Habemus Papam Fraciscum! O reformador.


Talvez ninguém tenha parado pra perceber ainda, e é compreensível, mas notem que a escolha de “Franciscum” por S.S. Papa Francisco está em total continuidade com a escolha de Bento XVI por “Benedictus”. Explico:

O Bispo Emérito de Roma havia escolhido este nome em “homenagem” a São Bento, conhecidamente um grande reformador da Europa e dos mosteiros de sua época. S.S. Bento XVI fez jus ao nome que escolheu carregar: foi de fato um verdadeiro reformador, aliás um “reformador da reforma”, se é que vocês me entendem. Seus gestos litúrgicos foram muito significantes nessa “reforma da reforma”. Também a sua sempre vigilante atenção doutrinária. Bento XVI foi um reformador doutrinal. Onde entra então nosso querido Papa Francisco?

Entra exatamente no seu nome: Francisco. É evidente que tal escolha é inspirada em São Francisco de Assis. Outro grande reformador da Igreja Católica. Reformador de costumes, principalmente. Um reformador moral. E talvez seja exatamente esta a reforma de que a Igreja necessita hoje. Após as sólidas bases doutrinais deixadas por S.S. Bento XVI, ou seja, o reformador doutrinal, entra em cena agora “Fracesco” o reformador moral. Sim, moral. O reformador de uma cúria desmoralizada e desacreditada por escândalos de corrupção e chantagem.

Minhas esperanças

Com base no exposto acima, espero então ver uma igreja – isso com “i” minúsculo – fortalecida moral e doutrinalmente, não aberta, mas fechada para este mundo moderno. Isso mesmo, fechada para toda imoralidade que o mundo moderno tenta infiltrar nela a todo instante. Isso é possível. Nós tempos um clero santo bem maior que um minúsculo clero pecador, que infelizmente é quem faz a fama da “i”greja. Agora, falando de Igreja – com “i” maiúsculo: não tenho dúvidas, segue firme e forte como rocha referencial em meio as tribulações deste vale de lágrimas.

Habemus Papam! Não estamos mais órfãos! Nunca estivemos. Viva Sua Santidade o Papa Francisco… Da Argentina (mero detalhe)

Íntegra da ultima audiência de S.S. Bento XVI: “Eu quero que todos sintam a alegria de ser cristão”


Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio!
Autoridades ilustres!
Queridos irmãos e irmãs!

Obrigado por ter vindo em grande número a esta minha última audiência geral.

Obrigado! Eu estou realmente tocado! E eu vejo a Igreja viva! E eu acho que nós também temos que agradecer ao Criador para o clima agradável que nos dá, mesmo agora no inverno.

Como o Apóstolo Paulo no texto bíblico que acabamos de ouvir, eu sinto no meu coração ter de agradecer especialmente a Deus que orienta e edifica a Igreja, que é a semeadora de sua Palavra e, portanto, alimenta a fé em seu povo. Neste momento, meu ânimo se alarga e abraça toda a Igreja em todo o mundo; e eu agradeço a Deus pela “notícia” de que neste ano de ministério petrino eu haver podido receber sobre a fé no Senhor Jesus Cristo, e o amor que circula realmente no corpo da Igreja que a faz viver no amor, e da esperança que se abre e se orienta para a plenitude da vida, em direção à pátria celeste.

Sinto que trago todos em oração, em um presente que é aquele de Deus, onde eu coleciono cada reunião, a cada viagem, a cada visita pastoral. Tudo e todos se reúnem em oração para confiá-los ao Senhor, porque temos pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual, e por que nos comportamos de maneira digna Dele e de Seu amor, frutificando em toda boa obra (cf. Col 1 0,9-10).

Neste momento, há uma grande confiança em mim, porque eu sei, todos nós sabemos, que a palavra da verdade do Evangelho é o poder da Igreja, que é a sua vida. O Evangelho purifica e renova, dá frutos, onde a comunidade de crentes ouve e recebe a graça de Deus na verdade e na caridade. Esta é a minha fé, esta é a minha alegria.

Quando, em 19 de abril de quase oito anos atrás, eu concordei em assumir o ministério petrino, tive a firme convicção de que sempre me acompanhou: esta certeza da vida da Igreja, a Palavra de Deus. Naquele momento, como já havia expresso outras vezes, as palavras que foram ditas em meu coração foram: Senhor, por que me pedes isso e que coisa me pedes? É um grande peso que me põe sobre os ombros, mas se Tu me pedes, a tua palavra lançarei as redes, confiante de que vais me guiar, mesmo com todas as minhas fraquezas. E oito anos depois, posso dizer que o Senhor me guiou, me estava próximo, eu podia sentir a sua presença todos os dias. Ela foi uma parte do caminho da Igreja, que teve momentos de alegria e luz, mas momentos também difíceis, eu me senti como São Pedro e os Apóstolos no barco no Mar da Galiléia, o Senhor nos deu muitos dias de sol e uma brisa leve, os dias em que a pesca é abundante, e havia também momentos em que a água era agitada e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas eu sempre soube que naquela barca está o Senhor e eu sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas dEle. E o Senhor não vai deixá-la afundar, é ele quem a conduz, certamente através dos homens que ele escolheu, porque ele queria. Esta foi e é uma certeza de que nada pode ofuscar. E é por isso que hoje meu coração está cheio de gratidão a Deus porque ele não sente falta de toda a Igreja e para mim o seu consolo, a sua luz, seu amor.

Estamos no Ano da Fé, o que eu queria para fortalecer a nossa própria fé em Deus, em um contexto que parece coloca-la mais e mais em um segundo plano. Eu gostaria de convidar a todos para renovar a firme confiança no Senhor, confiar como crianças nos braços de Deus, a certeza de que seu braço nos apoia e é o que nos permite caminhar todos os dias, mesmo na fadiga. Eu gostaria que todos se sintam amados por Deus, que deu o seu Filho por nós e nos mostrou seu amor sem limites. Eu quero que todos sintam a alegria de ser cristão. Em uma bela oração recitada diariamente no período da manhã se diz: “Eu te adoro, meu Deus, eu te amo com todo o meu coração. Agradeço-lhe por ter me criado, feito cristão”. Sim, estamos felizes pelo dom da fé; é a coisa mais preciosa, que ninguém pode tirar de nós! Agradecemos a Deus por isso todos os dias, com a oração e com uma vida cristã coerente. Deus nos ama, mas espera que nós o amamos!

Mas não é só Deus que eu quero agradecer neste momento. Um Papa não é só na liderança do barco de Pedro, mesmo que seja sua a principal responsabilidade. Não tenho estado nem nunca estive só na alegria e peso do ministério petrino; o Senhor me colocou ao lado de muitas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, me ajudaram e estiveram próximas. Primeiro de tudo vocês, queridos Irmãos Cardeais:  vossa sabedoria, vosso conselho, vossa amizade foram preciosos para mim; meus colaboradores, começando com meu Secretário de Estado que me acompanhou fielmente ao longo dos anos, a Secretaria de Estado e toda a Cúria Romana, bem como todos aqueles que, em diversas áreas, deram o seu serviço à Santa Sé: são muitas faces que não aparecem, permanecem na sombra, no silêncio, no seu trabalho diário, em um espírito de fé e humildade foram o meu apoio seguro e confiável. Um sentimento especial para a Igreja de Roma, a minha diocese! Não posso esquecer os Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, pessoas consagradas e todo o Povo de Deus nas visitas pastorais, nas reuniões, nas audiências, viagens, em que sempre recebi grande cuidado e afeto profundo; eu também amei todos e cada um, sem exceção, com a caridade pastoral, que é o coração de todo pastor, especialmente o Bispo de Roma, Sucessor do Apóstolo Pedro. Todos os dias eu trouxe cada um de vocês em oração, com o coração do pai.

Eu queria que meus cumprimentos e os meus agradecimentos chegasse a todos então: o coração de um Papa se estende a todo o mundo. E eu gostaria de expressar minha gratidão ao Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé, o que torna esta uma grande família de nações. Aqui eu também acho que de todos aqueles que trabalham para uma boa comunicação e agradeço-lhes por seu serviço importante.

Neste ponto, eu gostaria de agradecer de todo o meu coração a muitas pessoas ao redor do mundo, que nas últimas semanas me enviaram comoventes provas de amizade, atenção e oração. Sim, o Papa nunca está sozinho, agora eu pude experimentá-lo novamente de uma forma tão grande que toca o coração. O Papa pertence a todos e a tantas gente me sinto muito próximo a elas. É verdade que eu recebo cartas de grande parte do mundo – por parte dos chefes de Estado, líderes religiosos, representantes do mundo da cultura e assim por diante. Mas eu também recebo muitas cartas de pessoas comuns que escrevem para mim simplesmente a partir de seu coração e me fazem sentir seu afeto que nasce da nossa experiência com Jesus Cristo, na Igreja. Essas pessoas não me escrevem como se escreve a um príncipe ou a um importante que não conhecem. Eu escrevem como irmãos e irmãs, filhos e filhas, com o sentido de laços familiares muito afetuosos. Aqui você pode tocar com a mão o que é a Igreja – não uma organização, uma associação para os religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunidade de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que nos une a todos. Experimente a Igreja dessa forma e você quase pode tocá-la com as suas mãos o poder de sua verdade e seu amor, é uma fonte de alegria, um momento em que muitos falam de seu declínio. Vejamos como a Igreja está viva hoje!

Nos últimos meses, eu senti que a minha força diminuiu, e eu pedi a Deus fervorosamente em oração para que me iluminasse com a sua luz para me fazer tomar a decisão certa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja . Tomei este passo com plena consciência de sua gravidade e também inovação, mas com uma profunda paz de espírito. Amar a Igreja também significa ter a coragem de fazer escolhas difíceis, sofridas, tendo sempre diante o bem da Igreja e não a si mesmo.

