa era boa. E, no final da criação, Deus, vendo tudo o que havia feito, afirmou que tudo era muito bom, pois todas as criaturas eram bens ordenados entre si.
O mal enquanto ser, não existe. Se o mal existisse enquanto ser, enquanto coisa, esse mal teria sido feito por Deus, e Deus tudo fez bom.
Santo Agostinho, que durante certo tempo foi maniqueu, mostrou bem o absurdo do dualismo gnóstico maniqueu que afirmava existirem dois princípios eternos e iguais: o do bem e o do mal. Leia o resto deste post »
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Gratiam tuam, quaesumus, Domine, mentibus nostri infunde; ut qui, angelo nuntiante, Christi Filii tui encarnationem cognovimus, per Passionem eius et Crucem, ad Resurrectionis gloriam perducamur. Per eumdem Christum Dominum nostrum. Amen.

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