Aqui permita-me para voltar mais uma vez a 19 de abril de 2005. A gravidade da decisão foi justamente no fato de que a partir daquele momento eu estava ocupado sempre e para sempre do Senhor. Sempre – quem assume o ministério petrino já não tem qualquer privacidade. Sempre e totalmente pertence a todos, a toda a Igreja. Sua vida é, por assim dizer, totalmente privada da esfera privada. Eu pude experimentar, e experimento precisamente agora, que um recebe a vida como Ele dá [tradução incerta]. Eu disse antes que muitas pessoas que amam o Senhor também amam o Sucessor de São Pedro e gostam dele, que o Papa tem verdadeiramente irmãos e irmãs, filhos e filhas de todo o mundo, e que ele se sente seguro no abraço de a comunhão, porque já não pertence a si mesmo, pertence a todos e todos pertencem a ele.

O “sempre” é também um “para sempre” – há um retorno para o privado. Minha decisão de renunciar ao exercício ativo do ministério, não o revoga. Não retorno a vida privada, a uma vida de viagens, reuniões, recepções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas estou em um novo modo  unido ao Senhor crucificado. Eu não uso mais do poder de Oficio para o governo da Igreja, mas no serviço da oração, por assim dizer, no pátio de São Pedro. São Bento, cujo nome porto de Papa, me será um grande exemplo disso. Ele nos mostrou o caminho para uma vida que, ativa ou passiva, pertence inteiramente à obra de Deus

Agradeço a todos e a cada um pelo respeito e compreensão com que têm recebido esta importante decisão. Vou continuar a acompanhar o caminho da Igreja, através da oração e da reflexão, com a dedicação ao Senhor e à sua esposa, que tentei viver até agora todos os dias e que quero viver para sempre. Eu peço que lembrem-se de mim diante de Deus, e acima de tudo rezem para os cardeais, que são chamados para uma tarefa tão importante, e pelo novo Sucessor de Pedro: o Senhor o acompanhe com a luz e a força do seu Espírito.

Invoco a materna intercessão de Maria, Mãe de Deus e da Igreja que acompanhe cada um de nós e toda a comunidade eclesial, para que nós, confiança profunda.

Queridos amigos! Deus guia Sua Igreja sempre, e especialmente em tempos difíceis. Nunca percamos esta visão de fé, que é a única visão verdadeira do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vocês, há sempre a certeza alegre que o Senhor está próximo, não nos abandona, perto de nós e nos envolve com seu amor. Obrigado!

___________

Logo após estas palavras, o Santo Padre fez sua saudação em diversas línguas.

Traduzido do original em italiano do site da Santa Sé.

Tradução não oficial e não autorizada feita por mim.

Assuntos não resolvidos a espera do conclave


POR ANDREA TORNIELLIdo Vatican Insider | Tradução §|Olhar Católico|§

Reformar a Cúria, o mais pesado legado para o novo Pontífice

TORNIELLI
CIDADE DO VATICANO

Nas conversas entre os cardeais na sombra das paredes do Vaticano, nestes dias, mais do que a sucessão do novo Papa há se perguntado sobre o futuro das obras inacabadas deixadas por Bento XVI. Os problemas não resolvidos do pontificado. A discussão sobre as prioridades para a Igreja Católica no futuro será, de fato, decisiva para a escolha do seu sucessor.

 

O Papa Ratzinger tem se concentrado no anúncio da fé cristã no mundo e criou um "ministério" vaticano para a "Promoção da Nova Evangelização". A renúncia, no entanto, deixa incompleta a resposta papal à crise de fé, sobretudo do ponto de vista positivo e propositivo. Como comunicar o evangelho na sociedade pós-cristã, abandonando uma linguagem auto-referencial que é o a mais comum em tantos documentos da Igreja? O Papa deu um exemplo de uma comunicação eficaz, que nem sempre foi bem recebida.

Outra questão não resolvida diz respeito à liturgia. Como cardeal, Ratzinger havia auspiciado uma “reforma da reforma” da litúrgia conciliar, que recuperasse a sacralidade do rito. Nessa tentativa foi enquadrada também a decisão de liberalizar, em 2007, a missa em latim segundo o rito em vigor antes do Concílio, uma das medidas mais contestadas papais dentro da Igreja. O Pontífice alemão, como mostra o livro […] escrito por Gianni Valente, "Ratzinger no Vaticano II" (San Paolo), não se encaixa em tudo no clichê conservador: ele viveu na primeira pessoa e pediu reformas conciliares, das quais não se arrependeu.

A liberalização da antiga missa deveria servir para, no seu entender, trazer o tradicionalismo para uma correta interpretação das reformas conciliares para mitigar certos abusos e da possível “degeneração da Missa em show”. Mas a "reforma da reforma" não estava lá. O Papa tentou dar o exemplo: nas missas celebradas por ele se fez aparecer vestido de paramentos antigos e barrocos; a comunhão de joelhos; um maior uso do latim e do canto gregoriano; […]. Certa exterioridade acabou passando uma visão distorcida de recordar o essencial da liturgia como um encontro com o mistério.

O processo relativo aos  lefebvrianos, uma iniciativa do Papa, tinha como objetivo chegar a sanar o cisma de 1988, permanece sem solução. Durante anos o Papa estendeu a mão, respondeu positivamente aos pedidos da Sociedade de São Pio X, retirando as excomunhões e abrindo-se ao diálogo doutrinal. Apesar das concessões, a resposta positiva não chegou.

Como teólogo, Ratzinger tem um modo de pensar particular sobre o  que une cristãos ao judaísmo. No entanto, alguns incidentes de percurso, causados ​​pelo mau funcionamento da máquina curial, criaram tensões com o mundo judeu: a excomunhão removida para o bispo Williamson, negador das câmaras de gás e a polêmica em torno [dos textos] da Sexta-feira Santa encontrados na antiga liturgia liberalizada.

E ainda há mal-estar, após a polêmica de Ratisbona, no relacionamento com o mundo islâmico, na espera do novo equilíbrio da Primavera Árabe: as viagens na Turquia, Jordânia, Israel e Líbano foram sucessos; as nomeações de novos líderes da Igreja Católica no Oriente, no Iraque e Egito, era a esperança apesar das dificuldades. Continua em aberto as relações com a China: nos últimos anos seguiu os passos positivos, mas também lágrimas dolorosas.

No início de seu pontificado muitos esperavam que Bento XVI reformaria a Cúria Romana. Que a simplificasse para torná-la mais funcional, redimensionando em parte  o papel central da Secretaria de Estado, para dar mais poder aos discatérios e uma dimensão mais colegial. Os projetos ficaram no papel, depois de algumas tentativas iniciais de fusão. As nomeações episcopais da Cúria se multiplicaram e o vatileaks revelou uma realidade de tensões, confrontos e concordatas. O Papa, que era capaz de lutar como nenhum outro contra o flagelo da pedofilia na Igreja, não foi capaz de completar o trabalho de reforma interna do Vaticano e teve sempre uma equipe em torno dele para filtrar suas instruções e atos de governo.

Há ainda o assunto não resolvido da dissidência, representada por grupos de sacerdotes que abertamente convidam a desobediência, pelo fim do celibato sacerdotal e para pedir o sacerdócio das mulheres. Finalmente, em uma sociedade secularizada, o local permanece aberto sobre as respostas para a crise do casamento e do crescente número de divorciados e recasados. Há apenas três semanas, Bento XVI convidou a investigar a possibilidade de declarar um casamento nulo e sem efeito por falta de fé. Caberá ao seu sucessor também esta questão

Perguntas e respostas sobre a renúncia de S.S. Bento XVI


Interessante FAQ que o Jorge Ferraz, do Deus lo Vult!, elaborou sobre os acontecimentos que envolvem a renúncia de Sua Santidade o Papa Bento XVI, gloriosamente reinante até o dia 28 próximo. Confiram:

 

– É verdade que o Papa Bento XVI renunciou?

Sim, é verdade. No último domingo, 10 de fevereiro, reunido em consistório com os cardeais, Bento XVI anunciou a sua decisão de renunciar ao ministério petrino.

– Mas peraí, e Papa pode renunciar?

Sim, pode. O Papa é perfeitamente soberano na Igreja de Deus, inclusive para abdicar do papado.

– O que diz o Direito Canônico sobre a renúncia do Papa?

Código é lacônico. Falando sobre os privilégios, diz que «[q]ualquer pessoa física pode renunciar ao privilégio concedido exclusivamente em seu favor» (Cân. 80 §2) e, sobre ofícios, que «[q]ualquer pessoa no uso da razão pode, por justa causa, renunciar ao ofício eclesiástico» (Cân. 187). A mim não me parece, s.m.j., que haja alguma razão para que o mesmo não se aplique para o privilégio petrino e para o ofício de Bispo de Roma.

– Isso já aconteceu antes?

Aconteceu umas três ou quatro vezes na história da Igreja, mas nenhum Papa renunciava há uns seiscentos anos. O caso mais famoso é o de São Pedro Celestino, que renunciou em 1294.

– Por que Bento XVI renunciou?

Deixemos que o próprio Papa responda: porque «no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado».

– Esta é a razão verdadeira? Simples assim? Não há nenhuma causa mais oculta?

Por mais que sejamos instintivamente afeitos a teorias da conspiração, nada nos autoriza a levantarmos especulações infundadas aqui. A Igreja está em guerra terrível e o Papa entendeu que, nestas condições, Ela precisa ser comandada por um general mais vigoroso. Simples assim.

– Como você pode ter tanta certeza?

Bom, se não fosse suficiente o simples fato dessas terem sido as exatas palavras do Papa, há também o dado de que, já há muito tempo, Bento XVI vinha dando indícios de que iria renunciar.

– Que indícios?

Por exemplo, quando ele em 2012 visitou a tumba de São Celestino (o Papa que renunciou em 1294, lembra?), deixou o seu próprio pálio sobre o túmulo do santo. Além disso, no famoso livro-entrevista com o jornalista Peter Seewald (A Luz do Mundo), Bento XVI já dissera que «[q]uando um Papa chega à clara consciência de já não se encontrar em condições físicas, mentais e espirituais de exercer o encargo que lhe foi confiado, então tem o direito – e, em algumas circunstâncias, também o dever – de pedir demissão» (apud Pe. Paulo Ricardo). Mais ainda: o jornalista italiano Antonio Socci garantiu que isto não era uma notícia secreta pelo menos desde meados de 2011 (original aqui). Não há espaço, portanto, para teorias da conspiração.

– Mas não existe nenhuma maneira de uma renúncia ser inválida?

Sim, existe. O Código determina que «[a] renúncia apresentada por medo grave, injustamente incutido, por dolo ou erro substancial ou feita simoniacamente, é inválida pelo próprio direito» (Cân. 188). Como visto, nada disso se aplica ao caso atual.

– E especificamente sobre o Papa, o Código de Direito Canônico não diz nada mais específico?

Sim. No caso específico do Papa, o parágrafo segundo do cânon 332 diz o seguinte: «Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie ao cargo, para a validade requer-se que a renúncia seja feita livremente, e devidamente manifestada, mas não que seja aceite por alguém».

– O que isso quer dizer?

Quer dizer que, ao contrário das renúncias (p.ex.) dos bispos, que precisam ser aceitas pelo Papa para surtirem efeito, a renúncia do Papa não necessita ser aceita por ninguém. Ela vale por si só, bastando para isso que “seja feita livremente” e “devidamente manifestada”. Estas duas condições cumpriram-se no consistório do último domingo.

– Então a Igreja já está sem Papa?

Não. O Papa deu data e hora para a sua renúncia: disse expressamente que apenas «a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante».

– Ou seja, ele anunciou a sua renúncia mas ainda não renunciou de fato, é isso?

É, é mais ou menos isso. É como se fosse uma determinação legal com data futura para entrar em vigor.

– Então Bento XVI permanece integralmente Papa, com a totalidade dos seus poderes, até o dia 28 de fevereiro?

Sim, Bento XVI ainda é o Papa gloriosamente reinante, no pleno exercício dos seus poderes, até o dia 28 de fevereiro.

– Ou seja, se Bento XVI quiser voltar atrás e “des-renunciar”, ele pode né?

Tecnicamente pode, o Direito diz que «[a] renúncia, enquanto não tiver surtido efeito, pode ser revogada pelo renunciante» (Cân. 189, §4). Mas ele não vai fazer isso.

– Por que não?

Porque seria leviano e inconseqüente ao extremo. Ninguém pode tomar uma decisão dessa magnitude, anunciá-la em público para, uma semana depois, dizer que mudou de idéia. E, de leviandade, ninguém pode acusar o ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e hoje Papa Bento XVI.

– E agora, o que acontece? Quem governa a Igreja?

Até o próximo dia 28 de fevereiro, Bento XVI governa a Igreja. Depois disso, seguem-se os procedimentos normais para o caso de Sé Vacante.

– Que procedimentos são esses?

A cessação da atividade da Cúria, a formação das comissões cardinalícias que irão preparar o conclave, etc. Trata-se, em suma, daquelas disposições que foram dadas por S.S. João Paulo II na Universi Dominici Gregis, com bem poucas mudanças (o pe. Z. fala, p.ex., que como não houve morte do Pontífice anterior então não haverá os Novemdiales, e portanto o conclave pode começar mais cedo).

– Bento XVI vai votar no conclave?

Não, o Papa Bento XVI já tem 85 anos e, portanto, não é mais cardeal-eleitor.

– Mas pode ser votado? Os cardeais-eleitores poderão votar em Bento XVI, elegendo-o novamente Papa após a renúncia?

Creio que em princípio nada obsta, mas seria indelicado para com um senhor octagenário com renúncia recém-apresentada, sem que tenham deixado de existir (obviamente) as razões que motivaram a dita renúncia.

– E o que acontece com o Papa? O Anel do Pescador é quebrado? Ele pode continuar se chamando Bento XVI, ou tem que voltar a assinar Joseph Ratzinger? Quando ele morrer, vai ter funerais pontifícios?

Rapaz, não sei. Penso que o anel é quebrado sim (porque embora o Papa não tenha morrido, o seu reinado terminou e é isso que o anel representa), que ele pode continuar assinando “Bento XVI” (afinal, São Celestino V é chamado de São Celestino, que é o seu nome de Papa, e não de Pietro del Morrone que é o de Batismo) e que terá funerais pontifícios. Mas não tenho certeza.

– O que nos resta fazer agora?

Confiar na Providência Divina e rezar ao Espírito Santo de Deus, redobrando as penitências quaresmais, a fim de que o Deus Altíssimo nos conceda um papa santo para suceder Bento XVI na Sé de Pedro.

Papa Bento XVI se diz ‘consternado’ com incêndio em Santa Maria


Do G1, em São Paulo – O Papa Bento XVI declarou-se nesta segunda-feira (28) “consternado” pelo incêndio que matou 231 pessoas em Santa Maria (RS), compartilhou “a dor” de todos os atingidos e orou para pedir confortou aos feridos.

Em um telegrama de pêsames enviado em nome do pontífice pelo secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, ao arcebispo da cidade de Santa Maria, monsenhor Hélio Adelar Rubert, Bento XVI manifestou sua ‘participação na dor’ dos familiares, segundo o Vaticano.

“Consternado pela trágica morte de centenas de jovens em um incêndio em Santa Maria, o Sumo Pontífice pede que sejam transmitidos aos familiares das vítimas seus pêsames e participação na dor de todos os atingidos”, afirma o texto divulgado pelo gabinete de imprensa do Vaticano.

“Confio a Deus Pai Misericordioso os falecidos e peço ao Céu conforto e melhoras para os feridos”, escreveu.

O telegrama termina com a bênção apostólica para todos os que foram afetados pela tragédia.

Twitter: Papa supera 2 milhões de seguidores


Cidade do Vaticano (RV) – Cinco dias após ter enviado seu primeiro tweet, a conta em oito línguas do papa Bento XVI, @Pontifex, superou dois milhões de seguidores. O Presidente da Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Arcebispo Cláudio Maria Celli conversou com a Rádio Vaticano sobre o ingresso de Bento XVI neste novo espaço de comunicação.
Dom Celli explicou que “o Santo Padre teve o desejo de entrar neste espaço comunicativo, que para homem de hoje também é um ambiente existencial. As novas tecnologias, – destaca -, deram origem a uma nova cultura: deixaram de ser um instrumento de comunicação para se tornar um lugar, um ambiente, onde o homem de hoje vive. O desejo do Santo Padre é de estar alí onde os homens habitam e estar ao lado deles com palavras de verdade, adaptando-se a esta linguagem criada pelo Twitter, em 140 caracteres”.
Referindo-se aos diferentes contextos e limites da cultura digital, como as redes sociais, o prelado observa que “se olharmos para o mapa de distribuição de tecnologias, nos damos conta que na África existe um vazio. Isto significa que faltam provedores, falta eletricidade, faltam tantas coisas. O mesmo vale para algumas regiões da América Latina e da Ásia. Isto representa para a Igreja, que também ela, que atua nestes contextos para anunciar o Evangelho, deve levar em consideração as diferentes velocidades com que são oferecidas estas novas possibilidades digitais.”
O Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais adverte para o risco de as notícias não serem avaliadas corretamente devido à quantidade e à velocidade com que chegam a nós: “Corremos o risco – adverte – de perder a orientação. Somos inundados por tantas notícias, que não conseguimos descobrir onde está a Boa Nova, que é a resposta verdadeira aos problemas, da minha vida, do meu coração e isto, inegavelmente, é um desafio. Por esta razão temos necessidade não de fechar, mas de educar as pessoas neste contexto comunicativo, para descobrir o sentido de certas coisas”, conclui (JE)

“Não se pode ceder em plena batalha”: Bispo Tissier de Mallerais da FSSPX revela existência de carta do Papa Bento XVI enviada ao Superior da Fraternidade puco antes do Capítulo


Existência de carta de Bento XVI é revelada durante conferência do bispo lefebvriano Tissier de Mallerais, que havia dado como impossível o acordo com a Santa Sé.

Por Andrea Tornielli – Vatican Insider | Tradução: §|Olhar Católico|§

Em 30 de junho, poucos dias antes do capítulo geral da Sociedade de São Pio X, Bento XVI escreveu uma carta ao superior lefrebvista, o bispo Bernard Fellay. A existência da carta foi revelada por Dom Bernard Tissier de Mallerais, um dos quatro bispos da Fraternidade de posições conhecidas contrárias ao acordo com Roma, durante uma conferência realizada em 16 de setembro, na França, Priorado St. Louis- . Maria Grignon de Montfort traduzida em italiano aqui.

O bispo disse que: “Em 30 de junho de 2012 – é um segredo que irá revelar, mas que será tornado público – o Papa escreveu de próprio punho uma carta ao nosso Superior Geral, monsenhor Fellay: ‘Lhe confirmo efetivamente que, para serem realmente reintegrados na Igreja precisa aceitar realmente o Concílio Vaticano II e do magistério pós-conciliar’”

“Trata-se propriamente – disse Tissier de Mallerais – de um ponto de parada, porque para nós não é aceitável, e não podemos assinar uma coisa dessas. Pode-se fazer alguns esclarecimentos, porque o Concílio é tão grande que você pode encontrar algumas coisas boas, mas esta não é a essência do Concílio. “

O bispo lefebvriano durante a conferência pronunciou palavras muito duras: “Não se pode ceder em plena batalha, não tentaremos o armistício [N.T.: trégua] enquanto a gerra seb enfurece: com Assis 3º ou 4º no ano passado; com a beatificação de um falso beato, o Papa João Paulo II. Uma coisa falsa, uma falsa beatificação. E com a exigência ,constantemente lembrada pelo Papa Bento XVI, de aceitar o Concílio e as reformas do magistério pós-conciliar. “

Tissier de Mallerais também disse que “a colegialidade, que destrói o poder do Papa, que já não se atreve a resistir às conferências epicscopais”; destrói “o poder dos bispos, que não ousam a resistir às conferências”. Acrescentou ainda que o ecumenismo “defende os valores da salvação de falsas religiões e do protestantismo, coisas que são falsas”, enquanto a liberdade religiosa “deixa de boa vontade construir livremente mesquitas em nossos países.”

“Obviamente – disse o bispo lefebvriano – estas questões não se pode assinar. Sobre este ponto não há acordo e não haverá acordo”. E não obstante a insistência da “Roma modernista”, Tissier assegura: “Pessoalmente, eu não vou assinar nunca estas coisas, é claro. Eu nunca vou dizer que a Missa Nova é legítima ou legal, vou dizer que muitas vezes é inválida, nas palavras do Arcebispo Lefebvre. Eu nunca vou dizer: ‘O Conícilio, se o interpreta-se bem, talvez fosse possível corresponder com a Tradição, se poderia encontrar um sentido aceitável’.”

Depois de definir como “mentiroso” o texto do preâmbulo doutrinal apresentado em 12 de junho pelo Cardeal William Levada para Fellay, o bispo lefebvriano disse que o Capítulo Geral da Sociedade reunido em julho passado tomou “decisões muito doce, suave”, de modo a “apresentar a Roma os obstáculos de Roma que ninguém se atreve a importunar”, dispondo de “condições praticamente impossíveis de impedir que nos leve a novas propostas. Mas o diabo é mau, e eu acho que eles vão voltar para o ataque e eu me preparo com cuidado também para proteger e defender a Fraternidade “.

A imprensa já começa a soltar os cachorros…

A volta dos que não foram…


É com grande alegria que, via Fratres in Unum, podemos anunciar que em breve a FSSPX estará de volta à Santa Igreja. De onde nunca saiu 🙂

Como se volta de onde nunca saiu? – Perguntar-me-ia o nobre e raro leitor deste blog. Pois é, eu não sei, só sei que foi assim 😉

Na minha humilde e desautorizada opinião nunca estiveram fora aqueles que sempre declararam obediência ao Santo Papa e a Doutrina Católica que SEMPRE foi ensinada, ao contrário de muitos “católicos” que há por aí.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

E que Nosso Senhor Jesus Cristo se compadeça da FSSPX e do Santo Padre, o Papa Bento XVI, pois a ira dos lobos cairá sobre suas cabeças.

Fazendo uma previsão dos próximos noticiários poderemos ter:

-Papa readmite ultra-conservadores à Igreja Católica;

-Depois de retirar excomunhão de bispo negacionista, Papa o readmite na Igreja;

-Levrevistas que negam o Concílio Vaticano II, que renovou e atualizou a Igreja com o mundo, são readmitidos na Igreja;

-Teólogo e ex-colega do Papa Bento XVI, Hans Kung pede renúncia do Papa;

-No seu sétimo ano de pontificado o Papa Bento XVI entra em nova polêmica: readmite bispo negacionista na Igreja;

Então caros (e raros!) leitores, qual das opções acima vocês acham que mais vão, como se diz aqui no Ceará, virviar nos noticiários?

Se vocês acham que faltou alguma, indiquem nos comentários…

Dilma chama a religião de mais de um bilhão de pessoas de “a crença do papa”. Achei que também fosse a dela…


Reinaldo Azevedo

“Eu acho que é a posição do papa e tem que ser respeitada. Encaro que ele tem o direito de manifestar o que ele pensa. É a crença dele e ele está recomendando uma orientação”.

É a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, referindo-se ao pronunciamento inequívoco do papa Bento 16, que condenou o aborto e recomendou aos bispos brasileiros que orientem seus fiéis a não votar em candidatos que defendam a legalização. Já escrevi a respeito.

“É a crença dele…” Errado! É a crença de mais de um bilhão de católicos no mundo inteiro, para os quais o papa é a máxima autoridade religiosa. O PT pediu  — e ministro Henrique Neves, do TSE, autorizou — que impressos dando EXATAMENTE ESSA ORIENTAÇÃO fossem recolhidos. Era uma encomenda da Diocese de Guarulhos.

“Crença dele?” Achei que fosse a dela também. Nos últimos dois meses, eu a vi na Igreja algumas vezes. Na Basílica de Aparecida, ela até chegou a fazer o “Pelo Sinal”. Como Gilberto Carvalho, o réu, não conseguiu dar um curso intensivo, ela errou um tantinho a seqüência “esquerda-direita” na hora de representar o Lenho Sagrado. Acrescentou ainda um toque a mais no nariz etc. Ela queria nos passar a idéia de uma conversão sincera. “Crença dele”???

Instada a comentar a reação do PT à recomendação de igrejas cristãs em favor do voto antiaborto, ela comentou:
“Vamos separar as questões. Eu não acho que o papa tem nada a ver com isso. No Brasil, ocorreu outra coisa: uma campanha que não veio à luz do dia; quem fez a campanha não se identificou, não mostrou sua cara. Foi uma campanha de difamações,calúnias e algumas feitas ao arrepio da lei porque a lei proíbe que isso ocorra. Ele veio a público e falou a posição dele”.

Epa! Há uma salada russa aí. O impresso que o PT pediu para recolher não poderia estar mais à luz do dia; não poderia ser mais iluminado: trazia a assinatura de três bispos; foi redigido pela Comissão de Defesa da Vida da Regional Sul I, da CNBB.

Quais calúnias? Quais difamações?
Pergunta -  Dilma é ou não favorável à descriminação do aborto|?
Resposta –
É. Entrevista à Folha em 2007 e à Marie Claire em abril de 2009 provam que sim.
Pergunta – Dilma integra ou não um governo que agiu em favor da descriminação do aborto?
Resposta –
Sim!
Pergunta – O Programa Nacional de Direitos Humanos que ganhou forma final na Casa Civil, quando Dilma era ministra, trazia ou não a descriminação do aborto como diretriz?
Resposta –
Sim!

E, bem, diante da história reescrita, esporte predileto dos petistas, nada como a verdade ela mesma, que tem de ser relembrada mais uma vez.  Publicarei comentários de petralhas se conseguirem apontar uma única  coisa aqui que não seja FATO. Há alguma?

Discurso do Santo Padre: Indireta ao PT, direta a D. Bergonzini e bispos brasileiros!


Eis a voz de Pedro! Eis a voz do Vigário de Cristo! Quem disse que o Santo Padre não olha por nós? Aos leigos e clero brasileiro que pensam estar anencefálos, Cefas está a apascentar as ovelhas de Nosso Senhor Jesus Cristo, ovelhas que reconhecem a voz do Seu Pastor que fala pela boca de S.S. Bento XVI. Pedro, tu me amas!? É claro que sim oh Senhor, Pedro te amas! Sua Santidade Bento XVI ama-Vos Senhor, e segue os Vossos ensinamentos, as Vossas ordens: apascentar o Vosso rebanho! Do que estou a falar? Deste intrépido discurso do Santo Padre proferiro hoje às seis da manhã, horário de Brasília, no Vaticano aos bispos da regional V do nordeste:

Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5 [cinco]. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitae, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

Benedictus PP. XVI

Clara de Assis, esposa de Cristo


Caros irmãos e irmãs,

uma das santas mais amadas é, sem dúvida, Santa Clara de Assis, que viveu no século XIII, contemporânea de São Francisco. Seu testemunho mostra-nos o quanto a Igreja deve a mulheres corajosas e ricas na fé como ela, capazes de dar um impulso decisivo para a renovação da Igreja.

Quem foi então Clara de Assis? Para responder a esta pergunta, temos fontes seguras, não apenas as antigas biografias, como a de Tomás de Celano, mas também os autos do processo de canonização promovido Papa já pouco depois da morte de Clara e que contêm o testemunho dos que viveram ao seu lado por muito tempo.

Nascida em 1193, Clara pertencia a uma família aristocrática e rica. Renunciou à nobreza e à riqueza para viver pobre e humilde, adotando a forma de vida que Francisco de Assis propunha. Apesar de seus pais planejarem um casamento com algum personagem de relevo, Clara, aos 18 anos, com um gesto audaz, inspirado pelo profundo desejo de seguir a Cristo e pela admiração por Francisco, deixou a casa paterna e, em companhia de uma amiga sua, Bona di Guelfuccio, uniu-se secretamente aos frades menores junto da pequena igreja da Porciúncula. Era a tarde de Domingo de Ramos de 1211. Na comoção geral, realizou-se um gesto altamente simbólico: enquanto seus companheiros tinham nas mãos tochas acesas, Francisco cortou-lhe os cabelos e Clara vestiu o hábito penitencial. A partir daquele momento, tornava-se virgem esposa de Cristo, humilde e pobre, e a Ele totalmente se consagrava. Como Clara e suas companheiras, inumeráveis mulheres no curso da história ficaram fascinadas pelo amor de Cristo que, na beleza de sua Divina Pessoa, preencheu seus corações. E a Igreja toda, através da mística vocação nupcial das virgens consagradas,  demonstra aquilo que será para sempre: a Esposa bela e pura de Cristo.

Em uma das quatro cartas que Clara enviou a Santa Inês de Praga, filha do rei da Bohemia, que queria seguir seus passos, ela fala de Cristo, seu amado esposo, com expressões nupciais, que podem surpreender, mas que comovem: “Amando-o, és casta, tocando-o, serás mais pura, deixando-se possuir por ele, és virgem. Seu poder é mais forte, sua generosidade, mais elevada, seu aspecto, mais belo, o amor mais suave e toda graça. Agora tu estás acolhida em seu abraço, que ornou teu peito com pedras preciosas… e te coroou com uma coroa de ouro gravada com o selo da santidade” (Lettera prima: FF, 2862).

Sobretudo no início de sua experiência religiosa, Clara teve em Francisco de Assis não só um mestre a quem seguir os ensinamentos, mas também um amigo fraterno. A amizade entre estes dois santos constitui um aspecto muito belo e importante. Efetivamente, quando duas almas puras e inflamadas do mesmo amor por Deus se encontram, há na amizade recíproca um forte estímulo para percorrer o caminho da perfeição. A amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados que a Graça divina purifica e transfigura. Como São Francisco e Santa Clara, outros santos vivenciaram uma profunda amizade no caminho para a perfeição cristã, como São Francisco de Sales e Santa Giovanna de Chantal. O próprio São Francisco de Sales escreve: “é belo poder amar na terra como se ama no céu, e aprender a amar-nos neste mundo como faremos eternamente no outro. Não falo aqui de simples amor de caridade, porque este devemos tê-lo todos os homens; falo do amor espiritual, no âmbito do qual, duas, três, quatro ou mais pessoas compartilham devoção, afeto espiritual e tornam-se realmente um só espírito” (Introduzione alla vita devota III, 19).

Após ter transcorrido um período de alguns meses em outras comunidades monásticas, resistindo às pressões de seus familiares que no início não aprovavam sua escolha, Clara se estabeleceu com suas primeiras companheiras na igreja de São Damião, onde os frades menores tinham preparado um pequeno convento para elas. Nesse mosteiro, viveu durante mais de quarenta anos, até sua morte, ocorrida em 1253. Chegou-nos uma descrição de primeira mão de como estas mulheres viviam naqueles anos, nos inícios do movimento franciscano. Trata-se do informe cheio de admiração de um bispo flamengo em visita à Itália, Santiago de Vitry, que afirma ter encontrado um grande número de homens e mulheres, de toda classe social, que, “deixando tudo por Cristo, escapavam ao mundo. Chamavam-se frades menores e irmãs menores e são tidos em grande consideração pelo senhor Papa e pelos cardeais… As mulheres… moram juntas em diferentes abrigos não distantes das cidades. Não recebem nada; vivem do trabalho de suas mãos. E lhes dói e preocupa profundamente que sejam honradas mais do que gostariam, por clérigos e leigos” (Carta de outubro de 1216: FF, 2205.2207).

Santiago de Vitry tinha captado com perspicácia um traço característico da espiritualidade franciscana, a que Clara foi muito sensível: a radicalidade da pobreza associada à confiança total na Providência divina. Por este motivo, ela atuou com grande determinação, obtendo do Papa Gregório IX ou, provavelmente, já do Papa Inocêncio III, o chamado Privilegium Paupertatis (cfr FF, 3279). Em base a este, Clara e suas companheiras de São Damião não podiam possuir nenhuma propriedade material. Tratava-se de uma exceção verdadeiramente extraordinária em relação ao direito canônico vigente, e as autoridades eclesiásticas daquele tempo o concederam apreciando os frutos de santidade evangélica que reconheciam na forma de viver de Clara e de suas irmãs. Isso demonstra também que nos séculos medievais, o papel das mulheres não era secundário, mas considerável. A propósito disso, é oportuno recordar que Clara foi a primeira mulher da história da Igreja que compôs uma Regra escrita, submetida à aprovação do Papa, para que o carisma de Francisco de Assis se conservasse em todas as comunidades femininas que iam se estabelecendo em grande número já em seus tempos, e que desejavam se inspirar no exemplo de Francisco e Clara.

No convento de São Damião, Clara praticou de modo heróico as virtudes que deveriam distinguir cada cristão: a humildade, o espírito de piedade e de penitência, a caridade. Ainda sendo a superiora, ela queria servir em primeira pessoa as irmãs enfermas, submetendo-se também a tarefas muito humildes: a caridade, de fato, supera toda resistência e quem ama realiza todo sacrifício com alegria. Sua fé na presença real da Eucaristia era tão grande que em duas ocasiões se comprovou um fato prodigioso. Só com a ostensão do Santíssimo Sacramento, afastou os soldados mercenários sarracenos, que estavam a ponto de agredir o convento de São Damião e de devastar a cidade de Assis.

Também esse episódio, como outros milagres, dos quais se conservava memorial, levaram o Papa Alexandre IV a canonizá-la só dois anos depois de sua morte, em 1255, traçando um elogio a ela na Bula de canonização, onde lemos: “Quão vívida é a força desta luz e quão forte é a claridade desta fonte luminosa. Na verdade, esta luz estava fechada no esconderijo da vida de clausura, e fora irradiava esplendores luminosos; recolhia-se em um pequeno monastério, e fora se expandia por todo vasto mundo. Guardava-se dentro e se difundia fora. Clara, de fato, se escondia; mas sua vida se revelava a todos. Clara calava, mas sua fama gritava” (FF, 3284). E é precisamente assim, queridos amigos: são os santos que mudam o mundo para melhor, transformam-no de forma duradoura, injetando-lhe as energias que só o amor inspirado pelo Evangelho pode suscitar. Os santos são os grandes benfeitores da humanidade!

A espiritualidade de Santa Clara, a síntese de sua proposta de santidade está recolhida na quarta carta a Santa Inês de Praga. Santa Clara utiliza uma imagem muito difundida na Idade Média, de ascendências patrísticas, o espelho. E convida sua amiga de Praga a se olhar no espelho da perfeição de toda virtude, que é o próprio Senhor. Escreve: “feliz certamente aquela a quem se lhe concede gozar desta sagrada união, para aderir com o profundo do coração [a Cristo], àquele cuja beleza admiram incessantemente todas as beatas multidões dos céus, cujo afeto apaixona, cuja contemplação restaura, cuja benignidade sacia, cuja suavidade preenche, cuja recordação resplandece suavemente, a cujo perfume os mortos voltarão à vida e cuja visão gloriosa fará bem-aventurados todos os cidadãos da Jerusalém celeste. E dado que ele é esplendor da glória, candura da luz eterna e espelho sem mancha, olhe cada dia para este espelho, ó rainha esposa de Jesus Cristo, e perscruta nele continuamente teu rosto, para que possas te adornar assim toda por dentro e por fora… neste espelho resplandecem a bem-aventurada pobreza, a santa humildade e a inefável caridade” (Quarta carta: FF, 2901-2903).

Agradecidos a Deus que nos dá os santos, que falam ao nosso coração e nos oferecem um exemplo de vida cristã a imitar, gostaria de concluir com as mesmas palavras de benção que Santa Clara compôs para suas irmãs e que ainda hoje as Clarissas, que desempenham um precioso papel na Igreja com sua oração e com sua obra, custodiam com grande devoção. São expressões das que surge toda a ternura de sua maternidade espiritual: “Bendigo-vos em minha vida e depois de minha morte, como posso e mais de quanto posso, com todas as bênçãos com as que o Pai de misericóridas abençoa e abençoará no céu e na terra seus filhos e filhas, e com as quais um pai e uma mãe espiritual abençoa e abençoará seus filhos e filhas espirituais. Amém” (FF, 2856).

[Traduzido por ZENIT. Ao final da audiência, o Papa saudou os peregrinos em diferentes idiomas. Estas foram suas palavras em português:]

Clara de Assis foi um verdadeiro clarão luminoso que brilhou na Idade Média, sendo uma das santas mais amadas pelo povo cristão. Seu profundo desejo de seguir Cristo e sua amizade fraterna e grande admiração por São Francisco de Assis a inspirou a deixar a vida aristocrática e rica da sua casa paterna para consagrar-se inteiramente a Cristo, pobre e humilde. Temos aqui um exemplo de como a amizade é um dos sentimentos humanos mais nobres e elevados, que a graça divina purifica e transfigura. Decidida a viver uma pobreza radical associada com uma confiança total na providência divina, conseguiu obter um privilégio papal para que, no seu convento de São Damião, ninguém possuísse qualquer propriedade material. Brilhou pela prática heróica da virtude da humildade, servindo a todas as irmãs com alegria, e pela sua grande fé na Eucaristia. Pela sua grande fama de santidade, foi canonizada somente dois anos após a sua morte.

Papa Bento XVI, CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dom de línguas. Para Canção Nova: Confusão. Para Bento XVI: Comunhão


A malfadada e anticatólica enciclopédia Canção Nova mostra a sua “união” com a Doutrina Católica. Comparemos o que a mesma “ensina” com o que o Papa Bento XVI ensina:

Canção Nova:

Enciclopédia Canção Nova: só confusão

Enciclopédia Canção Nova: só confusão

O primeiro dom que se manifestou foi o de línguas. Em pentecostes, os discípulos, junto com Maria, ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a orar, a louvar, a cantar numa língua nova, a língua do Espírito. Alguns interpretaram o acontecimento e disseram: Eles louvam a Deus, estão cantando as glórias de Deus, e nós estamos entendendo com o coração. Outros estavam ali como curiosos, brincando, zombando, dizendo que os discípulos estavam bêbados. Pedro explicou: Não estamos bêbados; pelo contrário, está se cumprindo a profecia de Joel. O primeiro dom criou confusão. (Fonte)

Sua Santidade Papa Bento XVI:

Só rezando

Só rezando...

“De forma diferente do que aconteceu com a torre de Babel, quando os homens que queriam construir com as suas mãos um caminho para o céu terminaram por destruir a sua própria capacidade de se compreenderem reciprocamente, o Pentecostes do Espírito, com o dom das línguas, mostra que sua presença une e transforma a confusão em comunhão” (Fonte)

E ainda vem neguingo aqui me dizer que o Papa “aprova” a Canção Nova! Que a Canção Nova está em plena comunhão com a Igreja. De que adianta, se a “Canção Nova não aprova o Papa”!? Não segue a Doutrina Católica, deturpa as Sagradas Escrituras e atropela a Tradição! Como diria uma certa blogueira: “Plena comunhão… da desobediência!”

E como diria esta mesma blogueira ainda: Canção Nova, passar bem… Longe de mim!

Post relacionado: Enciclopédia Canção Nova x Bíblia: com quem ficar?

O que está por trás dos ataques a Ratzinger?


ZENIT: O que você acha que está por trás dos ataques ao Papa?

Andrea Tornielli: Não acho que os ataques venham de uma só direção nem que seja um complô. Acho que são vários grupos, várias realidades soltas e diferentes entre si, que têm um interesse comum: transformar a Igreja em uma seita protestante qualquer, porque os ensinamentos da Igreja incomodam.

Não me refiro somente – como muitos poderiam pensar – aos temas da ética ou da sexualidade, mas também aos temas da globalização, do desenvolvimento, da defesa do ambiente, da política multilateral, entre outros. Esses grupos não necessariamente agem usando uma única orientação, mas é claro que criticam publicamente e que atacam o Papa. Penso que têm todo um interesse em enfatizar os problemas da Igreja, como, por exemplo, o escândalo da pedofilia.

ZENIT: Por que o atacam? Por que o impediram de falar na Universidade Sapienza de Roma em janeiro de 2008?

Andrea Tornielli: Certas campanhas mediáticas são determinadas pela “fome” negativa do preconceito consolidado e não correspondem à realidade exposta primeiro pelo cardeal Ratzinger e depois pelo Papa Bento XVI. Querem que ele seja visto como um retrógrado conservador, antiliberal e antidemocrático.

O caso da Sapienza é exemplar porque não foi causado só por minúsculos grupos de estudantes ideologizados, mas também por pesquisadores e professores que “julgaram” Ratzinger, partindo da base de uma citação errada que foi tomada da Wikipédia – aliás, isso deveria nos dizer algo sobre o nível das nossas universidades.

O poder secularizado teme o anúncio de uma verdade irredutível; há lobbies e grupos de poder para os quais a moral cristã e o ensinamento ético da Igreja são incômodos. Em certas situações, a voz da Igreja permanece como o único baluarte de uma consciência não anestesiada.

ZENIT: Você diz que há ataques externos. Acha que também existem ataques internos?

Andrea Tornielli: Claro que sim! Isso é determinado por um fenômeno que nós chamamos de dissidência interna da Igreja, ou seja, teólogos e inclusive bispos que criticam abertamente alguns aspectos do magistério de Bento XVI. O fim último não são os ataques inconscientes, porque são queridos por alguma maquinaria curial, que facilita algumas crises que poderiam ter sido evitadas, mas que, no entanto, cresceram e se converteram em um problema maior.

ZENIT: Continuando com o tema, durante o voo a Portugal, em 11 de maio, o Papa disse que “hoje vemos isso de maneira realmente assustadora: a maior perseguição da Igreja não procede dos inimigos de fora, mas nasce do pecado da Igreja”. Quais são estes pecados aos quais o Papa se refere e quais são os grupos e pessoas que criam inimizades no interior da Igreja?

Andrea Tornielli: A pergunta foi formulada com referência explícita aos escândalos de pedofilia que dizem respeito a expoentes do clero. A resposta do Papa foi dramática. Bento XVI explicou que o ataque mais forte acontece no interior, é o pecado da Igreja. No fundo, a história nos ensina que, nos ataques externos à Igreja, sempre existe no final uma saída reforçada, talvez depois de longos períodos de dificuldade ou de perseguição. Já o ataque interno a destrói.

Agora, não são somente os gigantes, inclusive os “espantosos” episódios do abominável crime da pedofilia. Existe também o crescimento de um pensamento não-católico no interior da Igreja Católica: uma realidade denunciada com extrema lucidez desde o Papa Paulo VI, que hoje infelizmente ainda persiste. Fiquei surpreso, por exemplo, com certas reações contra a decisão de Bento XVI de liberar a Missa antiga. Reações públicas, vindas inclusive de bispos. Os exemplos seriam muitos.

ZENIT: O Papa, na homilia da Missa que encerrou o Ano Sacerdotal, no dia 11 de junho, falou num tom muito específico sobre heresias e sobre a necessidade de usar o cajado contra os lobos que querem afugentar o rebanho. A que ele se referia?

Andrea Tornielli: No nosso livro, analisamos a crise dos primeiros cinco anos do pontificado do Papa Ratzinger, não fazemos uma lista de possíveis heresias. Eu gostaria de recordar que, infelizmente, hoje se difundem – de maneira mais ou menos subterrânea – ideias ou interpretações que acabam destruindo a fé das pessoas simples.

Neste sentido, como explicava o então cardeal Ratzinger no começo do seu mandato como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Magistério tem o dever de proteger a fé dos simples, daqueles que não escrevem nos jornais nem vão falar na televisão.

O Magistério tem um dever – dizia ele – “democrático”. Acho que uma mudança radical que o Papa pede a todos é a de ser conscientes de que a Igreja não foi “feita” por nós, não pode ser considerada uma empresa, nem tudo pode ser reduzido a reivindicações sobre funções e ministérios, sua vida não pode estar planificada somente com estratégias pastorais. Se aprendêssemos desse constante apelo do Papa, talvez muitos opositores abertos e ocultos compreenderiam que o Papa não é um monarca absoluto, mas alguém que obedece Jesus Cristo na transmissão do depositum fidei.

Fonte: http://www.zenit.org/article-26088?l=portuguese

Enquanto Papa diz uma coisa PUC-SP faz outra


Enquanto os professores da PUC-SP atentam contra a vida e lançam livreco que defende o aborto, S.S. Bento XVI afirma que escola católica deve ser coerente com a doutrina. Leia abaixo notícia da Zenit.org:

Escola católica deve ser coerente com a doutrina, diz Papa
Ao se encontrar com religiosos e professores católicos britânicos

LONDRES, sexta-feira, 17 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – Não só o que se ensina nas escolas católicas deve ser coerente com a doutrina, mas também os religiosos que se dedicam ao ensino devem ser modelo com sua própria vida.Foi o que afirmou Bento XVI aos representantes das escolas católicas britânicas, a quem encontrou na manhã desta sexta-feira, no St Mary’s University College em Twickenham (bairro londrino de Richmond).

O Papa falou, na capela da instituição, para cerca de 300 religiosos e professores das escolas católicas, a quem assinalou que sua presença é um sinal que recorda o espírito e costumes católicos que devem permear todos os aspectos da vida escolar.

“Isso vai além da evidente exigência de que o conteúdo do ensino concorde sempre com a doutrina da Igreja. Trata-se de que a vida de fé seja a força impulsora de toda atividade escolar, para que a missão da Igreja se desenvolva com eficácia”, afirmou o Papa.

Bento XVI recordou aos presentes, entre quem se encontrava também o Ministro de Instrução britânico, Nick Gibb, que já desde a entrada do cristianismo na Inglaterra este realizou um importante trabalho educativo.

“Os monges perceberam com clareza esta dimensão transcendente do estudo e do ensino, que tanto contribuiu para a evangelização destas ilhas”, afirmou o Papa.

O pontífice também quis recordar a venerável Mary Ward e suas Damas Inglesas. Mary (1585 – 1645), nascida durante a perseguição anticatólica posterior à Reforma, fundou uma original obra educativa, que se estendeu por todo continente.
“Eu mesmo, quando criança, fui educado pelas ‘Damas Inglesas’, e tenho por elas uma profunda dívida de gratidão”, reconheceu o Papa.

Neste sentido, quis também recordar aos presentes que “a tarefa de um professor não é simplesmente comunicar informação ou proporcionar capacitação em habilidades orientadas ao lucro econômico da sociedade”.

“A educação não é nem nunca deve ser considerada algo meramente utilitário – advertiu –. Trata-se da formação da pessoa humana, preparando-a para viver em plenitude. Em uma palavra, trata-se de partilhar sabedoria. E a verdadeira sabedoria é inseparável do conhecimento do Criador”.

O Papa quis animar os religiosos de forma concreta a não abandonar sua presença no âmbito educativo.

“Como os papéis respectivos da Igreja e do Estado no âmbito da educação continuam evoluindo, nunca esqueçais que os religiosos têm uma única contribuição a oferecer a este apostolado, sobretudo através de suas vidas consagradas a Deus e por meio de sua fidelidade: o testemunho de amor a Cristo, o Mestre por excelência”, afirmou.

Por último, destacou – em referência aos episódios de abuso sexual – a importância de que as escolas católicas sejam “locais seguros” para crianças e jovens, e inclusive que este “clima de confiança” seja um distintivo destes centros. 

“Nossa responsabilidade com aqueles que nos confiaram sua formação cristã não pode exigir menos”, afirmou. “De fato, a vida de fé pode-se cultivar com eficácia quando prevalece um clima de confiança respeitosa e afetuosa”.

Ao finalizar seu discurso, o Papa presenteou à St. Mary University, na pessoa de Dom Stack, bispo auxiliar de Westminster, um mosaico da Virgem Maria.

A espada de Bento XVI: seu magistério!

Crise de pederastia na Igreja em 1.001 palavras e a resposta de Bento XVI


Por Marc Argemí*

ROMA, segunda-feira, 26 de abril de 2010 (ZENIT.org).- O New York Times (NYT) publica (12/3/10) que em 1980 a arquidiocese de Munique e Freising, sendo Joseph Ratzinger bispo, acolheu e finalmente reincorporou um sacerdote acusado de abusar sexualmente de crianças.

O padre perpetrou mais tarde novos abusos e foi processado. Como se demonstrou depois, quem tomou a decisão de readmitir não foi Ratzinger, mas o vigário geral: a reinserção aconteceu em setembro de 1982, quando Ratzinger já estava em Roma. No dia 5/03/10, tenta-se implicar o irmão de Ratzinger, mas a acusação não se sustenta.

A resposta de Bento XVI

Bento XVI (19/03/10) escreve uma carta aos bispos da Irlanda sobre os abusos a crianças e jovens por parte de clérigos, destapados pelos informes Murphy (julho de 2009) e Ryan (maio de 2009). A Irlanda é o segundo país após os Estados Unidos onde se investiga a fundo.

Na carta, Bento XVI aponta 8 causas deste desastre: 1) inadequada reposta à secularização, 2) descuido de práticas sacramentais e devocionais (confissão frequente, oração diária e retiros anuais), 3) tendência a adotar formas de pensamento e julgamento sem referência suficiente ao Evangelho, 4) tendência a evitar enfoques penais das situações canonicamente irregulares, 5) procedimentos inadequados para determinar a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa, 6) insuficiente formação humana, moral, intelectual e espiritual nos seminários e noviciados, 7) tendência social a favorecer o clero e outras figuras de autoridade e 8) preocupação fora de lugar pelo bom nome da Igreja e para evitar escândalos.

Às vítimas, disse: “sofrestes tremendamente e por isto sinto profundo desgosto. Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes (…). É comprensível que vos seja difícil perdoar ou reconciliar-vos com a Igreja. Em seu nome expresso abertamente a vergonha e o remorso que todos sentimos. Ao mesmo tempo peço-vos que não percais a esperança”. Aos sacerdotes e religiosos que abusaram de crianças: “por isto deveis responder diante de Deus omnipotente, assim como diante de tribunais devidamente constituídos”. Aos bispos: “não se pode negar que alguns de vós e dos vossos predecessores falhastes, por vezes gravemente, na aplicação das normas do direito canónico codificado há muito tempo sobre os crimes de abusos de jovens. Foram cometidos sérios erros no tratamento das acusações”.

Bento XVI propõe cinco medidas: 1) um ano de penitência, 2) redescobrir o sacramento da Reconciliação (a confissão), 3) fomentar a adoração eucarística, 4) uma Visita Apostólica (uma inspeção) em algumas dioceses, seminários e congregações religiosas, 5) uma missão para todos os bispos, sacerdotes e religiosos. Entre outras palavras: fazer a limpeza. 

Ainda mais

No dia 24/03/10, NYT aponta diretamente Bento XVI como responsável por um caso, quando ainda era cardeal: o de Lawrence Murphy, que abusos de crianças surdas nos anos 70 em Milwaukee e não foi condenado nem pela justiça ordinária nem pelo arcebispado. Como se viu depois, a falta de diligência na punição do malfeitor foi culpa do próprio arcebispado local: o caso não chegou ao Vaticano até os anos 90. A miopia da notícia jornalística pode-se explicar por erros de tradução e porque o artigo bebe de duas fontes: os advogados que denunciaram o arcebispado (um deles, Jeffrey Anderson, tem litígio aberto contra a Santa Sé) e o arcebispo emérito de Milwaukee, Rembert Weakland, no cargo quando tudo sucedeu.

A 2/2/10, Associated Press lançou outra acusação contra Bento XVI, cujas provas se demostraram falsas. A 9/4/10, voltou a artilharia do NYT, com mais acusaçõescom igual sorte.

Em resumo, as acusações contra a Igreja são três: 1) alguns sacerdotes católicos abusaram de crianças, 2) muitos bispos ocultaram e 3) Bento XVI seria pessoalmente responsável. Com dados na mão, o n.1 é, lamentavelmente, certo em uma ínfima minoria do coletivo; n. 2 se afirma em determinados prelados e n. 3 e totalmente falso.

As consequencias

Alguns pedem que se julgue o Papa por encobrimento e aproveitam para suspender o catolicismo em seu conjunto. Outros já haviam tentado, tempos atrás, usar os delitos de uns poucos para desacreditar toda a instituição. Alguns advogados tentam tirar proveito. Não faltam vozes amigas do Papa desde o judaísmo, o agnosticismo e, em geral, desde ambientes intelectuais. 

O Vaticano pôs sobre a mesa a informação que tem. Tal exercício de transparência chegou ao extremo de que o fiscal do Vaticano fale sobre os casos de abusos em uma entrevista documentada. A Santa Sé publicou os regulamentos pelos quais se julgam estes casos e abundante documentação.

Dentro da Igreja, tem havido partidários da ruptura e partidários da renovação. Ruptura: 1) algumas vozes reclamam uma revisão do celibato e da moral católica, ainda que especialistas e opinadores inclusive não católicos denunciem com dados a inexistência de tal vinculação causa-efeito, 2) expoentes antirromanos de certa idade reclamaram a demissão do Papa ou uma reforma.

Renovação: muitos aplaudiram o posicionamento de Bento XVI de tolerância zero, petição de perdão e penitência e conversão. Muitos católicos saíram da perplexidade buscando a verdade dos fatos. A operação limpeza iniciada anos atrás retomou impulso: desde a carta à Irlanda foram demitidos dois bispos irlandeses, um americano, um alemão, um norueguês e um belga. A liderança interna de Bento XVI é maior agora: percebe-se Bento XVI como parte da solução e não como parte do problema.

Além da Igreja, poucos priorizaram a proteção das vítimas e as medidas para acabar com a pederastia. É lamentável, tanto mais quando se constata que é um problema transversal: afeta mais gravemente muitos outros coletivos sociais. Países como Alemanha já o enfrentam globalmente. Alguns articulistas apontaram a culpa em que a extensão do fenômeno estivesse vinculada à revolução sexual dos anos 60 e sua simpatia declarada para a pedofilia.

“O Papa chorou conosco”


AFP- “Fiquei impressionado com a humildade do papa. Ele tomou para si o constrangimento causado pelos outros. Ele foi muito corajoso. Nos escutou individualmente, rezou e chorou conosco”, declarou Lawrence Grech. “Ele até benzeu uma cruz que eu carregava”, acrescentou.
O Papa Bento 16 se reuniu em Malta com “um pequeno grupo de pessoas que sofreram abusos sexuais cometidos por religiosos”, anunciou o Vaticano mais cedo em um comunicado. O papa mencionou a “profunda comoção provocada pelas histórias e expressou sua vergonha e lamentação pelas vítimas e pelo sofrimento de suas famílias”.
Lawrence Grech afirmou que ele não quer pedidos de perdão do papa. “Eu exigi desculpas antes porque estava enfurecido. Minha raiva desapareceu e estou satisfeito de ter encontrado o papa. Continuarei batalhando, não contra a Igreja mas contra a pedofilia”, assegurou.
* * *
Diante de 50 mil fiéis, o Santo Padre assim exortou em seu sermão deste domingo: “Nem tudo o que o mundo propõe hoje merece ser acolhido […] Muitas vozes procuram nos convencer a deixar de lado a nossa fé em Deus e na sua Igreja e de escolher, nós mesmos, os valores e as crenças com as quais viver. Meus queridos irmãos e irmãs, se depositamos a nossa confiança no Senhor e seguimos os seus ensinamentos, colheremos sempre inúmeros frutos […] Também nós devemos depositar a nossa confiança somente n’Ele. Tentou-se pensar que a tecnologia avançada de hoje possa responder a todos os nossos desejos e nos salvar dos perigos que nos assediam. Mas não é assim. Em todos os momentos da nossa vida, dependemos totalmente de Deus, no qual vivemos, nos movemos e temos a nossa existência”.

Não se pode condenar a Igreja e o Papa pelos abusos de uns quantos, diz rabino


Não se pode condenar a Igreja e o Papa pelos abusos de uns quantos, diz rabino

REDAÇÃO CENTRAL, 08 Abr. 10 (ACI) .- O rabino Jack Bemporad, Diretor do Centro para o Entendimento Inter-religioso em New Jersey, Estados Unidos, assinalou que “não se pode condenar coletivamente a Igreja pelo que alguns sacerdotes e indivíduos nela possam ter feito”, perante a campanha mediática difamatória contra o Papa Bento XVI.

Em entrevista concedida à agência ACI Prensa logo depois de defender a comparação que fez o Pe. Raniero Cantalamessa, Pregador da Casa Pontifícia, equiparando os ataques contra a Igreja ao anti-semitismo, o rabino disse que ao final, o que o sacerdote tentou dizer “é correto” pois não se pode condenar o corpo pela falta de alguns.

Dirigindo-se logo àqueles que criticam o Santo Padre, o rabino Bemporad afirmou que “necessita-se algo do sentido da compaixão, caridade, e dizer: ‘como podemos fazer isto adequadamente?’ Em vez de condená-lo e dizer: ‘Viu só?, ele não está fazendo o suficiente'”.

Há muitos casos de abusos a menores, disse logo. “Não é simplesmente um problema católico”, precisou. “Considero que o Papa está tentando fazer o melhor que pode”, sentenciou.

Depois de criticar a cobertura mediática e qualificá-la de “unidimensional”, o rabino lamentou que “a tragédia dos meios é que tem a capacidade de educar. O que estão fazendo com isto é mostrar os piores elementos dos seres humanos. O elemento mais voyeurista de todos”. Aqui o rabino se refere ao Voyeurismo que é uma prática que consiste num indivíduo conseguir obter prazer sexual através da observação de outras pessoas.

“Não devemos ser tão rápidos para ler os titulares que são virulentos, e em minha opinião, histéricos”, acrescentou.

Logo depois de elogiar os esforços do Papa Bento XVI por aproximar a Igreja com a comunidade judia, o rabino assegurou que “tudo o que estou pedindo é caridade”. “Temos que pensar no que se pode fazer para ajudar-nos mutuamente em vez de condenar-nos”, concluiu.

Seis acusações e uma pergunta


A paixão do Papa Bento. Seis acusações e uma pergunta

 

A pedofilia é apenas a última das armas apontadas contra Joseph Ratzinger. E cada acusação se dá ali onde mais exercita seu papel de guia. Um a um os pontos críticos deste Pontificado.

O artigo é do vaticanista Sandro Magister e está publicado no sítio italiano Espresso, 07-04-2010. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.

O ataque ao Papa Joseph Ratzinger com a arma do escândalo, proporcionado por sacerdotes de sua Igreja, é uma constante deste Pontificado. Uma constante, porque uma e outra vez, em terreno diferente, ataca-se em Bento XVI justamente o homem que trabalhou e trabalha, nesse mesmo terreno, com maior clarividência, determinação e resultado.

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A tempestade que se seguiu à sua exposição em Regensburg, no dia 12 de setembro de 2006, foi a primeira da série. Bento XVI foi acusado de ser inimigo do Islamismo e um partidário incendiário do desencontro entre as civilizações. Justamente ele que com uma lucidez e uma coragem única havia desvelado onde se fundamenta a raiz última da violência, numa ideia de Deus mutilada pela racionalidade, e depois havia dito também como vencê-la.

As agressões e inclusive os assassinatos que se seguiram às suas palavras confirmaram dolorosamente a probidade de suas palavras. Mas, que ele acertou no alvo foi confirmado, sobretudo, pelos passos de diálogo entre a Igreja católica e o Islamismo que se registraram na sequência – não contra, mas graças à exposição de Regensburg –, dos quais a carta ao Papa de 138 sábios muçulmanos e a visita à Mesquita Azul de Istambul foram os sinais mais evidentes e prometedores.

Com Bento XVI, o diálogo entre o cristianismo e o Islamismo, assim como com as outras religiões, avança hoje com uma consciência mais nítida sobre o que distingue – a força da fé – e sobre o que pode unir – a lei natural escrita por Deus no coração de cada pessoa humana.

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Uma segunda onda de acusações contra o Papa Bento apresenta-o como um inimigo da razão moderna, e em particular de sua suprema expressão: a ciência. O ápice desta campanha hostil foi alcançado em janeiro de 2008, quando os professores obrigaram o Papa a cancelar uma visita à principal Universidade de sua diocese: a Universidade de Roma La Sapienza.

Entretanto – assim como antes em Regensburg e depois em Paris, no Colégio dos Bernardinos, em 12 de setembro de 2008 – o discurso que o Papa tentou dirigir à Universidade de Roma era uma formidável defesa do nexo indissolúvel entre fé e razão, entre verdade e liberdade: “Não venho impor a fé, mas alentar a coragem pela verdade”.

O paradoxo é que Bento XVI é um grande “iluminista” em uma época em que a verdade tem poucos defensores e a dúvida a domina, até pretender tirar-lhe a palavra.

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Uma terceira acusação jogada sistematicamente contra Bento XVI é a de ser um tradicionalista apegado ao passado, inimigo das novidades trazidas pelo Concílio Vaticano II.

Seu discurso à Cúria Romana, em 22 de dezembro de 2005, sobre a interpretação do Concílio e, depois, em 2007, a liberalização do rito antigo da Missa seriam as provas com que seus acusadores contam.

Na realidade, a Tradição a que Bento XVI é fiel é a da grande história da Igreja, desde as origens até hoje, o que nada tem a ver com uma adesão formalista ao passado. No citado discurso à Cúria, para exemplificar a “reforma na continuidade” representada pelo Vaticano II, o Papa colocou a questão da liberdade religiosa. Para afirmá-la de modo pleno – explicou – o Concílio deveria ter retornado às origens da Igreja, aos primeiros mártires, a esse “patrimônio profundo” da Tradição cristã que se havia extraviado nos séculos mais recentes e que foi reencontrada também graças à crítica da razão iluminista.

Quanto à liturgia, se há um autêntico continuador do grande movimento litúrgico que floresceu na Igreja entre o século XIX e o século XX, desde Prosper Guéranger até Romano Guardini, este é precisamente Ratzinger.

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Um quarto terreno de ataque é contíguo ao anterior. Bento XVI é acusado de ter afundado o ecumenismo, de antepor o abraço aos lefebvrianos ao diálogo com as outras confissões cristãs.

Mas, os fatos dizem o contrário. Desde o momento em que Ratzinger é Papa, o caminho da reconciliação com as Igrejas do Oriente deu passos extraordinários para frente, tanto com as Igrejas bizantinas que têm como cabeça o Patriarcado ecumênico de Constantinopla, como – e essa é a novidade mais surpreendente – com o Patriarcado de Moscou.

E se isso aconteceu, é precisamente pela reavivada fidelidade à grande Tradição – começando pela do primeiro milênio – que distingue este Papa, mais conforme a alma das Igrejas do Oriente.

Sobre a vertente do Ocidente, é também o amor da Tradição o que impulsiona pessoas e grupos da Comunhão Anglicana a solicitar a entrada na Igreja de Roma. Em relação aos lefebvrianos, o que dificulta seu reingresso na Igreja é justamente o fato de estarem presos a formas passadas da Igreja e a doutrinas erroneamente identificadas com a Tradição perene. A revogação da excomunhão de seus quatro bispos, em janeiro de 2009, não modificou em nada o estado de cisma em que se encontram, da mesma maneira que a revogação em 1964 das excomunhões entre Roma e Constantinopla não resolveu o cisma entre Oriente e Ocidente, mas possibilitou um diálogo que culmina na unidade.

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Entre os quatro bispos lefebvristas aos quais Bento XVI revogou a excomunhão estava o inglês Richard Williamson, antissemita e negador do Holocausto. No rito antigo permitido, há uma oração para que os judeus “reconheçam Jesus Cristo salvador de todos os homens”. Estes e outros fatos contribuíram para alimentar um persistente protesto do mundo judaico contra o atual Papa, com notáveis arestas de radicalidade. E um quinto erro de acusação.

A última arma deste protesto foi uma passagem do sermão pronunciado na Basílica de São Pedro, no Sábado Santo na presença do Papa, pelo pregador da Casa Pontifícia, o padre Raniero Cantalamessa. A passagem questionada era uma citação de uma carta escrita por um judeu; não obstante isso, a polêmica se orientou exclusivamente contra o Papa.

Pois bem, nada é mais contraditório do que acusar Bento XVI de inimizade com os judeus. Porque nenhum outro Papa, antes dele, se esforçou tanto em avançar para definir uma visão positiva do vínculo entre cristianismo e judaísmo, ficando em pé a divisão capital sobre o reconhecimento ou não de Jesus como Filho de Deus. No primeiro volume de seu Jesus de Nazaré, publicado em 2007 – e próximo de ser completado pelo segundo volume –, Bento XVI redigiu a propósito disso páginas luminosas, em diálogo com um rabino norte-americano que ainda vive.

E numerosos judeus veem efetivamente em Ratzinger um amigo. Mas na imprensa internacional há outra coisa. Ali é quase solitário o “fogo amigo” que ressoa estrondosamente por parte de judeus que atacam o Papa que mais os compreende e os ama.

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Por último, uma sexta peça acusatória – atualíssima – contra Ratzinger é a de ter “encoberto” o escândalo dos sacerdotes que abusaram sexualmente de meninos. Também aqui a acusação atropela justamente o homem que fez mais do que ninguém, na hierarquia da Igreja, para resolver este escândalo.

Com efeitos positivos que aqui e ali já se podem mensurar. Em particular, nos Estados Unidos, onde a incidência do fenômeno entre o clero católico diminuiu nitidamente nos últimos anos.

Mas ali onde, como na Irlanda, a chaga ainda está aberta, sempre foi Bento XVI quem obrigou a Igreja desse país a colocar-se em estado penitencial, ao longo de um severo caminho traçado por ele em uma Carta Pastoral de 19 de março passado e que não tem precedentes.

De fato, a campanha internacional contra a pedofilia tem hoje um único e verdadeiro alvo: o Papa. Os casos descobertos do passado são em cada momento os que calculadamente podem ser utilizados contra ele, tanto quando era arcebispo de Munique, como quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, mais o apêndice de Regensburg, durante os anos em que o irmão do Papa, Georg, dirigia o coro de meninos da catedral.

*

Os seis campos de acusação contra Bento XVI, até aqui mencionados, colocam uma pergunta. Por que este Papa é atacado deste modo, tanto de fora da Igreja, mas também de dentro, apesar de sua evidente inocência em relação às acusações?

Um princípio de resposta é que ele é atacado sistematicamente precisamente pelo que está fazendo, pelo que diz e pelo que é.

 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=31237

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